ENTREVISTA
Vitor Koch, presidente da Federação das CDLs doRS
Por que a FCDL é contra o projeto ?
Porque o projeto em tramitação na Assembleia Legislativa definitivamente aumenta a carga fiscal gaúcha. Os lojistas e praticamente toda a sociedade gaúcha não podem e não aceitam pagar mais impostos. Estamos conversando com todos os deputados para que rejeitem a proposta.
O senhor diz que a reforma embute aumento da carga tributária e não redução de impostos.
As propostas do governo definitivamente aumenta a carga fiscal gaúcha. O aumento do ICMS ocorrido em 2015, com alíquota modal de 17% para 18% e produtos especiais como energia, combustíveis e telefonia, de 25% para 30%, deveria ser temporário e seu prazo, que deveria estar esgotado, ainda está indevidamente em vigor. É um grave equívoco sobrecarregar o setor produtivo e a população gaúcha com a elevação de impostos estaduais, ainda mais quando isto não resulta em melhoria de serviços ou mesmo o saneamento estrutural das contas públicas
O governo diz que precisa desse dinheiro.
Para existir o equilíbrio financeiro do governo gaúcho, a única alternativa justa e correta é a drástica redução da máquina pública, especialmente com a venda de estatais e eliminação de repartições operacionalmente desnecessárias.
A nota da FCDL diz que a hora, além disto, é inoportuna.
A economia gaúcha já sofreu um inédito baque em 2020 por ser obrigada, de maneira equivocada a nosso ver, a ter a maior parte dos ramos de atividades impedidos de funcionar, por supostamente combater a pandemia. Isto gerou a falência de centenas de empresas e deixou milhares de gaúchos desempregados. Neste contexto, aumentar tributos significa conduzir o Rio Grande do Sul a um empobrecimento ainda maior.
Reforma Tributária
A sociedade gaúcha precisa saber que a proposta de reforma tributária que tramita em regime de urgência na Assembléia, o que reduz dramaticamente a tramitação e abrevia propositadamente os prazos para discussão e votação em plenário, visa dribalar a imperiosa necessidade que tem o governo estadual de encontrar R$ 3 bilhões para colocar no lugar do valor igual que perderá a partir de 31 de dezembro, quando por lei estadual cairão as duas principais alíquotas do ICMs.
O governador Eduardo Leite não quer passar pelo constrangimento político de pedir prorrogação de prazo para a lei atual, porque durante a campanha jurou que não faria isto.
A proposta de reforma tributária dribla o compromisso jurado em público.
O governo do Estado está criando uma tributação nova para substituir a majoração ocorrida a parir de 2016, que pediu dois anos em 2019. Devia ter pedido quatro ou deixado sem prazo.
A reforma proposta vai arrancar R$ 3 bilhões dos bolsos dos contribuintes. Eis alguns exemplos:
Eduardo Leite propõe elevar para 12% uma série de produtos básicos hoje isentos. O reflexo no preço pode chegar a 20,5% em 2023, devido ao efeito a taxa efetiva. Isso porque, por exemplo: 25% é 33,3%, porque é a relação que há entre 25/75 = 0,33333.
Produtos da cesta básica, hoje em 7%, irão para 17%, inclusive transporte intermunicipal.
Em troca, o governo avisa que vai compensar as famílias que ganham até 3 salários mínimos, mas isso não é tão de fácil operação: essas famílias deverão estar escritas no cadastro único federal e tem que guardar notas. Os recursos para isso serão buscados nos créditos presumidos e nos insumos agropecuários. Além disto, haverá benefícios às microempresas, como o fim da DIFAL (diferenciação de alíquotas).
As compensações são conversa para inglês ver e tornar mais palatável a reforma tributária.
O governador Eduardo Leite não quer passar pelo constrangimento político de pedir prorrogação de prazo para a lei atual, porque durante a campanha jurou que não faria isto.
A proposta de reforma tributária dribla o compromisso jurado em público.
O governo do Estado está criando uma tributação nova para substituir a majoração ocorrida a parir de 2016, que pediu dois anos em 2019. Devia ter pedido quatro ou deixado sem prazo.
A reforma proposta vai arrancar R$ 3 bilhões dos bolsos dos contribuintes. Eis alguns exemplos:
Eduardo Leite propõe elevar para 12% uma série de produtos básicos hoje isentos. O reflexo no preço pode chegar a 20,5% em 2023, devido ao efeito a taxa efetiva. Isso porque, por exemplo: 25% é 33,3%, porque é a relação que há entre 25/75 = 0,33333.
Produtos da cesta básica, hoje em 7%, irão para 17%, inclusive transporte intermunicipal.
Em troca, o governo avisa que vai compensar as famílias que ganham até 3 salários mínimos, mas isso não é tão de fácil operação: essas famílias deverão estar escritas no cadastro único federal e tem que guardar notas. Os recursos para isso serão buscados nos créditos presumidos e nos insumos agropecuários. Além disto, haverá benefícios às microempresas, como o fim da DIFAL (diferenciação de alíquotas).
As compensações são conversa para inglês ver e tornar mais palatável a reforma tributária.
Propostas da Famurs
Criar três alíquotas de ICMS: de 12%, 17% e 25% (o Estado propõe apenas 17% e 25%)
Manter a tributação de diesel e gás em 12% (e não em 17%)
Manter a redução da base de cálculo de produtos essenciais (cestas básicas de alimentos e de remédios e carne) e a isenção de produtos como hortifrutigranjeiros, pão, leite e ovos
Elevar as alíquotas de produtos de luxo e supérfluos para 25%, como aviões e helicópteros, para compensar as medidas sugeridas acima
Aumentar a alíquota de refrigerantes de 20% para 25% (o governo chegou a cogitar o aumento, mas recuou e decidiu manter essas bebidas na faixa de 17%, mais 2% de contribuição para o fundo Ampara-RS)
Isentar a iluminação pública dos prédios municipais e das Câmaras de Vereadores e isentar os órgãos da administração pública municipal direta da aquisição de veículos, máquinas e equipamentos (o Estado já é isento)
Manter o fundo de devolução de ICMS para as famílias carentes, mas dividir o recurso excedente com os municípios
Retirar a isenção de IPVA por idade dos veículos (o governo propõe isenção para veículos com mais de 40 anos - hoje isso vale a partir de 20 anos)
Dar desconto de 10% no IPVA por cinco anos para veículos híbridos (o governo propõe isenção até 2023)
Equiparar alíquota do IPVA de motos a partir de 500 cilindradas com a alíquota dos veículos, aumentando de 2% para 3,5% o imposto
Manter a tributação de diesel e gás em 12% (e não em 17%)
Manter a redução da base de cálculo de produtos essenciais (cestas básicas de alimentos e de remédios e carne) e a isenção de produtos como hortifrutigranjeiros, pão, leite e ovos
Elevar as alíquotas de produtos de luxo e supérfluos para 25%, como aviões e helicópteros, para compensar as medidas sugeridas acima
Aumentar a alíquota de refrigerantes de 20% para 25% (o governo chegou a cogitar o aumento, mas recuou e decidiu manter essas bebidas na faixa de 17%, mais 2% de contribuição para o fundo Ampara-RS)
Isentar a iluminação pública dos prédios municipais e das Câmaras de Vereadores e isentar os órgãos da administração pública municipal direta da aquisição de veículos, máquinas e equipamentos (o Estado já é isento)
Manter o fundo de devolução de ICMS para as famílias carentes, mas dividir o recurso excedente com os municípios
Retirar a isenção de IPVA por idade dos veículos (o governo propõe isenção para veículos com mais de 40 anos - hoje isso vale a partir de 20 anos)
Dar desconto de 10% no IPVA por cinco anos para veículos híbridos (o governo propõe isenção até 2023)
Equiparar alíquota do IPVA de motos a partir de 500 cilindradas com a alíquota dos veículos, aumentando de 2% para 3,5% o imposto
Artigo, Fábio Jacques - Os clones tricolores
Às vezes me pego pensando se o futebol não é uma coisa muito mais fantástica do que podemos perceber à primeira vista.
Pode até ser que eu esteja redondamente enganado, mas algumas evidências me levam a pensar seriamente se aquilo que imagino,não tenha, pelo menos em parte, algum fundo de verdade.
Explico.
Para mim, os departamentos de futebol de alguns grandes clubes, como por exemplo, o Grêmio, possuem um laboratório secreto extremamente sofisticado formado por especialistas em biogenética no nível do Henry Wu do Parque dos Dinossauros, que conseguiram desenvolver a capacidade de clonar os principais jogadores do escrete. Na verdade, estes especialistas são muito superiores em tecnologia ao gênio da ficção que produzia fofos filhotinhos de Velociraptors e Tiranossauros Rex. Eles conseguem produzir clones completamente desenvolvidos, adultos, em quase tudo idênticos aos seus modelos originais, menos num aspecto: são todos completamentepernas de pau.
É praticamente impossível distinguir entre uns e outros. Pode-se conviver com eles sem ser assombrado pela mínima nuvem de desconfiança exceto quando vestem o uniforme e entram em campo. Aí conseguem demonstrar toda a sua incapacidade futebolística.
Alguém pode pensar que estou delirando, e talvez estejam, realmente, repletos de razão, mas posso apresentar alguns eventos nos quais esta minha teoria pode ser, se não comprovada, pelo menos posta em dúvida.
Semi final da Libertadores 2018 contra o River Plate.
Primeira partida no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Jogo maravilhoso, Grêmio 1x0. Show de futebol. Time titular.
Como a segunda partida seria na Arena do Grêmio em Porto Alegre, com toda a torcida tricolor no seio da qual, lamentavelmente, me imiscuí, o título estava garantido. Favas contadas.
Com a certeza da vitória, Renato deve ter resolvido poupar os titulares e entrou em campo com os clones. A pior partida de todos os tempos, na minha avaliação. River 2x0. Classificado. Como diria o saudoso e inimitável poeta Jaime Caetano Braun, o time do Grêmio pareceu “um bando de guris brincando de diabo rengo”.
Mais um exemplo, este mais recente.
Grêmio e Caxias na Arena. Primeiro tempo com os titulares, show de bola. 1x0.
Com a vantagem de dois gols feitos em Caxias, a coruja estava pelada. Intervalo, troca de time no vestiário e o retorno dos clones. Dois gols do Caxias dando olé num bando de mamelucos. Só não levou o título por falta de tempo.
Fico apenas nestes dois exemplos para não tomar demais o tempo do leitor, mas tenho certeza de que os torcedores gremistas já se lembraram, nestas alturas, de muitas outras partidas nas quais esta teoria se aplicaria perfeitamente.
Outra hipótese, possível, mas mais inverossímil, seria a de que em determinados momentos todos os jogadores desaprendessem a jogar futebol e se transformassem em cabeças de bagre.
Não creio muito nesta segunda hipótese porque um salto tão grande entre o saber, o desaprender tudo e a volta ao saber não é corriqueiramente observável na natureza.
Por via das dúvidas, deixo estas teorias para discussão. Alguém concorda comigo?
Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.
Pode até ser que eu esteja redondamente enganado, mas algumas evidências me levam a pensar seriamente se aquilo que imagino,não tenha, pelo menos em parte, algum fundo de verdade.
Explico.
Para mim, os departamentos de futebol de alguns grandes clubes, como por exemplo, o Grêmio, possuem um laboratório secreto extremamente sofisticado formado por especialistas em biogenética no nível do Henry Wu do Parque dos Dinossauros, que conseguiram desenvolver a capacidade de clonar os principais jogadores do escrete. Na verdade, estes especialistas são muito superiores em tecnologia ao gênio da ficção que produzia fofos filhotinhos de Velociraptors e Tiranossauros Rex. Eles conseguem produzir clones completamente desenvolvidos, adultos, em quase tudo idênticos aos seus modelos originais, menos num aspecto: são todos completamentepernas de pau.
É praticamente impossível distinguir entre uns e outros. Pode-se conviver com eles sem ser assombrado pela mínima nuvem de desconfiança exceto quando vestem o uniforme e entram em campo. Aí conseguem demonstrar toda a sua incapacidade futebolística.
Alguém pode pensar que estou delirando, e talvez estejam, realmente, repletos de razão, mas posso apresentar alguns eventos nos quais esta minha teoria pode ser, se não comprovada, pelo menos posta em dúvida.
Semi final da Libertadores 2018 contra o River Plate.
Primeira partida no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Jogo maravilhoso, Grêmio 1x0. Show de futebol. Time titular.
Como a segunda partida seria na Arena do Grêmio em Porto Alegre, com toda a torcida tricolor no seio da qual, lamentavelmente, me imiscuí, o título estava garantido. Favas contadas.
Com a certeza da vitória, Renato deve ter resolvido poupar os titulares e entrou em campo com os clones. A pior partida de todos os tempos, na minha avaliação. River 2x0. Classificado. Como diria o saudoso e inimitável poeta Jaime Caetano Braun, o time do Grêmio pareceu “um bando de guris brincando de diabo rengo”.
Mais um exemplo, este mais recente.
Grêmio e Caxias na Arena. Primeiro tempo com os titulares, show de bola. 1x0.
Com a vantagem de dois gols feitos em Caxias, a coruja estava pelada. Intervalo, troca de time no vestiário e o retorno dos clones. Dois gols do Caxias dando olé num bando de mamelucos. Só não levou o título por falta de tempo.
Fico apenas nestes dois exemplos para não tomar demais o tempo do leitor, mas tenho certeza de que os torcedores gremistas já se lembraram, nestas alturas, de muitas outras partidas nas quais esta teoria se aplicaria perfeitamente.
Outra hipótese, possível, mas mais inverossímil, seria a de que em determinados momentos todos os jogadores desaprendessem a jogar futebol e se transformassem em cabeças de bagre.
Não creio muito nesta segunda hipótese porque um salto tão grande entre o saber, o desaprender tudo e a volta ao saber não é corriqueiramente observável na natureza.
Por via das dúvidas, deixo estas teorias para discussão. Alguém concorda comigo?
Fabio Freitas Jacques. Engenheiro e consultor empresarial, Diretor da FJacques – Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna azul – o poder das grandes ideias”.
Nova assembleia de credores deve aprovar plano de recuperação judicial da OI
A proposta da Oi (OIBR3;OIBR4) para alterar o plano de recuperação judicial aprovado em 2017 caminha para ser aprovada na assembleia geral de credores marcada para terça-feira, conforme apurou o Estadão/Broadcast.
A proposta de reformulação do plano foi anunciada em junho e prevê a venda de redes móveis, torres, data centers e parte da rede de fibra óptica, levantando mais de R$ 22 bilhões para pagar dívidas e viabilizar investimentos.
Segundo fontes, a companhia terá manifestações favoráveis da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e dos detentores de títulos de dívidas (bondholders) para seguir em frente com a mudança. Esse segundo grupo concentra mais da metade dos votos na assembleia, suficientes para aprovar a proposta.
A tele, no entanto, enfrenta resistência dos grandes bancos, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. Até os últimos dias, parte deles ainda recorria à Justiça para impedir a assembleia.
Os bancos reclamam que a nova proposta da Oi amplia os descontos no pagamento das dívidas em relação ao plano original e gera um conflito de interesses ao permitir o voto dos bondholders, que tiveram dívidas convertidas em ações.
No entanto, esse argumento foi negado tanto pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, na qual corre o processo da Oi, quanto pela instância superior, a 8ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Rio.
Atualmente, os maiores acionistas da Oi são os donos de títulos Brookfield Asset Management (5,92%), Bratel (5,4%) e Solus (3,47%), enquanto o restante dos papéis da operadora está espalhado no mercado. Para os acionistas, a aprovação das mudanças no plano deve gerar valorização das ações.
O plano de recuperação judicial aprovado em 2017 tinha uma cláusula que permitia o voto de todos os credores em eventuais assembleias futuras.
Palavra da Anatel
O conselho diretor da Anatel decidiu votar favoravelmente porque entende que a nova proposta da Oi oferece segurança jurídica ao não submeter a dívida pública às mesmas condições de descontos e parcelamentos negociadas com credores privados
A proposta de reformulação do plano foi anunciada em junho e prevê a venda de redes móveis, torres, data centers e parte da rede de fibra óptica, levantando mais de R$ 22 bilhões para pagar dívidas e viabilizar investimentos.
Segundo fontes, a companhia terá manifestações favoráveis da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e dos detentores de títulos de dívidas (bondholders) para seguir em frente com a mudança. Esse segundo grupo concentra mais da metade dos votos na assembleia, suficientes para aprovar a proposta.
A tele, no entanto, enfrenta resistência dos grandes bancos, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander. Até os últimos dias, parte deles ainda recorria à Justiça para impedir a assembleia.
Os bancos reclamam que a nova proposta da Oi amplia os descontos no pagamento das dívidas em relação ao plano original e gera um conflito de interesses ao permitir o voto dos bondholders, que tiveram dívidas convertidas em ações.
No entanto, esse argumento foi negado tanto pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, na qual corre o processo da Oi, quanto pela instância superior, a 8ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça do Rio.
Atualmente, os maiores acionistas da Oi são os donos de títulos Brookfield Asset Management (5,92%), Bratel (5,4%) e Solus (3,47%), enquanto o restante dos papéis da operadora está espalhado no mercado. Para os acionistas, a aprovação das mudanças no plano deve gerar valorização das ações.
O plano de recuperação judicial aprovado em 2017 tinha uma cláusula que permitia o voto de todos os credores em eventuais assembleias futuras.
Palavra da Anatel
O conselho diretor da Anatel decidiu votar favoravelmente porque entende que a nova proposta da Oi oferece segurança jurídica ao não submeter a dívida pública às mesmas condições de descontos e parcelamentos negociadas com credores privados
União Européia sofre segunda onda de vírus chinês, dizem universidades da Espanha
A Espanha sofre "uma segunda onda" da epidemia covid-19, que pode atingir o resto da Europa nos próximos dias, alerta estudo de hospital e universidade do Região espanhola da Catalunha (nordeste).
O Hospital Universitário Germas Trias i Pujol (Can Ruti), em Badalona (Barcelona), e a Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) já enviaram o relatório à Comissão Europeia, datado de 2 de setembro e conhecido este domingo (6).
Esses centros de pesquisa explicam que "o efeito de bares e restaurantes pode ter grande repercussão na evolução das epidemias", onde as medidas são muito menos respeitadas do que em outras circunstâncias, como a distância de segurança interpessoal e o uso de máscara.
Com o título "Análise e previsão do covid-19 para UE-EFTA-Reino Unido e outros países", o estudo alerta as autoridades europeias que o momento atual é crucial para travar a segunda vaga e que, caso contrário, a Pode voltar a uma situação semelhante à de março, quando estourou a transmissão descontrolada do coronavírus.
Os pesquisadores se perguntam por que a Espanha lidera o número de casos na segunda onda, um país com altas temperaturas no verão, quando se ganha mais vida ao ar livre, já que a taxa de contágio é 20 vezes menor neste caso do que nos espaços. fechadas.
A chave é que a Espanha levantou as restrições de mobilidade, especialmente entre províncias, antes de outros países da União Europeia em um momento em que "a taxa de casos positivos poderia ser três vezes maior do que o que estava realmente sendo detectado" e o A atividade social aumentou acentuadamente, de acordo com os pesquisadores.
O país inteiro permaneceu em estado de alarme por mais de três meses, desde meados de março, com severas limitações na movimentação de pessoas, que foi diminuindo gradativamente no final, até desaparecer por completo no dia 21.
A Espanha permanece distante entre os países europeus pelo número de casos desde o início da pandemia (mais de 500.000), seguida do Reino Unido (mais de 340.000) e, sobretudo, pela incidência nos últimos 14 dias por cem mil habitantes, 216,8 infecções, à frente da França (98,2), Romênia (69,9), Ucrânia (65,7), Bélgica (49,2) e Holanda (40,4).
A Espanha também liderou a incidência cumulativa total por cem mil habitantes na Europa em 1º de setembro, com 1.002 afetados, seguida pela Suécia (837), Bélgica (737), Portugal (571), Romênia (461), Itália (447), França (438), Países Baixos (415) e Alemanha (292).
O Hospital Universitário Germas Trias i Pujol (Can Ruti), em Badalona (Barcelona), e a Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) já enviaram o relatório à Comissão Europeia, datado de 2 de setembro e conhecido este domingo (6).
Esses centros de pesquisa explicam que "o efeito de bares e restaurantes pode ter grande repercussão na evolução das epidemias", onde as medidas são muito menos respeitadas do que em outras circunstâncias, como a distância de segurança interpessoal e o uso de máscara.
Com o título "Análise e previsão do covid-19 para UE-EFTA-Reino Unido e outros países", o estudo alerta as autoridades europeias que o momento atual é crucial para travar a segunda vaga e que, caso contrário, a Pode voltar a uma situação semelhante à de março, quando estourou a transmissão descontrolada do coronavírus.
Os pesquisadores se perguntam por que a Espanha lidera o número de casos na segunda onda, um país com altas temperaturas no verão, quando se ganha mais vida ao ar livre, já que a taxa de contágio é 20 vezes menor neste caso do que nos espaços. fechadas.
A chave é que a Espanha levantou as restrições de mobilidade, especialmente entre províncias, antes de outros países da União Europeia em um momento em que "a taxa de casos positivos poderia ser três vezes maior do que o que estava realmente sendo detectado" e o A atividade social aumentou acentuadamente, de acordo com os pesquisadores.
O país inteiro permaneceu em estado de alarme por mais de três meses, desde meados de março, com severas limitações na movimentação de pessoas, que foi diminuindo gradativamente no final, até desaparecer por completo no dia 21.
A Espanha permanece distante entre os países europeus pelo número de casos desde o início da pandemia (mais de 500.000), seguida do Reino Unido (mais de 340.000) e, sobretudo, pela incidência nos últimos 14 dias por cem mil habitantes, 216,8 infecções, à frente da França (98,2), Romênia (69,9), Ucrânia (65,7), Bélgica (49,2) e Holanda (40,4).
A Espanha também liderou a incidência cumulativa total por cem mil habitantes na Europa em 1º de setembro, com 1.002 afetados, seguida pela Suécia (837), Bélgica (737), Portugal (571), Romênia (461), Itália (447), França (438), Países Baixos (415) e Alemanha (292).
Artigo, Gilberto Jasper - O que pensam os corruptos?
Ao assistir as notícias sobre corrupção no Jornal Nacional penso nos familiares destas pessoas cujas fotos e vídeos ilustram as reportagens. Imagino os filhos ao chegar no colégio ou na faculdade, encarando colegas e amigos. E a esposa, dando “bom dia” no trabalho, com o crachá invertido para esconder o sobrenome?
Costuma-se chamar isso de “vergonha alheia”, nos levando a imaginar como se nós estivéssemos no lugar dos corruptos. Companheiros de chope, velhos parceiros de veraneios ou viagens ou ainda companheiros de futebol dos finais de semana precisam agir rápido afim de deletar fotos comprometedoras no facebook.
No fundo, duvido que os ladrões do dinheiro público nutram algum remorso. A obsessão pelo acúmulo de bens, poder e influência geram cegueira. A cultura de adquirir, ostentar e descartar transformou as pessoas em máquinas de consumismo.
A impunidade que campeia solta em nosso país encorajou gente boa a optar pela vida fácil. Estes se locupletam pela facilidade em se apossar sem dar explicações. Fiscalização séria é ficção num país em que seguidores da lei são taxados de trouxas. A imaginação para o mal não tem fronteiras.
Roubar e depois entregar tudo para advogados deve causar enorme frustração aos infratores
Na semana passada, por dever profissional, assisti ao interrogatório dos quatro réus envolvidos nos absurdos perpetrados no caso do menino Bernardo, em Três Passos. Não encontro adjetivos para classificar os horrores motivados pela busca sem limites pelo dinheiro.
Vi e ouvi um pai falar por mais de três horas sobre a morte bárbara do filho de 11 anos sem derramar uma única lágrima. Pensei na filha que ele mesmo teve com a madrasta de Bernardo. Mais uma criança cuja vida foi deformada, o futuro comprometido porque os pais estão no presídio há um ano.
A súbita notoriedade negativa de figuras dantescas que desfilam pela mídia me causa uma curiosidade: será que os acusados se acham notórios? Algum se arrepende ou sente vergonha quando familiares o visitam na cadeia? Tento imaginar também a frustração daqueles que por anos a fio buscaram subterfúgios para cometer crime e que, flagrados, são obrigados a gastar tudo que amealharam com advogados.
Independentemente da diversidade de sentimentos que permeiam o interior das mentes criminosas, fica uma única conclusão: o ser humano é, de longe, o mais complexo enigma a ser decifrado.
Costuma-se chamar isso de “vergonha alheia”, nos levando a imaginar como se nós estivéssemos no lugar dos corruptos. Companheiros de chope, velhos parceiros de veraneios ou viagens ou ainda companheiros de futebol dos finais de semana precisam agir rápido afim de deletar fotos comprometedoras no facebook.
No fundo, duvido que os ladrões do dinheiro público nutram algum remorso. A obsessão pelo acúmulo de bens, poder e influência geram cegueira. A cultura de adquirir, ostentar e descartar transformou as pessoas em máquinas de consumismo.
A impunidade que campeia solta em nosso país encorajou gente boa a optar pela vida fácil. Estes se locupletam pela facilidade em se apossar sem dar explicações. Fiscalização séria é ficção num país em que seguidores da lei são taxados de trouxas. A imaginação para o mal não tem fronteiras.
Roubar e depois entregar tudo para advogados deve causar enorme frustração aos infratores
Na semana passada, por dever profissional, assisti ao interrogatório dos quatro réus envolvidos nos absurdos perpetrados no caso do menino Bernardo, em Três Passos. Não encontro adjetivos para classificar os horrores motivados pela busca sem limites pelo dinheiro.
Vi e ouvi um pai falar por mais de três horas sobre a morte bárbara do filho de 11 anos sem derramar uma única lágrima. Pensei na filha que ele mesmo teve com a madrasta de Bernardo. Mais uma criança cuja vida foi deformada, o futuro comprometido porque os pais estão no presídio há um ano.
A súbita notoriedade negativa de figuras dantescas que desfilam pela mídia me causa uma curiosidade: será que os acusados se acham notórios? Algum se arrepende ou sente vergonha quando familiares o visitam na cadeia? Tento imaginar também a frustração daqueles que por anos a fio buscaram subterfúgios para cometer crime e que, flagrados, são obrigados a gastar tudo que amealharam com advogados.
Independentemente da diversidade de sentimentos que permeiam o interior das mentes criminosas, fica uma única conclusão: o ser humano é, de longe, o mais complexo enigma a ser decifrado.
Assinar:
Postagens (Atom)