Governo esquerdista da Colômbia recua e aviões militares americanos levarão ilegais para o País

Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial da Colômbia e suas forças militares cooperam há décadas na luta contra as guerrilhas e os cartéis do narcotráfico.

O governo de esquerda da Colômbia recuou e ontem a tardinha a Casa Branca anunciou vitória na queda de braço com o presidente Gustavo Petro, que tinha imposto restrições aos voos de aviões militares americanos com deportados. A polêmica começou após o presidente Gustavo Petro bloquear a entrada em Bogotá dos voos militares com imigrantes, caso os EUA não garantissem "tratamento digno" aos cidadãos. 

DonaldTrump ameaçou impor novas tarifas sobre importações colombianas, além de outras sanções. Segundo Leavitt, as tarifas — que seriam de 25% sobre todos os produtos colombianos, com aumento para 50% em uma semana — ficarão “suspensas e não serão assinadas".

A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou, em comunicado divulgado na noite deste domingo que o "governo da Colômbia concordou com todos os termos do presidente Trump, incluindo a aceitação, sem condições, de todos os imigrantes ilegais da Colômbia nos Estados Unidos em aeronaves militares americanas, sem limitações ou atrasos.”


Artigo, Renato Santana, exclusivo - Jornalismo de gotejamento

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail:  sentinela.rs@outlook.com


 A coluna do jornalista Rodrigo Lopes em Zero Hora que me foi enviada por uma leitora serve só para disseminar confusão e obscurantismo. Intitulada "O exemplo argentino", começa por uma afirmação falsa e diz: "Enquanto o Brasil prefere esquecer o passado - e, por consequência, repetir os erros -, a Argentina lembra, no ano que vem [2025], os 40 anos do julgamento contra os membros das três juntas militares da última ditadura (...)".


Não, o Brasil não esquece. É o contrário. Como quem cumpre um rito religioso, todo dia fala-se do passado, quer dizer, do regime militar. Mas há que ver como e para que fim é feita a "narrativa".


Nosso conhecido Fernando Gabeira, quando jovem, foi um extremista de esquerda e militante do grupo terrorista MR-8. Inclusive, em seu livro "O que é isso, companheiro?", relata sua participação no sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969. Na maturidade, Gabeira foi honesto e corajoso declarando o óbvio: disse que eles (os militantes de esquerda nos anos 1960-70) não lutavam por democracia; o que eles queriam era implantar uma ditadura comunista no Brasil. Ou seja, o que eles queriam era dar um golpe de Estado - pelas armas!


Contudo, contrariando o que diz Gabeira, a imprensa vive a gotejar desinformação, quase sempre no escurinho das entrelinhas (aliás, padrão de Zero Hora), mantendo a mentira de que os militantes que pegaram em armas nos anos 1960-70 defendiam a democracia. Nada mais falso!


Também é falso dizer que foi em reação ao governo militar que a esquerda pegou em armas. Ela já estava armada bem antes da quartelada do 31 de março de 1964, que só ocorreu porque havia vários grupos (nas cidades e no campo) armados e agindo para implantar o totalitarismo no país, uns a serviço da China, outros da União Soviética (muitos treinados em Cuba).


Brasil e Argentina são diferentes. Na transição do regime militar para o regime civil, o Brasil fez uma escolha, isto é, uma anistia geral, assim para os agentes do regime como para os extremistas armados. Só que o grosso de nossa imprensa ignora que "anistia" (do grego "amnestia") significa "esquecimento". E com flagrante parcialidade se cala sobre o passado dos seus favoritos e aponta um dedo acusador para os outros.


Durante décadas, a esquerda praticou muitos crimes no Brasil: sequestro de autoridades; atentados a bomba; assalto a bancos, a casas comerciais e a residências; assassinatos de operários, militares, funcionários de bancos e, claro, dos próprios camaradas (os infames justiçamentos) - os maus também são maus entre si. Com a anistia, todos esses crimes foram esquecidos. E alguns dos anistiados estão aí na política, ainda hoje.


Mas a imprensa esquece apenas os crimes da esquerda; e pede punição para os agentes estatais. Nem vou comentar a farsa que foi a tal Comissão da Verdade engendrada no 1º mandato de Dilma Rousseff.


A coluna de Rodrigo Lopes (ocasionalmente assinada por Vitor Netto), com mais equívocos que parágrafos, culmina afirmando que a Argentina, "do ponto de vista de maturidade política, dá um banho no Brasil." Bobagem! Talvez o articulista não conheça a Argentina. E não saberá como o país, que já foi referência mundial de riqueza, cultura e elegância, acabou virando um "case" de retrocesso. Mas ele cumpre o seu papel de gotejar, gotejar, gotejar preconceitos e fazer a cabeça do leitor mais afoito, infundindo crenças (falsas!) que bloqueiam o conhecimento.


À parte de suas reais intenções (que não posso adivinhar), o articulista é, na prática, só mais um a fomentar uma polarização rancorosa e de fundo ideológico, ignorando a perspectiva histórica, sacralizando um lado, demonizando o outro e impondo uma ótica parcial. A gravidade da coisa está em forjar um verniz de legitimidade para o revanchismo e para a vingança política, matando a ideia de reconciliação nacional.


Só para constar, a coluna de Rodrigo Lopes saiu há mais de mês. Mas eu a li somente agora, quando me foi remetida por uma leitora. É que eu, já de algum tempo, não consumo nenhum produto da RBS.


 




Artigo, Carlos Eduardo Novaes - A nova casa

Carlos Eduardo de Agostini Novaes (Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1940) é advogado, cronista, romancista, contista e dramaturgo brasileiro

Meu amigo Luiz está se mudando. Mês que vem deixa a casa dos 70 e de mala e cuia se muda para a casa dos 80. Luiz pretende viver uns bons anos na nova casa, mais próxima do fim da rua.


Ele sabe que estou morando lá há mais de dois anos e perguntou-me se gostei da mudança. Ora, não se tratou de gostar ou não. Terminou meu tempo na casa dos 70 depois de 10 anos, e saí feliz porque podia ter sido despejado antes do final do contrato.


Assim como a casa dos 20 lembra uma universidade, a casa dos 60, um posto do INSS, a casa dos 80 lembra uma clínica geriátrica. Lembrava! Quando entrei na casa a primeira surpresa foi vê-la cheia de “cabeças brancas”. Na época da minha avó alcançar a casa dos 80 era uma façanha olímpica, para poucos. A segunda e maior surpresa foi ver a “rapaziada”, pulando, malhando, correndo, namorando, como se não houvesse amanhã.

 

De uns anos para cá a casa dos 80 foi aumentada com vários puxadinhos, para abrigar tanta gente. E não é só! Da minha janela vejo que estão reformando a casa vizinha que estava caindo aos pedaços, a casa dos 90.


Disse ao meu amigo que a casa dos 80 tem um estilo anos 40, estilo vintage, pé direito alto, esquadrias em arco, piso de tacos de madeira, cadeiras de palha e uma imponente cristaleira. Claro que precisa de cuidados e manutenção constante, muito mais do que a casa dos 30, para evitar rachaduras e infiltrações.  Em compensação, amigos, tem a mais bela vista do Passado.

Vaza delação de Mauro Cid contra Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes homologou a delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid contra o ex-presidente Bolsonaro e outros atores do governo anterior e os termos dela foram vazados para o jornalista Elio Gaspari, que publica tudo na sua edição de hoje. Na sua delação, Mauro Cid revelou que o ex-presidente trabalhava com duas hipóteses para reverter o resultado da eleição do presidente Lula (PT): 1) Encontrar fraudes nas urnas. 2)  Convencer as Forças Armadas a aderirem a um golpe de Estado.

Elio Gaspari é um veterano jornalista com conexões importantes e antigas no STF.

Mauro Cid delatou Bolsonaro, sua mulher Michelle e o deputado Eduardo Bolsonaro.

Durante meses, o militar delatou detalhes importantes.

Conforme a íntegra do depoimento obtida pelo colunista Elio Gaspari, Cid citou grupos próximos a Bolsonaro que eram radicais em maior ou menor grau, com alguns deles apoiando diretamente a realização do golpe.

O relatório final da Polícia Federal,, com a delação, foi concluído no final de 2024, quando Bolsonaro e outras 36 pessoas foram indiciadas sob suspeita de participação na trama golpista (depois, mais três militares também foram indiciados). Michelle e Eduardo ficaram de fora da lista final.

Leia a íntegra da delação feita contra Bolsonaro por Mauro Cid:

O COLABORADOR MAURO CESAR BARBOSA CID, assessorado por seus advogados, manifestou intenção de colaborar, nos termos da lei 12.850/2013, com as investigações desenvolvidas no âmbito os Inquéritos Policiais 2020.0075332 - CGCINT/DIP/PF (Ing. 4781/DF) e 2021.0052061 - CGCINT/DIP/PF (Inq. 4874/DF), que tramitam no Supremo Tribunal Federal, relacionados ao seguintes tópicos: a) ataques virtuais a opositores; b) ataques às instituições (STF, TSE), ao sistema eletrônico de votação e à higidez do processo eleitoral; c) tentativa de Golpe de Estado e de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito; d) ataques às vacinas contra a Covid-19 e as medidas sanitárias na pandemia e; f) uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens, o qual se subdivide em: f.1) uso de suprimentos de fundos (cartões corporativos) para pagamento de despesas pessoais e; f.2) Inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde para falsificação de cartões de vacina; e f.3) Desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras ao ex-Presidente da República, JAIR MESSISAS BOLSONARO, ou agentes públicos a seu serviço, e posterior ocultação com o fim de enriquecimento ilícito; g) outros tópicos que possam surgir no transcorrer da investigação.

A presente oitiva não exaure a coleta de dados relativa aos fatos apurados, em razão da dimensão da investigação referente aos eixos de atuação. O presente ato de colaboração será gravado em mídia audiovisual para garantir a fidelidade das informações prestadas, podendo seu conteúdo ser utilizado nas referidas investigações. Ademais, também será reduzido a termo como forma de facilitar o acesso ao conteúdo pelo juízo e demais atores. Inquiridoa respeito dos fatos investigados no presente ato, o senhor, na presença de seus advogados, reafirma a renuncia ao direito de permanecer em silêncio e o compromisso legal de dizer a verdade?

A Polícia Federal conduz investigação que apura a prática de atos relacionados a uma possível tentativa de execução de um Golpe de Estado e Abolição violenta do Estado Democrático de Direito ocorridos após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

Nesse sentido, INDAGADO sobre os elementos que têm conhecimento em relação aos referidos fatos investigados, respondeu QUE depois que acabou o período eleitoral, o então Presidente JAIR BOLSONARO recebia diversas pessoas, sempre no Palácio da Alvorada; QUE as pessoas que visitavam o então Presidente formavam três grupos distintos; QUE tinha um grupo bem conservador, de linha bem política; QUE aconselhavam o Presidente a mandar o povo para casa, e colocar-se como um grande líder da oposição; QUE diziam que o povo só queria um direcionamento; QUE para onde o PRESDENTE mandasse, o povo iria; QUE o grupo era formado pelo Senador FLÁVIO BOLSONARO, o AGU BRUNO BIANCO, CIRO NOGUEIRA (então Ministro da Casa Civil) e o Brigadeiro BATISTA JUNIOR (então Comandante da Aeronáutica); QUE o outro grupo era formado por pessoas moderadas; QUE apesar de não concordar com o caminho que o Brasil estava indo, com abusos jurídicos, prisões e não concordar com a condução das relações institucionais que ocorriam no país, entendiam que nada poderia ser feito diante do resultado das eleições: QUE qualquer coisa em outro sentido seria um golpe armado; QUE representaria um regime militar por mais 20, 30 anos; QUE esse grupo era totalmente contra isso; QUE o grupo se subdividia em dois: QUE um primeiro grupo era composto basicamente por generais da ativa que tinham mais contato com o então Presidente da República JAIR BOLSONARO; QUE eram as pessoa que o então PRESIDENTE mais gostava de ouvir; QUE o grupo era composto pelo COMANDANTE DO EXÉRCITO GENERAL FREIRE GOMES; pelo GENERAL ARRUDA, chefe do DEC -Departamento de Engenharia e Construção; pelo GENERAL TEOFILO, chefe do COTER- Comando de Operações Terrestres; pelo GENERAL PAULO SERGIO, então Ministro da Defesa; QUEesse grupo temia que o grupo radical trouxesse um assessoramento e levasse PRESIDENTE JAIR BOLSOANRO assinar uma "doidera": QUE o GENERAL FREIRE GOMES estava muito preocupado com essa situação, com que poderia acontecer com esse pessoal que ia para o Palácio da Alvorada; QUE estavam preocupados com o grupo radical que estava tentando convencer o então Presidente a fazer "alguma coisa", um golpe:QUE havia um outro grupo de moderados que entendia que o ex-Presidente deveria sair do país; QUE o próprio colaborador sugeriu que o ex-presidente deveria sair do país; QUE o grupo era composto pelo PAULO JUNQUEIRA, empresário do agronegócio, que financiou a viagem do presidente para os EUA; por NABAN GARCIA, que ocupou algum cargo na secretaria de agricultura, e por fim o senador MAGNO MALTA que tinha uma posição mais radical e se juntou ao referido grupo entendendo que o presidente deveria deixar o país; QUE o terceiro grupo, denominado pelo colaborador como "radicais", era dividido em dois grupos; Que o primeiro subgrupo "menos radicais" que queriam achar uma fraude nas urnas; QUE o segundo grupo de "radicais" era a favor de um braço armado. QUE gostariam de alguma forma incentivar um golpe de Estado; QUE queria que ele assinasse o decreto; QUE acreditavam que quando o Presidente desse a ordem, ele teria apoio do povo e dos CACS: QUE "romantizavam" o art. 142 da Constituição Federal como o fundamento para o Golpe de Estado: QUE o primeiro grupo que defendia a identificação de uma possível fraude nas umas era o que o ex-Presidente mais pressionava; QUE JAIR BOLSONARO queria uma atuação mais contundente do GENERAL PAULO SÉRGIO em relação à Comissão de Transparência das eleições montada pelo Ministério da Defesa; QUE JAIR BOLSONARO queria que o documento produzido fosse "duro": QUE o grupo era composto pelo GENERAL PAZZUELLO, pelo PRESIDENTE DO PL VALDEMAR DA COSTA NETO, pelo MAJOR DENICOLE e por um grupo de pessoas que prestavam assessoramento tecnico: QUE nessa época após o segundo tumo, recebiam muitas informações de fraudes; QUE o presidente repassa as possíveis denúncias para os GENERAIS PAZZUELLO e PAULO SERGIO para que fossem apuradas; QUE o grupo tentava encontrar algum elemento concreto de fraude, mas a maloria era explicada por questões estatísticas: QUE as informações estatísticas foram tratadas pelo MAJOR DENICOLE: QUE O MAJOR DENICOLE era quem geralmente trazia os dados ao ex-presidente; QUE o grupo não identificou nenhuma fraude nas umas; QUE a única coisa substancial que encontraram foi a questão das umas antigas que ensejou a ação do PL; QUE o Senador HEINZ, que também integrava esse grupo, usava um documento do Ministério Publico militar que dizia que como o país estava em GLO, para garantia das eleições, o Senador entendia que as forças armadas poderiam pegar uma uma, sem autorização do TSE ou qualquer instancia judicial, para realização de testes de integridade; QUE o senador encaminhava esse entendimento tanto ao Colaborador, quanto ao ex-presidente JAIR BOLSONARO para que repassassem esse entendimento ao Ministro da Defesa; QUE o ex- presidente não encampou esse entendimento; QUE o ex-Diretor-Geral da PRF SILVINEI VAQUES era politizado; QUE ele comparecia a todos os eventos políticos; QUE ele esteve com o ex-Presidente por algumas ocasiões durante o período pré-eleitoral; QUE não informar o que tratavam; QUE a questão de compra de votos era um preocupação constante do ex-Presidente; que reclamava de maneira genérica; QUE não participava das reuniões entre o ex-Presidente e os Ministros e os Generais; QUE esse grupo tinha ligação com o Argentino; QUE quanto a parte mais radical, não era um grupo organizado, eram pessoas que se encontravam com presidente, esporadicamente, com a intenção de exigir uma atuação mais contundente do então Presidente; QUE uma dessas pessoas era FELIPE MARTINS, ex-assessor internacional do ex-presidente e ligado à área mais ideológica; QUE FELIPE MARTINS vinha acompanhado de um jurista, que não se recorda um nome; QUE o colaborador se recorda que o referido jurista escreveu livros sobre Garantias Constitucionais; QUE os encontros ocorreram em meados de novembro de 2022; QUE em um dos encontros o jurista também foi acompanhado de um padre; QUE foram mais de dois encontros dessas pessoas com o ex-Presidente JAIR BOLSONARO; QUE FELIPE MARTINS juntamente com esses juristas apresentaram um documento ao Presidente JAIR BOLSONARO, no Palácio da Alvorada; QUE o documento tinha várias páginas de "considerandos", que retratava as interferências do Poder Judiciário no Poder Executivo e no final era um decreto que determinava diversas ordens que prendia todo mundo; QUE determina as prisões dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, dentre eles ALEXANDRE DE MORAES, GILMAR MENDES e outros; QUE determinava também a prisão do Presidente do Senado RODRIGO PACHECO e de outras autoridades que de alguma forma se opunham ideologicamente ao ex-presidente; QUE decretava novas eleições; QUE não dizia quem iria fazer, mas sim, o que fazer, QUE o ex-presidente recebeu o documento, leu e alterou as ordens, mantendo apenas a prisão do Ministro ALEXANDRE DE MORAES e a realização de novas eleições devido a fraude no pleito; QUE o colaborador teve ciência do documento quando FELIPE MARTINS apresentou ao colaborador o documento impresso e de forma digital para que fossem feitas as correções; QUE FELIPE MARTINS tinha uma versão digital em seu notebook, que levou para a reunião; QUE FELIPE MARTINS não alterou o documento, conforme pedido pelo então PRESIDENTE JAIR BOLSONARO, naquele momento; QUE alguns dias depois FELIPE MARTINS retomou juntamente com o jurista trazendo o documento alterado conforme solicitado pelo então PRESIDENTE JAIR BOLSONARO, no Palácio da Alvorada; QUE o presidente concordou com os termos ajustados e em seguida mandou chamar, no mesmo dia, os Generais, comandantes das forças; QUE participaram o ALMIRANTE GARNIER, GENERAL FREIRE GOMES e o BRIGADEIRO BATISTA JUNIOR; QUE nessa reunião com os Generais o presidente apresentou apenas os "considerandos" (fundamentos dos atos a serem implementados) sem mostrar as ordens a serem cumpridas (prisão do Ministro ALEXANDRE DE MORAES e a realização de novas eleições); QUE na reunião com as Generais, FELIPE MARTINS foi explicando cada item; QUE o colaborador participou da reunião, operando a apresentação no computador; QUE o ex-presidente queria pressionar as Forças Armadas para saber o que estavam achando da conjuntura; QUE queria mostrar a conjuntura do país: QUE o colaborador saiu da sala, não participando do restante da reunião QUE depois o GENERAL FREIRE GOMES relatou ao colaborador o conteúdo do que conversaram; QUE o ex-presidente apresentou o documento aos GENERAIS com intuito de entender a reação dos comandantes das forças em relação ao seu conteúdo; QUE o ALMIRANTE GARNIER, comandante da Marinha, era favorável a um intervenção militar, afirmava que a Marinha estava pronta para agir: QUE aguardava apenas a ordem do ex-presidente JAIR BOLSONARO; QUE no entanto, o ALMIRANTE GARNIER condicionava a ação de intervenção militar à adesão do Exército, pois não tinha capacidade sozinho; QUE o Brigadeiro BATISTA JUNIOR, comandante da aeronáutica, era terminantemente contra qualquer tentativa de golpe de Estado; QUE afirmava de forma categórica que não ocorreu qualquer fraude nas eleições presidenciais; QUE o GENERAL FREIRE GOMES, era um meio-termo dos outros dois Generais; QUE ele não concordava como as coisas estava sendo conduzidas; QUE no entanto, entendia que não caberia um golpe de Estado, pois entendia que as instituições estavam funcionando; QUE não foi comprovado fraude nenhuma; QUE não cabia às Forças Armadas realizar o controle Constitucional; QUE dizia que estavam "romantizando" o art. 142 da CF; QUE dizia que tudo que acontecesse seria um regime autoritário pelos próximos 30 anos, decorrente de um Golpe Militar, QUE o ex-Presidente teve várias reuniões com os Generais; QUE o ex- Presidente JAIR BOLSOANRO não queria que o pessoal saísse das ruas; QUE o ex- Presidente JAIR BOLSOANRO tinha certeza que encontraria uma fraude nas umas eletrónicas e por isso precisava de um clamor popular para reverter a narrativa; QUE o ex- Presidente estava trabalhando com duas hipóteses: a primeira seria encontrar uma fraude nas eleições e a outra, por maio do grupo radical, encontrar uma forma de convencer as Forças Armadas a aderir a um Golpe de Estado; QUE o ex-Presidente não interferia nos manifestantes que estavam nas ruas; QUE o ex-Presidente pediu apenas para que os caminhoneiros não parassem o país; QUE acredita que os militares não adeririam a uma ideia de golpe de Estado; QUE como não teve apoio dos Comandantes do Exército e da Aeronáutica, a proposta de FELIPE MARTINS não foi executada: QUE acredita que o ex- Presidente não assinaria esse documento; QUE as outras pessoas que integravam essa ala mais radical era composta pelo ex-ministro ONIX LORENZONE, pelo atual SENADOR JORGE SEIFF, o ex-ministro GILSON MACHADO, SENADOR MAGNO MALTA, DEPUTADO FEDERAL EDUARDO BOLSONARO, GENERAL MARIO FERNANDES (secretário executivo do General RAMOS); QUE GENERAL MARIO FERNANDES atuava de forma ostensiva, tentando convencer os demais integrantes das forças a executarem um golpe de Estado; QUE compunha também o referido grupo a ex- primeira dama MICHELE BOLSONARO; QUE tais pessoas conversavam constantemente com o ex- Presidente, instigando-o para dar um golpe de Estado; QUE afirmavam que o ex-Presidente tinha o apoio do povo e dos CACs para dar o golpe; QUE não sabe se essas pessoas levavam documentos para o ex-Presidente; QUE não presenciou todos os encontros dessas pessoas radicais com o ex-Presidente; QUE o GENERAL BRAGA NETO conversava constante com o ex-Presidente; QUE ele seria o elo entre os manifestantes e o ex-Presidente; QUE o GENERAL BRAGA NETO atualizava o ex-Presidente sobre as manitestações; QUE não sabe informar se o GENERAL BRAGA NETO tinha contato com AILTON BARROS; INDAGADO sobre pessoas que exerciam influência em relação às pessoas acampadas e que entraram no Palácio do Alvorada, responde QUE no dia 12/12/2022, após a prisão do CACIQUE SERERE, na saída do palácio da Alvorada, as pessoas de BISMARK e PAULO SOUZA, integrantes do canal do YouTube HIPÓCRITAS e OSWALDO EUSTAQUIO, com meo de também serem presos, ligaram para o ex-presidente JARI BOLSONARO; QUE JARI BOLSONARO mandou que autorizasem a entrada de BISMARK e PAULO SOUZA e OSWALDO EUSTAQUIO no Palácio da Alvorada; QUE a intenção era evitar que fossem presos; QUE após a advertência do colaborador de que a permanência de OSWALDO EUSTÁQUIO no Palácio da Alvorada poderia causar problemas, o ex-Presidente determinou que um carro da Presidência levasse OSWALDO EUSTÁQUIO para o local que estava hospedado em Brasilia/DF; QUE os integrantes do HIPÓCRITAS jantaram com o ex-Presidente no Palácio da Alvorada; QUE não se recorda se os referidos jornalistas dormiram no Palácio da Alvorada; QUE os integrantes do HIPÓCRITAS tinham contato direto com o ex-Presidente JAIR BOLSONARO; QUE entendiam que os CACs apoiariam o ex-Presidente em uma tomada de decisão, como um tropa civil em caso de um Golpe; QUE o Deputado Federal EDUARDO BOLSONARO tinha mais contato com os CACs.

CIA, agora, diz que Covid-10 surgiu de incidente de um laboratório de Wuhan, China

A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos avaliou que é "mais provável" que a pandemia da Covid-19 tenha surgido de um laboratório do que da natureza, disse um porta-voz da agência neste sábado. Durante anos, a agência disse que não poderia concluir se a Covid-19 foi resultado de um incidente de laboratório ou se se originou na natureza. Mas nas últimas semanas do governo Biden, o ex-diretor da CIA William Burns pediu aos analistas e cientistas da CIA que fizessem uma determinação clara, enfatizando o significado histórico da pandemia, de acordo com uma autoridade sênior dos EUA.

.O governo da China diz que apoia e participou de pesquisas para determinar a origem da Covid-19 e acusou Washington de politizar o assunto, especialmente por causa dos esforços das agências de inteligência dos EUA para investigar.

Em uma entrevista ao Breitbart após sua confirmação pelo Senado dos EUA na sexta-feira, o novo diretor da CIA, John Ratcliffe, disse que "nossa inteligência, nossa ciência e nosso bom senso realmente determinam que a origem da Covid foi um vazamento no Instituto de Virologia de Wuhan", referindo-se aos Estados Unidos.

Artigo, Carina Belomé - A Era da Inveja

A autora é jornalista, Porto Alegre.

CLIQUE AQUI para ler no Instagram de Carina.

Ayn Rand, em sua obra "A Revolta de Atlas", descreve a "Era da Inveja" como um período em que a mediocridade é exaltada e a excelência é vilipendiada. Nesse contexto, aqueles que se destacam por sua independência intelectual e firmeza de caráter são rotulados pejorativamente, muitas vezes sendo chamados de "istas" ou outros termos depreciativos. Essa prática evidencia não apenas uma incapacidade de análise crítica por parte de seus detratores, mas também uma profunda inveja daqueles que se recusam a se conformar aos ditames de uma agenda coletivista.


Os "virtuosos de botequim", como podemos chamar esses críticos superficiais, adotam ilusões como regras a serem seguidas, acreditando estar promovendo justiça ao atacar aqueles que não se submetem às suas narrativas. No entanto, suas ações acabam por alimentar os próprios problemas que dizem combater, prejudicando especialmente aqueles que sustentam a sociedade com seu trabalho e dedicação. Esses indivíduos produtivos acabam pagando o preço pelas birras de um sistema que privilegia a mediocridade em detrimento da excelência.


A "Era da Inveja" é, portanto, marcada por uma inversão de valores, onde o mérito é punido e a mediocridade é recompensada. Aqueles que ousam pensar por si mesmos e manter posições firmes diante da realidade são marginalizados, enquanto os que se conformam às ilusões coletivistas são exaltados. Essa dinâmica não apenas sufoca a inovação e o progresso, mas também corrói os fundamentos de uma sociedade livre e próspera.


Em suma, a crítica aos indivíduos independentes e produtivos, rotulando-os de forma pejorativa, reflete uma profunda inveja e uma incapacidade de análise por parte de seus detratores. Ao atacar aqueles que não se submetem às ilusões coletivistas, esses "virtuosos de botequim" acabam por prejudicar toda a sociedade, especialmente aqueles que contribuem para seu sustento e desenvolvimento. 


RS realizou 1,6 mil transplantes em 2024, alta de 5,6%

A Central de Transplantes do governo do RS informou, ontem, que foram realizados no Rio Grande do Sul 1.634 transplantes de órgãos no ano passado. O número representa um aumento de 5,6% em relação aos 1.546 transplantes do ano anterior. 

Reportagem dos jornalistas da Secom, publicaram esta reportagem:

De acordo com a Central de Transplantes da Secretaria da Saúde (SES), foram 26 transplantes de coração, 35 de pulmão, 134 de fígado, 557 de rim e 882 de córnea. Também foram realizados 1.504 transplantes de tecidos. Exceto pelo transplante de fígado (142), todos os números do ano passado superam os de 2023.  


Foram feitas ainda 780 notificações por morte encefálica, indicando possíveis doadores, com 194 doadores efetivos, nos quais foi possível a retirada de algum órgão. Embora abaixo dos registros de 2023 (838 notificações e 285 doadores efetivos), o percentual de 24% das notificações que se tornam doações supera a média nacional, de 19%. 


O número de doadores efetivos também é praticamente igual ao de 2022 (197), superando 2021 (161) e 2020 (182). Já o número de notificações foi o segundo maior desde 2017, quando foram registradas 789 ocorrências.


A calamidade foi um empecilho para a rede de transplantes, afetando a circulação de pacientes e de órgãos. Em maio de 2024, as inundações também tiraram, temporariamente, o Rio Grande do Sul da rede nacional de envio e recebimento de órgãos e tecidos para transplantes. Mesmo assim, os transplantes não deixaram de ocorrer mesmo no momento mais agudo da enchente. 


“Mesmo no período de adversidade que enfrentamos durante a calamidade em 2024, foram realizados 40 transplantes de córnea, que tínhamos em estoque”, explicou o coordenador-adjunto da Central de Transplantes, James Cassiano. “No período das enchentes, fomos impactados pela dificuldade de acesso e de deslocamento nas cidades. Dada a circunstância daquele momento, fizemos uma regionalização para atender às demandas. Houve ainda um momento em que tivemos de ficar sem captação, mas em seguida retornamos”, disse.