Pesquisas para presidente em 2026 divulgadas ao longo de setembro mostram diferentes retratos da disputa pelo Palácio do Planalto. Os levantamentos mais recentes de AtlasIntel/Bloomberg, Datafolha, CNT/MDA, Quaest, BTG/Nexus e Real Time Big Data colocam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas duas primeiras posições dos cenários estimulados analisados.


99% erram a silhueta desses 13 países.

99% erram a silhueta desses 13 países.

Knova

·

Patrocinado

call to action icon


As pesquisas foram realizadas em períodos diferentes, com metodologias, amostras e margens de erro próprias. Por isso, seus percentuais não representam uma média da corrida eleitoral. Atlas e Datafolha divulgaram novas rodadas em 17 de setembro; CNT/MDA, no dia 15; Quaest e BTG/Nexus, no dia 14. A pesquisa nacional mais recente do Real Time Big Data foi divulgada em 1º de setembro.


A Fórum acompanha a disputa eleitoral e as pesquisas para a Presidência ao longo da campanha. Os registros oficiais dos levantamentos podem ser consultados no sistema de pesquisas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Pesquisas para presidente em 2026: compare os resultados

Instituto Divulgação Lula no 1º turno Flávio no 1º turno Lula no 2º turno Flávio no 2º turno

Atlas/Bloomberg 17/9 44,1% 41,7% 46,8% 47,2%

Datafolha 17/9 39% 36% 46% 44%

CNT/MDA 15/9 40,6% 30,4% 47,3% 40%

Quaest 14/9 36% 31% 40% 42%

BTG/Nexus 14/9 42% 37% 47% 46%

Real Time Big Data 1º/9 38% 30% 44% 44%

Atlas: Lula tem 44,1% e Flávio, 41,7%

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 17 de setembro registra Lula com 44,1% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 41,7%. Renan Santos (Missão) aparece com 5,1%, Augusto Cury (Avante) com 3,5%, Ronaldo Caiado (PSD) com 1,7%, Romeu Zema (Novo) com 1,1% e Samara Martins (UP) com 0,7%.


Baixar CapCut para PC - Editor de Video Gratis - Melhor Editor de Video para PC

Baixar CapCut para PC - Editor de Video Gratis - Melhor Editor de Video para PC

CapCut

CapCut

·

Patrocinado

call to action icon


Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o senador registra 47,2% e o presidente, 46,8%, diferença dentro da margem de erro. A Atlas ouviu 5.018 eleitores entre 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual e o levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-06221/2026.


Datafolha: Lula tem 39% e Flávio, 36%

O Datafolha divulgado em 17 de setembro registra Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3%, Romeu Zema com 2% e Samara Martins com 1%.


No segundo turno entre os dois, Lula marca 46% e Flávio, 44%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O instituto ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.


8 em 10 perderiam a CNH hoje. Você passaria no quiz?

8 em 10 perderiam a CNH hoje. Você passaria no quiz?

DailyRumor

·

Patrocinado

call to action icon


CNT/MDA: Lula tem 40,6% e Flávio, 30,4%

O levantamento CNT/MDA divulgado em 15 de setembro aponta Lula com 40,6% e Flávio Bolsonaro com 30,4% no primeiro turno. Augusto Cury registra 6%, Ronaldo Caiado, 4%, e Renan Santos, 2,7%. Os demais candidatos testados ficam abaixo de 2%.


Em um segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente aparece com 47,3% e o senador com 40%. A CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas entre 9 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o registro no TSE é BR-06902/2026.


Quaest: Lula tem 36% e Flávio, 31%

A Quaest divulgada em 14 de setembro registra Lula com 36% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 31%. Augusto Cury tem 7%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada. Romeu Zema registra 1%.


No segundo turno, Flávio aparece com 42% e Lula com 40%. Os dois estão tecnicamente empatados. A pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-03607/2026.


BTG/Nexus: Lula tem 42% e Flávio, 37%

A rodada do BTG/Nexus divulgada em 14 de setembro aponta Lula com 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 37%. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 5%, Renan Santos com 2% e Romeu Zema e Samara Martins com 1% cada.


Na simulação de segundo turno, Lula registra 47% e Flávio, 46%, diferença dentro da margem de erro. Foram entrevistadas 2.003 pessoas por telefone entre 11 e 13 de setembro. A margem é de dois pontos percentuais e o levantamento está registrado sob o número BR-04076/2026.


Real Time Big Data: Lula tem 38% e Flávio, 30%

Na pesquisa nacional do Real Time Big Data divulgada em 1º de setembro, Lula registra 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 30%. Augusto Cury aparece com 11%, Renan Santos com 7%, Ronaldo Caiado com 4% e Romeu Zema com 2%.


Em um eventual segundo turno, Lula e Flávio aparecem numericamente empatados, com 44% cada. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre 27 e 31 de agosto, por telefone e internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o registro no TSE é BR-03490/2026.


Distâncias variam entre os levantamentos

No primeiro turno, a diferença numérica entre Lula e Flávio varia de 2,4 pontos percentuais na Atlas a 10,2 pontos na CNT/MDA. O Datafolha registra três pontos de distância; Quaest e BTG/Nexus, cinco pontos; e o Real Time Big Data, oito pontos.


Nos confrontos de segundo turno, Atlas, Datafolha, Quaest e BTG/Nexus apresentam diferenças entre Lula e Flávio dentro das respectivas margens de erro. O Real Time Big Data registra empate numérico em 44%. Na CNT/MDA, Lula aparece com 47,3% e Flávio com 40%.

Análise, especial, Carlos Eduardo Borenstein - Entenda por que Zucco está em vantagem no RS e eventual surpresa eleitoral no primeiro turno é mais difícil de ocorrer

Cientista político da Arko Advice pesquisas
carloseduardo@arkoadvice.com.br

Pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (19), realizada de 16 a 18 de setembro, mostra que a disputa ao Palácio Piratini continua polarizada entre Luciano Zucco (PL) e Juliana Brizola (PDT). Zucco tem 36,4% das intenções de voto contra 31,3% de Juliana. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, eles podem estar tecnicamente empatados. No entanto, o mais provável é que a liderança esteja com Zucco, já que sua vantagem numérica sobre Juliana é de 5,1 pontos.

A tendência de Zucco estar em vantagem fica mais clara quando analisamos os números da menção espontânea, onde o eleitor declara seu voto sem que sejam apresentadas as opções de candidaturas. Na espontânea, Zucco registra 24,3% contra 16,2% de Juliana. Ou seja, uma vantagem de 8,1 pontos. Gabriel Souza (MDB) soma apenas 5,9%. Marcelo Maranata (PSDB) registra apenas 1,1%. 

Podemos constatar com base nesses números que Zucco tem uma intenção de voto bastante sólida e uma vaga bem encaminhada para o segundo turno. No entanto, não devemos deixar de observar que temos ainda 45,8% de eleitores indecisos na espontânea.

Mesmo após o início do horário eleitoral e da presença do governador Eduardo Leite (PSD) em sua campanha, Gabriel Souza (MDB) permanece com dificuldades. De acordo com o Paraná pesquisas, Gabriel tem apenas 12,9% no cenário estimulado. São cerca de 20 pontos a menos em relação aos dois players da eleição: Zucco e Juliana. Marcelo Maranata (PSDB) registra apenas 3,1%. Os demais candidatos somam 3,8%. No cenário estimulado, 5,7% estão indecisos. 6,7% afirmam que votarão em branco.

Outro aspecto a ser observado na pesquisa é que Luciano Zucco, de julho a setembro, oscilou positivamente 2,2 pontos (34,2% para 36,4%). Juliana Brizola teve uma variação positiva de 1,2 pontos (30,1% para 31,3%). Gabriel também oscilou negativamente 0,1 ponto (13% para 12,9%). As variações dentro da margem de erro indicam uma disputa estável, o que reforça o quadro de polarização entre Zucco e Juliana.

Além de estar numericamente à frente de Juliana nos cenários estimulado e espontâneo, além de ser o candidato que mais conseguiu avançar nas pesquisas após o início do horário eleitoral, Zucco tem uma rejeição mais baixa que a de Juliana: 25,3% a 30%. Gabriel é rejeitado por 11,2%.

O instituto Paraná aponta que o governo Eduardo Leite divide a opinião pública gaúcha. 49,4% dos entrevistados desaprovam Leite, enquanto 47,6% aprovam, ou seja, temos um empate técnico. O governo estadual é avaliado negativamente (ruim/péssimo) por 36,2%. A avaliação positiva (ótimo/bom), por outro lado, registra 32,9%. O índice regular é de 29,2%.

Mesmo que Eduardo Leite tenha um capital político ainda relevante, Gabriel Souza, até o momento, não consegue transformar a associação com Leite em votos. Isso pode ser explicado pelo desgaste que o governo estadual também acumula. Não por acaso, a desaprovação de Leite e do governo superam numericamente à aprovação. 

Faltando cerca de duas semanas para o primeiro turno, Luciano Zucco tem um favoritismo parcial na disputa ao Palácio Piratini. Com um voto sólido, Zucco deve estar no segundo turno. Sua adversária mais provável é Juliana. A ocorrência de surpresas eleitorais como, por exemplo, o crescimento de Gabriel Souza na reta final, embora não deva ser descartada, está mais difícil. 

Vale observar que hoje Gabriel tem apenas 12,9% das intenções de voto, índice abaixo do desempenho registrado por candidatos ao Palácio Piratini que surpreenderam em disputas anteriores.

Em 2002, no dia 24 de setembro, Germano Rigotto (PMDB), de acordo com o Ibope (instituto que hoje se chama Ipsos-IPEC), registrava 18%. No pleito de 2006, em 16 de setembro (Ibope), Yeda Crusius (PSDB) figurava com 17%.  Em 2014, José Ivo Sartori (PMDB), aparecia com 15% no Ibope de 23 de setembro. Na eleição de 2018, Eduardo Leite (PSDB), registrava 26% em 21 de setembro (Ibope).

Conforme podemos observar, Rigotto (2002), Yeda (2006), Sartori (2014) e Leite (2018) já estavam próximos ou acima dos 20% das intenções de voto nesta etapa da eleição. Gabriel, nesta eleição, tem percentuais ainda tímidos. 

Caso tenhamos a confirmação de Zucco e Juliana no segundo turno, o candidato do PL deve assumir a condição de favorito. Embora a disputa com Juliana deva ser acirrada, a aliança com o PT e Lula é a grande vulnerabilidade da candidata do PDT. Além disso, as bases do MDB e PSD, que sustentam a candidatura de Gabriel Souza, tendem a trabalhar em favor de Zucco, principalmente no interior do Estado. 

Não por acaso, Juliana, mesmo estando na segunda posição, está restrita ao terço de eleitores que historicamente se alinham à esquerda no Rio Grande do Sul. Por todos esses aspectos, apesar da eleição no Estado ainda estar em aberto, temos um quadro mais favorável para Luciano Zucco.


Análise, especial,Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Pesquisa mostra acirrada disputa ao Senado; Van Hattem tem vantagem para primeira vaga

- O autor é ientista político da Arko Advice pesquisas

carloseduardo@arkoadvice.com.br

A disputa pelas duas vagas ao Senado no Rio Grande do Sul apresenta um cenário de acirramento e indefinição na reta final da eleição. Pesquisa do instituto Paraná divulgada hoje (19) aponta o seguinte quadro:

Cenário de intenção de voto estimulado (%)

Manuela D’Ávila (PSOL): 32,2

Marcel Van Hattem (Novo): 29,5

Paulo Pimenta (PT): 25,4

Sanderson (PL): 21,2

Germano Rigotto (MDB): 20,6

Frederico Antunes (PSD): 3,5

Milton Cardoso (PSDB): 2,1

Renato Jaguarão (Cidadania): 1,8

Outros: 10,6

Branco/Nulo: 8,4

Indecisos: 7,8

Apesar da vantagem numérica de Manuela, ela também tecnicamente empatada com Van Hattem na liderança, pois a margem de erro da pesquisa é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos. Paulo Pimenta também pode estar empatado com Van Hattem. Sanderson e Rigotto também podem figurar em situação de empate com Pimenta. 

Comparado a pesquisa de agosto, Manuela oscilou negativamente 1,4 pontos (33,6% para 32,2%); Van Hattem avançou 2,6 pontos (26,9% para 29,5%); Pimenta cresceu 2,9 pontos (22,5% para 25,4%); Sanderson ganhou cinco 5 pontos (16% para 21,2%); Rigotto caiu 3,7 pontos (24,3% para 20,6%); e Frederico oscilou negativamente 1,5 ponto.

É interessante observar também que as candidaturas de esquerda (Manuela e Pimenta) concentram 57,6% das intenções de voto. Os nomes de direita (Van Hattem e Sanderson) contabilizam 50,7%. As opções de centro (Rigotto e Frederico) somam apenas 24,1%.

Apesar do cenário acirrado, Marcel Van Hattem é o favorito para a primeira vaga. Vale observar que Van Hattem lidera numericamente na menção espontânea: 14,9%. Na sequência aparecem Manuela (10,2%); Pimenta (8,1%); Sanderson (5,8%); Rigotto (3,1%); e Frederico (0,5%). O percentual de indecisos na espontânea é muito elevado (59,2%), o que indica a existência de muitos votos em disputa.

Além da liderança na espontânea, indicando um voto mais consolidado, o fato da crise no STF dominar a agenda política, aumentando a preocupação dos eleitores com a corrupção, alimentam o antipetismo e reforçam a agenda eleitoral de Marcel Van Hattem.

Com Van Hattem em vantagem pela primeira vaga, a disputa entre Manuela, Pimenta, Sanderson e Rigotto deve se acentuar pela segunda vaga. Devemos observar que comparado a agosto, Manuela está estagnada, Rigotto caiu e Sanderson e Pimenta cresceram. 

Na reta final, o voto útil tende a ser utilizado pelas candidaturas nesta acirrada disputa, sendo um fator decisivo. Com quase 60% de indecisos na espontânea, e como um contingente importante do eleitorado não sabe que votará duas vezes para o Senado, a segunda vaga deve ser decidida voto a voto entre Manuela, Sanderson, Pimenta e Rigotto. 


Dica do editor - Neste final de semana tem Oktoberfest em Gramado, RS. Vá, lá.

A segunda edição da Oktoberfest Gramado Hortênsias começou ontem, sexta-feira, dia 18 de setembro, com Baile do Chope e Super Banda 0800, na Sociedade Clube Ipiranga. A Oktoberfest Gramado ocorrerá até 2 de outubro, celebrando a história dos imigrantes alemães e a identidade da região com desfiles, atrações na Rua Coberta, Concurso Nacional de Cucas, Chope em Metro e shows nacionais no Expogramado.

CLIQUE AQUI para saber mais e ver vídeo.

 A RIC Charge cria primeiro hub de recarga do Brasil voltado à experiência dos motoristas de aplicativos. A empresa gaúcha, originada no setor de energia solar, aposta em um novo modelo de hubs de recarga rápida, conveniência e segurança para motoristas de aplicativos. Já são cerca de 1 mil motoristas cadastrados, com 98% da base formada por apps. 

Cada unidade recebe investimento médio de R$ 1 milhão e contará com carregadores desenvolvidos em parceria com fabricantes na China, com potência de até 300 kW, capacidade para 8 veículos simultaneamente, além de subestação, estrutura de conveniência, inteligência artificial e reconhecimento facial.

A RIC Charge planeja chegar a seis unidades em Porto Alegre/RS até o fim de 2026 e iniciar, em 2027, a expansão pela Região Metropolitana, começando por Novo Hamburgo/RS.

A expansão dos veículos eletrificados no Brasil começa a criar uma nova demanda além da própria infraestrutura de recarga: espaços adequados para que o motorista possa permanecer durante o período em que o veículo está conectado. É nesse mercado que a RIC Charge, empresa gaúcha especializada em eletromobilidade, está concentrando sua estratégia.Segundo a ABVE, o Brasil deve alcançar neste mês de setembro a marca de 1 milhão de veículos eletrificados em circulação. O avanço também é expressivo no Rio Grande do Sul: em agosto de 2026, o Estado já contabilizava aproximadamente 47.976 veículos elétricos, alta de mais de 280% em relação aos 12.554 registrados no fim de 2025. Em Porto Alegre, a frota de veículos eletrificados já chegava a 6.004 unidades em janeiro de 2025, evidenciando o avanço da mobilidade elétrica no mercado gaúcho. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, em junho de 2026, aproximadamente 50 mil motoristas de aplicativo trabalham diariamente nas vias da Região Metropolitana de Porto Alegre.  

Com unidades estruturadas como hubs de recarga e apoio, a empresa busca combinar carregamento rápido com uma estrutura de conveniência voltada principalmente aos motoristas de aplicativos. O conceito foi desenvolvido a partir da experiência prática dos usuários e da percepção de que ainda existem poucas opções que ofereçam, em um mesmo local, recarga, segurança, conforto e serviços de apoio. “Existe uma dor muito grande: o pessoal que roda não tem serviço de apoio. Não tem um lugar onde esquentar uma comida, passar uma água no carro, aspirar o carro, descansar ou assistir televisão”, explica Ionathan Cunha, CEO da RIC Charge. Segundo o executivo, aproximadamente 98% dos clientes atuais da empresa são motoristas de aplicativos. Em oito meses de operação, a RIC Charge já cadastrou cerca de mil motoristas, sem realizar investimentos em publicidade patrocinada. A aquisição de usuários tem ocorrido principalmente por redes sociais, indicação e boca a boca entre os próprios motoristas.

A empresa já conta com 6 endereços em Porto Alegre , sendo: 01 Avenida Cairú, 1420 – Porto Alegre; 02 Avenida José de Alencar, 1607 – Porto Alegre; Em fase final, perto da inauguração: 03 Avenida Icaraí, 1440 – Porto Alegre; Inauguração em Outubro; 04 Avenida Assis Brasil, 3611 – Porto Alegre Inauguração final do mês de Setembro; Em aprovação de projeto/ construção: 05 Avenida Manoel Elias, 205 – Porto Alegre; 06 Dr. João Inácio, 1618, esquina com a Souza Reis - Porto Alegre. A partir de janeiro, a expansão deve avançar para a Região Metropolitana, começando por Novo Hamburgo.

De empresa de energia solar à eletromobilidade

A RIC Charge faz parte de uma trajetória empresarial iniciada há cerca de oito anos no segmento de energia. A empresa surgiu a partir da aquisição de uma companhia de energia solar e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para diferentes negócios relacionados ao setor energético.

Com as mudanças regulatórias e as dificuldades enfrentadas pelo mercado de geração solar a partir de 2022/2023, a companhia passou a buscar novas oportunidades dentro do setor. Entre elas, surgiram negócios de gestão de usinas, gestão de créditos de energia e, mais recentemente, a RIC Charge, dedicada aos eletropostos.

Cunha conta que passou cerca de dois anos e meio estudando o mercado de eletromobilidade e chegou a viajar à China para conhecer fabricantes e desenvolver a solução que seria utilizada nos hubs da empresa. “Fui para a China dois anos e pouco atrás para conhecer o fabricante, desenvolvemos o equipamento. Hoje o produto começa a vir para cá e já vem com a nossa marca”, afirma. A partir da quarta unidade, os equipamentos passam a chegar à operação já com a identidade visual da RIC Charge, em um modelo de fabricação white label.

Hub como base de apoio

O primeiro modelo foi colocado em operação na unidade da Av. Cairú, em Porto Alegre, aberta em novembro do ano passado. Durante aproximadamente seis meses, o próprio executivo acompanhou diretamente a operação, realizando desde tarefas de manutenção e reposição até o contato com os usuários.

A experiência serviu como laboratório para definir o formato que será replicado nas próximas unidades. “Eu parei tudo que eu estava fazendo e fiquei lá dentro da operação. Então eu, desde reposição do mercadinho, limpeza, os problemas que dá, escutando o usuário, entendendo”, relata Cunha.

A proposta é que os hubs funcionem como uma espécie de base de apoio para quem trabalha diariamente com veículos eletrificados. Os espaços contam com estrutura de conveniência e foram projetados para que o motorista possa utilizar o período de carregamento para fazer uma pausa, comer, descansar ou realizar pequenas atividades. O projeto também prevê a criação de um clube para motoristas de aplicativos, com benefícios dentro da própria rede da RIC Charge.

Carregamento rápido e capacidade de até 240 atendimentos por dia

Segundo Cunha, motoristas de aplicativos normalmente recebem entre 60 kW e 70 kW durante a recarga. Em uma situação típica, o tempo médio de permanência fica em torno de 40 minutos. Em veículos com baterias menores, uma recarga entre aproximadamente 15% e 80% pode ser realizada em cerca de 30 minutos, enquanto uma bateria praticamente descarregada pode exigir aproximadamente uma hora.

Cada unidade tem capacidade operacional estimada em até 240 atendimentos por dia. Atualmente, a utilização está em aproximadamente 100 atendimentos diários por unidade, segundo a empresa.

Investimento de aproximadamente R$ 1 milhão por unidade

A implantação de cada hub exige investimento médio de aproximadamente R$ 1 milhão, considerando infraestrutura elétrica, equipamentos, pavimentação, cobertura, conveniência, instalação e projetos.

A infraestrutura elétrica representa uma parcela significativa do investimento. Uma subestação de aproximadamente 300 kW, por exemplo, pode custar na faixa de R$ 120 mil a R$ 130 mil, enquanto equipamentos de carregamento de maior capacidade podem representar cerca de R$ 350 mil a R$ 380 mil. O modelo de implantação combina capital da própria RIC Charge com recursos de um fundo profissional em determinadas unidades. 

Porto Alegre como primeira etapa da expansão

A estratégia inicial da RIC Charge é concentrar a expansão em Porto Alegre para formar uma rede capaz de atender o motorista em diferentes regiões da cidade. A companhia já possui sete terrenos alugados e planeja encerrar 2026 com seis unidades em Porto Alegre. A partir de janeiro, a expansão deve avançar para a Região Metropolitana, começando por Novo Hamburgo.

O planejamento contempla ainda cidades como Gravataí, Cachoeirinha, Canoas, Viamão e Alvorada. A empresa trabalha com a perspectiva de inaugurar aproximadamente uma unidade a cada 45 dias durante a próxima etapa de expansão. “A gente quer cercar Porto Alegre. Em qualquer lugar que o motorista estiver, ele consegue ter uma unidade nossa, uma base para que ele possa parar”, explica o CEO da RIC Charge. A escolha das próximas cidades também considera a própria demanda gerada pelos usuários da rede. Motoristas cadastrados na RIC Charge já estão distribuídos por municípios da Região Metropolitana, como Novo Hamburgo e Canoas.

Automação e segurança

A operação dos hubs também foi desenvolvida com alto grau de automação. As unidades contam com câmeras dotadas de inteligência artificial, controle de acesso por reconhecimento facial e sistemas capazes de identificar movimentações e gerar alertas. O acesso fora dos horários convencionais é realizado mediante cadastro, com reconhecimento facial para entrada nas unidades. O modelo busca permitir que os hubs operem 24 horas por dia com uma estrutura enxuta, mantendo mecanismos de controle e segurança.

“Todos os nossos hubs vão oferecer os mesmos serviços. Se o cliente entrar na unidade 01, 02, ou 03, vai ser tudo padrão”, afirma Cunha. Com a expansão planejada, a RIC Charge pretende consolidar em Porto Alegre e na Região Metropolitana um modelo de infraestrutura de recarga que combine energia, mobilidade e conveniência, acompanhando o crescimento da frota eletrificada e, principalmente, a transformação do veículo elétrico em ferramenta de trabalho para milhares de motoristas.




 


Opinião do editor

 No meu blog de ontem, sexta-feira, publico uma declaração e um vídeo que não parecem ter nada a ver com a campanha eleitoral propriamente dita, porque são abordados aspectos ligados à questões cognitivas do candidato e até de sua expressão vocal.

Nem sempre casos como estes, altamente pessoais, influenciam os eleitores, mas acontece.

Vamos aos fatos:

Capacidade cognitiva

Nesta sexta-feira, ao responder à acusação de Lula de que é aliado a milicianos, o senador Flávio Bolsonaro foi curto e grosso:

- Lula está gagá.

Vocês sabem que o ex-presidente americano Joe Biden desistiu da corrida presidencial porque foi constatado que ele estava visivelmente gagá.

Lula não desistirá de nada, a menos que o desistam no dia 4.

Expressão vocal

O vídeo da CNN Brasil que apanhou uma conversa entre uma jornalista e William Waak, mostra a jornalista apresentando uma pesquisa de opinião pública que resume o seguinte sobre as falas de Lula:

- Ninguém mais aguenta a voz do Lula.

De fato.

Não se trata do que ele diz, mas da própria voz de Lula.

Não é questão de cuspir enquanto fala, mas do tom da fala, porque o tom da fala é que trai o caráter de quem a utiliza.

Eu até nem pretendia falar sobre isto com vocês, porque meu assunto central é discutir a seguinte questão:

- Flávio Bolsonaro pode vencer a eleição ? Se vencer a eleição, Flávio Bolsonaro será empossado ? E se por empossado, Flávio Bolsonaro poderá governar ?

Hoje, sexta-feira, ao meio dia, almocei com os advogados João Darzone, que vem aser o advogado que me defende pro bono em quase uma dezena de processos, e também com o advogado criminalista Ricardo Breier, ex-presidente da OAB do RS.

Coloquei a questão na mesa.

Não chegamos consenso algum.

Mas eu tenho opinião formada, porque de acordo com o exame das pesquisas de intenções de votos desta semana mostram Flávio Bolsonro com vantagem nos casos das pesquisas da 
Gerp, Nexus, Futura, PoderData e Atlas/Intel, mas mais importante é que o exame do desempenho dos candidatos nas últimas semanas, fica claro que o viés de Flávio é de alta e o de Lula é de queda. Lula desidrata a olhos vistos.

O DataFolha de hoje, sexta-feira, apresenta pequena vantagem para Lula.

Pela linha de desempenho, fica claro que Flávio Bolsonaro liderará no 1o turno e vencerá no 2o turno.

É isto.

E as questões que valem US$ 1 milhão cada uma ?

Flávio Bolsonaro sairá na liderança do 1o turno, dentro de duas semanas, sem intercorrências prejudiciais neste período, mas os desafios estarão nas ocorrências do 2o turno, na posse e no desempenho como governante, porque o perigo andará por aí.

Para concluir, o que quero assegurar é que as condições objetivas e subjetivas internas e externas garantem o retorno à legalidade com Flávio Bolsonaro.

É minha opinião.


STF – sem balança e sem espada

Marcus Vinicius Gravina é escritor e advogado, RS.
OAB-RS 4.949

Tenho respeito pelo STF, pela competência constitucional que lhe foi conferida por legítimos representantes do povo.  

Por este motivo e como cidadão brasileiro quero prestar-lhe um serviço ao criticar um servidor público, que na minha opinião, está fazendo mal ao país e a imagem da Suprema Corte. 

Quando a ministra Cármen Lúcia declarou sua profunda tristeza diante dos acontecimentos daquela sessão plenária, ao mesmo tempo, milhões de brasileiros ficaram revoltados, ao ponto de pedirem a demissão de ministros da esquerda e de um declarado comunista, Flávio Dino,  dito por ele: “com muito orgulho”.

Durante os trabalhos o ministro Gilmar Mendes monopolizou a palavra e por vezes de forma prolixa e exibicionista,  para ser adulado por alguns puxa sacos da Corte, que o tratam como “decano”, frente às Câmeras  de TV.

O ministro Gilmar levantou suspeitas sobre seu colega ministro Nunes Marques, que regimentalmente  havia se dado por impedido de participar do julgamento por motivos de foro íntimo, coisa que o ministro A. Moraes não teve a decência de fazer.  

O povo deve ir, pacificamente para a frente do Supremo, preparado para protestar se o A. Moraes pretender repetir o fato de querer votar no processo a que deu causa e é parte interessada, em flagrante violação ao Princípio de Imparcialidade Processual.

Questionou haveres suspeitos ou ilícitos do filho advogado do ministro N. Marques, no que foi rechaçado. 

Em sessão transmitida para o Brasil  e Tvs do exterior, quase em transe, o Gilmar reptou o ministro Cássio a mostrar suas contas ou declarações financeiras e de bens de ambos, pai e filho. 

Pois, sugiro ao ministro N. Marques e aos Senadores, que façam o mesmo.  Que o ministro Gilmar Mendes demonstre estar cumprindo a Lei  8.730/1993, no tocante à declaração de seus bens com a indicação das suas fontes de renda. 

Esta obrigação não é somente para o momento da posse no STF. Ela se estende por todo o período do mandato de ministro, através de declaração atualizada, financeira e de bens adquiridos durante o mandato, sob pena de crime de responsabilidade. 

As declarações de que fala a lei é encaminhada ao TCU, anualmente, para a avaliação da evolução patrimonial de ministros e lá ficam arquivadas. Não há sigilo. O Senado pode requisitar as declarações dos ministros. 

No histórico do ministro Gilmar Mendes encontramos uma passagem que o deslustra.  Uma equipe especial de combate às  fraudes da Receita Federal,  havia listado  o Gilmar Mendes e a sua Esposa.  Ele não admitiu ser fiscalizado e recorreu aos seus colegas do STF.  Alegou que estava sendo vítima “de uma forma esdruxula e criminosa para realização de devassas físicas e perseguições políticas sem autorização judicial”.  Houve suspeitas que não puderam ser esclarecidas. 

 Surgiu em cena o indefectível ministro A.Moraes, relator do inquérito e determinou a suspensão imediata das apurações fiscais e o afastamento temporário de dois auditores federais.

Citei este fato para compará-lo ao ministro Nunes Marques.  O N.Marques não foi apontado por nenhuma equipe da Receita Federal.  De outra parte, o ministro Gilmar precisou da ajuda do ministro A. Moraes que determinou o arquivamento do processo contra o ministro “decano” do STF.  Vai haver troca de figurinhas. 

O que se pode esperar para a próxima sessão do STF,  em que o ministro A.Moraes  estará no alvo de pedido de investigação, é que o ministro Gilmar irá retribuir o voto salvador  do seu colega para não ser investigado pelos incidentes de que é apontado, em fatos nebulosos envolvendo a Policia Federal, até chegar nos contratos com Banco Master e suas falas com o Vorcaro.

Outra estratégia diversionista do Gilmar foi a de acusar o relator A. Mendonça de presidir o inquérito com interesse político nas eleições de outubro. 

Tudo o que ministros do STF e TSE fizeram em 2022/23 foi confirmado pelo ministro Gilmar em entrevistas à imprensa: “Se tivemos a eleição do Lula, foi graças ao STF. (JP/nov. 2023) 

Ministro do STF interferiram, decisivamente, a favor da  eleição do Lula. Foi o que o ministro Gilmar Mendes declarou à imprensa. 

Esta gente mesquinha, falsa e maldosa não merece respeito do povo brasileiro.

Caxias, 17.09.2026