Artigo. J.R. Guzzo,Gazeta do Povo - A responsabilidade do STF no "genocídio" que Gilmar apregoa

Ministro Gilmar Mendes disse que os militares são cúmplices do “genocídio” causado pela Covid-19 no Brasil porque ocupam os principais postos do Ministério da Saúde.| Foto: Rosinei Coutinho/STF
 Já faz tempo que os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram, por unanimidade de votos, que nada do que dizem em público precisa fazer sentido. Por que não? Se as suas sentenças são fruto de um livre-pensar que dispensa a presença de vida inteligente, ou de algum tipo de compromisso com as leis do país, é apenas natural que também não se obriguem a seguir a lógica comum em suas declarações ao Brasil e ao mundo.
 Na maioria das vezes, ninguém presta mais muita atenção às bulas expedidas pelos ministros – a não ser, eventualmente, algum psiquiatra que esteja envolvido na observação de comportamentos suspeitos nas áreas da ruptura com a realidade e da mania de grandeza. Mas a cada manifesto que lhes ocorre lançar sobre o bem e o mal, os integrantes do nosso Excelso Pretório contribuem para congestionar ainda mais o que Millôr Fernandes talvez chamasse de “Acervo Nacional das Declarações Cretinas”. Uma hora vai acabar faltando espaço.
 O último surto ficou, mais uma vez, a cargo do ministro Gilmar Mendes. Num debate do Instituto Brasiliense de Direito Público, escola privada da qual ele próprio é um dos sócios, Gilmar acusou subitamente o Exército brasileiro de ser cúmplice do “genocídio” que estaria arrasando o Brasil com a Covid-19. Denunciou os cúmplices, mas não citou quem seriam os autores do crime; talvez vez seja mais uma inovação que o STF oferece ao direito penal brasileiro – o delito que só tem cúmplices.
 O problema, em todo caso, não está aí. O ministro não diz que “genocídio” é esse – será que ele está falando da epidemia mundial que nos últimos seis meses atingiu quase 13 milhões de pessoas em todo o mundo e já causou cerca de 570.000 mortes? Parece que sim, mas não há nenhuma pista sobre a seguinte dúvida: por que diabo a Covid-19 está matando gente nos quatro cantos do planeta, mas só há genocídio no Brasil?
 Ninguém sabe, também, o que o Exército brasileiro tem a ver com isso – ao contrário, está trabalhando todos os dias na ajuda ao combate da epidemia, com a ação de quase 35.000 homens. É muitíssimo mais, com certeza, de tudo o que os onze ministros do STF jamais farão, somados, em todas as suas vidas, para dar alguma contribuição prática nesta tragédia.
 Pelo retrospecto da sua militância política atual, o ministro Gilmar parece estar jogando a culpa de tudo no presidente Jair Bolsonaro e em seu governo. É mais um mistério: se alguém tem de ser acusado de “genocídio” pelas 72.000 mortes que a epidemia causou até agora no Brasil, seriam os 27 governadores de estado e os 5.500 prefeitos brasileiros a quem o próprio STF, que hoje é quem decide tudo neste país, da nomeação de chefes de polícia à aplicação da cloroquina, entregou a exclusividade do combate à epidemia. O governo federal ficou expressamente proibido de tomar decisões no combate à Covid; como poderia, então, ser responsável pelo desastre? Mais responsável é o próprio STF, já que foi ele quem teve a ideia de entregar tudo à “autoridades locais”.
 O ministro Gilmar se declarou inconformado com o fato de não haver um ministro da Saúde efetivo há mais de 50 dias; pelo jeito, ele parece achar que o problema do Brasil é a falta de ministro, e não a presença do vírus. É essa, então, a causa do “genocídio”? Não tem pé nem cabeça. Desde quando o fato de haver ou não um ministro da Saúde, ou de qualquer outra coisa, tem alguma relação com o que acontece de bom ou de ruim na sua área de ação?
 Mas nada precisa ter pé nem cabeça quando algum dos onze ministros desse STF que está aí abre a boca para dizer ou decidir alguma coisa. Estão numa “trip”, como se diz. Vão continuar assim, com as suas lagostas, as suas licenças-prêmio e a sua compulsão em declarar inconstitucional tudo o que possa prejudicar o seu bolso. Fica a cargo de cada um estabelecer que grau de imparcialidade alguém pode esperar dessa gente."



Pequenos negócios apresentam sinais de lenta reação diante da pandemia, diz pesquisa do Sebrae

Levantamento, realizado em parceria com a FGV, mostra também que apesar do aumento no número de empresas que conseguiram crédito, ritmo de liberação de empréstimos não acompanha crescente demanda.

Após período crítico para manter os negócios em funcionamento, as micro e pequenas empresas brasileiras apresentaram sinais de pequena reação diante dos impactos da pandemia. Levantamento feito pelo Sebrae, em parceria com a FGV, entre os dias 25 e 30 de junho, constatou uma leve e gradual recuperação, com uma redução na queda média mensal do faturamento dos pequenos negócios. Enquanto na primeira semana de abril, a perda média do faturamento chegou a 70%, no último levantamento esse percentual caiu para 51%. Apesar dessa pequena evolução, a pesquisa mostra também que a concessão de crédito para as pequenas empresas ainda não tem acompanhado o aumento significativo da procura desses negócios por empréstimos.

Os dados fazem parte da 5ª edição da Pesquisa “O impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios”, que teve a participação de 6.470 participantes entre Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. O levantamento aponta que desde o início da pandemia, 800 mil empresas conseguiram estancar a queda no faturamento. A proporção de pequenos negócios com redução no faturamento caiu de 89% para 84%, desde março, quando foi feita a primeira edição da pesquisa. Essa recuperação, entretanto, não é igual para todos os segmentos. Alguns setores como o agronegócio, indústria alimentícia e pet shop/veterinária apresentam maior capacidade de retomada, ao contrário de setores mais diretamente afetados, como turismo e economia criativa.

“O estancamento na queda de faturamento sinaliza um tímido movimento de recuperação. Mas ainda estamos longe de vencer a crise. E sem o destravamento do dinheiro disponível nos bancos, essa retomada será extremamente lenta ou até fatal para os pequenos negócios, pois a reabertura implica em gastos e não necessariamente em demanda de clientes”, ressalta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

O levantamento do Sebrae também mostrou que 30% das empresas voltaram a funcionar desde o início da crise, adaptando-se ao novo cenário, intensificando a transformação digital dos negócios com o aumento das vendas online. Em dois meses, 12% das empresas fizeram a adaptação do modelo de negócio para o formato digital. Ao mesmo tempo em que houve um aumento de 37% para 44% das empresas que estão utilizando ferramentas digitais para se manterem em funcionamento, houve uma redução de 39% para 23% das empresas que afirmam que só podem funcionar presencialmente.

De uma forma geral, a pesquisa também mostra que houve uma redução na restrição de circulação de pessoas no período analisado, com queda de 63% para 54% nas medidas de quarentena (fechamento parcial) e lockdown (fechamento total). Por outro lado, observa-se que as regiões em que o nível de isolamento era menor, como Sul e Centro-Oeste, caminham agora em sentido contrário ao movimento nacional e tiveram que aumentar as medidas de isolamento. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a restrição subiu de 38% para 72% nos últimos 30 dias.

Crédito
A 5ª edição da pesquisa do Sebrae mostra que houve, novamente, um aumento na proporção de empresas que conseguiram empréstimo, porém em um ritmo aquém do esperado (de 16% para 18%). Na contramão, o número de empresas que buscou empréstimos aumentou consideravelmente, principalmente entre as MPE. Entre a 4ª e a 5ª edição da pesquisa, o percentual de empreendedores que buscaram crédito saiu de 39% para 46%. Entre os principais motivos para a recusa dos bancos está a negativação; sendo o CPF com restrição a principal razão pela não obtenção de crédito entre os MEI e a negativação no CADIN/Serasa, no caso das ME e EPP.

Confira abaixo outros dados da pesquisa
O número médio de pessoas ocupadas nas empresas manteve-se (3,4) com redução (12% para 10%) na proporção de empresas que demitiram. O número médio de funcionários demitidos pelas empresas manteve-se (2,5).
Cresceu (39% para 46%) a proporção de empresas que buscaram empréstimo. Já o crescimento da proporção de empresas que tiveram sucesso no pedido foi pequeno (16% para 18%).
Houve uma Redução (63% para 54%) nas restrições de circulação de pessoas. No entanto, nas regiões onde essa restrição era menor no mês passado (Centro-Oeste e Sul), observa-se agora um aumento nas medidas de isolamento social.
Foi verificado um aumento (45% para 59%) na proporção de empresas que mudaram sua forma de funcionar, e uma redução (43% para 29%) na proporção de empresas que haviam interrompido o funcionamento temporariamente.
Cresceu (37% para 44%) a proporção de empresas que estão fazendo uso de ferramentas digitais para poder funcionar.
Caiu (39% para 23%) a proporção de empresas que afirmam que só podem operar presencialmente

Kerlen Costa - Decreto 10.422 é publicado e evita o desemprego

Muitos empregadores e trabalhadores aguardavam, com ansiedade, a prorrogação dos acordos de suspensão de contratos e redução de jornada, com pagamento do Benefício Emergencial pela União. Nesta terça-feira (14), enfim, a prometida medida se tornou realidade, com a publicação do Decreto 10.422.
A redução de consumo e faturamento, que atinge diretamente a possibilidade de pagamento dos salários, estava sendo mitigada pelos benefícios emergenciais. Por isso, a possibilidade do seu cancelamento representaria uma onda de despedidas ainda maior que a já observada até o momento.
A vigência da Medida Provisória nº 936 já permitia a adoção do Benefício Emergencial, mas somente até o fim de julho. Era válida pelo período máximo de 60 dias nos casos de suspensão do contrato de trabalho e de 90 dias para a redução de jornada. Como a maioria das empresas afetadas pela pandemia já utilizou tais benefícios, a possibilidade de prorrogação era muito aguardada.
Agora, empresas e colaboradores poderão prorrogar os acordos de suspensão do contrato de trabalho por mais dois meses, completando 120 dias. Já os acordos para redução proporcional de jornada e salários poderão ser acrescidos de mais 30 dias, também totalizando 120 dias. Em ambos os casos, poderá haver fracionamento em períodos sucessivos ou intercalados, desde que sejam superiores a 10 dias.
                Dessa forma, a União garante fôlego a muitas companhias que já se viam numa encruzilhada, diante da iminência de não poderem ampliar essas medidas. Enquanto durar esse momento de incertezas, os governos devem lançar mão de todas as ações possíveis e seguras para preservar a continuidade dos negócios. Isso garantirá que estejamos em melhores condições para superar a crise e iniciar a retomada da economia

Advogada da Área Trabalhista e Gestão de RH do escritório Scalzilli Althaus

Investigação

Circula pelas redes sociais um texto dizendo que o ex-primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, e outras autoridades serão acusados criminalmente pela “PGR” [Procuradoria-Geral da República] daquele país. Segundo a legenda, eles teriam causado milhares de mortes ao proibir o uso da hidroxicloroquina em tratamentos contra o novo coronavírus oferecidos por médicos da família, liberando a sua aplicação apenas em hospitais, entre outras ‘incompetências durante a crise’.

Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:

“A PGR francesa acusará o Ministério demitido sexta, incluindo o Ministro da Saúde e o agora ex-primeiro 1° Ministro Eduardo Filipe como responsáveis por MILHARES DE MORTES de Covid-19 por PROIBIR o uso de HIDROXICLOROQUINA pelos médicos da família do SUS francês e apenas permitir o uso em HOSPITAIS, entre outras Incompetências durante a crise”

Texto em post publicado no Facebook que, até as 11h de 10 de julho de 2020, tinha 128 compartilhamentos

FALSO ?
A informação analisada pela Lupa é falsa, mas tem um fundo de verdade, porque a PGR abriu investigação judicial para apurar a gestão da pandemia.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

. O Tribunal de Justiça da República (Cour de Justice de la République, ou CJR, na sigla em francês), corte que pode julgar atos do governo, abriu uma investigação judicial para apurar a gestão da pandemia pelo ex-primeiro ministro Edouard Philippe, e pelos ex-ministros da Saúde Olivier Verán e Agnès Buzyn. Não há, no entanto, qualquer pronunciamento oficial do CJR dizendo que essa apuração envolve as restrições ao uso da hidroxicloroquina na França, que continuam em vigor.

A reportagem da BBC citada no post não fez nenhuma referência ao medicamento ao noticiar o caso. Veículos franceses também não citaram qualquer conexão entre a investigação e decisões oficiais sobre o uso dessa droga contra a Covid-19. Segundo Libération, Le Monde, L’Express e Le Figaro, foram recebidas 90 reclamações sobre o modo como governo conduziu a pandemia. Dessas, apenas nove foram aceitas. O teor das reclamações, no entanto, não foi divulgado pela CJR, nem noticiado pela imprensa.

No post que circula pelas redes sociais, o autor cita nos comentários uma reportagem do site Afrik, que supostamente revelaria que as autoridades francesas estariam sendo acusadas por proibir a hidroxicloroquina. Mas o texto apenas menciona o remédio e as restrições determinadas pelo governo ao relembrar o desenrolar da epidemia. Ou seja, não diz que essa se trata de uma das nove queixas analisadas pela CJR, muito menos afirma que as autoridades foram denunciadas criminalmente – o que ainda não ocorreu.

Trata-se, até o momento, de uma investigação em estágio inicial. O procedimento foi aberto oficialmente na última terça-feira (7). O ex-primeiro-ministro, que renunciou ao cargo em 3 de julho, afirmou que fornecerá todas as informações solicitadas para explicar as decisões tomadas durante a pandemia. A apuração está sendo conduzida pelo procurador-geral francês, François Molins.

O uso de hidroxicloroquina na França apenas em testes clínicos foi recomendado em 26 de maio pelo Conselho Superior de Saúde Pública. Essa orientação continua valendo, mesmo após Philippe ter deixado o cargo. O órgão concluiu que nenhum estudo científico havia comprovado a eficácia do medicamento, além de haver efeitos colaterais potencialmente graves. Até esta sexta-feira (10), morreram 29.886 pessoas de Covid-19 no país, que registrou 160.783 casos confirmados da doença.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Alexandre Loures, FSB Comunicação - Fake News e eleições 2020

No mesmo momento em que as eleições municipais são adiadas, o Congresso está correndo com a aprovação da PL 2.630/2020, apelidada de PL das Fake News e que propõe o combate à propagação das notícias falsas por meio de punição aos disseminadores. Não é coincidência.

Muitos especialistas e formadores de opinião já se manifestaram dizendo que a elaboração do texto do projeto  – que teve 65 emendas em apenas 2 dias – foi feita às pressas, sem dar espaço para o debate de um tema extremamente importante e complexo como as fake news.

As redes sociais estão correndo atrás para barrar o compartilhamento de notícias falsas, o Whatsapp limitou encaminhamento de mensagens e o Twitter notificou o presidente Donald Trump por publicar notícias duvidosas e mensagens de ódio. Na última quarta-feira (8), o Facebook removeu uma rede de contas e páginas ligadas ao PSL e gabinetes da família Bolsonaro que, segundo a rede social, estavam envolvidas com a criação de perfis falsos e comportamento inautêntico.

Em meio à pandemia, as eleições deste ano serão mais virtuais do que nunca e com mais dinheiro para investir nos meios digitais. Com o projeto aprovado, quem será o fiscalizador dessas práticas irregulares e ilegais? A PL das Fake News tem alguns pontos soltos, entre eles, definir o que é desinformação e ao mesmo tempo assegurar que as pessoas possam continuar se manifestando livremente.  Vale a pena ouvir o último episódio do Braincast sobre Fake News que discute todas essas questões.

Além desses pontos, ainda tem o próprio comportamento do eleitor. Cada vez mais fechados em suas bolhas digitais, como será que vão se comportar diante de uma notícia falsa? Denunciar ou compartilhar? O desafio é grande, a educação digital se torna cada vez mais necessária e a única solução eficaz no longo prazo. Dentro desse contexto, os influenciadores digitais poderão ser uma ferramentafundamental para enfrentar esse problema, já que são eles a referência em comunidade e engajamento.

No fim, vemos que essa questão será influenciada por esses três eixos principais: o comportamento das plataformas no controle de fake news e perfis que disseminem o ódio, a capacidade da justiça de identificar e coibir práticas irregulares e o comportamento do eleitor em não compartilhar notícias falsas ou mal-intencionadas.

BRDE abre inscrições para apoio a projetos por meio de incentivos fiscais

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE informa que estão abertas as inscrições para projetos culturais, sociais e esportivos voltados a crianças, adolescentes e idosos, já aprovados para captação por meio de leis de incentivo fiscal e que buscam o patrocínio do banco.

Nos últimos cinco anos, o BRDE disponibilizou para instituições dos três estados do Sul mais de R$ 20 milhões. Só em 2019, aportou R$ 1.554.905,07, valore igualmente dividido entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, totalizando 75 projetos patrocinados.

Ciente de seu papel como agente de desenvolvimento social, econômico e cultural da região onde atua, o BRDE tem como política apoiar projetos por meio dos seguintes mecanismos de renúncia fiscal:
Lei Federal de Incentivo à Cultura;
Lei do Audiovisual;
Lei de Incentivo ao Esporte;
Fundo da Infância e da Adolescência;
Estatuto do Idoso e Fundo Nacional do Idoso;
PRONON – Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica;
PRONAS – Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência.

Para cadastrar seu projeto, acesse o Portal de Incentivos.
O formulário está disponível exclusivamente em formato digital. O prazo para inscrições se encerra em 15/10/20, quando iniciará a etapa de seleção.

Edital e mais informações em www.brde.com.br

Artigo, Renata Bravo, diretora Jurídica, FSB - Novo normal da advocacia

A reflexão sobre a mudança da forma do advogado trabalhar já existia.
A tecnologia em algum momento iria sobrepor a categoria, processos seriam automatizados e os advogados que não estivessem atentos se tornariam obsoletos e substituídos por máquinas e robôs.
Aí veio a pandemia e o profissional tão acostumado a enxergar a vulnerabilidade de seus clientes, se viu mais vulnerável que nunca.
Advogados tiveram que trancar seus escritórios e abrir a porta de casa para continuar trabalhando. O terno e a gravata deixaram de fazer sentido. As salas de reunião, tão bem projetadas, ficaram vazias.
A mudança, que seria liderada pela tecnologia, passou a ser liderada pelo desconhecido e para o desconhecido não há plano de contingência.
Mas a demanda pelo trabalho continuou.
O debate da matéria jurídica em si se tornou protagonista.
A relação de confiança entre advogado e cliente teve que se fortalecer diante de um cenário de tanta insegurança.
A pandemia vai acabar, mas vai deixar um legado de mudanças de valores.
E o advogado terá que se ressignificar