Artigo, Diza Gonzaga - Um movimento pela vida


- Diza Gonzaga é diretora institucional do DetranRS

Espaço democrático por excelência, o trânsito é o lugar onde deixamos nossa marca, não somente como motoristas, pedestres, ciclistas, motociclistas, mas também com nossos valores, desejos, preconceitos, afetos e desafetos.

A dona de casa, o empresário, o professor, a médica, o estudante, todos nos encontramos neste espaço, onde quase sempre estamos de passagem. Como não vamos estabelecer uma relação duradoura com todos aqueles que cruzam nosso caminho, é comum que essa relação fugaz não seja exatamente calorosa.

É claro que a cidade também fala. E ela está afirmando, através de avenidas largas onde se espremem ciclovias, calçadas por vezes estreitas e não raras vezes malconservadas, que a rua é dos carros. Pedestres, ciclistas, skatistas, cadeirantes são elementos intrusos. Essa paisagem é mais uma na grande lista de urgências que precisamos enfrentar.

Mas a agressividade, os acidentes que presenciamos quase que todos os dias e que deterioram nossa qualidade de vida não podem mais esperar. Não podemos tolerar 40 mil mortes no trânsito a cada ano e milhares de feridos e sequelados, como se fossem apenas fantasmagóricas estatísticas.

Se o trânsito reflete nosso grau de civilidade como povo, não está só na mão de um governo ou de um órgão mudar essa realidade. Está em todos nós. E não é porque o outro poderia ser seu irmão, sua mãe ou seu amigo. É porque, de fato, o outro é uma mãe ou uma filha, um pai ou um amigo de alguém.

Reconhecer a humanidade no outro é um sentimento que tem nome: empatia. A palavra, que às vezes é confundida com simpatia, não deixa de trazer uma relação. Ter empatia por alguém significa colocar-se no lugar do outro, prezar a vida do outro como a nossa.

Por isso, nesta Semana Nacional do Trânsito, estamos lançando não uma campanha, mas um movimento. Esse movimento vai nos guiar nos próximos anos, mas precisamos de você para conseguirmos mudar esta difícil realidade. Queremos que esse movimento se espalhe pelo Rio Grande e atinja o coração de todos os gaúchos. Que sejamos guiados pela empatia – no trânsito e na vida.

Vamos, juntos, construir um trânsito mais fraterno e seguro!



Sine inicia a semana com oferta de 175 vagas de emprego


Para quem está à procura de emprego, 175 postos de trabalho estão disponíveis no Sine Municipal, a partir desta segunda-feira, 23 , até que as vagas sejam preenchidas. Entre as oportunidades oferecidas, a maior demanda é para cobrador externo, com nove vagas, seguida por mecânico, cozinheiro geral, auxiliar de mecânico de autos e açougueiro, com seis postos abertos cada.
 O interessado deve retirar a carta de encaminhamento pelo aplicativo https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.dataprev.sinefacil&hl=pt_BR, ou diretamente em qualquer unidade Sine. O número de cartas é limitado.
 A sede do Sine Municipal funciona entre 8h e 17h, na avenida Sepúlveda esquina com a Mauá, Centro Histórico. Para concorrer à vaga, o candidato precisa comparecer com Carteira de Trabalho e comprovante de residência. O candidato pode efetuar a sua inscrição pessoalmente na unidade do Sine.
Dia D - Em setembro, o Dia D é nacional e será realizado na sexta-feira, 27. É um dia especial de atendimento às Pessoas com Deficiência (PCDs) e Reabilitados do INSS. O objetivo é promover a inclusão  no mercado formal de trabalho em um dia de atendimento exclusivo para esse público. A ação está integrada com a Agenda do Trabalho Decente e o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite,  da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia e  tem como um dos seus principais eixos de atuação a promoção da inclusão e da igualdade, desenvolvendo ações de qualificação e conscientização das empresas para a inserção do público PcD no mercado trabalho.
Confira as vagas:
Açougueiro - 6
Ajudante de obras - 1
Ajustador mecânico - 3
Apontador de obras - 2
Arquiteto de edificações  - 1
Atendente balconista - 1
Atendente de lojas - 2
Auxiliar de arquitetura - 1
Auxiliar de confeitaria - 2
Auxiliar de cozinha - 1
Auxiliar de desenvolvimento infantil - 3
Auxiliar de expedição - 1
Auxiliar de limpeza - 2
Auxiliar de linha de produção - 1
Auxiliar de mecânico de autos - 6
Auxiliar de pintor de automóveis - 1
Carpinteiro  - 1
Chapista de lanchonete - 1
Cobrador externo - 9
Conferente de carga e descarga - 1
Consultor de vendas - 4
Costureira em geral - 5
Cozinheiro geral - 6
Desenhista de móveis - 1
Duteiro - 1
Eletricista - 1
Eletricista de instalações de veículos automotores - 1
Eletricista de instalações industriais - 4
Eletricista de veículos de máquinas operatrizes - 2
Empregado  doméstico  nos serviços gerais - 1
Enfermeiro  - 3
Ferramenteiro - 1
Frentista - 2
Fresador (fresadora universal) - 1
Gesseiro - 1
Governanta de residência - 1
Impressor digital - 2
Jardineiro - 1
Laboratorista industrial - 1
Líder de produção, no acabamento de chapas e metais - 1
Marceneiro - 1
Marmorista (construção) - 1
Mecânico - 6
Mecânico de automóvel - 2
Mecânico de manutenção de máquina industrial - 1
Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas (tratores) - 3
Mecânico de manutenção de máquinas, em geral - 1
Mecânico de usinagem (manutenção) - 2
Mecânico de veículos automotores a diesel (exceto tratores) - 3
Mecânico eletricista de diesel (veículos automotores) - 1
Mecânico montador - 2
Montador de estruturas metálicas - 2
Montador de máquinas - 2
Montador mecânico (máquinas industriais) - 2
Motorista carreteiro - 1
Motorista de caminhão - 1
Operador  de seccionadora - 1
Operador de empilhadeira - 1
Operador de ensaios na metrologia - 1
Operador de inspeção de qualidade - 3
Operador de máquina de corte de roupas - 1
Operador de retro-escavadeira - 2
Operador polivalente da indústria têxtil - 1
Padeiro - 4
Padeiro confeiteiro - 1
Panificador - 2
Pasteleiro - 1
Pedreiro - 2
Pintor de automóveis - 1
Programador de sistemas de computador - 2
Projetista na arquitetura - 1
Promotor de vendas - 2
Recreacionista - 2
Serralheiro - 2
Serralheiro industrial - 2
Servente de obras - 5
Supervisor de logística - 1
Técnico de contabilidade - 1
Técnico de edificações - 1
Técnico de produção - 4
Técnico de suporte à inteligência (grupo apoio) - 1
Técnico eletrônico em geral - 1
Técnico em farmácia - 1
Técnico em instrumentação - 1
Torneiro mecânico - 2
Torneiro repuxador - 1
Vendedor interno - 4
Vendedor pracista - 1
Vidraceiro - 1
Zelador de edifício - 1

Artigo, Rogério Mendelszki - Osmar Terra diz que a maconha afeta o cérebro


O ministro da Cidadania Osmar Terra não dá espaço para o relativismo que tangencia o consumo de maconha no Brasil. Os simpatizantes do “maconhismo” – os relativistas da maconha – querem liberar a droga como ocorreu no Uruguai, mesmo sabendo de suas consequências nefastas, mas encontram no ministro Terra um adversário respeitável porque é um estudioso do tema e apresenta sua argumentação científica irretorquível.

Numa entrevista ao jornal “Clarin”, de Buenos Aires, Osmar Terra disse que” se tivesse de proibir uma droga seria a maconha porque ela destrói o cérebro”, concordando com o psiquiatra brasileiro Valentin Gentil.  Para Terra, a “dependência química é uma enfermidade cerebral e sobre isso os defensores da liberação das drogas não falam porque não sabem”.

Com mais de 100 anos de experiência, os alcoólicos anônimos sabem que é preciso evitar o primeiro gole todos os dias e o mesmo serve para as drogas já que a sua liberação facilitará o consumo e haverá mais gente viciada que  não fara outra coisa a não ser se drogar – afirmou Terra ao jornal argentino.

O ministro da Cidadania tem uma certeza sobre a liberação da maconha: “Ela afeta o cérebro numa extensão muito maior que a cocaína, mais que qualquer outra droga.

Hoje se vende uma ideia que a maconha é um remédio, mas não se diz que a morfina também é um medicamento que vem da heroína que vem da papoula.”

O consumo aumenta quando surgem as facilidades e Terra cita o Uruguai que liberou a maconha com o consequente aumento dos homicídios .

O presidente José Mojica afirmava que iria diminuir a violência, mas ocorreu o contrário. “Lamento que tenha ido por esse caminho. Terá de voltar atrás”.

O rigor é o único obstáculo para impedir a epidemia das drogas como na Indonésia onde o traficante é punido com a morte, mas no Brasil, os governos do PT olhavam a violência com cara de paisagem, disse Terra.

“Estamos num continente com uma produção colossal de drogas e isso deveria preocupar a todos”.

Polícia Federal amplia prisões de hackers. Glenn Greenwold pode estar envolvido. Saiba mais sobre a Operação Spoofing.

Inicialmente, dia 23 de julho, foram presos estes hackers que invadiram criminosamente os celulares de Deltan Dallagnol e outras autoridades federais ligadas à Lava Jato: Gustavo Henrique Elias Santos, de 28 anos, que trabalha como DJ e já respondeu por porte ilegal de arma; sua esposa, Suelem; Danilo Marques e Walter Delgatti Neto, o Vermelho, que é o líder do grupo.

Esta semana também foram presos Luiz Molição, estudante de Direito e amigo de Delgatti, e Thiago Elieaer, o Chiclete. O jornal O Globo diz que as duas prisões da Operação Spoofing são fruto de confissão de Walter Delgatti ou Gustavo Henrique Elias Santos, devido a quantidade de detalhes reveladas nas investigações visando a atividade de ambos. Glenn Greenwald estaria sendo aconselhado a deixar o Brasil.


Milhões movimentados 
As quantias movimentadas por Thiago Eliezer ‘Chiclete’ e seus laranjas são bem maiores que as feitas por Walter Delgatti Neto e seus comparsas. Chama a atenção a rapidez com que Eliezer convertia dinheiro vivo em bitcoins.Também chama a atenção o fato que umas das contas de Twitter de Thiago, ainda não revelada, retuitar com tamanha insistência muitas ameaças veladas ao juiz Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e a Lava Jato; assim como a constância com que Thiago Eliezer retuitava ‘membros do The Intercept’ e amigos de Leandro Demori – uma ‘rodinha’ de amigos da ABRAJI e blogs de esquerda. Por fim, a Land Rover que Delgatti foi buscar na casa de Thiago Eliezer, foi vendida a Walter ‘Vermelho’ Delgatti Neto, a um preço muito abaixo do valor da tabela FIPE. Outras movimentações financeiras entre março e julho envolvendo muitos bitcoins entre Delgatti, Luiz Molição e Thiago Eliezer também estão sendo investigadas.

Voz de Glenn ?
A PF não confirma que a voz do ‘gringo’ seja a de Greenwald – já que o estudante preso ontem, se recusou a dar nomes, em especial o da pessoa com quem ele trocou as mensagens vazadas por um procurador do interior de São Paulo (não houve hacking de nada!).Questionados se a pessoa era Glenn Greenwald, Thiago Eliezer e Luiz Molição disseram que só falarão com a instrução de seus advogados.




Alinhamento político-ideológico reduz o custo político e acrescenta resiliência à governabilidade


O custo orçamentário, para o governo, de aprovar as mudanças na previdência social está sendo significativo. O Palácio do Planalto vem executando o orçamento relativo às emendas parlamentares na medida necessária para para fazer passar “a mãe de todas as reformas”. Mas o custo político é baixo, baixíssimo. O que em outras circunstâncias seria objeto de escândalo (“compra de votos!”) desta vez é deglutido sem maior dificuldade.

A constatação não chega a ser nova. A governabilidade de Jair Bolsonaro é sólida pois o núcleo da agenda governamental, o programa econômico liberal, tem o apoio de pelo menos dois terços do Congresso, é quase unânime no empresariado e continua bem sustentado na esmagadora maioria da imprensa. Daí por que as “crises” vêm, parecem por um instante terminais, e logo viram poeira. Ou fumaça. Como foi com a mais recente, dos incêndios florestais. Olha o trocadilho.

Há, é claro, mercado para os projetos em torno de um liberalismo bem-educado e cosmopolita, autointitulado progressista, e daí as versões repaginadas do Velho do Restelo, a advertir que tudo vai dar errado. Para esse “bolsonarismo sem Bolsonaro", o país estaria à beira do caos, se já não mergulhado nele. Mas a cada episódio o que leva jeito de tsunami na opinião pública, quando chega à praia de Brasília fica mais com cara de marolinha.

Inclusive por esse cosmopolitismo arejado chocar-se com a linha nacionalista, ainda que fortemente ocidentalista, hegemônica nas Forças Armadas. A polêmica amazônica comprova.

Outro aspecto reforça a resiliência governamental. O partido mais forte capaz de lhe fazer oposição, com ramificações sólidas e profundas nas diversas instâncias de poder, está isolado. O aqui livremente chamado de Partido da Lava Jato (PLJ) mantém musculatura e apoio popular, pode inclusive continuar produzindo fatos político-policiais em série, mas sua capacidade de alterar a correlação de forças operacional está contida por causa do isolamento.

Mais um mérito (ou demérito) da agenda econômica.

O caráter consensual da agenda, mais o amplo espectro dos alvos do PLJ, mais a objeção a que o PLJ provoque uma disrupção (e viva os anglicismos e neologismos) num quadro tão produtivo, tudo induz a um alinhamento raro entre os poderes, pelo menos desde a instalação da hoje carcomida Nova República. O estilo do presidente da República é uma linha de produção de manchetes, mas na vida prática os vetores executivo, legislativo e judiciário produzem boa resultante.

Onde estão os riscos? Principalmente 1) na nova modalidade de enquadramento do Legislativo pelo Executivo e 2) na sede de protagonismo do braço judiciário do PLJ. Se a velocidade da recuperação da economia e dos empregos seguir baixa, quanto tempo o Congresso levará para voltar a exigir o dito loteamento da Esplanada e das estatais? E até onde irão os torquemadas dos tribunais, especialmente nos superiores, para revitalizar o próprio protagonismo, hoje corroído?

No instável presidencialismo brasileiro, onde a pulverização do Congresso é um foco permanente a ameaçar a saúde política do ocupante do Planalto, é sempre bom ficar esperto. Mas por enquanto as coisas para o governo caminham bastante bem nesse terreno.

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O Tribunal Superior Eleitoral decidiu que candidatura laranja leva à cassação de toda a chapa. Mas como provar que a candidatura é laranja? Fácil, candidatas-laranja não são de verdade, são de mentirinha, nem fazem campanha. Mas, e se alguém decide ser candidata e depois desiste de fazer campanha a partir de um certo ponto, como é que fica? E se a candidata faz uma campanha pra inglês ver, gasta uma graninha, então está tudo bem?

Outra consequência da decisão do TSE: o sujeito entra numa chapa, faz sua campanha direitinho, elege-se. Aí alguém diz que tinha uma (ou um?) laranja na chapa. O sujeito perde o mandato sem ter cometido nenhuma irregularidade, nenhum crime? Talvez o STF tenha, um dia, de verificar se a decisão do TSE não viola algum direito constitucional. Ainda que esteja fora de moda argumentar com Constituição contra o que parece ser “certo” e “justo”.
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Alon Feuerwerker (+55 61 9 8161-9394)

Material roubado não serve para inocentar Lula, diz PGR


O procurador-geral da República interino, Alcides Martins, afirmou, em parecer ao Supremo Tribunal Federal que as mensagens hackeadas do celular do coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, são prova ilícita, e, mesmo que pudessem ser utilizadas, não seriam 'capazes' de provar a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O parecer foi entregue no âmbito de recurso da defesa do petista contra decisão do ministro Edson Fachin que rejeitou habeas corpus para libertá-lo e anular suas ações penais.
De acordo com a defesa, que queria o compartilhamento de provas dos celulares dos alvos da Operação Spoofing - que mira as invasões do Telegram de autoridades -, notícias do site The intercept teriam mostrado que Lula foi alvo de uma conspiração.

Martins é contra o compartilhamento de provas da Spoofing, que também estão acostadas no inquérito do Supremo que mira ameaças contra ministros da Corte. "As mensagens trocadas no âmbito do Telegram forma obtidas por meios ilegais e criminosos, tratando-se de prova ilícita, não passível de uso no presente caso".

As mensagens citadas pela defesa, segundo o PGR, 'não têm o condão de afastar o juízo de culpabilidade que levou às condenações de Luiz Inácio Lula da Silva nas ações penais n. 5046512-94.2016.4.04.7000 (referentes ao Triplex) e 5021365-32.2017.4.04.7000 (referentes ao Sítio de Atibaia), tampouco de demonstrar a inocência dele nos autos dos demais processos que ainda não possuem sentença condenatória'.

"Tais mensagens não contém qualquer elemento apto a afastar as teses acusatórias (e as provas que a sustentam) subjacentes a cada um desses processos - o que ocorreria, por exemplo, se de uma delas se extraísse que a principal prova que sustentou o decreto condenatório foi forjada",

Por que a privatização do Banrisul é um erro


Mais importante do que a privatização em si seriam os motivos pelos quais ela seria realizada. Não há qualquer indicativo de que a eventual venda do Banrisul faça parte de uma reestruturação do Estado ou mesmo de uma convicção ideológica explicitada na campanha. Só existiria um motivo: botar dinheiro para dentro do caixa do governo.

Surge, aí, uma segunda questão. Dinheiro para quê? Pagar contas e salários. Em pouco tempo, o melhor ativo público do Rio Grande do Sul seria sugado pelo ralo das despesas correntes.

Todo esse debate já nasce meio torto e contaminado por uma lógica antiga. Ainda discutimos o tamanho do Estado, enquanto o importante é a sua eficiência. Uma máquina grande, diversificada e mal gerida não pode funcionar bem. Nesse contexto, vender a parte saudável não parece uma boa ideia, a não ser que fosse para investir em outra mais relevante e que funcionaria melhor. Não é o caso.

Defendo a liberdade de empreender e não tenho dúvidas de que o Estado se mete demais nas nossas vidas. Mas isso não me obriga a colar um rótulo na testa e defender qualquer venda de patrimônio público. Não faz sentido privatizar o Banrisul, a não ser pelo legítimo interesse no mercado, que cumpre seu papel em querer comprar algo que considera bom.

O Banrisul é um instrumento efetivo de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, porque tem seu centro de decisões em Porto Alegre e não na Avenida Paulista. Não se trata aqui de um devaneio bairrista ou de respingos da Semana Farroupilha. Nesse mercado totalmente oligopolizado, no qual apenas três ou quatro bancos mandam na coisa toda, manter uma instituição financeira saudável e ativa fora desse esquemão é mais do que um ato de resistência. É uma questão de bom senso.