Portos do RS movimentaram 0,52% mais em 2024

 O complexo portuário do Rio Grande do Sul encerrou 2024 com um crescimento de 0,52% nas movimentações em relação ao mesmo período de 2023. 

Ao longo dos 366 dias de 2024, os portos gaúchos receberam 3.620 embarcações, sendo 2.954 delas no porto do Rio Grande, 503 no porto de Pelotas e outros 163 navios no porto de Porto Alegre. No somatório geral, as três unidades administradas pela Portos RS movimentaram o equivalente a 45.098.185 toneladas.

Rio Grande
O porto de Rio Grande, fechou o ano com variação positiva de 1,03% e destaque para os aumentos das cargas de celulose (15,67%), polietileno (8,15%) e cloreto de potássio (6,09%).

As importações somaram 10.885.701 toneladas e tiveram como principais origens a China (1.806.025 t), Argentina (1.597.870 t), Rússia (951.874 t), Marrocos (711.967 t) e o Canadá (670.873 t), nesta ordem. Estados Unidos, Arábia Saudita, Nigéria, Uruguai e Peru completam a lista dos dez países.

Já as exportações alcançaram 25.218.338 toneladas e tiveram como principais destinos a China (10.941.729 t), o Vietnã (1.279.441 t), o Irã (1.123.779 t), os Estados Unidos (892.853 t) e o Marrocos (768.919 t). Filipinas, Coreia do Sul, França, Tailândia e Espanha fecham a lista dos dez países de destino da produção gaúcha.

Porto de Pelotas

A unidade registrou uma movimentação total de 1.152.443 toneladas, sendo 995.063 delas de toras de madeira para a produção de celulose. 

Porto de Porto Alegre

O cais público da capital encerrou 2024 com a movimentação de 727.044 toneladas.

Pesquisa sobre destinos preferidos

A Pesquisa de Final de Ano da Fecomércio-RS analisou as intenções de viagem no verão 2024/25 e a constatação geral é de que os destinos preferidos sao as praias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

 Entre os 385 ouvidos no levantamento, 45,5% afirmaram que irão viajar nesse verão. 

Entre os destinos, as praias gaúchas foram citadas por 38,3% dos entrevistados que viajarão, seguidas pelo litoral catarinense (37,7%), cidades do interior do RS (10,3%), outros estados (10,3%), Porto Alegre (5,1%) e o Exterior (0,6%). 

As entrevistas foram realizadas na principal cidade de cada macrorregião do Estado - Santa Maria, Porto Alegre, Caxias do Sul, Ijuí e Pelotas - no final de outubro. 

Torres é a praia mais citada entre os entrevistados, indicada por 37,1% dos respondentes que têm pretensão de viajar no RS. Na sequência, estão Capão da Canoa (12,9%), Tramandaí (12,9%), Arroio do Sal (6,5%), Cassino (6,5%) e Cidreira (6,5%). 

Entre os que viajaram no verão anterior, 56,7% devem voltar para o mesmo destino neste. Sobre onde os viajantes devem se hospedar, 52,0% pretendem ficar em casa própria ou de parentes e amigos, 25,1% afirmam que terão sua estadia em hotel ou pousada, 20,6% ficarão em casa ou apartamento alugado e 2,3% indicaram outro local.

Sobre o período em que estarão fora de casa, 64,0% dos respondentes afirmaram que passarão uma temporada viajando, 24,0% um final de semana por mês, 10,3% pretendem viajar dois finais de semana por mês e 1,7% responderam que pretendem ficar distante de suas cidades a maior parte dos finais de semana. Daqueles que citaram uma temporada, 57,1% disseram que passariam até 10 dias fora de sua residência, 33,0% de 11 a 20 dias, 8,9% de 21 a 30 dias e 0,9% acima de 30 dias. 

Sobre a pretensão de gastos nas férias, 42,3% disseram que devem desembolsar entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, 34,9% pretendem gastar até R$ 1 mil e 22,9% mais de R$ 3 mil. Entre os entrevistados que haviam viajado no verão anterior e que souberam fazer a comparação dos gastos com as férias passadas, 28,0% das pessoas pretendem gastar mais ou muito mais do que no veraneio passado, enquanto 30,3% afirmaram que irão gastar menos ou muito menos. Entre os entrevistados, 41,7% devem gastar o mesmo que nas férias do ano passado.

A pesquisa completa pode ser acessada AQUI.



Artigo, Eugênio Esber - Ainda estaremos aqui

Este artigo do jornalista Eugênio Esber foi publicado pelo jornal Zero Hora deste final de semana. O jornal possui os direitos de publicação, mas o artigo viraliza nas redes sociais desde ontem de manhã.

No livro “Ainda estou aqui”, Marcelo Rubens Paiva conta o flagelo de sua família e particularmente de sua mãe, Eunice, desde o dia em que agentes do regime militar foram à casa deles levar o pai, Rubens Paiva, para interrogatório, em 1971. Nunca mais o ex-deputado federal pelo PTB foi visto, vivo ou morto. O livro descreve a excruciante jornada de Eunice para ter o marido de volta, ou ao menos despedir-se dele. Nunca teve este consolo. Só mesmo um Alzheimer daria a ela alguma trégua no encontro diuturno com tão amargas lembranças. A demência foi ausentando-a do mundo e de si mesma, mas não por completo. Um dia, num lampejo de consciência, surpreendeu e emocionou o filho ao reunir forças para dizer “Ainda estou aqui.” Aquelas palavras, emolduradas por um “sorriso cansado”, como definiu Marcelo, ecoaram como um manifesto.

               Ecoaram, e seguirão ecoando, pela voz de todos os perseguidos por regimes autoritários como o que ora se impõe, ao arrepio Constituição e das leis, para silenciar, intimidar e aprisionar vozes que denunciem o espúrio consórcio de poder que se formou no Brasil a partir de 2019 e que, à diferença de 1964, opera sob o comando do Supremo Tribunal Federal. O STF, antes uma sigla de justiça, degenera-se em estandarte de política. Seus alvos são os dissidentes de um regime obscuro. Hoje, 8 de janeiro, milhares de famílias brasileiras que tiveram membros arrancados de seu convívio por um tribunal de exceção remoem suas dores. Sofrem, impotentes, o vilipêndio oficial contra seus mais caros valores – o culto à liberdade, a repulsa à impunidade de criminosos e corruptos, a defesa da soberania do povo brasileiro.

               Se os operadores deste monolítico bloco de poder se julgam inexpugnáveis porque têm o apoio de parte da imprensa, como aliás o regime de 1964 também teve, repensem.  Dezenas de milhões de brasileiros que amam a liberdade não poderão ser mantidos sob o tacão de uma ditadura de toga. Passe o que passe, ainda estaremos aqui. 

  

Frase

Se os operadores deste bloco de poder se julgam inexpugnáveis, repensem.


Artigo Gilberto Jasper - Informação e manipulação

Gilberto Jasper é jornalista, Porto Alegre.

E-mail - Jornalista/gilbertojasper@gmail.com

 

            Muito antes de obter o diploma de Jornalismo – conquista obtida há 42 anos na Unisinos – eu já trabalhava com comunicação. Em palestras que faço a estudantes do segmento faço questão de manifestar meu orgulho de ter nascido e trabalhado no Interior do Estado. Infelizmente ainda perdura o preconceito entre recém-saídos das faculdades que relutam em começar a carreira fora de Porto Alegre.

            Antes de entrar na faculdade, no jornal “O Alto Taquari”, da minha cidade natal, Arroio do Meio, no Vale do Taquari, durante algum tempo fui o único funcionário. Ao sair à rua carregava uma pasta de papelão com três blocos. No primeiro anotava dados para redigir a matéria. Caso o entrevistado demonstrasse empatia, oferecia uma assinatura, mediante recibo sacado do segundo bloco. O terceiro volume servia para oferecer publicidade - ou propaganda - como se dizia à época no interior.

            Ao ouvir este prosaico relato muitos estudantes ficam boquiabertos. Em época de tecnologia onipresente spa impossível imaginar-se um repórter andando a pé por toda a cidade, carregando uma pasta debaixo do braço, fazendo reportagem e acumulando atividades de venda de assinatura e publicidade. A segmentação atual exige especialização, o que impede que os profissionais conheçam todo o sistema de comunicação da empresa ou veículo em que atuam.

            Vivemos tempos de radicalização raivosa que sufoca a informação criteriosa em detrimento da opinião que muitas vezes soa mais como palpite. Até pouco tempo manifestar posicionamentos era função exclusiva de comentaristas e colunistas. Aos demais jornalistas cabia apurar os fatos – com critério, honestidade e ética - e, a partir daí,  publicar “ponto e contraponto”, mostrar os dois lados dos fatos. O julgamento cabia ao público.

            Nesta quadra da vida, onde milhões de pessoas sustentam “influencers” que dizem o que o público deve vestir, comer e consumir, pode-se constatar que os critérios estão tremendamente distorcidos. O “efeito manada” gerou pessoas tangidas por um grupo de “formadores de opinião” pouco ético por ser, na verdade, obcecados por dinheiro. Esta gente – tanto que produz quanto consome este tipo de informação/produto – costuma usar termos pouco educados para referir-se a pessoas que pensam diferente. Este é o “nível”.

            Também são dias lamentáveis para o jornalismo onde profissionais de jornalismo são, no cotidiano, cabos eleitorais, e veículos de comunicação se transformaram em comitês políticos, tangidos por polpudas verbas publicitárias oficiais. É raro encontrar conteúdos imparciais que não tratem o leitor/ouvinte/telespectador/internauta como um idiota. 

        É incomum acessar notícias contendo “os dois lados” onde são exibidos virtudes e defeitos, numa manifestação de jornalismo responsável, ético, transparente e comprometido apenas com a verdade e com o público.


Opinião do editor

  Ainda estão muito obscuros e sem explicações contundentes e confiáveis, tudo que se relaciona com os acontrecimentos dos dias 9 e 10 na Venezuela, antes e no dia da farsa que foi a nova posse do ditador narcocleptocomunista Nicólas Maduro.

O editor deste blog acompanha tudo de perto, com ênfase nas redes sociais e nas transmissões da EVTV, emissora de exilados venezuelanos que vivem e trabalham em Miami.

Não estão claros, até este momento:

1) Maria Corina Machado foi mesmo sequestrada, presa e obrigada a gravar vídeos de apoio ao regime ?
2) O presidente eleito Edmundo Gonzales Urrutia tomou posse em que lugar do planeta e onde ele estava no dia 10 ?
3) Trump realmente mandou avisar Maduro que a prisão de Maria Corina daria justificativa legal para atacá-lo dentro de casa e por isto o regime soltou a líder da oposição ?

Nesta nota que colocou no X, Maria Corina não é clara sobre o que aconteceu, mas o agradecimento a Trump parece revelar mais do que se sabe de verdade, confirmando a boataria sobre sua captura e libertação:

“Com coragem extraordinária, o povo venezuelano desafiou consistentemente o medo e a repressão brutal, permanecendo unido para rejeitar um regime criminoso desesperado para se agarrar ao poder e fugir da justiça.

Maduro e seus cúmplices fracassarão. Nós, o povo da Venezuela, somos resolutos em nossa busca por liberdade e dignidade.

Sua preocupação decisiva com minha segurança foi um ponto de virada”, escreveu no X, em relação a Trump.

“Sob o presidente eleito Edmundo González, a Venezuela se erguerá mais forte, mais livre e mais unida do que nunca, tornando-se um farol de estabilidade e força para as Américas”.

Com reabertura do Salgado Fiolho, RS teve aumento de 16,3% de turistas nos últimos 3 meses

 Entre 16 de outubro do ano passado, data do retorno dos primeiros voos no aeroporto Salgado Filho, e 29 de dezembro, o Rio Grande do Sul recebeu 281.583 turistas pelo modal aéreo, aumento de 16,33% frente aos 242.062 registrados durante o período em que o terminal permaneceu fechado após as enchentes. 

Os dados foram extraídos da Forward Keys, plataforma que permite acompanhar visitantes e turistas desde a compra da passagem até a permanência no destino. 

Na comparação com o mesmo período de 2023, entre 16 de outubro e 29 de dezembro, 154.844 bilhetes aéreos foram emitidos para o Estado, que registrou, ainda, 6,6 milhões de intenções de compra de passagens.

Gramado e Porto Alegre seguem entre as cidades mais procuradas. seguidas de Torres, de Canela e de Bento Gonçalves.

Em relação ao valor médio das tarifas aéreas, dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam preços médios de R$ 713,20 e R$ 796,01 para os meses de outubro e novembro de 2024, respectivamente; em 2023, os valores eram de R$ 808,26 (outubro) e R$ 774,91 (novembro).

Número de turistas internacionais cresce

De acordo com dados da Embratur, o Rio Grande do Sul recebeu 73.924 turistas internacionais entre os meses de outubro e novembro de 2024, representando um aumento de 27,7% em relação aos 57.863 recebidos no mesmo período do ano anterior.

Nota do Itamaraty

   Numa surpreendente nota oficial distribuída hoje, o Itamaraty falou em nome do governo federal nomeado lulopetista contra a repressão policial ocorrida na Veneuela contra Maria Corina e a oposição da Venezuela.

 A nota diz que o governo brasileiro "deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição" a opositores políticos na Venezuela.

O ditador cleptonarcocomunista Nicolás Maduro, tomou posse ontem para o seu terceiro mandato como presidente, em uma cerimônia esvaziada de chefes de Estado e governo, mas com representantes do PT, o Partido oficial do governo brasileiro, do MST, aparelh,o sindical do PT, e da embaixadora do Brasil em Caracas.

O Itamaraty declarou que o Executivo acompanha com "grande preocupação" as denúncias de violações de direitos humanos a opositores do governo na Venezuela. "O Brasil registra que, para a plena vigência de um regime democrático, é fundamental que se garantam a líderes da oposição os direitos elementares de ir e vir e de manifestar-se pacificamente com liberdade e com garantias à sua integridade física", disse a nota.

O Itamaraty ainda pediu que as forças políticas venezuelanas dialoguem e busquem entendimento mútuo. Segundo o comunicado de hoje, há reconhecimento de "gestos de distensão" pelo governo Maduro, como a liberação de 1.500 detidos nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas