O deputado federal gaúcho Osmar Terra, que participou ainda há pouco do programa +Brasil (veja abaixo) e do qual também fez parte o editor, disse que no dia 4 de outubro, haverá eleições para presidente, vice, senadores, governadores, deputados federais e estaduais – com voto eletrônico para todos os cargos. O deputado federal Osmar Terra (PL-RS) faz uma observação:
- O povo brasileiro, que é a origem de todo poder na democracia, tem o direito de ver seus votos recontados, em caso de dúvida eleitoral, como acontece em todos os países, exceto o Brasil. A quem interessa não poder recontar?
O parlamentar argumenta que o voto que não pode “desaparecer dentro para sempre de uma máquina, sem deixar rastros”. Depois aparece um resultado final que a máquina imprimiu:
- Falo de um voto que tem uma representação física, que pode ser visto pelo eleitor antes de entrar numa urna e fica armazenado, caso haja alguma dúvida.
Vale lembrar que assim foi descoberta a fraude da urna eletrônica na eleição do Maduro na Venezuela. A urna eletrônica deu 51% dos votos para o Maduro e a soma dos votos físicos, conferidos pelo eleitor e depositados ao mesmo tempo numa urna acoplada à eletrônica deu 70% para o candidato da oposição. Terra prossegue:
- O presidente do Supremo Tribunal da Alemanha, Andreas Vosskuhle, disse, quando acabou com a urna eletrônica: “Um evento público como uma eleição implica que qualquer cidadão possa dispor de meios para averiguar a contagem de votos, bem como a regularidade do decorrer do pleito, sem possuir, para isso, conhecimentos especiais. No processo eleitoral tradicional, isso nunca foi um problema. Uma vez que o voto tenha sido depositado na urna, qualquer pessoa pode acompanhar de perto a contagem junto ao domicílio eleitoral. Manipulações, nesses casos, são difíceis, uma vez que podem a qualquer momento ser descobertas. O que não ocorre no caso das urnas eletrônicas, em que o eleitor simplesmente aperta um botão e o computador, horas mais tarde, expele um resultado. O cidadão comum, neste caso, não tem meios para apurar possíveis erros de programação ou manipulações propositais. Neste sentido, acreditam os juízes alemães, houve, com o uso da urna eletrônica nas eleições de 2005 uma transgressão das leis que garantem o pleito como um fato público.”
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