Lula diz que foi absolvido, mas segue com problemas na Justiça, segundo Poder360

O ex-presidente acumula vitórias nos tribunais superiores desde que o STF (Supremo Tribunal Federal) declarou a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro na vara de Curitiba. No entanto, dos 11 casos mais conhecidos contra Lula, em 8 as acusações prescreveram, foram suspensas, arquivadas ou encerradas de vez por erros processuais....


Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, realiza a primeira neurocirurgia robótica da América Latina

A cirurgia de coluna lombar foi realizada com o uso de navegador cirúrgico e braço robótico da Brainlab, empresa alemã pioneira global em tecnologia médica orientada por software. O equipamento foi aprovado em maio pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


O Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, realizou no dia 10 de agosto a primeira neurocirurgia robótica da América Latina. O procedimento foi conduzido em um paciente que sofria de dor na coluna lombar com irradiação para os membros inferiores e não obteve sucesso com tratamentos clínicos prévios. O homem de 65 anos foi operado pela equipe dos neurocirurgiões Arthur Pereira Filho e Nelson Pereira Filho.

 O procedimento foi uma artrodese de coluna lombar, que consiste no implante de parafusos pediculares com o objetivo de estabilizar duas ou mais vértebras instáveis da coluna. Para isso, a equipe utilizou uma tecnologia inovadora: o braço robótico Cirq, da Brainlab, empresa alemã especialista em cirurgia assistida por computador. O equipamento é o único aprovado para uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e funciona em conjunto com o sistema de navegação cirúrgica Curve, do mesmo fabricante.

O navegador permite que o cirurgião faça um planejamento pré-operatório do procedimento, incluindo as incisões necessárias e as trajetórias  dos implantes para maximizar o desfecho cirúrgico. Intraoperatoriamente, o braço robótico aumenta a precisão do procedimento, garantindo a execução milimétrica das trajetórias previamente planejadas. “Antes da cirurgia começar, é possível definir com precisão as dimensões e o posicionamento dos parafusos que serão implantados no paciente”, explica o médico Arthur Pereira Filho.

 

Artrodese da coluna lombar

Conhecido por artrodese da coluna lombar, o procedimento visa corrigir fraturas por traumas ou enfermidades (osteoporose ou doenças oncológicas), além de anomalias provocadas por tumores, doenças degenerativas da coluna (desgate articular, hérnia de disco), doenças congênitas (como a escoliose), entre outras. O implante pode ser realizado por meio de três tipos de cirurgia: convencional, navegada e robótica. 

No procedimento tradicional, o cirurgião usa imagens de raios-X  para direcionar o parafuso no local implante. A precisão desta técnica depende da habilidade do cirurgião em perceber o posicionamento do pedículo e da qualidade das imagens intraoperatórias. Deformidades cifóticas, variações anatômicas e densidade óssea são alguns desafios enfrentados pelos cirurgiões ao implantar parafusos pediculares, podendo levar a significativos índices de parafusos mal posicionados2. 

A cirurgia navegada é um procedimento baseado em tecnologia que permite a reconstrução tridimensional da coluna2. Em um  equipamento, conhecido por neuronavegador, são inseridas imagens de tomografia computadorizada do paciente. Após processar as imagens, o  navegador indica na tela do computador a posição exata para o implante dos parafusos. Em tempo real, o cirurgião acompanha este processo e faz o procedimento. 

O sistema de braço robótico aumenta a precisão dos procedimentos cirúrgicos. Inspirado na biomecânica do braço humano, o Cirq atua como um assistente, podendo ser posicionado de forma flexível por meio de sete articulações ou “graus de liberdade”. Com apenas 11 quilos, funciona fixado à mesa cirúrgica. Após uma rápida configuração, o Cirq recebe os dados do neuronavegador e localiza automaticamente a posição planejada.  Assim, alinha a trajetória e guia o cirurgião para fazer a incisão, perfurar o osso e implantar o parafuso no ponto calculado com uma precisão milimétrica.


Neurocirurgia robótica

Em todo o mundo, a navegação assistida por computador e os sistemas de orientação robótica são cada vez mais utilizados em cirurgias da coluna. Estudos relatam que a colocação de parafusos pediculares assistida por robô alcança maior precisão, menor exposição à radiação e menos complicações.

“Há cerca de 15 anos, o Hospital Moinhos de Vento utiliza o neuronavegador em cirurgias. No entanto, é a primeira vez que uma equipe cirúrgica usa também um braço robótico”, afirma Dr. Arthur. O Cirq foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência regulatória dos Estados Unidos, em 2019. Naquele país foram registradas 3,6 milhões de cirurgias de coluna entre 2001 e 2010, com prevalência crescente a cada ano4.  

Vários estudos já comprovaram a eficácia do sistema robótico da Brainlab. Em 2021, médicos da Universidade de Marburg, na Alemanha, elaboraram um estudo publicado no Journal of Clinical Medicine, mostrando os resultados de 13 cirurgias para implante de 70 parafusos com o braço robótico Cirq em 12 pacientes, com idade média de 67,4 anos, que tinham enfermidades diversas - espondilodiscite, metástases, fratura osteoporótica e estenose do canal vertebral. O tempo médio de implante de cada parafuso variou entre 6 a 8 minutos. Os autores consideraram que não houve nenhum déficit perioperatório – período compreendido entre a decisão de fazer a cirurgia até a alta hospitalar do paciente3. 

 

Pioneirismo e inovação

O CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, ressaltou que a visita recente à Alemanha teve justamente o propósito de conhecer novas tecnologias utilizadas em instituições hospitalares e esse equipamento foi conhecido durante a viagem. “A medicina cada vez mais conta com esses avanços que refletem diretamente em melhores tratamentos e resultados aos pacientes. A instituição está alinhada com essa nova realidade e tem investido em equipamentos de última geração com o propósito de cuidar das pessoas”, ressaltou.

Vinicius Dessoy Maciel, presidente da Brainlab para a América Latina, afirma que, além de ser o único hospital a ter utilizado essa tecnologia no país até o momento, o Moinhos de Vento é uma instituição de saúde que reúne condições técnicas e humanas extremamente favoráveis para a sua adoção na rotina cirúrgica.  

De acordo com o relatório “Cirurgia da Coluna - Tendências e Oportunidades Globais”1, elaborado pela consultoria norte-americana LSI,  em 2017 foram realizadas 5,2 milhões de cirurgias de coluna em todo o mundo. De lá para cá, os consultores estimam que a intervenção aumentou 7,9% ao ano, devendo chegar a 7,6 milhões até o final de 2022, o que tornaria a cirurgia de coluna um dos procedimentos cirúrgicos de mais rápido crescimento. 

“O Hospital Moinhos de Vento já é pioneiro na cirurgia robótica,  e este é mais um marco para a instituição em termos de inovação e tecnologia para benefício dos pacientes. Esse será um novo passo para colocar em prática um sonho da direção e da equipe médica que é de fazer um centro robótico que engloba procedimentos em várias especialidades”, afirma Arthur Pereira Filho.

O braço robótico Cirq amplia o parque tecnológico do Hospital Moinhos de Vento. O Núcleo de Cirurgia Robótica da instituição já conta com soluções robóticas como o Rosa Knee e o Da Vinci, que mostram a excelência para a realização de procedimentos, além da segurança e precisão para a equipe médica e para o paciente.

 

Mais R$ 7,6 milhões para a Neurologia

O Hospital Moinhos de Vento investiu R$ 7,6 milhões na compra dos equipamentos ZEISS KINEVO 900 e sistema de navegação Brainlab Curve. As novas ferramentas proporcionam melhores resultados, pois permitem maior controle do cirurgião, com uma micro-inspeção da área e visualização por realidade aumentada.

O sistema de visualização conta com mais de 100 novos recursos e os equipamentos serão utilizados principalmente em cirurgias de tumores do sistema nervoso, mas também em casos de aneurismas cerebrais, malformações arteriovenosas, biópsias cerebrais, artrodese da coluna vertebral e quaisquer outros procedimentos que requeiram manipulações microcirúrgicas ou localização precisa de estruturas anatômicas.

Para a chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, Sheila Martins, a nova tecnologia é muito importante para oferecer a melhor experiência aos pacientes e também para garantir ferramentas de ponta aos especialistas. “Estamos trabalhando para disponibilizar o que há de melhor em termos de inovação e recursos aos médicos. Não deixamos nada a desejar na comparação com os melhores centros de saúde do mundo. A instituição conta com profissionais de excelência e eles têm a oportunidade de oferecer aos seus pacientes os melhores desfechos, segurança e qualidade na realização dos procedimentos”, pontua a neurologista.

O investimento em novas tecnologias no Hospital Moinhos de Vento é um processo constante. Recentemente foram aplicados outros R$ 10 milhões em novos sistemas e aparelhos de endoscopia, do modelo Eluxeo, que conta com tecnologia de Inteligência Artificial CAD EYE. No último ano, também foram investidos mais de R$ 14 milhões em equipamentos de ressonância magnética de última geração.

 

Sobre o Hospital Moinhos de Vento

Desde sua fundação em 1927, o Hospital Moinhos de Vento tem como propósito cuidar de pessoas e colaborar com o desenvolvimento do país, promovendo uma medicina de excelência, na vanguarda dos melhores modelos de saúde internacionais. Único hospital brasileiro afiliado à Johns Hopkins Medicine International, é um dos seis de excelência do Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Também foi considerado um dos melhores hospitais do Brasil pelas revistas Newsweek e América Economia.


Sobre a Brainlab

A Brainlab cria soluções médicas voltadas para software que digitalizam, automatizam e otimizam os fluxos de trabalho clínicos. Atendendo médicos, profissionais da saúde e pacientes em mais de 6000 hospitais em 121 países, estamos transformando os serviços de saúde para melhorar a vida de pacientes em toda parte. Empregamos mais de 2000 pessoas em 25 países no mundo todo. 

 

Sobre a ZEISS

A ZEISS é uma empresa internacional líder em tecnologia do setor de óptica e optoeletrônica. Para seus clientes, a empresa desenvolve, produz e distribui soluções altamente inovadoras em metrologia industrial e controle de qualidade, microscopia para ciências da vida e pesquisa de materiais e soluções em tecnologia médica para diagnóstico e tratamento em oftalmologia e microcirurgia. A ZEISS também é referência mundial em litografia óptica, usada pelo setor de chips na fabricação de componentes semicondutores. Além disso, oferece lentes para óculos, câmeras e binóculos. Com mais de 35 mil colaboradores, a ZEISS está presente em 50 países.

 

Referências

1. Cirurgia da Coluna - Tendências e Oportunidades Globais, LSI, disponível em https://www.lifesciencemarketresearch.com/market-reports/spine-surgery-global-trends-opportunities-procedure-volumes-analysis-2018#:~:text=In%202017%2C%20the%20number%20of,number%20of%20orthopedic%20surgery%20procedures

2. Vinícius de Paula Guedes , Elisangela Ferrretti Manffra , Luiz Roberto Aguiar. Image-guided surgery in the spine: Neuronavigation vs. Fluoroscopy. Coluna/Columna. 2015;14(3):181-5. Disponível em https://www.scielo.br/j/coluna/a/sy7Ld6m6X7CdXj9vF4gbkvN/?lang=en 

3. Mirza Pojskić  and al. Experiência Intraoperatória Inicial com Colocação de Parafuso Pedicular Assistido por Robô com Alinhamento Robótico Cirq ® : Uma Avaliação dos Primeiros 70 Parafusos. J Clin Med. 2021 dezembro; 10(24): 5725. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8703981/ 

Goz V., Weinreb JH, McCarthy I., Schwab F., Lafage V., Errico TJ Complicações perioperatórias e mortalidade após fusões espinhais: Análise de tendências e fatores de risco. Coluna. 2013; 38 :1970-1976. doi: 10.1097/BRS.0b013e3182a62527. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23928714/

*Conteúdo produzido em parceria com Forma RP & GPeS.



Empregos e segurança alimentar em jogo, por Francisco Turra, Correio do Povo

 Em dias de Expointer, uma data importante é celebrada. Neste domingo, 28 de agosto, é o Dia do Avicultor, no qual exaltamos aquele que é o alicerce de uma das atividades econômicas mais importantes para o país. O produtor de carne de frango gaúcho e brasileiro – que se dedica à produção de alimentos seguros, saudáveis e acessíveis – merece o reconhecimento. Mesmo que o tema não tenha a devida repercussão, para além das linhas setoriais, é crucial enaltecer e reproduzir, à sociedade e aos candidatos aos cargos do Executivo, a excelência do trabalho dos avicultores brasileiros. Com eficiência e dedicação, esses heróis do campo são referência mundial em qualidade, sustentabilidade e produtividade. 


Graças a eles, também, temos status sanitário de zona livre de Influenza Aviária. Tantos atributos nos levaram ao posto de líder mundial em exportações, gerando divisas que, em 2022, devem ultrapassar a barreira de US$ 10 bilhões ao país. Levamos a marca dos produtos avícolas brasileiros para 150 nações pelo mundo. Importante resgatar nesta data outro aspecto muito importante. Nossos avicultores apoiam a segurança alimentar global, mas sem descuidar do Brasil. Quase 70% das 14,5 milhões de toneladas de carne de frango este ano ficarão nas gôndolas brasileiras. A prioridade sempre será o nosso consumidor. 


São esses produtores, que, ao lado das agroindústrias, atuam como motor econômico e social e devem estar no centro das atenções dos gestores públicos, ocupantes de cargos no próximo mandato. Com o milho e o farelo de soja em altas históricas, a produção tem enfrentado desafios severos, com impactos inflacionários que, infelizmente, alcançam o cidadão. Há alternativas em curso, como o Projeto Duas Safras, união histórica no Rio Grande do Sul, entre as cadeias de proteínas e de insumos. Presidente, governadores e parlamentares devem compreender a necessidade de estimular a produção de cereais de inverno e de milho em novas áreas do nosso Estado. É estratégico para a preservação de empregos e da segurança alimentar, para gaúchos e brasileiros.


*Ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Consultivo da ABPA

Análise, Erik Figueiredo, presidente do Ipea - É mentira que 33 milhões de brasileiros passam fome no Brasil

Vejo que vários meios de comunicação voltaram a discutir o dado da Vigisan, que alega à existência de 33 milhões de pessoas passando fome. Vamos retomar nossa análise de uma forma mais sintética dessa vez. 

Já relatei o comportamento, no mínimo, esquisito do indicador de Insegurança Alimentar produzido pela Vigisan. Ele se descola de seu determinante histórico, a extrema pobreza, no pós 2018. Até 2018 a diferença entre eles era de 2 p.p. e passando para 14 p.p no pós 2018.

Vamos prestar atenção no que acontece entre 2018 e 2020: a insegurança alimentar da Penssan cresceu 3,2 pontos, enquanto a extrema pobreza cai caiu 1 ponto percentual. Vamos pensar sobre o aconteceu nesse período, em específico, durante a pandemia de Covid19.

Em 2020 foram gastos quase R$ 300 bilhões com o pagamento do auxílio emergencial (valor 7 vezes superior ao gasto com programa Bolsa Família na época), atendendo mais de 68 milhões de brasileiros (1/3 da população do país).

Se focarmos apenas nos beneficiários do programa social da época, o Bolsa Família, esse gasto propiciou um aumento na renda média recebida por essas famílias de mais de 480%, passando de um ticket médio de R$ 189 para R$ 908, o que pode ser atestado pelos dados da PNAD Covid.

E nesse ponto não estou considerando outras ações com impactos sociais, tais como, os gastos com o Benefício Emergencial (Bem), que garantiu os rendimentos e o emprego de mais de 11 milhões de trabalhadores só em 2020.

Em resumo, a redução da extrema pobreza e o ganho de renda propiciado pelo auxílio emergencial não são compatíveis com o aumento da insegurança alimentar.


Mas as inconsistências não param por aí.

Vejamos o que aconteceu em 2021, usando as informações contidas no próprio relatório divulgado: 

Em 2021 os dados da Vigisan apontam um crescimento de 6 p.p. no Insegurança alimentar, se deslocando ainda mais dos indicadores de extrema pobreza. Chama ainda mais atenção os argumentos que sustentam o crescimento da insegurança alimentar nesse período específico.

Arrecadação da Receita Federal ultrapassa R$ 202,5 bilhões em julho

 A Receita Federal arrecadou R$ 202,588 bilhões no mês de julho de 2022, valor que representa acréscimo real de 7,47% na comparação com julho de 2021. No acumulado de janeiro a julho deste ano, o total arrecadado ficou próximo a R$ 1,3 trilhão, o que representa um acréscimo de 10,44%. Trata-se da maior arrecadação de tributos federais dos últimos 27 anos.


O resultado da arrecadação de julho foi divulgado hoje (26) pelo Ministério da Economia. As variações consideram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação do período.


No caso das Receitas Administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado em julho de 2022 ficou próximo a R$ 181,27 bilhões, “representando um acréscimo real (IPCA) de 5,21%”, diz o documento. No período acumulado (janeiro a julho de 2022), o total arrecadado chegou a R$ 1,2 trilhão, registrando acréscimo real de 8,42%.


“O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento dos recolhimentos de IRPJ [ Imposto de Renda de Pessoa Jurídica] e CSLL [Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido ]”, informou o ministério.

Não queremos a chinesada por aqui, quebrando nossas empresas, diz Paulo Guedes

- Este material foi publicado pelo site R7 de hoje.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (26), durante evento da Cotrijal, em Passo Fundo (RS), que não quer a "chinesada" entrando no país para quebrar a indústria nacional. Segundo Guedes, o plano da equipe econômica é acabar com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para tornar o setor mais competitivo.


"Não queremos a chinesada entrando aqui quebrando nossas fábricas. Queremos uma coisa moderada. Baixei o IPI em 35%. Vamos acabar com o IPI. O IPI é um imposto de desindustrialização em massa. Está destruindo o Brasil há 40 anos. É ridículo, é patético, está errado. É um imposto pago antes de ter renda", disse o ministro da Economia.



Segundo Guedes, o governo está comprometido em reduzir os impostos, abrir a economia e gerar mais empregos. Além disso, o chefe da equipe econômica voltou a se comprometer a manter o Auxílio Brasil em R$ 600. "Vamos manter o Auxílio Brasil em R$ 600 com a aprovação da reforma tributária, tributando dividendos. Se ganharmos a eleição, aprovaremos a tributação de dividendos no dia seguinte no Senado", disse.


Juros

No mesmo evento, o ministro da Economia afirmou que os juros no Brasil estão altos até demais e devem começar a cair no próximo ano. Para combater a inflação, o Banco Central (BC) elevou a Selic para 13,75% ao ano. "O Brasil já está com tudo no lugar. O Brasil está com o juro até alto demais. O ano que vem vai descer. O fiscal está zerado e já temos um pequeno superávit. Nenhum deles está assim. Um único país do mundo está como a gente, que é Singapura, uma cidade-Estado. Honramos o compromisso assumido com as gerações futuras", comentou.


Segundo Guedes, o Brasil está crescendo e gerando emprego, mas ainda tem gargalos que afetam a competitividade. O ministro citou como exemplo o minério de ferro, que é produzido no Brasil e exportado para a China e volta como aço mais barato do que o produzido pelas indústrias brasileiras. "A logística no Brasil é inadequada e fere a competitividade. Além disso, o excesso de impostos faz o aço chinês ser 30% mais barato que o brasileiro", disse.




O chefe da equipe econômica ainda afirmou que não há um armadilha fiscal no Brasil e que a bomba dos precatórios foi desarmada. "A indústria de precatório assaltava a viúva, que é o Tesouro. Resolvemos esse problema", comentou.


Planejamento para garantir autonomia na velhice

Além de não ser mais sinônimo de caminho para o fim como consumidor ativo, a aposentadoria também não indica mais que as pessoas estão encerrando a vida profissional. Muito pelo contrário. Com a Reforma da Previdência, por exemplo, a idade mínima para aposentadoria chegará aos 65 anos para homens (em 2029) e 62 anos para mulheres (em 2031).

Márcia Sena lembra que um dos reflexos do alongamento da vida das pessoas é justamente a manutenção das atividades profissionais. Mesmo atualmente, boa parte das pessoas continuam trabalhando mesmo após receberem o benefício do INSS. Dentre os motivos para isso está o fato de que muitas vezes o dinheiro é insuficiente para manter um padrão de vida desejado.

“Por isso é essencial que as pessoas realizem um planejamento para envelhecer com antecedência. É preciso se programar para usufruir bem do dinheiro na velhice e ter condições de ter um suporte para manter a autonomia”, diz.

A especialista em envelhecimento ressalta que o aumento dos anos de atividade faz com que muitas pessoas invistam em outras profissões ou até em negócios próprios para ampliar a renda. Nos Estados Unidos – já que o fenômeno do aumento de expectativa de vida é praticamente global – existem profissionais específicos que realizam consultoria financeira para quem quer chegar na terceira idade com boas reservas.

A pesquisa How Well Do Retirees Assess The Risks They Face In Retirement?, ou “Como os aposentados avaliam os riscos que enfrentam na aposentadoria?”, realizada pelo Centro de Pesquisa de Aposentadoria da Boston College, aponta questões que devem ser levadas em consideração para quem quer ser financeiramente independente depois dos 60 anos:

É preciso avaliar os riscos de saúde: ou seja, se planejar para gastos emergenciais por causa de problemas médicos;

É preciso avaliar os custos políticos: a mudança de governos acaba muitas vezes alterando também a direção de benefícios sociais como a Previdência Pública. Por causa disso, é essencial estar atento aos rumos das políticas sociais;

É preciso avaliar a própria longevidade: muitas vezes, as pessoas agem com expectativas muito baixas em relação a própria longevidade. Por isso, o indicado é sempre realizar um planejamento esperando uma vida mais longa;

É preciso avaliar o mercado: as decisões políticas, por exemplo, acabam afetando o mercado, gerando eventos em cadeia que desvalorizam (ou valorizam) a moeda. Para quem está pensando a longo prazo, é importante entender a volatilidade da economia para saber quais os investimentos mais adequados, prazos, riscos e etc.

É preciso avaliar questões familiares: além de pensar na própria condição, quem se planeja para ter uma aposentadoria tranquila precisa colocar na equação o risco familiar. Saber que está exposto a questões como morte na família, divórcios, desemprego ou doença de filhos, pais e cônjuges pode ser um diferencial na hora de elaborar um plano.

“Ponderar todas essas coisas pode garantir aos 60+ não apenas uma boa condição financeira, mas consequentemente uma boa saúde e bem-estar físico e emocional”, finaliza Márcia Sena.

 

Sobre Márcia Sena

É fundadora e CEO da Senior Concierge e especialista em qualidade de vida na terceira idade. Tem MBA em Administração na Marquette University (EUA) e experiência em várias áreas da indústria farmacêutica.

Criou a Senior Concierge a partir de uma experiência pessoal de dificuldade de conciliar seu trabalho como executiva e cuidar dos pais que estão envelhecendo. Se especializou nas necessidades e desafios da terceira idade e desenvolveu serviços com foco na manutenção da autonomia dos idosos no seu local de convívio, oferecendo resolução de problemas de mobilidade, bem-estar, tarefas domésticas do dia a dia e segurança.

Sobre a Senior Concierge

É uma empresa com um novo jeito de dar suporte aos 60+, com um modelo de atenção integrada e centrada nas reais necessidades dos adultos maiores. Uma resposta dos novos tempos para um modelo que se esgotou, que é o modelo curativo baseado nas doenças, praticado por outras empresas de home care. Com a proposta de garantir um envelhecimento prazeroso, proporcionando qualidade de vida e bem-estar aos familiares.