Governo gaúcho e empresários rejeitam nova modelagem para Malha Sul Ferroviária

 A audiência pública da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) realizada nesta quarta-feira (29 de julho de 2026) na FIERGS, em Porto Alegre, debateu a nova modelagem de concessão da Malha Sul ferroviária. O encontro gerou fortes críticas de autoridades locais devido ao risco de redução e fragmentação da malha no estado.

O secretário de Logística e Transportes do RS, Clóvis Magalhães, apontou que o novo projeto prevê uma redução de 47% na malha gaúcha em relação à concessão original, limitando-se a cerca de 2 mil quilômetros. Há previsões de desativação de ramais importantes até 2030 (como Cruz Alta–Ijuí e Ijuí–Santo Ângelo) e a ausência de reconexão até Passo Fundo.

O Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) alertou que a segmentação da malha em corredores (Mercosul, Rio Grande e Paraná–Santa Catarina) pode tornar os trechos do RS e de Santa Catarina deficitários e deixar as licitações desertas.

 Representantes estaduais cobraram mais tempo para analisar os estudos, argumentando que não é possível decidir um contrato de 30 anos em poucos meses. O prazo para a sociedade e o setor produtivo enviarem sugestões e contribuições sobre o edital no sistema da ANTT encerra-se em 10 de agosto de 2026.A próxima e última sessão presencial na Região Sul ocorrerá em 31 de julho de 2026, em Florianópolis (SC)

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