No verão, mais cuidados com seus cães

O médico veterinário e cirurgião geral, Cleiton Schneider Pereira, explica sobre a Síndrome Braquicefálica, condição que se intensifica em dias quentes e requer atenção dos tutores de cães que possuem os focinhos mais curtos e achatados.

SERVIÇO:

O quê: Live com veterinário sobre o tema "Síndrome Braquicefálica causa maiores problemas em cães durante o verão"

Quando: Quarta-feira, 19 de janeiro, a partir das 20h

Onde: Perfil do Instagram @hospitalpetsupport

O médico veterinário e cirurgião geral, Cleiton Schneider Pereira, explica que a braquicefalia se caracteriza por cães que possuem os focinhos mais curtos e achatados, é uma má formação congênita que aparece em raças como pugs, buldogues, boxers, shih tzus e pequinês, por exemplo. O especialista afirma que: “é importante ressaltar que nem todo cachorro de raça braquicefálica irá desenvolver ao longo da vida a Síndrome Braquicefálica, contudo, raças como pug, buldogue francês e buldogue inglês possuem 3,5 vezes mais chances de ter alguma alteração de via respiratória do que outras raças braquicefálicas”.

Durante o verão a incidência de casos tende a aumentar, por conta da exposição ao sol e, consequentemente, ao calor, pois os cães, ao contrário dos humanos, perdem calor pela respiração e, nesse caso, a troca de calor fica dificultada. Por isso, não devemos sair para passear ou fazer exercícios com nossos cães nos horários de maior radiação solar. “É de extrema importância que os tutores se mantenham atentos aos sintomas. Os mais comuns são: dificuldade para respirar, respiração pela boca, tosse, salivação e ronco excessivo. Caso o cão fique muito inquieto após realizar exercícios, a dificuldade para respirar aumente e as mucosas fiquem arroxeadas, é necessário buscar atendimento veterinário de urgência”, explica Cleiton.

Os cães braquicefálicos tendem a apresentar narinas estenosadas, ou seja, muito pequenas, traqueias de menor diâmetro que o normal e palato mole alongado. “No caso das narinas estenosadas é possível realizar procedimento cirúrgico para aumentá-las; o excesso de palato mole também pode ser removido, a fim de melhorar a respiração do animal. Procedimentos de correção como este costumam ser simples, mas como toda cirurgia, há um risco de complicações pós-operatórias de 6% a 26%, a depender das condições de saúde de cada cão”, informa o médico veterinário. Doenças pré-existentes, como diabetes e obesidade podem agravar o quadro da Síndrome Braquicefálica, assim como qualquer outra doença respiratória que o animal possua. “O tratamento cirúrgico é uma forma de aliviar os sintomas, contudo, o ideal é esperar o animal completar 1 ano de idade, pois já terá completado sua fase de crescimento, e assim terá uma avaliação mais assertiva da cirurgia de correção. Por conta da braquicefalia, o animal sempre terá uma dificuldade respiratória, mas com o procedimento ele terá uma melhor qualidade de vida”, finaliza.



Os três destinos de intercâmbio mais cobiçados em 2022

Por Danilo Veloso

Qual é o melhor país para se fazer um intercâmbio em 2022? Essa é uma pergunta muito subjetiva, a qual não há como fixar uma única resposta. Cada país possui seus atrativos, valores e oportunidades de estudo e trabalho, que serão mais recomendados para cada tipo de perfil. São diversos lugares incríveis a explorar – mas que, dentre tantos, alguns vêm se destacando nas preferências dos brasileiros para esse ano.

A grande maioria dos países já está com suas fronteiras abertas para estrangeiros – mediante, claro, requisitos e predeterminações devido à pandemia, como, por exemplo, o comprovante de vacinação. Embora muitos jovens tenham adiado seus planos de viajar durante o isolamento social, 82% ainda possuem interesse e, pretendem realizá-lo em breve, segundo a Pesquisa Belta 2021. Então, vamos aos destinos mais desejados:

1# Canadá - Dentre os países que estão mais em alta neste ano, o Canadá é, sem dúvidas, um dos favoritos. Há anos na mira dos planos dos estudantes brasileiros, o país é feito por imigrantes e, valoriza muito os que têm algo a agregar para o seu crescimento econômico e social. Muitos escolhem a região para estudar em níveis superiores, com a possibilidade de optar por programas que conciliam estudo e trabalho. Além disso, há regiões onde além do inglês, o aluno também pode aprender francês. Somado a toda essa receptividade, o país é lindo e reserva paisagens de tirar o fôlego para os amantes da natureza.

2# Irlanda - Além dele, a Irlanda é outro destino que vem ganhando cada vez mais popularidade dentre os brasileiros. O país oferece oportunidades variadas de trabalho a qualquer programa de curso, seja ele superior ou não. É famoso por sua receptividade e acolhimento aos estrangeiros e, por estar localizado na União Europeia, permite que os estudantes possam conhecer diversos países além da Ilha Esmeralda – criando uma experiência ainda melhor de intercâmbio. É a oportunidade de conhecer vários países sensacionais em pouco tempo e gastando quase nada.

3# Emirados Árabes - Outra região ainda pouco explorada pelos brasileiros, mas tão atrativa quanto os outros, é Dubai, nos Emirados Árabes. Por mais que o país seja conhecido como um destino caro e com um alto custo de vida, a realidade de fazer um intercâmbio no local é completamente oposta. Existem pacotes muito acessíveis aos interessados, com oportunidades trabalho para que possam se sustentar e, ainda, recuperar o dinheiro gasto com a viagem. O processo de visto é simplificado e não há a necessidade de comprovação financeira, características que facilitam e otimizam o processo. E o melhor de tudo é que brasileiros são super bem aceitos por lá. A recusa de vistos é praticamente zero!

Cada uma dessas regiões possui suas vantagens e desvantagens para se fazer um intercâmbio. Seja qual for o escolhido, a pesquisa sobre o local e o planejamento minucioso são os principais cuidados que todo intercambista deve ter. Aqueles que desejam estudar no exterior devem estar muito bem-preparados e saber exatamente o que pretendem conseguir com o intercâmbio – se buscam apenas uma experiência de turismo, possibilidades de adquirir a fluência em outra língua ou, procurar oportunidades de crescimento profissional.

O planejamento deve ser completo, não somente sobre o destino, mas também sobre o seu custo de vida. Em um exemplo prático, se você deseja optar por um programa de estudo e trabalho, mas não possui um inglês avançado, países como o Canadá não são recomendados. Afinal, eles exigirão um bom conhecimento do idioma local como requisito para a grande maioria dos processos seletivos.

Todo preparo é fundamental, principalmente em cenários incertos como o que estamos vivendo na pandemia. É importante verificar as regras de entrada do país desejado, qual o custo de vida local, e se planejar financeiramente para levar consigo um pouco mais de dinheiro do que o pedido para a sua viagem. Mas, acima de tudo, se preparar psicologicamente para possíveis novos lockdowns e a mudança de rotina durante sua estadia.

Para ajudá-lo nesse processo, a consultoria de um especialista é sempre muito bem-vinda. Afinal, ele terá a expertise necessária não apenas para montar um planejamento de qualidade, mas inclusive, para ajudar a escolher o melhor destino com base em seu perfil, preferências e necessidades. Com esse conjunto de cuidados, sua experiência internacional certamente será excepcional.

Danilo Veloso é diretor comercial da SEDA College. Formado em administração de empresas, trabalhou por seis anos como camelô até conquistar uma vaga na área de cartão de crédito e conciliação bancária em uma companhia aérea. Após três anos no cargo, deixou a posição para estudar inglês na Irlanda, onde começou a trabalhar em agências de intercâmbio.

 

Sobre a Escola do Intercâmbio:

Startup do Grupo Educacional SEDA, é a maior formadora de consultores de intercâmbio do mundo. Sua proposta é eliminar a intermediação feita pelas agências, proporcionando a formação do consultor e um relacionamento direto entre o estudante e o vendedor.

Persistente agenda do passado

A agenda sobre o futuro – inovação, tecnologia, processos disrruptivos… são temas e debates que nos fascinam. No entanto, há pendências que herdamos do passado e que se insinuam no presente sobre as quais, sem o devido enfrentamento, não haverá um Futuro com letra maiúscula.


Há alguns meses assisti a uma educativa palestra do consultor voluntário Paulo Uebel, em Seminário Interno da PMPA, em que nos apresentou as 10 melhores cidades do mundo para se viver, segundo os seguintes critérios: estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura. São elas, por ordem: Auckland (Nova Zelândia), Osaka (Japão), Adelaide (Austrália), Wellington (Nova Zelândia), Tóquio (Japão), Perth (Austrália), Zurique e Genebra (Suiça), Melbourne e Brisbane (Austrália). São cidades localizadas em países cuja economia logrou incluir a todos. Nelas não existe pobreza e a miséria é uma imagem que só conhecem nas telas do cinema, da TV, do computador ou celular.


Nosso país enfrentou e resolveu a agenda da proteção à infância. Está enfrentando com galhardia a equidade competitiva dos povos de matriz negra. O mesmo faz a nação para elevar o padrão de proteção à mulher vitima de violência. Aprendemos a dominar a inflação, a melhorar os indicadores da educação, depois de ter universalizado o acesso. O Brasil garante atendimento universal à saúde, com equidade e integralidade. Já estabeleceu grandes avanços na agenda da proteção ambiental e nas agendas LGBT e da acessibilidade, entre tantos.


Destarte tudo isso, os temas da saúde mental e da população em situação de rua permanecem ladeados, como se as agendas de preparação do futuro equacionarão, magicamente, o que está represado. Isso não é verdade, notadamente no enfrentamento à situação de rua de vários contingentes de população adulta.


Nesse artigo vou tratar especificamente desse contingente das pessoas que fazem das ruas o seu Domicílio. Importa sublinhar que, no sistema de proteção, diferenciamos tecnicamente as pessoas que fazem das ruas a sua estratégia social de sobrevivência, porém, retornam para um domicílio à noite, como é o caso de milhares de flanelinhas, pedintes, catadores, prestadores de pequenos serviços e eventuais atividades com grau de ilicitude, mas tem um endereço onde se referenciam.


Os chamados moradores de rua, que nelas se domiciliam, ao senso comum, parecem um contingente uniforme, de pessoas pobres e sem recursos alternativos de sobrevivência. No entanto, cada uma dessas pessoas possui uma história complexa e todos se diferenciam entre si, basta aproximar o olhar, basta estabelecer contato continuado.


São muitas as diferentes determinantes da situação de rua. A fim de sermos objetivos podemos aqui reunir, pelo menos, nos seguintes perfis: 1. pessoas com histórico de desordens na vida pessoal, familiar ou comunitária; 2. pessoas recentemente desempregadas e que evadiram de um lar por diversas razões; 3. pessoas com sofrimento psíquico e transtorno metal; 4. egressos do sistema prisional; 5. aqueles que aprofundaram o uso abusivo de substancias psicoativas.


Muitas vezes esses diferentes perfis se dão de forma cruzada e em todos eles a pobreza é condição necessária, embora não suficiente. Logo, o pressuposto marxiano está completo nesse fenômeno sociológico: a economia é o elemento disparador da circunstância; a condição de classe é determinante. Por decorrência, em conjunturas de crescimento econômico e expansão do emprego, há um bom ambiente para trabalhar o retorno à família, à comunidade de origem e a renda, reduzindo novos ingressos nas ruas. O contrário é avassalador: em conjunturas de crise econômica e desemprego, novos contingentes são lançados às ruas pela soma de intercorrências associadas às quais identificamos genericamente como situações de desordens na vida, nos valendo do conceito da antropologia social brasileira.


Ou seja, é necessário que novas situações de desordens se repitam ao longo da trajetória – pessoal, familiar, de trabalho, convívio social, ausência de oportunidades e de políticas de proteção e que produzam ruptura crescente dos vínculos, levando as ruas como último destino. É importante referir que muitos outros são colocados perante desordens semelhantes; são abalados pela mesma complexidade da vida, porém não acolhem nem assumem uma posição de reprodução do risco. A maioria das pessoas muito pobres manifesta resiliência e constroem soluções simples que as protejam da desproteção total.


Narrativas de vida diversas, ainda assim, é possível acenar com resgate a partir de um conjunto definido de politicas de proteção e acesso a benefícios, mesmo que num cardápio limitado de ofertas. Se bem ministrados, com metodologia e conhecimento, são ofertas e políticas capazes de gerar mudanças na vida das pessoas, basta que se atendam algumas prerrogativas.


O morador de rua levou uma vida para chegar a essa circunstância. Reverter o quadro de desordens e omissões que o cercaram também requer tempo. Aquilo que a assistência social identifica como o tempo para operar a transição da vulnerabilidade e abandono para o ingresso em alguma política de proteção. Aqui reside o maior desafio na política de garantia de direitos: para além de abordar e fazer oferta de benefícios é necessário que o alvo da ação estabeleça vínculo continuado com a política de travessia e proteção. Eles necessitam “ver” a utilidade e funcionalidade dessa nova relação em suas vidas; uma mudança no olhar. E isso é muito difícil; leva-nos a muitos recomeços. Restaurar e construir vínculos para quem teve reiterados motivos para abandoná-los é um dos desafios humanos mais complexos.


Perante um grande rio caudaloso, com correnteza, que se precisa uma travessia sobre ele, a engenharia resolve o desafio, pois domina as respostas técnicas para driblar a natureza. A assistência social e a assistência em saúde dependem do comportamento e aceitação do outro. O outro é uma natureza que tem liberdade e autonomia na decisão. São competências técnicas também complexas como a construção de uma ponte ou de um software. Isso não se resolve com filantropia, nem com piedade. São capacidades e competências que precisam concorrer para realmente gerar mudança na vida das pessoas.


Vamos ao roteiro que conhecemos: 1. Abordar personalizadamente, conhecer e construir confiança; 2. Fazer oferta de acolhimento, acompanhada de um plano de restauração de vínculos construído em conjunto; 3. Monitorar cada caso de forma continuada, com compromissos recíprocos; 4. Assegurar politicas públicas transversais e longevas, sem interrupções; 5. Comprometer a cidade, como num pacto de proteção em que todos participam; 6. Trabalhar com eles em binômio integrado de assistência social e assistência a saúde; 7. Na sequência, completar a transição com politicas de educação, trabalho e renda, cultura, esporte e habitação.


É difícil? Sim, muito! Trata-se de exigências a serem asseguradas que o Estado e mesmo a Sociedade tem dificuldades em prover. Porém é exequível se há vontade política e a cidade quer. As sociedades cívicas são prósperas e se tornaram prósperas por serem cívicas e não o contrário, ensina Robert Putnam. Se fizermos um pacto da cidade pela resolução da situação de domicílio nas ruas de nossos concidadãos, renovaremos a imagem de que Porto Alegre é uma cidade cívica como cremos e como reza nossa tradição de politização. Não há país desenvolvido onde uma parte de seu povo não acessa Direitos Sociais Básicos, pois vive ao relento e sem proteção, com sarna na pele, piolho na cabeça e lombriga na barriga; sem teto, inseguro, mal alimentado, sem higiene pessoal nem garantia de intimidade.


Em Porto Alegre identificamos 2.563 pessoas em situação de rua moradia entre janeiro e setembro de 2021. Elas estão cadastradas pelo sistema de abordagem da FASC formado por nove entidades parceiras, 12 equipes territoriais e 135 trabalhadores especializados, além das equipes de Saúde atualmente em expansão. Em outubro pp. tínhamos 1.320 pessoas adultas abrigadas em algum tipo de acolhimento público ou conveniado com a assistência social do município. A maioria desse contingente é de moradores de rua, embora não só. Estima-se que ainda persistem nas ruas mais de mil pessoas, notadamente os casos mais resistentes à adesão a uma politica de proteção. No Centro Histórico e entorno temos 532 pessoas em situação de rua moradia. Grande parte desse contingente está cronificado nas ruas o que torna mil uma enormidade.


Cabe ainda destacar que existem várias entidades, igrejas, projetos de voluntariado e iniciativas individuais que também geram enfrentamento a essa forma de exclusão extrema e que logram soluções. Elas não compõem esses números acima, porém são efetivas e eficientes para encontrar soluções pontuais e não menos importantes.


Nossa capital saiu na frente no equacionamento à situação de meninos e meninas em situação de rua. Construiu soluções importantes para o caso dos trabalhadores com carroças e ainda persegue igual efetividade para incluir os empreendedores da reciclagem com carrinhos. É a cidade do Orçamento Participativo e tem uma singular oportunidade para produzir soluções onde todos veem um problema considerado complexo e insolúvel.


Poderemos não lograr uma solução total; porém, podemos ser a cidade que mais radicalmente tentou.


 


Léo Voigt

Secretário Municipal  do Desenvolvimento Social

Vaias no Amapá, um recado à velha política

Vaias no Amapá, um recado à velha política Por Renato Sant'Ana Em 14/01/2022, o senador David Alcolumbre (DEM-AP) teve um choque de realidade ao ser vaiado em sua base eleitoral, o Estado do Amapá. Ele tentava tirar proveito da presença do presidente Bolsonaro, que foi àquele estado para um evento de implementação da Infovia 00, um dos marcos do Programa Norte Conectado. Mas, quando a cerimonialista do evento, citando as autoridades presentes, anunciou seu nome, Alcolumbre tomou uma tremenda vaia. Será que, por fim, o povo do Amapá abriu os olhos? Há informações que, inclusive por negligência da extrema imprensa, escapam ao conhecimento da maior parte do público. Reportagem da CBN (03/02/2019) mostrou que, entre 2015 e 2018, Alcolumbre gastou mais de R$ 1,7 milhão com a cota de gabinete, a maior parte para divulgação da atividade parlamentar. Em abril de 2018, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, pediu a cassação do mandato de Alcolumbre e seus dois suplentes de senador (um deles é Josiel Alcolumbre, seu irmão), alegando ilicitudes na prestação de contas da campanha de 2014. Agora vejam! No Supremo Tribunal Federal (STF), ele é processado em dois inquéritos por crimes eleitorais, contra a fé pública e uso de documento falso. Um deles (n. 4677) traz detalhes da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal do Amapá, apontando irregularidades em sua campanha de 2014. E o outro corre em segredo de Justiça. Aí, em 2019, Alcolumbre se elege presidente do Senado. Logo dá uma entrevista ao Estadão (13/04/2019), deixando claro seu propósito de usar a presidência para barrar a CPI da Lava Toga (clamor quase generalizado) e engavetar qualquer pedido de impeachment de ministro do STF. Quer dizer, os ministros poderiam fazer o que bem entendessem, que, sob sua presidência, o Senado não cumpriria seu papel constitucional de receber e processar denúncias contra membros do Supremo. Em suma, Alcolumbre tem, contra si, processos que gostaria de trancar até a prescrição; e, quando presidente do Senado, empenhou-se em agradar os membros do STF, isto é, aqueles que poderão vir a julgá-lo. E isso é apenas um flash de sua trajetória como senador. O que terá ele feito como vereador e, depois, como deputado federal? A vaia indicaria que o povo do Amapá agora conhece e repudia o jeito de Alcolumbre fazer política? É bom ter esperança, mas é ruim ter ilusões! As massas gostam de político que diz o que elas querem ouvir, do tipo que tem lábia e que se insinua no papel de bonzinho (como Alcolumbre); e tendem a rejeitar quem fala com franqueza. Para o ser humano médio, uma falsidade doce é melhor do que uma verdade amarga. Antes mesmo de ser vaiado, Alcolumbre já considerava a ideia de desistir da reeleição como senador para concorrer a deputado federal, o que é possível com um número menor de votos. Mas sempre requer votos... Está nas mãos do eleitorado amapaense decidir se Alcolumbre vai permanecer folgado em Brasília ou se vai ter que arranjar um emprego. Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. E-mail: sentinela.rs@outlook.com


O caráter experimental das vacinas

 A ANVISA destacou expressamente na Resolução RDC n.º 475, de 10 de março de 2021 1 , que as vacinas contra COVID-19 sem registro definitivo estão autorizadas temporariamente em CARÁTER EXPERIMENTAL – termo utilizado pela própria ANVISA no art. 3.º dessa norma...:


A título de conferência, é possível confirmar que as vacinas COMIRNATY/PFIZER, Oxford/AstraZeneca, Janssen/Johnson & Johnson e CoronaVac ainda se encontram na Fase III dos estudos, tendo sido aprovadas pela ANVISA apenas em caráter preliminar, uma vez que não foram concluídos os estudos de segurança e eficácia. As próprias fabricantes informam que sua conclusão somente ocorrerá entre os anos de 2022 (CoronaVac) e 2023 (COMIRNATY/PFIZER, Oxford-AstraZeneca e Janssen/Johnson & Johnson), como demonstram os links abaixo:

• COMIRNATY/PFIZER (estudo cadastrado pela BioNTech SE, com colaboração da Pfizer) – em Fases I/II/III com data estimada para o término do estudo: 02/05/2023 – https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04368728?term=vaccine&cond=covid-19&draw=3;

• Oxford/AstraZeneca (estudo cadastrado pela AstraZeneca, com colaboração da Iqvia Pty Ltd).- em Fase III com data estimada para o término do estudo: 14/02/2023 – https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04516746?term=astrazeneca&cond=covid-19&draw=2;

• Janssen/Johnson & Johnson (estudo cadastrado por Janssen Vaccines & Prevention B.V.)- em Fase III estimada para o término do estudo: 02/01/2023 – https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04505722?term=NCT04505722&draw=2&rank=1;

• CoronaVac (estudo cadastrado por Butantan Institute com colaboração de Sinovac Life Sciences Co., Ltd.) – em Fase III de experimentação com data estimada para o término do estudo: fevereiro de 2022 – https://www.clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04456595.


Ocorre que na Nota Técnica n.º 496/2021/SEI/GGMED/DIRE2/ANVISA, de 23 de dezembro de 2021, a Anvisa afirma que “as vacinas contra COVID-19 autorizadas no Brasil não são experimentais, tendo todas cumprido com as etapas de desenvolvimento clínico completo”.


... 


Ora, se não existem os dados conclusivos de fase 3 dos estudos C4591001 e BNT162-01, a Anvisa não poderia afirmar que o fármaco analisado nos estudos não é experimental.


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Como pode a Anvisa afirmar, portanto, que o produto não é experimental e que a segurança e eficácia já estão comprovadas, se o registro sanitário “DEFINITIVO” foi concedido sob a condição de que a empresa teria até janeiro de 2024 para concluir os estudos e provar a segurança e eficácia da COMIRNATY/PFIZER?


Por fim, ainda quanto à questão do caráter experimental da COMIRNATY/PFIZER e da inexistência de dados conclusivos de eficácia e segurança, é preciso destacar que, segundo o Parecer Técnico de aprovação da COMIRNATY/PFIZER para crianças de 5 a 11 anos, a fabricante requereu a vacinação das crianças com base em mera apresentação de “novo Plano de Gerenciamento de Risco para a submissão da alteração pós-registro ampliação de uso referente à inclusão da indicação para crianças de 5 a <12 anos” (SIC), tendo a Anvisa deferido esse pedido 6, atropelando inclusive a necessidade de que fosse efetuado um novo registro de fármaco para contemplar a faixa etária de 5 a 11 anos, já que até mesmo as fórmulas dos produtos eram totalmente diferentes: “(…) a ampliação de uso de Comirnaty em nova formulação (10ug) em indivíduos entre 5 a <11 anos de idade (...)”.


... o produto não apenas é experimental como os testes clínicos que embasaram a autorização da Anvisa encontram-se ainda em fase de recrutamento, tendo a Anvisa faltado com a verdade ao afirmar, na mencionada Nota Técnica (página 2), que “no momento da autorização” todos os “resultados de eficácia e segurança dos ensaios clínicos fase 3” já estariam em poder da Anvisa, “de modo que não havia mais recrutamento de voluntários para serem vacinados ainda no escopo experimental de um ensaio clínico” .


... as fases 2/3 do estudo C4591007 estão sendo realizadas nas crianças dos poucos países que aprovaram a vacinação para essa faixa etária, sem que as famílias dessas crianças saibam que elas estão sendo utilizadas como cobaias involuntárias do experimento.


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Vale também lembrar como a vacinação contra COVID-19 se compara em termos de óbitos com as conhecidas vacinas disponíveis no mercado, de acordo com relatório obtido no VAERS do CDC americano. A vacina contra COVID-19 já ultrapassa óbitos por todas as demais vacinas. [ver gráfico pag 12 pdf]


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É interessante (e preocupante) observar que no relatório de aprovação da inclusão da faixa etária de 5 a 11 anos, a Anvisa destacou em seu parecer diversos trechos que evidenciam o caráter totalmente experimental da COMIRNATY para crianças de até 11 anos (Consultas - Agência Nacional de Vigilância Sanitária (anvisa.gov.br) ):


“(…) Este total inclui os N ~2.250 participantes inscritos neste grupo de idade, dos quais os resultados são apresentados no relatório interino encaminhado. Outros 2.250 participantes adicionais foram inscritos neste grupo de idade (começando em agosto de 2021) para acompanhamento de segurança e cujos dados serão relatados posteriormente. Além desses, outros 750 participantes de 5 a <12 anos de idade (randomizados 2:1 para receber BNT162b2 10ug ou placebo) serão inscritos (com início previsto para outubro de 2021) para obter amostras de soro para teste de troponina I (a empresa informou que esta análise será incluída em um relatório subsequente”.

“O número de participantes nos estudos clínicos é muito pequeno para detectar qualquer risco potencial de miocardite associado à vacinação de forma confiável”.

“Além disso, a segurança de longo prazo da vacina COVID-19 naqueles de 5 a <12 anos de idade será estudada em 5 estudos de segurança pós autorização, incluindo um estudo de acompanhamento de 5 anos para avaliar sequelas de longo prazo de miocardite/pericardite pós-vacinal ”.


... a Anvisa já autorizou a realização de INÚMERAS MODIFICAÇÕES NOS ADJUVANTES do fármaco, havendo sérias dúvidas se o produto distribuído atualmente no Brasil poderia ser considerado como o MESMO produto que recebeu o registro original.


... E o pior: ao isentar a PFIZER/BioNTech da obrigação de apresentar um novo registro, *a Anvisa permitiu

que chegasse ao mercado, “pegando carona” no registro sanitário “DEFINITIVO” de outro produto, um fármaco que sequer completou as fases básicas do estudo* clínico e que mal apresenta condições de permissão do uso emergencial, colocando em risco a população brasileira em geral e especialmente as crianças.


...


Apenas para que fique bem claro, ao afirmar que os estudos clínicos estão “TESTING THE USE OF THE PFIZER-BIONTECH COVID-19 VACCINE”, a FDA confirma que o fármaco é EXPERIMENTAL, porque ainda está sendo testado. Para que não haja nenhuma dúvida, constata-se que “test”, em Inglês, é um sinônimo da palavra EXPERIMENTO, assim como, em Português, o termo “estudo clínico” refere-se a PESQUISAS COM SERES HUMANOS, sejam elas observacionais ou EXPERIMENTAIS, como no caso dos estudos clínicos que envolvem o fármaco da Pfizer/BioNTech16:


Mais adiante, a FDA alerta novamente que o fármaco É UM PRODUTO NÃO APROVADO, sendo AUTORIZADO APENAS PARA USO EMERGENCIAL. Mais: o documento estabelece a obrigação de que as pessoas sejam alertadas de que POSSUEM A OPÇÃO DE ACEITAR OU REJEITAR o fármaco e que SÃO DESCONHECIDOS OS POTENCIAIS RISCOS E BENEFÍCIOS DO FÁRMACO, bem como a extensão dos riscos e benefícios conhecidos até o momento.


...


Ocorre que, ao permitir essa indevida utilização do nome COMIRNATY/PFIZER para designar o fármaco destinado ao público infantil, a Anvisa desprezou a possibilidade real e concreta de que houvesse erros ainda maiores na aplicação do fármaco às crianças, não sendo pequeno o risco de que os pequenos recebam a COMIRNATY/PFIZER destinada aos adultos, ao invés da COMIRNATY/PFIZER destinada ao público infantil. Esse risco não existe, por exemplo, nos EUA, uma vez que a COMIRNATY é o fármaco registrado para os adultos, enquanto o fármaco PFIZER-BIONTECH, não registrado, apenas aprovado para uso emergencial, é aquele destinado às crianças.


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O fato é que repetidamente os órgãos de decisão e controle sanitário e de saúde estão se pautando em opiniões de médicos e representantes de sociedades médicas os quais recebem financiamento de várias indústrias farmacêuticas além de possuírem atividades mercantis no ramo de clínica de vacinação, como o Dr. Renato Kfouri. De forma surpreendente, este médico se considera imparcial para criticar a forma do governo brasileiro lidar com a avaliação da vacinação infantil contra COVID-19.


...


Na Nota Técnica n.º 496/2021/SEI/GGMED/DIRE2/ANVISA, a Anvisa informou que a sua decisão de estender o registro “definitivo” da Comirnaty para a faixa etária de 5 a 11 anos teria sido precedida de reunião realizada entre a Anvisa e “sociedades médicas brasileiras”, dentre as quais se encontravam a Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade Brasileira de Imunologia, a Sociedade Brasileira de Imunizações, a Sociedade Brasileira de Infectologia, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Fisiologia, não tendo a Anvisa apresentado, no entanto, as necessárias declarações de ausência de conflitos de interesses assinadas pelos representantes dessas instituições, informando a existência de parcerias entre a Pfizer/BioNTech com essas sociedades médicas e com os profissionais que as representam.