Análise, especial, Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Pesquisas mostram cenário estável com vantagem de Flávio

Carlos Eduardo Bellini Borenstein

Cientista Político

carloseduardo@arkoadvice.com.br

Faltando quatro dias para o segundo turno, a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) está acirrada. Analisando oito pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo do segundo turno – AtlasIntel; PoderData; Nexus; Futura; Quaest; Datafolha; Ipespe; e Gerp – constatamos duas questões importantes: 

1) As variações nas intenções de voto em Flávio e Lula, comparando a primeira com a última pesquisas realizadas até esta quarta-feira (21), estão dentro da margem de erro, indicando uma estabilidade na disputa, o que favorece quem está na frente: Flávio Bolsonaro; e

2) Em todas as pesquisas, Flávio está em situação de vantagem numérica sobre Lula

No AtlasIntel (13 a 18/Out), Flávio registra 49,8% das intenções de voto contra 47,6% de Lula. Uma vantagem de 2,2 pontos em favor do senador. Na série de pesquisas do segundo turno, Flávio oscilou 1,3 pontos, enquanto Lula variou positivamente 1,9 pontos. As oscilações estão levemente acima da margem de erro – 1 ponto percentual para mais ou para menos. 

No PoderData (19/Out), Flávio aparece estável com 49%. Lula registra 46%, uma distância de 3 pontos. Na série de pesquisas do segundo turno, Flávio teve variação de 0 ponto, enquanto Lula variou positivamente dois pontos. As oscilações estão dentro da margem de erro – 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. 

Na Nexus (16 a 18/Out), Flávio Bolsonaro aparece com 46,5% contra 45,9% de Lula, distância de apenas 0,6 ponto. Na sequência de pesquisas do segundo turno, Flávio teve uma variação negativa de 1,5 pontos, enquanto Lula variou positivamente 0,9 ponto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

Na Futura (19 a 20/10), Flávio registra 48,9% contra 46,8% de Lula, uma distância de 2,1 pontos. Na série de pesquisas do segundo turno, Flávio teve uma variação negativa de 1,1 ponto, enquanto Lula oscilou positivamente 0,2 ponto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.


Na Quaest (17 a 20/10), Flávio aparece com 45% contra 44% de Lula, distância de 1 ponto. Comparando as pesquisas do instituto, Flávio oscilou negativamente 1 ponto, enquanto Lula ficou estável. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

No Datafolha (13 a 14/10), Flávio registrou 47% contra 45% de Lula, uma vantagem para o senador de 2 pontos. Ao longo do segundo turno, Flávio variou negativamente 2 pontos, enquanto Lula ficou estável. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. 

No Ipespe (13 a 15/10), Flávio aparece com 48% contra 46% de Lula, distância de 2 pontos. Ao longo do segundo turno, Flávio teve uma oscilação negativa de 1 ponto, enquanto Lula variou positivamente 2 pontos. 

No Gerp (19, 20 e 21/10), Flávio tem 50% contra 45% de Lula, uma vantagem de 5 pontos. Durante o segundo turno, Flávio cresceu 4 pontos, mesma variação de Lula. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar da vantagem de Flávio na reta final, a eleição não está decidida, já que a campanha de Lula tenta criar fatos novos como, por exemplo, o desafio envolvendo a abertura da quebra dos sigilos dos candidatos. O objetivo de movimentos como esse é deslocar a discussão eleitoral do governo Lula (PT) para outros temas. Embora provoque “barulho” no noticiário, não deve a alterar o curso da eleição. 

O grande evento desta reta final será o debate da Rede Globo, onde o desempenho de Flávio e Lula pode impactar nas últimas 48 horas antes do pleito. 

Mesmo que a pesquisa Quaest tenha indicado um aumento de indecisos entre as mulheres e os independentes na menção espontânea, por ora, não temos indicativos de que esses eleitores migrarão para Lula. Ao que tudo indica, isso ocorreu por um aumento da insatisfação provocada pelo debate da Rede Bandeirantes, consequência do forte embate entre Flávio e Lula.

Apesar da eleição não está decidida, Flávio chega em melhores condições na reta final, pois:

1) Lidera, mesmo que numericamente, todas as pesquisas; 

2) O saldo de popularidade do governo Lula segue negativo; 

3) A abstenção tende a continuar alta, reduzindo o espaço de crescimento de Lula; 

4) A eleição transcorre em um ambiente de mudança, o que beneficia a oposição; e

5) Até o momento, não há fatos novos que impactem o humor dos eleitores a ponto de provocar uma mudança na tendência capturada pelas pesquisas



Dica do editor

 O jornal The Washington desta quinta-feira ensina que um diagnóstico errado de esclerose múltipla (EM) acontece porque não existe um único exame definitivo para confirmar a doença, e os sintomas clínicos podem ser facilmente confundidos com os de outras condições neurológicas ou autoimunes. Segundo especialistas, como a neurologista Dr. Marwa Kaisey e outros profissionais da área, os principais fatores que levam ao erro incluem:

• Ausência de um teste exclusivo: O diagnóstico exige seguir critérios formais e avaliar um conjunto de informações clínicas (histórico, exames físicos e de imagem), e não um simples exame de sangue.

• Sobreposição de sintomas: Sinais comuns da EM — como fadiga, formigamento, dormência, fraqueza, desequilíbrio e alterações visuais — também aparecem em várias outras doenças.

• Confusão com outras condições: Outras patologias imitam a EM ou geram lesões parecidas na ressonância magnética, como:

• Distúrbios do espectro da neuromielite óptica (NMO)

• Lúpus e outras doenças autoimunes inflamatórias

• Enxaqueca

• Miastenia gravis

• Condições neurodegenerativas raras ou hereditárias (como alguns tipos de ataxias ou adrenoleucodistrofia)

• Interpretação isolada da ressonância magnética: Manchas e lesões no cérebro ou na medula espinhal podem ser vistas na ressonância por outros motivos que não a esclerose múltipla, exigindo rigor para não fechar um diagnóstico prematuro.

Secretariado

 Corre solto o lobby para que Zucco aproveite até mesmo gente que participa do atual governo Leite. É o caso dos padrinhos de Izabel Matte, que querem mantê-la na secretaria de Obras.


O deputado Guilherme Pasin é hoje o mais cotado para assumir a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, segundo informa, hoje, a editora de Política da RBS, Rosane Oliveira. Ele é ex-prefeito de Bento. Se Pasin for nomeado, assumirá o suplente da bancada estadual, Sandro Covatti, irmão da vice-governadora Silvana Covatti.

Rosane diz que a pasta também incluirá a área de turismo.

O PP, segundo informações do editor, também quer a secretaria da Agricultura, mas com porteira fechadas, ou seja, com quadros seus em todo o entorno da secretaria. A vice-governadora Silvana Covatti poderá voltar ao comando da Agricultura. Zucco resiste.

É praticamente certo que os deputados Claudio Branchieri e Capitão Martim, assumam a Fazenda a Defesa Civil, respectivamente. Também parecem certos Cesar Schirmer na Casa Civil, Cleber Benvegnu na Comunicação e Leonardo Pascoal no Planejamento. A secretaria da Educação irá para o paranaense Roni Miranda Vieira.

Sondagens para estatais também já acontecem. O advogado Sebastian Watengerg, por exemplo, foi convidado para uma diretoria do Banrisul.

Zucco faz campanha aberta na Grande Porto Alegre

 O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco está nas ruas da Grande Porto Alegre, desde segunda-feira, reunindo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, líderes políticos e eleitores, inclusive nas ruas,  fazendo campanha aberta pelo candidato Flávio Bolsonaro.

Ontem - No final da tarde, bandeiraço e adesivaço no cruzamento das ruas João Corrêa e Independência, são Leopoldo. A mobilização durou mais de uma hora e contou com a presença do prefeito Heliomar.

Hoje - Bandeiraço e adesivaço no Calçadão de Novo Hamburgo, mais almoço com prefeitos dos vales do Sinos, Caí e Paranhana.  em Porto Alegre, com a presença da senadora Tereza Cristina (Progressistas). 

Quinta-feira (22) - Grande ato ao meio-dia na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre. No final da tarde, Zucco tem previstas mobilizações em Alvorada, às 17h30, e em Viamão, às 18h45.

Sexta-feira - A  agenda prevê uma caminhada pelo Centro de Porto Alegre, passando pela região dos terminais de ônibus e da Rodoviária, a partir das 17h.

Sábado - Último dia de campanha, está programada uma grande motociata, com concentração às 14h30 no Sítio do Laçador, em Porto Alegre, e percurso em direção a Canoas. A mobilização terminará no Parcão, onde, a partir das 16h30, será realizado o "Bloco do 22", reunindo apoiadores e lideranças políticas no encerramento da campanha no Rio Grande do Sul.

Artigo, especial - A verdadeira face de uma doença chamada petismo

Durante a campanha eleitoral, o campo petista espalhou mentiras sobre o fim do Bolsa Família, da Farmácia Popular, da CLT e até do SUS. O medo foi a principal ferramenta eleitoral. E quando parece que a mentira é o limite, surge algo com um requinte de crueldade ainda maior.

No dia 18 de outubro, o youtuber Felca publicou:: “Eu me escondi por tempo demais”. Anunciou um vídeo para a madrugada do dia 20. Isso bastou para que parte da militância de esquerda decretasse que viria uma denúncia contra Flávio Bolsonaro, capaz de ajudar Lula no segundo turno. Influenciadores e celebridades comemoraram antes de saber do que se tratava.

O vídeo foi sobre outra coisa: “Fobia Social”. Felca falou do bullying que enfrenta desde os 12 anos, do diagnóstico de fobia social, dos períodos em que recorria ao álcool para conseguir sair de casa e do isolamento depois da repercussão de seu trabalho sobre a adultização de crianças. Ele escolheu falar de si, não de candidatos.

A reação do petismo foi, mais uma vez, reveladora. A suposta bomba eleitoral não veio e a expectativa se transformou em ataques irados. Nas redes sociais, insultos, acusações de narcisismo e tentativas de desqualificar o relato. Felipe Neto - aquele mesmo que mandava as pessoas ficarem em casa durante a pandemia enquanto jogava futebol - criticou a publicação e disparou suas ofensas. Houve ainda comentários que chegavam a sugerir suicídio.

Felca não prometeu apoio a candidatos nem denúncia eleitoral. A militância inventou uma história, acreditou nela e resolveu cobrar do personagem real o roteiro que havia escrito sozinha. 

Essa disposição para desumanizar o outro não nasceu nesta eleição. Na década passada, manifestações foram marcadas pela infiltração de black blocs e por episódios de depredação que transformaram protestos em cenas de violência. Mais recentemente, a Avenida Paulista voltou a registrar vandalismo após um ato de apoio a Lula. 

Nas ruas, a intolerância pode aparecer na destruição do patrimônio. Na internet, no linchamento virtual. 

O mais perturbador no episódio de Felca é a contradição. Não que surpreenda. Quem vive discursando sobre acolhimento e cuidado com saúde mental não conseguiu respeitar um depoimento sobre fobia social. Quem condena o bullying incentivou ou tolerou a humilhação de quem falava sobre isso. A empatia durou até o momento em que Felca deixou de ser útil. A dor de uma pessoa foi tratada como uma oportunidade desperdiçada de propaganda eleitoral, sem o menor constrangimento.

Há uma cultura de instrumentalização no petismo. Artistas precisam servir à campanha. Influenciadores precisam mobilizar seguidores. Jornalistas precisam confirmar expectativas. Até uma confissão íntima passa a ser avaliada pelo benefício que pode trazer a um candidato.

Não são todos os eleitores de Lula. É a militância que posa de humanitária enquanto trata pessoas como peças descartáveis.

Felca falou da própria dor. Não pediu voto, não atacou ninguém e não deu explicações a quem esperava uma denúncia política.

No fim, o vídeo revelou mais do que seus autores imaginavam. Felca expôs a fobia social que diz sofrer. Parte da militância petista expôs algo que deveria causar vergonha: a facilidade com que abandona qualquer princípio de humanidade quando não consegue tirar proveito político de alguém.

Microentrevista, Osmar Terra

 Osmar Terra é deputado federal reeleito. Ele também foi ministro de Bolsonaro e por duas vezes secretário gaúcho da Saúde. É médico.

Mesmo diante da crise cada vez maior do Sistema Único de Saúde, com filas de espera enormes que prejudicam o beneficiário, o governo Lula diz que com ele está tudo nota 10.
No momento que uma pessoa leva 800 dias para fazer uma consulta com um nefrologista, alguma coisa está errada. 

A opção para quem pode é buscar atendimento pago. É por isto que o senhor fala em privatização do SUS ?
O governo Lula privatiza o SUS, quando as pessoas estão perdendo o direito à saúde gratuita. Se não puderem pagar ficam esperando anos sem a cirurgia, os exames ou o atendimento especializado que tanto necessitam.

Pode dar outro exemplo ?
O mesmo também acontece quando o governo Lula promove a terceirização, quarteirização ou a pejotização da Atenção Básica. Pior ainda quando é promovida uma enorme proliferação de Escolas Médicas privadas, a metade sem a mínima condição de funcionamento, para dizer que estão atendendo a população, sem preocupação com a qualidade desse atendimento

Lula e a mais recente bravata

Marcus Vinicius Gravina 

OAB-RS 4.949  

O presidente Lula está equivocado ou mal orientado pelos seus assessores. Ele não precisa dar autorização para que se conheça os seus bens e as fontes de renda.   

Como presidente da República ele tem o dever de declará-los e não haverá sigilo em razão do cargo que exerce. 

Está na Lei 8.730, de 10.11.1993.  É a lei que estabelece a obrigatoriedade da declaração de bens e rendas para exercício do cargo.  É provável que ele a desconheça. É o caso de investigar para saber se ele a cumpriu e vem cumprindo as atualizações anuais.   

Fez uma alausa no debate da TV Bandeirantes, ao dizer que daria autorização para abrirem  todas as informações dos seus bens. Num gesto de fanfarrão, de que é homem mais honesto do mundo,  desafiou o seu adversário Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo. Bravata de conversa de botequim. 

O Flávio Bolsonaro, como Senador, está sujeito ao mesmo comando da citada Lei.  A sua declaração de bens e renda já é pública e deve estar depositada no Tribunal de Contas da União, em conformidade com suas Instruções Normativas, 87, 89, 90 e 96 de 2021 a 2024 e mais do Decreto n. 10.571/2020 que modernizou os procedimentos.   

O que os eleitores gostariam conhecer é o que o Lula deixou de declarar. A provocação do Lula  e seus asseclas ao Bolsonaro é inócua, coisa de arruaceiro.  

Leiam o que segue i tirem suas conclusões:  

“Art. 1º. É obrigatória a apresentação de declaração de bens , com a indicação das fontes de renda, no momento da posse ou, inexistindo esta, na entrada em exercício de cargo, emprego  ou função , bem como no final de cada exercício financeiro, no término da gestão ou mandato nas hipóteses de exoneração renúncia afastamento definitivo por parte das autoridades e servidores públicos adiante indicados.” Entre os indicados estão o Presidente da República  e membros do Congresso Nacional.  

Art.3º. A não apresentação da declaração a que se refere o art. 1º, por ocasião da posse implicará a não realização daquele ato ou, sua nulidade se celebrado sem esse requisito essencial.“ 

Está tão baixo o nível dos debates, que eu posso sugerir que esta eleição seja ganha por quem cuspir mais longe, desde que não atinja os assistentes.  

Caxias, 20.10.2026 

 

 

 

Aluna de Arquitetura da Ulbra realiza intercâmbio em Portugal

 

Experiência na Universidade do Porto amplia repertório acadêmico e cultural

O interesse pela arquitetura portuguesa, cultivado ainda no Ensino Médio, levou a estudante Vitória Bauer, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), realizar um semestre de mobilidade acadêmica na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), em Portugal. A acadêmica chegou ao país em 14 de setembro e permanecerá na instituição até fevereiro de 2027.

A oportunidade surgiu por meio do programa de mobilidade acadêmica da Ulbra. Segundo Vitória, a Universidade do Porto já despertava sua curiosidade antes mesmo de ingressar na graduação. Após conhecer o programa, ela procurou informações sobre os prazos e o processo seletivo logo no início do ano letivo de 2026. Depois de ser selecionada e concluir as etapas necessárias, recebeu o aceite da instituição portuguesa em junho.

"Está sendo muito especial fazer essa experiência aqui no Porto. A escola tem características muito singulares, principalmente pela forma como trabalha o desenho como método de investigação e expressão da arquitetura", conta a estudante.

Outra perspectiva sobre a formação em Arquitetura

Uma das principais descobertas de Vitória durante o intercâmbio está na metodologia de ensino da instituição portuguesa. Na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, o desenho à mão ocupa um lugar central no processo de desenvolvimento dos projetos, tanto na representação técnica quanto na observação e na expressão artística.

"Essa experiência está sendo muito enriquecedora para a minha formação, porque estou conhecendo outras formas de pensar e desenvolver projetos de arquitetura. O contato com diferentes metodologias e referências amplia meu repertório e me permite olhar para a profissão sob novas perspectivas", destaca Vitória.

Durante o intercâmbio, a acadêmica cursa disciplinas de projeto, patrimônio e restauro, fotografia e desenho. O contato com outras abordagens amplia seu repertório e permite observar como diferentes métodos podem contribuir para a formação de arquitetos e urbanistas.

A experiência também envolve a convivência com estudantes de diversas nacionalidades. Em algumas disciplinas, as aulas são ministradas em inglês, e as discussões reúnem perspectivas de acadêmicos europeus, latino-americanos e de outras partes do mundo.

"Cada um traz seu ponto de vista, e isso acaba enriquecendo as discussões. É muito interessante ter contato com outras culturas e perceber como as pessoas enxergam a arquitetura de maneiras diferentes", destaca.

A cidade como espaço de aprendizagem

Além da vivência acadêmica, a própria cidade do Porto se tornou parte importante do aprendizado. Com sua história e seu patrimônio arquitetônico, o município oferece à estudante oportunidades de observação que vão além dos espaços da universidade.

O campus da FAUP, projetado pelo arquiteto português Álvaro Siza, também contribui para essa experiência. Para Vitória, estar diariamente em um ambiente arquitetônico de referência amplia o repertório e estimula um olhar mais atento sobre os espaços urbanos.

"Costumo andar com um caderninho e lápis para registrar algumas coisas que vejo. A cidade, por si só, já é uma escola, porque a gente está o tempo todo observando e absorvendo referências", relata.

A integração com outros estudantes também faz parte da experiência. Em um evento de recepção aos intercambistas, Vitória participou de atividades de troca cultural, com apresentações que reuniram elementos das tradições dos diferentes países representados.

Apoio para experiências internacionais

O superintendente de Relações Institucionais e Comunicação da Ulbra, Ruy Irigaray, enfatiza que a mobilidade acadêmica faz parte das possibilidades de internacionalização oferecidas pela Ulbra. “A Diretoria de Relações Internacionais auxilia os estudantes interessados em experiências no exterior, com orientações sobre programas, instituições parceiras, prazos e etapas do processo de candidatura”, observa.

Acadêmicos que desejam conhecer as oportunidades disponíveis podem acompanhar as atualizações pelo Instagram @relacoesinternacionaisulbra ou entrar em contato pelo e-mail intercambio@ulbra.br.


Artigo, especial - Os novos órfãos

Este artigo é do Observatório Brasil Soberano

Se Lula perder no dia 25, haverá quem anuncie o fim do petismo. Entre os mais barulhentos, porém, haverá gente que terá perdido a razão de existir. Passaram anos vivendo de apontar o inimigo. Construíram audiência, conquistaram espaço e fizeram carreira. Quando se pergunta o que pretendem colocar no lugar, a desenvoltura é substituída por mais barulho.

Não é todo crítico do PT que entra nessa conta. Há quem combata o petismo e discuta o tamanho do Estado, o custo do capital, a legislação trabalhista, a segurança e a educação básica. O problema está em quem cresceu inteiro dentro do antipetismo e nunca saiu de lá. Aprendeu a explorar a rejeição, mas pouco construiu.

Essa gente precisa de um culpado permanente. Alguém que explique todas as frustrações, concentre a revolta e mantenha o público mobilizado. Se Lula sair de cena, será necessário preencher a vaga. Eduardo Bolsonaro ou qualquer movimento que escape ao controle do grupo poderá servir. O próximo inimigo será escolhido pela utilidade que tiver para sustentar o discurso.

O método é conhecido. Uma divergência vira suspeita de caráter. Um aliado que ganha projeção passa a ser tratado como ameaça. As exigências mudam conforme o personagem: toleram no próprio grupo aquilo que apresentam como imperdoável nos outros. A disputa pelo protagonismo vem embrulhada em preocupação com o país.

O purismo utópico é um dos recursos desse repertório. Exigem concordância integral, soluções imediatas e uma política sem negociação. Uma reforma que avance por etapas pode ser denunciada como fraude. Uma regra de transição vira covardia. O sujeito preserva sua pose porque nunca precisa demonstrar como aprovaria a proposta perfeita que anuncia.

O mesmo vale para o liberalismo de ocasião. Defendem cortar gastos até o corte alcançar um interesse próximo. Falam em liberdade, mas querem enquadrar quem discorda. Pedem renovação, desde que o nome novo peça licença a eles para crescer. A independência tão celebrada termina quando alguém resolve agir sem consultar os donos da franquia.

A experiência europeia serve de alerta para o que acontece quando a identidade política depende demais do adversário. O enfraquecimento da esquerda pode abrir uma disputa entre grupos que antes pareciam caminhar juntos. Quem se acostumou a mobilizar pela rejeição procura outro alvo para manter influência. No Brasil, esses órfãos poderão encontrar dentro da própria direita o inimigo que precisam para continuar em evidência.

Para quem vive de audiência, a briga tem vantagens. Explicar uma reforma exige estudo. Acusar alguém de traição rende likes em uma postagem. Discutir investimento, produtividade e alfabetização dá trabalho. Insinuar que outro político se vendeu produz reação imediata. A indignação se renova, os seguidores se dividem e o autor da confusão volta ao centro da conversa.

Por isso, uma vitória de Flávio poderá incomodar alguns que diziam desejar a derrota do PT. Ela obrigará esses personagens a mostrar o que sabem fazer depois do protesto. Alguns preferirão antecipar a próxima guerra, desqualificar aliados e procurar culpados para dificuldades que ainda nem aconteceram.

Os novos órfãos talvez sejam os últimos a admitir a falta que Lula lhes faz. Viveram tanto tempo à sombra dele que poderão começar a fabricar seu substituto antes mesmo de a festa da vitória terminar. Precisarão inventar outro inimigo antes que o público perceba que nunca tiveram muito mais a oferecer.

Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Como chegar à presidência sem esforço

O autor é advogado no RS

OAB-RS 4.949


O vice-presidente Geraldo Alckimin profetizou que o Lula voltaria ao "local do crime" que lhe valeram condenações em três instâncias judiciais.


Foi libertado, sem absolvição, por uma firula jurídica favorecendo a ala do crime, com total desprezo à sociedade brasileira.


O Foro de Curitiba foi declarado incompetente, tardiamente, pelo STF, como se isto fosse mais grave do que os crimes cometidos em corrupções continuadas, provadas nas instâncias colegiadas judiciais, que se aprofundaram nos exames das provas incriminatorias e daí à cadeia.


Pois, o vice Alckimin acertou. Ele voltou com a proteção de alguns ministros do STF, em formação de consórcio.


Cada um passou a atuar  em seus territórios, mas de mãos dadas, protegendo-se mutuamente.


Na via administrativa, bem mais ampla, não faltou espaço para agir sem escrúpulos.


Assaltaram o INSS. E, do outro lado da Praça dos Três Poderes, aconteceram negociações do Banco Master, em roda de whisky  e charutos raros. A imprensa chegou até divulgar a contratação de escritório de advocacia por 129 milhões de reais de honorários de ministro da Suprema Corte.


Nestas todas, o vice Alckimin engoliu suas denúncias de palanque eleitoral e tomou carona na nau pirata do Lula com as suas mãos no timão da embarcação do PT, não para aprendizagem da corrupção instalada no país, mas para chegar mais rápido à presidência da República. 


Foi como ele está   conhecendo a trajetória da volta ao local do  crime e se aproximando do consórcio dos amigos do Lula no STF. 


Não é este o foco deste artigo. Ele visa os aspectos políticos de governança.


 Vários fatores poderão afastar o presidente Lula do posto, se for reeleito.  A idade avançada e seus hábitos   comprometedores da saúde. Isso se a Primeira Dama não resolver ficar mais tempo em Paris. Dinheiro não  faltará para uma vida de luxo.


Pois é aí que entrará em cena o astucioso vice Alckimin.  Será apoiado pelos gabinetes da Faria Lima e terá   trunfos para negociar uma fórmula vantajosa para afastar o Lula da presidência. Sim, a presidência da República será negociada. Os apaniguados do PT não seriam esquecidos pelo  Alckimin, seriam parte da negociação. 


O Lula receberia um salvo conduto. Uma espécie de anistia prévia, aos seus crimes administrativos e penais.


Muitos fatos estão para serem investigados. O caso do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel é  apenas um deles.


 Mas o mais sensível ao acordo é o da denúncia do filho, Lulinha no roubo dos aposentados do INSS. 


A nova composição do Congresso Nacional e mais a participação dos partidos do Centrão, que não perde oportunidade diante de vantagens, carregarão nas costas o vice-presidente Geraldo Alckimin na subida da rampa do Planalto. 


Caxias, 19.10.2026

Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Como chegar à presidência sem esforço

Marcus Vinicius Gravina - OAB-RS 4.949

Caxias, 19.10.2026 

O vice-presidente Geraldo Alckimin profetizou que o Lula voltaria ao "local do crime" que lhe valeram condenações em três instâncias judiciais. 

Foi libertado, sem absolvição, por uma firula jurídica favorecendo a ala do crime, com total desprezo à sociedade brasileira. 

O Foro de Curitiba foi declarado incompetente, tardiamente, pelo STF, como se isto fosse mais grave do que os crimes cometidos em corrupções continuadas, provadas nas instâncias colegiadas judiciais, que se aprofundaram nos exames das provas incriminatorias e daí à cadeia. 

Pois, o vice Alckimin acertou. Ele voltou com a proteção de alguns ministros do STF, em formação de consórcio. 

Cada um passou a atuar  em seus territórios, mas de mãos dadas, protegendo-se mutuamente. 

Na via administrativa, bem mais ampla, não faltou espaço para agir sem escrúpulos. 

Assaltaram o INSS. E, do outro lado da Praça dos Três Poderes, aconteceram negociações do Banco Master, em roda de whisky  e charutos raros. A imprensa chegou até divulgar a contratação de escritório de advocacia por 129 milhões de reais de honorários de ministro da Suprema Corte. 

Nestas todas, o vice Alckimin engoliu suas denúncias de palanque eleitoral e tomou carona na nau pirata do Lula com as suas mãos no timão da embarcação do PT, não para aprendizagem da corrupção instalada no país, mas para chegar mais rápido à presidência da República. 

Foi como ele está   conhecendo a trajetória da volta ao local do  crime e se aproximando do consórcio dos amigos do Lula no STF. 

Não é este o foco deste artigo. Ele visa os aspectos políticos de governança. 

 Vários fatores poderão afastar o presidente Lula do posto, se for reeleito.  A idade avançada e seus hábitos   comprometedores da saúde. Isso se a Primeira Dama não resolver ficar mais tempo em Paris. Dinheiro não  faltará para uma vida de luxo. 

Pois é aí que entrará em cena o astucioso vice Alckimin.  Será apoiado pelos gabinetes da Faria Lima e terá   trunfos para negociar uma fórmula vantajosa para afastar o Lula da presidência. Sim, a presidência da República será negociada. Os apaniguados do PT não seriam esquecidos pelo  Alckimin, seriam parte da negociação. 

O Lula receberia um salvo conduto. Uma espécie de anistia prévia, aos seus crimes administrativos e penais. 

Muitos fatos estão para serem investigados. O caso do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel é  apenas um deles. 

 Mas o mais sensível ao acordo é o da denúncia do filho, Lulinha no roubo dos aposentados do INSS. 

A nova composição do Congresso Nacional e mais a participação dos partidos do Centrão, que não perde oportunidade diante de vantagens, carregarão nas costas o vice-presidente Geraldo Alckimin na subida da rampa do Planalto.

Editorial, Gazeta do Povo - Lula compra votos e monta armadilha populista, mas podemos desmontá-la

Editorial da Gazeta do Povo – 19/10/2026

O segundo turno da eleição presidencial ocorrerá no próximo domingo. Esta, portanto, é uma semana decisiva para uma eleição decisiva, em que os brasileiros terão de escolher se querem continuar sob um regime disfuncional e de exceção, uma juristocracia, ou se desejam voltar ao equilíbrio e à normalidade democrática. Trata-se da opção entre um país decente, seguro e rico, ou um país onde a irresponsabilidade virou norma e a mentira, sua marca registrada; entre um futuro promissor, ou o seu sepultamento. 

Não pode haver dúvida válida acerca da única alternativa razoável. Lula foi conivente e cúmplice dos abusos perpetrados durante anos pelo STF. Tirou vantagem deles, alimentou-os e serviu-se deles para seus fins, incompatíveis com o bem do Brasil. Votar em Lula é, infelizmente, contribuir para a demolição da democracia e do progresso, ainda que muitos não o tenham percebido – e seguem sem percebê-lo ainda que o petista, neste exato momento, esteja empenhado em violar qualquer decência que se requer de um homem público, abrindo mão até das aparências. 

“Não basta que não nos deixemos comprar; é preciso trabalhar para que todos os que nos são próximos também não se deixem comprar” 

Contra o espírito da lei eleitoral e da Lei de Responsabilidade Fiscal, Lula tem abusado do poder político e econômico, empenhando-se em comprar o voto dos brasileiros com uma enxurrada de medidas populistas cujo efeito fiscal, medido pela Instituição Fiscal Independente, já beira os R$ 300 bilhões. São pacotes de estímulo ao consumo, crédito para setores específicos e, mais recentemente, o reajuste eleitoreiro do Bolsa Família, o fim da escala 6x1 e o perdão de dívidas tributárias dos MEIs; a mais nova cartada do petista é uma outra PEC, desta vez para garantir transporte público gratuito aos fins de semana. São medidas que, embora sedutoras no curto prazo, comprometem as finanças do país, gerando inflação e juros altos, estrangulando milhões e milhões de empreendedores, dos menores aos maiores, que são os principais responsáveis por criar emprego e levar desenvolvimento ao país. 

As “bondades” eleitoreiras de Lula também violam a igualdade substancial que deve haver entre todos os candidatos. Oferecer benefícios desmedidos, sobretudo para uma população carente, é tentar apoiar-se na miséria involuntária de tantos e tantas, para perpetuar-se no cargo e, depois, continuar a violentar a boa-fé e a perspectiva de futuro dos brasileiros. 

Tentar, no entanto, não é garantia de conseguir. E cabe a cada um de nós frustrar o jogo sujo do petismo nos próximos sete dias. Não basta que não nos deixemos comprar; é preciso trabalhar para que todos os que nos são próximos também não se deixem comprar. É preciso alertá-los neste momento em que se multiplicam as fontes de informação fraudulentas, em que jorram uma infinidade de mentiras ou de meias-verdades, e em que o TSE trata com desequilíbrio os candidatos, permitindo que Lula siga em frente com o uso da caneta presidencial e do dinheiro público para a compra de votos. 

Não há mistério. Não é difícil compreender que cada “bondade” de Lula só é possível arrancando cada vez mais dinheiro do pagador de impostos – inclusive do mais pobre. Não é difícil compreender que a inflação gerada pelo desequilíbrio fiscal come com sobras qualquer ganho oriundo de um novo auxílio ou reajuste eleitoreiro em benefício social. E não é difícil recordar a grave crise de 2015-16, a maior da nossa história, que não foi superada nem mesmo pelo “fecha tudo” da pandemia, e que tem como causa a mesma irresponsabilidade que Lula demonstra agora. 

Nunca vale a pena hipotecar o futuro pela satisfação momentânea de alguma necessidade, ainda que real. O momento atual evoca dois exemplos, um bíblico e outro da cultura popular. Na Bíblia, o filho mais velho de Isaac, Esaú, vende ao irmão mais novo, Jacó, seus direitos de primogenitura (que lhe conferiam vários privilégios) por um prato de lentilhas, tamanha a fome que sentia no momento – “estou morrendo de fome; de que me servirá a primogenitura?”, diz. Ao cair em si, arrependeu-se, mas já era tarde. Milhares de anos depois, um quadro clássico do programa do apresentador Silvio Santos colocava uma criança em uma cabine isolada acusticamente, e ela deveria responder “sim” ou “não” a propostas de troca, sem saber do que se tratava. Não raro ela terminava com objetos de pouco valor, deixando passar chances de sair com um prêmio valioso. 

“Por ignorância ou de forma consciente, ainda há quem queira trocar a possibilidade de um país decente, rico e seguro por algumas benesses momentâneas” 

A criança, ao não saber o que estava em jogo, contava apenas com a própria sorte; Esaú, por outro lado, sabia muito bem do que abria mão. Pouco importa: por ignorância ou de forma consciente, ainda há quem queira trocar a possibilidade de um país decente, rico e seguro por algumas benesses momentâneas, que causarão mais desemprego, mais inflação, mais crise e criarão um clima propício a mais arbítrios e desmandos autoritários. Que não sejamos nós a fazer essa troca irresponsável, e que não sejam nossos parentes e amigos a fazê-la por omissão de nossa parte. Não podemos, de maneira nenhuma, permitir que escorra pelos dedos a oportunidade de tirar o Brasil da armadilha populista que ainda nos aprisiona. 

Responsabilidade especial cai sobre os ombros de quem alcança centenas de milhares ou até milhões de brasileiros. Estes estão ainda mais obrigados que os outros a não esmorecer até o dia 25, e a manter o senso de urgência, a consciência de que não se pode perder nenhum momento. Pensamos sobretudo em tantos candidatos que foram recém-eleitos no primeiro turno. Muitos seguem fazendo um trabalho belíssimo, mas outros parecem ter adormecido sobre os próprios louros. Não é hora para isso. 

O momento nos pede um esforço final. Não se trata de política com minúscula, mas de Política com maiúscula: a defesa da arquitetura da liberdade, das regras do jogo da convivência civilizada. Lembrar e divulgar as barbaridades do atual governo e dos abusos do STF é proteger também os que ainda não perceberam a gravidade do que está acontecendo. Compreende-se o cansaço e até a dificuldade de tratar de temas políticos em público, mas que no dia 25, independente do que ocorrer ao fim da apuração, que tenhamos a tranquilidade de ter feito o que estava ao nosso alcance.

Artigo, Renato Sant'Ana - Nem Deus escapa: a fé como disfarce

Um grupo de indivíduos, autodenominado Movimento Espírita Progressista, sem nome nem cara de ninguém, lançou nas redes sociais um manifesto para manipular a convicção dos kardecistas e induzi-los a darem seu voto a um candidato que, como se verá, afronta os fundamentos do Espiritismo.

E quem é o candidato? É aquele que não fez cerimônia para dizer que seu objetivo na presidência da República é vingar-se dos seus inimigos: "(...) estou aqui para me vingar dessa gente" (entrevista ao Portal Brasil 247, em 21/03/2023)

Eu não preciso ser espírita para saber que o ódio e a vingança não se coadunam com a doutrina de Allan Kardek.

Sim, ele é o chefe de uma facção política que tem por método a mentira, que opera no ódio, que encara adversários como inimigos, que só cumpre a Constituição quando convém ou quando é inevitável, uma linha ideológica de corte revolucionário que, como estratégia para formar um ser humano moldado a um modelo autoritário de Estado, procura subverter os valores da chamada cultura ocidental cristã.

É oportuno dizer que esse candidato, defendido por sedizentes espíritas, é de um partido que propõe a legalização do aborto e a liberação das drogas, referindo aqui só dois temas em que o kardecismo jamais poderia concordar com essa gente, duas questões essenciais do espiritismo.

Tem mais. Ele teve duas condenações na Lava Jato, sentenças dadas por um magistrado de 1º grau, confirmadas por três magistrados de 2º grau e mantidas num colegiado de cinco magistrados em tribunal superior. Quer dizer, nove magistrados examinaram as alegações do Ministério Público e as provas da polícia federal e o condenaram a 26 anos de prisão.

Porém, ele falta à verdade, dizendo-se absolvido e acusando os outros de terem agido para impedir-lhe a candidatura. Em entrevista à TV Globo, repetiu isso e se traiu: "Só foi provada a [minha] inocência quando o processo foi anulado": anulação de processo não prova inocência. Sobre isso, vários ministros do STF declararam e jornais veicularam: o que houve foi uma "anulação formal" dos processos, o que, no dizer deles, não nega a existência da corrupção apontada (com bilhões recuperados). E conhecemos bem o "casuísmo" de tal anulação. (Aliás, a Lava Jato começou em março de 2014, longe de cogitações eleitorais.)

Ódio, vingança, mentira, o que mais falta? Eu não preciso ser devoto de nada para captar a incoerência de quem forjou o tal manifesto. Eu sei o que está escrito no Evangelho: "... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). Tais palavras são um farol para quem queira cultivar a integridade. E só falsos espíritas desprezam-nas, tentando apagá-las na consciência dos simples.

Ninguém é espírita sem estudar o "Livro dos espíritos", de Allan Kardec. Nele está posto que "o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal" é o autoconhecimento (questão 919). Para o espiritismo, a "melhoria íntima" é condição para o progresso pessoal e para a evolução da sociedade, o que não é possível sem autoconhecimento. Pergunto: alguém que diz seguir o Espiritismo pode apoiar quem se opõe à evolução do espírito? Uma ideologia que fomenta o ressentimento e o vitimismo, que, em vez de criar laços fraternos e unir as pessoas, separa-as, jogando negros contra brancos, mulheres contra homens, irmãos do Nordeste contra irmãos do Sul, homo contra heteros e assim por diante, vai totalmente contra a evolução do espírito.

Muito mais se teria a dizer. Porém, abreviando, lembremos. Nos últimos 24 anos, tivemos 18 de governos dessa gente e, em todos os mandatos, escândalos. No mandato atual, há o caso Master, com envolvimento direto de estrelas do partido; e a fraude do INSS, em que se estima que R$ 6 bilhões foram subtraídos dos mais necessitados, com a participação de aliados e, segundo a polícia federal, até de familiares do candidato. Um dos resultados da atuação praticamente hegemônica de tal ideologia em tantos anos é a educação formal no fundo do poço: na escola pública, jovens terminam o ensino médio sem saber ler (na escola privada não é muito diferente). E esse não é o único sintoma.


Ah, mas a retórica populista do candidato exalta os pobres, desdenha as elites e despreza qualquer empreendedor (menos os que o favorecem). E os espíritas "fake" aí evocam o lema do Espiritismo: "Fora da caridade não há salvação", como se fosse por caridade, não para manter o eleitor no cabresto, que o governo faz assistencialismo sem critério. O Espiritismo dá à caridade um sentido muito mais amplo, profundo e transformador, que não é compatível com ódio, vingança, mentira nem apego ao poder.

Nada traduz melhor o cinismo do tal manifesto do que a imagem clássica do "lobo em pele de cordeiro": não, isso não foi escrito por espíritas.

Clique no link e leia: Camaleões e a arte de enganar

https://blogdopolibiobraga.blogspot.com/2022/10/artigo-renato-santana-camaleoes-e-arte.html



Roberta Luchsinger responde a três inquéritos no STF. O pior deles é do INSS.

A lobista Roberta Luchsinger, ex-amiga de Lulinha, é alvo de 3 inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), investigados pela Polícia Federal.

Os principais pontos e focos das investigações são:

• Tráfico de influência e corrupção: Apuração de suposta atuação de um núcleo (que inclui a empresária e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha) para intermediar negócios privados e favorecer empresas junto a órgãos da administração pública federal.

• Setores e órgãos envolvidos: Negociações e tratativas sem contratos formais assinados envolvendo o Ministério da Saúde (venda de canabidiol medicinal), a Dataprev e a Telebras.

• Lavagem de dinheiro e desvio do INSS: Investigação sobre o recebimento de cerca de R$ 1,5 milhão de uma consultoria ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como "Careca do INSS") por meio da empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., além de repasses e relações financeiras sob sigilo (como transações envolvendo Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola).

A lista das denúncias

  Às vésperas de mais uma etapa decisiva da disputa presidencial, Lula anuncia medidas populares, como mudanças nas regras do MEI, o chamado PIX MEI, o fim da escala 6x1 e transporte público gratuito. O pacote de “bondades populistas levanta questionamentos sobre o momento escolhido para as iniciativas e sobre o uso eleitoral de anúncios governamentais. Críticos do governo também cobram coerência das instituições: diante de medidas com potencial impacto eleitoral, o STF mantém silêncio público sobre eventuais questionamentos, enquanto opositores perguntam se a reação seria a mesma caso o protagonista fosse Jair Bolsonaro. 

No campo da comunicação, pesquisas divulgadas por veículos como Poder360, Metrópoles e UOL passaram a integrar o centro da disputa narrativa sobre a eleição. A redução da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, quando apontada pelos levantamentos, alimenta o debate sobre a influência das pesquisas na opinião pública. O primeiro debate entre os candidatos na Band, previsto para domingo, promete aumentar a pressão sobre os institutos e os veículos de comunicação. A entrevista de Lula à Globo, na noite anterior, também virou alvo de críticas de opositores, que consideraram as perguntas pouco incisivas e a jornalista parecia assustada na frente de Lula. 

No Congresso, a tramitação acelerada de propostas como a mudança na escala 6x1 e as decisões envolvendo o Estatuto da Maioridade Penal ampliam as críticas à articulação política do governo e de seus aliados, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Ao mesmo tempo, a campanha de Flávio Bolsonaro denuncia o que considera uma onda de notícias falsas contra o candidato. O cenário expõe uma disputa que vai além das propostas: envolve a credibilidade das pesquisas, a atuação das instituições, a cobertura jornalística e o uso político de medidas populares.

Conheça a lista

 As investigações da Polícia Federal no âmbito do caso do Banco Master revelaram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, articulado pelo publicitário Thiago Miranda (da agência Mithi), estruturou o chamado "Projeto DV". Essa operação consistia no repasse de milhões de reais para blindar a imagem de Vorcaro, promover o Banco Master e realizar ataques coordenados contra o Banco Central e críticos do esquema.

Abaixo estão os principais nomes de jornais, jornalistas, páginas e influenciadores citados nos relatórios e investigações da PF por terem recebido repasses ou possuído relações comerciais financeiras com o grupo:

📰 Veículos de Mídia e Jornalistas

A Rede Globo e o site Metrópoles (leia notas abaixo) não foram os únicos que receberam dinheiro de Vorcaro e recegeram dele orientações editoriais. 

• O Bastidor (Diego Escosteguy): A PF identificou no celular de Vorcaro mensagens e uma planilha sugerindo pagamentos de R$ 2 milhões ao jornalista. O material aponta o envio de dados bancários para recebimento. Em nota, Diego Escosteguy declarou que a associação é "irresponsável e leviana", afirmando que se tratava de uma relação comercial comum anterior às matérias. O portal O Bastidor negou qualquer direcionamento editorial.

• Grupos de Mídia: A Polícia Federal investiga a ligação e possíveis aportes de Daniel Vorcaro em pelo menos 6 sites/grupos de mídia desde 2024 para a publicação de conteúdos favoráveis, entre eles O Globo e Metrópoles.

Participação societária

O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel (único cotista do Fundo Leal), investiu em uma fatia do Brazil Journal por meio da empresa BJ Conteúdol

Outros contemplados

Interferência editorial: Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro indicam que ele utilizava esses aportes para influenciar critérios das redações, definindo o tom e o que deveria ser publicado em veículos como Brazil Journal, IstoÉ, PlatôBR, DCM e CartaCapital.


💻 Apresentadores e Influenciadores de Grande Alcance


• Luiz Bacci: Documentos apontam uma previsão de repasse de R$ 500 mil mensais (por seis meses) para a empresa do apresentador publicar conteúdos nas redes sociais. Bacci confirmou a relação comercial com a agência de Thiago Miranda, mas declarou que não comenta detalhes de contratos.

• Marcelo Rennó: Citado nos relatórios da PF como participante da estratégia de divulgação digital contratada.

• Paulo Cardoso: Também elencado nas investigações sobre os repasses do "Projeto DV".


📱 Páginas de Entretenimento e Fofoca


A PF mapeou pelo menos 22 influenciadores e mais de 40 perfis (incluindo páginas de fofoca, celebridades e até culinária) contratados para pulverizar os ataques ao Banco Central. Entre os nomes confirmados de páginas estão:

• Artur Moreno Martins (página Deu Buzz): Com previsão de repasse de R$ 500 mil no esquema de distribuição.

• Portal Léo Dias: Investigado devido à forte ligação de Thiago Miranda, que atuava como administrador de empresas do jornalista Léo Dias e foi o operador central da contratação da rede de influenciadores.


🎯 Jornalistas que foram Alvos (Não receberam)


Diferente dos citados acima, importantes nomes do jornalismo foram alvos de tentativas de coação, intimidação, dossiês e violência por parte de Vorcaro e de sua milícia privada ("The Crew") por se recusarem a parar as investigações:

• Malu Gaspar (O Globo): Teve sua vida privada investigada e dados sigilosos levantados após publicar reportagens que expuseram fraudes do Banco Master.

• Lauro Jardim (O Globo): Daniel Vorcaro chegou a planejar agressões físicas contra ele (mencionando em áudios interceptados que queria "mandar dar um pau nele" e "quebrar todos os dentes").

• Consuelo Dieguez (Revista Piauí): Pressionada a remover reportagens críticas.

pib

 

PIB (+1,4% em 2027): Economia pode crescer 30% abaixo do ritmo por até 10 trimestres

"A Selic está em 13,75%, o mercado espera 13,25% no fim do ano e 12% em 2027, e com a inflação esperada perto de 4,5% isso ainda significa juros reais de cerca de 9% hoje e acima de 7% no ano que vem", André Matos, CEO da MA7 Capital.

       “A alta de 0,3% do IBC-Br em agosto, acima do esperado, é um respiro pontual que não anula a perda de dinamismo da economia: o trimestre móvel ainda recua 0,6%, e o avanço do mês veio concentrado na indústria, enquanto serviços praticamente andaram de lado e a agropecuária caiu 1,8%. A atividade entrou numa fase de acomodação previsível, resultado do impacto acumulado do aperto monetário e do esgotamento dos impulsos fiscais que sustentam artificialmente o nível de consumo. A trajetória pode fazer com que a economia chegue a 2027 sem tração para reacelerar consumo e investimento, mesmo com Selic mais baixa. O comprometimento de renda e o endividamento das famílias limitam o consumo, e o repasse dos cortes de juros ao crédito final das empresas é lento e defasado; além disso, o prêmio de risco fiscal mantém os juros reais longos pressionados, fazendo com que grandes projetos sigam travados. Historicamente, esse efeito pode perdurar por 3 a 5 trimestres de crescimento abaixo do potencial (1,5% a 2,0%). É um ciclo de pouso suave, ainda sem indicar recessão, dado que o mercado de trabalho formal segue funcionando como colchão. A desinflação permite ao Banco Central dar sequência ao alívio da Selic, embora existam outros fatores a considerar: inflação de serviços resiliente, câmbio volátil e expectativas desancoradas pedem cautela. Por fim, a oferta de crédito e a taxa de juros ao tomador final não dependem apenas da queda dos juros nominais. Spreads elevados e maior exigência de garantias devem manter o crédito caro por tempo suficiente para prolongar o ambiente de contenção sobre a atividade real”, Cassio Viana de Jesus, CIO da Pilar Capital.

       “O maior risco para 2027 é a economia voltar a crescer sem recuperar sua capacidade de investir. O IBC-Br subiu 0,3% em agosto, mas caiu 0,6% no trimestre móvel, enquanto os investimentos produtivos já haviam recuado 1,4% no primeiro trimestre, na comparação anual. Nesse cenário, estimo de 3 a 5 trimestres de crescimento abaixo do potencial, uma desaceleração mais longa e gradual do que a provocada pela pandemia. Mesmo com cortes da Selic, o crédito continuará seletivo, porque juros menores não recuperam imediatamente a confiança empresarial. A inflação mais baixa ajuda, mas não garante uma flexibilização acelerada. Para o venture capital, esse ambiente reforça a importância de startups capazes de elevar produtividade, reduzir custos e crescer sem depender exclusivamente de uma expansão forte do consumo”, Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest.

       “A economia pode chegar a 2027 com juros menores, mas sem uma recuperação proporcional do consumo. O IBC-Br avançou 0,3% em agosto, porém acumulou queda de 0,6% no trimestre móvel, mostrando que a demanda continua irregular. Estimo que esse cenário possa manter o crescimento abaixo do potencial por três a quatro trimestres, especialmente nas atividades dependentes de financiamento. Diferentemente da paralisação de 2020, seria uma recuperação lenta, condicionada à renda e à capacidade de pagamento. Mesmo com Selic de 12% e inflação de 4,3% em 2027, o juro real ficaria próximo de 7,4%, antes dos custos adicionais cobrados pelos bancos. Isso significa que a inflação mais baixa poderá permitir cortes graduais, mas o crédito ainda poderá permanecer caro o suficiente para adiar compras de imóveis e novos investimentos”, Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco.

       “O IBC-Br revela uma economia que consegue crescer em determinados meses, mas ainda não sustenta esse avanço. A alta de 0,3% em agosto não compensou a retração de 0,6% no trimestre móvel, enquanto a projeção de PIB de 1,4% para 2027 aponta para uma recuperação limitada. Se esse ritmo persistir, estimo entre 3 e 5 trimestres de expansão abaixo do potencial, em uma desaceleração mais gradual do que as grandes crises anteriores. O principal obstáculo é que a redução da Selic demora a chegar ao crédito das empresas, cujas taxas também incorporam risco, garantias e custos operacionais. A inflação menor favorece o ciclo de cortes, mas não elimina essas despesas. Por isso, a retomada dependerá tanto dos juros quanto da eficiência no financiamento do capital de giro e na circulação de recursos entre empresas, clientes e fornecedores”, Leticia Moschioni, Sócia da Finscale.

       “A alta de 0,3% do IBC-Br em agosto veio acima do esperado, mas não muda o quadro. No trimestre encerrado em agosto, a atividade caiu 0,6%, e em 12 meses o crescimento está em apenas 1,6%. Ou seja, a economia está perdendo força, e não se recuperando. Na minha avaliação, o Brasil cresce sem pressionar a inflação a algo próximo de 2% ao ano. Pelas projeções do próprio mercado no Focus, o PIB deve crescer 1,85% em 2026 e 1,4% em 2027, e só volta a 2% em 2029. Se esse ritmo se confirmar, ficaremos entre 8 e 10 trimestres crescendo abaixo do nosso potencial. Não é uma recessão como a de 2015 e 2016, quando o PIB caiu mais de 3% ao ano, mas é uma desaceleração longa, que vai cansando o consumo e adiando investimentos. Os juros vão cair, mas devagar. A Selic está em 13,75%, o mercado espera 13,25% no fim do ano e 12% em 2027, e com a inflação esperada perto de 4,5% isso ainda significa juros reais de cerca de 9% hoje e acima de 7% no ano que vem. É um custo alto demais para quem precisa de crédito para comprar ou investir. O alívio da inflação abre espaço para cortes, mas o Banco Central ainda vê riscos acima do normal e o cenário fiscal continua incerto. Por isso, não espero uma aceleração forte do ciclo, e o crédito caro deve continuar segurando a atividade até boa parte de 2027”, André Matos, CEO da MA7 Capital.

       “A recuperação da economia brasileira em 2027 dependerá também do comportamento dos juros americanos e do dólar. O IBC-Br cresceu 0,3% em agosto, mas recuou 0,6% no trimestre móvel, indicando que a atividade ainda não ganhou tração. Com o PIB projetado em apenas 1,4% para 2027, estimo de dois a quatro trimestres de crescimento abaixo do potencial, em uma desaceleração gradual, diferente de uma recessão provocada por choque abrupto. Embora a atividade mais fraca favoreça a queda da inflação, juros elevados nos Estados Unidos e pressões cambiais podem limitar a velocidade dos cortes da Selic. Mesmo que a taxa brasileira recue para 12% em 2027, o juro real projetado continuará próximo de 7,4%. Portanto, o crédito poderá permanecer restritivo, e a recuperação dos investimentos dependerá também de maior estabilidade no cenário internacional”, Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset.


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jornalismo

 

Muita gente ficou escandalizada com os jornalistas pendurados no WhatsApp do Vorcaro. “Não esqueça de mim”, dizia o executivo da Globo, que vendia notícia e, quando oportuno, cobrava ainda caro mais para não publicá-la. “Deixa comigo!”; “Vou alterar”; “Vamos suprimir esta frase”, dizia a CEO do Metrópoles, ensinando que o jornalismo deve ser favorável ou desfavorável dependendo das circunstâncias e, principalmente, dos interesses envolvidos.

Mas não é apenas a imprensa tradicional que está cheia de oportunidades para quem está do lado certo dos interesses políticos. Jornalistas, blogueiros, influencers e sites desavergonhadamente a favor de corruptos também promovem suas feiras-livres de opiniões.

Na imprensa na época de Balzac, podia-se comprar a glória, vender as convicções e negociar a reputação alheia. Nada parece ter mudado.

Porque nesse mercado de palavras, até a honestidade pode se tornar um ativo comercial. E, se pagar bem, o jornalista pode até dizer alguma verdade.

Diesel

 • Variação: Alta de 2,3% em relação à semana anterior.

• Patamar: Trata-se do maior valor médio registrado para o combustível desde o final de maio de 2026.

• Outros combustíveis no mesmo período:

• Diesel comum: Média de R$ 6,65 por litro.

• Gasolina: Média de R$ 6,54 por litro.

• Etanol: Média de R$ 4,08 por litro.

• Causas: O aumento é impulsionado pela valorização das cotações do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas (como conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia), além da maior demanda sazonal devido ao início do plantio de grãos no campo. Subsequentemente, em semanas seguintes de setembro de 2026, as médias nacionais chegaram a alcançar patamares ainda maiores, entre R$ 7,33 e R$ 7,36 por litro

O subsídio atual ao óleo diesel (no valor de R$ 2,12 por litro) está em vigor desde 15 de setembro de 2026 (resultando da soma de R$ 1,12 e R$ 1,00 por litro via medidas provisórias e portarias do Ministério da Fazenda), sendo prorrogado por portarias mensais — com a vigência atual garantida até o final de outubro de 2026, embora o programa-base de subvenção ao diesel tenha sido iniciado em março/maio de 2026 devido às crises internacionais do petróleo. [1, 2, 3, 4, 5]
Detalhes do subsídio:
  • Desde quando existe: O modelo atual de subvenção ao diesel começou em 30 de maio de 2026 (pela MP nº 1,363/2026, com R$ 1,12/L), tendo sido ajustado e elevado para R$ 2,12 por litro em 15 de setembro de 2026 (com a Portaria MF nº 2.813/2026). [1, 2]
  • Qual o valor: R$ 2,12 por litro (pago a produtores e importadores cadastrados na ANP para conter o preço final nas bombas). [1, 2, 3]
  • Até quando vai: Prorrogado recentemente por mais 30 dias, com validade prevista até o final de outubro de 2026, podendo ser revisado ou estendido pela equipe econômica conforme a oscilação do petróleo no mercado internacional. [1, 2, 3]

///

O governo federal brasileiro concede uma subvenção econômica de R$ 2,12 por litro para produtores e importadores de óleo diesel, com um reforço adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel importado (elevando o benefício a R$ 3,52 por litro para esse grupo).


Como o impacto funciona na prática


• Natureza do subsídio: O valor não é um desconto direto aplicado na bomba para o motorista, mas sim um repasse financeiro pago pela União (via ANP) às refinarias e importadoras.

• Contrapartida: As empresas recebem o auxílio e devem abater o valor do preço de venda, contendo os reflexos dos choques do petróleo internacional (impulsionados por conflitos no Oriente Médio).

• Objetivo: O mecanismo serve para manter o preço do diesel estável e evitar saltos abruptos nos custos de frete e transporte rodoviário.

• Custo fiscal: O pacote de reforço mais recente prevê um aporte bilionário (parte de um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões aberto pelo Ministério de Minas e Energia) para sustentar essas medidas de alívio temporário

///

O óleo diesel representa, em média, 35% do custo operacional total das empresas de transporte rodoviário de cargas no Brasil, constituindo a maior fatia isolada nas despesas do setor, segundo dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). [1]
Principais pontos sobre a importância do diesel:
  • Peso no custo do frete: Dependendo da distância percorrida e do tipo de operação, o diesel pode responder por 25% a 40% do valor do frete. [1, 2]
  • Domínio do modal: O setor rodoviário é responsável por cerca de 81,1% do consumo total de óleo diesel no país, sendo o combustível essencial para caminhões e ônibus. [1, 2]
  • Impacto na inflação: Como o Brasil depende majoritariamente do transporte rodoviário para escoar mercadorias e alimentos, variações no preço do diesel afetam diretamente os custos logísticos e pressionam a inflação geral (IPCA). [1, 2]
  • Margens apertadas: Juntamente com a mão de obra, o diesel é o principal componente de custo que dita a viabilidade financeira das transportadoras, exigindo forte controle de eficiência de frota diante de margens de lucro reduzidas. [1]
Se você precisar de mais detalhes, posso informar:
  • Como as variações no preço do diesel impactam o preço final dos produtos
  • Alternativas que o setor vem testando para reduzir o consumo de diesel
  • Valor Econômico
    Substituição do diesel, um combustível caro, no transporte de ...
    14 de abr. de 2025 — “O diesel, junto com a mão de obra, é um dos dois maiores custos da atividade de transporte. Qualquer aumento tem impacto, especia...
  • aglogisticaolimpia.com.br
    Óleo diesel: sua importância no transporte rodoviário
    15 de ago. de 2022 — O impacto do consumo de óleo diesel no transporte rodoviário. O transporte rodoviário é o setor que mais utiliza óleo diesel fóssi...
  • www.portalviu.com.br
    Diesel: por que o preço do combustível afeta toda a economia
    14 de out. de 2026 — Por que acompanhar o mercado do diesel? O diesel ocupa uma posição importante na economia porque conecta diferentes etapas da prod...