Opinião do editor - Saiba por que Gabriel Souza é carta fora do baralho

Não passa de lenda urbana a boataria política que demonstra forte reação do candidato Gabriel Souza, PSD+MDB, que estaria repetindo fenômenos eleitorais parecidos com o que aconteceu nas últimas duas semanas do 1o turno nos casos dos ex-governadores Rigotto, Yeda, Sartori e Eduardo Leite, que partir que neste momento do jogo estavam com índices muito baixos e avançaram em direção á vitória.

O cientista político Eduardo Borenstein, da Arko Advice, pesquisou este caso para dirimir dúvidas, atendendo pedido do editor:

- Em 2002, no dia 24 de setembro, Germano Rigotto (PMDB), de acordo com o Ibope (instituto que hoje se chama Ipsos-IPEC), registrava 18%. No pleito de 2006, em 16 de setembro (Ibope), Yeda Crusius (PSDB) figurava com 17%.  Em 2014, José Ivo Sartori (PMDB), aparecia com 15% no Ibope de 23 de setembro. Na eleição de 2018, Eduardo Leite (PSDB), registrava 26% em 21 de setembro (Ibope).A tendência de Zucco estar em vantagem fica mais clara quando analisamos os números da menção espontânea, onde o eleitor declara seu voto sem que sejam apresentadas as opções de candidaturas. Na espontânea, Zucco registra 24,3% contra 16,2% de Juliana. Ou seja, uma vantagem de 8,1 pontos. Gabriel Souza (MDB) soma apenas 5,9%. Marcelo Maranata (PSDB) registra apenas 1,1%.