O autor é escritor e advogado no RS.
O julgamento de ontem lembrou-me uma passagem bíblica em que Jesus entrou no Templo com um chicote na mão. Ficou conhecida , como a Purificação do Templo. (João 2.13-17)
Em outros três evangelhos está escrito, que ele usou o chicote para expulsar os vendilhões do Templo.
Tomo por exemplo a do chicote em ação, sendo usado.
O Templo em nos dias se assemelha ao STF.
Na falta de Jesus, "presencial", o povo deveria ir às ruas exercer o seu papel bíblico.
E, não se diga que isto é incitar à violência. Foi Jesus quem nos ensinou como agir contra os malfeitores.
Esta passagem é aplaudida nos Templos religiosos de todos os quadrantes do mundo católico.
Voltando ao julgamento.
O ministro Fachin fraquejou. Permitiu a ação de um "jogral"de ataques a um colega ministro, A. Mendonça, cumpridor de sua missão jurisdicional.
Não cassou a palavra do Flávio Dino, que astuciosamente, interrompeu o voto da ministra Cármen Lucia, como tentativa de conduzir o seu voto.
Outras aberrações foram praticadas. A mais grave foi a participação do ministro A.Moraes, mencionado nas informações da Polícia Federal no processo em julgamento.
Como parte interessada debateu, intensamente, a matéria, antecipando sua defesa em outro processo.
Acabou votando em causa própria. Não se deu por impedido nem suspeito.
O STF já havia decretado o fim da Imparcialidade, ao permitir que os ministros votassem em processos patrocinados por suas esposas e filhos.
Será muito fácil se beneficiar de contratos advocaticios de 130 milhões, de suas esposas ou holding's.
JESUS, empreste o seu chicote: só não nos envie pelos Correios do Brasil.
Caxias, 16.09.2026
Marcus Vinicius Gravina
OAB-RS 4.948
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