https://www.washingtonpost.com/politics/2026/01/09/trump-machado-meet-peace-prize/
Editorial, RBS - A estranha rede de proteção ao Master
A cada novo dia emerge uma novidade sobre o caso do Banco Master que espanta e intriga. Espanta pela descoberta de mais indícios de irregularidades e pela extensão da teia de proteção que atua nas sombras para tentar reverter a liquidação extrajudicial da instituição, decretada pelo Banco Central (BC), e proteger o seu dono, o bilionário Daniel Vorcaro. Intriga porque se avolumam perguntas à espera de respostas sobre quais são as razões de tamanha mobilização. É plausível concluir que são numerosas e influentes as figuras da República com receio de que venham a público suas relações com o banco e Vorcaro e a natureza dessas ligações.
Um país que pretende ser sério não pode admitir que um acordão impeça que o caso seja passado a limpo
Parece que o país está diante de um caso com potencial para se tornar um escândalo de rara proporção, mesmo para um país pródigo em episódios de corrupção grossa. Cabe à sociedade brasileira permanecer atenta aos desdobramentos e cobrar que a caixa-preta do Master seja aberta. Compete exigir que as investigações prossigam de forma rigorosa. Convém dar atenção a movimentos mal explicados em instituições de caráter político ou que, apesar de orginalmente técnicas, têm agido de forma atípica.
A mais recente descoberta sobre a engrenagem para proteger o Master é referente a um ataque digital massivo e coordenado para descredibilizar o BC. É preciso saber quem teria pagado valores que chegavam a R$ 2 milhões de reais a influenciadores para difamar a autoridade monetária, que acertadamente liquidou o Master devido à incapacidade de honrar compromissos e à fraude da venda de carteiras de crédito inexistentes no valor de R$ 12 bilhões. Esses influenciadores tinham de assinar um contrato de confidencialidade de R$ 800 mil antes de a tarefa ser revelada. Merece reconhecimento a atitude do vereador de Erechim Rony Gabriel (PL), que apesar de ter firmado o termo de sigilo denunciou o caso, a despeito do risco que passa a correr.
Há muitos enigmas a serem desvendados. A que se deve todo o lobby político para que o BRB, banco estatal do Distrito Federal, adquirisse o Master, já em crise de liquidez? O negócio foi barrado pelo BC. Como reação, o centrão articulou um projeto de lei que permitiria ao Congresso destituir diretores do Banco Central. Quais razões levaram Estados e municípios a investir em fundos previdenciários do Master, apesar dos alertas sobre a insustentabilidade do banco?
O país segue ainda à espera de melhores explicações sobre o contrato de R$ 129 milhões do Master com a banca da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes e acerca da suposta tentativa de Moraes de interceder pelo Master junto ao BC no caso da aquisição pelo BRB. Da mesma forma, não são satisfatórias as razões alegadas pelo ministro Dias Toffoli para puxar toda a investigação sobre o banco para a Corte e decretar sigilo no caso. Ainda é um mistério a motivação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, apadrinhado do centrão, de tentar uma insólita inspeção no BC sobre a liquidação do Master. A credibilidade das próprias instituições brasileiras está em jogo.
Um país que pretende ser sério não pode admitir que um acordão por interesses inconfessáveis impeça que o caso Master seja passado a limpo.
Artigo, especial, Dagoberto Lima Godoy - União Euopeia x Mercosul: o acordo e o “pacto” de Lula
Dagoberto Lima Godoy é advogado e engenheiro, foi presidente da Fiergs e representante do Brasil na OIT.
Há décadas o acordo União Europeia–Mercosul parecia aquele trem internacional que vive anunciado, mas nunca encosta na plataforma. De repente, encostou — e, como numa dessas ironias da história que dispensam roteirista, a foto do desembarque cai no colo de Lula. Não porque ele tenha inventado o trilho (as negociações começaram em 1999), nem porque tenha sido o maquinista solitário; mas porque a locomotiva geopolítica resolveu acelerar agora, justamente no seu turno de plantão.
O empurrão veio de fora. A Europa vive um duplo aperto: de um lado, a competição chinesa corroendo fatias do comércio, sobretudo em bens industrializados; de outro, a pressão do protecionismo americano, reeditado por Trump e seus tarifaços. A própria lógica do acordo passou a ser vendida como “diversificação” e “autonomia estratégica” — uma globalização com colete à prova de choque.
O Conselho da UE deu sinal verde para avançar, mas ainda falta o consentimento do Parlamento Europeu e as etapas de ratificação previstas. Ou seja: não é “fim da novela”, mas é, sim, um capítulo que por 25 anos parecia proibido de existir.
Agora, é esperar as reações domésticas. A movimentação veio acompanhada de protestos de agricultores e de forte resistência em países como a França, com o repertório já conhecido: concorrência “assimétrica”, receio de importações agrícolas, cláusulas ambientais insuficientes, risco de incentivar desmatamento — e a sensação de que o campo europeu paga a conta da geopolítica urbana.
Do lado de cá, Lula já celebra o acordo como vitória do multilateralismo em tempos de protecionismo. E aqui entra o componente preferido dele: a narrativa. Em política, o mérito não raramente é menos o que se faz — e mais o que acontece durante o mandato, desde que o governante seja habilidoso o bastante para carimbar “feito em casa” no pacote que chega do mundo.
Que pacto com o destino teria esse homem? No primeiro mandato, surfou o ciclo das commodities e a maré internacional simpática aos emergentes; agora, colhe um acordo empurrado por uma Europa acuada e por uma ordem comercial em fratura. Se a história fosse romance, alguém desconfiaria de coincidência demais.
Mas o pacto — se existe — costuma cobrar juros. O mesmo acordo que abre mercado para exportadores pode pressionar segmentos industriais brasileiros diante da competição europeia. E o “sucesso geopolítico” vem com contrapartidas: governança ambiental, rastreabilidade, padrões sanitários, contenciosos. Tudo isso vira munição tanto para protecionistas europeus quanto para opositores internos. O Brasil pode ganhar muito; pode também perder, se tratar o tema como troféu retórico, e não como agenda dura de competitividade, tecnologia e produtividade.
No fim, talvez o tal “pacto” seja menos metafísico e mais banal: Lula tem um faro raro para perceber quando a maré virou — e uma vocação ainda mais rara para posar como responsável pela Lua. A Europa, pressionada, precisa de acordos. O Mercosul precisa de oxigênio comercial. E Lula… precisa da foto.
Apex acha que acordo Mercosul x UE aumentará em US$ 7 bi por ano as exportações do Brasil
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode gerar um aumento de cerca de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras, segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Trata-se do maior acordo econômico já firmado pelos dois blocos.
De acordo com a Apex, a indústria brasileira deve sentir efeitos imediatos da redução tarifária prevista no acordo. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.
A Apex também avalia que o acordo pode ampliar a diversificação da pauta exportadora brasileira. Atualmente, mais de um terço das vendas do Brasil para a União Europeia é composto por produtos da indústria de transformação, o que tende a ganhar ainda mais espaço com a redução das barreiras comerciais.
Para as commodities, avalia a ApexBrasil, o impacto será gradual. O acordo prevê a redução progressiva das tarifas de produtos como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos, respeitando cotas e mecanismos de salvaguarda. Essas cláusulas permitem o monitoramento das importações e buscam proteger, principalmente, produtores rurais europeus.
Capítulo I
O Processo
CAPÍTULO II
Fundamentos legais
A acusação, a defesa. TEM QUE APROFUNDAR.
CAPÍTULO III
O pecado original
A questão da liberdade de expressão. TEM QUE APROFUNDAR.
O interrogatório na delegacia.
CAPITULO III
Títulos que precisam ser substituídos
A Delegada Andrea Matos, filha do ex-juiz federal Rocha Matos
A mascara respiratória.
- Aprofundar a época da Covid. Ver livro do ministro.
CAPÍTULO IV
Títulos que precisam mudar.
O interrogatório
A delegada Andrea Matos....
CAPÍTULO V
Minha opção pela mídia digital
Acho que dá para passar algumas experiências e um histórico melhor sobre minha incusão no jornalismo digital.
- O caso da censura, inclusive do canal de You Tube.
REVISTO ATÉ 9/1/2026-------
CAPÍTULO V
Assassinato de Reputação. O papel jogado pelo MPRS.
CAPÍTULO V-A
O advento da mídia digital
CAPÍTULO VI
Luciana Genro mentiu ao investir contra Polibio Braga
PESQUISAR https://www.jusbrasil.com.br/busca?q=polibio+braga
CAPÍTULO VII
Luciana Genro mentiu no caso da Operação Rodin
CAPÍTULO VIII
NOVA CORJA E TOMANDO NA CUIA
A história de como empastelei os blogs sujos surgiram para assassinar minha reputação
CAPÍTULO IX
Os governos do PT contra a liberdade de imprensa em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e no Brasil.
CAPÍTULO X
É obrigação esclarecer até onde vão os vínculos de Lulinha com o acusado de liderar desvios no INSS
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Era evidente que a Polícia Federal (PF) não poderia ignorar as menções ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que surgiram ao longo das investigações sobre os descontos fraudulentos em aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), trama desarticulada pela Operação Sem Desconto. O jornal O Estado de S.Paulo noticiou na quarta-feira que a PF informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que está investigando Fábio Luís.
Não se trata de condenação antecipada, mas do dever de esclarecer se houve malfeitos ou então descartar qualquer ilegalidade
Não poderia ser diferente diante dos indícios que surgiram a partir de um depoimento, mensagens de WhatsApp obtidas de telefones apreendidos, dados de passagens aéreas e anotações encontradas no curso da apuração. O espantoso seria se, a despeito dos elementos descobertos, a instituição não buscasse esclarecer os fatos. A PF é uma instituição do Estado brasileiro e já demonstrou, em várias oportunidades, como na Operação Lava-Jato, independência na condução de investigações que desagradam ao governo de plantão.
A PF vai averiguar a possibilidade de Lulinha ser sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o governo federal – não necessariamente no escândalo das aposentadorias. Antunes, preso desde setembro, é suspeito de ser o líder do esquema que desviou valores bilionários de beneficiários do INSS por meio de descontos não autorizados. A hipótese é de que essa ligação se daria por meio da empresária Roberta Luchsinger, que firmou contrato de consultoria no valor de R$ 1,5 milhão com Antunes para prospectar negócios com o governo. Ela é próxima de ambos.
Em um depoimento ao longo da investigação, o empresário Edson Claro, ex-sócio de Antunes, relatou ter ouvido do Careca do INSS a referência a valores repassados a Fábio Luís, inclusive na forma de uma mesada de R$ 300 mil mensais. Em um diálogo no WhatsApp, Antunes orientou um funcionário a fazer um depósito de R$ 300 mil para Roberta, cujo destino final seria “o filho do rapaz”. Em outras conversas, Roberta – que também foi alvo de buscas – demonstra a Antunes preocupações sobre um envelope encontrado pela PF com o nome de Lulinha, que teria ingressos para um show.
Ao que parece, até aqui não teriam sido detectados indícios do envolvimento do filho de Lula com a fraude no INSS. Seriam outros negócios. Na representação ao STF, a PF afirma que, até agora, não foi encontrada relação direta de Lulinha com os desvios nas aposentadorias. Ressalva que Fábio Luís foi citado em conversas “por terceiros e (por) vínculos indiretos”.
Só não é possível negar que os elementos trazidos à tona são nebulosos e exigem explicações, o que será possível pelo amplo direito à defesa. Cabe à PF, de forma republicana e livre de pressões, conduzir as apurações necessárias, com rigor e responsabilidade, para elucidá-los. Não se trata de condenação antecipada, mas do dever de esclarecer se houve malfeitos ou então descartar qualquer ilegalidade. “Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”, disse Lula, em dezembro. Também é preciso que, no momento adequado, os detalhes da investigação sejam conhecidos pela sociedade, com ampla transparência.
Nota do senador Amin
Como Relator do PL da DOSIMETRIA no Senado, nunca escondi que considero tal iniciativa deficiente diante da real dimensão dos fatos de 8/1/2023.
1.- Durante a CPMI que “investigou” tais fatos ficou evidenciada a adoção da narrativa de um GOLPE DE ESTADO que não aconteceu! O que ocorreu, graças à OMISSÃO impune de agentes públicos das 48 agências do SISBIN (Sistema Brasileiro de Inteligência) que foram informados pela ABIN da provável ocorrência das manifestações que redundaram em atos de VANDALISMO merecedores de repúdio e punição!
2.- Como afirmou o presidente Lula, em 18/1/2023, “Alguém ABRIU a porta”! Sim, os OMISSOS abriram a porta e nenhum inquérito apurou a OMISSÃO e a CUMPLICIDADE no governo!
3.- O inquérito do dia 8 de janeiro padece, no mínimo, de três NULIDADES ABSOLUTAS:
3.1.- FORO INADEQUADO, forjado pelo oportunismo!;
3.2.- SUSPEIÇÃO evidente da maioria do tribunal (Primeira Turma do STF);
3.3.-INVESTIGAÇÃO TENDENCIOSA, liderada por juiz SUSPEITO e VÍTIMA (autoproclamada) do suposto GOLPE, com emprego de meios ilícitos para indiciar pessoas sem antecedentes criminais, conforme consta do REQUERIMENTO de CPI DA VAZA TOGA, protocolizado no Senado Federal em 27/8/2025.
4.- Por isto, em face da INCOERENTE decisão de veto, cumpro o dever e o compromisso de apresentar o PL DA ANISTIA com o objetivo de PACIFICAR o PAÍS e corrigir as INJUSTIÇAS desmedidas dos julgamentos havidos.
ANISTIA não é impunidade! É instrumento histórico de RECONCILIAÇÃO NACIONAL próprio das democracias que se recusam a perpetuar divisões, ressentimentos e exceções!
A LUTA pela HARMONIA, pela PAZ e pela JUSTIÇA DEVE CONTINUAR! E o PARLAMENTO é seu HABITAT e FORO!"