Artigo, Ruy fabiano, O Globo - O público e a privada

O público e a privada

A absolvição (4 a 3), pelo TSE, da chapa presidencial Dilma-Temer, eleita (?!) em 2014, adiciona mais um capítulo à novela de espantos da crise brasileira; um julgamento de quatro dias, de que já se sabia com larga antecedência os votos de cada um dos ministros.

Alguns foram escolhidos por um dos réus, casos de Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, indicados por Temer. Gonzaga, inclusive, advogou para a chapa Dilma-Temer em 2010, mas, como o caso em pauta se referia à eleição posterior, não se sentiu impedido.

Clamor das ruas? Ora essa: “Não se deve ouvir a turba”, proclamou o ministro Gonzaga, exercendo com fulgor o seu papel nesta crônica de uma absolvição anunciada.

Seu colega Napoleão Nunes Maia trocou o slogan “voz das ruas” pelo “voz das urnas”, o que, no limite, torna desnecessária a existência do próprio TSE. Não importa (é o que se infere do que disse) o que fez as urnas falarem – mas falaram, tá falado.

O teor fulminante das provas, expostas pelo relator Hermann Benjamin, não impressionou os juízes, que, aliás, já as conheciam em detalhes. Bocejavam de tédio e contrariedade diante do expositor - e lhe pediam objetividade.

Não contestaram as evidências documentadas, mas aspectos, digamos, formais, tais como a data de junção das provas aos autos. Pouco importava que se referissem a fatos contemporâneos ao que se julgava, apenas revelados posteriormente.

O mesmo plenário que autorizou colher os depoimentos da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura sustentou, por maioria, que eram inválidos.

Absolveram-se os réus não em face da inocência, na qual ninguém sustentou crer, mas por motivos que variavam da argumentação já referida dos prazos à dos supostos riscos à estabilidade da economia do país. Houve mesmo quem argumentasse (ministro Napoleão) que não apenas os réus, mas todos os candidatos teriam incidido nos mesmos atos.

Assim sendo, se todos delinquiram, absolvam-se todos, já que, segundo ele ainda, em reeleição, é natural o abuso de poder econômico. Validou, assim, a blague segundo a qual “ou todos nos locupletamos ou restaure-se a moralidade”.

O TSE, no entanto, não estava julgando a todos, mas um caso específico, que, por envolver uma eleição presidencial, quebraria um paradigma nefasto, que inversamente consagrou.

O julgamento agrava a crise na medida em que aprofunda o descrédito geral nas instituições. Quando o próprio Judiciário obstrui a Justiça, em nome de fatores a ela estranhos, como a estabilidade da política e da economia – na verdade, do governo -, assume o papel mencionado pelo relator de “coveiro de provas vivas”.


Ao se eleger vereador pelo Rio de Janeiro, nos anos 50, o humorista Barão de Itararé prometia: “Farei na vida pública tudo o que faço na privada”. Era uma piada, mas era também uma profecia, em pleno cumprimento nos dias em curso.

Rodovias bloqueadas no RS

RODOVIAS FEDERAIS

— BR-470: km 194 (bloqueio total em virtude do alto risco de desmoronamento), km 197 (bloqueio total em virtude de queda de barreira, sem previsão de liberação) e km 202 (bloqueio total por risco de queda de barreiras). Os três pontos ficam em Bento Gonçalves, na Serra. Não há passagem pela rodovia para ir a Veranópolis e o desvio pode ser feito pela RS-431, em direção a Guaporé.

— BR-153: km 2 (bloqueio parcial), em Marcelino Ramos. O ponto permanece com interdição parcial devido a problema no asfalto.

— BR-472: km 513 (bloqueio total), em Uruguaiana. O trânsito segue totalmente interrompido na ponte do Rio Ibicuí.

— BR-116: km 178 (bloqueio total), em Nova Petrópolis. Trecho está interrompido em razão de queda de barreira.

RODOVIAS ESTADUAIS

— RS-858: km 7 (bloqueio total), em Candelária. Parte da rodovia cedeu na noite de quarta-feira (7).

— RS-528: km 8 (bloqueio total), entre Campo Novo e Braga. O motivo do bloqueio é água na pista.

— RS-132: km 5 (bloqueio total), em Vila Maria. O motivo do bloqueio é água na pista.

— RS-129: km 51, em Colinas. há alagamento na pista.

— RS-129: km 1 ao 12, em Estrela, água sobre a pista.

— RS-130: km 32, em Venâncio Aires. Ponte sobre o Rio Taquari está submersa

— RS-124: km 7 (bloqueio total), em Pareci Novo. O motivo do bloqueio é a elevação das águas do Rio Caí.


— RSC-287: km 229 (bloqueio parcial), em Santa Maria, por rompimento de bueiro deixa trânsito em meia pista.

Crime continuado e obstrução de Justiça

De acordo com Rodrigo Janot, existe risco de crime continuado, com a “probabilidade de que a lavagem de parte dos R$ 2 milhões recebidos da propina paga recentemente pela J&F, com participação direta de todos os requeridos, ainda esteja em curso”.
Outro aspecto ressaltado por Janot nas gravações ambientais e interceptações telefônicas autorizadas pelo ministro do STF Edson Fachin, é fato de Aécio estar "adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato, seja por meio de alterações legislativas para anistiar ilícitos ou restringir apurações, seja mediante interferência indevida nos trabalhos da Polícia Federal, seja através da criação de obstáculos a acordos de colaboração premiada relacionados ao caso".

Segundo Janot, a prisão do senador afastado é a única maneira de salvaguardar a ordem pública e a própria instrução criminal. "Isso porque, além da possibilidade concreta de prática de novos delitos por parte dos requeridos, há o risco grave e concreto de que ações criminosas já iniciadas pelo senador Aécio Neves, para embaraçar as investigações em curso no âmbito do Supremo Tribunal Federal - relacionadas à organização criminosa da Operação Lava Jato - atinjam seu objetivo", afirmou.

E O BNDES?

E O BNDES?

                Muito se fala em moralização do país. Todos os lados discursam neste sentido, porém o que se vê não é bem isso.
                Querem um exemplo? Porque, até hoje, não se abriu a “caixa preta” do BNDES?
                Pouco adianta fazer devassa nas contas públicas e brigar contra as reformas, se não desvendarmos a sangria feita nos cofres da nação através de empréstimos oficiais via BNDES.
                Ora, já é notório o fato de que o banco de desenvolvimento do governo foi usado para favorecer grandes empresas. Apesar do segredo e da confidencialidade impostas pelas administrações do PT – leia-se, governos Lula da Silva e Dilma – o povo gostaria muito de saber para quem, quanto, e a que taxas, a montanha de dinheiro saiu do caixa do banco?
                Também gostaríamos muito de conhecer a origem do dinheiro (se foi buscado por meio de captação no mercado financeiro ou se veio do caixa único do governo federal?).
                Assim, todos poderiam saber, também, o quanto de propinas sobrou dos empréstimos. Pois, até a “velhinha de Taubaté” sabe que nenhum valor relevante saiu do banco sem uma contraprestação dos beneficiários. Apesar de que todos aqueles que fizeram acordo para delação premiada são mentirosos, segundo grita o PT, o PMDB, e o PSDB .
                Saberíamos, ainda, qual o volume de dinheiro saiu após o ser mais honesto do planeta – quando exercia o cargo de presidente – haver utilizado brecha do Decreto nº 4.418/2002 (do FHC), que, “casualmente” alterou o Estatuto do BNDES, autorizando-o a financiar empresas nacionais para utilizar em ativos no exterior. Resta evidente a razão do FHC ser tão amigo do Lula da Silva e defende-lo com tanto ênfase.
                Talvez pudéssemos entender – então – os empréstimos/financiamentos para a Odebrecht fazer obras em CUBA, VENEZUELA, BOLÍVIA, EQUADOR, ARGENTINA, entre outros países comandados por “companheiros bolivarianos” ou ditadores amigos.
                E, também, para a JBS, do “agora canalha” Joesley Batista, espraiar-se mundialmente.
                Foram emprestados – segundo se sabe – alguns bilhões de dólares, enquanto aqui na terrinha só havia dinheiro para construir estádios para a Copa. Que o diga o caos da saúde, e da segurança pública, que não vem de hoje.
                Ah, ia me esquecendo: para os programas de “bolsa família”; “bolsa presidiário”; outras “bolsas esmola”; e indenizações para “perseguidos da ditadura”; igualmente nunca faltou dinheiro oficial!
                Enfim, os brasileiros decentes querem saber quem foram os grandes tomadores da fortuna que saiu dos cofres do BNDES.
                É claro que os “mortadelas” e outros “corporativistas de plantão” devem achar um absurdo tal explicação, pois se trata de assunto de segurança nacional. É mesmo inacreditável como os políticos (corporativistas e oportunistas) se protegem. E os “simpatizantes” do PT, do Lula da Silva, da Dilma, que acreditam nas justificativas esfarrapadas que as defesas desta quadrilha tentam empurrar goela abaixo de todos.
                Contem outra piada, porque esta não tem nenhuma graça.
                Mas, se o beneficiário do “jabá”, anos depois, vira um canalha (como recentemente o Lula da Silva adjetivou o (ex)amigo Joesley), ou faz campanha contra o PT (olha a Globo aí, gente!), alguma coisa está cheirando mal. E não é fedor de esgoto...
                Esperamos que o BNDES abra seus arquivos e a verdade venha à tona.
                Se não tiver morrido afogada!


                Marcelo Aiquel – advogado (08/06/2017) 

Nova safra

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem a nona estimativa para a safra de grãos de 2016/17, que está em período de colheita no País. A área plantada recorde alcançará 60,5 milhões de hectares, o que representa expansão de 3,7% ante a safra passada, e a produção total de grãos deve atingir o nível histórico mais elevado de 234,3 milhões de toneladas, avançando 25,6% em relação à safra anterior. 

Pelo sexto mês consecutivo, a Conab revisou suas estimativas: na comparação com o mês passado, a produção total foi revisada para cima em 2,3 milhões de toneladas, com destaque para 910 mil e 1 milhão de toneladas a mais de soja e milho, nessa ordem. Assim, as duas maiores safras, de milho e soja, chegarão aos níveis recordes de 93,8 e 113,9 milhões de toneladas, subindo 41,0% e 19,4% ante a safra passada, respectivamente. Revisões positivas também foram divulgadas para a produção de feijão (1,9%) e arroz (1,4%), em relação ao esperado no levantamento anterior. Somado a isso, para a 2ª safra de milho, que começará a ser colhida a partir de junho, a estimativa de produção foi ajustada para cima em 1,3% ante o mês passado, atingindo 63,5 milhões de toneladas (o que representa expansão de 55,8% na comparação com o ano passado). Dessa forma, a confirmação do forte crescimento da oferta nacional de grãos seguirá favorecendo a queda dos preços domésticos, aliviando os custos nos segmentos de carnes e de leites e derivados e os preços de alimentos ao consumidor, além de impulsionar a renda agrícola nas regiões produtoras de grãos.

Rodovias bloqueadas noRS

RODOVIAS FEDERAIS

— BR-470:km 194, km 197 e km 202 (bloqueio total após risco de desmoronamento e queda de barreira). Os três pontos ficam em Bento Gonçalves, na Serra. Não há passagem pela rodovia para ir a Veranópolis e o desvio pode ser feito pela RS-431, em direção a Guaporé.

— BR-153: km 2 (bloqueio parcial), em Marcelino Ramos. O ponto permanece com interdição parcial devido a problema no asfalto.

— BR-472: km 513 (bloqueio total), em Uruguaiana. O trânsito segue totalmente interrompido na ponte do Rio Ibicuí.

— BR-116: entre os kms 178 e 181, em Nova Petrópolis, próximo ao Ninho das Águias. Queda de barranco, sem previsão de liberação.

Advertisment

You can close Ad in 2 s
RODOVIAS ESTADUAIS

— RS-858: km 7, em Candelária. Parte da rodovia cedeu na noite de quarta-feira (7).

— RS-569: km 28 (bloqueio total), em Barra Funda. O motivo do bloqueio na Ponte do Rio da Várzea ocorre pela elevação das águas.

— RS-528: km 8 (bloqueio total), entre Campo Novo e Braga. O motivo do bloqueio é água na pista.

— RS-817: km 10 (bloqueio total), em Espumoso. O motivo do bloqueio é água sobre a pista.

— RS-132: km 5 (bloqueio total), em Vila Maria. O motivo do bloqueio é água na pista.

— RS-129: km 38, em Estrela. Junto ao bairro Boa União há alagamento na pista.


— RS-124: km 7 (bloqueio total), em Pareci Novo. O motivo do bloqueio é a elevação das águas do Rio Caí.

Editorial, Zero Hora - Improvisação na segurança

Improvisação na segurança
A sociedade gaúcha tem o direito de voltar a circular sem medo nas ruas, e isso só ocorrerá quando houver lugar adequado para abrigar presos

Os gaúchos, mesmo conscientes da situação falimentar do setor público estadual, não têm como aceitar a improvisação e os riscos impostos pelo uso de 11 viaturas da Brigada Militar e da Força Nacional para abrigar detentos num terreno da zona norte de Porto Alegre. Além de expor policiais militares, que deveriam estar nas ruas circulando em viaturas excepcionalmente transformadas em celas e não fazendo custódia de presos, a alternativa significa uma ameaça para toda a sociedade. E ainda impõe a quem aguarda por uma vaga em presídio punição maior do que a devida, numa sucessão de equívocos por parte justamente de quem tem o dever de zelar pelo cumprimento da lei.
Mais segurança não depende apenas de eficiência no policiamento ostensivo. Ainda assim, não há como combater a criminalidade quando a alternativa para deter quem incorre em crime são cárceres sobre rodas, improvisados em viaturas. Essa precariedade assustadora, com risco permanente de se transformar em tragédia, coincide com um novo recorde na média de ocupantes por vaga no Presídio Central, em Porto Alegre, que é o retrato da falência do sistema carcerário. A sociedade gaúcha tem o direito de voltar a circular sem medo nas ruas, e isso só ocorrerá quando houver lugar adequado para abrigar presos.
No ritmo atual, vai levar tempo. Diante do clamor popular, é visível a intensificação do policiamento, particularmente em áreas mais movimentadas. Até mesmo esse fato positivo, porém, precisa ser visto com reservas, pois os policiais não têm para onde levar quem é detido. As razões são conhecidas, mas a população não pode se conformar com a explicação de que tudo se deve à falta de dinheiro. Dos cinco centros de triagem prometidos há oito meses, só um está funcionando. O Presídio de Canoas até hoje não gera vagas. E o ônibus Trovão Azul, que chegou a ter anunciada sua desativação como cela, segue abrigando presos.

Mais do que qualquer outra área de atuação exclusiva do Estado, segurança pública precisa obedecer a cronogramas rígidos. É inaceitável e mesmo assustador que, nessa área, tudo ande devagar, menos a criminalidade