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O inevitável balanço
- Este artigo foi publicado no Jornal do Comércio de hoje.
Dezembro é sempre um mês de alta tensão, marcado por reflexões, celebrações e recomeços. Na cabeça de cada um, muitos planos, sonhos e projetos. Todo ano nesta época, assim como todos vocês, faço um balanço do que efetivamente fez a diferença, daquilo tudo que escutei, aprendi e li. Abaixo, minhas constatações:1. Trabalhe no seu ponto forteMuitas vezes somos tentados a querer atuar naquilo que é novo, inovador, com o receio de sermos identificados como "antigos". Ninguém gosta de ser carta fora do baralho. Chego ao final deste ano com a certeza de que o melhor ponto de partida está sempre onde você domina o conhecimento. Esse é o seu ponto de potência, luz, motivo que levará você a capturar mais valor. Mesclar o "novo saber" com o seu ponto forte é a base para construir a sua nova posição. O poder emana do especialista, isso é fato: a época dos generalistas passou.2. Não se acomodeA opinião dos outros não significa nada, a não ser para eles. Não perca tempo tentando convencer quem não valoriza e reconhece o seu talento. Rompa padrões, ouse fazer o salto. Não aceite as regras. Ser um "rebelde do bem" é ótimo. Antecipar o amanhã é uma boa aposta. A ferida que dói hoje doerá muito mais ainda no futuro, por isso procure sentir ao máximo as dores. Observe as pessoas que você quer conquistar para o seu negócio. Aprenda a ler suas necessidades, a escutar seus anseios mais profundos. O bônus desse esforço é construir um negócio que vai criar dependência nas pessoas, isso é o melhor presente que 2024 pode lhe oferecer. Nunca esqueça: quem compra solução não olha preço, e sim valor. Quem compra produtos compara e faz shopping de preços. Acredite, o oceano só é azul para quem reinventa os padrões. Ataque o seu próprio negócio, só assim você evitará que seus concorrentes carreguem os seus clientes.3. Promova a gentileza e o silêncioA vida nunca acontece dentro das nossas expectativas, por isso temos que ter cuidado ao formular expectativas muito elevadas. A gentileza deve prevalecer em momentos de frustração, afinal, quem prometeu para você que tudo daria certo? O silêncio é a base para poder se aproximar das pessoas, e ao mesmo tempo se conectar com a sua própria essência. Escolha alguns momentos para meditar, faz bem para tudo e a sua saúde agradecerá. Mente e corpo precisam relaxar.4. Não economize na construção de networkTodo encontro se traduz em uma oportunidade se você estiver aberto para escutar e buscar colaborar. Os tibetanos afirmam que amar é fazer as outras pessoas felizes. Não economize amor, essa é a única razão de seguirmos nesta vida. Distribuir amor é compartilhar energia e riqueza.5. Esteja aberto ao novoEleja como uma das suas prioridades, afinal, quando não houver tempo para o aprender, estaremos frente à nossa própria morte. 6. Ação social e caridadeFazer uma ação social promove a transformação, ou seja, constrói de alguma forma um mundo melhor. Já a caridade apenas ajuda. Foque na transformação, priorizar o bem é um ato de larga repercussão.Agora, pegue uma folha e coloque o que você aprendeu neste ano de 2023. Isso ajudará muito mais do que você possa imaginar.
Dieese: cesta básica fica mais cara em nove capitais em novembro
O custo da cesta básica subiu em novembro em nove das 17 capitais brasileiras analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A maior alta registrada no mês ocorreu em Brasília, onde o custo médio da cesta básica subiu 3,06%. A maior queda foi registrada em Natal, com redução de 2,55%, seguida por Salvador, redução de 2,17%, Fortaleza, menos 1,39%, e Campo Grande, com menos 1,20%. Porto Alegre foi a única capital que não apresentou variação no custo da cesta.
A cesta mais cara do país foi encontrada em São Paulo, onde o conjunto dos alimentos básicos custava, em novembro, em torno de R$ 749,28. Nas capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju, por R$ 516,76; João Pessoa, R$ 548,33, e Salvador, R$ 550,86.
Com base no valor da cesta mais cara, o Dieese calculou qual seria o salário mínimo ideal no país para cobrir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Segundo a entidade, o salário mínimo deveria ser de R$ 6.294,71 ou 4,77 vezes o valor do mínimo atual, fixado em R$ 1.320
Civilização
Neste domingo, dia 10, a oposição brasileira voltará às ruas. A maioria que era silenciosa e agora é ruidosa, empunhará uma palavra de ordem única: "Não a Flávio Dino". Ou seja, os brasileiros patriotas querem que três depois, o Senado desaprove a indicação de Flávio Dino para o STF.
Flávio Dino é um dos inimigos públicos número 1 dos brasileiros, junto com Alexandre de Moraes, pelo menos desde a repressão que ambos empreendem com gozo ilimitado desde o dia 8 de Janeiro.
O povo quer ver ambos de longe.
Neste domingo, o que se esconde por trás deste "Não" a Flávio Dino, são as mesmas consignas que a maioria, agora ruidosa, defende nas ruas desde 2013 e cuja concretização resultou na queda de Dilma, na prisão de Lula e na eleição e governo de Bolsonaro.
De lá para cá, mas com ênfase a partir do momento em que o STF, via TS
E, entronizou Lula de volta ao Poder, o que se percebe é um estado de beligerância extremada dentro da sociedade brasileira.
Num instigante artigo desta segunda-feira do jornal Zero Hora, o jornalista Caio Cigana pergunta se há possibilidade de uma reconciliação no futuro.
O que o jornalista não percebe é que a beligerância atual nem é tão atual, porque é entre o bem e o mal. Mas ela foi agravada de maneira geométrica e sem controle com a tomada do Poder por parte do Eixo do Mal, a ponta de lança do chamado sistema, cujo instrumento é o lulopetismo e seu chefe despudorado Lula da Silva.
O jornalista de Zero Hora diz que a divisão se dá no campo afetivo da visão de mundo, mas não é assim, porque se dá no campo efetivo da visão de mundo de cada parte. É como Israel de uma lado e o naziterrorista Hamas do outro.
Simples assim.
Em decorrência disto, percebe-se no ar que todas as instituições brasileiras estão em crise, porque estão infiltradas, contaminadas e comandadas pelo mal: Judiciário, Executivo e Legislativo.
O que se trata é de uma luta civilizicional, porque no seu âmigo, o que está em disputa tem relação direta com valores históricos, todos eles ligados à história da humanidade até aqui, ou seja, as bases que formam a civilização: liberdade, isonomia e fraternidade.
São valores sociais que a esquerda e seus aliados fundamentalistas de toda ordem combatem, como fizeram antes seus opostos extremistas de direita, no caso o nazifascismo.
No Brasil, o comando dos inimigos da civilização, portanto ca convivência saudável entre os cidadãos, cabe a esta esquerda renegada, que protagonizou escândalos como os do Mensalão e do Petrolão, e que se recusa a fazer autocrítica e proscrever líderes criminosos como Lula da Silva e Partidos contaminados como o PT.
Eles dominaram os centros de Poder que corrompem tudo por dentro e por fora, tornando impossível qualquer tipo de acordo, seja de que tipo for.
Isto tudo não vai acabar bem.
Hoje, 14h, lançamento da Frente Parlamentar Mist aem Defesa das Escolas Cívico-Militares
A Câmara dos Deputados instala, nesta quarta-feira, a partir das 14h, no Auditório Nereu Ramos, a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Escolas Cívico-Militares, proposta de autoria do deputado Luciano Zucco (Republicanos-RS). O ato político que marca o início dos trabalhos da frente contará com a presença do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, além de vereadores, prefeitos, deputados e senadores. O colegiado nasce com a missão de apoiar, fortalecer e incentivar esse modelo de ensino em nível municipal, estadual e federal. “Apesar de o governo federal ter esvaziado as ECMs e optado por extinguir o programa, sabemos que muitos prefeitos e governadores querem expandir essa modalidade de educação”, destacou Zucco.
De acordo com relatório produzido pelo Ministério da Educação em dezembro de 2022, naquelas escolas onde o modelo cívico-militares foi implantado, houve a redução de 82% da violência física, queda de 75% da violência verbal, diminuição de 82% da violência patrimonial, redução de 80% da evasão e abandono escolar e uma elevação de 85% no nível de satisfação global com o ambiente escolar. “Além disso, tivemos a elevação do Ideb nessas escolas e a aprovação de alunos em universidades públicas pela primeira vez na história dessas unidades”, apontou Zucco.
Zucco é o autor da Lei Estadual 15.401/2019, que criou o modelo gaúcho de escola cívico-militar, cuja adesão se dá por meio de consulta pública junto à comunidade escolar e utiliza policiais militares da reserva como monitores. “Os resultados alcançados são fantásticos e as comunidades estão extremamente satisfeitas. As demandas por novas migrações para o modelo cívico-militar não param de crescer. Jamais houve uma comunidade que tenha rejeitado o modelo. Em média, essas consultas têm a aprovação de 90% dos votantes. Os relatos dos prefeitos e diretores são de que, em menos de três meses, a realidade dessas escolas começa a ser transformada”, ressaltou o parlamentar. Atualmente, são 56 escolas cívico-militares implantadas com base na Lei 15.401/2019. Zucco acrescenta que há uma longa fila de espera de municípios gaúchos que desejam a instalação desse modelo de ensino.
Mesa diretora
A Frente Parlamentar Mista das Escolas Cívico-Militares terá como presidente o deputado Luciano Zucco. A vice-presidência caberá ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO), a segunda vice-presidência ao deputado Maurício do Vôlei (PL-MG), o primeiro-secretário será o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), o deputado capitão Alberto Neto (PL-AM) ficará na segunda-secretaria e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nas relações institucionais
Artigo, Altair Toledo - Guerra fiscal às avessas
Um dos temas mais discutidos nos últimos dias é o aumento da alíquota básica de ICMS, proposto por vários estados, como consequência das regras de transição para o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), previstas no art. 231, II, da PEC 45. A Federasul vem promovendo um grande e intenso debate sobre a necessidade de se aumentar a alíquota de 17% para 19,5%. Tema espinhoso, resulta numa gangorra que mostra que a posição da maioria dos deputados é pela não aprovação do aumento da alíquota do ICMS no Rio Grande do Sul.
Já podemos traçar muitos cenários diante do impasse da proposta de aumento do ICMS. 1) a guerra fiscal vai ser efetiva, porque os estados que não aumentarem suas alíquotas, tendem a atrair mais investimentos, especialmente porque ainda temos um longo período até a vigência efetiva do IBS; 2) o aumento da alíquota de ICMS não necessariamente se converterá em aumento de arrecadação, dado que deve gerar uma redução no consumo das famílias, cujo poder de compra já está bem afetado pela inflação dos últimos anos; e 3) se todos os estados aumentarem suas alíquotas básicas, no final, o efeito do aumento sobre a divisão do IBS será nulo.
Algumas providências podem ser tomadas antes que a Câmara dos Deputados vote a reforma tributária. Uma delas é retirar esta “armadilha” (do retorno do IBS), evitando uma “corrida maluca” para aumentar as alíquotas básicas do ICMS em todos os Estados – corrida esta que pode ser longa, pois, se todos os Estados começarem a aumentar suas alíquotas, os primeiros que aumentaram podem aumentar de novo e assim, sucessivamente, pelos próximos quatro anos.
Penso que a solução mais razoável seria fazer um ajuste no texto da PEC 45 e, nesse sentido, vejo que há três caminhos possíveis: 1) mudar o período para se calcular a média de arrecadação, usando o período passado e não futuro; 2) manter o critério como está, mas definir que será excluído o efeito decorrente dos aumentos das alíquotas; e 3) eliminar essa parte do texto e regulamentar a divisão através de uma Lei Complementar.
Ninguém é ingênuo de pensar que existe solução fácil para este problema. Porém, aumentar as alíquotas é a solução mais cruel para a economia do nosso Estado, que já está tão fragilizada, não só pelos problemas que o país enfrenta de forma geral, mas também por todos as catástrofes que enfrentamos nos últimos meses influenciadas pelo humor do El Nino, com os temporais e alagamentos que assolaram nosso Estado e já afetaram completamente a nossa economia, especialmente o setor agrícola, maior representante no PIB.