Artigo, especial, Renato Sant'Ana - Escolha entre falácia e informação

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.

E-mail: releituras21@gmail.com

"Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz", eis a regra adotada por aqueles para quem o embate político é um vale tudo, adversários são inimigos e os meios mais sórdidos se justificam. O candidato ao governo de S. Paulo, Fernando Haddad, teve o peito de dizer: "O Banco Master nasce, cresce e se desenvolve durante a gestão do presidente do Banco Central nomeado pelo Bolsonaro." Haddad joga com a desinformação das pessoas, desviando-lhes a atenção de fatos graves que envolvem o PT, quando o escândalo do Master tem, como se verá aqui, DNA petista.

Sim, coincidindo com o período de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central (BC), o Master era gestado, só que num curral petista. É o que informa o Portal360: "A arquitetura da maior fraude financeira da história do Brasil jamais teria sido possível se Daniel Vorcaro, do Banco Master, não tivesse se associado ao empresário baiano Augusto Lima, no final de 2018. E Augusto Lima, o Guga, não teria prosperado sem a ajuda direta dos políticos petistas mais famosos da Bahia, Jaques Wagner e Rui Costa" (publicado em 10/08/2026).

Há muitos capítulos. Mas a síntese da história é esta: o Estado da Bahia tinha uma cadeia de supermercados na qual servidores estaduais podiam comprar alimentos. Depois foi criado um cartão (o Credicesta), em que o valor gasto nas lojas da rede era descontado na folha de pagamento do servidor. O sistema era deficitário. Mas não se pode dizer que foi por isso que o PT, fissurado em programas estatais, quis privatizá-lo.

Em 2018, o ativo da rede de supermercados foi privatizado, assim como o Credicesta. Pelo negócio, o Estado da Bahia recebeu um valor simbólico: R$ 15 milhões. Quem comprou? Augusto Lima! Quem vendeu? Rui Costa, então governador, com participação de Jaques Wagner. Diz a reportagem: "A operação foi esquisita. Participaram um empresário espanhol e outro da Bahia, mas o comprador real e definitivo dessa geringonça deficitária foi Guga [Augusto Lima]. Os outros 2 nunca mais apareceram." 

Cabe perguntar: por que Augusto Lima compraria um negócio deficitário?

Nas mãos de Guga Lima, o Credicesta, renomeado como Credcesta, virou uma potência da noite para o dia, graças às suas sólidas relações de amizade com os petistas da Bahia. Conforme a matéria, antes de fechar o negócio, ele articulou tudo com Costa e Wagner: "Nas conversas, Guga deixava bem claro: a Ebal e seus supermercados não valiam nada. O Credcesta, sim, tinha um grande potencial. Não para comprar comida fiado. Mas para virar um cartão para empréstimos consignados (...)".

Aos 16 dias de virar dono do Credcesta, Guga recebeu um favor: Rui Costa (governador, com Jaques Wagner como secretário de Desenvolvimento) assinou dois decretos que mudaram o jogo. O Credcesta, um cartão que só prestava para comprar arroz e feijão, ficou a um passo da agiotagem. Com ele, o funcionário público passou a sacar dinheiro e tomar empréstimo consignado a juros de quase 5% ao mês (quando a inflação anual era menos de 4%). Rui Costa também ampliou o limite para empréstimos consignados, permitindo comprometer até 30% do salário com novos empréstimos). E deu ainda exclusividade para o Credcesta: o funcionário público ficou sem poder buscar juros menores no mercado.

"Eles [os petistas baianos] escravizaram o servidor. Deram um monopólio para o Credcesta. Depois impediram o servidor de sair do monopólio", diz o advogado Jorge Falcão, que defende a associação dos servidores.

O afortunado Guga Lima quis ampliar a operação. E precisava de dinheiro. Foi por isso que procurou Daniel Vorcaro. Em 28/12/2018, ele comunicou ao BC sua intenção de se tornar acionista da instituição de Vorcaro (o Credcesta já estava operante no banco). Porém, segundo a reportagem, o real segredo da alavancagem financeira do banco de Vorcaro não estava só nos juros cobrados: "A grande jogada consistia na securitização e na revenda dessas carteiras de crédito consignado para outros bancos, fundos de investimento e investidores."

Em suma, Daniel Vorcaro aumentou sua fortuna com a ajuda do Credcesta, comprado por Augusto Lima depois de uma série de facilidades advindas de medidas do PT na Bahia. O Credcesta baiano tornou-se nacional. Passou a oferecer crédito a funcionários públicos por todo o país, com pequenas variações, mas sempre com possibilidade de conceder empréstimos a um público com risco quase zero de inadimplência e juros altos.

Encurtando o assunto. Em 04/12/2024, Lula fez uma reunião no Planalto, fora da agenda, juntando Vorcaro e Guga Lima com figurões como o baiano Rui Costa, Guido Mantega (estrela do PT, lobista do Master em Brasília), Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia) e Gabriel Galípolo, que se tornaria presidente do Banco Central no mês seguinte. O Poder360 e o UOL, em 17/05/26, contam que, na ocasião, Vorcaro pediu um conselho a Lula: "O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente". Desancando com palavras chulas Roberto Campos Neto e André Esteves, Lula terminou por aconselhar Vorcaro que não vendesse o banco. E as matérias acrescentam que Vorcaro tomou a presença de Galípolo na reunião e as críticas a Roberto Campos Neto como um incentivo para seguir com o Master.

Por fim, vale comparar. Nos seis anos de gestão de Campos Neto, houve 24 reuniões presenciais de representantes do Master com o Banco Central. Já em 11 meses de Galípolo (nomeado por Lula), foram 41. Isso é bastante para implicar Galípolo ao escândalo do Master? Para quem é honesto, não. Mas na lógica de Fernando Haddad, a ligação seria certa.

Embora de má vontade, jornalões do país também veicularam as informações trazidas pelo portal Poder360. E hoje ninguém, que seja honesto, poderá negar que o escândalo do Master tem o DNA petista. A fala de Fernando Haddad é, portanto, uma afronta à inteligência dos eleitores, a quem ele pede voto. Claro, ele segue o mandamento da esquerda: "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz!"

 

Clique nos links e leia matérias detalhadas do Poder360:

https://www.poder360.com.br/poder-justica/jaques-wagner-e-rui-costa-favoreceram-negocio-que-enriqueceu-vorcaro/

https://www.poder360.com.br/poder-economia/lula-aconselhou-vorcaro-a-nao-vender-master-ao-btg/


Sandeson vai ao TCU para enquadrar Lula por uso eleitoral indevido do Palácio da Alvorada

Candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul questiona possível utilização de estrutura e recursos públicos em transmissão de caráter eleitoral

O candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul Ubiratan Sanderson protocolou nesta segunda-feira (14) representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para que seja investigada a utilização do Palácio da Alvorada em uma transmissão ao vivo realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (13).

Na representação, Sanderson pede a instauração de procedimento de fiscalização, com eventual Tomada de Contas Especial e adoção de medida cautelar, para apurar se houve utilização direta ou indireta de bens, serviços, servidores, equipamentos ou estrutura da União em benefício da campanha eleitoral de Lula.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a transmissão teve caráter político-eleitoral e contou com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares. A representação destaca ainda manifestações de Lula relacionadas à disputa eleitoral e a adversários políticos.

Sanderson questiona uso de estrutura pública

Para Sanderson, a alegação de que os equipamentos utilizados na transmissão pertenciam à campanha não é suficiente para afastar a necessidade de fiscalização.

O candidato sustenta que é preciso verificar, entre outros pontos, se foram utilizados energia elétrica, internet, telecomunicações, servidores públicos, segurança, manutenção, limpeza, suporte técnico, infraestrutura tecnológica ou outros serviços custeados pela União.

“A questão não é apenas saber se a câmera ou o computador pertenciam à campanha. É preciso saber se toda a estrutura pública que permitiu a realização dessa transmissão foi utilizada para proporcionar uma vantagem eleitoral ao candidato à reeleição.”

A representação também ressalta que o Palácio da Alvorada é uma residência oficial da Presidência da República, cuja administração, manutenção e segurança são suportadas pelo Poder Público. Por isso, Sanderson defende que eventual utilização do espaço para atividade eleitoral seja submetida a uma apuração objetiva sobre os recursos públicos empregados.

Caso Bolsonaro e parâmetros do TSE

A iniciativa de Sanderson também leva em consideração o precedente envolvendo o uso do Palácio da Alvorada em live eleitoral durante as eleições de 2022.

A representação lembra que o Tribunal Superior Eleitoral reconheceu, naquele caso, a utilização indevida da residência oficial e posteriormente estabeleceu parâmetros específicos para a realização de lives eleitorais em residências oficiais.

Entre as condições fixadas pelo TSE estão a utilização de ambiente neutro, participação restrita ao ocupante do cargo, conteúdo relacionado exclusivamente à candidatura do próprio titular e ausência de utilização de recursos materiais, serviços ou servidores públicos, além do correto registro dos gastos eleitorais.

Sanderson pede que o TCU verifique se esses requisitos foram observados na transmissão realizada por Lula.

Pedido de preservação das provas

Além da apuração dos eventuais custos para os cofres públicos, Sanderson solicita a preservação de documentos e registros relacionados à transmissão, incluindo registros de acesso ao Palácio da Alvorada, escalas de servidores, ordens de serviço, registros de segurança, manutenção, infraestrutura de tecnologia, telecomunicações, contratos, notas fiscais e demais documentos administrativos.

Também foi solicitada a preservação da íntegra da transmissão realizada em 13 de setembro, incluindo gravações originais e demais elementos que possam auxiliar na reconstrução dos fatos.

“Não podemos ter dois pesos e duas medidas”

Para Sanderson, a discussão ultrapassa a disputa partidária e envolve a necessidade de garantir igualdade de condições entre os candidatos e respeito ao patrimônio público.D

“O patrimônio público não pertence ao governante de plantão. Ele pertence à sociedade brasileira. Se houve utilização de estrutura, serviços ou recursos públicos para favorecer uma campanha eleitoral, isso precisa ser apurado e, se for o caso, responsabilizado.”

O candidato afirma ainda que sua iniciativa não busca antecipar qualquer conclusão sobre responsabilidade, mas garantir que os fatos sejam devidamente investigados pelo órgão competente.

“O que estamos pedindo é simples: fiscalização. Se não houve utilização irregular de recursos públicos, que isso seja demonstrado. Mas não podemos aceitar que uma campanha eleitoral tenha acesso a uma estrutura pública que não está disponível aos demais candidatos.”

Na representação, Sanderson também solicita que, caso sejam identificados fatos com possível repercussão eleitoral, os resultados sejam encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral.

SANDERSON — Vice-líder da Oposição na Câmara dos Deputados Candidato ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul

Artigo, Fernando Schuller, Estadão - O dia "D" da democracia brasileira

Fernando Schüler é gaúcho, cientista político, doutor em Filosofia (UFRGS) e professor do Insper.

 Sessão do STF da próxima terça-feira será o exame de uma tradição: somos mesmo o país do "estamento" ou temos esperança de sermos uma república de iguais?

 "Apagar dados do celular indica consciência sobre a ilegalidade dos atos praticados", escreveu o ministro Alexandre de Moraes, em um dos argumentos para condenar a cabeleireira Débora dos Santos a 14 anos de prisão. E explicou: "se o indivíduo tivesse convicção de sua inocência, não teria motivo para eliminar registros que poderiam confirmar sua versão dos fatos". O Brasil é um país curioso. Agora é uma conta com o nome do ministro, vejam só, que aparece com o modo de visualização única, feito para apagar conteúdo, interagindo com as 52 mensagens de Vorcaro, logo antes de sua prisão. E aqui estamos, em um drama nacional para ver se alguma coisa, afinal de contas, será investigada.

Não acho que isto incomode muita gente. Débora é uma brasileira comum. E é do "outro lado". Ficou cerca de dois anos presa, por uma cautelar do próprio ministro, distante dos filhos de 6 e 10 anos, pelo rabisco com o batom naquela estátua. Seu caso é similar ao de Alcides Hahn, o "colono" de Corupá, no interior de Santa Catarina, também condenado a 14 anos, dessa vez sem ir a Brasília, pelo Pix de R$ 500. Nos anos recentes, escrevi muito sobre estas histórias. A pior talvez seja a do Clezão, morto como um zé-ninguém em um presídio de Brasília, depois de meses sem que o ministro se desse o trabalho de despachar um pedido de liberdade, "sob risco de morte", para tratar da saúde.

São histórias difíceis e quase infinitas. Elas não tratam apenas de um longo rastro de abuso de poder. De pessoas comuns "julgadas" diretamente pelo Supremo, sem os direitos mais elementares ao juiz natural, instância devida e graus de recurso. Tratam do "use a sua criatividade" para atingir alvos pré-definidos; da censura aos empresários, por nada, em um grupo de WhatsApp; de um sujeito, o Filipe Martins, preso por meses por uma "fuga" do País que jamais existiu.

Elas contam uma história de brutal assimetria na cidadania brasileira. Algo que sempre me faz lembrar do dualismo moral descrito por Roberto DaMatta em seu "Você sabe com quem está falando?". Da ideia de que somos uma sociedade em que, no papel e na retórica, somos todos iguais. Todos "indivíduos" sujeitos a um regramento abstrato e imparcial. Mas que, no mundo real, nas hierarquias, no estamento e nas sombras do poder, somos "pessoas" com status pateticamente distintos.

Para uns, apagar mensagens ou fazer um Pix de 500 reais pode ser crime de lesa-pátria, sujeito a 14 anos de prisão; para outros, o contrato de uma centena de milhões e a suspeita de trabalhar para um banqueiro fraudador sequer parecem razão suficiente para que a República autorize uma investigação. Para uns, a exceção jurídica; para outros, um tipo de supergarantismo, autoconfiante e feito da ausência de limites.

No fundo, é disso que se trata a sessão do STF, nesta terça-feira, dia 15. Não é apenas uma reunião difícil para autorizar ou não uma investigação. É o exame de uma tradição. Para saber se somos mesmo o país do "estamento", onde a lei funciona primeiro perguntando "com quem você está falando", ou se ainda temos alguma esperança de sermos uma república de iguais. Confesso meu desânimo com tudo isso. Mas posso estar enganado, e logo ali adiante teremos a resposta.


Preços do petróleo sobem mais de 3% nesta segunda-feira

 O preço do barril de petróleo está operando em forte alta nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026. O Petróleo Brent (referência global) está cotado na faixa de US$ 107,50 a US$ 108,30, enquanto o WTI (referência americana) está avaliado entre US$ 102,40 e US$ 103,20. 

A commodity registrou um salto superior a 3% apenas no dia de hoje, consolidando uma disparada iniciada na semana passada, quando os preços romperam a barreira psicológica dos US$ 100.

A movimentação de preços atual é explicada por um grave choque geopolítico de oferta estrutural. Os principais fatores de mercado operando hoje são:

1. O Fator Crítico: Fechamento do Oleoduto Leste-Oeste Saudita. A Arábia Saudita foi forçada a paralisar temporariamente o seu oleoduto estratégico Leste-Oeste após sofrer novos ataques de drones reivindicados pelas forças Houthis do Iêmen. Esse oleoduto era a principal rota alternativa utilizada pelo reino para exportar petróleo sem precisar passar pelas águas instáveis do Golfo Pérsico.

2. Crise de Duplo Bloqueio Marítimo (Ormuz e Bab el-Mandeb) - O prêmio de risco geopolítico disparou devido à ameaça real ao fluxo marítimo global de energia. Navios comerciais foram atingidos por projéteis na costa do Irã, gerando incêndios e evacuações.

3. Estreito de Bab el-Mandeb -  As forças Houthis assumiram o controle da estratégica ilha de Perim, ameaçando uma rota que transporta cerca de 4% a 5% do suprimento global.

4. Colapso da Diplomacia no Golfo - As tentativas de aliviar a tensão falharam no fim de semana. Omã adiou oficialmente a reunião de cúpula que aconteceria hoje entre o Irã e os seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Sem o avanço nas negociações para garantir a segurança da navegação, o mercado financeiro reagiu imediatamente comprando contratos futuros para se proteger de uma potencial escassez

Artigo, especial, Fernando Silveira de Oliveira - Inteligência artificial e eleições: a tecnologia não pode substituir a verdade

Fernando Silveira de Oliveira, advogado sócio do Jobim Advogados Associados, consultor de empresas, pós-graduado em Direito Administrativo e Gestão Pública pela Fundação do Ministério Público – RS e vereador reeleito de Santiago.

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa do futuro para se tornar uma realidade presente em praticamente todos os aspectos da nossa vida. Ela auxilia empresas, acelera pesquisas, melhora serviços públicos e amplia possibilidades de comunicação. No entanto, em ano eleitoral, seu uso também desperta um importante debate jurídico: até que ponto essa tecnologia pode influenciar a vontade do eleitor?


Ferramentas de inteligência artificial são capazes de produzir imagens, vídeos, áudios e textos extremamente convincentes. Em muitos casos, o conteúdo criado é tão realista que se torna difícil distinguir o que é verdadeiro do que foi artificialmente produzido. Esse cenário amplia o risco da disseminação de desinformação, da manipulação da opinião pública e da utilização de conteúdos falsos para comprometer a imagem de candidatos, partidos e instituições.


Os chamados deepfakes são um exemplo claro desse desafio. Vídeos manipulados podem simular discursos que jamais aconteceram. Áudios falsificados podem atribuir declarações inexistentes a uma pessoa. Imagens produzidas por inteligência artificial podem criar situações que nunca ocorreram. Além do evidente potencial para enganar o eleitor, essas práticas podem configurar ilícitos eleitorais, gerar responsabilização civil pelos danos causados e, conforme o caso concreto, até mesmo caracterizar crimes previstos na legislação brasileira.


Por isso, a discussão não é sobre impedir o avanço tecnológico. A inteligência artificial representa uma ferramenta extraordinária quando utilizada de forma ética e responsável. O verdadeiro desafio está em estabelecer limites claros para seu uso durante o processo eleitoral, garantindo transparência, respeito à legislação e proteção à liberdade de escolha do eleitor. Esse avanço não pode ser utilizado para manipular a democracia nem para influenciar o comportamento político das pessoas por meio da desinformação.


A democracia depende da confiança nas informações que circulam durante uma eleição. A tecnologia pode contribuir para fortalecer esse processo, mas jamais poderá servir como instrumento para manipular a verdade. Em um Estado Democrático de Direito, inovação e desenvolvimento caminham ao lado da responsabilidade, da legalidade e do compromisso com eleições livres, íntegras e justas.



Manifesto da OAB do Rs,en5idades e ex-governadores exigem julgamento público de Moraes

 Novo manifesto da OAB/RS, de entidades da sociedade civil gaúcha e de ex-governadores do Estado será encaminhado, por meio de ofício, na segunda-feira (14), ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.


Confira o manifesto na íntegra:


A sociedade civil gaúcha, por meio das entidades subscritoras deste MANIFESTO, diante do julgamento a ser realizado pelo Supremo Tribunal Federal na próxima terça-feira, dia 15 de setembro do corrente ano, vem a público manifestar-se e requerer:


1. JULGAMENTO PÚBLICO E TRANSPARENTE


Que o julgamento seja aberto, público e transparente, assegurando-se à sociedade amplo conhecimento dos fatos, dos fundamentos, das decisões adotadas e das posições dos ministros;


2. APURAÇÃO DOS FATOS COM ABERTURA DE INVESTIGAÇÃO


Que seja instaurada investigação regular e independente para a apuração dos graves fatos revelados publicamente, com a observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, para que sejam integralmente esclarecidos e, se constatadas irregularidades, sejam adotadas as providências previstas na Constituição e nas leis;


3. NÃO PARTICIPAÇÃO DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA


Que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não participe do referido julgamento, diante das circunstâncias que colocam em dúvida a necessária isenção para sua atuação, especialmente em razão das referências ao seu nome constantes do relatório da Polícia Federal relacionado aos fatos em apuração;


4. RETOMADA DA INSTITUCIONALIDADE


Que o Supremo Tribunal Federal retome, de forma inequívoca, a institucionalidade, exerça autocontenção e observe a liturgia própria da mais alta Corte do País, obedecendo rigorosamente aos limites estabelecidos pela Constituição da República e contribuindo para a pacificação social;


5. REFORMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


Que o País promova, com prudência, equilíbrio e a necessária celeridade, amplo debate sobre reformas estruturais do Supremo Tribunal Federal, especialmente quanto à instituição de mandatos para seus ministros, ao aperfeiçoamento do modelo de indicação de seus integrantes e à criação de um Código de Ética e de Conduta aplicável à Corte;


6. ENCERRAMENTO DO INQUÉRITO Nº 4.781


Que seja imediatamente encerrado o Inquérito nº 4.781, conhecido como “Inquérito das Fake News”.


A presente manifestação não pretende substituir as instituições nem antecipar juízos de responsabilidade. Pretende, ao contrário, exigir que as instituições funcionem dentro dos limites da Constituição e que ninguém esteja acima da lei.


Este é o MANIFESTO das entidades subscritoras, que representam significativa parcela da sociedade civil do Estado do Rio Grande do Sul e que, neste momento de grave crise institucional, defendem a transparência, a responsabilidade, o equilíbrio entre os Poderes e, acima de tudo, o respeito à Constituição da República.


Rio Grande do Sul, 11 de setembro de 2026.


Assinam este manifesto: 


Ex-governadores do RS:


Germano Rigotto


Jair Soares


José Ivo Sartori


Pedro Simon


Yeda Crusius


Ex-presidente e Membro Honorário Vitalício do CFOAB:


Claudio Lamachia


Entidades:


OAB/RS - Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Rio Grande do Sul


ABA Sul - Associação Brasileira de Advogados - Região Sul


Abracrim RS - Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas - RS


ACEBRA - Associação das Empresas Cerealistas do Brasil


Acriergs - Associação das Advogadas e dos Advogados Criminalistas do Estado do RS


AEJE - Associação dos Escritórios Jurídicos de Direito Empresarial


APMPA - Associação dos Procuradores do Município de Porto Alegre


APROBIO - Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil


ARCOSUL - Instituto Cultural dos Representantes Comerciais do Rio Grande do Sul


CAARS - Caixa de Assistência dos Advogados do RS 


Conre4 - Conselho Regional de Estatística da 4ª Região


Conrerp4 - Conselho Regional de Relações Públicas da 4ª Região


Corecon/RS - Conselho Regional de Economia da 4ª Região


CRBio-03 - Conselho Regional de Biologia da 3ª Região


CRA/RS - Conselho Regional de Administração do RS


CRC/RS - Conselho Regional de Contabilidade do RS


Creci/RS - Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 3ª Região


Cref2 - Conselho Regional de Educação Física da 2ª Região


Crefito5/RS - Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região


CREMERS - Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul


CRF/RS - Conselho Regional de Farmácia do RS


CRMV/RS - Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS


CRN2/RS - Conselho Regional de Nutricionistas - 2ª Região


CRP/RS - Conselho Regional de Psicologia do RS


CRT-RS - Conselho Regional dos Técnicos Industriais do RS


CRTR/06 - Conselho Regional de Técnicos em Radiologia da 6ª Região


ESA/RS - Escola Superior de Advocacia do RS


Famurs - Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul


Farsul - Federação da Agricultura do Estado do RS


FCDL - Federação Varejista do RS


FCCS/RS - Federação das Câmaras de Comércio e Serviços do RS


FEBRAC - Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça


Fecomércio - Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS


Federarroz - Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul


Federasul - Federação de Entidades Empresariais do RS


Iargs - Instituto dos Advogados do RS


IBDFAM-RS - Instituto Brasileiro de Direito das Famílias e Sucessões - Rio Grande do Sul


IBEF-RS - Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças - Rio Grande do Sul


ICF - Instituto Cultural Floresta


IEJUR - Instituto de Estudos Jurídicos


Satergs - Associação dos Advogados Trabalhistas de Empresas no RS


SETCERGS - Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul


No seu governo, (2023, 2024 e 2025), Lula, a putaria envolveu até gente graúda do Banco Central. Conheça o caso.

Lula e o PT tentam embaraçar o noticiário sobre o escândalo do Banco Master e o envolvimento do seu consorciado de Eixo do Mal, no caso o ministro Alexandre de Moraes. Em vão. Neste final de semna, a mídia tradicional abriu páginas para tratar de casos de grossa corrupção ocorridos até mesmo dentro do Banco Central, 2023, 2024 e 2025, justamente nos três primeiros anos do governo do PT. Lula tem razão quando diz que isto se trata de grossa putaria. E é. E é do seu governo.

A Polícia Federal apontou em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal que o ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central, Belline Santana, recebeu pagamentos recorrentes de R$ 500 mil a R$ 760 mil mensais do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O 

Relatório da Polícia Federal. Valores:
Repasses mensais entre R$ 500 mil e R$ 760 mil.
Período: Movimentações identificadas entre agosto de 2023 e novembro de 2025.Total estimado: Cerca de R$ 13,5 milhões em vantagens indevidas.

Esquema:
Contrato simulado de prestação de serviços via empresa terceirizada (Varajo Consultores) para mascarar os repasses. 

Envolvimento e Benefícios
Belline Santana: Ex-chefe de supervisão do BC, acusado de vazar informações sigilosas e orientar Vorcaro sobre apurações internas.
Paulo Sérgio Souza: Outro servidor da cúpula do BC citado por receber vantagens como viagens de turismo de luxo (incluindo Disney e Paris).