Programação da reunião do PMDB em Arambaré

O PMDB gaúcho, neste final de semana, dias 1º e 2 de dezembro, em Arambaré, na Costa Doce,  reunirá coordenadores regionais e pré-candidatos para refletir sobre o comportamento do eleitor e se planejar para o cenário de desafios de 2018.

Entre a programação em Arambaré estão previstas palestras com o ex-governador Germano Rigotto, com o líder do governo, deputado Gabriel Souza, com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco,  com a cientista política, Elis Radmann, e com o ex-senador Pedro Simon.

CLIQUE AQUI para examinar a programação.

Programação, sexta-feira, dia 1º
19h - Abertura: "Organização e planejamento partidário e apresentação dos novos coordenadores."
* Presidente do PMDB-RS, deputado Alceu Moreira

19h30 - Palestra "O comportamento do eleitor no contexto das eleições de 2018 e as disrupturas políticas e sociais."
* Elis Radmann (Instituto de Pesquisa de Opinião - IPO)

20h30 - Palestra "Atual cenário político perspectiva para 2018."
* Ex-governador Germano Rigotto

21h - Palestra "Relação entre Governo e Parlamento"
* Secretário-geral do PMDB-RS, deputado Gabriel Souza

21h30 - Palestra "Governo do Estado: estratégias e desafios"
* Secretário da Casa Civil, Fábio Branco

Programação, sábado, dia 2
10h - Abertura
10h - Tribuna Livre
12h - Encerramento: ex-senador Pedro Simon

Serviço:
O que: Mobilização em Arambaré
Quando: sexta-feira e sábado, 1º e 2 de dezembro

Onde: Pousada Alberto Jappas (rua Lothar Hofstaller, 440), em Arambaré

José de Souza Martins: Pensamento pobre

José de Souza Martins: Pensamento pobre
- Valor Econômico / Eu &Fim de Semana

Em comparação com minha época de estudante, as pessoas de hoje são muito mais informadas do que eram as daquele tempo. Mas não são menos ignorantes. Sabem muito, mas imprópria e provisoriamente. Sabedoria que chega ao interessado com uma clicada no celular ou no computador para ser esquecida em 20 minutos. Ficam resíduos que vão constituir a nova cultura popular dos cheios de certeza sobre todos os assuntos. Mas, uma coisa é ficar sabendo, outra, muito diferente, é saber. Por isso, somos hoje mais enganados do que éramos há meio século.

No geral, sabem acertar no acaso dos testes de múltipla escolha, mas não sabem explicar a construção da pergunta nem a razão da resposta. Quem, como eu, é professor universitário, sabe que há diferenças de competência entre os alunos que ingressaram nas grandes universidades em 1960 e os que estão nelas ingressando em 2017. No peneiramento dos talentos, que ocorre ao longo do curso universitário, apenas uma parte dos ingressantes tem as características próprias do que Karl Mannheim define como intelectual. Felizmente, ainda são muitos que as têm porque é muito maior do que no passado o número dos que chegam à universidade, embora sobrem proporcionalmente em menor número.

O maior e mais fácil acesso a fontes de informação difundiu uma cultura padronizada, privada de componentes críticos e de raciocínio próprio de gente que até sabe responder as perguntas, mas que não sabe desconstruí-las, decifrar-lhes as conexões de sentido, entender-lhes a lógica interna. Perguntas são apenas causas de respostas, já não propriamente desafios de interpretação. As hierarquias, no âmbito do conhecimento, foram substituídas pelas equivalências e seus signos. Tudo parece equivalente, o que enche esses novos sábios do cotidiano de certezas definitivas e absolutas. Os saberes são medidos pelo mesmo metro, por mais diferentes que sejam entre si.

Na era do almoço por quilo não há a menor diferença entre filé-mignon e repolho. Não há, também, a menor diferença entre o saber de um engenheiro que teve formação científica e um engenheiro que teve apenas formação técnica. Não há diferença entre um médico que ausculta, apalpa e diagnostica e um médico capaz de fazer um diagnóstico cientificamente explicativo, com base em pesquisa científica. Não há diferença entre o economista capaz de fazer cortes e ajustes na economia que afeta a todos e o economista capaz de propor políticas econômicas baseadas em diagnósticos fundamentados, mas também em avaliações científicas das consequências sociais das medidas que propõe. Não há diferença entre o economista que faz estudos e análises com base na premissa do primado da produtividade e o que é capaz de pensar a economia com base na função da produtividade no bem-estar social.

Embora haja muitas exceções, no geral as pessoas aprendem a repetir, mas não aprendem a pensar. Tenho notado, nas reações ao que escrevo e ao que colegas e conhecidos escrevem ou ao que dizemos em palestras e conferências, especialmente para pessoas de educação média, em diferentes lugares do Brasil, questionamentos chapados, de matriz ideológica, em alguns casos informados por orientações padronizadas de igrejas, em outros por orientações padronizadas de partidos, grupos de interesse partidário ou grupos ideológicos.

Questionamentos baseados em simplificações padronizadoras. Todo negro descende de escravos, o que não é verdade. Todo pardo é negro, ainda que negro de mestiçagem, o que é menos verdade ainda. Todo operário é pobre, o que não corresponde ao fato de que um número extenso de operários tem salários maiores do que muita gente da classe média.

A consciência social crítica dissolveu-se na pseudocrítica da recusa, da intolerância, do ódio. Uma cultura da vingança se disseminou. O pressuposto da resistência está em toda parte. Tudo se tornou, supostamente, resistência. A resistência como sinônimo de ser contra e não como sinônimo de ser crítico, isto é, de ser capaz de desvendar os aspectos ocultos e invisíveis de todos os campos sobre os quais pode incidir a pesquisa científica.

Nas ciências humanas isso é particularmente complicado. A pessoa comum não tem como compreender na superfície do visível causas e fatores profundos e ocultos dos acontecimentos sociais. Luta contra porque acha que sabe. Opõe-se ao conhecimento científico porque este esvazia criticamente o conhecimento ideológico.

O pensamento já não é a consciência social da práxis, do pensar para transformar, para emancipar, para estar junto com os outros. O pensamento pobre sobre ricos e pobres em vez do pensamento rico sobre pobres e ricos, sobre as contradições que nos dividem e nos afundam.
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José de Souza Martins é sociólogo. Membro da Academia Paulista de Letras. Entre outros livros, autor de “Fronteira - A Degradação do Outro nos Confins do Humano” (Contexto).

Operação Lava Jato: TRF4 diminui pena de policial que fazia entrega de dinheiro para Youssef e absolve Negromonte

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgou ontem (27/11) o recurso de embargos infringentes impetrado por mais dois réus da Operação Lava Jato, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, e o intermediário de Alberto Youssef, Adarico Negromonte Filho. A 4ª Seção deu parcial provimento ao pedido de Oliveira, diminuindo a pena, e absolveu Negromonte.
Eles tiveram a condenação confirmada pelo tribunal em abril deste ano. Oliveira, que transportava propina para Youssef, foi condenado por lavagem de dinheiro à pena de 13 anos, 3 meses e 15 dias. Negromonte, condenado por participação em organização criminosa, ficou com pena de 3 anos e 6 meses de reclusão em regime inicial aberto.
No recurso, Negromonte pediu a prevalência do voto do desembargador federal João Pedro Gebran Neto, que o absolvia por insuficiência de provas. A relatora do processo na 4ª Seção, desembargadora federal Cláudia Cristofani, deu provimento ao recurso, entendendo que as provas são frágeis, devendo prevalecer o princípio in dubio pro reu. “O fato de o agente haver atuado como ‘mula’ no transporte dos valores não pode - como numa relação, pura e simples, de causa e efeito - levar à conclusão de que ele seria integrante de organização criminosa”, frisou a magistrada.
Oliveira teve confirmado o delito de lavagem de dinheiro e foi inocentado do crime de participação em organização criminosa. Ele queria a prevalência do voto do desembargador federal Leandro Paulsen, que considerava atípica sua conduta no delito de lavagem de dinheiro, sob o entendimento de que havia apenas ilações contra ele. Para a relatora, entretanto, ao contrário de Negromonte, “Jayme não era mero office-boy de Alberto Youssef, mas era convocado quando as operações demandavam mais cautela, quando envolviam cifras mais elevadas, certamente por exercer a função de policial federal”.
Quanto ao segundo delito, Oliveira pedia a prevalência do voto absolvitório de Gebran. Nesse ponto, o pedido foi julgado procedente pela desembargadora. Segundo Cláudia, “o fato de Oliveira relacionar-se, quase que exclusivamente, com Alberto Youssef não revela sua pertinência ao grupo criminoso, tampouco o conhecimento de que estaria agindo vinculado à estrutura criminosa”.
Dessa forma, Negromonte foi absolvido e Oliveira teve a pena diminuída para 8 anos e 4 meses de reclusão.

Darcy Francisco Carvalho dos Santos - A conta chegou...

Darcy Francisco Carvalho dos Santos -  A conta chegou...

A lei de responsabilidade fiscal (LRF) fixou a despesa com pessoal estadual em 60% da  receita corrente líquida (RCL), relacionando em seu artigo 18 os vários itens que a compõem. A RCL é parte da receita corrente que fica com o Estado.
Ao fixar a despesa com pessoal em 60%, deixou uma margem de 40% para  cobrir as demais despesas do governo, inclusive pagar a dívida, e fazer investimentos. Em suma, buscou o necessário  equilíbrio orçamentário.
O cumprimento  adequado da LRF depende do conselho de gestão fiscal, cujo projeto de lei de criação foi encaminhado  ao Congresso Nacional em 2000 e está até hoje pendente aprovação. Com isso, ficou um vazio, que foi ocupado pelos tribunais de contas estaduais.
No RS, em 2001, nosso Tribunal de Contas  retirou uma série de itens que, pela LRF, seriam despesa com pessoal, como: assistência médica, auxílio funeral, creche, refeições, pensão por morte etc. Em seu entendimento, esses itens não são despesa com pessoal, porque o art. 169 da Constituição Federal só se refere a pessoal ativo e inativo, como se as despesas citadas fossem soltas e não se destinassem aos servidores estaduais. São despesas indiretas, mas com pessoal, sim!
Ao excluir despesas correspondentes a 15% da RCL, mas que continuarão sendo pagas, retirou a eficácia da lei . Assim, quando a despesa atingir os 60%, estará, de fato, em 75%, impossibilitando o equilíbrio orçamentário, porque os 25% restantes não pagam nem o custeio integralmente, muitos menos  a dívida e os investimentos.
Mas isso possibilitou aos demais Poderes e órgãos especiais ficarem dentro dos limites da lei. E o Poder Executivo deixou de ter as sansões que advém de seu não cumprimento. Enfim, estabeleceu-se uma cumplicidade conveniente

Darcy Francisco Carvalho dos Santos - A conta chegou...

  Darcy Francisco Carvalho dos Santos -  A conta chegou...

A lei de responsabilidade fiscal (LRF) fixou a despesa com pessoal estadual em 60% da  receita corrente líquida (RCL), relacionando em seu artigo 18 os vários itens que a compõem. A RCL é parte da receita corrente que fica com o Estado.
Ao fixar a despesa com pessoal em 60%, deixou uma margem de 40% para  cobrir as demais despesas do governo, inclusive pagar a dívida, e fazer investimentos. Em suma, buscou o necessário  equilíbrio orçamentário.
O cumprimento  adequado da LRF depende do conselho de gestão fiscal, cujo projeto de lei de criação foi encaminhado  ao Congresso Nacional em 2000 e está até hoje pendente aprovação. Com isso, ficou um vazio, que foi ocupado pelos tribunais de contas estaduais.
No RS, em 2001, nosso Tribunal de Contas  retirou uma série de itens que, pela LRF, seriam despesa com pessoal, como: assistência médica, auxílio funeral, creche, refeições, pensão por morte etc. Em seu entendimento, esses itens não são despesa com pessoal, porque o art. 169 da Constituição Federal só se refere a pessoal ativo e inativo, como se as despesas citadas fossem soltas e não se destinassem aos servidores estaduais. São despesas indiretas, mas com pessoal, sim!
Ao excluir despesas correspondentes a 15% da RCL, mas que continuarão sendo pagas, retirou a eficácia da lei . Assim, quando a despesa atingir os 60%, estará, de fato, em 75%, impossibilitando o equilíbrio orçamentário, porque os 25% restantes não pagam nem o custeio integralmente, muitos menos  a dívida e os investimentos.
Mas isso possibilitou aos demais Poderes e órgãos especiais ficarem dentro dos limites da lei. E o Poder Executivo deixou de ter as sansões que advém de seu não cumprimento. Enfim, estabeleceu-se uma cumplicidade conveniente.
No entanto, ninguém ia imaginar que  mais tarde,  para aderir a um regime de recuperação fiscal,  fosse necessário comprovar um percentual maior em pessoal.  Na realidade o Estado aplica bem mais, só que pelos demonstrativos citados (maquilados) isso não aparece.

Como diz o ditado popular: a “mentira tem perna curta” e a verdade se fez presente, cobrando sua conta.

Entrevistas com Marcelo Geyer Ehlers

- Esta entrevista foi feita com Marcelo Geyer Ehlers, sócio da INEO e um dos autores do livro "A família investidora e o family office".

Os sólidos conhecimentos em governança e a experiência de trabalhar com famílias investidoras e empresárias ao longo de mais de 10 anos levaram Marcelo Geyer Ehlers, Antonio Fernando Azevedo e Grégoire Balasko Orélio a fundar a INEO. A empresa atua para tornar famílias protagonistas na gestão do patrimônio construído ao longo do tempo . A partir da competência dos três profissionais no assunto, eles escreveram o livro "A família investidora e o family office". A publicação, que já teve lançamento em Porto Alegre e Caxias do Sul, será lançada dia 5 de dezembro em São Paulo, na Livraria Cultura do Iguatemi Faria Lima, e no Rio de Janeiro, dia 14.

Para falar mais sobre a obra e sobre a gestão de patrimônio, o editor conversou com Marcelo Geyer Ehlers. 

O que é a INEO?
A INEO é uma empresa que desenvolve conteúdo, treinamentos e presta serviços que auxiliam famílias a estruturarem seus family offices. Acreditamos que cada família deve assumir o protagonismo na gestão de seu patrimônio para que seus objetivos sejam buscados de maneira sustentável ao longo do tempo e com total alinhamento de interesses.

Foi a partir daí que veio a ideia do livro?
A origem do livro está relacionada a um ciclo de cursos e palestras que elaboramos para capacitar membros de famílias empresárias sobre gestão do patrimônio familiar e estruturação de family office. Desde então, temos transformado nossa experiência prática em conteúdo didático para ser compartilhado com um maior número de pessoas.

Por que muitos sobrenomes ligados a fortunas deixam de frequentar a lista dos mais ricos ao longo do tempo?
O crescimento dos negócios familiares e de sua riqueza é acompanhado também pelo crescimento da família e de seus múltiplos interesses. É importante que a família enxergue que seus objetivos vão além dos ativos e negócios, para que não se construa uma relação fria com a riqueza e haja um afastamento completo em relação à gestão do patrimônio.

O que dá para fazer, então?
É muito importante olhar não somente o capital financeiro, mas também os capitais intelectual, humano, social e familiar, e que isso se reflita na maneira como a família constrói seus objetivos em relação ao patrimônio. Adotando um mindset de “família investidora” e passando a enxergar todos seus ativos de maneira sistêmica e estratégica, o capital financeiro tem um novo propósito que é trabalhar para que os objetivos familiares sejam buscados.

O livro auxilia nesse sentido?
Sim. Este foi o nosso objetivo ao fazer esta publicação. Primeiramente apresentar conceitos fundamentais e, após, mostrar as práticas e os caminhos que podem levar as famílias a se tornarem protagonistas na gestão de seu patrimônio.


Confira a obra: https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/administracao/financas/a-familia-investidora-e-o-family-office-46767041

Fabio F. Jacques - A formação de um ministério politicamente correto

Fabio F. Jacques


A formação de um ministério politicamente correto

Assisti a todo o programa Canal Livre da Band do dia 19/11/2017 onde foi entrevistado o deputado Jair Bolsonaro.
Não quero entrar em avaliação do possível candidato à presidência da república e nem de qualquer outro. Minha análise fica restrita a algumas perguntas dirigidas ao entrevistado que me causaram grande preocupação.
Quando adentraram ao tema “ministério”, os entrevistadores perguntaram, reperguntaram e insistiram sobre como o Bolsonaro ia tratar as minorias como “mulheres”, minoria majoritária, afrodescendentes e gays. Quem destes grupos ele escolheria para fazer parte de seu ministério?
Não analiso igualmente a resposta do Bolsonaro. Minha preocupação reside especificamente nas perguntas.
A Band é uma emissora de grande influência na opinião pública uma vez que está entre as primeiras em índice de audiência. O que, de acordo com o questionamento do candidato, é necessário para ser ministro de um país que se encontra jogado no fundo do poço e que continua escavando para aumentar sua profundidade? Pertencer a algum grupo considerado minoria. É a ditadura do politicamente correto.
Não vi uma única pergunta sobre a capacidade técnica e gerencial necessária, sobre conhecimento relativo aos assuntos pertinentes à pasta e nem mesmo sobre como seria seu relacionamento hierárquico com seus ministros. Queriam saber se o ministério teria mulher, afrodescendente ou LGBT.
O pensamento da mídia está completamente tomado pelo politicamente correto. Numa sociedade de desiguais (desigualdade promovida com toda a intensidade pelos governos de esquerda), por que os ministérios teriam que contemplar estas minorias? E as outras minorias? Será que um presidente que terá em suas mãos grande parte da responsabilidade pelos destinos da nação deve criar cotas para seu ministério?
Acho que este modo de pensar é de uma falta de noção abismal. Joaquim Barbosa era um ministro capaz ou era um ministro afrodescendente? Para mim era muito capaz, independentemente da cor de sua pele. Quantos outros afrodescendentes tem capacidade para comandar um ministério? Com toda a certeza, muitos. Mas seria racional escolhê-lo somente por causa da cor da pele? O que um ministro afrodescendente, mulher ou homossexual capacitado para a função faria de diferente de um ministro sansei ou de um “branco” heterossexual?
O país precisa de soluções para seus problemas e não de ministério politicamente correto.
Havendo igualdade de capacidade e de retidão, por que não escolher um indígena? Nada contra.
O que não pode é continuar com a distribuição de cargos e ministérios em função do politicamente correto e muito menos em contrapartida do apoio político. Temer foi fortemente criticado por ter montado um ministério sem mulheres. Resolveu o problema demitindo Fábio Medina e colocando em seu lugar a Grace Mendonça. Pode até ser que a Grace Mendonça seja tecnicamente superior ao Fábio Medina, mas a mudança foi feita apenas para satisfazer a sanha politicamente correta.
O país precisa que ministro da fazenda resolva a calamidade financeira em que o país está mergulhado e não que seja mulher. Que o ministro da saúde resolva os problemas catastróficos da saúde pública e não que seja LGBT. Que o ministro da justiça promova novamente a segurança da população e não que seja afrodescendente. Que o ministro da infraestrutura resolva os problemas de nossas vielas e as transforme em autoestradas, que amplie a malha viária e implante uma rede ferroviária que destrave nossa logística e reduza o custo Brasil, e não que seja descendente de indígenas.
Vamos começar a ter vergonha na cara e deixar de lado o viés ideológico. O país precisa de soluções e não de decisões politicamente corretas.