Artigo, Adão Paiani - A parábola de Joaquim e Manuel

Era uma vez, no Alentejo, em  Portugal, dois amigos, que por mais óbvio que possa parecer, se chamavam Joaquim e Manoel.

Amigos desde criança, haviam crescido juntos; e suas famílias eram vizinhas desde onde a memória alcançava.

Na verdade, a vida dos dois era uma estranha coincidência. Ambos haviam nascido no mesmo dia, mês e ano, as mães chamavam-se Maria e ambos os pais, por incrível que pareça, Antônio.

Eram muito parecidos, na fisionomia e no temperamento, embora Manoel fosse um tanto mais teimoso. Quem não soubesse da história dos dois, diria que eram irmãos.

Recém saídos da adolescência, Joaquim e Manoel começaram a perceber que a vida no Alentejo daqueles tempos não prometia nenhum futuro. O ímpeto da juventude incutia em ambos a necessidade de sair dali; de trabalhar e progredir de verdade, e não apenas viver da mão para a boca.

Mas para onde ir? Para algum vizinho europeu? Os tempos eram igualmente difíceis por lá. Para as colônias portuguesas em África, não; pobreza e guerra. América, o sonho americano! Não, a passagem era muito cara, e como aprender aquele raio de língua?

E o Brasil? ... Brasil! Por que não? Não era esse um destino lusitano? Brasil.

A despedida, o choro das mães, o olhar perdido e triste dos pais; as malas com as poucas e surradas roupas, as planícies alentejanas ficando para trás; o porto, o navio, e o mar. Ah, o mar.

A chegada na nova terra trazia esperança, e uma vida inteira pela frente.

Joaquim, na travessia, conhecera Maria, uma transmontana trigueira, de sorriso largo. Logo ao chegar, Manoel também conheceu sua Maria; uma italianinha de cabelos negros e beleza meridional; filha de um calabrês, dono da pensão onde, junto com Joaquim, passaria aqueles primeiros tempos.

E começaram a trabalhar juntos em um pequeno empório. E ali permaneceram por meia dúzia de anos, até que o dono, também português, já avançado nos  anos,  resolveu que já era hora de voltar à terra do vinho verde.

De empregados, Joaquim e Manoel agora eram donos do próprio negócio e, pensavam, do seu destino.

O pequeno empório cresceu,   o fruto do trabalho apareceu, e veio o momento de casar; cada um com sua Maria.

E vieram os filhos, que os tornaram compadres; e todos prosperavam, resultado de suor, inspiração e um bocado de sorte também.

Os filhos cresceram, e vieram os netos, que cresceram também.

Um dia, Joaquim começou a sentir-se estranho. O corpo doia, a cabeça latejava, suores, uma tosse estranha e seca corroendo suas forças. E a febre. Começou devagar, e foi aumentando. A vida, sentia, parecia querer ir embora.

Manoel foi vê-lo. Não havia dia em que os dois amigos não falassem por cima do muro que divisava as duas propriedades; ou tomassem vinho, ora na casa de um, ora na casa de outro. Aquela doença súbita do amigo o preocupava.

Com sua proverbial teimosia, Manoel conseguiu convencer Joaquim a procurar um hospital. E foi com o amigo, que lá ficou. O caso era ainda mais sério do que parecia.

Exames, diagnóstico, remédios caros, internação prolongada, gastos imensos que poderiam consumir talvez o patrimônio acumulado ao longo da vida inteira. Ainda que contrariado, Joaquim submeteu-se ao tratamento. Queria viver.

Alguns dias depois, Manoel passou a apresentar os mesmos sintomas de Joaquim. Não acreditava. Não era possível. Nunca estivera doente em toda sua vida. Destestava remédios, ainda mais quando para si próprio. Precisava trabalhar. Quem tomaria conta dos negócios? De onde sairia o dinheiro para pagar tudo aquilo? E os compromissos? E as economias? Perderia tudo? Passaria fome?

Resolveu tomar uns chás. Era uma leve indisposição. Vai passar. Era um homem forte, apesar da idade. Tinha aquela garrafada que o índio do Amazonas vendia. E aquela velha benzedeira? Infalível. Com certeza daria certo. Era uma coisa à toa, nada com o que se preocupar. E procurou um médico, e outro; nenhum dava o diagnóstico que queria ouvir.

Depois de quase trinta dias de internação, Joaquim se despediu do hospital, sob aplausos da equipe de saúde. Foi praticamente um milagre, conseguido com a ajuda da ciência. E voltou para casa. Em breve chegaria o primeiro bisneto, e aquela tão sonhada volta ao Alentejo finalmente iria acontecer. E de lá, mais além: Paris, Londres, Roma.
A vida é para quem sabe viver.

O enterro de Manoel aconteceu sem velório. Caixão lacrado, carregado por estranhos vestidos como astronautas, embora os médicos houvessem sugerido cremação, para evitar o contágio.

Moral da história: Joaquim vai ter que morrer um dia. Mas não hoje. Hoje, não.

* Advogado em Brasília/DF.

Esta campanha visa doar 30 mil escudos faciais para a área da saúde do RS

Dois Cirurgiões Dentistas, Gustavo Lisboa Martins e  Carlos Eduardo Baraldi,   vão fazer  uma ação de 15 dias de arrecadação  de fundos para a fabricação de  escudos faciais para a proteção dos  profissionais  da saúde.  Sãoequipamentos vitais para  o combate ao Covid-19  , que estão   em falta no mercado mundial  e com poucas perspectivas de importação.  A meta é doar 30 mil unidadespara instituições do setor . Equipamentos serão produzidos no RS pela Redeplast,indústria de calçados de Novo Hamburgo. A cadadois escudos  arrecadados  no valor unitário de R$ 20,00  , uma terceira unidade será  doada pela campanha.
As doações, bem como pessoas e entidades interessadas em participare/ou divulgar a ação  podem entrar em contato pelo sitewww.heroisprotegemherois.com.br
Existe atualmente uma necessidade imensa de escudos faciais ,Face Shield,   para oferecer aos nossos super-heróis, os profissionais da saúde de Porto Alegre,que trabalham em  hospitais, laboratórios e postos de saúde. São enfermeiros, médicos, dentistas, recepcionistas,áreas de apoio  técnico-administrativo profissionais ,  higienização e segurança.
Os escudos faciais, além de serem  diretamente impermeáveis, são de uso individual e  permanente. Feitosde plástico. São REUTILIZÁVEIS,podendo   ser higienizados com água, sabão e álcool, e  serem  transportados e utilizados  também de casa para o trabalho, no supermercado, no posto de saúde...
A # Heróis protegem heróis é uma campanha de arrecadaçãode 15 dias para minimizar  o déficit  crônico destes escudos  de  proteção para os profissionais da saúde de Porto Alegre. Ameta é doar 30 mil unidades .Sendo  20 mil  das doaçõese 10 mil  de contrapartida da  campanha. Para cada 2 escudos  no valor individual de R$ 20,00 ,  doados no site www.heroisprotegemherois.com.br, 3 equipamentos serão entregues aos hospitais e postos de saúde da capital gaúcha.
A  ONG Rede Minha Porto Alegre é parceira da campanhapara auxiliar na busca de  apoiadores e mobilizar a população da capitale o  apoio do projeto ILOVEPOA .

Artigo, Mateus Bandeira - Perguntar não ofende

Perguntar não ofende" era um bordão de um programa da TV brasileira da década de 1970. Diante da ciência, a assertiva parece evidente. Porém, em pleno século 21, nada que contrarie outro bordão, "Fique em casa", é admitido. A depressão econômica vai causar mais mortes? Os governadores estão sendo fiscal e socialmente irresponsáveis? Esqueça, estas perguntas viraram ofensa.

Por Mateus Bandeira *

Do mesmo modo que há respostas, há perguntas inconvenientes. Por perturbadoras, são aquelas questões que a maioria decide não enfrentar - o que lembra um programa da TV da década de 1970, "Perguntar não ofende".

O coronavírus vai matar muita gente? Vai. E quantas vidas serão ceifadas na depressão econômica que alguns governantes estão deliberadamente gestando? Silêncio.

Cientistas confinados em laboratórios ao redor do mundo em busca da vacina que previna a covid-19 não podem fugir às evidências. Se um grupo de cobaias não reagir bem a um experimento, aquele teste deve ser descartado.

O pesquisador sabe que, caso não o faça agora, no futuro seu remédio será rejeitado pelos laboratórios. Pior: não salvará vidas.

Então, por que nos negamos a responder quantas vítimas advirão da depressão econômica se persistirmos no atual modelo de isolamento social? Pode ser o receio imediato de parecer avarento. Ou o temor futuro de descobrir que a depressão pode ser mais letal.

Pare, olhe, escute

Não, leitor, não tenho as respostas cabais, embora tenha minhas convicções. Mas, em nome da razão, me nego a fugir destas perguntas desconcertantes.
Ao mesmo tempo em que o coronavírus produz vítimas visíveis, ele está contratando mortes futuras. No primeiro caso, vemos números macabros aumentarem diariamente. No segundo, uma bomba-relógio que provocará depressão inédita.

A pandemia é fato tão recente que ninguém pode afirmar que entende plenamente a nova doença. Portanto, não é possível dizer qual o remédio mais adequado.

Na Europa, as receitas adotadas contra a pandemia diferem cada vez mais de país para país. São culturas e perfis populacionais diversos. Portanto, há mais de uma alternativa de como e quando agir.

Ora, o Brasil tem área semelhante à da Europa. Por que, então, uma mesma regra deve ser adotada em todo nosso vasto território?

Como uma manada, a maioria dos governadores e prefeitos corre para o mesmo lado. Quem já fez caminhadas por locais ermos sabe que, às vezes, uma pausa é necessária para perscrutar 360º do horizonte.

Socialmente injustos

A atitude dos governadores, aparentemente responsável, parece guiar-se mais na política do que na responsabilidade social. De olho nas eleições, priorizam o ataque ao presidente Jair Bolsonaro. Por trás da suposta responsabilidade sanitária esconde-se a irresponsabilidade social.

Com o projeto que pode ser votado esta semana pelo Senado (PLP 149/19), tentam criar uma vacina para a doença que eles mesmos agravaram. Para resolver a brutal queda na arrecadação querem onerar ainda mais os cofres da União.

Para quê? Para preservar os privilégios de servidores estáveis, o duodécimo dos demais Poderes e as estatais ineficientes e deficitárias. Os mandatários estão sendo, portanto, fiscal e socialmente injustos.

Posam de bons samaritanos diante dos eleitores e preservam as castas endinheiradas ao custo do erário, pois, logo ali na frente, a dívida contraída pelos cofres largos do Governo Federal vai se converter em impostos e mais restrições fiscais.

 Bom, mas apesar disto, os mandatários locais vão salvar mais vidas. Será?

O Brasil é do tamanho da Europa, com regiões e culturas distintas. Isto significa que a velocidade de propagação do contágio, as internações e a capacidade hospitalar de cada região são distintas.

Mesmo assim, uma única receita está sendo aplicada indistintamente. Assim, os governadores não precisam refletir sobre o custo de suas medidas. Em economia, isto remete ao problema conhecido como risco moral.

Não há indicação de que o modelo de isolamento vai salvar mais vidas. Mas certamente vai provocar, em breve, depressão com consequências nefastas, inclusive mortes.

O vírus, que é irracional, vai matar muita gente durante a pandemia. Os políticos, humanos supostamente racionais, vão matar outros tantos pela visão tacanha e casuística.

Programa BRDE Labs vai acelerar startups para a retomada da economia para depois da economia

De 4 a 31 de maio, startups interessadas em participar podem fazer inscrição por meio do site da aceleradora VENTIUR  - www.ventiur.net/brdelabs

O cenário de instabilidade provocado pela pandemia de Covid-19 impõe um grande desafio: como criar soluções para a retomada da economia após o pico da doença? A resposta pode estar nos ecossistemas de inovação e startups, que nascem com o propósito de desenvolver e testar novos produtos e modelos de negócios em ambientes de extrema incerteza. Com essa finalidade, buscando ampliar o fomento à inovação, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE criou o Programa BRDE Labs.

O objetivo é selecionar startups em fase de validação e início de crescimento, que ofereçam soluções inovadoras para o novo cenário, em especial nas áreas de atuação dos clientes do banco. Serão priorizados os seguintes setores: Agronegócio; Saúde; Indústria 4.0; Internet das Coisas (IoT); Tecnologia da Informação; Energia; Educação; Logística e Meio Ambiente.

As startups que se inscreverem no BRDE Labs passarão por avaliação criteriosa, com entrevistas e desafios online. Ao final da etapa de seleção, serão escolhidas 10 startups para participar do processo de aceleração, conduzido pela empresa VENTIUR durante quatro meses, de  agosto a novembro de 2020.

Dentre as atividades de sensibilização e divulgação, serão oferecidos eventos online (lives) com economistas, sociólogos e outros profissionais, para análise do comportamento do consumidor no cenário pós-coronavírus, novas necessidades, demandas e problemas a serem resolvidos no novo contexto.

A expectativa é de que parte das atividades se realizem de forma presencial, em Porto Alegre. Para tanto, as startups do interior do Rio Grande do Sul receberão ajuda de custo para deslocamento, estadia e alimentação. Ao final do programa, as três melhores startups receberão uma premiação do BRDE, além da possibilidade de aporte adicional por parte da rede de investidores da VENTIUR e/ou fundos apoiados pelo banco.

"O BRDE já atua fortemente no fomento à inovação por meio de financiamento direto ou participação em fundos de investimento. Essas iniciativas, porém, se destinam a empresas mais consolidadas. Com o BRDE LABS, pretendemos alcançar empreendedores em estágio inicial, que ainda não estão prontos para receber aportes de um fundo ou mesmo um financiamento", esclarece Mauricio Mocelin, superintendente do BRDE no Rio Grande do Sul. "Outros aspectos importantes do BRDE LABS são a mentoria dos técnicos do banco na área administrativa-financeira, por exemplo, e a aproximação dos empreendedores com nossos clientes que têm interesse nos produtos ou serviços que serão desenvolvidos ao longo do Programa. Dessa forma, acreditamos que o BRDE dará mais uma importante contribuição para o fomento à inovação e ao empreendedorismo no Estado", avalia Mocelin.

Rui Oppermann, Reitor da UFRGS e membro do Comitê Estratégico da Aliança da Inovação (com os Reitores Ir. Evilázio Teixeira da PUCRS e Pe. Marcelo Aquino da Unisinos), afirma que o retorno à normalidade será para uma nova realidade, isto é, não será simplesmente continuarmos a fazer aquilo que paramos de fazer no início da pandemia. “A sociedade estará aberta e necessitando de soluções inovadoras que atendam suas expectativas a partir da experiência transformadora que a pandemia nos impôs. Sem dúvida, haverá uma grande oportunidade para propostas inovadoras no campo social e econômico, que devem contribuir para promover a qualidade de vida em bases sustentáveis”, destaca Oppermann.

Para o fundador e diretor executivo da VENTIUR, Sandro Cortezia, o programa é um marco para o ecossistema de inovação do RS: “O BRDE Labs se antecipa ao promover o apoio de novos negócios em áreas prioritárias para o Estado, preparando-o para o cenário pós-crise”. Cortezia destaca ainda o grande diferencial que o arranjo montado pelo BRDE, ao selecionar uma aceleradora e as três principais universidades do Estado.

A diretora do Parque Tecnológico São Leopoldo - Tecnosinos, Susana Kakuta, entende que a seleção da Aliança em parceria com a VENTIUR representa uma enorme oportunidade de tracionar o processo de inovação dentro do BRDE. “Existe uma mudança tremenda em curso, mexendo diretamente no modo de fazer negócios no setor bancário. Esta transformação em organizações consolidadas, como é o caso do BRDE, precisa e deve ser realizada com segurança e necessária ousadia. Isto é inovar, nosso dia a dia”.

Já Rafael Prikladnicki, diretor do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), ressalta que é muito importante uma iniciativa como a do BRDE Labs e da Ventiur e a parceria dos três parques tecnológicos. “O mundo mudou, e neste sentido entendemos que ações como esta são extremamente bem-vindas para potencializar as ideias que podem surgir para contribuir com nosso Estado durante e depois da pandemia”, explica.

Segundo Marcelo Lubaszewski, diretor do Parque Zenit da UFRGS, os ingredientes de inovação e conhecimento estão reunidos no BRDE Labs e serão potencializados na parceria da Ventiur com o Tecnopuc, o Tecnosinos e o Zenit. "O enfrentamento da crise sanitária só vem confirmando o que, de fato, já sabíamos. Só a inovação com sólida base no conhecimento pode nos ajudar a superar problemas complexos, como os que estamos vivendo, e garantir a retomada do crescimento econômico."

SOBRE A VENTIUR
A VENTIUR é uma sociedade anônima de capital fechado, fundada com a missão de apoiar e assessorar executiva e financeiramente projetos de empresas nascentes de base tecnológica (startups). Foi a primeira aceleradora de startups do Rio Grande do Sul, iniciando as operações em 2013. Desde 2014, é uma das aceleradoras qualificadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) no Programa Startup Brasil. Em 2017, foi também qualificada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) no Programa Conexão Startup Indústria. Até o momento prospectou e avaliou diretamente mais de 2.000 startups, pré-acelerou 166 projetos na etapa de Warmup e acelerou 45 startups.

Como caso de sucesso, destaca-se a venda da startup Devorando para o iFood, em 2016. Das startups que estão atualmente no portfólio, cerca de 30% receberam novas rodadas de investimento público ou privado. No total, foram captados com o apoio da aceleradora cerca de R$ 20 milhões.

SOBRE A ALIANÇA PARA A INOVAÇÃO

A Aliança para Inovação é uma articulação entre UFRGS, PUCRS e UNISINOS, que tem por objetivo potencializar ações de alto impacto em prol do avanço do ecossistema de inovação e do desenvolvimento.

Weinmann implementa drive-thru para realizar teste de diagnóstico

 Os testes são pelo método RT-PCR da COVID-19

O Weinmann acaba de colocar em rotina o teste molecular do tipo RT-PCR para diagnóstico da COVID-19 por meio da modalidade de drive-thru, que permite às pessoas fazerem o exame sem sair do carro. O serviço está disponível em duas de suas unidades em Porto Alegre (RS), localizadas na Zona Sul e na Avenida Nilo Peçanha. Para realizar o exame é necessário fazer o agendamento, ter indicação clínica e estar com o pedido médico.

O teste molecular do tipo RT-PCR é feito a partir de uma amostra de secreção respiratória, que permite a detecção direta do material genético do vírus. O exame é indicado para a verificação da infecção aguda sintomática, e para pessoas que possuam sintomas da COVID-19 com duração entre 3 e 7 dias. O teste deve ser feito mediante agendamento pelo telefone (51) 3314-3838, e custa R$ 470,00 para clientes e R$ 282,00 para profissionais da saúde. O resultado fica pronto em 72 horas.

“O método RT-PCR consiste na coleta de amostra da secreção respiratória que permite identificar o vírus no período em que está ativo na nasofaringe, tornando possível aplicar a conduta médica apropriada: internação, isolamento social ou outro procedimento pertinente para o caso em questão. Por isso é importante ter indicação clínica e recomendação médica para realizar o exame”, explica a Dra. Marcelle Alves, infectologista do Weinmann.

Entenda como funciona o teste de diagnóstico RT-PCR da COVID-19
O teste pelo método RT-PCR (do inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction) é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19, cuja confirmação é obtida por meio da detecção do RNA do SARS-CoV-2 na amostra analisada, preferencialmente obtida de raspado (swab) de nasofaringe, isto é, material obtido da mucosa do fundo do nariz com uma haste flexível. A coleta pode ser feita a partir do terceiro dia após o início dos sintomas e até o sétimo dia, pois ao final desse período a quantidade de RNA tende a diminuir. Ou seja, o teste RT-PCR identifica o vírus no período em que está ativo na nasofaringe, tornando possível aplicar a conduta médica apropriada. O teste baseia-se no método de PCR, seguindo protocolo do Hospital Universitário Charité (Berlim, Alemanha) e validado de acordo com as normas do Colégio Americano de Patologistas (CAP).

Passo a passo do método RT-PCR:
Transforma RNA do vírus em DNA;
DNA é amplificado;
Se houver material genético do SARS-CoV-2 na amostra, sondas específicas detectam a sua presença e emitem um sinal que é captado pelo equipamento, sendo traduzido em resultado positivo;
Em caso de resultado positivo, a suspeita da COVID-19 é confirmada.


SERVIÇO - Drive-thru para teste de diagnóstico pelo método RT-PCR da COVID-19 no Weinmann
Unidade Zona Sul (Avenida Otto Niemeyer, 687 - Tristeza - Porto Alegre/RS)
Unidade Nilo Peçanha (Avenida Nilo Peçanha, 2.655 - Chácara das Pedras - Porto Alegre/RS)
Agendamento: (51) 3314-3838

Mesmo com queda no faturamento, 49% dos empreendedores pretendem manter o seu negócio

Mesmo com queda no faturamento, 49% dos empreendedores pretendem manter o seu negócio
Dado é da pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae RS entre os dias 19 e 25 de abril

A terceira edição da pesquisa Monitoramento dos Pequenos Negócios na Crise, realizada pelo Sebrae RS entre os dias 19 e 25 de abril, trouxe um dado alentador em meio a um cenário ainda muito negativo: mesmo com queda no faturamento, 49% dos empreendedores afirmam que irão manter o seu negócio,  um aumento de 11 pontos percentuais em relação à segunda pesquisa (de 12 a 18 de abril), em que o índice chegava a 38%.

“Os dados mostram que os empresários estão buscando manter, reposicionar ou até mesmo reduzir o tamanho dos seus negócios, não mais aparecendo como opção o encerramento das atividades, fato que, em meio a um cenário ainda bastante negativo, é um sinal alentador em relação às suas expectativas”, destaca o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Vanoni de Godoy.

Ainda assim, depois de mais de um mês de restrições de circulação e de funcionamento das empresas, a percepção de dificuldade dos empreendedores aumentou nesta semana em relação às semanas anteriores, sendo que 77% dos negócios continuam afetados negativamente pela crise, 16% positivamente e apenas 7% não está sendo afetado. Dos que estão sendo afetados, o faturamento segue como principal problema apontado por 89% dos empreendedores que responderam a pesquisa, mantendo praticamente os mesmos índices das semanas anteriores, que eram de 89% (1ª semana) e 86% (2ª semana).

Foi o que aconteceu com a Esperienza Bistrot Restaurante, de Gramado. A empresa teve uma drástica redução no faturamento, que chegou a 90%. Com isso, foi preciso analisar o cenário e tomar algumas medidas importantes para amenizar a crise: o modelo de negócio foi adaptado, priorizando o delivery; promoções específicas para moradores foram criadas, o quadro de funcionários precisou ser reduzido pela metade, de seis para três. Para adequar as finanças de curto prazo, foi preciso negociar também algumas linhas de crédito, que migraram o endividamento para linhas de longo prazo, com carência maiores.

"Alguns fornecedores prorrogaram o prazo, conseguimos renegociar o aluguel e congelamos os reajustes, mas ainda bem que temos um bom fluxo de caixa, o que nos ajudou a nos manter nesse período mais delicado economicamente. Nosso maior desafio foi conseguir enxergar o que fazer”, comenta o proprietário da Esperienza Bistrot Restaurante, Bruno Oliveira Silva.

Maior necessidade de capital de giro

Os recursos financeiros estão se tornando escassos em razão da baixa atividade, e as ações tomadas pelos empreendedores neste contexto estão focadas na busca de recursos para pagamento das despesas imediatas, como foi o caso da Esperienza Bistrot Restaurante. A pesquisa do Sebrae RS mostra que a busca por financiamento era de 13% na 1ª semana e passou para 21% na 3ª semana. Dentre as necessidades identificadas neste monitoramento, observa-se um crescimento expressivo no item capital de giro, passando de 50% (primeira semana) para 66% (neste último levantamento).

A média de pessoas ocupadas que era de sete (7) na primeira semana, com uma pequena diferença maior na segunda, na terceira semana caiu para seis (6) por empresa, o que demonstra a característica de preservação do pessoal ocupado.

Sobre o estudo
O levantamento é feito semanalmente a partir de entrevistas com clientes que tiveram relacionamento com a Organização durante o período. O objetivo é orientar e redirecionar a atuação do Sebrae RS para ofertar produtos e serviços apontados como mais necessários pelos empreendedores.

Impacto nos pequenos negócios

Negócios afetados
77 % negativamente
16% positivamente
7% não está sendo afetado

Faturamento
89% diminuiu
10% permaneceu igual
1% aumentou

Perda no faturamento
64% maior do que 50%
9% de 41 a 50%
7% de 31 a 40%
9% de 21 a 30%
4,5% de 11 a 20%
3% de 6 a 10%
1% até 5%

Sobre o negócio
49% pretende manter
23 % reposicionar
0% encerrar

Média de pessoas ocupadas
7 na primeira semana
8 na segunda semana
6 na terceira semana

Ações em decorrência da crise
21% financiamento para despesas imediatas
23% renegociou financiamentos existentes

Necessidades
66% capital de giro
27% carência para pagamento de fornecedores

Artigo Felipe Camozzato - A prudência é aliada do tempo, senhor da razão

- O autor é vereador de Porto Alegre (Partido NOVO)

Tensão, ansiedade, medo, desconfiança, decepção. Acho que todos estamos sofrendo de algumas destas condições (com exceção da esquerda radical, que está vivendo um lapso de esperança e êxtase). Enquanto nossa cabeça clama pelo esclarecimento da situação, nosso coração tende a pular rapidamente pra uma conclusão. Aqui, faço um convite para a prudência.
O Brasil teve em Moro e Bolsonaro duas figuras que romperam com um histórico de poder e de monopólio das virtudes. Caiu o PT, prenderam-se corruptos de diversos partidos, e prendeu-se alguns dos maiores empresários e figurões do país. Chegamos, então, ao governo Bolsonaro e ao Ministro Sérgio Moro: duas pessoas que erram e acertam, como quaisquer outras, e das quais não devemos tentar apagar os passados.
Sobre a situação atual, entendo que por enquanto ainda estamos vendo apenas a ponta do iceberg. Moro tem mais de 20 anos de experiência em direito penal, e acho improvável que se colocaria em uma situação de poder responder por calúnia ou falsas acusações. Deve ter consigo mais informações para serem usadas.
O governo entende isso, ao passo em que aparenta tentar construir uma narrativa de interesse pessoal de Moro versus o interesse nacional de Bolsonaro. Porém, alguém que abre mão da carreira de magistrado, que bota sua vida e família em risco há anos para botar Lula e outros figurões na cadeia, já mostrou que tem no Estado de Direito brasileiro o seu interesse. E que é diferente, por exemplo, da facada de Bolsonaro como argumento de interesse nacional. Ele não teve a decisão de não tomar a facada, tal qual teve Moro de prosseguir ou não com a Lava Jato e suas denúncias.
Digo tudo isso não para acusar um ou outro. Mas sim para sinalizar de que o juízo de razão feito agora provavelmente será precipitado. As acusações terão desdobramentos em novas informações, e são elas que nos trarão condições de tirar as melhores conclusões. O tempo, afinal, é o senhor da razão.