Indulto

O governo lulopetista publicou nesta sexta-feira, ontem, no Diário Oficial da União (DOU), o primeiro decreto de indulto natalino assinado de terceiro mandato de Lula da Silva. Previsto na Constituição, o ato equivale a um perdão presidencial coletivo, com a extinção da sentença em determinados casos. 

Rancoroso, o governo lulopetista não indultou nenhum preso político.

O indulto foi concedido a condenados por crimes sem violência ou grave ameaça às vítimas, em diferentes condições, a depender do tempo de condenação dos presos e outras situações específicas.

Leia reportagem completa da Agência Brasil de hoje:

Casos perdoados

Para condenados com sentença inferior a oito anos de reclusão, o indulto se aplica aos que tenham cumprido ao menos um quarto da pena. Se for reincidente, o condenado precisa ter cumprido um terço da pena. 


Pessoas condenadas a mais de oito anos e menos de 12 anos de prisão precisam ter cumprido um terço da pena até 25 de dezembro de 2023, ou metade, caso sejam reincidentes.


O indulto também se estende a presos com mais de 60 anos de idade que tenham cumprido um terço da pena, ou metade, se reincidentes. Caso tenham passado dos 70 anos, a exigência é ter cumprido um quarto da pena se não forem reincidentes, ou um terço, se forem. 


Mulheres com filhos menores de 18 anos, ou com filhos com doenças crônicas graves ou deficiências também foram incluídas no indulto, em condições específicas caso as condenações sejam superiores ou inferiores a oito anos.


Entre outros casos citados no indulto, pessoas com deficiências permanentes anteriores aos delitos, doenças graves permanentes ou crônicas e transtorno do espectro autista severo também foram beneficiadas a depender do tempo de condenação e do cumprimento da pena.


Exceções

Como a cada ano, desta vez o decreto trouxe várias exceções. Ficam de fora, por exemplo, a presos políticos.

Rumble rejeita censura do STF e se retira do Brasil

A plataforma de compartilhamento de vídeos canadense Rumble, concorrente do YouTube, anunciou a saída do Brasil nesta sexta-feira, ontem, tudo porque o ministro Alexandre de Moraes censurou os programas de Monark (Bruno Monteiro Aiub) e isto não foi aceito. O Rumble avisou que não aceita a censura do STF.A decisão foi tomada no âmbito do inquérito do 8 de janeiro. Moraes tinha determinado uma multa diária de R$ 100 mil contra o Rumble em caso de descumprimento da medida.

O CEO do Rumble, Chris Pavlovski, anunciou que os usuários brasileiros não poderão mais acessar a plataforma. O executivo reforçou o compromisso do Rumble em manter uma internet livre e aberta, sem alterar as regras de suas políticas de conteúdo.

Veja a íntegra da declaração do CEO do Rumble

Recentemente, os tribunais brasileiros nos obrigaram a remover alguns criadores do Rumble. Como parte da nossa missão de restaurar uma internet livre e aberta, nos comprometemos a não mudar as regras de nossas políticas de conteúdo. Usuários com pontos de vista impopulares são livres para acessar nossa plataforma nos mesmos termos que nossos milhões de outros usuários. Portanto, decidimos desabilitar o acesso ao Rumble para usuários no Brasil enquanto contestamos a legalidade das exigências dos tribunais brasileiros.

Estamos desapontados com as decisões do tribunal que fizeram com que o povo brasileiro perdesse a capacidade de ver uma ampla variedade de conteúdo do Rumble. Esta ação não terá um efeito material em nossos negócios, mas esperamos que os tribunais brasileiros reconsiderem suas decisões para que possamos restaurar o serviço em breve.

Editor consegue vitória em ação sobre política nas escolas. Saiba tudo sobre a ação.

Depois de seis anos de litigância muito dura em processo cível movido pela professora Letícia Sorio Saraiva, Colégio Marista Ipanema, Porto Alegre, o editor, mais o jornalista Glauco Fonseca e o Facebook, resultaram absolvidos das acusações de que usaram suas mídias para protestarem de modo abusivo contra o uso político das suas aulas de matemática. . As partes atacadas vão discutir a concessão da AJ. Letícia Sorio Saraiva decidiu recorrer. A professora exigiu várias liminares, inclusive censura, perdeu todas, e queria indenização de R$ 50 mil de cada parte. Não vai receber nada e a professora foi condenada a pagar honorários dos advogados e custas processuais, mas como pediu e conseguiu AJG, os ônus estão suspensos

A corajosa decisão foi tomada pelo juiz Rogério Delatorre, tudo no âmbito da 15a. Vara Cível de Porto Alegre. Na sua sentença, o magistrado grifou "que a linha tênue existente entre a liberdade de expressão e o direito à imagem/honra não foi ultrapassda pelos requeridos, Glauco e Polibio".

O editor é defendido pelo escritório Scalzilli Althaus.

CLIQUE AQUI para examinar a sentença do juiz Rogério Delatorre.
CLIQUE AQUI para ler o artigo de Glauco Fonseca, replicado no blog www.polibiobraga.com.br
CLIQUE AQUI para ler a petição inicial da professora.
CLIQUE AQUI para ler a defesa do editor de Glauco Fonseca.


CMN limita juros do rotativo a 100% da dívida

 Os juros da dívida do rotativo do cartão de crédito e da fatura parcelada serão limitados a 100% da dívida a partir de 3 de janeiro, decidiu no fim da tarde o Conselho Monetário Nacional (CMN). Valerá o modelo em vigor no Reino Unido, que estabelece juros até o teto de 100% do total da dívida, que não poderá mais subir depois de dobrar o valor.

Portabilidade
Além de oficializar o teto de juros, o CMN instituiu a portabilidade do saldo devedor da fatura do cartão de crédito, item que não estava na lei do Desenrola. A dívida com o rotativo e com o parcelamento da fatura poderá ser transferida para outra instituição financeira que oferecer melhores condições de renegociação

CLIQUE AQUI para ler mais.

“Medidas cautelares impostas por Moraes são tortura”, afirmam advogados

Esta reportagem é do jornal Gazeta do Povo de hoje e é assinada pela jornalista Raquel Derevecki.


Quase um ano após os atos de 8 de janeiro, cerca de 1.300 pessoas seguem em liberdade provisória com determinações que restringem o direito à locomoção, acesso a contas bancárias e uso de redes sociais.


“Essas medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ferem a dignidade humana e configuram tortura”, afirmam os advogados Ezequiel Silveira e Carolina Siebra, da Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav).


Segundoeles, centenas de pessoas não conseguem emprego devido às restrições de horárioe localização exigidos para uso da tornozeleira eletrônica, e famílias quedependiam de aposentadoria, por exemplo, estão sem acesso ao benefício. “Temgente passando fome, e a Asfav acompanha essas pessoas mensalmente com doaçõesque temos recebido”.


Além disso, Silveira afirma que as medidas são “abusivas e inconstitucionais”, porque não têm o objetivo de assegurar a lei penal, evitando que a pessoa fuja ou obstrua a Justiça. “O que acaba ocorrendo é o estigma da sociedade porque normalmente quem usa tornozeleira é bandido”, afirma Carolina Siebra, ao citar que essas pessoas têm sido tratadas como “terroristas e perigosas”, causando intenso sofrimento emocional.


De acordo com dados do Supremo Tribunal Federal (STF), 243 indivíduos foram presos dia 8 de janeiro na praça dos Três Poderes, e 1.927 conduzidos à Academia Nacional de Polícia no dia seguinte, dos quais 1.152 permaneceram presos. Aos poucos, eles começaram a receber liberdade provisória, mediante imposição das medidas cautelares e, segundo dados da Asfav, cerca de 20 permanecem atualmente em regime fechado.


“Ou seja, temos mais de 1.300 homens e mulheres do 8/1 com tornozeleira eletrônica, sem contar a Operação Lesa Pátria”, explica a advogada Carolina Siebra, citando que mais da metade dessas pessoas está cumprindo medidas restritivas há dez meses, pois 680 presos receberam liberdade provisória em meados de fevereiro e março.


Esse longo período, segundo ela, fere uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça, que indica reavaliação do uso da tornozeleira eletrônica a cada 90 dias para presos provisórios e a cada 180 para quem está cumprindo pena. “Isso sem levarmos em consideração o fato de que essas pessoas não deveriam nem ter sido presas”, aponta a advogada, ao citar como exemplo as 1.152 pessoas que estavam em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.


“A pena dessas pessoas é de menorpotencial ofensivo, tanto que receberam possibilidade do Acordo de NãoPersecução Penal (ANPP)”, diz. “Então, não caberia prisão em flagrante naqueledia, mas apenas condução à delegacia para assinatura de termo circunstanciado eliberação”, continuaa especialista em Direito Eleitoral com foco em articulação política.


“Apresentação semanal no fórum nem existia no sistema judicial”

Alémdisso, outra medida imposta aos presos do 8/1 é a apresentação semanal ao juizda comarca, algo que não é solicitado nem a criminosos de alta periculosidade. “Essecomparecimento ocorre uma vez por mês para os casos mais graves, mas o ministroexigiu apresentação semanal para os presos do 8/1, algo que nem existia no sistemajudicial”, informa o advogado criminal Ezequiel Silveira. “São medidas absurdasque ferem o ordenamento jurídico e têm prejudicado muito esses cidadãos”.


Oagricultor Sipriano Alves de Oliveira está entre eles. Com tornozeleira eletrônicadesde o dia 8 de agosto – após sete meses de prisão –, o morador de São Felixdo Xingu, interior do Pará, percorre 300 quilômetros de estrada de chão toda segunda-feira,de moto, para apresentar-se no fórum mais próximo.


“Saio5h da manhã, preciso pegar balsa, e gasto quase R$ 200, sem almoço, para ir evoltar”, relata o paraense de 47 anos. “Isso sem contar as épocas de chuva emque os rios transbordam e as estradas ficam intrafegáveis”, continua.


Segundoele, a situação também é um empecilho para conseguir oportunidades de trabalho,já que precisa se ausentar um dia inteiro semanalmente, e depende de diárias naroça para manter sua família. “Tem sido muito difícil e, se não fossem asdoações, passaríamos fome”, lamenta o lavrador, que possuía um terreno de dezalqueires na região, mas foi retirado do local pelo governo sob alegação de serterra indígena.


“A injustiça está sendo muito grande com a gente”, lamentou Sipriano, que nunca teve passagem pela polícia. “Fui preso por me manifestar pacificamente em Brasília carregando uma bandeira e meu cantil de água, e agora o Moraes quer me condenar a 14 anos de prisão”. Ele é um dos 29 presos do 8/1 que começaram a ser julgados na última sexta-feira (15).


As medidas cautelares bloqueiam todas as contas bancárias dos presos do 8/1

Além da obrigatoriedade de apresentarem-se no fórum semanalmente, os presos do 8/1 também tiveram suas contas bancárias bloqueadas, situação que recebeu grande repercussão nesta semana de véspera de Natal após publicação do senador Cleitinho Azevedo (Rep-MG) nas redes sociais.


“Estouaqui com a Cristina, que é uma trabalhadora e está no banco para tirar seudinheiro e fazer suas compras”, disse no vídeo, ao citar que a mulher queaparece ao seu lado não tem acesso aos seus bens financeiros porque está com aconta bloqueada desde abril deste ano, quando recebeu liberdade provisória apósser presa pelos atos do 8/1.


“Eigual ela tem várias pessoas no Brasil. Têm aposentados que precisam receberseu salário de aposentadoria e estão vivendo de favor”, completou, pedindo umaaudiência com o ministro Alexandre de Moraes.


O bloqueio das contas também prejudica empresários como um arquiteto de 32 anos do Ceará que fundou uma startup na área de soluções ecológicas para construção civil e precisa da movimentação bancária para manter o negócio ativo.


“Tudoque tenho eu investi nessa empresa e está bloqueado”, afirma o morador doCeará, que conseguiu, com dificuldade, fechar um contrato para 2024, mas nãotem como receber o valor dos serviços que serão prestados. “Não consigomovimentar nada na empresa porque está tudo no meu nome”, lamenta, ao citarainda os problemas que enfrenta devido à restrição de locomoção.


Os presos do 8/1 têm dificuldades para trabalhar, e não podem ir à igreja

Deacordo com o advogado Ezequiel Silveira, isso impossibilita as pessoas seobterem seu sustento, pois muitos atuam em cidades da região e em horários estendidosdurante a semana, sábados e domingos. “Acompanhei o caso de uma mulher quetrabalha com decoração de eventos, por exemplo, que precisaria de autorização paratrabalhar aos finais de semana porque é mãe solteira e tem um filho, mas oministro não liberou”, conta. “E tenho casos de motoristas, que precisam ir evoltar das cidades da região metropolitana, e também não podem”, completou.


O advogado cita ainda que as restrições de horários e locomoção ferem a liberdade religiosa dessas pessoas, que não podem frequentar cultos. “Essas pessoas precisam pedir autorização para ir à igreja, o que é um absurdo”, aponta, solicitando que as medidas cautelares sejam revistas. “Afinal, o que estamos acompanhando até agora não é justiça”, finaliza.

Análise

 Eis a análise que faz o economista-Chefe da Farsul, Antônio da Luz, ao alertar para as ameaças ao agro brasileiro no ano que vem, conforme balanço anual da entidade, esta semana.:

Em 2023, devemos ter um crescimento do PIB puxado pelo agro. Nossa produção [do Rio Grande do Sul] de grãos deve aumentar 8,1%. Parece que está bem, mas não está, pois é uma comparação de um ano ruim com um ano péssimo. O maior problema do agro no momento é a defasagem de preços dos produtos, exemplificando com a soja, cujo valor caiu 26% em um período de três meses a partir do início da colheita em 2023. O principal gargalo se encontra na logística. Precisamos evoluir na logística. O agro está colocando dinheiro no lixo. 

Trinta e cinco por cento do que se exportou no porto de Rio Grande veio de outros Estados. Não temos mais infra-estrutura.

O economista colocou em três pontos os riscos que podem atingir os produtores em 2024. 

O primeiro deles seria uma eventual recessão global. Não sabemos se vai ter, mas não podemos negar a possibilidade disso ocorrer. O impacto incluiria uma forte queda no preço das commodities, redução significativa na demanda por algodão e carnes, aumento do custo do dinheiro e escassez de crédito e tendência de redução do preço do petróleo. As outras duas ameaças seriam a elevação dos juros e uma eventual quebra do setor imobiliário chinês. Com a alta dos juros, ocorreria uma escassez de recursos, a dificuldade de manter a trajetória de queda da taxa Selic e menor crescimento econômico. No caso de uma crise imobiliária na China, haveria uma queda significativa na demanda por commodities. A orientação geral do economista para se prevenir diante de tais ameaças é o corte de custos, o fortalecimento da liquidez e a máxima preservação do caixa.

Nação dividida e caudilhismo boleiro, por Facundo Cerúleo

Desce sobre o planeta azul a cerração da estupidez que cancela o futuro. E do jeito que vai, por muitos anos não haverá nenhuma conquista, ao menos nenhuma de alta significação, que título regional é coisa muito medíocre. Claro está que estou falando da gente gremista, que faria bem em se unir para fazer frente ao poderio de clubes do centro do país que, por meio da profissionalização de suas gestões, tendem a ganhar tudo, deixando os demais na condição de mera periferia. Mas, união não há!

E a coisa anda mesmo estranha. A "nação tricolor" está dividida. Eu sei, a fauna é plural, cada cabeça é meia sentença, realmente tem de tudo, mas é possível apontar dois extremos na bipolaridade da "nação".

No flanco mais obscuro do espectro gremista, está uma galera que, sendo "pura paixão" (como dizem e até promovem os doutos da imprensa), reage emocionalmente e sem conexão com a realidade: esse pessoal está sendo chamado de renatista por tratar o técnico do Grêmio, Renato Portaluppi, como se ele fosse um misto de Winston Churchill, Albert Einstein e Papai Noel. Não é interessante? É um inédito "caudilhismo boleiro".

Incapaz de olhar com objetividade os fatos, mas influente nos rumos do clube, essa gente obtusa empurra apaixonadamente o Grêmio para trás. Os renatistas não veem, por exemplo, que o Grêmio atravessou 2023 sem uma única jogada ensaiada. Qual time profissional não tem jogadas ensaiadas? O caudilho sequer pensou um esquema para maximizar o aproveitamento de um gênio como Luis Suárez. No entanto, apesar de tantas evidências da falta de profissionalismo na condução de um grupo orçado em milhões, os palermas negam os fatos e permanecem agarrados às suas crenças imbecis - que a mídia sabe explorar muito bem.

Noutro extremo está uma galera que busca separar emoção e razão, minoria que detesta a irracionalidade do renatismo. Diante do Grêmio real, essa turma pensa, faz diagnósticos e imagina soluções buscando usar critérios objetivos em vez de ser levada por sentimentos de simpatia ou antipatia, o que não garante acertar sempre, claro, mas tem o mérito de saber que boas decisões nascem do discernimento, não da paixão. Na falta de termo melhor, vou classificar essa minoria como pragmática.

Os renatistas são mesmo muito esquisitos: acreditam na infalibilidade do caudilho, justificam tudo que ele faz e reagem contra quem o critica. Evocando um passado fantasioso em que ele figura como um mago que distribui felicidade, tratam como se a "nação" tivesse uma dívida para com ele. É o cúmulo da irracionalidade!

Já os pragmáticos estão desiludidos. Não acreditam numa direção que, no começo, fez uma porção de coisas boas mas que, depois, jogou tudo fora ao entregar o time a um técnico que fala muito, treina pouco e treina mal, que não assume seus erros mas transfere a outros a culpa pelos fracassos da equipe (inclusive queimando garotos da base, o que lesa o patrimônio do clube), o tipo que se acha muito malandro só porque (por conveniência ou burrice, não sei) a imprensa cai na lábia dele.

Como se vê, o caudilhismo é muito mais do que desvario de cabeças ocas, conjugando massa manipulável, imprensa que desinforma para favorecer interesses escusos, e políticos com motivações egoístas. Para se manter, o caudilhismo precisa da propagação de narrativas que alimentam crenças irracionais com efeitos nefastos tanto na política (a famigerada eleição do pátio) quanto na vida de cada um: "Quem aceita passivamente as narrativas da astúcia tem a vida controlada por interesses alheios."

Os pragmáticos repudiam a imprensa que fomenta a irracionalidade do renatismo (esta coluna também!) rejeitando esta combinação letal que é, vale repetir, imprensa tendenciosa e interesseira, massa manobrável e um líder egocêntrico e manipulador: é a caricatura de um regime populista. Como fenômeno visto em abstrato, o populismo não é novo nem localizado: aqui o vemos a atrasar um clube, alhures a arruinar países. Não é mesmo interessante? A sociologia da mediocridade tem ensinamentos muito úteis (ao menos para quem é honesto no exercício do pensar...).

Alguém imagina que, nessa batida, o Grêmio tem mínima chance de fazer frente a clubes que estão profissionalizando suas gestões?

Para quem acha que vai algum exagero aqui, indico a entrevista do médico Márcio Bolzoni, concedida em 2022. Muita coisa é revelada ali! Inclusive sobre a demissão de todo o corpo técnico do Grêmio (o que alavancou o rebaixamento de 2021), sobre milhões torrados em contratações que foram um fracasso total e um treinador que não sabe fazer treino técnico e tático. Ah, e vão encontrar entre os entrevistadores gente que hoje faz a apologia do caudilho. Quem tiver um mínimo de capacidade crítica será tomado pela maior indignação!


Veja a entrevista no link:

https://www.youtube.com/watch?v=0ZYB9N3NVq4