Carta de Edir Oliveira

 Prezados amigos e amigas Leões e Leoas Petebistas Gaúchos.


Durante todo o dia de ontem, tentei agir para evitar sangramentos em nosso Partido.


Mais uma crise nacional, era tudo que o PTB não poderia viver, neste momento de pré definições da janela de março.


Conheço a Graciela desde menina.

Fui seu primeiro voto para Deputado Federal,  quando ela iniciava sua militância em nossa Juventude.


Mas também acompanho Roberto Jeferson há 27 anos.

E desde 21 anos para cá, temos sido mais do que amigos.

Mas irmãos e parceiros de lutas e vitórias, assim como  mútuos apoiadores nos momentos difíceis.


Sempre afirmei e afirmo, que o nosso Partido tem sido a imagem e a vitalidade de nosso Líder,  hoje uma das maiores lideranças políticas que este País conhece. 


Infelizmente, a situação criada não tem mais como contemporizar.


Entendo ser muito profunda a ferida e grande a mágoa de causada ao nosso chefe maior.


Diante disto, aconselhei a amiga Graciela, ao gesto derradeiro de obediência ao nosso líder Roberto Jeferson. 


Uma renúncia rápida, para evitar se estenda um debate infrutífero público, que levará o PTB a uma sangria arrastada, só interessante para nossos adversários e inimigos.


Conclamo a todos, para que deixemos agora a reorganização do Partido nas mãos do novo Presidente, Deputado Marcos Vinícius e sua equipe, sob a orientação  de nosso Leão Conservador Roberto Jeferson. 


Superada esta etapa, nos cabe, agora, direcionar  nossas forças e vigor, ao trabalho para o qual todos nós fomos designados, de tornar o PTB um dos partidos mais vitoriosos nas próximas eleições. 


Sigamos firmes e fortes em busca da Vitória.

Como diz Roberto Jeferson,  "nossa Força e Vitória é Jesus".


Edir Oliveira Presidente do PTB RS.

Artigo, João Satt - A gratidão, o silêncio e o tempo.

Nem sempre conseguimos expressar aquilo que está na nossa mente. O desafio de quem escreve é fazer com o coração, e para quem lê é estar desarmado. Difícil para os dois, mas vamos lá. O que vocês vão ler é um pouco daquilo que consegui entender, elaborar; enfim, sentir, enquanto os fatos da minha vida foram acontecendo. 

Queremos sempre mais e mais da vida, e quanto mais temos, mais voltamos a querer. Uma cobrança que se manifesta em todos os territórios: do amor dos filhos, do sucesso profissional/empresarial, até mesmo da atenção dos amigos – isso sem falar da eterna busca por um “amor perfeito”. Então experimente cobrar menos dos outros e, especialmente, de você. Agradeça, pratique a gratidão, coloque o agradecer na sua agenda. O mais impressionante é que, na busca por querer sempre mais, desconstituímos a importância daquilo tudo que já conquistamos. Não espere a falta para reconhecer o valor que aquilo tinha para sua vida.

Aproveite o verão, a praia e ande mais perto do mar, encontre tempo para o seu silêncio. Não falar é um carinho para a alma. Aceite que você merece desacelerar, permita-se fazer tudo com menos pressa. Não fomos ensinados a reconhecer e respeitar o nosso sentir. Pratique escutar mais seu corpo, você terá muitas decepções a menos. Não ter respostas na ponta da língua é sempre muito difícil para o ego. Mas começa por aí a sua verdadeira liberdade, poder simplesmente se permitir fazer o que quer. Simples assim. Seja egoísta em relação ao seu prazer, afinal, como dizem nos voos: “coloque primeiro em si a máscara, depois nos outros”. 

Os mais velhos tornam-se sábios ao aprender que aceitar é sempre mais inteligente do que nutrir expectativas inúteis. Nossa finitude é um dado de realidade, mesmo que a gente não goste da ideia e passe mais de 90% da nossa vida sem sequer pensar na possibilidade: a única certeza é que temos prazo de validade. Os budistas, assim como os estoicos, convivem com a ideia da morte diariamente. Não porque acreditam que tenhamos novas vidas, mas sim por ser uma forma racional de buscar um presente mais leve, mais feliz.

Uma das coisas mais importantes que aprendi é o quanto se ganha quando se perde. Pense nisso, todo excesso traz também uma escassez. Ao reagir sobre aquilo que nos frustra, via de regra, somos impiedosos, com os outros e mais ainda conosco. Aí chega a hora de perguntar a você: por que tanta ansiedade e expectativa? A frustração é um excesso de ego, uma cobrança inútil. Experimente sentir mais, desacelerar, praticar o silêncio, com certeza essa evolução lhe permitirá reconhecer o quanto você tem a agradecer. Mas faça isso em silêncio, no seu tempo.

João Satt

 

Carta

 Leia a crta:

“Gustavo, meu advogado, te entrego em mãos esta carta para que possa ser divulgada. Não dei uma palavra contra a Graciela. Eu a defendi contra todos, até com você quando me chamava atenção em relação a ela eu brigava. Briguei contra todos, contra minha própria filha. Contra o Rondon, o Albuquerque e suas ameaças de morte. Tanto que ele procurou o Neskau para me ameaçar, e ele respondeu se for pessoalmente e de frente ele pagava para ver. Fiz dela minha continuação, mas ela se transformou numa ruptura. Nada dissemos contra ela, só falávamos a favor. O mal que está sendo dito na mídia são palavras dela e do grupo dela. Nayara, Jefferson, Valadares e Paula. São diálogos deles num grupo secreto. As piores palavras saem dela, do Valadares e do Jefferson.


Chamam meu grupo de 5a. coluna, falam em terminar com a seita robertista, que meu grupo aluga a legenda, que meu grupo quer destruir o PTB. Eu precisei ouvir 4 vezes as gravações do grupo secreto que eles formaram. Li várias vezes os tweets que eles escreveram. Minha cabeça se recusava a aceitar. Me abalou profundamente. Da Cristiane eu poderia esperar essas atitudes, mas da Graciela que eu gostava como filha, nunca. Repito, a crise não foi forjada por nós, mas pelas palavras de Grupo secreto da Graciela, publicadas pela Nayara que brigou com o grupo. A mim abalou. Ouvi várias vezes a zombaria feita contra mim e meus amigos.


Se o PTB não tem hoje tantos deputados, foi porque nós colocamos os viciados para fora. Os presidentes regionais construirão uma nova e grande bancada.


A Graciela me pediu demissão, eu aceitei, pois após os áudios do grupo dela perdeu qualquer condição moral ou política para continuar à frente da presidência. A Graciela me desqualificou e me traiu. Quis apagar minhas lutas e o meu legado. Estou dizendo isso pelo o que ouvi do grupo secreto da Graciela. A Graciela foi pior de que a Cristiane para mim, que foi pior do que Brutus foi para Júlio César. Quando ela me visitava na prisão ela chorava, fazia minha Ana chorar, me fazia chorar, declarando amor, lealdade e compaixão.


Como ao sair de lá ela podia fazer aquelas gravações no seu grupo secreto, de zombarias desconstrução? Como? Quem ela é na verdade? A Graci que chora pra mim ou a que ri de mim nas minhas costas no grupo secreto? Quanto a falar comigo, a Graciela sabe onde eu moro. Não sairei de casa, estou preso e incomunicável, somente podendo receber visitas de parentes próximos e de meus advogados como agora recebo.


Decisão judicial. Peço a você que peça autorização ao Ministro para trazer a Graciela até aqui. Em caso de autorização, eu a receberei como só poderia ser, minha criatura querida. Como ser humano tem meu amor, mas perdeu minha confiança para presidir nosso PTB. Eu a edifiquei como uma grande líder para a vida. Ela quis me envolver com as cordas da sepultura. Escrevo esta carta que te entrego profundamente triste e abalado. Nossa força e vitória é Jesus! Roberto Jefferson, um preso político.”

Ativistas políticas na reunião com Marta Suplicy

 Marta Suplicy recebeu nesta sexta nomes como a senadora Simone Tebet, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), a presidente da OAB-SP, Patricia Vanzolini, e a escritora e diretora-executiva da Casa Sueli Carneiro, Bianca Santana, que redigiu o texto da carta em conjunto com as demais participantes.

A lista de presenças teve ainda debatedoras como: a diretora do Instituto Marielle Franco, Anielle Franco, a líder do Movimento dos Sem-Teto do Centro, Carmen Silva, a artista e ativista Preta Ferreira, a advogada Sheila de Carvalho, a secretária municipal de Cultura de São Paulo, Aline Torres, a especialista em educação Claudia Costin, a escritora e roteirista Tati Bernardi e a jornalista Mariliz Pereira Jorge.

Microentrevista com Jerônimo Goergen

 MICROENTREVISTA

Deputado federal Jerônimo Goergen, PP do RS 

O presidente Bolsonaro falou, esta semana, em calotes bilionários aplicados no BNDES pelo governo cubano. Mas não é só o BNDES quem curte calote dos comunistas de Cuba.
O governo de Cuba aplicou um calote de mais de R$ 200 milhões em alimentos adquiridos de agroindústrias nacionais. As empresas brasileiras que exportaram alimentos para a ilha e até hoje não viram a cor do dinheiro. 

Isto é coisa de agora ?
O problema se arrasta há anos sem solução como uma herança da política comercial dos governos petistas com o governo cubano. 

Mas não tem charuto de garantia ?
Esse caso é gravíssimo, ainda mais agora que o próprio presidente do BNDES revelou que o Brasil aceitou charutos como garantia para um empréstimo bilionário para a construção do Porto de Mariel, em Cuba. Nossas empresas seguem sem receber pelos produtos enviados e o cidadão brasileiro pagou pela infraestrutura em outro país. Isso é revoltante.

Vem de quando ?
Acompanho o caso de perto desde 2017. Trata-se de um problema associado ao Programa de Financiamento às Exportações (Proex), programa do Governo Federal de apoio às exportações brasileiras de bens e serviços. O Banco do Brasil é a instituição financeira responsável pela operacionalização da linha de crédito. 

Mas o BB não teria que pagar a conta ?
Ao longo desses últimos anos fizemos dezenas de reuniões com o Banco do Brasil, a CAMEX e o Tesouro Nacional em busca de uma solução administrativa que permitisse o pagamento dos valores atrasados. Infelizmente, não houve ressarcimento dos valores devidos.

O senhor tem interesse específico no caso ?
Sou autor da Proposta de Fiscalização e Controle, que tramitou na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. A PFC 20 nvestigou o calote de Cuba às agroindústrias brasileiras dentro da linha do Proex. O relatório final dos trabalhos foi aprovado no final do ano passado e o parecer encaminhado aos órgãos competentes para a tomada de providências.

A estiagem no RS

 O começo do ano de 2022, infelizmente, está sendo marcado pelas altas temperaturas e a falta de chuva no Rio Grande do Sul. Todos nós estamos cientes do quão prejudicados estão diversos municípios gaúchos em razão da estiagem. São milhares de produtores com prejuízos impossíveis de mensurarmos e outras tantas famílias sem acesso à água para consumo. De acordo com a Emater/RS, são cerca de 22 mil famílias.


A soja, por exemplo, é o produto mais exportado pelo agronegócio do Rio Grande do Sul e a escassez da chuva dificultou o plantio e a colheita deste e de outros tantos grãos, além de causar déficit no abastecimento de alimentos na mesa dos brasileiros e torná-los mais caros para o consumidor. Resumindo, todos nós estamos sendo impactados com uma das piores crises hídricas dos últimos dez anos. A Defesa Civil estima que 347 municípios gaúchos estão em situação de emergência devido à estiagem e, de acordo com a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), as perdas financeiras no Valor Bruto da Produção de soja e milho, ultrapassam os R$ 19,77 bilhões.


A Emater/RS contabilizou os prejuízos causados pela falta de chuva. As perdas do milho para silagem já ultrapassam 65% em algumas regiões; a soja, 45%; o feijão, 60%; e a produção leiteira deixa de produzir 2,2 milhões de litros diariamente. São números alarmantes. Economicamente falando, o agronegócio é um dos principais responsáveis por alavancar o Produto Interno Bruto (PIB) do estado gaúcho e do país. O agro brasileiro bateu recorde de exportações em 2021, sem falar que movimenta bilhões de reais todos os anos.



Em 2019, quando assumi a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Rio Grande do Sul, através dos bancos de fomento ligados à Sedetur, uma das prioridades eram as liberações de créditos para que os agricultores pudessem investir em irrigação, por exemplo, pois a estiagem é um mal que assola nosso Estado há muitos anos. É desolador vermos as lavouras secas, a perda daquilo que é o “ganha-pão” de muitos e o alimento de milhares de famílias. Como parlamentar, é meu dever buscar soluções junto aos órgãos competentes para tentarmos sanar os danos causados pela estiagem no Rio Grande do Sul. É preciso agir com celeridade.