Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Salve o chicote !

O autor é escritor e advogado no RS.


O julgamento de ontem lembrou-me uma passagem bíblica em que Jesus entrou no Templo com um  chicote na mão. Ficou conhecida  , como a Purificação do Templo. (João 2.13-17)


Em outros três evangelhos está escrito, que ele usou o chicote para expulsar os vendilhões do Templo.


Tomo por exemplo a do chicote em ação, sendo usado.


O Templo em nos dias se assemelha ao STF. 


Na falta de Jesus, "presencial", o povo deveria ir às ruas exercer o seu papel bíblico. 


E, não se diga que isto é incitar  à violência.  Foi Jesus quem nos ensinou como agir contra os malfeitores.


Esta passagem é aplaudida nos Templos religiosos de todos os quadrantes do mundo católico.


Voltando ao julgamento.


O ministro Fachin fraquejou. Permitiu a ação de um "jogral"de ataques a um colega ministro, A. Mendonça, cumpridor de sua missão  jurisdicional.


Não cassou a palavra do Flávio Dino, que astuciosamente,  interrompeu o  voto da ministra Cármen Lucia, como tentativa de conduzir o seu voto.


Outras aberrações foram praticadas. A mais grave foi a participação do ministro A.Moraes, mencionado nas informações da Polícia Federal no processo em julgamento.


Como parte interessada debateu, intensamente, a matéria, antecipando sua  defesa em outro processo.


 Acabou votando  em causa própria. Não se deu por impedido nem suspeito.


O STF já havia decretado o fim da Imparcialidade, ao permitir que os ministros votassem em processos patrocinados por suas esposas e filhos.


Será muito fácil se beneficiar de contratos advocaticios de 130 milhões, de suas esposas ou holding's.


JESUS, empreste o seu chicote: só não nos envie pelos Correios do Brasil.


Caxias, 16.09.2026

Marcus Vinicius Gravina 

OAB-RS 4.948

Artigo, especial, Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Por que a pesquisa Quaest foi favorável a Flávio

Cientista Político da Arko Advice Pesquisas
carloseduardo@arkoadvice.com.br

A mudança na agenda política, consequência da crise no STF, impactou o cenário da disputa ao Palácio do Planalto. Faltando cerca de três semanas para o primeiro turno, apesar da eleição continuar acirrada, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra uma vantagem parcial sobre o presidente Lula (PT).

Isso pode ser observado nos números trazidos pela mais recente do instituto Quaest. No cenário de primeiro turno, a distância de Lula para Flávio, que era de 8 pontos (37% a 29%) no dia 2 de setembro, caiu para apenas 5 pontos (36% a 31%). 

No cenário estimulado de segundo turno é que observamos a mudança mais expressiva. Flávio, pela primeira vez desde abril, ultrapassou numericamente Lula: 42% a 40%. Embora as oscilações da série de pesquisas Quaest tenham oscilado dentro da margem de erro – dois pontos percentuais para mais ou para menos – é possível perceber uma tendência em favor de Flávio nos últimos meses. Em julho, Lula tinha 8 pontos de vantagem sobre Flávio (45% a 37%). Agora, a vantagem está com Flávio: 2 pontos (42% a 40%). Ou seja, nos últimos dois meses, Lula perdeu 5 pontos enquanto Flávio ganhou 5 pontos.

Mais do que os cenários estimulados de primeiro e segundo turno, é importante prestarmos atenção em sete variáveis que reforçam este clima político em favor de Flávio:

1. Maior transferência de votos de eleitores que optam por outros candidatos no primeiro turno: Flávio é o preferido de eleitores de Renan Santos (50%); Ronaldo Caiado (46%); Augusto Cury (41%); e Romeu Zema (32%). Lula, por sua vez, atrai menos votos desses candidatos – Zema (38%); Cury (25%); Caiado (20%); e Renan (18%);


2. Avanço no Sudeste: Na maior região do país, e que contempla Minas Gerais, o estado pêndulo da eleição, Flávio abriu 16 pontos de vantagem sobre Lula (47% a 31%). Na semana passada, a distância entre o senador e o presidente era de 9 pontos (43% a 34%);


3. Crescimento no eleitorado feminino: Entre as mulheres, Lula e Flávio estão tecnicamente empatados. Lula tem uma vantagem numérica sobre Flávio de apenas 3 pontos (41% a 38%). Em julho, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 12 pontos (47% a 35%) nesse segmento;


4. Preferência dos eleitores com renda mensal de 2 a 5 salários: No segmento em que o governo buscava conquistar através de medidas como a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, em um eventual segundo turno, Flávio tem dez pontos a mais que Lula (46% a 36%);


5. Agenda favorável: A corrupção disparou na preocupação dos entrevistados. Em relação ao início de setembro, subiu 8 pontos (14% para 22%) a preocupação com o tema, ficando atrás apenas da violência (31%). Na sequência aparecem a economia (19%) e saúde (10%). Vale observar que os dois temas que mais preocupam a opinião pública – violência e corrupção – são assuntos que colocam Lula na defensiva e deixam Flávio mais confortável para desgastar o governo;


6. Conquista de eleitores independentes:  Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, 36% declaram voto no senador enquanto 26% manifestam preferência pelo presidente. Outros 29% afirmam que não irão votar. Comparado a semana passada, Flávio cresceu quatro pontos (32% para 36%) nesse segmento. Lula, por sua vez, oscilou negativamente dois pontos (28% para 26%); e


7. Saldo negativo de popularidade de Lula: A desaprovação do governo supera a aprovação (50% a 43%)

Além desses aspectos quantitativos, Flávio, no contraste de imagens de Lula, leva vantagem no horário eleitoral. As imagens de Flávio caminhando no supermercado e mostrando o aumento de preços de produtos básicos se conectam com o dia-a-dia dos brasileiros impactados pelo aumento do endividamento. Lula, por sua vez, tem um programa que aposta na trajetória política do petista, tendo um foco essencialmente no passado, e a aposta em temas de difícil compreensão como os minerais críticos.