Avaliação dos governadores

Aprovação, desaprovação, não sabe, mês da amostra, número de entrevistados e margem de êrro.

Distrito Federal - Governador Rodrigo Rollemberg   
45,7% 46,6% 7,7% Mai/ 15 1.280 3,0%
Santa Catarina - Governador Raimundo Colombo
64,4% 30,1% 2,3% Set/ 15 1.324 3,0%
Goiás - Governador Marconi Perillo
53,8% 43,5% 2,8% Set/ 15 1.360 2,5%
Bahia - Governador Rui Costa
59,5% 33,6% 6,9% Out/ 15 1.325 3,0%
Alagoas - Governador Renan Filho
67,5% 27,5% 5,0% Out/ 15 1.252 3,0%
Minas Gerais - Governador Fernando Pimentel
54,4% 39,5% 6,1% Nov/ 15 1.583 2,5%
Pará - Governador Simão Jatene
40,7% 56,2% 3,1% Nov/ 15 1.285 3,0%
Ceará - Governador Camilo Santana
58,0% 35,4% 6,6% Nov/ 15 1.340 2,5%
Pernambuco - Governador Paulo Câmara
47,1% 47,6% 5,3% Dez/ 15 1.350 2,5%
Rio Grande do Sul - Governador Ivo Sartori
35,9% 60,6% 3,5% Dez/ 15 1.506 2,5%
Rio de Janeiro - Governador Luiz Fernando Pezão
27,9% 68,1% 4,0% Dez/ 15 1.690 2,5%
São Paulo - Governador Geraldo Alckmin
52,3% 44,9% 2,8% Dez/ 15 1.644 2,5%
Paraná - Governador Beto Richa
24,4% 71,2% 4,4% Dez/ 15 1.520 3,0%  

Juiz Sérgio Moro vai abrir o ano antes do final das férias de verão

Políticos e empresários com dívidas na Lava Jato já se assanham diante da disposião do juiz Sérgio Moro, MPF e Polícia Federal, que preparam nova fornada de denúncias, prisões e desdobramentos imprevisíveis.

Para já.

O cenário é de guerra, sobretudo depois que a Polícia Federal entrou em guerra aberta contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, conforme o editor tem revelado.

O MPF reforçou a equipe do Paraná com mais cinco subprocuradores na Lava Jato.

Análise, Ricardo Bergamini - Entenda melhor a queda continuada da produção industrial

O setor de bens de capital (-31,2%) assinalou a 21ª taxa negativa consecutiva, com queda ligeiramente menos intensa do que a verificada no mês anterior (-32,8%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelos recuos em todos os seus grupamentos, com destaque para a redução de 35,2% de bens de capital para equipamentos de transporte, pressionado pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, reboques e semirreboques, embarcações para transporte de pessoas ou cargas (inclusive petroleiros e plataformas), aviões, ônibus e vagões para transporte de mercadorias. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-37,0%), para construção (-53,8%), para fins industriais (-6,5%), agrícola (-21,5%) e para energia elétrica (-13,1%).
Considerações:
Após anos de luta para promover a industrialização do Brasil assistimos de forma cabal e irrefutável o fim desse processo, apesar do “Bolsa Empresário”.
Depois de despejar R$ 362 bilhões até 2014 em empréstimos subsidiados do BNDES para a compra de máquinas e equipamentos, o governo encerrou o PSI (Programa de Sustentação de Investimentos) no final do ano passado com uma conta para pagar de pelo menos R$ 214 bilhões.
Somente o ora colocado não seria motivo suficiente para impedimento de um presidente?

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil – Fonte IBGE
Base: Novembro de 2015

Produção industrial recua em novembro (-2,4%)
Novembro 2015 / Outubro 2015
-2,4%
Novembro 2015 / Novembro 2014
-12,4%
Acumulado 2015
- 8,1%
Acumulado 12 meses
- 7,7%
Média Móvel Trimestral
-1,6%

Em novembro de 2015, a produção industrial recuou 2,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, sexto resultado negativo seguido, acumulando nesse período perda de 8,3%. A queda desse mês foi a mais intensa desde dezembro de 2013 (-2,8%). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou queda de 12,4% em novembro de 2015, 21ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a mais acentuada desde abril de 2009 (-14,1%). No índice acumulado para os 11 meses de 2015, o setor industrial mostrou redução de 8,1%, intensificando o recuo de 6,0% registrado no primeiro semestre de 2015. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com a queda de 7,7% em novembro de 2015, assinalou a perda mais intensa desde novembro de 2009 (-9,4%) e manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2,1%).

Frente a outubro, 14 dos 24 ramos investigados tiveram queda na produção

A redução de 2,4% da atividade industrial na passagem de outubro para novembro teve predomínio de resultados negativos, alcançando três das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, as principais influências negativas foram em indústrias extrativas (-10,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,8%), ambos intensificando o ritmo de queda frente ao mês anterior (-1,8% e -1,1%, respectivamente). Vale destacar que, nesse mês, esses ramos foram influenciados pelo rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração na região de Mariana (MG) e pela greve dos petroleiros. Outras contribuições negativas importantes vieram de produtos alimentícios (-2,2%), produtos de minerais não-metálicos (-3,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-6,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,9%), produtos do fumo (-14,9%), outros produtos químicos (-4,4%) e outros equipamentos de transporte (-3,8%). Entre os dez ramos que ampliaram a produção, os desempenhos de maior importância foram veículos automotores, reboques e carrocerias (1,3%), metalurgia (1,4%), bebidas (1,4%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (0,7%), com o primeiro interrompendo três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 19,2%; o segundo intensificando a taxa positiva registrada em outubro último (0,2%); o terceiro revertendo a variação negativa de 0,1% do mês anterior; e o último eliminando parte da perda de 2,3% observada em outubro.
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens intermediários (-3,8%) e bens de consumo duráveis (-3,2%) mostraram as reduções mais acentuadas em novembro de 2015, com o primeiro permanecendo com o comportamento de queda presente desde fevereiro último e acumulando recuo de 10,9% e o segundo apontando o quarto resultado negativo consecutivo, com perda de 18,9% nesse período. O segmento de bens de capital (-1,6%), que também registrou taxa negativa nesse mês, teve queda menos intensa do que a média nacional (-2,4%), mas marcou o segundo recuo seguido, acumulando nesse período perda de 3,7%. O setor de bens de consumo semi e não-duráveis, ao avançar 0,4%, assinalou o único resultado positivo em novembro de 2015, eliminando parte do recuo de 1,0% verificado no mês anterior.
Média móvel trimestral recua 1,6%

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral recuou 1,6% no trimestre encerrado em novembro de 2015 frente ao mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014. Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis (-5,1%) mostrou a redução mais acentuada nesse mês e permaneceu com a sequência de taxas negativas iniciada em dezembro de 2014, com perda acumulada de 30,7% nesse período. Os segmentos de bens intermediários (-2,1%) e de bens de capital (-0,8%) também apontaram taxas negativas em novembro de 2015, com o primeiro mantendo a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014 e o segundo prosseguindo com o comportamento negativo presente desde outubro de 2014 e acumulando nesse período recuo de 33,0%. O setor de bens de consumo semi e não-duráveis (0,0%) o patamar do mês anterior, após quatro meses de resultados negativos consecutivos e que acumularam redução de 2,0%.
Indústria recua 12,4% na comparação com novembro de 2014

Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial caiu 12,4% em novembro de 2015, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 24 dos 26 ramos, 68 dos 79 grupos e 76,4% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (-35,3%) exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada pela redução na produção de automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, reboques e semirreboques, carrocerias para ônibus e caminhões e autopeças. Outras contribuições negativas relevantes vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,0%), indústrias extrativas (-10,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-34,2%), máquinas e equipamentos (-16,3%), outros produtos químicos (-9,2%), produtos de minerais não-metálicos (-13,6%), produtos de metal (-14,0%), metalurgia (-9,0%), produtos de borracha e de material plástico (-11,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-15,2%), outros equipamentos de transporte (-21,2%), móveis (-22,9%), produtos têxteis (-19,0%) e produtos diversos (-20,6%). Por outro lado, produtos alimentícios (0,7%) e bebidas (1,3%) foram as duas atividades que aumentaram a produção nesse mês.
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-31,2%) e bens de consumo duráveis (-29,1%) assinalaram as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens intermediários (-10,8%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-4,8%) também mostraram resultados negativos nesse mês, mas ambos com recuos abaixo da média nacional (-12,4%).
O setor de bens de capital (-31,2%) assinalou a 21ª taxa negativa consecutiva, com queda ligeiramente menos intensa do que a verificada no mês anterior (-32,8%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelos recuos em todos os seus grupamentos, com destaque para a redução de 35,2% de bens de capital para equipamentos de transporte, pressionado pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, reboques e semirreboques, embarcações para transporte de pessoas ou cargas (inclusive petroleiros e plataformas), aviões, ônibus e vagões para transporte de mercadorias. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-37,0%), para construção (-53,8%), para fins industriais (-6,5%), agrícola (-21,5%) e para energia elétrica (-13,1%).
O segmento de bens de consumo duráveis recuou 29,1% no índice mensal, 21º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde junho de 2014 (-32,8%). Nesse mês, o setor foi pressionado pela menor fabricação de automóveis (-34,2%) e de eletrodomésticos da linha branca (-18,6%) e da linha marrom (-25,8%), influenciados por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-37,2%), móveis (-20,7%) e de outros eletrodomésticos (-14,1%).
A produção de bens intermediários (-10,8%) assinalou a 20ª taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde julho de 2009 (-11,1%). Esse resultado foi explicado pelos recuos nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (-10,5%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-15,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-26,4%), outros produtos químicos (-9,2%), metalurgia (-9,0%), produtos de minerais não-metálicos (-13,7%), produtos de metal (-15,4%), produtos de borracha e de material plástico (-11,5%), produtos têxteis (-20,9%), celulose, papel e produtos de papel (-4,1%) e produtos alimentícios (-0,9%). A única pressão positiva veio de máquinas e equipamentos (3,2%). Vale citar as reduções nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-17,3%), com a 21ª taxa negativa consecutiva, e de embalagens (-5,9%), que marcou o 11º recuo seguido na comparação com igual mês do ano anterior.
A redução na produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-4,8%) em novembro de 2015 foi a 13ª taxa negativa consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior, mas teve queda menos intensa do que as verificadas nos meses de julho (-9,1%), agosto (-7,3%), setembro (-7,2%) e outubro (-7,5%). O desempenho nesse mês foi explicado pelos recuos observados nos grupamentos de semiduráveis (-12,7%), de não-duráveis (-10,0%) e de carburantes (-3,1%). Por outro lado, o subsetor de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (1,1%) assinalou o único resultado positivo nessa categoria.
Índice acumulado em 2015 cai 8,1%

No índice acumulado entre janeiro e novembro de 2015, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial caiu 8,1%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 25 dos 26 ramos, 71 dos 79 grupos e 77,6% dos 805 produtos pesquisados apontaram recuo na produção. Entre os setores, o principal impacto negativo foi em veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,6%), pressionado pela redução na produção de aproximadamente 97% dos produtos investigados na atividade, com destaque para automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, autopeças, reboques e semirreboques e carrocerias para ônibus e caminhões. Outras contribuições negativas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,6%), máquinas e equipamentos (-13,8%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,8%), metalurgia (-8,5%), produtos alimentícios (-2,8%), produtos de metal (-10,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,9%), produtos de borracha e de material plástico (-8,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-11,4%), produtos de minerais não-metálicos (-7,2%), outros produtos químicos (-4,7%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,4%) e produtos têxteis (-14,2%). A única influência positiva foi observada em indústrias extrativas (4,7%), impulsionada por minérios de ferro e óleos brutos de petróleo.

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os 11 meses de 2015 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-25,1%) e bens de consumo duráveis (-18,3%), pressionadas pela redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-30,6%), na primeira, e de automóveis (-19,1%) e eletrodomésticos (-22,0%), na segunda. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-6,9%) e de bens intermediários (-4,9%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado no ano, com o primeiro registrando recuo abaixo da média nacional (-8,1%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

Gerdau apóia ministro Nelson Barbosa

Barbosa tem condições de fazer as duas coisas: o ajuste e levar o país ao crescimento, diz Gerdau


O repórter Daniel Lima, da Agência Brasil, serviço do governo federal, informou ontem que o  presidente do Conselho Consultivo do Grupo Gerdau e fundador do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Jorge Gerdau Johannpeter, disse aos jornalistas que não há como o governo deixar de lado o ajuste fiscal, mesmo estando preocupado com a retomada do crescimento da economia. Ele esteve reunido como o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, em Brasília.

“Não há condições de deixar o ajuste fiscal de lado". Para ele, a medida é uma realidade numérica que tem que ser feita. "Sem o ajuste fiscal não se resolve nenhum problema. De outro lado, esse posicionamento de crescimento talvez receba um pouco mais de prioridade com o ministro Nelson Barbosa”, destacou.

Segundo Gerdau, Barbosa tem condições de fazer as duas coisas: o ajuste e levar o país ao crescimento. “O ministro, pela experiência de trabalho, tem condições de fazer essa conjugação do balanceamento do ajuste fiscal com o crescimento econômico. Ele poderá dar uma contribuição importante”.
Gerdau não quis comentar se a visita dele indicava uma posição de apoio dos empresários ao ministro após a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda. Segundo ele, existem várias posições entre os empresários e os agentes do mercado financeiro. Sobre a comparação entre a gestão de Levy e a de Barbosa, que está começando, o empresário disse que “uma etapa difícil já foi feita”.

“O mais importante é que o Brasil e os políticos se conscientizem do tema do ajuste fiscal. O tema, de certa forma, amadureceu no Brasil. Não só em nível federal mas, principalmente, entre os governos estaduais que estão com dificuldade iguais ou maiores, incluindo as prefeituras. Sem uma gestão de ajuste fiscal correta, você inviabiliza o país”, acrescentou.

Gerdau disse ainda que pretende trabalhar em conjunto com o governo na perspectiva de retomada de crescimento [econômico] e na continuidade do ajuste fiscal. Sem dar detalhes, informou ter tratado com o ministro de vários assuntos. “Foram tratadas diversas frentes, que são tanto tema de Previdência quanto problemas em nível estadual, o ajuste fiscal. Foram temas mais de ordem global. Foi mais uma abertura de começo de ano, de começo de governo, de gestão do ministro Nelson Barbosa e de por o MBC à disposição para trabalhar nesses vários temas.”

Sobre as reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o empresário disse que não sabe se serão retomadas, mas considera importante como solução de diálogo e continuidade. Caso isso ocorra, disse que continuará participando das reuniões.

Como representante do Movimento Brasil Competitivo, defendeu a aceleração dos serviços de infraestrutura que, segundo ele, têm espaço para o crescimento e mercado para os investidores. “Não é fácil conseguir, mas é necessário. Outro tema é como podem ser aceleraradas as exportações. No mercado interno é que, no momento, não há muito como mexer. Talvez essas medidas na área da construção civil possam ajudar um pouco”, disse, referindo-se a notícias que circulam em Brasília sobre a retomada imediata dos estímulos ao setor pela facilidade de resposta ao crescimento econômico. “O ministro escutou”, afirmou. (Daniel Lima - Repórter da Agência Brasil)

Lula depõe durante cinco horas na Operação Zelotes

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira, 6, em Brasília, sobre suposto esquema de “venda” de medidas provisórias (MPs) em seu governo. Ele saiu em disparada do prédio da PF e se escondeu atrás do Instituto Lula para dar explicações. Em nota, a organização disse que foi Lula quem pediu para depor. 

A assessoria afirmou que Lula prestou informações sem que o depoimento fosse colhido como testemunha ou como investigado. O lobista Alexandre Paes dos Santos, no entanto, preso denunciado no esquema, arrolou Lula para depor como sua testemunha de defesa. A intimação do petista e de mais 11 pessoas no caso foi autorizada nesta semana pelo juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, que conduz a ação penal sobre o caso. As oitivas devem acontecer no final de janeiro.

Lula foi intimado para dar explicações sobre “fatos relacionados ao lobby realizado para a obtenção de benefícios fiscais”, por meio das MPs que favoreceram montadoras de veículos. O caso foi revelado pelo Estadão em série de reportagens publicada em outubro.

A assessoria do ex-presidente afirmou que as Medidas Provisórias 471/2009 e 512/2010, editadas em seu governo, tiveram como objetivo promover o desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, “sem favorecimento a qualquer setor”.

“ A MP 471/2009 prorrogou, de 2010 até 2015, incentivos fiscais concedidos desde 1997 e 1999 a indústrias automotivas e de autopeças instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País e foi aprovada por unanimidade no Congresso. A MP 512/2010 estendeu os incentivos a novos projetos destas indústrias, com exigência de novos investimentos em tecnologia e inovação”, diz a nota.
Lula argumentou ainda que as duas MPs geraram milhares de empregos r que elas foram resultado de “reivindicações e diálogo com lideranças políticas, governadores, sindicalistas e empresários”.
A assessoria do ex-presidente destacou que quando o Congresso acrescentou emenda parlamentar à MP 627 relativa a tributação de empresas no exterior, em 2013, Lula já não era mais presidente.
O suposto lobby para obtenção de benefícios fiscais, por meio das MPs, que favoreceram montadoras de veículos foi revelado pelo Estadão em série de reportagens publicada em outubro. Luís Cláudio Lula da Silva, filho caçula do ex-presidente, é investigado na Zelotes por suspeita de receber R$ 2,5 milhões de um dos lobistas investigados pela compra das MPs. Outro alvo da operação é o ex-ministro Gilberto Carvalho. Os dois negam ter participado de irregularidades.

Em nota, o Instituto Lula informou que a MP 471/2009 prorrogou, de 2010 até 2015, incentivos fiscais concedidos desde 1997 e 1999 a indústrias automotivas e de autopeças instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País e foi aprovada por unanimidade no Congresso. A MP 512/2010 estendeu os incentivos a novos projetos destas indústrias,’ com exigência de novos investimentos em tecnologia e inovação’.

“As duas MPs geraram dezenas de milhares de empregos de qualidade em sete parques industriais na Bahia, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Goiás. Ambas resultaram de reivindicações e diálogo com lideranças políticas, governadores, sindicalistas e empresários, amparadas em exposições de motivos ministeriais que levaram em conta a geração de empregos, renda, incorporação de tecnologia e arrecadação para os Estados em decorrência dos incentivos federais”, destaca o Instituto Lula.

“Lula não era mais presidente da República em 2013, quando o Congresso Nacional acrescentou emenda parlamentar à MP 627 relativa a tributação de empresas no exterior, emenda esta que prorrogou os incentivos regionais de 2015 para 2020.”

Artigo, Dênis Rosenfield, O Globo - Crise permanente

O governo e o PT, utilizando-se de seus aliados de ocasião no próprio PMDB, procuram inviabilizar o vice-presidente enquanto alternativa de poder

Engana-se quem pensa que a crise possa amainar, seja pela decisão do Supremo, que deu um fôlego ao governo, seja pela troca do ministro da Fazenda, seja pelo caráter intempestivo e contraditório do neo-aliado da presidente, senador Renan Calheiros. O seu caráter é estrutural, nada tendo sido feito que possa alterar esse quadro. O governo continua respirando artificialmente, com a ajuda de aparelhos, sobretudo os derivados da apropriação partidária do Estado.
O governo e o PT, além de não serem nada afeitos ao princípio lógico de não contradição, também costumam atentar a outro princípio, o da causalidade. Não seria, pois, de espantar que a insensatez e a desorientação tenham se tornado métodos de governar. Vejamos alguns desses casos.
Primeiro. A substituição do ministro da Fazenda Joaquim Levy pelo ministro do Planejamento Nelson Barbosa é ilustrativa da confusão entre causa e efeito. A escolha do ministro Barbosa tem sido alardeada como sendo a ocasião de abandono de um ajuste fiscal estrito em proveito do “crescimento”. Ou seja, o ex-ministro Levy seria o culpado do desemprego, da inflação, da queda do PIB, da elevação do dólar e assim por diante. Ora, a crise econômica e social é nada mais do que o efeito da “nova matriz econômica”, que teve como um dos seus artífices o novo ministro da Fazenda. De efeito, Levy aparece como causa e Barbosa, de causa, desaparece como tendo sido um dos responsáveis do atual descalabro. Causa e efeito são subvertidos, como se a lógica pudesse ser simplesmente descartada. E somos governados por ilógicos!
Segundo. A presidente Dilma se considera uma grande economista e se vê no espelho na escolha de Nelson Barbosa como seu novo ministro. É como se, enfim, pudesse ter se visto livre daquele “neoliberal”, preocupado com as contas públicas e avesso à gastança governamental. É como se o “neoliberalismo” fosse o responsável do atual buraco em que se vê metido o país, quando ele não tem nada a ver com isto. A crise brasileira é o mais nítido produto de uma política econômica de esquerda, estatizante, profundamente desconfiada da economia de mercado.
Terceiro. O PT passa agora a responsabilizar o ex-ministro Joaquim Levy pela recessão, pelo aumento da inflação e pelo desemprego produzidos pela própria esquerda. Pretendem mais do mesmo enquanto solução para os problemas por eles mesmos criados. Desrespeitam a lógica, pois apenas se apresentam como sem-pensamento. Deveriam constituir o Movimento dos Sem-Pensamento, irmanados aos Sem-Terra, Sem-Teto e assim por diante. O seu contentamento pela escolha do ministro Nelson Barbosa já é um sinal extremamente perigoso de que o partido possa agora influir mais diretamente na política econômica. A economia em frangalhos pode se espatifar ainda mais, como mostram os exemplos, admirados por essa esquerda, da Venezuela e da Argentina.
Quarto. Com o objetivo de acalmar os mercados, o novo ministro acaba de anunciar que levará a cabo uma cada vez mais necessária reforma da Previdência. Se o fizer, será um ponto extremamente importante para o país, que o porá em confronto com a mesma esquerda que o levou ao Poder. Terá de mexer com privilégios profundamente arraigados e defendidos corporativamente com unhas e dentes. Note-se, contudo, que o governo, nos últimos anos, só tem multiplicados fóruns e comissões para estudar a reforma da previdência, não chegando a nenhum resultado. Como se anúncios e comissões fossem por si mesmos soluções, não carecendo de nenhuma medida concreta. As “propostas” anunciadas não possuem nenhuma credibilidade. Seus autores não geram confiança.
Quinto. A decisão do Supremo, criando ainda mais obstáculos ao processo de impeachment, terminou por aumentar a confusão reinante. Em vez de ter se comportado como uma instância arbitral, escolheu tornar-se parte do problema, e não fator equacionador do mesmo. Poderia ter escolhido o caminho de mero garantidor de regras, em vez de ter enverado por um ativismo jurídico, criando novos ritos, em vez de simplesmente garantir os existentes. Os casos do voto aberto e de chapas avulsas geram mais confusão por conflitarem não apenas com a Constituição, mas com o regimento, as práticas e a tradição da Câmara dos Deputados. Embargos declaratórios serão interpostos pela Câmara, fazendo com que o processo de impeachment se alongue ainda mais. Pior ainda, trataram os deputados e os senadores como menores de idade que devem ser tutelados.
Sexto. O caso do neo-aliado, senador Renan Calheiros, é também um caso particularmente interessante, pois enquanto a presidente e o PT vociferam contra o deputado Eduardo Cunha, escolhem como parceiro um senador que possui seis inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal. Aliás, não deixa de ser curioso que o seu caso não receba o mesmo tratamento, por parte da Procuradoria Geral da República, do do presidente da Câmara. Não se trata, por parte do governo, de uma escolha ética, mas de uma mera tentativa de enfraquecer o vice-presidente, alcançando-o em sua posição de presidente do PMDB. O senador presta um imenso desserviço ao seu partido e ao país, tendo como único objetivo uma suposta retribuição governamental que lhe possa, eventualmente, ser garantida nos tempos difíceis que estão por vir.
Em suma, no contexto mais geral da atual crise política, o governo e o PT, utilizando-se de seus aliados de ocasião no próprio PMDB, procuram inviabilizar o vice-presidente enquanto alternativa de poder, minando-o como presidente do partido. Tudo passa a valer, inclusive a ausência completa de moralidade pública e pessoal, que, a bem dizer, foi simplesmente abandonada nos últimos treze anos.
O Brasil não conta neste jogo, que tem como única finalidade evitar o impeachment, por mais que o país rume, assim, para o precipício.

Artigo, Vinicius Torres Freire - Crise ? Que crise ?

As praias e seus hotéis estavam lotados, as estradas para o litoral, entupidas, e comer um sanduíche exigia uma hora de fila. "Crise? Que crise?"
Histórias e fotos dos congestionamentos dos feriados fizeram sucesso em blogs e redes insociáveis na virada do ano. "Formadores de opinião" adeptos de Dilma Rousseff faziam troça de "pessimildos". Logo apareciam os críticos, e passava-se ao debate: "coxinha", "fascista", "mortadela", "petralha" e nenhuma ordem nas razões.
Como é comum nesse ambiente, virtual e realíssimo, os que comungavam da mesma opinião se congratulavam pela esperteza esotérica, pelo conhecimento exclusivo da realidade e pela imunidade contra o "derrotismo" do "golpismo midiático" — ou pela indiferença à estatística, para não dizer a sofrimentos.
Hotel de praia lotado é um bom indicador? Aliás, estava lotado?
Ainda não há estatísticas gerais da ocupação dos hotéis no final do ano. Há evidências anedóticas (parciais, casos) de que os negócios não foram mal e de empresários do ramo algo contentes.
Até outubro, o negócio parecia em baixa. A taxa de ocupação então caía 6,8% no ano, segundo os dados mais recentes disponíveis da parceria do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil com o Senac de São Paulo. A receita por apartamento diminuía 10,4%. Em 2014, a receita já subira abaixo da inflação (ou seja, diminuiu, em termos reais). Há alguma crise na hotelaria.
Pode ser que o final de ano tenha sido melhor. É possível, mas ainda não precisamente provável, que brasileiros tenham substituído viagens ao exterior pelo turismo doméstico. Acontece em vários negócios quando há "alta do dólar". Em crises menos bicudas, é assim que começam recuperações econômicas. Em vez de comprar lá fora, voltamos a comprar "produto nacional", de hotel a roupa, passando por insumo industrial.
As despesas com viagens ao exterior, medidas em dólar, começaram a cair em fevereiro. Em reais, passaram a despencar lá por agosto, em média quase 20% em relação a 2014.
Em crises costuma haver mudança de padrões de consumo (os preços se alteram uns em relação aos outros; a perda de renda eleva a procura por produtos inferiores etc.). Difícil julgar o que se passa considerando apenas um ramo de negócio. Mas é um tanto ridículo argumentar essas quase obviedades com quem faz "disputa política", a expressão repulsiva que define o uso de truques para justificar interesses da política politiqueira mais baixa, da situação à oposição.
O fato geral é que o investimento em expansão da economia cai desde 2013. Até outubro de 2015, as vendas do varejo caíam 3,6%. O consumo de eletricidade, mais de 2%, raro. O rendimento médio nas metrópoles caía 8,8% até novembro, o número de pessoas empregadas era 3,7% menor que em 2014.
Até setembro, quem não faz troça da desgraça poderia ficar um pouco aliviado com o fato de que, na média do Brasil, nem a renda nem o número de empregados havia caído —sinal de que o interior ainda resistia, talvez por causa de benefícios sociais. Mas Estados e cidades vão ficando sem dinheiro para ataduras ou salários. Esses são apenas sintomas. A doença, embora curável, é muito pior.