Artigo, Fábio Jacques - O ovo ou a galinha?

O famoso dilema sobre o que veio antes, se o ovo ou a galinha, volta à baila.
O que veio antes: a pandemia ou o lockdown?
Há no mundo dois tipos de países: os autossuficientes e os economicamente dependentes.
No primeiro grupo estão os países do primeiro e do segundo mundo também conhecidos como países em desenvolvimento, e no segundo os de terceiro mundo.
Diversos países deste segundo grupo tomaram dinheiro emprestado da China, empregaram este dinheiro em obras viárias, aeroportos, construção civil, não esquecendo a parcela desviada pela corrupçãolocal, e, não podendo honrar seus compromissos ou pagar suas dívidas, tornaram-se dependentes tanto econômica como administrativamente de seu credor.
Mas quem é a China para ter todo este poderio de dominação?
É um país essencialmente formado por mais de um bilhão de pessoas miseráveis, dominadas por um grupo extremamente despótico que constitui o Partido Comunista Chinês. Não é a China que está querendo dominar o mundo e sim o PCC ou simplesmente o comunismo internacional que domina a própria China.
O propósito maior do comunismo internacional sempre foi, e continua sendo, a dominação do mundo através da criação de um único governo central externado pelo globalismo ou a Nova Ordem Mundial.
Ocorre que, para dominar o mundo, todos os países deveriam se tornar seus dependentes, o que não acontece com os países do primeiro mundo e até mesmo com grande parte daqueles em desenvolvimento ainda que todos eles abriguem em seus seios hordas gigantescas de globalistas como, por exemplo, os Democratas nos Estados Unidos e todos os partidos de esquerda do Brasil.
A solução para este impasse seria tornar estes países hoje independentes, dependentes do comunismo, o que só seria possível através da derrocada de suas economias.
E como provocar a derrocada de suas economias? Impedindo o funcionamento das indústrias, do comercio e acabando com o emprego das pessoas. Isto só seria possível obrigando a fechar tudo e a manter as pessoas presas dentro de suas casas até que não haja mais chance de sobrevivência pessoal e econômica obrigando os países a irem com o pires na mão pedir migalhas ao comunismo internacional, hoje majoritariamente representado pelo Partido Comunista Chinês.
Mas, uma última pergunta, como obrigar os países a estancarem suas economias e as pessoas a se refugiarem apavoradas em suas casas? Só através de um cataclismo global ou de uma pandemia. Como não é possível criar um cataclismo global pelo risco de destruição total de própria humanidade, a saída foi criar uma pandemia.
A pandemia foi criada na China e de lá espalhada pelo mundo com a conivência dos globalistas quinta coluna como, por exemplo, João Dória no Brasil. O vírus não contaminaria ninguém durante o carnaval, mas se tornaria extremamente ativo poucos dias depois.
Aí aparecem estudos sobre o coquetel de Hidroxicloroquina que se mostrou extremamente eficaz na primeira fase da contaminação e que poderia ter reduzido a números insignificantes os mortos pelo Covid-19. Imediatamente foi recriado o termo “ciência” que, contra todos os estudos feitos pelos maiores especialistas em infectologia do mundo como, por exemplo o francês Didier Raoult, proclamou que este remédio com mais de 70 anos, vendido sem receita médica, praticamente sem efeitos colaterais, comprovadamente excelente contra inúmeras doenças como malária, lúpus ou Zika Vírus, descobriu que este fármaco é extremamente perigoso e sem qualquer comprovação científica de sua eficácia.
A única solução é ficar em casa. Não tomar o remédio e esperar que seja desenvolvida uma vacina a toque de caixa sendo a preferida, aquela proposta pelo próprio PCC.
Não sei se o que veio antes foi o ovo ou a galinha ainda que tenha quase certeza de que foi o ovo posto por um ancestral galináceo que gerou o primeiro pintinho moderno, mas, tenho quase certeza de que antes da pandemia foi definido o lockdown. A pandemia foi o instrumento utilizado para obrigar o fechamento de tudo e a quebra das economias dos países desenvolvidos.
Má notícia: não conseguiram e vão perder esta guerra muito antes do que imaginam.

Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.

Saiba como testar de graça em Porto Alegre

Este material foi copidescado do site zerohora.com.br

Quem pode testar
Pessoa que mora na mesma residência de paciente que testou positivo e tem sintomas
Colega de trabalho que teve contato por quatro horas ou mais com paciente que testou positivo e tem sintomas
Quem não precisa testar
Pessoa que mora na mesma residência de paciente que testou positivo e não tem sintomas
Colega de trabalho que teve contato por quatro horas ou mais com paciente que testou positivo e não tem sintomas
Contato rápido, em reuniões, por exemplo, com paciente que testou positivo e tem sintomas
Onde testar
Unidade de Saúde Diretor Pestana – Rua Dona Teodora, 1016 – Humaitá (das 8h às 20h)
Unidade de Saúde São Carlos – Av. Bento Gonçalves, 6670 – Agronomia (das 8h às 20h)
Unidade de Saúde 1º de Maio – Av. Professor Oscar Pereira, 6199 – Cascata (das 8h às 20h)
Unidade de Saúde Cristal – Rua Cruzeiro do Sul, 2702 (das 7h às 19h)
Unidade de Saúde Paulo Viaro – Estrada do Lami, 4488 (das 8h às 17h)
Unidade de Saúde Moradas da Hípica – Rua Geraldo Link, 235 (das 7h às 19h)
O que é necessário informar
Nome do contaminado
É recomendável ter o CPF do contaminado

Artigo, Luciano Zuffo, médico do RS - Salvar vidas .... o que é isto, hoje ?

Anos e anos:  faculdade, residência médica, enfim,  muito tempo de estudo  para adquirir o que mais é nobre em qualquer profissão: conhecimento, ciência, carinho, prudência , humanização, .... Ficaria horas buscando adjetivos para tentar salvar vidas!

        Salvar vidas .........o que é isto. hoje?

        Para alguns é esperar que em uma página fabricada da celulose que pertenceu a  um ser , a arvore,   que perdeu a sua  vida para estar na minha mão,  traga a certeza científica que nunca virá? 

Ops! estou muito pessimista!

Quem sabe virá amanhã! 

Não!  É Hoje saiu agora, evidência robusta!!!! Foi realizado pelo maior colegiado que temos, não dá para contestar! 

Quem contestar é um “herege” um “curandeiro”!

Quem é você humilde servo da vida, para contestar os “Deuses Papirais da Evidencia”?

Boa Pergunta:

Quem sou eu? O que eu busco? Para que lutar?
       
 O ser humano desde os primórdios da existência sempre teve o instinto de sobrevivência. Ao caçar para se alimentar observava o seu alimento,  e após a observação,  em tentativa e erro ia aprimorando sua técnica,  e com isso garantia o alimento e o principal de tudo,   a sua sobrevivência.

          Hoje, desde o início da pandemia, somos  constantemente bombardeados com medo, insegurança e morte. Com isso nossa técnica não se aprimora, somos aprisionados com as  programações de vários canais de TV e de rádio, que  diariamente despejam  medicamentos muitos mais tóxicos, dos que os quais eles criticam e desaconselham.  Destruindo o que mais de nobre existe no ser humano que é a esperança.

        Nem nos meus mais distantes pensamentos e divagações,  que aconteciam  nos plantões noturnos,  aos quais as vezes escrorriam por entre meus  dedos  a vida de pacientes graves,  pensei que me depararia com tamanho “frenesi” entre colegas que se debruçaram em papéis e esqueceram o ser humano.

        Vale lembrar que não somos modelos matemáticos, tabelas estatísticas com
media ponderadas, somo humanos, iguais,  mas eternamente diferentes entre nós mesmos.

        Esse ser diferente de cada humano está esquecido, ou está acobertado, quando vejo colegas, sociedades de especialidades, mídia pautando assuntos que até para o maior pesquisador ainda traz dúvidas, mas no padrão atual do politicamente correto vira certeza, vira comemoração, vira a “batalha das evidências”.

        Esquecem-se os diretores e editores dos meios de comunicação,  que atrás da tela,  atrás do rádio, atrás do jornal  está um ser ser humano lendo,  absorvendo, tentando entender:  “que diabos é um estudo randomizado, duplo cego controle”. 
 
Essa p... de  evidência é  a responsável pela minha sobrevivência? 

Onde que é que eu compro a evidencia para manter a minha vida a minha dignidade? 

Se para quem convive com isso diariamente está difícil entender. Imagina para
os “pobres mortais”!         

Quem sabe uma discussão muito mais ampla tenha que ser feita. Fica a dica! 

O “Estado” , neste caso uso “estado”  como forma de exemplificar o poder público, apequenha-se e se esconde dentro de suas entranhas,  não tendo  uma posição firme, contundente e apaziguadora. Com isso traz das trevas a imagem de um gigante assustado que não consegue se decidir para qual lado irá.

        Os “Deuses Papirais da evidencia” por outro lado, , comemoram como uma partida de futebol cada parágrafo, cada vírgula, cada trabalho que aparece e desconcretiza a esperança. Muitos desses deuses perderam a principal ferramenta que é permitida a eles,  a interpretação textual. Isso é grave, Na opnião deste que vos escreve é mais do que grave é maquiavélico!

        “Fique em casa” “ Fique em casa” fique em casa.....fique......em.......!!!!!!! é o eco que ouvimos a meses.

        Mas, Pera ai!  Não tenho mais casa!  Não tenho mais emprego! Não tenho mais família!  Não sou mais ninguém!
Onde está a minha vida? Minha Dignidade? 

          Vida....... ! Tão presente e Tão distante!
Qual o valor da vida ? 

   
         A vida pode representar tudo ou nada, pode ser o começo ou o fim, mas,é única naquele ser humano e é  o que move a todos a procurar a sobrevivência.

        Enquanto muitos continuarão sentados esperando a “pílula papiral da evidencia”, com seu conflito de interesses gritando que o caos vai gerar riqueza e destruindo a vida, vou estar no grupo de beduínos que observam o movimento dos ventos e fogem da possível tempestade de areia,  que pode dizimar a vida de todo o grupo ao qual pertencemos.

        Prefiro voltar no tempo e ser o ingênuo estudante que quer salvar vidas, aprender e interpretar de maneira imparcial os “papiros da enidencia”,  e acima de tudo, ser realmente médico para aquele ser humano único, vivo e extraordinariamente “nú de evidência científica” que está na minha  frente.

  Para que neste momento único eu  possa dar o que existe de melhor para ele,  e salvar a sua vída. E  que ele não se torne mais uma evidência da arrogância, do caos e mais uma vida na  estatística de uma pandemia que alterou todo o contexto “humano” de nossa sociedade.

Dr. Luciano Zuffo Medico Urologista Diretor São Pietro Saúde

Artigo, Fernando Schuller, Gazeta do Povo - A democracia e o direito às ideias erradas

Artigo, Fernando Schuller, Gazeta do Povo - A democracia e o direito às ideias erradas

""Instituições não são a democracia", diz o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, em um tuíte, semanas atrás. O deputado segue fazendo considerações sobre o sentido da democracia ("é a vontade popular") e termina com uma afirmação: "Quem tem atacado tanto o Estado de Direito quanto a vontade popular é o STF".

A frase acima consta no despacho do ministro Alexandre de Moraes como exemplo de mensagens ilícitas ou fraudulentas (as expressões poderiam variar aqui: falsas, odiosas, agressivas) que justificam a operação policial realizada na quarta, no inquérito das fake news.

Outra mensagem diz simplesmente: "Doria e STF trabalhando em conjunto para matar o povo de fome". Essa não sei de quem é, o que é irrelevante. Há milhares de frases como essa, todos os dias, na internet. Aliás, há pouco mais de 30 anos, quando comecei a prestar atenção à política, escuto gente atribuindo a fome ou a miséria a esta ou àquela autoridade.

Outra mensagem parece mais globalizada: "Fui treinada na Ucrânia e digo: chegou a hora de ucranizar!". Sabe-se lá o que a frasista queria dizer com isso. Imagino que tenha a ver com a defesa de algum tipo de iliberalismo. Mas é só um palpite.

Há frases bem sem gracinha, do tipo "a maioria dos juízes nunca foi juiz", e, pasmem, "não querem se reformar". Há frases mais pesadas. Palavrões, que me permito não citar aqui, e bobagens, em regra mal escritas e de gosto duvidoso.

Discordo de todas aquelas frases e, ao contrário daquelas pessoas, tenho a Suprema Corte brasileira em alta conta. Dias atrás elogiei o ministro Celso de Mello pela sua recusa em proibir uma passeata exprimindo precisamente o tipo de ideias que as tais mensagens expressam.

Celso de Mello o fez com afirmação simples e precisa: não cabe ao Supremo ou à Justiça a "proibição estatal do dissenso".

Pois é o que nossa Suprema Corte faz agora. Já havia feito quando interditou uma publicação da revista Crusoé, por ser caluniosa ou falsa. À época, muita gente protestou, com razão. Houve editoriais de jornais respeitáveis. Agora os ventos mudaram.

O despacho do ministro diz suspeitar que as mensagens compõem uma complexa rede de pessoas que expõe "a perigo de lesão, com suas notícias ofensivas e fraudulentas, a independência dos poderes e o Estado de Direito".

Trata-se, sem tirar nem por, de punir o delito de opinião. Opinião individual ou organizada, não importa. Opiniões "perigosas" para a República. Opiniões, repito, que inundam as redes sociais, no Brasil e mundo afora, todos os dias.

O Estado brasileiro, pela mão de nossa Suprema Corte, se prepara para assumir a função de reguladora do grau de risco que uma frase ou grupo de frases podem trazer à República, às instituições ou à ideia mais geral da democracia.

É um caminho. Conhecendo o histórico do STF em defesa da liberdade de expressão, intuo que muitos de seus membros se sentirão incomodados ao passar os olhos por aquelas mensagens toscas e imaginar que alguém possa considerar que sua expressão não esteja garantida pela Constituição brasileira.

Ela está. Isso foi perfeitamente consagrado na histórica decisão tomada pelo próprio Supremo, quando da revogação da Lei de Imprensa.

O ministro Ayres Britto foi direto: "Não cabe ao Estado, por qualquer dos seus órgãos, definir previamente o que pode ou o que não pode ser dito por indivíduos e jornalistas".

Isso não exclui, por óbvio, o direito de resposta ou à reparação, sempre a posteriori. O que é estranho ao nosso ordenamento institucional, ao menos até agora, é a ideia de um Estado praticando um controle prévio e genérico de opinião, arbitrando o falso e o verdadeiro.

Isso pode mudar. O país pode migrar para um modelo de tutela do Estado sobre a opinião pública. Nesse caso, será preciso definir claramente quais são as ideias erradas, e quem faria esse controle na imprensa e nas redes sociais.

O problema aí é sempre o mesmo: as ideias erradas costumam sempre habitar o outro lado do mundo político, e um acordo sobre essas coisas nunca foi uma tarefa simples nas sociedades abertas.


Fernando Schüler
Fernando Schüler é doutor em Filosofia e Mestre em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com Pós-Doutorado pela Columbia University, em NY. É Professor no INSPER, em São Paulo, e curador do Projeto Fronteiras do Pensamento. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo."

Porto Alegre quer ser a cidade da Internet e ser um exemplo para o Brasil


Capital gaúcha simplificou a legislação para a implantação de infraestrutura de telecomunicações e, hoje, colhe os frutos da medida. "Na pandemia tivemos uma cobertura muito acima do que tínhamos antes de mudarmos as nossas leis e sermos mais receptivos à conectividade", afirmou o prefeito Nelson Marchezan Junior

Porto Alegre quer ser uma referência para o Brasil e se tornar a cidade da Internet e a do futuro a partir da simplificação da legislação para a implantação de infraestrutura de telecomunicações, afirmou o secretário municipal de meio ambiente e sustentabilidade da capital gaúcha, Germano Bremm, ao participar do webinar "O futuro da cidade na era 5G", com a participação de executivos do setor de Telecomunicações e do superintendente da Anatel, Vinicius Caram, e do gerente de infraestrutura do SindiTelebrasil, Ricardo Dieckmann.

Ao abrir o webinar, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, comemorou o fato de a capital gaúcha ter simplificado a legislação e motivado os investimentos em infraestrutura. "Colhemos os frutos na pandemia. Tivemos uma cobertura muito acima do que teríamos. Antes da nova regra, as ligações caiam, muitos bairros tinham sinal ruim de Internet. Conseguimos, agora, quando a Internet se tornou a referência, cumprir o isolamento social. Nossa legislação ficou receptiva para proporcionar a conectividade ao cidadão de Porto Alegre", ressaltou.

O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Porto Alegre, Germano Bremm, lembra que a pandemia, em três meses, provocou uma digitalização que levaria uma década para acontecer. "Com a nossa legislação, que hoje, com as autorizações necessárias, libera a instalação de infraestrutura em um dia, tivemos mais investimentos e temos uma série de gestores municipais do Brasil, em especial, de Minas Gerais e São Paulo, nos procurando para replicar o nosso modelo. Eles sabem que precisam de telecomunicações para aumentar as possibilidades de novos negócios", afirmou.

Porto Alegre assumiu um papel importante na burocracia das telecomunicações ao construir uma legislação pioneira e inovadora para facilitar a expansão das telecomunicações, enfatizou o superintendente da Anatel, Vinícius Caram. Ele lembra que a capital gaúcha pulou do 99º lugar para o 4º lugar no ranking das cidades amigas da Internet ao adotar medidas de simplificação.

O executivo da Anatel espera que o exemplo de Porto Alegre seja replicado para outros municípios do País. "É o momento de abrir novos sites inteligentes, como os pontos de ônibus e as placas e os próprios postes, para a transmissão das operadoras. É um movimento de reestruturação econômica, social e de novas aplicações", adiciona Caram.

O gerente do SindiTelebrasil, Ricardo Dieckmann, endossa a afirmação do superintendente da Anatel e espera que outras cidades, em especial, Belo Horizonte e São Paulo, onde há grandes dificuldades para a implantação de antenas, repliquem as ações de Porto Alegre e tirem a burocracia das suas legislações.

"Há pedidos em municípios parados há dois anos. Só tem uma forma de prover cobertura e qualidade que é instalando antena e fibra ótica", salientou. Dieckmann lembra que a legislação de Porto Alegre é auto declaratória, onde a responsabilidade é de quem faz o pedido. "A prefeitura está apta a rever qualquer irregularidade, mas há o princípio da confiança", completa Dieckmann.

O diretor de relações governamentais da Ericsson, Tiago Machado, lembrou que o Brasil, recentemente, chegou a 100 mil antenas ativas, o que significa cinco antenas por cada 10.000 habitantes, enquanto na Espanha, são 32 antenas por 10.000 habitantes. "Mas se quiserem a comparação com um país continental como o nosso, na Austrália são 8,6 antenas para cada 10.000 habitantes. Precisamos de mais antenas. O 5G vai demandar até 10 vezes mais antenas. Serão equipamentos menores, em postes, paredes, mas serão necessárias", enfatiza.

A VP de Telecomunicações das Deloitte do Brasil, Marcia Ogawa, ressaltou o papel do 5G no desenvolvimento econômico e social do Brasil. "O impacto do 5G será enorme na economia do estado. O 5G é impulsionador da indústria 4.0", ressaltou. O diretor da Huawei, Carlos Lauria, disse que boa parte das pessoas ainda acreditam que as antenas são àquelas enormes. "Precisamos delas ainda, mas a maior parte das novas antenas é pequena e se adequa à política urbanística de uma cidade".

O diretor da Nokia, Wilson Cardoso, para a América Latina, lembrou que o impacto econômico previsto para o 5G no Brasil entre 2021 até 2035 será de R$ 1,32 trilhão, o que significa um aumento de 1% ao ano no Produto Interno Bruto do Brasil. "A automação e a digitalização da economia vão ter um impacto bem maior do que a reforma da previdência terá", relata. O diretor da Qualcomm do Brasil, Francisco Soares, aproveitou o evento para refutar qualquer relação da telefonia móvel com a saúde do brasileiro. “Isso é um mito. Todos os estudos mostram que não há risco. E o 5G também não tem risco algum”, completa.

Pesquisa do Sebrae RS mostra que 21% das empresas gaúchas estão fechadas

Um dos motivos são os decretos governamentais que ampliaram as restrições de funcionamento em várias regiões do Estado.

A mais recente edição da Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizada pelo Sebrae RS entre os dias 03 e 12 de julho, mostra que 21% das empresas gaúchas estão impossibilitadas de funcionar. O resultado é cinco pontos percentuais mais alto do que a edição anterior do levantamento. Para 28% dos respondentes isso acontece por conta dos decretos governamentais que ampliaram as restrições de funcionamento em várias regiões do Estado. Já para outros 25% a natureza da atividade, predominantemente presencial, é causa direta da impossibilidade de abrirem seus estabelecimentos, situação que pode explicar a razão de 10% dos entrevistados estarem pretendendo remodelar seus negócios.

De acordo com o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy, os números refletem as dificuldades que os empresários vêm enfrentando por conta da pandemia. “Entendemos que para amenizar essa situação os protocolos para funcionamento dos estabelecimentos devem ser mais criteriosos, levando em consideração a situação específica dos pequenos negócios, os quais têm sido gravemente prejudicados por esta falta de diferenciação em relação às grandes empresas”, afirma.

Já em relação ao posicionamento das empresas, segundo Godoy, há que procurar orientação para explorar novos canais de venda e de relacionamento com os clientes, de forma a enfrentar com mais chances de sobrevivência o vai e vem das autorizações de abertura. “Reposicionar-se com rapidez é fundamental para permitir a travessia da crise, pois a demora na tomada das decisões difíceis pode ser fatal, já que pode levar ao exaurimento dos recursos da empresa, avalia o dirigente. 

Das empresas que seguem funcionando, 40% precisaram adaptar a estrutura física, 17% estão trabalhando com ferramentas digitais e 12% com delivery e take away, revelando uma nova realidade do mercado. E mesmo com as adaptações, 76% dos ePesquisa do Sebrae RS mostra que 21% das empresas gaúchas estão fechadasmpreendedores gaúchos ainda sofrem com a queda no faturamento, sendo que para praticamente a metade deles (48%), a queda é superior a 50%.

Falta de recursos
A dificuldade para obter empréstimo, que tem sido uma das principais dores de cabeça dos empresários desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao Rio Grande do Sul, segue entre os destaques. O levantamento mostra que 42% dos empresários buscaram financiamento para manter o negócio funcionando, ante os 39% do mês anterior. Dos que tentaram algum tipo de financiamento, 59% afirmaram não ter conseguido obter crédito. Entre as principais causas listadas estão a restrição cadastral da empresa ou dos sócios (23%) e a falta de garantias ou avalistas (22%).

A necessidade de empréstimo está relacionada com a escassez de capital de giro, apontada pela pesquisa como a principal carência dos pequenos negócios, chegando a 65% dos entrevistados - com aumento de sete pontos percentuais em relação ao mês de junho. Outras necessidades apontadas pelos respondentes são a análise sobre tendências e perspectivas do mercado (27%) e alternativas para diversificar produtos e serviços (24%). A Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios ouviu 631 empresários em todo o Rio Grande do Sul, no período de 03 a 12 de julho.

Confira mais dados da pesquisa realizada pelo Sebrae RS:
Funcionamento
79% sim
21% não

Faturamento
76% diminuiu
16% inalterado
8% aumentou

Expectativa para os próximos 30 dias
44% manter
16% expandir
13% retomar
12% reposicionar
9% reduzir
6% encerrar

Destaque em programa do Sebrae do RS, Warren recebe aporte financeiro R$120 milhões

Mesmo no meio de uma crise econômica ocasionada pelo novo coronavírus, uma boa notícia vem de uma das principais empresas de tecnologia do Estado. A startup Warren, corretora digital localizada em Porto Alegre, receberá um aporte financeiro de R$ 120 milhões do fundo QED Investors, uma das maiores investidoras em cartões de crédito dos Estados Unidos.

De acordo com o CEO da Warren, Tito Gusmão, esse valor será destinado à expansão da empresa, ampliação dos negócios e melhorias tecnológicas. E isso inclui a contratação para atuação presencial ou remota. As oportunidades são na área de tecnologia com cargos como gerente de negócios, desenvolvedor, analista e gerente de contabilidade, engenharia de dados e gestão de mídias sociais. Interessados podem se inscrever no site de recrutamento da empresa. “O objetivo é recrutar mais uma centena até o fim do ano. Se tiverem 100 pessoas interessadas amanhã, contratamos todas”, destaca Gusmão. Para se ter uma ideia, cerca de cem profissionais já foram incorporados ao quadro de funcionários este ano, além disso a empresa dobrou o patrimônio que gerencia, desde o início da quarentena.

A Warren tem uma longa história junto ao Sebrae RS. Gusmão chegou a ser um dos palestrantes do Insight 2018, evento criado pelo Sebrae RS para conectar o mundo do empreendedorismo. No segundo semestre de 2016, participou da quarta turma do StartupRS Digital e foram destaques no demoday, realizado em dezembro do mesmo ano. “O programa ajudou na validação do modelo de negócio, nas estratégias de marketing para o lançamento da empresa para que eles tivessem um resultado ainda melhor. Os fundadores são empreendedores bastante experientes, mas conseguimos ajudar nessa preparação”, destaca o gestor de projetos para Economia Digital do Sebrae RS, João Antônio Pinheiro Neto.

Sobre a Warren
Trata-se de uma plataforma de investimentos que descobre o perfil do cliente e o molda como “conservador” ou “arrojado”. A partir disso, a empresa cria um objetivo e projeta um modelo de investimento específico para cada usuário. No Brasil desde o início de 2017, possui pretensão de ser uma nova forma de investir, fácil, simples e sem grandes taxas como as dos bancos. Com 130 mil clientes e pouco mais de três anos em operação, a startup tem hoje R$ 2 bilhões de ativos sob gestão e projeta multiplicar esse patrimônio por cinco até o fim de 2021. A plataforma oferece 400 produtos, incluindo sete fundos próprios.