Dólar furado

O presidente Donald Trump jogou pesado ao declarar que imporá uma taxação de 100% sobre as exportações dos Países que integram o Brics, portanto também ao Brasil, caso insistam em criar uma moeda para substituir o dólar.


O último que defendeu isto foi Lula da Silva em sua viagem à China, 13 de abril.


Vejamos o que disse Trump:


- Exigimos que esses países se comprometam a não criar uma nova moeda do Brics, nem apoiar qualquer outra moeda que substitua o poderoso dólar americano, caso contrário,

 eles sofrerão 100% de tarifas e deverão dizer adeus às vendas para a maravilhosa economia norte-americana.


"Vão procurar outro otário", disse Trump.


Não é bem assim.


O dólar americano é a moeda base do comércio global, a principal reserva de valor global que se impôs depois do Acordo de Bretton Woods, 1944, quando todo mundo estava quebrado, menos os Estados Unidos. Até ali, o ouro era a grande reserva de valor. Na época, os americanos tinham 2/3 das reservas mundiais de ouro. O dolar estabilizou a economia mundial e equilibrou as transações internacionais.


E a ameaça de Trump: deve ser levada a sério ?


Em termos.


Os Estados Unidos correriam o risco de também ter suas exportações taxadas na mesma proporção, sem contar outras retaliações, inclusive sobre investimentos seus no exterior.


A virtude, como se sabe, está no meio e onde todo mundo perde, ninguém ganha.


O fato é que atualmente nãohá moeda capaz de substituir o dólar - nem mesmo uma cesta de moedas poderia fazer isto neste momento.

PGR

 Um grupo de nove procuradores da Procuradoria-Geral da República (PGR) inicia, nesta segunda-feira, a análise do inquérito da Polícia Federal (PF) que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas por suposto envolvimento em um plano de golpe de Estado. A informação é da CNN Brasil.


O inquérito da PF e o despacho de Moraeschegaram à PGR há seis dias. A PGR decidirá se serão ou não denunciados pelos crimes de organização criminosa, abolição do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe. Além do ex-presidente, ex-ministros de seu governo e militares estão entre os investigados.Durante um fórum jurídico em Lisboa, realizado na última sexta-feira (29), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou a complexidade do caso e indicou que a decisão pode demorar.


Bolsonaro enfrenta dois outros inquéritos (jóias sauditas e cartão de vacinação).  


Se tudo o que Morae s sua Polícia Política enviaram para a PGR for aceito, Bolsonaro poderá pegar 70 anos de cadeia.

Artigo, Ary Alcântara - O Pacote de Ajuste Fiscal um salto no abismo, mas ainda assim uma mera repetição do passado

Lido por Haddad na quinta feira a noite e objeto de entrevista coletiva sexta pela manhã, não demorou a mostrar a que veio.

Tem uma meta: a reeleição do Lula ou seu indicado, mas uma única consequência.

Como tinha previsto Leilão do Tesouro flopou.

Zero oferta. Ninguém comprou os títulos da Dívida Brasileira e o dólar foi a R$6,00

Links: Uma análise do Leilão de LTN - Prof. Cabral.

https://x.com/alexcabral71/status/1862153353226301854?t=I5ChMTk0y-7MygcL0ovGDg&s=08

Para uma análise mais objetiva e técnica separei dois Links, com a participação de técnicos de excepcional conhecimento, que considero corretos e objetivos, retratam a realidade:

1. situação do nosso fiscal: Marcos Lisboa (ex-presidente do Insper), Marcos Mendes (pesquisador do Insper), Alexandre Manoel (economista-chefe da AZ Quest) e Samuel Pessôa (pesquisador da FGV).

Atestando a não existência de herança maldita de Bolsonaro. https://www.youtube.com/live/1vMMsdHpSuI?si=X5rtZKOHdMzIm5Bh


2. Marcos Lisboa e Felipe Salto Análise pacote fiscal:

https://youtu.be/hol-W6TUig0?si=UCeZOyW0w11EjP3S


Pacote fiscal apresentado pelo Haddad não diz nada além do que vem sendo dito ou melhor, não dito, desde o anúncio de Lula como candidato a Presidente.

“A salvação dos miseráveis, a justiça social e a implantação definitiva do Estado do Bem-estar, são o apelo político pela “justiça e igualdade”, é o mantra “. 

Nos Estados Unidos, este evangelho do socialismo apareceu sob o nome de "progressismo" e foi pregado lá como a perfeição da sociedade e aqui copiamos e pioramos.

O socialismo é a tentativa dos benfeitores de criar uma nova e melhor ordem social a seu critério. Mas não se pode construir "ordem" a seu gosto. A realização deliberada de um sistema socioeconômico leva ao estabelecimento da sociedade como uma organização dominada pelo Estado. Como tal, é necessariamente oligárquica, hierárquica e deve basear-se no comando e na obediência e não na livre associação dos membros da sociedade, como seria feito numa ordem espontânea. 

Isto é o socialismo, o PT e o governo Lula, a ordem é gastar, nada a estranhar.

Haddad foi explicito nas entrevistas, é sua campanha política, abre uma concessão ao modelo empresarial capitalista, mas não deixa de pôr reservas e doutriná-lo.

O pacote de ajuste fiscal é apenas uma mistificação de momento, para ganhar tempo político, foi adiado ao máximo, sua efetivação no que são paliativos, ainda depende de tramitação legislativa, onde, por obvio, irá gerar sem número de controvérsias e em prazos imprevisíveis.

Ou seja, nada.  

A Realidade da economia, no entanto é esta:

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$74,7 bilhões em outubro. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$1.092,8 bilhões (9,52% do PIB), ante déficit nominal de R$1.065,3 bilhões (9,33% do PIB) acumulado até setembro de 2024. (neste contexto R$71 bi do pacote é absolutamente irrelevante)

Em síntese o Brasil gaste em dívida 9,33% do PIB para na melhor das hipóteses crescer 3%, se tanto. Um péssimo negócio.

A DBGG – que abrange Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais – atingiu 78,6% do PIB (R$9,0 trilhões) em outubro de 2024, aumento de 0,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse aumento decorreu principalmente da evolução dos juros nominais apropriados (+0,7 p.p.), do efeito da desvalorização cambial (+0,3 p.p.), do resgate líquido de dívida (-0,1 p.p.), e da variação do PIB nominal (-0,5 p.p.). No ano, o aumento de 4,2 p.p. do PIB resulta sobretudo da incorporação de juros nominais (+6,3 p.p.), da emissão líquida de dívida (+1,1 p.p.), do efeito da desvalorização cambial acumulada (+0,7 p.p.), do reconhecimento de dívida (+0,2 p.p.) e do crescimento do PIB nominal (-4,1 p.p.). Fonte: (https://www.bcb.gov.br/content/estatisticas/hist_estatisticasfiscais/202411_Texto_de_estatisticas_fiscais.pdf) 





Em termos reais na economia nada mais objetivo que a manifestação do Empresário Rubens Ometto que transcrevo




Rubens Ometto, da Cosan, questiona Galípolo em evento:

 “É uma coisa que, desculpe o francês, estamos ferrados”, desabafou.

Ometto falou ao receber o microfone para fazer perguntas a Galípolo em um seminário da Esfera Brasil, e aproveitou para cutucar o diretor do BC com base em um comentário feito por ele anteriormente, de que a autoridade monetária estaria precisando pisar um pouco mais no freio– a fala buscava justificar a retomada do ciclo de alta de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

“Me deixa muito preocupado. Porque você, como presidente do BC, é a mesma coisa que você estar dirigindo o automóvel e você estar dizendo que pode brecar, pode acelerar; não pode virar a direção. E se você está vendo o carro indo para um lugar que não seja o desejável”, começou o empresário.

“Eu acho que a gente está em uma situação muito difícil. Porque quando você é empresário e vê o que está acontecendo… você vê claramente que é uma política de partido, de não reduzir (gastos). Porque está muito fácil resolver, é só resolver o problema do déficit fiscal e tudo se assenta. Mas eles não querem fazer isso, e não enfrentam esse problema”, disse Ometto, mostrando insatisfação com o pacote de gastos recém-anunciado pelo governo, que frustrou o mercado financeiro e levou o dólar a tocar máxima histórica, a R$6,00.

“Então o que vai acontecer? Os juros vão subindo, vão subindo. Os investimentos que todo mundo fala que vai ter de infraestrutura, PPPs, não vão acontecer, porque o empresário que investir dinheiro com essa taxa de juros, ele vai quebrar. Ele não vai conseguir, e como eles são inteligentes, não vão fazer isso”.

Para Ometto, isso poderia desencadear depois mais problemas de inflação, por falta de capacidade das empresas para investir no atendimento da oferta. “Eu entendo sua situação. Mas nós, políticos, líderes, temos que trabalhar para fazer o convencimento… é uma coisa que, desculpe o francês, estamos ferrados, porque a alta administração do país acha que está certo e não quer fazer nada.”

É inflação! 


A inflação estimula o imediatismo o oportunismo e a corrupção.

Todos querem colher o que outros plantaram


As qualidades éticas dos agentes econômicos é, com certeza, a chave do desempenho das economias nacionais e do crescimento. Para Marshall, “objetos, organização, técnica eram acessórios: o que importava era a qualidade do homem”. Daí a sua ênfase na importância econômica da educação e a conclusão de que “o mais valioso de todos os capitais é aquele investido em seres humanos”. Isso representava, para Marshall, uma verdade estritamente econômica.

O que é interessante observar é que a colocação genérica mais conhecida nesse sentido é sem dúvida aquela feita pelo economista inglês John Maynard Keynes em The Economic Consequence of Peace (1919):

Através de um processo contínuo de inflação, os governos podem confiscar, de modo secreto e despercebido, parte importante da riqueza de seus cidadãos.

Com este método, eles não apenas confiscam, mas confiscam arbitrariamente e, enquanto, o processo empobrece a muitos, de fato enriquece a alguns... À medida que a inflação avança e o valor real da moeda flutua de forma errática de um mês para outro, todas as relações permanentes entre devedores e credores, que formam o fundamento último do capitalismo, se tomam tão completamente desordenadas a ponto de se tornarem quase desprovidas de sentido. O processo de busca de riqueza degenera em jogo e loteria... Não há forma mais sutil e segura de destruir os alicerces da sociedade do que a desmoralização de sua moeda. Esse processo engaja todas as forças ocultas das leis econômicas do lado da destruição, e o faz de um modo que nem um homem em um milhão é capaz de diagnosticar.


Esta era também a posição do principal oponente teórico de Keynes no período entre guerras. Em Against Inflation (1979), Lord Robbins, preocupado com a taxa inflacionária na Inglaterra no final dos anos 70, discute a relação entre inflação e moralidade e argumenta que a ausência de um padrão monetário estável é não somente um mal econômico e social, mas também um mal ético:


A honestidade pública e privada tende a se deteriorar na atmosfera de cassino engendrada pela inflação alta. A inflação, tal qual nós a conhecemos através da história, corrompe e distorce toda a base da sociedade. Eu não afirmo que o mundo chegará ao seu fim se nós degenerarmos até a posição da América Latina. Mas o que digo é que uma inflação da ordem de grandeza que estamos presenciando [15% ao ano], gradualmente acarreta uma mudança radical de atitude - uma mudança geral e deplorável de atitude em toda sociedade.


A inflação é exatamente isso. A unidade básica de medida do trabalho e do valor que deveria ser o Real no nosso bolso deixa de cumprir essa função. O poder de compra da moeda flutua de forma errática de um mês para outro, O resultado é um verdadeiro hospício econômico — a escalada e a exacerbação do conflito inútil, gera um império do ganho ilícito e a decomposição moral do estado e da sociedade.

A inflação rompe a regra moral básica sobre a qual se erguem as relações de mercado. Numa economia de mercado, o critério de sucesso econômico é a capacidade do indivíduo ou da empresa em produzir bens e serviços para os quais existem compradores dispostos a pagar, com seu próprio trabalho, pelo menos o que custou produzi-los. O custo de produção inclui obviamente um lucro normal, que é a remuneração do capital utilizado na produção do bem.

Quais têm sido os critérios de sucesso econômico para os indivíduos e as empresas no Brasil, particularmente na últimas quatro décadas? Ao invés de vencer pela competição no mercado econômico dentro do que seria a regra normal numa economia capitalista, a grande maioria dos empreendimentos vitoriosos no Brasil, no período recente, obteve sucesso através de dois caminhos que não têm nada a ver com a eficiência micro: o acesso privilegiado ao Governo em Brasília ou aos detentores do poder político nos estados e municípios.

Lula não resiste a tentativa distópica, como disse Simonsen, governar através de uma “máquina farisaica gastadora e irresponsável que domina um estado” corrupto por natureza, voltam a pajelança de tentar combater a inflação pelos seus efeitos, empanturrados em processos messiânicos, congelamentos simulados que se tornarão mais dia menos dia em fúteis frustrações, déficit públicos crescentes, dissimulados em artifícios que somente tem o condão de descontruir a credibilidade política.  

A cada dia se inventa uma salvação.

O Brasil depois de passar por um período no Governo Anterior, em que se pode ter algum horizonte, volta à opção pelo atraso tecnológico, pela xenofobia, pelo estatismo, pelo capitalismo cartorial das empresas campeãs, financiadas pelo BBNDES e outros agentes com um protecionismo ilusório etc.

Voltamos ao descontrole das contas públicas, as alquimias com o intuito a maquiar as demonstrações contábeis do governo, ao invés de melhorem pioram, pois, por demais sabidas evidenciam mais instabilidades e afetam a confiança.

O Governo gasta, em auxílios, cotas, subsídios consumistas, sem isto, sem aquilo, desonerações... bolsas .... etc., falsas regulações moralizadoras, enfim, qualquer coisa, para seduzir, gerar uma imediata e falsa sensação de justiça e bem-estar, este estilo de demanda é o ovo da serpente inflacionária, mais do que comprovado.

É o Estado da salvação pelo social. 

Faz-se de tudo para manter a Ditadura do poder político, afinal esta é única forma de prosperar. O trabalho o enriquecimento através da produção é literalmente execrado. O que importa é fazer rir ao “Rei”. 

Errar não é burrice.

Burrice é repetir os erros achando que vai dar certo. Isto é uma síndrome recorrente que parece ser condição para ser político no Brasil e vem há muito.

Reproduzo a seguir aqui as palavras de Mario Simonsen em artigo publicado na Veja em 1987 que infelizmente está cada vez mais atual;

“O apelidado” progressismo” é a confluência da subcultura com oportunismo. Subcultura é a sensibilidade inconsequente  

O Brasil segue como que atraído por uma maçã mágica ao destino bolivariano ao exemplo das tragédias argentinas, venezuelanas etc., é possível que alguns poucos acreditem na “salvação pelo social” sempre existirão os crédulos e os incautos, mas a maioria quer mesmo é se locupletar, são os capitalistas da pior espécie, que promovem a apropriação por poucos burocratas do trabalho de muitos.


BIG-BANG do golpe político

Marcus Vinicius Gravina

Cidadão – Tit. Eleitorarl 328036104/34


Assim como a origem do Universo é atribuída ao BIG-BANG, a teoria dos golpes políticos mais recentes em nosso país teve início com o seu Big-Bang que espalhou a suspeita de fraude na eleição presidencial de 2022. 

Esta suspeita foi impedida de ser esclarecida. Técnicos do Exército foram  dispensados pelo novo governo da auditoria que haviam iniciado por pressão popular.  Os eleitores exigiam em manifestações nas ruas e em frente a quartéis, a prova da lisura na apuração dos votos mediante comprovante impresso das urnas eletrônicas.  Foram ameaçados de prisão e de sequestro dos seus bens que culminou em vergonhoso ato de perfídia do Exército utilizando-se de ônibus como enganosa prisão.

Parecido ao acontecido na Venezuela, com uma diferença. De lá o Lula não reconheceu a vitória do Maduro, por falta da apresentação das atas de aberturas de urnas. Aqui, impediram a fiscalização das urnas eletrônicas.  

A única causa da discórdia nacional, que se transformou num teatro de maldades foi a suspeita de fraude eleitoral. No caso, falo de perseguição, para ser mais objetivo. 

É preciso lembrar o antecedente mãe dos golpes e contragolpes que se sucederam a este fato, apontado como fraude eleitoral. Desde lá não tivemos mais paz.  

Percebia-se que algo estranho iria acontecer. Um ministro do STF, hoje transformado em relator do inquérito da Polícia Federal, guerreou com presidente Bolsonaro para se adonar do poder de nomeação do Diretor Geral da Policia Federal, competência privativa do presidente da República.  

Daí em diante passou a agir como “Capitâo do Mato”, da forma como foi revelada pela  imprensa e condenada nas duas tribunas do Congresso.  Sem respeitar o Devido Processo Legal e amparado em sua própria milícia.

Conseguiu ampliar seu poder ao atrair as Forças Armadas, que pela intimidade criada com alguns militares,  também teria influenciado na escolha dos seus comandantes.  Conseguiu transformar o atual presidente da República em um “boneco de ventríloquo”. 

Assim como o ministro A.Moraes,  que deverá ser considerado impedido de atuar desde o inquérito da PF – ninguém pode ser juiz em causa própria, tão pouco estar acima da lei. 

Para isso,  deverá ter a sua imparcialidade questionada por constar como vítima do atentado de morte descrito no inquérito. 

Terá que se fazer isto em 15 dias, se vierem a ser réus sob pena de convalidarem os atos do relator do processo e de outros ministros suspeitos de parcialidade.  Alguns ministros do STF, também se enquadram no dispositivo da suspeição ou do impedimento, ambos do Código de Processo Civil.  

O ministro Zanin foi advogado e é amigo íntimo do presidente Lula, que figura no inquérito como vítima. O ministro Flávio Dino, ministro da justiça no 8 de janeiro, assistiu impassível, segundo a mídia, da janela do seu gabinete os atos de invasão e vandalismo dos prédios dos Três Poderes, podendo e devendo ter agido e não o fez. Depois, dificultou a investigação ao deixar de entregar os filmes que identificariam os manifestantes. Disse em discurso na presença do Lula que a PF seria a sua protetora, estaria a seu serviço. Tanto foi, que indiciou os seus inimigos, o Bolsonaro e assessores. 

O ministro Luis R. Barroso, em palestras, aqui e pelo mundo, demonstrou sua incompatibilidade, gratuita, com o ex-presidente Bolsonaro tendo declarado em discurso público: “derrotamos o bolsonarismo”, e mais a jocosa expressão, em público, referindo-se à eleição, a um cidadão que replicou as suspeitas de fraude: “perdeu mané, não amola”. Evidente partidarismo em que, certamente, poderá se confirmar em decisão no STF, que irá “derrotar” o próprio Bolsonaro em favor das vítimas de trama de morte,  ou seja, o presidente Lula e o seu dileto parceiro do STF, ministro A. de Moraes. 

Esta questão é matéria de ordem pública.

No caso de haver resistência dos ministros enquadrados como suspeitos ou impedidos de participarem do julgamento do Bolsonaro e de outros indiciados/réus, é dever do Senado julgar os ministros recalcitrantes pelo descumprimento do Código de Processo Civil, dentro da competência privativa conferida ao Senado para julgar ministros do Supremo Tribunal Federal (art.52, II CF   c/c arts.do NCPC).

Senhores Senadores, apaguem o estopim desta bomba, ou responsabilizem-se, pelo caos. 

Outra interpretação que se tente aceitar o papel de juiz e vítima, simultaneamente, do relator A.Moraes deve considerar que o nosso Estado Democrático de Direito consagra em sua Constituição Federal a decretação de Estado de Sítio e fornece os meios para o emprego das Forças Armadas em ações próprias de Garantia da Lei e da Ordem. Isto repele a hipótese de ter havido golpe contra a democracia. 

A convulsão popular causada pela negativa em apurar fortes indícios de fraude na eleição de 2022, foi motivo para o ex-presidente Bolsonaro submeter em reunião no Palácio do Planalto às Forças Armadas o emprego do art.142 da CF, que negaram e nada mais aconteceu. 

Não houve crime nisso, mas dever do presidente em cogitar tal medida de segurança pública. O mais, é narrativa persecutória para por na prisão o inimigo máximo do plenipotenciário ministro relator do STF. 

Deflagrar o preceito constitucional de Garantia da Lei e da Ordem – GLO é prerrogativa de presidente da República em defesa da segurança pública do Estado. Reuniões para estudo de sua aplicação não podem ser tratadas por golpe antidemocrático.  

Caxias do Sul, 30.11.2024

Capa Dura

 As redes sociais, inclusive materiais do Google, desta manhã, viralizam informações passadas pela Polícia Civil do RS,tentando incriminar diretamente o prefeito Sebastião Melo no escândalo milionário desvendado pela RBS e ocorrido na secretaria municipal da Educação.

A Polícia e a RBS já tinham levantado sigilos para incriminar o filho do prefeito, Pablo Melo.

Desta vez, a polícia civil estadual vazou mensagens de WhatsApp trocadas entre o prefeito Melo e a então secretária, Sônia Rosa, que chegou a ser presa e teria acertado delação premiada.Numa delas, Melo ordenou

- É minha a palavra final sobre os gastos da Smed. Este grupo aqui é um grupo bastante restrito, mas é o grupo da educação que tem que fazer as coisas acontecerem. Eu quero todas as divergências do mundo neste grupo. O que nós acertarmos aqui ‘tá’ acertado, e a palavra final sempre será minha. Eu sou o gestor da cidade e fui escolhido pelo povo. Vocês todos opinam, eu sou o prefeito mais democrata do mundo, mas, quando decido, está decidido.

Sebastião Melo não está entre os alvos da Capa Dura, mas o TCE investiga-o no mesmo caso.

Segundo a Polícia Civil, “as práticas ilícitas resultaram em compras no valor total de R$ 58 milhões

Nota dos prefeitos

 O patético Pacote de Corte de Gastos do governo federal nomeado lulopetista, que este editor vem chamando desde o início de esquizofrênico Pacote de Corte de Gastos e de Aumento de Despesas, dificilmente chegará inteiro ao Congresso, mas caso desembarque lá na sua integralidade, será fatiado como carne ruim.

A reação não é apenas de quem sabe fazer contas, portanto do mercado financeiro, mas também de agentes públicos responsáveis, como os prefeitos. 

O Pacote de Corte de Gastos e de Aumento de Despesas é o perfeito samba do crioulo doido.

O governo federal nomeado lulopetista quis fazer média com sua vanguarda do atraso, toda ela de esquerda bolorenta, e enfiou no pacote o benefício da  ampliação da taxa de isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil.

É evidente que o benefício reduzirá a arrecadação e com isto desequilibrará ainda mais as contas públicas. Na prática é um aumento das despesas.

Nesta sexta-feira, por exemplo, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou nota com críticas à proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, isto porque o impacto nas contas dos municípios do país será superior a R$ 20 bilhões. O impacto para as prefeituras ocorre em função da arrecadação direta do imposto nos salários dos servidores e da fatia do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A nota da FPM bate duro no fígado do governo lulopetista gastador:

- É novamente propaganda com chapéu alheio, tendo em vista que boa parte dos impactos dessa proposta será sentida pelos entes locais.

Dívida pública

A Dívida Pública Federal (DPF) subiu em outubro e voltou a ficar acima de R$ 7 trilhões, pela primeira vez desde agosto. Segundo números divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 6,948 trilhões em setembro para R$ 7,073 trilhões no mês passado, alta de 1,8%.

A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 5,82%, passando de R$ 307,34 bilhões em setembro para R$ 325,22 bilhões no mês passado. A alta foi puxada pela valorização do dólar, que subiu 6,05% no mês passado. O dólar começou a disparar em junho, influenciado pelo atraso no início da queda dos juros nos Estados Unidos e pelas eleições no país.

Composição

Por causa da demanda por títulos vinculados à Selic, a proporção dos papéis corrigidos pelos juros básicos subiu de 45,33% em setembro para 45,91% em outubro. A revisão do PAF prevê que o indicador feche 2024 entre 44% e 47%, contra estimativa anterior de 40% a 44%. Esse tipo de papel atrai o interesse dos compradores por causa do nível alto da Taxa Selic. O percentual pode subir ainda mais nos próximos meses por causa da perspectiva de alta nos juros básicos da economia.

No início do ano, o Tesouro tinha voltado a lançar mais papéis prefixados. No entanto, a volta das instabilidades no mercado comprometeu as emissões, porque esses títulos têm demanda menor em momento de instabilidade econômica e de alta nos juros.