Manifesto em favor da governabilidade e da estabilidade institucional brasileira

A pandemia de Covid-19 agravou os problemas que ameaçam abalar os fundamentos da Nação, exigindo o posicionamento claro e comprometido de todos os segmentos da sociedade brasileira.

A governabilidade exige que os poderes constituídos atuem em harmonia, respeitando-se mutuamente e mantendo-se, cada um, nos limites das competências constitucionais.  

É preciso pôr fim a arroubos do Executivo; o Judiciário precisa abster-se de interpretações elastecidas dos mandamentos da Constituição e de invasões nas competências dos demais poderes; o Legislativo tem que priorizar os interesses coletivos, eliminar os privilégios corporativos e empenhar-se na aprovação das reformas tributária, política, econômica e administrativa.  

Urge que se mantenha respeito ao teto de gastos públicos, que os poderes moderem seus orçamentos, que se dê autonomia ao Banco Central; que se avance em privatizações e concessões de serviços públicos; que se acabe com foros privilegiados; que se aprove a prisão em segunda instância; que se mantenha a ação investigativa e repressora, nos moldes da Operação Lava-Jato, de forma a acabar com a impunidade que vem estimulando a corrupção pública e privada.

O enfrentamento do flagelo da pandemia exige a ação conjugada e sinérgica dos governos federal, estadual e municipal para a vacinação da população, deixando-se de lado as disputas políticas e as rivalidades regionais para que prevaleça o espírito público. Os desvios criminosos dos recursos públicos alocados à saúde precisam ser coibidos e os responsáveis, severamente punidos. 

A extrema gravidade da situação está a exigir a união de todos os brasileiros, com rejeição às disputas ideológicas que acirram os ânimos e semeiam o ódio nas relações pessoais, agora incrementadas pelo uso desvirtuado das redes sociais.

Por fim, os meios de comunicação social precisam informar honestamente, abolindo as famigeradas fake news e exercendo sua legítima função crítica de forma construtiva e isenta de interesses outros que não os de natureza coletiva.

Estamos prontos e à disposição para contribuir com ideias e ações para transformar o Brasil no país competitivo e bom para se viver que todos queremos.

Caxias do Sul, 27 de janeiro de 2021.


CIC CAXIAS - Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul 

CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas

FITEMASUL – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e Malharias da Região Nordeste do RS

MICROEMPA - Associação da Empresas de Pequeno Porte do RS

SEGH – Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria Região Uva e Vinho

SEPRORGS – Sindicato das Empresas de Informática do RS

SESCON SERRA GAÚCHA - Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas da Região Serrana do RS

SIMECS - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região

SIMPLÁS – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho

SINCOTER – Sindicato da Construção Pesada e Terraplenagem de Caxias do Sul e Região

SINDERCOL – Sindicato das Empresas de Refeições Coletivas da Região Nordeste do RS

SINDIALI – Sindicato das Indústrias da Alimentação de Caxias do Sul e Vale Real

SINDIGÊNEROS – Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Caxias do Sul

SINDIJOIAS – Sindicato das Indústrias de Joalherias

SINDILOJAS – Sindicato do Comércio Varejista de Caxias do Sul

SINDIMADEIRA – Sindicato Intermunicipal das Indústrias Madeireiras do RS

SINDIPETRO SERRA GAÚCHA – Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo da Serra Gaúcha

SINDITRANSPF – Sindicato dos Transportadores de Passageiros da Serra Gaúcha

SINDIVEST – Sindicato das Indústrias do Vestuário e do Calçado do Nordeste Gaúcho

SINDIVINHO RS – Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho do Estado do RS

SINDUSCON CAXIAS – Sindicato da Indústria da Construção Civil de Caxias do Sul

SINGRAF – Sindicato das Indústrias Gráficas da Região Nordeste do RS

SINPRÉ – Sindicato das Instituições Pré-Escolares Particulares de Caxias do Sul

SIRECOM NORDESTE/RS – Sindicato das Empresas de Representação Comercial e dos Representantes Comerciais Autônomos da Região Nordeste do RS

SIVECARGA – Sindicato das Empresas de Veículos de Carga

Noções práticas sobre reestruturação de empresas são apresentadas em curso online

Iniciativa é resultado de parceria entre ESPM e escritório Scalzilli Althaus

Em um cenário de crise em razão da pandemia, as novas regras para recuperação judicial e falência trouxeram alento para muitas empresas. Mas as novidades também geraram dúvidas nas esferas judicial e extrajudicial, trabalhista e fiscal. Com o objetivo de apresentar de forma objetiva e de fácil compreensão as novidades e soluções implementadas pela Lei 14.112, um curso 100% virtual será ministrado nos dias 9 e 10 de fevereiro.

As principais melhorias implementadas na recuperação extrajudicial foram a suspensão do endividamento e a inclusão dos trabalhadores. Por isso, a capacitação — que já é ministrada pelo escritório Scalzilli Althaus há mais de dez anos — contará, pela primeira vez, com a participação de uma especialista com larga experiência em gestão de crise trabalhista.

“O cenário pandêmico mudou consideravelmente as relações de trabalho em 2020. Estamos diante de uma realidade desconhecida para os empresários e sem precedentes jurisprudenciais. Setores extremamente desgastados pela crise precisam agir de forma assertiva para reduzir riscos e quitar dívidas”, alerta a advogada Kerlen Costa, da Área Trabalhista e Gestão de RH da Scalzilli Althaus.

No encontro, também serão sanadas dúvidas para gerar mais segurança e auxiliar na criação de um terreno plano para a retomada do crescimento. “Trataremos de estratégias e formas de conciliação e mediação com o judiciário envolvendo os passivos. Abordaremos questões trabalhistas da empresa pós-covid-19 e as atualizações da lei que amplia o leque de medidas que permitem evitar a recuperação judicial e negociar com todos os credores”, detalha a advogada Gabriele Chimelo.

O curso “Ferramentas Legais e Extrajudiciais de Gestão de Dívidas” acontecerá das 19h às 22h30. A atividade é voltada a empresários, contadores, gestores financeiros, profissionais das áreas de RH e financeira, controladoria.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas diretamente no site: https://www.espm.br/educacao_continuada/ferramentas-legais-e-extrajudiciais-de-gestao-de-dividas-2417 



Cardápio e preços da comida campeira

 Faça sua encomenda até quarta-feira, 27 de janeiro e receba na sua casa nossos deliciosos pratos, quitutes ou doces, na quinta, sexta ou sábado, das 11h às 18h. Entregamos em todos os bairros de Porto Alegre.


CARDÁPIO


PRATOS QUENTES


Bife à Francesa à milanesa assado no forno coberto com molho de cebola, tomate, pimentão, ervilhas, presunto magro, queijo mussarela gratinado e batata palha, acompanha arroz branco: R$ 70,00 (porção p/ 2 pessoas).


Filé de Peixe grelhado com molho de alcaparras, cebola e tomate, acompanha batatas no vapor: R$ 50,00 (porção p/ 2 pessoas).


Espinhaço de Ovelha Mexido, acompanha arroz branco: R$ 65,00 (porção p/ 2 pessoas).


Língua Bovina ao molho com ervilhas, acompanha arroz branco: R$ 50,00 (porção p/ 2 pessoas).


Carreteiro de Charque, acompanha Feijão mexido: R$ 60,00 (porção p/ 2 pessoas).


Galinha Caipira com Arroz: R$ 40,00 (porção p/ 2 pessoas).


Ensopado de Carne com Mandioca "Vaca Atolada": R$ 50,00 (porção p/ 2 pessoas).


*Taxa de Entrega: R$ 10,00


DOCES/SOBREMESAS

Sagu (porção individual): R$ 5,00

Arroz Doce (porção individual): R$ 5,00

Ambrosia (porção individual): R$ 7,00

Moranga Caramelada (porção p/ 2 pessoas): R$ 7,00


TORTAS FRIAS

Frango (18 fatias): R$ 80,00

Legumes (18 fatias): R$ 80,00


QUICHES 

Espinafre (6 fatias): R$ 40,00

Brócolis (6 fatias): R$ 40,00

Calabresa (6 fatias): R$ 40,00


PASTELÃO 

Frango com requeijão e azeitonas (6 fatias): R$ 60,00


Fone/Whatsapp: (51) 99913.8545


#ComidaCampeira #QualidadeArtesanal #PortoAlegre

33 milhões de doses

 Quem começou a conversa com grandes empresários foi a Gerdau, mas a siderúrgica nega ter liderado o movimento ou sugerido a retenção de vacinas pela iniciativa privada. Uma fonte ouvida pelo jornal diz que foi o próprio governo federal quem sugeriu a cota de 50%. 

O governo federal mandou uma carta à AstraZeneca dizendo que não se opõe à compra de 33 milhões de doses da vacina contra o vírus chinês pelo setor privado. 

A história, segundo apurações de vários repórteres, é a seguinte: desde meados da semana passada, um grupo de grandes empresas tem conversado com o ministério da Saúde para negociar a autorização para a compra do lote. As 33 milhões de doses estariam disponíveis para venda a partir da Inglaterra, desde que pelo menos 11 milhões fossem adquiridas de uma só tacada. Para isso, a pasta deveria editar um ato estabelecendo quais seriam as condições para a permissão. E, pelo acordo em andamento, metade das doses adquiridas seriam doadas ao SUS, enquanto a outra parte seria distribuída entre os funcionários das empresas e seus familiares.

Além da reserva de metade das doses para o SUS, a carta estabelece que as doses privadas não poderiam ser vendidas, apenas aplicadas de graça nos funcionários, e que deveria haver um sistema de rastreamento de vacinas. É alto o preço do lote negociado pelo setor privado – cada dose custa US$ 23,79, mais de quatro vezes o preço pago pelo governo federal nas unidades importadas da Índia. O cálculo é que se conseguiria, “de graça”, ter 16,5 milhões de doses para imunizar cerca de oito milhões de pessoas. . 

Artigo, Felipe Fiamenghi - Eles não querem nossas árvores, porque o que eles querem são nossas riquezas

- "Eles não estão preocupados com nossas árvores. Querem nossas riquezas. Se fossem as árvores, bastaria reflorestar as terras deles."

(CARNEIRO, Enéas)

Com a posse de Joe Biden, retornaram as narrativas sobre "preservação da Amazônia" e "conservação ambiental". Vale lembrar que, há pouco, Macron fez um pronunciamento tentando boicotar a soja brasileira, dizendo que o cultivo da mesma era nocivo ao meio ambiente. 

A imprensa brasileira, que come nas mãos dos globalistas e não perde uma oportunidade de alimentar narrativas contra o Presidente, faz coro com os críticos. Mas a realidade é que o interesse internacional no Brasil não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com o meio ambiente. 


Segundo o relatório "Perspectivas da População Mundial: A Revisão de 2017", da ONU, nos próximos 30 anos, nosso Planetinha Azul suportará 10 BILHÕES DE PESSOAS. Para isso, serão necessários aumentos de 50% na produção de grãos e 100% na produção de proteína animal. 


E não existe mais "milagre" a ser feito. A industrialização do agro já otimizou a produção para muito perto do limite máximo. Podemos usar o exemplo da soja, que na década de 70 produzia 35 sacas por hectare e hoje produz 63. Sendo assim, também segundo a própria ONU, apenas 40% deste incremento de produção poderá ser feito através de ciência e tecnologia. Os 60% restantes, obrigatoriamente, demandarão MAIS TERRA PRODUZINDO. 


É exatamente neste ponto que entra o interesse no Brasil. De acordo com os dados da NASA, temos 400 MILHÕES de hectares de terras agricultáveis; já excluindo APPs, APAs e a Floresta Amazônica. Sozinhos, temos mais terras produtivas do que os Estados Unidos e Rússia juntos! Hoje nós alimentamos 2 bilhões de pessoas, 25% da população global, utilizando apenas 63 milhões de hectares. Ou seja, ainda sobra MUITA terra.


Não podemos esquecer que, para qualquer cultivo, ÁGUA É FUNDAMENTAL. E também somos campeões neste aspecto. Anualmente, nosso volume de água renovável é "apenas" 8 TRILHÕES de Km³. Com 210 milhões de habitantes, temos mais água do que toda a Ásia, com 4 bilhões de pessoas. Em nosso território também estão situados os dos maiores aquíferos do planeta: O Aquífero Guaraní, cuja maior parte está no Brasil, e o Alter do Chão ou Aquífero Amazônico, o maior do mundo, 100% brasileiro, e capaz de suprir SOZINHO o consumo atual do planeta por 2 SÉCULOS E MEIO. 


O que falta no Brasil é INTERESSE POLÍTICO. Somos a maior potência em recursos naturais. Só o Piauí, uma das regiões mais secas do país, possuí mais água subterrânea do que todo o "Corn Belt" americano, a região que mais produz milho no mundo. 


E também somos os campeões "da porteira pra dentro". Europa subsidia a produção rural em 26% do PIB. EUA subsidiam em 12%. É insustentável! Prova disso é que a idade média do produtor rural europeu é de 70 anos, do americano 60. Os filhos já abandonaram o campo, por saberem que o modelo não consegue se manter pelas próximas gerações. 


No Brasil, os produtores têm em média 40 anos e vêm investindo de forma pesadíssima em tecnologia e gestão da produção. Não por acaso, mesmo com todos nossos problemas de infraestrutura, que atingem desde o armazenamento até o transporte, somos o 1º lugar absoluto em volume líquido de exportações; dominando o mercado global de açúcar, café, proteína animal, tabaco, soja, laranja, etanol... Entre tantos outros. A lista é longa! Não por acaso também, mesmo com a pandemia, o setor continuou crescendo e puxando o PIB pra cima. 


Dizer que um país com tantos recursos, tanta terra sobrando, destrói florestas para produzir, é uma narrativa que só convence àqueles que são absolutamente ignorantes no assunto. Infelizmente, grande parte dos brasileiros é e acaba aceitando as "historinhas" de outros tão ignorantes quanto. 


Nós DAMOS AULA de preservação ambiental para todos estes que criticam nosso país. Quase toda a nossa energia vem de fontes limpas e renováveis; emitimos menos poluentes do que China, Estados Unidos, Índia, Rússia, Japão e União Europeia; 64% do nosso território ainda é preservado e 89% da Amazônia se mantém intocada desde o descobrimento. Qual outra floresta no mundo manteve essa porcentagem de preservação nos últimos 500 anos?


Precisamos é parar de aceitar o que os outros dizem e demonizar nossos produtores rurais. Chega de síndrome de vira-latas!!! Conheçamos o nosso país, as nossas riquezas e nosso potencial. O Brasil não é o país do futuro. É o país do presente. É o celeiro do planeta, de onde sai a comida para o prato do mundo inteiro. Se não tivermos ORGULHO da nossa terra e LUTARMOS por ela, em breve não será mais nossa. O que não falta é gente querendo!




Artigo, Gilberto Jaspers - Quem "fura" a fila da vacina

          Cada vez que tomo conhecimento de episódios como aquele das pessoas que furaram a fila da vacina contra a Covid-19 penso na importância decisiva de pais, professores e educadores. Uma educação eficiente significa redução de despesas em saúde, segurança e emprego, entre outros benefícios. 

            Estas consequências são quase insignificantes diante da repercussão na formação da personalidade dos conteúdos que, em resumo, tem na sua base na ética. Formar cidadãos íntegros é uma luta desafiadora. Os apelos de consumismo, ostentação e egoísmo falam mais alto, são onipresentes, obrigam à vigilância sem tréguas.

            Os meios de comunicação, turbinados pela publicidade cada vez mais agressiva e que mexe com o emocional do consumidor, impingem uma imagem-padrão de beleza, por exemplo. Isso funciona como uma ditadura. Quem não se enquadra nos preceitos padronizados de peso, altura e vestuário é motivo de chacota. Ou é condenado ao isolamento que causa angústia, depressão e distanciamento social.

            As redes sociais têm o condão nocivo de estimular o consumismo exacerbado. O bombardeio resultante dos algoritmos funciona é um rastreador que invade a privacidade de todos, de presidentes da República a mortais comuns. Basta, por exemplo, pesquisar o preço de um par de tênis para ser “perseguido, durante um mês, por todo tipo de calçado esportivo/agasalhos/camisetas/meias, etc. Qualquer acesso digital está carimbado com as nossas digitais.

            Todas as nossas informações – por mais pessoais e confidenciais que sejam – foram transformadas em mercadoria valiosa, vendida a peso de ouro para explorar todo tipo de comércio. A “educação das redes sociais” pouco ou nada tem a ver com os conteúdos ministrados na sala ou dentro de casa.

            Furar a fila parece um procedimento incorporado ao comportamento do brasileiro. Erroneamente foi apelidada de “jeitinho” para minimizar a gravidade de uma postura lamentável sob todos os aspectos. Pior que isso, seguir as normas, cumprir as leis, ou seja, “obedecer à fila” é sinônimo de burrice. Observar o regulamento  é para trouxas, babacas, “crentes”.

            Evito imaginar o resultado do caldo cultural do uso excessivo das redes sociais. Imagine o efeito nas próximas gerações que têm, como base, os exemplos de sucesso digital. Como no supermercado há opções para todos os gostos. O desafio é vigiar conteúdos, servir de exemplo e tentar preservar a privacidade de nossos filhos. Parece fácil. Mas só parece!

            


Menos vitimismo e mais coragem dentro das quatro linhas...

Por Facundo Cerúleo


           Vou falar de jogadores de futebol. Mas, sem nomes! Sem nomes! É que a moda hoje é cada um ter a sua carteirinha de vítima: não se pode dizer um "a" da criatura, que já lá vem uma ação por dano moral!

           Pois bem, são inúmeros aqueles que, nas categorias de base, encantavam a torcida, animavam dirigentes e faziam crescer o olho do empresário... Mas que, depois, se perderam. E jamais se afirmaram como profissionais.

          O que é que explica alguém não realizar aquilo de que é capaz?

           Claro, todo mundo tem uma resposta na ponta da língua. De psicólogo e louco, todo mundo tem um pouco...

           Cada caso é um caso, está bem. Mas há uma situação que, envolvendo aspectos sutis e apesar de ser muito frequente, costuma ser ignorada.

           Um grande fator de fracasso é o garoto não suportar pressão, isto é, ele não dar conta daquilo que ele acha que é a expectativa dos outros.

           Quando o cérebro do vivente está focado em não decepcionar os outros, morrem a ousadia, a iniciativa e a criatividade - alma do futebol.

           É assim no esporte. É assim na vida. Vale pra qualquer um.

           Ou dirão que isso não tem reflexos dentro de campo?

           Lembram o gol do Grêmio contra o Peñarol e o primeiro título de campeão da Libertadores? Um tal Renato Portaluppi, "cercado", lá na bandeirinha de escanteio, quase fora do campo, cutucou a bola com o pé esquerdo para, de direita, dar uma puxeta, alçar na área e César fazer de cabeça.

           Se, em vez de "cercado", Renato se sentisse "oprimido", não faria o que fez: se ele tivesse mentalidade de vítima, se nele prevalecesse o medo de errar, instintivamente acharia justificativa para livrar-se da responsabilidade, deixando de ser ousado e criativo. E o título...

           Portaluppi, Romário e Mário Sérgio, para citar só três, são exemplos de grandes jogadores com a marca da irreverência. O que seriam sem ela?

           O Brasil ainda é pródigo em talentos. Mas, parece que o ambiente marca de cima o jogador talentoso. E não deixa jogar...

           Não é só o empresário, que, acenando com riqueza fácil, enfeitiça os rapazes, imprimindo neles uma visão distorcida da vida.

           Incentivada por muita gente, existe a "síndrome de celebridade", que leva ao consumismo, à ostentação, a buscar o sucesso sem esforço e sem renúncias, desprezando por completo os valores que transformam o moleque num homem de fibra. Da "síndrome" ao fracasso, é um pulo...

           E como tudo pode piorar, agora estão até pautando o que os jogadores devem pensar e falar nas entrevistas. Alguém duvida disso?

           Para ter mais espaço na mídia, o que é útil para virar celebridade, tem que agradar a isenta crônica esportiva... E o que é pior, nada agrada mais a imprensa hoje do que um discurso politicamente correto!

           Acontece que viver para agradar os outros mata a criatividade: precisa um pouco de irreverência. E o futebol, que vive da criatividade, mostra que uma irreverência autêntica não combina com o politicamente correto.

           Permitem uma hipérbole? O politicamente correto termina emasculando o jogador... E acaba com o nosso futebol, ex-melhor do mundo.

           Não vou brigar com a realidade. Mas não é pecado sonhar com o ideal! E o ideal seria a família do menino que está começando e o dirigente do clube pensarem em como preservar a ousadia, a iniciativa e a criatividade, que são, ao menos na maioria, um impulso natural.

           Façam, pois, alguma coisa para salvar o futebol!

           Se não for por humanidade (ajudando o atleta a se tornar antes de tudo um homem) que seja pelos milhões perdidos em cada fracasso.