Emendas ao projeto que legaliza o Uber em Porto Alegre

Confira a lista de emendas aprovadas até agora:
Emenda nº 01 (Aprovada)– Permite a instalação de equipamento de áudio e vídeo para gravação das viagens. De Bernardino Vendruscolo (PROS), Idenir Cecchim (PMDB) e Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 02 (Rejeitada) – Elimina a Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO) a ser cobrada pela EPTC das empresas que explorarem os aplicativos de transporte, no valor de 50 UFMs (R$ 182,50), prevista no artigo 3º do projeto. Também elimina a obrigatoriedade de identificação visual dos veículos de transporte por aplicativo, prevista no artigo 13º. De Mendes Ribeiro (PMDB). (Com a rejeição, foi prejudicada a emenda 25).
Emenda nº 03 (Rejeitada) – Empresa deverá enviar ao usuário que contratar a viagem mensagem com previsão de chegada, foto e telefone do condutor, placa e modelo do veículo e valor do serviço. De Dinho do Grêmio (DEM)
Emenda nº 04 (Rejeitada) – Limita o valor da TGO a 3% do valor auferido por quilômetro rodado ou 50 UFMs. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 05 (Rejeitada) – Elimina a exigência de que o veículo que operar na Capital tenha ser ser emplacado em Porto Alegre.De  Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 06 (Rejeitada) – Amplia o tempo de uso do veículo de cinco para oito anos de vida útil. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 07 (Rejeitada) – Elimina a exigência de vistorias periódicas da EPTC a cada 180 dias nos veículos. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 08 (Aprovada) – Veda o cadastramento de mais de um condutor por veículo dos aplicativos. Da Bancada do PT. (Aprovação prejudica o item 3 da emenda 56)
Subemenda nº 01 à Emenda nº 08 (Rejeitada) – Permite que, além do motorista cadastrado, outros dois condutores possam ser cadastrados para dirigir o mesmo veículo de aplicativos. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 09 (Aprovada) – Exige comprovação de quitação de contratação de seguro para passageiros e terceiros. Da Bancada do PT
Subemenda nº 01 à Emenda nº 09 (Aprovada) – Prevê apenas a comprovação da contratação de seguro. De Dr. Thiago (DEM)
Subemenda nº 02 à Emenda nº 09 (Aprovada) – Permite que pessoas que tenham vínculo com secretarias municipais possam atuar como condutores dos veículos. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 10 (Aprovada) – Veda o cadastramento de veículo pertencente àqueles que mantenham vínculo com as secretarias do Município de Porto Alegre ou com a EPTC ou, ainda, que possuam cargos ou funções na Administração Pública, direta ou indireta, em qualquer de seus entes federativos, que sejam incompatíveis com tal serviço. Veda também o cadastramento àqueles que já possuam autorização, permissão ou concessão de serviço público. Da Bancada do PT
Emenda nº 11 (Rejeitada) – Cria a Comissão Permanente de Avaliação e Monitoramento para fiscalizar o serviço. De Fernanda Melchionna (PSOL), Alex Fraga (PSOL) e Marcelo Sgasbossa (PT). (Rejeição prejudica a Subemenda nº 01).
Subemenda nº 01 à Emenda nº 11 (Prejudicada) – Prevê que a comissão terá caráter consultivo. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 12 (Aprovada) – Prevê que o serviço deverá ter, progressivamente, pelo menos 20% de mulheres condutoras. De Fernanda Melchionna e Alex Fraga (PSOL)
Emenda nº 13 (Rejeitada) – Veda o transporte de escolares pelos serviços de aplicativos. De Márcio Bins Ely (PDT)
Emenda nº 14 (Rejeitada) – Obriga os veículos a serem emplacados em Porto Alegre e a utilizarem placa vermelha. De Cláudio Janta (SD)
Emenda nº 15 (Rejeitada) – Prevê que os condutores tenham observação em suas CNHs informando que exercem atividade remunerada de transporte de passageiros. De Cláudio Janta (SD)
Emenda nº 16 (Rejeitada) – Prevê que poderão ser utilizados veículos leves de passageiros no serviço. De Mauro Zacher (PDT)
Subemenda nº 01 à Emenda nº 16 (Prejudicada) – Permite a utilização de veículos com capacidade para até oito passageiros além do motorista. De Cláudio Janta (SD)
Emenda nº 17 (Rejeitada) – Exige comprovação, através da Carteira de Trabalho, de que o condutor não possui outro vínculo empregatício. De Cláudio Janta (SD)
Emenda nº 18 (Rejeitada) – Exige certidão negativa de condutor na Junta Comercial comprovando que não possui empresa em seu nome. De Cláudio Janta (SD)
Emenda nº 19 (Rejeitada) – Prevê que o número de veículos cadastrados para operar no serviço por aplicativos não poderá ultrapassar 1/6 da frota de táxi da Capital. De Cláudio Janta (SD)
Emenda nº 20 (Aprovada) – Repasse de 25% da arrecadação da TGO para fundo de educação no trânsito a ser criado. De Cláudio Janta (SD)
Emenda nº 21 (Prejudicada) – Permite o cadastramento de dois veículos por CPF, sendo que um deles pode ser do cônjuge, filho ou pais do parceiro credenciado. De Dinho do Grêmio (DEM)
Emenda nº 22 (Rejeitada) – Impede a EPTC de exigir das empresas que exploram o serviço o fornecimento de dados sobre origem e destino da viagem, mapa do trajeto e itens do preço pago. De Dinho do Grêmio (DEM)
Emenda nº 23 (Rejeitada) – Limita a taxa cobrada pelas empresas a 20% do valor das viagens. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 24 (Aprovada) – Exclui a exigência de identificação visual dos veículos que prestam o serviço prevista no projeto original. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 25 (Prejudicada) – Exclui o artigo 13 do projeto, que trata de normas para identificação visual dos veículos. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 26 (Rejeitada) – Estabelece conteúdo mínimo para curso de formação de condutores. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 27 (Aprovada) – As empresas que exploram os serviços terão de informar o motivo pelo qual houve descredenciamento de condutor. De Dr. Thiago (DEM)
Emenda nº 28 (Aprovada) – Prevê que veículos utilizados no serviço tenham no máximo seis anos de vida útil. De Dr. Thiago (DEM)
*Com informações da Câmara Municipal

Tags: aplicativos, táxi, Uber, votação

O que é coliving

O que é coliving?
É uma nova maneira de viver compartilhando espaços e recursos, além de estilo de vida.

Artigo, Astor Wartchow - Tirésias

Tirésias
Astor Wartchow
Advogado

      Semana passada, o IBGE divulgou pesquisas relacionadas ao mercado de trabalho. Chama atenção a informação de que 22,6 milhões de brasileiros em idade produtiva estariam desempregados.
      Trata-se de uma pesquisa inédita eis que dá números à subocupação e à inatividade, ou seja, identifica número de pessoas que gostariam de trabalhar. Mais precisamente, desempregados (11,6 milhões), subocupados (4,8 milhões) e não ativos (6,2 milhões com força potencial de trabalho).
      Estes números contradizem completamente as recorrentes informações divulgadas nos últimos anos pela retórica governista. Ou alguém acredita que estes negativos e estratosféricos números surgiram da noite para o dia, em menos de dois ou três anos?
      Informar, divulgar e esclarecer, entre outras iniciativas oficiais, é essencial. Mas, infelizmente, governos mentem. Alguns mentem mais que outros. Nada de novo: é inerente a sua natureza.
      Afinal, utilizam variados artifícios para propagar seus feitos. Em geral, meias verdades. Manipulação estatística. Propaganda. Turbinam “façanhas” governamentais e “colorem” o imaginário popular, sempre carente de rótulos e estratificações.
      Antes dos atuais números virem à tona - recessão econômica, desemprego massivo e déficit público, lembra o discurso dominante e a euforia?
      Desemprego quase zero e ascensão social de milhões de pessoas à classe média, diziam. Ora, ora, por favor, classe média alta de mil reais de renda mensal (definição da então Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência)?
      Classe média é uma designação e conceito que vai muito além de faixas específicas de renda e abrange relações sociais, grau de escolaridade, qualificação profissional, entre outros.
      A propaganda oficial mascara a verdade, que, porém, ressurge ainda que dolorosa. O desemprego atinge níveis recordes. A falta de trabalho, emprego e renda afetam a dignidade do sujeito e fragilizam sua cidadania. 
      Mais grave: estes números negativos têm conexão com os números relativos aos jovens. Aproximadamente trinta milhões têm entre 15 e 24 anos. Dezessete milhões não estudam. Quatro milhões de jovens vivem em famílias com baixíssima renda per capita. Metade dos desempregados e desocupados brasileiros são esses jovens.
      Na obra “Édipo-Rei”, de Sófocles (496-405 aC), desafiado a salvar Tebas e enfrentar a esfinge, Édipo pede ajuda ao adivinho Tirésias, que apesar de cego enxergava a verdade.
      Tirésias diz a Édipo:"- Os dois olhos que tens pouco adiantam, pois não vês a miséria que te cerca; em teus olhos, que pensas ver claro, contém uma treva irreversível".
       




Valorização do câmbio corta rentabilidade do exportador (Editorial)

O bom desempenho da balança comercial vem chamando a atenção ao longo do ano e é um dos principais fatores que explica o surpreendente ajuste das contas externas, que vai sair de um déficit de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 para um superávit estimado em 1% do PIB neste ano. Em setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 3,8 bilhões, o melhor em dez anos para o mês. No acumulado do ano, o superávit chega US$ 36,17 bilhões, o maior da série histórica. Há várias indicações, porém, de que os ventos estão mudando. A balança continuará no azul, positiva, mas deve deixar para trás os resultados superlativos.
Inicialmente, o desempenho extraordinário foi creditado à redução das importações, causada por um fator negativo, o segundo ano consecutivo de recessão econômica. Mas nota-se uma ligeira desaceleração no recuo das importações. De janeiro a setembro, as importações totalizaram US$ 103,19 bilhões, com queda de 23,9% em comparação com igual período de 2015; em agosto, a queda acumulada no ano era de 25,5%. A perspectiva é que as exportações aumentem à medida que a economia reagir. Reforça esse argumento a desaceleração já notada da queda da importação de bens intermediários, que foi de 2,3% em setembro, categoria que engloba componentes da produção industrial.
Colaborou também para balança comercial a melhora das exportações, que somam US$ 139,36 bilhões no ano, com queda de 4,6% em comparação com igual período do ano anterior. O destaque são os produtos industrializados, cujas vendas externas aumentaram 3% em setembro, com variação de 0,1% no ano, puxadas pelos bens semimanufaturados, uma vez que os manufaturados caíram 3,1% em setembro e 1,4% no ano. Nos produtos básicos, as exportações dependem do comportamento de preços de commodities e da demanda internacional, que segue fraca.
Desse lado da balança, o que preocupa, porém, é o câmbio, cuja apreciação nos últimos meses, em ambiente de volatilidade acentuada, compromete a competitividade dos produtos brasileiros. Quando o câmbio está mais desvalorizado, como em 2015 e início deste ano, o exportador reduz o preço da exportação em dólar para atrair o comprador. A estratégia pressiona para baixo a rentabilidade, mas possibilita aumento no volume de exportação, muitas vezes compensador. Além disso, ajuda em um momento em que a demanda interna desaquecida torna difícil para a indústria manter um nível mínimo de produção e os estoques ajustados.
A apreciação do real nos últimos meses tirou do exportador a flexibilidade para baixar preços e ganhar mercado. Estudo da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior mostra que, em agosto, a redução de preços médios foi de apenas 1,2% em comparação com 10,6% no acumulado do ano. A apreciação também prejudica a margem de ganho e a competitividade da exportação da indústria de transformação. No acumulado até agosto, período que inclui meses de forte depreciação do real no início do ano, o dólar apresenta desvalorização de 17,1% em comparação com igual período do ano passado. Mesmo assim os exportadores de manufaturados perderam 4,2% na margem de lucro. O que tirou a rentabilidade no período foi a queda de preços médios possibilitada exatamente pela depreciação da moeda nacional. Já em agosto, com a apreciação cambial nominal de 8,7%, a rentabilidade da indústria caiu 15,3% em relação a igual mês de 2015.
Na indústria extrativa, a forte queda de preços e a alta de 8,8% no custo de produção neutralizaram o efeito benéfico que a desvalorização do trouxe para o lucro do setor.
A perspectiva é que o câmbio não continue a impulsionar as exportações daqui para frente. Dados trimestrais mostram a desaceleração do volume embarcado de manufaturados, que cresceu 13,7% no último trimestre de 2015 em comparação com igual período de 2014, 12,3% de janeiro a março deste ano e 9,2% no segundo trimestre, sempre na mesma base de comparação. Apesar da iminente alta dos juros americanos, o programa de repatriação de recursos e o retorno da confiança a partir da aprovação de medidas fiscais como a PEC 241 devem contribuir para valorizar o real. O BC reduziu a previsão do superávit comercial deste ano de US$ 50 bilhões para US$ 49 bilhões; e o Ministério da Indústria trabalha com US$ 45 bilhões a US$ 50 bilhões

Análise - Retração do comércio varejista em agosto sugere continuidade de queda do consumo das famílias no terceiro trimestre

O volume de vendas do varejo restrito¹ caiu 0,6% na passagem de julho para agosto, excetuada a sazonalidade, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE. O recuo ficou em linha com a nossa projeção e com a mediana das expectativas do mercado, de quedas de 0,6% e 0,5%, respectivamente, segundo coleta da Bloomberg. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve contração de 5,5%, acumulando, assim, recuo de 6,7% nos últimos doze meses.
Seis dos oito setores pesquisados contribuíram negativamente para o resultado, com destaque para  o segmento de Equipamento e material para escritório, informática e comunicação, que apresentou recuo de 5,0% na margem, revertendo, a alta de 5,1% registrada na leitura de julho. Vale lembrar que essa série é bastante volátil. Além disso, as vendas de Móveis e eletrodomésticos e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria mostraram declínios de 2,1% e 2,8%, respectivamente. Em contrapartida, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiram 0,8%, devolvendo a variação negativa de 0,7% observada em julho.
 
Destacamos também o contínuo crescimento das vendas do varejo restrito em termos nominais, que têm mostrado expansão desde o início deste ano. Em agosto, houve alta de 0,5% ante julho, na série livre de influências sazonais, marcando a quinta elevação consecutiva. O movimento chama atenção, principalmente, pela menor alta da inflação nos últimos meses, sinalizando redução do ritmo de queda das vendas reais.
Já o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que considera todos os segmentos de veículos e materiais de construção, recuou 2,0% na margem, descontada a sazonalidade, também em linha com nossas expectativas. O resultado refletiu a retração de 4,8% na margem do setor de Veículos e motos, partes e peças, conforme sugerido pela queda do emplacamento de veículos da Fenabrave referente ao mesmo período. No sentido oposto, as vendas de Material de construção cresceram 1,8%.

Esses dados divulgados hoje reforçam a nossa expectativa de queda de 1,1% do IBC-Br em agosto (proxy do PIB, calculada mensalmente pelo Banco Central), tendo como base o forte recuo de 3,8% da produção industrial no período. Cabe ressaltar, entretanto, que o resultado do setor de serviços, a ser divulgado amanhã pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, pode ainda alterar a nossa estimativa. Atualizamos nossa projeção para o resultado do PIB do período, para uma queda de 0,8% em relação ao trimestre anterior (anteriormente, esperávamos queda de 0,6%). Esse resultado deve ficar próximo do esperado para o consumo das famílias no terceiro trimestre, com queda de 0,8% na margem.

Artigo, Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo - Unesco cometes reiterado crime antissemita

A Unesco, o braço das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, cometeu o crime, reiterado nesta terça-feira (18), de reescrever a história e apagar os traços do judaísmo exatamente em seu mais sagrado ponto, o Monte do Templo/Muro das Lamentações.
Menos mal que a diplomacia brasileira, que respaldara o atentado na primeira votação —na terça-feira (13)—, corrigiu o tiro em seguida e passou a criticar a proposição, obviamente apresentada por países árabes/muçulmanos.
O Itamaraty alega que tentou, durante a discussão do tema, "suavizar os termos da proposta", mas, não o conseguindo, acabou votando a favor dela. É uma argumentação meio trôpega, mas, enfim, é melhor mudar de posição do que persistir no erro.
A resolução sobre a "Palestina Ocupada" (o que é um fato) critica as ações de Israel na Cidade Velha de Jerusalém, referindo-se ao Monte do Templo exclusivamente com a designação de "mesquita Al-Aqsa/Al-Haram Al-Sharif e suas imediações".
É como os árabes se referem ao que, em português, é "Nobre Santuário".
Ignora, como se queixa corretamente a mídia israelense, a existência lá mesmo de locais judaicos sagrados.
Por extensão, ignora a presença cristã na área, como lembra a blogueira Leah Soibel no "Times of Israel" desta terça (18): ela cita o pastor Mario Bramnick, presidente da Coligação de Lideranças Hispânicas de Israel, para quem "Jerusalém e o Monte do Templo estiveram originalmente sob controle judeu com influência cristã mais tarde. Jesus ensinou, rezou e praticou milagres em Jerusalém e no Monte do Templo durante os tempos do Segundo Templo [destruído pelos romanos no ano 70]".
É exatamente essa a argumentação do Itamaraty para mudar de posição: "O fato de que a decisão não faz referência expressa aos históricos laços do povo judeu a Jerusalém, particularmente ao Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, é um erro, o que torna o texto parcial e desequilibrado."
De fato, uma coisa é lamentar, como o faz a resolução aprovada na Unesco, "as contínuas operações na área da mesquita e no Al-Haram Al-Sharif por extremistas de direita israelenses e por forças uniformizadas", o que é real e merece críticas.
Da mesma forma, é legítimo criticar a ocupação por Israel de territórios que a legalidade internacional conferiu aos palestinos, atitude que até alguns judeus adotam.
Outra coisa, completamente diferente, é reescrever a história e tentar negar a "histórica conexão do judaísmo com o Monte do Templo, onde os dois templos existiram por mil anos e nos quais todos os judeus rezaram", como diz o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
Aliás, a posição brasileira nessa matéria foi, tradicionalmente, a de defender a existência de dois Estados —um para os judeus, outro para os palestinos, nos termos definidos pelas Nações Unidas.
Não serão resoluções desequilibradas como essa da Unesco que mudarão a realidade da ocupação e suas tristes consequências.

Comento: Clóvis Rossi tem posições anti-israelennses conhecidas, mas não é antissemita. O Brasil apenas justificou sua posição, não a alterou. Consultei o site do Itamaraty e a não há nenhuma nota a respeito do assunto. Clóvis Rossi não cita a fonte da informação ela cita o pastor Mario Bramnick, presidente da Coligação de Lideranças Hispânicas de Israel, para quem "Jerusalém e o Monte do Templo estiveram originalmente sob controle judeu com influência cristã mais tarde. Jesus ensinou, rezou e praticou milagres em Jerusalém e no Monte do Templo durante os tempos do Segundo Templo [destruído pelos romanos no ano 70]".
É exatamente essa a argumentação do Itamaraty para mudar de posição: "O fato de que a decisão não faz referência expressa aos históricos laços do povo judeu a Jerusalém, particularmente ao Muro das Lamentações, o local mais sagrado do judaísmo, é um erro, o que torna o texto parcial e desequilibrado."
De fato, uma coisa é lamentar, como o faz a resolução aprovada na Unesco, "as contínuas operações na área da mesquita e no Al-Haram Al-Sharif por extremistas de direita israelenses e por forças uniformizadas", o que é real e merece críticas.
Da mesma forma, é legítimo criticar a ocupação por Israel de territórios que a legalidade internacional conferiu aos palestinos, atitude que até alguns judeus adotam.
Outra coisa, completamente diferente, é reescrever a história e tentar negar a "histórica conexão do judaísmo com o Monte do Templo, onde os dois templos existiram por mil anos e nos quais todos os judeus rezaram", como diz o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.
Aliás, a posição brasileira nessa matéria foi, tradicionalmente, a de defender a existência de dois Estados —um para os judeus, outro para os palestinos, nos termos definidos pelas Nações Unidas.
Não serão resoluções desequilibradas como essa da Unesco que mudarão a realidade da ocupação e suas tristes consequências.


Comento: Clóvis Rossi tem posições anti-israelennses conhecidas, mas não é antissemita. O Brasil apenas justificou sua posição, não a alterou. Consultei o site do Itamaraty e a não há nenhuma nota a respeito do assunto. Clóvis Rossi não cita a fonte da informação

"Acho que não tem a menor relação", diz youtuber que gravou vídeo com denúncia contra Zalewski

Coordenador da campanha de Sebastião Melo teria demonstrado incômodo com vídeo publicado por Arthur Moledo Do Val

Criador do canal no YouTube Mamaefalei, o paulista Arthur Moledo Do Val, 30 anos, tornou-se, indiretamente, personagem da tensa campanha eleitoral em Porto Alegre. É ele o autor do vídeo que, segundo amigos de Plínio Zalewski, vinha perturbando, nas últimas semanas, o coordenador da campanha de Sebastião Melo (PMDB), encontrado morto na segunda-feira.

Na gravação de pouco mais de quatro minutos, Do Val aparece questionando Melo sobre a suposta participação de Zalewski na campanha em horário de expediente na Assembleia Legislativa, onde o responsável pelo plano de governo do peemedebista era funcionário.

Em seguida, segue para o Legislativo à procura de Zalewski. Publicado em 29 de setembro, o vídeo soma quase 36 mil visualizações. No mesmo dia, Zalewski pediu exoneração do cargo em comissão na Assembleia.

Do Val considera-se um liberal e diz que trabalha unicamente por ideologia. Ele diz ter viajado a Porto Alegre para a produção de vídeos para o seu canal depois de um contato com o candidato a vereador Matheus Sperry (Partido Novo), intermediado pelo Movimento Brasil Livre (MBL).
Criado há cerca de um ano e meio, o Mamaefalei popularizou-se depois de vídeos gravados com militantes em manifestações de esquerda, ideologicamente contrários a sua visão. Do Val não acredita que o vídeo tenha relação com a morte de Zalewski, que, segundo a Polícia Civil, trata-se de um suicídio.

O que lhe mobilizou a viajar para Porto Alegre?

Quando comecei a fazer os vídeos, o pessoal do MBL entrou em contato e perguntou quais eram meus ideais. Disse que tenho ideais de liberdade, bem parecidos com os do MBL. Eles me chamaram para uma parceria, para divulgarem meus vídeos. Eles falaram: "Ó, a gente te passa onde vai ter manifestação, você vai lá, faz e a gente divulga pra você". Falei: "Beleza". Isso ajudou o meu canal a crescer bastante. Em Porto Alegre, foi justamente uma pauta dessas. Falaram que tinha um candidato a vereador no Sul chamado Matheus Sperry, que tem ideais liberais e que e o MBL está alinhado com as propostas liberais dele. Falaram que seria interessante se eu fosse para Porto Alegre porque conheceria o Sperry, e tem a PUC de Porto Alegre, que tem bastante pessoas de esquerda, e a Esquina Democrática, que tem bastante pessoas desse viés político de esquerda. Então, falei: "Vamos embora".


Quem pagou as suas despesas?

Paguei tudo. Saiu tudo do meu bolso.

Tudo por amor?

Tudo por ideologia, completamente ideologia. Paguei minha alimentação, tudo foi por minha conta. O pessoal pergunta porque faço isso se não ganho um centavo com o canal. Não ganho um centavo, meu canal não é grande o suficiente para me dar dinheiro. Faço 100% de maneira ideológica. O canal é 100% eu, não tem outra pessoa, não tem discussão política, o que decidir, faço. Decidi fazer isso, fui lá e fiz.

Mesmo que isso te despenda gasto com viagem e hospedagem, por exemplo.

Isso aí... Fazer o quê? Infelizmente, a gente acaba gastando com isso, né. Em vez de ganhar dinheiro, acaba gastando.

Você veio para Porto Alegre com pautas?

Não. Isso foi o bacana. Não fui com pauta nenhuma. Fui para conhecer o Sperry, conhecer as propostas dele, fazer um vídeo na Esquina Democrática, que nem conhecia, e acabei fazendo um vídeo na PUC. Fiz esse vídeo do Melo, coincidentemente, e foi isso.

Onde você encontrou o Melo?

Participei de uma entrevista com o Diego Casagrande (apresentador da Rádio Bandeirantes) e três convidados. Cheguei antes na Band, almocei, e, daí, passou o Melo. Uma oportunidade única. Não estava nem com câmera, nada. Peguei o celular. Em uma das perguntas, ele falou pra mim: "Você vai lá e protocola um pedido de esclarecimento, uma denúncia". Falei: "Tudo bem, vou fazer isso". Como cidadão tenho esse direito? Tenho. Então fui fazer isso.

No vídeo com o Melo, você cita a denúncia de que Plínio era funcionário da Assembleia e estava trabalhando na sua campanha. Como essa informação chegou até você, em São Paulo?

Quando vou fazer uma entrevista com alguém, não que seja repórter profissional, mas pesquiso, justamente para perguntar o que o cara não quer responder. Se você dá um Google no Melo, ver o que tem do Melo e ele não gosta... Daí achei esse trecho. Achei bacana perguntar isso.

Mas você disse que, quando chegou na Band, nem sabia que o Melo estava lá.

Não, não sabia. Foi uma coincidência. Mas, assim, quando fui para Porto Alegre, já sabia quem eram os candidatos. Na verdade, achava que a Luciana Genro iria para o 2º turno e fui preparado para procurar ela. Acabou que ela não foi, as pesquisas, nem sei, mostraram o Marchezan e o Melo no 2º turno. Então acabei indo mais para o Melo mesmo. Foi uma coisa, assim, uma coincidência de sorte, mesmo. Cruzei com o cara bem na saída da Band. Daí, pensei: "É a minha chance". Mas já estava com o gatilho armado, por dizer assim.

Então você já estava preparado caso encontrasse ele.

Com certeza. Porque saí de São Paulo para ir até Porto Alegre. Se encontrasse, por exemplo, o Melo, a Luciana Genro, ou o candidato do PT, como meu canal é pequeno, para mim é algo expressivo. Então, vou preparado para o que acontecer.

De onde você tirou a denúncia sobre o Plínio? Alguém lhe soprou?

Como essa história veio à tona, agora ficou muito fácil de achar. Mas, se você entrar na internet e procurar, vê inclusive prints do que estava acontecendo. Ele foi numa rádio numa hora que não podia. Vou ser sincero para você, não tenho esse conhecimento técnico para analisar as horas que o Plínio deveria ou não trabalhar. Fui para fazer perguntas. Se o Melo respondesse: "O Plínio não estava em horário de trabalho", eu diria: "Tá bom". Não ia ter mais combustível para queimar. Entendeu? Mas ele levantou a bola. Ele disse: "Faz o seguinte, pede um esclarecimento". Pensei, opa, essa resposta está muito política. Nem sabia que, como cidadão, tinha esse poder de protocolar um pedido. Ia finalizar o vídeo, editar e postar o Melo. Estava com preguiça de fazer o resto. Mas pensei: "Estou aqui em Porto Alegre, cara, não vou perder por preguiça a continuação". Então resolvi fazer o resto. Mas jamais ia imaginar que acarretaria nisso. Inclusive, se puder dar a minha opinião pessoal, e isso não conta, acho que essa história está muito mal contada. Mesmo porque, no dia em que fui fazer o vídeo, antes de editar e pôr no ar, ele mesmo (Zalewski) tinha feito um ataque a minha página no Facebook. Está muito estranho isso. Tem uma pessoa que faleceu. Não sei qual o histórico de campanha em Porto Alegre, mas acredito que... Nossa, fiquei chocado quando fiquei sabendo. Que coisa estranha, olha o nível que chegou.

Mas como você chegou ao nome do Plínio, especificamente?

Agora ficaria fácil, porque é só dar um Google e aparecem milhares de coisas dele, mas é uma pesquisa. Esse foi o tiro que acertei, vamos dizer assim. Teve outros que errei e que não usei. Por exemplo, se encontrasse com a Luciana Genro, tenho folhas e folhas da Luciana Genro. Assim, a gente vai com uma bagagem, senão, perco a viagem. Daria muito mais sorte se tivesse encontrado a Luciana Genro, seria muito bom para mim, porque ela é um símbolo da esquerda. Mas encontrei o Melo e foi o Melo. Esse negócio do Plínio, vou ser sincero para você, achei que era nada, uma azeitona, e, depois do vídeo, recebi várias mensagens falando que era verdade, que ele era assessor da Assembleia Legislativa e realmente não aparecia para trabalhar. Mas a maior prova que tive foi o próprio Melo. Na hora que falei para o Melo e ele me deu aquela resposta, falei: "Nossa". Achei que ele fosse tirar de letra, que fosse uma coisa irrelevante, que ele fosse falar: "Garoto, quem é você, você não sabe nada". Quando ele me deu aquela resposta, pensei: "Aqui tem coisa".

Tem se dito que haviam invadido o Facebook do Plínio e desferido ataques contra ele e a sua família.

Querendo ou não, o Facebook tem uma credibilidade absurda... A empresa do Mark Zuckerberg, muito do que eles cuidam é da proteção de dados. Se realmente tivesse acontecido, quem sou eu para falar, mas acho que seria um assunto inclusive internacional, não regional, de Porto Alegre. Se alguém tivesse invadido uma conta de Facebook de uma pessoa, então, realmente, estamos falando de hackers internacionais.

Você em momento algum desferiu ataques ou o perseguiu?

De jeito nenhum.

O vídeo está sendo apontado como um dos motivos de abalo psicológico de Plínio. Como você reage a isso?

Sinceramente, acho que a matéria de Zero Hora foi a mais sensacionalista, a que mais quis "linkar" uma coisa na outra. Acho que não tem a menor relação. Acho que sou muito pequeno para ter esse poder todo. Acho que vocês estão superestimando o meu poder, não tenho esse poder. Imagina. Isso não existe, uma pessoa se matar por causa de um vídeo. Isso não existe. Além do mais, estou achando esquisita essa história. Com certeza, acho que tem algum crime aí no meio. Mas isso vamos saber no futuro.

Não relacionei um fato ao outro, apenas disse que pessoas próximas a eles relataram que o vídeo o abalou muito, tanto que, no dia da publicação do vídeo, ele pediu exoneração da Assembleia.

Não fiquei sabendo disso. Isso é uma coisa que choca as pessoas. Quando recebi a notícia, pensei: "Não é possível o que está acontecendo". Você lê uma, duas, dez vezes e pensa: "Caramba, aconteceu mesmo". Tá louco, o negócio está complicado. Você fica com medo, triste, ansioso. Então, assim, estou muito ansioso para que haja investigação e para que realmente venha à tona o que realmente causou a morte dele. É uma tragédia. E muito mais ainda quando você tem uma nuvem de suspeitas no ar. Muito estranho mesmo. A gente fica ansioso para que haja investigação.

Em algum momento você acha que, no vídeo, passou do limite?

Não, acho que não. Fui lá e fiz uma pergunta. Perguntei. Foi só isso o que fiz.