Francisco Ferraz, Estadão - Forçando os limites da democracia

Ex-reitor da Ufrgs, RS. Professor de Ciência Política, é criador e diretor do site www.mundodapolitica.com

A crise, na época do artigo citado em epígrafe, não era tão grave ainda como veio a se tornar. Às dificuldades econômicas vieram se agregar outras de natureza política e
moral: a agressividade não resolvida da campanha eleitoral, o impacto desmoralizante das revelações de corrupção da Lava Jato e uma grave divergência sobre valores culturais e sociais. Esses componentes geraram uma Crise sistêmica, salientada neste artigo pelo uso da letra maiúscula.
Passadas duas eleições presidenciais, duas congressuais, um impeachment e uma investigação implacável – que desvelou uma corrupção em escala nacional por mais de uma década, com valores até então inimagináveis –, a crise tornou-se a Crise sistêmica por seu inevitável poder de contaminação das relações políticas, sociais e morais. Não era apenas mais uma crise econômica. Tornou-se uma emergência nacional pelos ressentimentos provocados no impeachment, pela fragilidade do governo Temer e pela proximidade da eleição presidencial intensamente radicalizada.
Com essa atmosfera de animosidade, hostilidade e espírito de revanche a Nação dividiu-se em dois blocos políticos, exacerbados pela novidade do acesso facilitado à expressão dos sentimentos nas redes sociais. A vitória de Jair Bolsonaro não apaziguou o conflito. De todas as autoridades se passou a exigir uma definição política, mesmo daquelas de quem se esperam isenção e independência. Esse procedimento se universalizou pelos três Poderes, o que causou (e causa) fortíssimo estresse no desempenho de suas funções constitucionais.
Esse clima político trazia consigo uma sensação de vigilância ideológica que inevitavelmente produz em muitos a timidez decisória, a postergação da decisão, a fuga da responsabilidade e o medo de se opor às manifestações contrárias à aprovação de projetos do governo. Em consequência, todas as instituições mais importantes do nosso sistema político foram abaladas pela descrença e desconfiança.
Estamos enfrentando uma Crise estrutural como se fosse conjuntural, quando se trata da mesma crise que volta e meia nos visita, sempre agravada. Desta vez ela se faz acompanhar de uma chuva de impasses e bloqueios cumulativos e interdependentes de natureza política, jurídica, moral.
O que a torna mais perigosa é o fato de que nenhum dos Poderes tem legitimidade para resolvê-la individualmente; por outro lado, cada órgão político envolvido tem algum poder de veto sobre os demais ou de interferir na liberdade decisória dos outros Poderes por sua ação ou omissão. A relação entre os Poderes deixa de ser de harmonia e colaboração para se tornar de impasses e bloqueios entre eles.
A Crise tornou-se emergência nacional porque está destruindo as instituições que poderiam resolvê-la, pelo abalo e pela descrença no sistema político, por excessiva e descabida transferência de responsabilidades políticas para o Poder Judiciário. Isso em meio a uma atmosfera política de conflito radicalizado que contaminou a sociedade e de uma contestação de valores sociais que dividiu famílias, amigos e a cidadania, a tornar inviável um mínimo de consenso.
A Crise pôs a nu a incapacidade das instituições e da classe política de darem respostas tempestivas e resolutivas aos desafios que nos ameaçam.
O governo Temer, com legitimidade precária, pouco pôde fazer. O governo Bolsonaro recém-empossado dependia da aprovação de seus projetos por um Legislativo em busca de recuperar um poder que perdera pelos escândalos da Lava Jato e de um Judiciário progressivamente atraído pela política. Isso foi tudo o que o sistema político conseguiu reunir para enfrentar uma Crise que se tornava estrutural e sistêmica.
A Crise e a grave e urgente agenda política do País foram então entregues a um Executivo que tinha mais responsabilidades que poder, a um Legislativo que temia usar o poder que tinha e a um STF cada vez mais politizado, na condição sempre fatal de desfrutar o poder sem a correspondente responsabilidade política.
Em si mesma a Crise não surgiu de problemas insolúveis. Seu diagnóstico era conhecido e as medidas para resolvê-la, repetidamente anunciadas na campanha presidencial, tiveram sua urgência enfatizada.
Entregue o projeto ao Legislativo, perdeu-se tempo precioso ao tentar convencer a opinião pública de que articular apoio não era negociar; não reconhecendo a urgência, a Câmara tratou o projeto da Previdência como matéria rotineira. Em vez de levá-lo com cuidado para a UTI, levou a maca com o doente para o corredor. A reforma da Previdência levou dez meses para ser aprovada, um quarto do mandato presidencial, como se o tempo perdido não cobrasse seu preço.
Uma crise implica sempre perda de tempo valioso para corrigir o que a está causando.
Sua solução depende de respostas corretivas que devem ser urgentes e resolutivas. A razão para o seu agravamento é conhecida. Na nossa política, enraivecida pelas políticas ideológicas e personalistas, o País sempre poderá tornar-se refém numa 2/6 políticas ideológicas e personalistas, o País sempre poderá tornar-se refém numa batalha política que não finda nem mesmo com o pronunciamento do eleitorado.
Hoje nos encontramos ainda enredados nesta crise que está destruindo toda a estrutura institucional de governo, na realidade de seu funcionamento e na mente dos cidadãos.
É inegável que a cultura política brasileira tem uma relação mal resolvida com o tempo.
Não aprendemos com o passado e não decidimos para o futuro. Vivemos politicamente como se apenas houvesse o presente e aquele futuro imediato que com ele pode se confundir.
Por que não somos capazes de enfrentar e resolver crises? Essa é uma pergunta que não se faz porque não se quer saber a resposta.

Locais

LOCAIS OUTDOORS PACOTE ANTICRIME:

Av. Ipiranga, esq. Rua Silva Só (fte. Mc Donald's)
Av. Souza Reis, esq. João Inácio - próx. IESA
Rua Mal. José Inácio da Silva, próx. Fac.Dom Bosco
Av. João Wallig, esq. R. Cipó (acesso Iguatemi)
Av. Assis Brasill, lado Shopping Lindóia
Rua Frei Germano, próx. esq. Av. Ipiranga
Av. Ipiranga, esq. Av.Antônio de Carvalho-F.Bairro
Rua Ten. Ary Tarragô, próx.esq. Av. Protásio Alves
Av. Baltazar de O. Garcia, lado n.º 4.344 (F.Poa)
Rua Dona Teodora, 700, acesso Vdto Leonel Brizola
Av. Borges de Medeiros, jto. Pça.Itália-F.Pq.Marin
Av. Praia de Belas, lado Fund. Rec. Humanos
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Av. Teresópolis, esq. Travessa Viamão
Rua Dona Teodora, 205, acesso Free-Way
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Av. Joaquim Porto Vilanova, próx. Ipiranga
Av. Sertório, frente Centro Distrib. Cia Zaffari
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Retorno da BR 290 Freeway para Makro/Aeroporto/Hot
Av. Praia de Belas, frente Rua Botafogo próx.Shop.
Av. Borges de Medeiros, frente Parque Marinha
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Av. Santos Ferreira, frente n.º 5780 -F. Cachoeiri
Av. Dorival Când. de Oliveira, pd.60,próx.Rev Rena
RS 030, parada 95, próx. GM, chegada Gravataí-FGra
RS 030, parada 95, próx. GM, chegada Gravataí-FGlo
BR 290 (Free-way), km 81, frente Nutrella
BR 116 (S), km 102, próx. Ponte Rio Jacuí - F. Poa
Av. Sen. Salgado Filho, próx. Supermercado BIG


https://www.youtube.com/watch?v=WoLHaXFRVQg&feature=youtu.be

Artigo, Astor Wartchow - Mentira e poder


- O autor é advogado no RS.

      Em meados de 2013, escrevera sobre dois fenômenos políticos do nosso tempo, a antipolítica e a pós-política. As duas práticas questionam (e transformam) gravemente a democracia, assim como a popularmente compreendemos (ainda que de modo equivocado).
      A antipolítica pode vir a ser uma nova utopia, uma possibilidade de revitalização das idéias e das esperanças. Principalmente, poderá desmascarar um tradicional (e fraudulento) discurso político, que afirma que os interesses da classe política são idênticos aos interesses da comunidade. Ou, que os interesses do Estado se equiparam aos objetivos da população. Ambos falsos!
      Em seu premiado ensaio de 1985, o escritor húngaro George Konrád (1933-2019) definiu a antipolítica como “uma força moral da sociedade civil que articula a desconfiança e rejeição públicas do monopólio de poder da classe política dentro do Estado – um poder usado contra as populações através de legislação. Esta força moral não pretende derrubar o poder político, mas opor-se à opressão que ele exerce sobre as populações”.
      Enquanto que a antipolítica quer refazer e recuperar o sentido e o debate ideológico (mas questiona os partidos e suas práticas), a pós-política representa o contrário. Pensa, acredita e aposta no fim da ideologia.
      Se a antipolítica ainda não sabe como agir, a pós-política sabe muito bem o que fazer, como fazer e o que quer: o poder.  E o poder se estabelece pela conquista do Estado. A pós-política é realista. Joga o jogo do sistema. Não tem ilusões, nem pudores.
      Utiliza e manipula os partidos, faz permanente cooptação das instituições sociais, as despolitiza e as converte em instrumentos de sua manutenção de poder.
      A antipolítica, ao contrário, quer recuperar as manifestações e os movimentos sociais, sua cultura e dinâmica. Ainda que utópico desejo, sabe, entretanto, que “não há vida saudável dentro do sistema”.
      Entre esses dois movimentos políticos há algo essencial em comum, mas por razões diferentes. Os meios de informação e conhecimento são ponto central de ação da antipolítica para expandir a comunicação e as redes de integração do debate político-ideológico.
      A pós-política, porém, reconhecendo os inerentes riscos à sua manutenção de poder, tenta impor o controle sobre os meios de comunicação. Ou, então, mais recentemente, adere grosseiramente a pós verdade.
      Governos, sindicatos, universidades e imprensa, por exemplo, perderam credibilidade, e, consequentemente, já não conduzem o debate público. A busca e afirmação da verdade ficou em segundo plano.
      No criativo e incessante fluxo das redes sociais, líderes da preferência popular em informação (via celulares cada vez mais potentes), a arte da boataria e da desinformação predominam. Na falta de um certificado de autenticidade, prolifera a pós-verdade. Não só aqui. Mundialmente!

Cremers debate a Síndrome de Bournout

Mais conhecido como esgotamento profissional, a Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico que acomete especialistas de diversas áreas. Para saber mais sobre esse assunto, que é destaque em discussões na comunidade médica, a próxima edição do Cremers Debate apresenta o tema “Estresse crônico no trabalho - debatendo o Burnout”. O evento ocorrerá no dia 31 de outubro, às 18h30, no auditório do Cremers (Rua Bernardo Pires, 415).
      O presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Eduardo Trindade, explica a importância em discutir a síndrome que é cada vez comum e afeta o desempenho de profissionais. “Trata-se de uma oportunidade para discutir os prejuízos trazidos por esse esgotamento, que afeta os serviços prestados em inúmeros setores. Profissionais cogitam abandonar suas atividades, afetados pelo cansaço, excesso de atribuições e depressão. E um grande e preocupante exemplo disso está na área da saúde”.
      O encontro será aberto por Eduardo Trindade e pelo presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do RS (CAARS), Pedro Alfonsin. Os debates ficarão por conta do médico Jacques Vissoky, especialista em medicina do trabalho e mestre em prevenção de riscos laborais, e da conselheira do Cremers, Niura Tondolo Noro, médica do trabalho e mestre em ergonomia. Na ocasião, será lançada a cartilha “Síndrome de Burnout: o que você precisa saber para enfrentar”.
     
O evento é gratuito e aberto ao público.

O que: O Cremers Debate: “Estresse crônico no trabalho - debatendo o Burnout”. 
Quando:  Quinta-feira (31), às 18h30.
Onde: Auditório do Cremers (Rua Bernardo Pires, 415).

Osmar Terra rebate infâmias de Zero Hora

Em resposta à reportagem publicada em Zero Hora e GaúchaZH no fim de semana – que mostra como e por que um dos principais ministros do governo Jair Bolsonaro decidiu mudar o seu discurso, contrariando o seu próprio passado político –, Osmar Terra enviou à Redação e-mail contestando o conteúdo.

"Fui surpreendido por uma reportagem de duas páginas na Zero Hora que tenta montar aquilo que seria a minha ‘trajetória’ até ingressar no governo Bolsonaro. Como sequer recebi uma ligação do jornal, solicito o direito de me manifestar através deste texto. A reportagem teve a nítida intenção de me desmoralizar como político.
O preocupante é que se trata de uma versão mal contada, com informações errôneas, relatando fatos que não ocorreram e se baseia em fontes que pouco sabem da minha história. No começo, estranhei não ter sido sequer ouvido. Depois, ficou claro que não interessava ao repórter, nem ao jornal, confirmar ou aprofundar nada. É uma narrativa insistente para me pintar como um político oportunista, arrivista, com sede de cargos e que muda de posição para alcançar seus objetivos. Essa é a essência da matéria: me desmoralizar politicamente.

Que oportunista e arrivista teria uma história tão longa de desprendimento e de esforço para tantas realizações em políticas públicas? O próprio jornal cita a minha luta em defesa da Primeira Infância e a minha posição contra às drogas como parte deste enredo. São lutas de décadas, embaladas por convicções e não por oportunismo ou radicalização ideológica como tenta o jornal creditar. Essa é a primeira contradição da matéria. Sou um servidor público, no sexto mandato de deputado federal, duas vezes secretário estadual e duas vezes ministro. Nunca, mas nunca, me envolvi em nenhum escândalo de corrupção, porque entendo que a política é o instrumento mais poderoso para mudar o mundo e nunca deve ser usada para enriquecimento pessoal.

Os convites que recebi sempre partiram de quem convidava, sem qualquer lobby maior de minha parte. E sempre justificado na minha conduta e no que realizei na vida política. Assim foi também o surpreendente convite que recebi do Presidente Jair Bolsonaro, através do atual ministro Onyx Lorenzoni. O que considerei, pela forma com que foi feito, a maior das homenagens que recebi.

O próprio presidente revelou que me fez o convite exclusivamente pela minha biografia. E seria muito fácil conferir isso. Era só ter perguntado para quem convidou!

Mas vamos ao ponto que precisa ser esclarecido e que gostaria de ter sido, no mínimo, ouvido: a aparente contradição entre ter sido de esquerda na juventude e agora trabalhar no governo Bolsonaro. Afinal, esse é o cerne da matéria feita sob a justificativa de dar “transparência”. Se esse era o objetivo, qual o problema então de o jornal me perguntar o que me fez dar essa guinada política? Quero dizer que deixei a militância de esquerda há mais de 40 anos porque fui, com o passar dos anos, aprendendo com a vida que as pessoas de boa-fé, que querem honestamente melhorar o mundo, podem ser vítimas de ideias erradas e da manipulação de líderes inescrupulosos.

No Brasil, a esquerda, para se eleger, prometia um ‘Brasil decente’ e desenvolvido. Na prática, sistematizou a corrupção e enterrou o crescimento do país. Hoje, os ideais de seriedade na política e de desenvolvimento com inclusão social, estão com o outro lado do espectro político, estão com as propostas eleitas com o Presidente Bolsonaro. E tenho muito orgulho de fazer parte do governo. Não há contradição, mas sim convicção de que essas propostas hoje são as melhores para o país.

Locações pelo Airbnb

CLIQUE AQUI para ler o acórdão do TJ do RS.

O autor é o advogado gaúcho e jornalista independente Marco Antonio Birnfield, que dita o blog Espaço Vital. O material a seguir é de hoje. Leia tudo com atenção.

No momento em que alguém fixa residência em um prédio, é automática a adesão às normas internas. O Código Civil traz um rol exemplificativo do que pode ser estipulado por convenção condominial. Esta pode regular as relações entre os condôminos, a forma de administração e a competência das assembleias. No confronto de direitos, são diversos os casos que demandam a intervenção do Judiciário.

A jurisprudência do STJ já estabeleceu que a análise de norma condominial restritiva passa pelos critérios de razoabilidade e legitimidade da medida, em face do direito de propriedade. Este foi o entendimento adotado pelo ministro Luís Felipe Salomão, da 4ª Turma, ao apresentar seu voto num recurso especial cujo julgamento foi iniciado no dia 10 deste mês e vai definir se um condomínio residencial pode, ou não, proibir a oferta de imóveis para aluguel por meio de plataformas digitais, como o Airbnb.

O caso que pode se tornar paradigmático é oriundo de Porto Alegre. Sentença e acórdão falam sobre o Condomínio do Edifício Coorigha, em ação contra mãe e filho (Monica Dutcvzak e Gyan Celah dos Santos) que são proprietários de duas unidades residenciais, que vinham sendo anunciadas no Airbnb. 

O relator do recurso especial no STJ entendeu que “não é possível a limitação das atividades locatícias pelo condomínio residencial, porque as locações via Airbnb e plataformas similares não estão inseridas no conceito de hospedagem, mas, sim, de locação residencial por curta temporada”.

O voto define que “essas locações rápidas não podem ser enquadradas como atividade comercial passível de proibição pelo condomínio”. E avalia que “haveria violação ao direito de propriedade, se permitido que a maioria dos condomínios proibissem a locação temporária”.

O relator ressalva que “o condomínio pode adotar medidas adequadas para manter regularmente o seu funcionamento — como o cadastramento de pessoas na portaria —, mas não pode impedir a atividade de locação pelos proprietários”.

O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Raul Araújo. Não há data prevista para o prosseguimento. Também votarão os ministros Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira e Marco Buzzi (REsp nº 1819075).


 O tamanho do aplicativo

Criado em 2008 em São Francisco (Califórnia, EUA), o Airbnb permite às pessoas alugar o todo, ou parte, de sua própria casa, como uma forma de acomodação e renda extra. Fornece uma plataforma de buscas e reservas entre a pessoa que oferece a acomodação e o turista que busca a locação.
Constantemente, o Airbnb abrange, em média 500 mil anúncios, de imóveis em cerca de 35 mil cidades, em exatos 192 países.
Assim como o Uber, o Airbnb sofre resistência de setores contrários à chamada economia do compartilhamento. Cidades como Barcelona (Espanha), Berlim (Alemanha), e Boca Raton (na Florida, EUA) proibiram o aplicativo, sob o argumento de que ele pode minar setores já estabelecidos da economia, como a rede hoteleira.
A Câmara de Lisboa, em Portugal, seguiu em linha inversa e estabeleceu políticas para flexibilizar o controle do aluguel e facilitar o Airbnb, como forma de incentivo ao turismo. No Brasil, o Airbnb usa o slogan de “motor de busca de meios de hospedagem”.
No recurso especial ora em tramitação no STJ, a empresa se habilitou como assistente processual de mãe e filho porto-alegrenses que tiveram insucesso na ação judicial decidida pela Justiça gaúcha.
Detalhe curioso: o terceiro interessado habilitado se nomina Airbnb Ireland UC – um braço irlandês com sede em Dublin