Giovani Cherini, entrevista Salvando Vidas

 SALVANDO VIDAS:

TRATAMENTO PRECOCE CONTRA A COVID-19 É DISCUTIDO COM MPF O Deputado Federal Giovani Cherini (PL-RS) reuniu-se nesta tarde (9) com o Procurador-Geral da República, Dr. Augusto Aras e vários membros do Ministério Público Federal. Acompanhado por um grupo renomado de cientistas, médicos e dirigentes empresariais, o grupo solicitou ao MPF para que recomende o tratamento precoce contra a Covid-19, como forma de diminuição de mortes por contaminação da doença. O deputado protocolou  documentação com vasto material, contendo evidências científicas da cura da doença, quando tratada precocemente, bem como evidências clínicas e relatos de médicos, que tratam milhares de pacientes com remédios indicados para o tratamento precoce com hidroxicloroquina,  ivermectina,  azitromicina,  bromexina, nitazoxanida,  zinco,  vitamina D e os anti-coagulantes. Para Cherini, não é mais possível aceitar a orientação recebida pelos pacientes com suspeita de COVID-19, nas UPAS e hospitais, para que voltem as suas casas, tomem um antitérmico, fiquem em isolamento e somente retornem ao hospital se sentirem falta de ar. “Os médicos que me acompanham são unânimes em afirmar que o tratamento precoce atua nos primeiros 7 dias de infecção”, afirma o parlamentar.

Especialista em saúde pública, o deputado afirma não ter dúvidas de que, enquanto não tivermos a vacina para todos, o  tratamento precoce é uma das mais fortes ferramentas para conter a mortandade de inúmeras pessoas,  considerando: o crescente número de infectados, o número de mortos e a lotação de UTIs. Na esteira daquilo que o deputando defende, manifestos e publicações científicas de milhares de médicos em todo o Brasil, passaram a ser publicados, chegando ao conhecimento de toda a sociedade. Nesses estudos e manifestos, esses profissionais defendem veementemente a adoção de um tratamento precoce contra a COVID-19. 

O apoio dos médicos levou o deputado a protocolar na Câmara Federal, nessa semana, Projeto de Lei que dispõe sobre os protocolos e utilização de medicamentos antivirais, antiparasitários e anti-inflamatórios para o tratamento precoce contra a Covid-19 na rede SUS.

Acompanharam o deputado nas audiências a Dra Nise Hitomi Yamaguchi, médica oncologista, imunologista e pneumologista, a Dra. Raíssa Oliveira Azevedo de Melo Soares, médica e Secretaria da Saúde de Porto Seguro – BA, a Dra. Maria Emilia Gadelha Serra, médica e Presidente da Sociedade Médica Brasileira de Ozonioterapia; a Dra. Lucy Kerr, médica, cientista do setor privado, diretora da Sonimage e presidente do Instituto Kerr, o Dr. Francisco Eduardo Cardoso Alves, médico, infectologista da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as assessoria Adriane Cerini e Karla Rech, e os empresários José Alves Filho, do setor de bebidas, medicamentos e ensino, e Sandro Mabel Scodro, Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás.

Cherini pretende discutir o tema acerca do tratamento precoce contra a Covid-19, no decorrer desta semana, com o presidente da República e com os presidentes do STF, do Senado e da Câmara dos Deputados.


Artigo, Fábio Jacques - Será que eu posso?

Pode ser que eu não esteja entendendo bem o que ocorre atualmente no Brasil, mesmo por não ser jurista e nem muito versado nos meandros políticos. Mas tive uma ideia, que pode resolver um grande problema pelo qual passo atualmente, qual seja, a falta de grana.

Como se pode constatar, a constituição e as leis passaram a ser reescritas por qualquer um.

Vídeo na internet virou motivo permanente de prisão em flagrante. Falar contra as instituições da república, todas concentradas em somente uma das três maiores, é motivo de busca e apreensão e até mesmo de prisão contanto que não se trate de alguém que compactue com a mesma ideologia daquela autoridade que as determina. Qualquer um pode, com uma canetada, determinar que condenações em primeira, segunda e até terceira instância não têm qualquer validade e que, cidadão preso com quase 200 kg de cocaína deve ser posto em liberdade sem qualquer julgamento por motivo de bons antecedentes. Uma canetada de qualquer um pode por em liberdade o maior traficante internacional de drogas porque o juiz responsável por sua prisão não informou sua situação dentro do prazo legal de 30 dias. Se o criminoso for parente, amigo ou tiver algum filho que seja afilhado de casamento de algum dono de caneta libertadora,  está automaticamente isento de culpa.

Considerando que, segundo a constituição federal, todos são iguais perante a lei, aquela da frase “aos amigos tudo e aos inimigos a lei”, gostaria de saber se o direito de reescrever a carta maior e o código penal pode também ser considerado direto de qualquer cidadão, ou se isto é apenas privilégio de possuidores das magicas canetas libertadoras.

Fiz todas estas considerações porque, talvez eu também tenha, sem saber, o direito de criar minhas próprias leis, e se tiver, achei uma oportunidade de resolver meus problemas financeiros.

O Rio Grande do Sul tem atualmente 32.000 presidiários, em sua maioria, pobres demais para pagar bons advogados que os catapultem diretamente do flagrante ao perdão do STF. Aliás não consigo entender bem a necessidade de tantos juízes, desembargadores e ministros das cortes superiores se qualquer um pode, simplesmente com uma canetada, determinar a nulidade de todos os seus atos. Não seria muito mais prático instituir apenas uma instância judicial, coisa tipo rei Salomão, que definiria na hora, sem qualquer necessidade de investigação se aquele ser levado à sua presença é culpado ou inocente? E que em minutos seria libertado, se julgado inocente ou executado sumariamente com um só golpe de cimitarra? Nos atuais tempos de internet, isto seria extremamente facilitado se o supremo julgador instituísse um algoritmos que já fosse determinando a sentença pela classificação alfabética. Se o nome fosse Aécio ou Luiz Inácio, por exemplo, seria automaticamente libertado, se fosse Osvaldo, Daniel ou Sara, o algoritmo consultaria o sobrenome para decidir a culpabilidade. Bem prático.

Não pretendo ter tanto poder, mas gostaria de saber se, como cidadão, não tenho o direito de definir quem deve ser preso e quem deve ser solto.

Se eu cobrasse cem Reais de cada um dos 32.000 presidiários gaúchos para determinar sua inocência e pô-lo em liberdade, isto me renderia mais de 3 milhões de Reais, sem contar que, de alguns, poderia cobrar um pouco mais, elevando esta quantia, talvez, para um total de 5 milhões. Com isto todos os meus problemas financeiros seriam definitivamente resolvidos, além de elevar em muito a minha autoestima. E não estaria exagerando, porque isto tem sido feito sistematicamente depois do aparecimento do ente criado por Deus para beneficiar a esquerda segundo Jane Fonda e Lula.

Se pudesse expandir para todo o país este meu possível direito, ficaria realmente rico porque poderia angariar mais de cem milhões de Reais, além de acabar com os desnecessários custos de manter e controlar esta gigantesca população carcerária, principalmente com os novos investimentos em ambientes aconchegantes para relacionamentos íntimos tanto de apenados maiores de idade como de menores que, mesmo na adolescência, estão recebendo o direto de manter relacionamentos precoces com seus ou suas amantes infanto juvenis.

Vejam bem que estou apenas tentando achar alguma brecha no cataclismo atual para faturar algum. Será que tenho este direito?

Alguém pode me esclarecer?


Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras  e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.

Nota oficial da OAB

NOTA OFICIAL 

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio Grande do Sul, por meio de sua Diretoria e do seu Conselho, bem como de seus Conselheiros Federais e do Colégio de Presidentes de suas 106 Subseções, e a Caixa de Assistência dos Advogados do Rio Grande do Sul, presente a pior fase da mais grave crise de saúde pública no Estado e no País, com número de mortes diário crescente por força da pandemia da COVID-19 e do esgotamento da capacidade hospitalar no Estado, assim como do aumento do desemprego, da crise econômica e das dificuldades da advocacia em exercer sua profissão com reais impactos na saúde mental e física da sociedade gaúcha, vêm manifestar sua preocupação e indignação diante da autorização de criação do denominado auxílio-saúde pelo Poder Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul, bem como pelo Ministério Público e Defensoria Pública do Estado nesta semana, na esteira dos demais Tribunais Federais, tudo a partir da Resolução nº 294/2019, do Conselho Nacional de Justiça.


 A credibilidade no Sistema de Justiça, integrado por todas as funções essenciais à justiça, inclusive a Advocacia, seu pleno funcionamento e a confiança da sociedade nas Instituições de Estado são fundamentais para a sobrevivência da coletividade que habita nosso Estado e a superação do contexto de crise generalizada enfrentada por nossa sociedade. O momento é de extrema crise, aportando diariamente nas Instituições pedidos de apoio a iniciativas de assistência social. Nos Parlamentos e no âmbito do Poder Executivo, estão sendo aprovadas severas medidas de restrição ao cumprimento de obrigações em diversas áreas sociais decorrentes da adesão ao regime de recuperação fiscal em nível estadual e igualmente para fazer frente à aprovação da PEC do auxílio emergencial.


Nesse contexto, a entidade lamenta que, a partir de autorização do Conselho Nacional de Justiça, “instituição pública que visa aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário brasileiro, principalmente no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa” (www.cnj.jus.br), estejam sendo ampliadas despesas de pessoal do Estado, por meio de um de seus Poderes constituídos, direcionando-se novos benefícios aqueles que se encontram no topo da pirâmide salarial no âmbito público.


Para além das razões que justifiquem a implementação do auxílio e, ainda, questões meritórias quanto ao benefício que possam devidamente se apresentar, e que não são aqui questionadas, sua implementação neste momento fragiliza o tecido social já desgastado e admite a interpretação de que essas receitas estariam sobejando ou, se não, que há razões de ordem pública para a priorização de tais recursos para o auxílio-saúde de servidores públicos do sistema de justiça em relação ao atendimento de necessidades básicas de alimentação, moradia e saúde que se encontram desatendidas frente à grande parte da cidadania.


Não há Estado Social sem solidariedade, assim como não há justiça social sem que um mínimo de dignidade seja garantido às pessoas, o que certamente não vem ocorrendo com aqueles que vêm perdendo suas vidas por falta de leitos hospitalares e por falta de condições de desenvolverem sua atividade profissional em meio à pandemia de COVID-19.


Dessa forma, a presente nota exige por solidariedade e por justiça, sem o que as Instituições perdem sua razão de ser, e que marque o início de um movimento nacional junto ao Conselho Nacional de Justiça para revisão destes benefícios em âmbito nacional num cenário de pandemia e, ainda, que sua regulamentação, no âmbito estadual, tenha presente a revolta que neste momento tal tema representará diante da tragédia que o Estado do Rio Grande do Sul está enfrentando.


DIRETORIA DA OAB/RS


CONSELHO SECCIONAL


COLÉGIO DE PRESIDENTES DAS 106 SUBSEÇÕES DA OAB/RS


CONSELHEIROS(AS) FEDERAIS DA OAB/RS


CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ADVOGADOS DO RS


Saki Maruyama

Assistente Administrativa da OAB/RS Subseção Sapucaia do 

Deputados gaúchos protestam

 O deputado Fábio Ostermann (NOVO) que foi escolhido o novo presidente da Frente Parlamentar de Combate aos Privilégios, anunciou que o foco principal da Frente Parlamentar será a análise técnica de mecanismos para suspender o pagamento do auxílio-saúde por parte do TJRS e do MPE:

- Numa pandemia sem precedentes, MP e Judiciário se autoconcedem um aumento disfarçado. Este auxílio terá um impacto milionário, uma vergonha para o Estado.

Os deputados que integram a Frente Parlamentar vão elaborar nos próximos dias um manifesto a ser entregue ao MP e Tribunal de Justiça.  

Por sua vez, o deputado Elton Weber (PSB) disse que o momento é extremamente inoportuno. “Este é mais um absurdo a que estamos assistindo e não podemos, de forma alguma, concordar. É um deboche com o cidadão.” Na sequência, o deputado Sérgio Turra (PP) ressaltou a importância do trabalho parlamentar no combate à benefícios indevidos. “São privilégios e mais privilégios de quem parece viver noutra galáxia. Precisamos dar um basta”, pontuou. Já a deputada Any Ortiz (Cidadania) considerou que a criação do benefício desrespeita um dos princípios fundamentais da administração pública: a moralidade. "Vivemos uma das maiores crises de saúde e econômica no Brasil, e é, no mínimo, revoltante ver a criação de um benefício para um setor que não teve seus vencimentos afetados pela pandemia e goza de remunerações vantajosas dentro do serviço público.” Seguindo a mesma linha, a deputada Franciane Bayer (PSB) relatou que o momento é descabido tendo em vista a crise sem precedentes por causa da pandemia. “É um desrespeito a todos os gaúchos que lutam pela vida neste momento e não vamos compactuar com tal decisão”, declarou.

Também participaram da reunião da Frente Parlamentar os deputados Tenente-Coronel Zucco (PSL), Fran Somensi (Republicanos) e Zilá Breitenbach (PSDB), além das assessorias dos deputados Tiago Simon (MDB) e Issur Koch (PP). 

Artigo, Pedro Lagomarcino - O lockdown da tirania e dos tiranos

Artigo, Pedro Lagomarcino - O lockdown da tirania e dos tiranos

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Em uma longínqua cidade imaginária, um filho com fome abre a porta do armário, para ver se há algo para comer e indaga seus pais:

- Pai, Mãe, estou com fome!

O Pai responde ao menino:

- Meu filho, não há o que comer.

Sem saber o que fazer a criança questiona, novamente ao Pai e a Mãe:

- Por que vocês não trabalham para termos o que comer?

Surpresos com a nova pergunta e com lágrimas nos olhos os pais respondem ao filho em voz uníssona:

- Trabalhar, meu filho, nós trabalhamos e muito. É que agora estamos impedidos de trabalhar, porque o serviço que fazemos e os produtos que vendemos não são considerados "essenciais" por um governante eleito.

Sem entender nada a criança, simplesmente, se põe a chorar.

Agora vamos olhar a realidade em que vivemos.

Já faz um ano que o Brasil está imerso na pandemia do COVID-19.

E lágrimas não alimentam ninguém.

Enquanto a China construiu um hospital inteiro, em 10 (dez) dias, diga-se de passagem, hospital referência para combater os efeitos do COVID-19, Governadores e Prefeitos no Brasil ou promoveram diretamente ou indiretamente, através da negligência, da omissão, da apatia, da indiferença ou da conivência, verdadeiras farras com os bilhões e bilhões de recursos públicos que receberam do Governo Federal, através de transposições de rubricas estapafúrdias e incabíveis legalmente, dos recursos da saúde, com gastos em publicidade, para ululantemente sedimentar campanhas de reeleição ou para adquirir supérfluos e banalidades.

A campanha do "fique em casa" (#FiqueEmCasa) tão importante e necessária no início da pandemia, tinha uma única razão de ser, qual seja, diminuir os deslocamentos das pessoas, para que o poder público agisse com urgência, tomando providências, instituindo políticas públicas e medidas sanitárias, mobilizando-se para aumentar o número de leitos em hospitais, bem como construindo novos hospitais e abrindo hospitais de campanha.

Lamentavelmente, quando o STF decidiu, em 15-04-2020, na ADIN nº. 6341, dando a Estados e municípios autonomia, diante do Governo Federal, e competência concorrente, para tomar medidas de combate contra a COVID-19, o país, que já era há 16 (dezesseis) anos "a casa da mãe Joana", infelizmente voltou a ser, haja vista que ao se tomar essa decisão, ou não se pensou, ou se sabia, que uma única situação poderia ocorrer: a esculhambação geral.

Ora veja, nada é tão trágico para uma cidade, Estado ou país, do que dar poder para incapacitados, a despreparados, ou a quem quer bancar de “Sassá Mutema Salvador da Pátria”, sabendo que Super-Homem é apenas um personagem da genialidade de quadrinhos e filmes.

O que o Brasil todo viu e ainda vê, lamentavelmente, são exatamente estes mesmos incapacitados, despreparados, biltres, capadócios ou apedeutas, sedizentes "Sassás Mutemas", ora ocupando os cargos de Prefeitos, ora os de Governadores, e não raras vezes sem qualquer vocação para a gestão pública, unidos ainda a trêfegos, mal intencionados e outros tantos sem caráter algum, mas com muita destreza para fazer politicagem, maracutaias e expedientes de quinta classe, com desvios de recursos públicos, através de bizarras e criminosas transposições de rubricas, para pavimentar as pretensões de reeleições ou o despeito de se tornar presidenciáveis.

Isso quando não empreendem seus intentos através do sarcasmo, da ironia e do deboche.

O esquadro e o compasso, é bom que se diga, não defende a tirania e não se compraz com tiranos que usurpam o poder.

Muito pelo contrário: os combate!

Verdade seja dita, qualquer pessoa que raciocine e tenha bom senso é favor do distanciamento controlado, das medidas sanitárias efetivas, dos cuidados como o uso de máscara, álcool gel e de constante higienização das mãos ao longo do dia.

Isso se não é, também, particularmente, como sou, convicto apoiador do tratamento precoce, com vasta literatura técnica que o embasa.

O que não se consegue compreender, até hoje, é essa turma do lockdown total e irrestrito. Essa turma que ainda defende o fique em casa (#FiqueEmCasa) e obviamente, morra de fome (#MorraDeFome).

Ora veja, todo Pai e toda Mãe tem o dever de prover o sustento dos filhos enquanto crianças.

Essa turma do lockdown total e irrestrito, do "fecha tudo", não sabe o que é assinar uma carteira de trabalho, porque nunca deu emprego a ninguém. Sempre se nutriu e sobreviveu de politicagem de quinta classe, através do fisiologismo, para ocupar algum espaço que a insignificância dos próprios méritos compreende muito bem.

Um Pai e uma Mãe que não conseguem trabalhar, para prover o sustento dos filhos, porque sedizentes "Sassás Mutemas " consideram a profissão, ou o ofício que eles exercem, ou os produtos que eles vendem, como "não essenciais", ao fim e ao cabo, só querem saber quem irá prover a comida que falta na mesa, as roupas para vestir, as contas de luz e de água, o condomínio, a gasolina do veículo, o aluguel, o financiamento que foi feito dentro do orçamento que se tinha, a escola que tanto se sonhou, os medicamentos que não se pode ficar sem e todos os compromissos que têm que se honrar.

Essa história hipotética não é só a história de um Pai, de uma Mãe e de um filho em uma longínqua cidade imaginária.

Ela é uma história que ocorrerá em todo Brasil, enquanto forem alçados e permanecerem no poder inescrupulosos e sem caráter.

E se isso continuar a ocorrer... é só questão de tempo, teremos uma hecatombe civil.

Ninguém mais terá o que comer.

Para uns demorará mais.

Para outros demorará menos.

Fato é que a todos atingirá.

Vivemos em um país de contrastes surreais.

E certamente nada será tão celebrado pelo povo, do que o lockdown da tirania e dos tiranos, na medida em que, se trabalhar não é mais um direito, pagar impostos também já não é mais um dever.

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Dr. Pedro Lagomarcino

OAB/RS 63.784


Artigo, Dagoberto Lima Godoy - discutível lógica do lockdown

Dagoberto Lima Godoy - Cidadão gaúcho


O fechamento do comércio e as limitações impostas pelo governo ao funcionamento das atividades produtivas, com o propósito de conter a propagação do Covid 19, fazem lembrar a anedota do bêbado que perdeu a chave da casa e a foi procurar só sob a luz do poste, porque ... era o único lugar iluminado na rua. Em ambos os casos, a lógica parece ser a mesma, uma vez que é nos locais de trabalho interditados que os protocolos contra a contaminação são mais corretamente respeitados, enquanto o vírus se espalha à vontade, como se tem visto, em praias, parques e ruas, em geral. 

É certo que, nos espaços públicos, as autoridades não têm conseguido fazer cumprir as suas proibições, sejam ou não justificadas cientificamente. Mas, somente um raciocínio perturbado pela pandemia poderia levá-las a compensar sua frustração impondo medidas autoritárias onde menos elas seriam necessárias e causam enormes prejuízos. Põem em risco as empresas paralisadas, ameaçam empregos e desatendem necessidades da população.

O heroico esforço que está sendo demandado dos profissionais da saúde deve ser reconhecido e justamente homenageado, mas só poderá ser aliviado, de fato, com novos e urgentes investimentos na estrutura material e humana do sistema. Isso, em escala muito maior do que os que foram feitos, em mais de um ano, desde que se iniciou o terrível flagelo.  Na falta ou insuficiência de reforços substanciais, além do risco de aumentarem as mortes causadas pelo terrível vírus, continuarão se acumulando os danos decorrentes das restrições nos atendimentos de outras moléstias. Estes, assim como os que estão sofrendo as atividades que produzem emprego e renda, provavelmente haverão de se prolongar até por mais tempo do que a incerta duração da pandemia.  

Enquanto não vêm as vacinas, em quantidade e eficácia suficientes, é preciso insistir na estratégia de distanciamento entre pessoas. Entretanto, seja o isolamento vertical (que sempre me pareceu o mais lógico), seja o horizontal (adotado pelos governos), nenhum dos dois dará o resultado esperado enquanto a população, que resiste até ao uso preventivo das máscaras, não se conscientizar de que a luta contra o vírus só será vencida, como nas guerras antigas, pela infantaria. Quero dizer, no combate individual, em que cada cidadão e cidadã luta por sua própria vida e protege solidariamente as dos seus semelhantes. 


O fracasso das “autoridades locais” no enfrentamento da Covid-19

 O fracasso das “autoridades locais” no enfrentamento da Covid-19


Quase todos os governadores dos 27 estados brasileiros, incluindo-se aí o do Distrito Federal, terão pelo menos uma coisa em comum nas suas biografias: o fracasso diante da Covid. Uns tiveram resultados piores que os dos outros, outros erraram mais do que uns, e a maioria teve a coparticipação entusiasmada dos prefeitos no fiasco geral. Mas todos foram derrotados. Estão querendo, ao que parece, fazer “um pacto nacional” para dizer o quanto são bons. Não vai adiantar nada.


Não é uma questão de ponto de vista. Os fatos mostram que os governadores – “autoridades locais”, como foram definidos pelo STF – estão administrando a Covid com autonomia e com responsabilidade exclusiva, no mundo das coisas práticas, há mais de um ano. Passado este tempo todo, os hospitais públicos sob a sua gerência direta estão em colapso – sem leitos suficientes nas UTIs, sem equipamento adequado, e sem outras coisas essenciais para o tratamento da doença. São eles mesmos que dizem isso.


Por que os hospitais públicos estão em colapso, se os governadores tiveram um ano inteiro, e mais de R$ 30 bilhões em verbas da União, para cuidarem do serviço? Não pode ser porque foram competentes e tiveram azar. Não pode ser porque houve uma quantidade de infectados não prevista, ou porque ocorreu alguma outra surpresa. Não foi por culpa de seres extra-terrestres. O que aconteceu, para quem não quer ser enganado com palavrório vazio, é que os responsáveis fizeram mal o trabalho que estavam obrigados a fazer.


Durante este ano em que tiveram plenos poderes para tratar da epidemia quase todos os governadores brasileiros, com a participação dos prefeitos, fizeram o que bem entenderam e não tiveram de responder legalmente por nada. Governaram por decreto-lei, fizeram compras sem licitação, proibiram a entrada nos parques públicos, fecharam o comércio, fecharam a indústria, fecharam as escolas. Há um ano vivem e governam para um mundo exclusivo da classe média alta, e daí para cima – o mundo do “home office”, do “delivery” e do “fique em casa”, facilidades não disponíveis para a imensa maioria da população brasileira. Em troca, temos 260 mil mortos e hospitais quebrados.


Os governadores já puseram a culpa do seu fracasso no presidente da República, porque, entre outros delitos anti-distanciamento social, ele não usa máscara, faz discurso em aglomeração e diz que se cansou do “mimimi” em torno da epidemia. Agora, para reforçar, deram de jogar a culpa em ninguém menos que os próprios cidadãos que governam – em seu modo de ver as coisas, são eles que estão causando a doença, por não obedecerem às ordens dos “comitês de salvação pública” montados dentro dos governos estaduais para gerir a Covid.


Não importa que todos obedecem a maioria das ordens, e na maioria do tempo – se foi até a esquina sem máscara, ou coisa parecida, o indivíduo começa a ser visto como um marginal pelas “autoridades locais”. Tanto faz, também, que as ordens que os governadores vêm dando há um ano não tenham servido para rigorosamente nada em termos de reduzir mortes e infecções – que, ao contrário, só aumentam. A culpa, agora, não é mais apenas do presidente. É também da população. Aí eles socam multa em cima das pessoas – e ficam com a consciência em paz.