PF acha pagamento de R$ 33 milhões do Master a advogada citada como 'canal direto com STF'

Presidente do LIDE RS vai a Nova Iorque debater clima

O presidente do LIDE RS, Delton Batista, estará em Nova York na próxima semana, para participar do Climate Week NYC 2026, o maior evento anual sobre o clima no planeta. Na ocasião, ele apresentará o Global South Connection, movimento criado pela entidade empresarial para fomentar negócios entre líderes e corporações do Sul do Brasil com o mercado global.


Empresários e investidores dos dois países participarão de um encontro fechado, no dia 22, terça-feira, cujo tema será “What’s Next for U.S.-Brazil Relations?”(“O que vem pela frente nas relações entre Brasil e Estados Unidos?”, em tradução livre). Na pauta, a discussão sobre a próxima agenda comercial entre Brasil e Estados Unidos, com foco em transição energética, inteligência artificial, minerais críticos e oportunidades de crescimento entre ambos os mercados.


“Essa é uma oportunidade imperdível de apresentar o Global South Connection a nomes importantes da maior economia do mundo e mostrar toda a capacidade competitiva da economia do Sul do Brasil. É um momento para reforçar que nossos líderes e empresas estão prontos para inovar com qualidade em busca de novos mercados globais. Queremos mostrar ao mundo nosso talento e potencial”, afirma Delton Batista, presidente do LIDE RS/SC.

Artigo, Vitor Koch - Ruína em Torres de Marfim

Vitor Augusto Koch

Comerciante • Administrador – CRA/RS 042810
Presidente da FCCS-RS


O Brasil assistiu, em 15 de setembro, a uma sessão do Supremo Tribunal Federal que deveria preocupar todos os brasileiros. 


Não pelo simples confronto de opiniões jurídicas — natural em uma Corte constitucional —, contudo,  pela dimensão do conflito, pela troca de acusações entre ministros e exposição pública de uma instituição que deveria representar equilíbrio, serenidade e respeito à Constituição.


O julgamento, diferente a seu  estabelecimento, discutia se os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam ser analisados conjuntamente ou em separado, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master, equivocadamente, pois já havia a convocação pautando a outra sessão marcada para a segunda discussão . 


A sessão terminou sem decisão, após pedido de vista de Flávio Dino. O placar parcial ficou em 4 votos a 3 pela análise separada. 


O que ficou para a sociedade, foi muito além do resultado processual. 


Houve acusações de interferência político-eleitoral, questionamentos sobre procedimentos e um duro embate entre ministros. Em determinado momento, Gilmar Mendes declarou: “até a máfia tem ética”. ( sic, sic..)


Quando ministros da Suprema Corte chegam a esse nível de confronto público, alguma coisa está profundamente errada.


Não se trata de defender ministros. 


Trata-se de defender a instituição e, acima dela, a Constituição. O Supremo não pode ser simultaneamente árbitro, parte interessada e palco de disputas que alimentam suspeitas de natureza ética, probidade e política.


A Constituição não pode ser aplicada conforme conveniências circunstanciais. Juiz natural, devido processo legal, imparcialidade, contraditório e ampla defesa não são detalhes burocráticos. São garantias fundamentais.


Durante anos, o silêncio diante de decisões controversas ajudou a normalizar a expansão dos limites do Judiciário. Agora, a própria Corte expõe suas mazelas, espelhando um tribunal severamente fraturado, onde ministro em questão, participou ativamente das discussões de bastidores e votações


Conforme afirmação de Delfim Netto, “erros não se anulam; se somam”. E instituições também podem acumular erros, até comprometerem a confiança que as sustenta.


O Supremo não precisa estar acima da sociedade. Precisa estar acima das disputas pessoais e políticas.


A República exige que todos sejam iguais perante a lei — inclusive aqueles que têm a responsabilidade de interpretá-la.


O verdadeiro perigo não é a divergência dentro da Corte. É quando a sociedade começa a enxergar o próprio Supremo como parte da crise que deveria solucionar.


Quando as torres de marfim começam a ruir por dentro, não é apenas o tribunal que está em risco. É a confiança do cidadão na própria República. É a insegurança jurídica para investir desenvolver e prosperar.


A reforma ou melhor, a reconstrução das torres é urgente, seu formato é ultrapassado, só com composição qualificada e ética, suas colunas darão guarida e segurança jurídica a nação.


O tempo da reconstrução não é amanhã. É agora.


- “É tempo de viver coisas novas. Nos preparemos.”



Minerais críticos

  Foi sancionada, ontem, a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A lei prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais. O objetivo é estimular a pesquisa, extração e transformação de minerais críticos e estratégicos.

A lei sancionada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões. O Serviço Geológico do Brasil terá um aumento de verba, de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, para investir em pesquisa para conhecimento do solo. O valor é ridiculamente baixo.

No discurso de assinatura do ato, Lula atacou os EUA, avisando que os americanos querem se adonar dos minerais críticos do Brasil.

Lula também assinou o decreto que cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos. 

A seguir, leia texto da Agência Brasil:

Minerais Críticos

Os minerais críticos e terras raras são insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística, defesa e para a concretização da transição energética.

Os minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.


Terras raras são um grupo específico de minerais críticos. São 17 elementos químicos dispersos na natureza, o que dificulta a extração. Elas são essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.


Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.


A definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. As terras raras, por sua vez, também podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto