A apenas uma semana das eleições
do dia 4 de outubro, o governo Lula, do PT, proibiu as bets no País. Ninguém
mais pode apostar on line.
O deputado Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, diz com razão que o tigrinho e Lulinha são filhos de Lula da Silva.
É uma decisão demagógica,
populista e safada, porque se trata das mesmas casas de apostas que ele
regulamentou, taxou e transformou em fonte de receita bilionária. Ora,
por mais que Lula e seu entorno de mentirosos oportunistas digam o contrário,
foi no seu governo, em 2023, que a atividade ganhou regras, licenças e
tributação. O governo cobrou outorgas milionárias para deixar as casas
operarem. E o dinheiro começou a entrar no caixa. Em 2025, segundo a Receita
Federal, a arrecadação com apostas esportivas chegou a R$ 9 bilhões. Em 2026,
só no primeiro semestre, outros R$ 7,3 bilhões entraram nos cofres. Dinheiro
que foi contabilizado e usado para fechar contas.
Enquanto o caixa engordava,
o tigrinho, o ratinho e o dragãozinho se instalavam no celular de milhões de
brasileiros. O jogo virou hábito doméstico e ajudou a endividar todo mundo.
Endividamento familiar explosivo
? Ora, é fácil resolver na visão primária do lulopetismo: vamos fazer o
Desenrola 1, 2 e agora o 3 e empurrar as dívidas de todo mundo com a barriga e
neste caso do 3 com o próprio governo assumindo as dívidas. Haja dinheiro ? Nem
Vorcaro tinha tanto. Afinal, o dinheiro do governo é do conjunto de todos os
contribuintes brasileiros, mesmo dos que nada devem.
O mesmo setor que foi autorizado,
regulado e tributado vira, de repente, um perigo urgente para a família
brasileira. Até a imprensa registra o óbvio: a medida faz parte da estratégia
eleitoral da reta final.
É uma farsa.
Se as bets representavam tamanho
risco, por que a resposta só chega agora? O endividamento não começou nesta
semana. Os relatos de dependência e ruína familiar já existiam enquanto o
governo recolhia bilhões
E sobra a pergunta que o anúncio
prefere esquecer: e as outras?
O governo federal administra as
maiores bets do Brasil. É o cso da Mega-Sena, da Lotofácil, da Quina e da
Lotomia ? E o Tri-Legal do RS? Sem contar as plataformas estrangeiras que nunca
pediram licença. Esses jogos sujos nunca pagaram um centavo de imposto e nunca
se submeteram a nenhuma regra brasileira. Vão desaparecer por decreto? Ou
simplesmente mudarão de domínio, de servidor e de forma de pagamento,
continuando acessíveis a quem quiser?
É tudo jogo de azar.
O que se vê é uma sequência
cinicamente conveniente. O governo regulamentou, arrecadou bilhões e conviveu
em silêncio com a expansão do vício. Depois, na reta final da disputa
eleitoral, transformou a proibição em bandeira urgente de um problema que ele
próprio alimentou. A arrecadação ficou nos cofres. O endividamento ficou nas
casas. E as plataformas clandestinas seguem operando como se nada tivesse
acontecido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário