Artigo, Hélio Schwartsmann, Folha - Lágrimas da esquerda

O que me surpreende nessa novela do impeachment é que a esquerda ainda defenda a desastrada gestão de Dilma Rousseff. 

O governo do PT meteu-se com esquemas pesados de corrupção e mostrou-se administrativamente incompetente. Alega-se que Dilma, como pessoa física, é honesta –com certeza mais honesta do que muitos dos que agora a condenam. Não duvido. Mas isso é muito pouco para transformá-la num modelo de virtude cívica. Ou bem a presidente é uma tonta, que não viu que pessoas ligadas ao partido e ao governo estavam se locupletando, ou então foi conivente com a corrupção. É verdade que os esquemas já existiam antes de ela chegar ao Planalto, mas a posição virtuosa aqui teria sido a de detoná-los publicamente, não tolerá-los em nome da governabilidade.

Para tornar o quadro ainda mais dramático, acho complicado até mesmo afirmar que as administrações do PT buscaram implementar políticas de esquerda. Parece mais preciso descrevê-las como populistas. Enquanto os ventos sopraram a favor, elas distribuíram benesses para todos –muito mais dinheiro foi destinado para empresários do que para os pobres, registre-se. 

Em 13 anos de governos petistas, pautas históricas da esquerda, como o direito ao aborto e a descriminalização das drogas, foram tratadas como tabu pelo Executivo. O PT tampouco hesitou em sacrificar bandeiras que lhe eram caras, como a educação sexual nas escolas, sempre que seus aliados religiosos chiavam. 

O caso do sindicalismo chega a ser grotesco. Nada foi feito pra implementar a convenção 87 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), aprovada no longínquo ano de 1948, que estabelece a liberdade sindical e que era defendida com unhas e dentes por Lula e pela CUT até chegarem ao poder. 

Se há alguém que não deveria derramar nenhuma lágrima pelo governo Dilma, é justamente a esquerda

Artigo, Mary Zaidan - A História descarta canastrões

Artigo, Mary Zaidan - A História descarta canastrões

Renan Calheiros acertou: o Senado virou um hospício. Não se trata mais de apreciar o impeachment de Dilma Rousseff, cujo placar foi antecipado pelos julgadores ao longo do processo e, com mais precisão, na sessão de pronúncia. Durante essa fase de julgamento, iniciada na quinta-feira, o que se quer é holofote e, se possível, escrever o nome na História. Nem que seja no rodapé.

Para tal, não se medem esforços e muito menos palavras. A maior parte delas não recomendável para menores. Bate-bocas sem fim, xingamentos, baixarias vexaminosas.

Ensandecidos, acusadores e defensores do mandato da presidente afastada se engalfinharam em troca de acusações que nem de longe se aproximavam do mérito da questão. E muitos deles escancararam o desapreço que têm pelo Parlamento e pela própria democracia, em que a chave é o contraditório.

Agrediram-se ao vivo na televisão, foram fotografados por todos os ângulos, e manchetados nos jornais impressos e noticiosos da internet. Brigaram pela audiência, não pelo país.

Aguerridos, os defensores de Dilma protagonizaram cenas que não são capazes de mudar um único voto em prol da presidente afastada, mas asseguraram o papel de coadjuvantes – e até com algum destaque -- no filme que está sendo preparado para o pós-impeachment. Com direito a cenas ao lado do ícone maior, o ex Lula, algumas delas, dizem, já rodadas.

Estrela da produção, Dilma Rousseff pretende que a História a reconheça como quem defendeu a democracia contra golpistas. Seu script começou há meses, quando iniciou a bateria de entrevistas para a mídia internacional. E terá como ponto alto o pronunciamento de amanhã, no Senado, em que pretende repisar no mesmo soalho.

A tática serve ao público cativo. Difícil será convencer historiadores sérios quanto a um golpe perpetrado contra os ditos da Constituição, com direito amplo de defesa, julgamento no Senado sob a batuta do presidente da Suprema Corte, e até pronunciamento da acusada.

Só um desavisado ou um mal intencionado acharia possível usar tanta lei para golpear a lei.

Pouco importa. A balela serve para animar a torcida – que também está no filme – e tentar um espacinho na História, ainda que com intelectuais de ocasião.

Fazer História, recheando a biografia, deve também ser a inspiração do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que, no afã de dar ares de Corte ao Senado, importou regras descabidas para o mundo da política. Como a de encarcerar testemunhas em hotéis, tornando-as incomunicáveis sobre um tema que há meses o país inteiro comunica e opina. Ou de proibir que, nesta fase, senadores se pronunciem sobre o mérito do crime. Algo só aplicável a advogados e promotores em um tribunal, ainda assim porque sobre eles paira a possibilidade real de punição em caso de desacato às ordens da Corte.

Sem a autoridade imaginada, à Lewandowski sobrou o recurso de cortar o microfone. E o extremo de suspender a sessão quando a temperatura sobe além da fervura, queimando as instituições.

A loucura que impera entre aqueles que se lixam para os males que causam ao país acaba por turvar a importância do processo. O impedimento de um presidente da República é fato que impacta o cotidiano. Tem lugar assegurado na História.

Mas o filtro da História é implacável.

Quem mesmo presidia o Senado quando Fernando Collor foi cassado? Quais foram os três senadores que votaram pela permanência dele? Como foram as sessões? Quantas horas duraram? Quem disse o quê? Informações difíceis de serem encontradas até mesmo nos anais do Senado.


Sábia, ainda quando demora, a História costuma ser cruel para os que acham que conseguem trapacear com ela.

O Impeachment e os porcos

O Impeachment e os porcos

Luis Milman


Os quadros jurídicos petistas, capitaneados por José Eduardo Cardozo, estão preparando uma tentativa de salvação para Dilma Roussef, depois que ela for cassada defitivamente pelo Senado. Ele pretendem recorrer ao Supremo Tribunal Federal para pleitear a anulação do julgamento do Senado, sob a alegação de que não houve fato típico no crime de responsabilidade atribuído à Dilma, ou seja, que não houve pedaladas fiscais e que os decretos suplementares foram editados na forma da lei. Eles chamam esta chicana de discussão do mérito do impeachment, sobre o qual o Supremo deverá se pronunciar e, sabe-se lá, talvez decidir pela anulação do julgamento do Senado. 
Os petistas vivem, de fato, naquela espécie de realidade paralela, esquizofrênica, na qual um sofisma pedestre adquire a força de um argumento jurídico consistente, especialmente entre acadêmicos militantes de espinha encurvada. É a especialidade deles. 
No mundo real é competência exclusiva do Senado julgar um presidente da República por crime de responsabilidade, mas parece que tanto a Constituição com a Lei 1079/50 são textos relativizáveis pela interpretação destes delirantes do PT. Julgar significa decidir sobre se houve a prática do crime e quais a sanções que serão aplicadas ao seu autor, previstas na lei. Se o Senado, no caso. o tribunal próprio e exclusivo para decidir sobre a matéria, identificar o crime, assim o tipificando e se a responsabilidade é idiscutível, a presidente é cassada e ponto final. Terminará o processo com a condenação da ré, Recorrer ao STF para desfazer julgado do Senado, sob qualquer pretexto, é o mesmo que levar um recurso de um caso de homicídio para a justiça do trabalho. O STF não possui qualquer atribuição no julgamento de casos de impeachment. Ele só o conduz, por meio da presidência do julgamento, que não incide sobre o juízo de mérito.

Por isso, fica exposta a disposição dos petistas de mais uma vez tentarem emporcalhar as instituições brasileiras, assim como emporcalharam a economia, a administração pública, a gestão das estatais, a vida acadêmica e a ainda atuante mídia amestrada, que convida a todo momento, mostrengos do direito relativizado para opinarem sobre o caráter “golpista” do processo de impeachment. Mas para tudo isto há um limite. Essa corja deve ser silenciada pela verdade. Não se pode mais lidar com agitadores como se eles estivessem contribuindo para o debate. O que os petistas fazem é um trabalho de destruição sofística com a intenção de solapar os alicerces da denúncia contra Dilma Roussef na base de argumentação fantasiosa e relativista. Para eles, as pedaladas não são crime porque vale tudo no âmbito das relações de governos com bancos que ele controla. Vale atrasar e pagar quando quiser e vale escriturar o que não foi debitado;  Depois de ouvi-los tem-se a impressão de que o governo nada fez que comprometesse o sumo bem da sociedade e que tudo fez em nome do povo, mesmo que o tenha enganado, traído, manipulado e desprezado.

Análise, Rogério Mendelszki - Fim para as mordomias de Dilma ?

Análise, Rogério Mendelszki - Fim para as mordomiaas de Dilma ?

Em caso de impeachment de Dilma Rousseff as atuais mordomias à disposição da presidente afastada serão mantidas?  Notícias publicadas na imprensa e pelos colunistas políticos de Brasília afirmam que Dilma continuará com as prerrogativas desfrutadas pelos ex-presidentes brasileiros (quatro seguranças e dois veículos oficiais), bem inferiores às atuais (um avião da FAB, para se deslocar para Porto Alegre, e a oito servidores públicos: quatro para sua segurança e apoio pessoal, dois veículos, dois motoristas e dois assessores).
A informação contraria o que diz a lei sobre mordomias para ex-presidentes. Em 27.2.2008 o presidente Lula assinou o Decreto nº 6.381 regulamentando a Lei nº 7.474, de 8.5.1986 (medidas de segurança aos ex-presidentes) e estabelecendo logo no artigo 1º:
“Findo o mandato do Presidente da República, quem houver exercido, em caráter permanente, terá direito: I – aos serviços de quatro servidores para atividades de segurança e apoio pessoal. II – a dois veículos oficiais, com respectivos motoristas. III – ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superior – DAS, nível 5“.
O benefício aos ex-presidentes é bem claro e sem subterfúgios jurídicos, já que diz “em caráter permanente” o que não é o caso de Dilma que, se for cassada pelo Congresso, é como ser dispensada do emprego “por justa causa”, no entendimento do jurista carioca Jorge Béja.
“Exercer a presidência da República em caráter permanente é estar no exercício do cargo ao longo do prazo previsto na Constituição, que é de 4 anos. Presidente da República que cumpre apenas 2 dos 4 anos de mandato e é demitido do exercício do cargo, nem finalizou nem exerceu a presidência por inteiro, mas pela metade” – diz Béja.
“Se o afastamento viesse a ocorrer por motivo de moléstia que impossibilitasse o exercício da presidência – afirma o jurista - a situação seria outra, plenamente justificável e compreensível. Nesse caso as prerrogativas estariam garantidas, mesmo na ausência de lei autorizativa, uma vez que a finalização do mandato por inteiro e de forma permanente não foi possível por motivo de força maior. Mas este não é o caso de Dilma. Ela deixa a presidência da República por punição, pela prática do crime de responsabilidade.”  Tem muita discussão pela frente.

AS MORDOMIAS DE HOJE

Além das mordomias pessoais pelo fato de Dilma ainda ser presidente, mesmo afastada temporariamente, os benefícios de transporte em veículos oficiais e seguranças da Polícia Federal são ampliados para seus familiares (filha, genro e netos).

O IMPEACHMENT

Ainda segundo o jurista Jorge Béja, “impeachment é demissão por justa e grave causa. Impeachment é punição e servidor público que é punido com a perda do cargo e com a exclusão do serviço, não lhe resta direito residual algum”. Sai “com uma mão na frente e outra atrás”, com se diz na linguagem popular.

A LEI E A PUNIÇÃO (1)

Tem-se lido que caberá ao ministro Ricardo Lewandowski, que preside o  impeachment no Senado, fixar o prazo de inabilitação de Dilma para o exercício de função pública. Lewandowski não poderá fixar prazo superior ou inferior a 8 anos. Este prazo está previsto no artigo 53, parágrafo único da Constituição Federal.

A LEI E A PUNIÇÃO (2)

Trecho do artigo 53: “…a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, será limitada à perda do mandato, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções jurídicas cabíveis“.
MANDATO ANTERIOR

Dilma poderia alegar que tem direitos garantidos aos ex-presidentes por que exerceu integralmente o seu primeiro mandato. O advogado Jorge Béja responde:  “Mesmo sendo mandatos distintos e separáveis, mesmo que eles não se acumulem, a perda do segundo mandato contamina e macula o primeiro. Além disso, eventual direito referente ao primeiro estaria precluso”.

Expoagas 2016 encerra com R$ 461 milhões em negócios

Expoagas 2016 encerra com
R$ 461 milhões em negócios

• Crescimento nas negociações é de 13% em relação à edição do ano passado
• Alimentos e produtos de higiene puxaram resultado positivo


Em sua edição de 35 anos, a Expoagas 2016 chega ao final nesta quinta-feira (25), no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre, garantindo aos 347 expositores um volume recorde de negócios da ordem de R$ 461 milhões. Realizada desde terça-feira (23) pela Associação Gaúcha de Supermercados, a feira apresentou ao varejo mais de 800 lançamentos e novidades em produtos, equipamentos e serviços para todo o comércio. Em seus três dias, o evento recebeu 44,2 mil visitantes e destacou as apostas da indústria e as tendências do varejo para o segundo semestre, e promoveu uma série de palestras, oficinas práticas e seminários sobre áreas técnicas e táticas para o ramo de supermercados. Puxado sobretudo por expositores de alimentos e de produtos de higiene, o resultado positivo nas negociações representa um crescimento de 13% em relação à edição passada do evento, superando as estimativas iniciais dos organizadores.

O montante transacionado entre visitantes e expositores significa uma venda média de R$ 1,3 milhão por estande. "Em média, cada expositor investiu na feira cerca de 4% do que vendeu somente nos três dias. Além disso, muitos negócios são levantados na Expoagas e concretizados posteriormente", lembra o presidente da Associação, Antônio Cesa Longo, destacando que os gaúchos mais uma vez foram maioria entre os estandes - 76% do total de empresas expositoras. "Defendemos que o varejo, a indústria e o setor produtivo cresçam juntos, já que crescimentos isolados de setores não são sustentáveis. O comércio precisa de uma indústria forte para que o consumidor tenha poder de compra, e por isso saudamos que a Expoagas 2016 tenha oportunizado esta vitrine de negócios à indústria gaúcha", sublinhou Longo.

Durante a feira, a Agas encomendou um estudo ao Instituto Segmento Pesquisas, que ouviu 101 expositores para saber o índice de satisfação com o evento. Na pesquisa, foram ouvidas companhias de todos os portes, sendo 72% da indústria, 14% do serviço e 13% do setor de comércio. Segundo dados apurados nos dois primeiros dias da mostra, 70,9% das vendas concretizadas na Expoagas 2016 foram junto a varejistas gaúchos, 16,1% a compradores de outros estados brasileiros e 12,9% junto a companhias de outros países.


Neste ano o levantamento revelou uma mudança em relação ao principal objetivo de participação na feira: o motivo maior passou a ser estreitar o relacionamento com o supermercadista (91%), que superou pela primeira vez as opções de fazer novos clientes (87%) e o aumentar os negócios/vendas (85%). Expor seus produtos (84%), fixar sua marca no mercado (78%), divulgar lançamentos (70%) e manter-se atualizado com as tendências do setor (42%) são outros motivadores dos expositores da feira.

Para ampliar o leque de oportunidades a outros setores do comércio, a Agas mais uma vez garantiu gratuidade nas inscrições realizadas com antecedência não apenas a profissionais de supermercados, como também a membros de segmentos como padaria, açougue, restaurantes, hotéis, farmácias, petshops e lojas. Indagados pelo Instituto Segmento Pesquisas sobre a movimentação de negócios nos estandes, 64% dos expositores informaram que realizaram negócios com profissionais destes outros setores, que não supermercados. Os segmentos mais citados pelos fornecedores participantes da feira foram, pela ordem, restaurantes (45%), padarias (42%), hotéis (37%) e lojas de conveniência e bares, ambos com 31%.

Segundo a pesquisa, 86,5% dos 347 expositores da Expoagas 2016 pretendem voltar à feira em 2017. A Agas já iniciou a comercialização dos estandes para a próxima edição, oferecendo condições especiais para a renovação automática dos espaços. "Essa antecipação na comercialização permite que preparemos os detalhes da Expoagas 2017 com mais cuidado aos detalhes. Entretanto, sempre buscamos uma mudança de pelo menos 15% entre os expositores, para que oportunizemos a novas empresas os benefícios da Expoagas", destaca Longo, lembrando que o Centro de Eventos Fiergs é ocupado na totalidade pela feira supermercadista. As empresas expositoras ouvidas pela Segmento apontaram que, em média, as vendas na Expoagas representam 16,4% do total do faturamento de agosto. 76% dos expositores ampliaram a carta de clientes nos dois primeiros dias da feira, e 100% atribuíram à Expoagas 2016 a classificação de muito importante ou importante para o desenvolvimento da dos negócios da sua companhia. Somente 2% dos entrevistados estimam que não atingirão ou superarão seus objetivos no evento.

Tendências - Tradicional termômetro de tendências e hábitos de consumo dos gaúchos, a Expoagas 2016 deu o tom dos produtos que deverão estar em destaque nas gôndolas do varejo nos próximos meses. Ao contrário de outras edições, quando fornecedoras de equipamentos lideraram o ranking dos expositores que mais venderam, neste ano empresas de alimentos e de produtos de higiene despontam na lista. "Atendendo aos anseios do consumidor, que está fazendo valer o seu dinheiro, o supermercadista está buscando acertar o básico, corrigir seu mix de produtos e dar giro aos itens na gôndola. Ainda assim, os expositores de máquinas e equipamentos também tiveram bom desempenho na feira, já que um em cada três supermercadistas está investindo em reformas ou ampliações em 2016. Em todo o Brasil, os supermercados abriram mais de 10 mil postos de trabalho nos últimos meses", registra o presidente da Agas.

Para 89% dos expositores ouvidos pelo Instituto Segmento, a crise influenciou diretamente o hábito de consumo dos gaúchos. Apenas 24% das empresas entrevistadas afirmam que ainda não perceberam uma retomada nos seus negócios.

Perfil dos visitantes - Mais uma vez, os varejistas foram maioria entre os visitantes (81%). Os 44,2 mil visitantes da Expoagas 2016 são oriundos de 6,4 mil empresas diferentes. A feira recebeu participantes de 26 estados brasileiros, além de varejistas da Argentina, Anguilla, Chile, Colômbia, Espanha, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Com relação ao gênero dos visitantes, a Expoagas recebeu 66,2% de homens e 33,7% de mulheres ligados ao setor.

Programação - A 35ª Convenção Gaúcha de Supermercados também foi marcada por uma extensa programação, que contemplou gestores e colaboradores dos mais diferentes setores do varejo e da indústria. As tradicionais palestras magnas, realizadas pela manhã, trouxeram ao debate os jornalistas Caio Blinder, Diogo Mainardi e Lucas Mendes, apresentadores do programa Manhattan Connection, da GloboNews; o colunista e economista Samy Dana; o educador físico e apresentador do Fantástico, Marcio Atalla; e o escritor e psicanalista Augusto Cury. A programação jovem do evento teve o consultor Max Gehringer abordando conceitos de carreira, sucesso e empreendedorismo em um debate com o diretor da Stemac Geradores, Valdo Marques, que contou sua experiência no quadro "Chefe Secreto". Já no Agas Mulher, a escritora Cecília Troiano falou sobre a rotina e as dificuldades da mulher moderna em um encontro que congregou mais de 700 mulheres ligadas ao ramo supermercadista. O evento teve, ainda, visitas-técnicas, palestras e oficinas práticas sobre áreas operacionais e técnicas da rotina varejista, como açougue, padaria, hortifrúti, tendências, mudanças em legislações, gerenciamento do mix de produtos, conceitos de layout de loja e outros assuntos.

Às 20 horas desta quinta-feira, pouco antes de encerrar o evento, a Agas vai sortear um automóvel Hyundai HB20 zero quilômetro entre as empresas que tiverem efetuado pelo menos R$ 1 mil em compras na Feira.

A Expoagas 2017, que terá o tema "Conectando os Bons Negócios", ocorrerá de 22 a 24 de agosto do ano que vem no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. A estimativa da Agas é que pelo menos 80% dos estandes para a feira do próximo ano tenham seus contratos renovados até o final desta quinta-feira (27).


“ACUSE PRIMEIRO, PERGUNTE DEPOIS”!

Vivendo acordada um pesadelo que se equivale à tragédia vivenciada por inocentes no triste episódio da Escola de Base.
Prezados leitores de Políbio Braga: Meu nome é Cris Duclos.
Trabalhei durante os últimos oito anos como Diretora de Imagem e Comunicação da Vivo, com resultados reconhecidos dentro e fora da empresa. Fui eleita a melhor profissional de marketing em 2013 como o Prêmio Caboré, o mais importante do país. Ganhei, em 2015, o prestigiado prêmio Women to Watch, conferido às profissionais de destaque no mundo do Marketing, pelo Jornal Meio e Mensagem. Este ano representei o Brasil como jurada no Festival de Cannes, o mais importante do mundo.
Depois de uma carreira longa e bem sucedida, estou sendo vítima de um inescrupuloso ataque à minha reputação, baseado em histórias fantasiosas, eivadas de falsas e perniciosas acusações, infelizmente propagadas por veículos de mídia que sequer me ouviram antes de propalarem irresponsavelmente essa maquiavélica história. Sem dúvida nenhuma, não realizaram um jornalismo investigativo minimamente sério, inclusive esse Blog.
Fui acusada, injusta e inescrupulosamente, de corrupção privada em um caso envolvendo a empresa Vivo, enquanto diretora, que teria se dado por meio de concluio com as agências África, DPZ&T E Y&R.
Pior: se não bastasse todo esse covarde e engendrado ataque pessoal, foi-se além. Muito além do suportável. Envolveram o que tenho de mais precioso: minha família. Acusou-se, assim e também, de forma caluniosa e leviana, meu marido, Ricardo Chester.
Mentiras, mentiras e mais mentiras. Os fatos e a realidade evidenciam isso.
As agências continuam prestando seus serviços normalmente à empresa para o qual trabalhava.
A própria Vivo negou oficialmente a existência de qualquer procedimento de auditoria em curso. Também negou que tenha feito revisão de contratos e/ou acordos com prestadores de serviço com vistas a possíveis descredenciamentos. Em nota, a Vivo afirmou:
“Não há procedimento em curso com as características referidas (...) acerca de suposta preocupação especifica da Companhia quanto à área de marketing, trazendo referência a uma possível auditoria geral em relação a essa área, com adoção de códigos e manuais de boa conduta específicos, assim como a revisão de todos os contratos e acordos dos prestadores de serviços da referida área, com vistas a possíveis descredenciamentos”.
O mais lamentável é que grandes veículos da imprensa, que deveriam ser os primeiros a levantar a verdade com responsabilidade social, foram os primeiros agentes dessa calúnia. Serviram de meio de transporte a toda essa solapada cruel de inverdades. Se prestaram levianamente a manchar a honra de uma pessoa, de todo indefesa, ceifada do exercício constitucional do contraditório.
Fui acusada de ter desviado milhões de reais da minha antiga empregadora, por uma engenhosa e fantasiosa versão de que, juntamente com meu marido, mantínhamos um esquema de desvio de dinheiro, através de um salário milionário pago por uma das agências deste - entre aspas – esquema.
Um prato cheio para criação de manchetes, num momento tão difícil pelo qual o país passa em termos de moralidade e ética. Mas não passa de um prato lotado e recheado de Mentiras!
Milhões de reais; criação de um esquema criminoso; envolvimento da família neste procedimento vil; e mais, muito mais: insinuações e acusações maledicentes, porém todas, absolutamente todas, desprovidas de provas. Isso sem contar o inaceitável e insuportável desvio de conduta relacionado relativo à inacreditável não oitiva dos acusados.
Como isso é possível em pleno século XXI?
Como isso é possível num país democrático?
Como isso é possível num Estado de Direito com imprensa livre?
Numa resposta às três indagações: Não é possível (não é admissível)!
O ataque de Polibio Braga à minha honra, à honra de meu marido, à nossa família, traz impactos desastrosos em nossas vidas. Esse blog tem alcance nacional e internacional, tem VOZ!
Por que então calar inocentes? Não ouvi-los, antes de acusá-los fria e severamente em rede nacional? Por que enxovalhar a honra de pessoas que jamais tiveram uma mínima mácula negativa em suas vidas profissional e pessoal? Por que desprezá-los e trabalhar para arruinar toda uma história de sucesso profissional?
Por que, por que, por que? As perguntas brotam em abundância. As respostas são relegadas às calendas. A honra das pessoas sérias lançadas à lata do lixo. Polibio Braga não pratica um jornalismo sério quando age desta insidiosa forma.
Nunca participei de conluio algum com quem quer que seja; com qualquer agência de publicidade; para lesar qualquer pessoa ou entidade. Nunca usei o salário de meu marido para obter qualquer vantagem pessoal. Aliás, meu marido nunca teve um salário milionário, como foi dito nos comentários maldosos por aqui.
Eu e meu marido não temos nada a esconder. Nunca tivemos.
São vinte e seis anos de carreira no meu caso. Trinta anos no caso do meu marido. Ambas bem sucedidas. Infelizmente fomos tratados por esse Blog como criminosos; como bandidos.
Somos cidadãos sérios, decentes e trabalhadores. Merecemos respeito!
Não permitiremos que denúncias irresponsáveis enxovalhem a nossa honra e reputação. Mais uma vez: não temos nem nunca tivemos nada a esconder.
Tudo o que temos foi duramente conquistado de forma honesta, transparente e com trabalho árduo. Essa é nossa história: não a versão divulgada pela imprensa irresponsável.
A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia. Por isso mesmo, nós, como cidadãos honestos e cumpridores de todas as obrigações cívicas, não podemos aceitar que seja usada de maneira tortuosa, sem ouvir o outro lado, sem nem ao menos apresentar provas do que denuncia de forma covarde. Iremos combater com todas as nossas forças esse pérfido hábito (ou melhor: vício) contido na máxima: “acuse primeiro, pergunte depois”.
Não seremos um novo e triste caso para ser lembrado pela História e contado nas aulas de jornalismo, como prática a não ser seguida, como foi o da Escola Base, em que professores tiveram suas reputações e vidas destruídas por acusações infundadas veiculadas na grande imprensa. Com orgulho destaco: sou casada, brasileira, mãe, trabalhadora e uma cidadã (muito) digna!

Minha vida não será destruída. Minha dignidade tem de ser respeitada pela imprensa brasileira! E esse é o meu direito de resposta. Por Cristina Duclos.”

Artigo, Marcelo Aiquel - Quem quer democracia ?

Artigo, Marcelo Aiquel - Quem quer democracia ?

      Esta pergunta me aflige desde um fato ocorrido no último dia 18, aqui na UFRGS, em Porto Alegre.
      Um pequeno grupo reuniu-se para debater sobre “DEMOCRACIA”.
      Mas, para meu espanto, o debate não deu espaço para a opinião contrária. Somente tiveram voz aqueles que defendem um “Estado Democrático de Esquerda”. Não algo pluri ideológico, como seria de se imaginar.
      Quando qualquer pessoa razoavelmente aculturada sabe que DEMOCRACIA é um regime político que permita o exercício livre e ordeiro de uma sociedade, seja nas opiniões, seja nas escolhas de cada cidadão, nos damos conta que este grupo quer impor a SUA OPINIÃO “na marra”. Num exemplo totalmente contraditório ao seu discurso.
      Foi assim no referido debate, ou reunião, onde algumas pessoas insistiram em não aceitar as decisões LEGAIS tomadas pelos poderes legalmenteconstituídos.
      Tendo como principal orador – entre outros nomes menos conhecidos e/ou relevantes – o ex-presidente da OAB nacional, o ilustre Dr. Marcelo Lavenére, o comportamento do grupo remeteu à figura daquele bacharel que, irresignado com uma decisão judicial perfeitamente tomada, e transitada em julgado, resolve desobedece-la com rebeldia.
      Ora, em qual Estado Democrático tal postura seria permitida?
      A desobediência civil é vedada (pela nossa Constituição e por tantas outras) de ser realizada por qualquer cidadão. Seja ex-presidente da OAB, seja um do povo.
      Soube-se, inclusive, que na tal reunião houve conclamação a uma resistência armada!
      Trata-se de um fato grave que agride – novamente – a lei que deve reger a conduta de todos os cidadãos brasileiros.
      E tudo isto nasceu da absoluta teimosia em se aceitar um processo previsto na ordenação jurídica nacional, como é o caso do impeachment de um governante eleito.
      Teimosia esta que ultrapassa todos os limites do bom senso quando, regularmente processado o feito, os descontentes continuam a trata-lo como um golpe.
      Isto me dá o direito de gritar golpe contra cada decisão judicial que me for contrária? É evidente que não. Até porque, agindo assim, eu seria enquadrado legalmente como contraventor.
      E por que os que agem desta forma não o são?
      Sempre que estiverem desafiando os poderes legalmente constituídos através de uma via imprópria, deveriam sê-lo. Independentemente da importância que representem na vida pública.
      Por um princípio básico de ORDEM.
      A nossa bandeira, um dos símbolos nacionais que deve ser respeitado por todos, traz na sua faixa central a seguinte frase: ORDEM E PROGRESSO.
      Pois bem, como devem atuar os poderes da nação em relação àqueles que desafiam as suas instituições?
      Estamos permitindo que um grupo de descontentes entoe a defesa da presidente afastada (que o foi de forma legítima e legal!) por meio de atos que ferem frontalmente a DEMOCRACIA que, ironicamente, fingem defender.
      Já assistimos a este filme e sabemos que os líderes (atores principais) necessitam contar com seguidores (figurantes) para dar visibilidade aos protestos.“Figurantes” estes que concordam em participar por uma remuneração ou para tentar obter seus 15 segundos de fama. Seja qual for o motivo, ele esbarra no interesse pessoal ou na vaidade; e em ambos os casos, numa absoluta ignorância do que dizem proteger.  
      Como o médico que criou um monstro, ele não imagina que depois da besta ganhar vida só na força ela poderá ser contida.
      Então, por que os poderes constituídos seguem deixando que estes médicos (é apenas um exemplo figurado, ok?) criem seus monstros (outro exemplo figurado) por aí?
      Deixam exatamente por causa da DEMOCRACIA que eles (os médicos, no sentido figurado) fingem querer salvaguardar.
      O que falta aos defensores das leis para mostrar aos desordeiros (todos aqueles que fazem questão de agredir as leis) como funciona uma verdadeira DEMOCRACIA?
      Onde as regras devem ser iguais para todos, e manda quem pode (no sentido de poder legalmente emanado) e obedece quem tem juízo. Ou respeito à ordemlegal!
      Só assim teremos uma legítima DEMOCRACIA!
      E não aquela proposta por desordeiros.


      Marcelo Aiquel – advogado (24/08/2016)