Artigo do vice-presidente Hamilton Mourão

 O resultado da eleição presidencial deste ano foi um teste para a democracia no Brasil. Como aconteceu a tantos países na História contemporânea, das urnas emanou, no dia 30 de outubro passado, uma decisão cujos resultados só podem ser revertidos pela prática da democracia, a começar pelo respeito às manifestações ordeiras e pacíficas da população.


A palavra, distorcida pela grande imprensa e cerceada pelo Poder Judiciário, venceu a razão, presente tanto nas reformas de que o Brasil precisa quanto nos números irretorquíveis do trabalho do atual governo.


A amargura da tragédia da pandemia sobrepujou o muito que a administração federal fez e procurou fazer em prol da população, particularmente da mais pobre.


De uma eleição em que os meios se impuseram aos fins não há o que comemorar, apenas lições e responsabilidades a assumir.


A primeira delas é a de que, no Brasil, a direita, aquela tendência do pensamento político caracterizada pelo conservadorismo de costumes, pelo estímulo à iniciativa privada e pela defesa da liberdade sob a égide da lei, é muito maior do que os votos que ela recebeu ou do que os votos que eram seus, e deixou de receber, dissipados por meios, legítimos ou não, cuja legalidade a História julgará.


O eleitor de direita é a pessoa que acredita em Deus, ama a Pátria e defende a família, cada vez mais consciente de que vive numa sociedade politicamente organizada no Estado Democrático de Direito, onde, entre outras premissas, todos são iguais perante a lei; onde é livre a manifestação do pensamento e de expressão, independentemente de censura ou licença; onde não há crime sem lei anterior que o defina…


Em Português, como em outros idiomas, a direita está associada ao agir direito, ao procedimento correto, acertado e apropriado. A direita é razão e, por isso, mais uma vez, tem razão em abominar o que se afigura como possível de acontecer ao Brasil pelo desrespeito ao que ele é e à democracia que ele segue construindo. A direita respeita a lei, pratica a democracia e preza a verdade.


O que nos leva à segunda lição: a direita vive da razão. Quem é de direita se sente responsável pelo que lhe acontece e pelo que acontece ao País, é realista diante das dificuldades, pensa por si próprio e é capaz de criticar os erros dos seus representantes quando eles se afastam dos compromissos assumidos.


A direita, por se orientar tanto por ideias quanto por ideais, se espraia por várias demandas, é pouco ideológica e dá espaço a novas lideranças, porque sabe que precisa delas. Sendo difícil de enquadrar por qualquer programa partidário único, o eleitor de direita é a antítese do súdito perfeito do autoritarismo e do totalitarismo. Na verdade, ele é a personificação impessoal da democracia.


Mas a grande lição deixada pelos dois turnos das eleições de 2022 foi a de que o Brasil é majoritariamente de direita, a direita que, não obstante ter-se dividido em distintas correntes de opinião, levantou bandeiras e se mobilizou em defesa do que acredita. A direita que, pela primeira vez na História do País, está firmemente enraizada em todas as classes sociais.


De algumas lições evidentes emergem respostas a este momento de perplexidade que exige tomada de posição firme e clara.


Fui eleito pelo Rio Grande do Sul para o Senado da República, apresentando-me como o verdadeiro candidato da direita ao povo gaúcho que me escolheu para servi-lo e ao Brasil. Estou pronto para formar nas fileiras da oposição democrática, ao lado de meus companheiros de partido e de convicção num Brasil de progresso, de honestidade e de segurança para toda a sua população, como sentinela atenta das liberdades e defensor intransigente dos valores e ideais que me elegeram, propugnando pelo resgate das prerrogativas e dos deveres do Senado Federal, cujo esquecimento levaram o Brasil a situações inimagináveis e inaceitáveis.


Mas não posso deixar de me solidarizar com o profundo sentimento de inquietação e de inconformismo que vai tomando as ruas e praças do País. O Brasil não pode se permitir pensar fora da democracia. Mas ele precisa de respostas neste momento, não da fala de autoridades que não as oferecem e extrapolam de suas atribuições disparando ameaças e ofensas.


O acatamento a resultados de eleições caminha lado a lado com o respeito ao povo em suas legítimas manifestações.


Está na hora de o Brasil, pela inarredável confiança em seu futuro, lembrar a ele mesmo e mostrar ao mundo o que é a direita, a prática e a tradição política do Ocidente que obteve os grandes triunfos da História.



Banco do Brasil

 De acordo com o BB, parte da melhoria decorre do crescimento do crédito com a manutenção do índice de inadimplência abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional.

A foto é de Marcelo Camargo, Agência Brasil.

O Banco do Brasil (BB) bateu recorde de lucro nos nove primeiros meses do ano. De janeiro a setembro, a instituição financeira teve lucro líquido ajustado de R$ 22,8 bilhões, crescimento de 50,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em nota, o BB informou que a melhoria dos lucros decorreu do crescimento da carteira de crédito com uma composição que diminui o risco de inadimplência. O banco também cita a diversificação das receitas (principalmente de serviços) e o controle dos gastos.

Apenas no terceiro trimestre, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 8,4 bilhões, resultado 62,7% acima do mesmo trimestre de 2021 e 7,1% acima do trimestre anterior. O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) chegou a 20,5%, o que, segundo o BB, representa um índice semelhante ao dos bancos privados.



Artigo, Marcus Vinicius Gravina - Picanha e o teto de gasto

O candidato eleito presidente, ainda não diplomado, para ser empossado  em janeiro, sempre soube que teria que romper o teto de gasto público, para poder pagar suas promessas eleitoreiras, com o dinheiro do povo.  

Está preparando uma PEC/armadilha para o Centrão aprovar, ou seja, àquela facção mercenária de parlamentares do Congresso  Nacional, que se vende para lutar em qualquer trincheira, desde que seus integrantes sejam bem pagos.  A diferença desta gente para o que vai à guerra real é não usar armas letais, mas o poder do seu voto. 

Daí a picanha na mesa para ilustrar este artigo.  O anúncio do então candidato produziu o efeito desejado para lhe garantir maioria de votos. O relinchar do jegue retumbou em todo o Brasil. Foi, proporcionalmente, mais forte que o mugido de um rebanho de vacas produtoras, dos pagos sulistas.  Imaginem na próxima eleição quando o eleitorado estiver tratado à picanha e cervejinha.   Aceitarão voltar a trabalhar para o senhor feudal, pela comida e entregar as suas filhas nubentes à primeira noite ao todo poderoso senhor do castelo, conforme o costume da época do “droit de cuissage”. 

Como sempre aconteceu, não haverá contrapartida da economia de gastos 

Anunciaram-se a criação de mais ministérios, secretarias e a reversão de empresas privatizadas.  Não acontecerá a redução de gastos com voos nacionais e internacionais e uso de cartão corporativo, venda de suntuosos prédios de embaixadas pelo mundo, diminuição da frota de veículos a serviço particular de boçais e incompetentes, diferentemente de outros países em que os agentes públicos ou autoridades utilizam ônibus, bonde, metro e inclusive bicicleta. 

O aumento do Teto de Gasto  servirá para armar o MST e criar uma nova Guarda Nacional,  igual as que protegem tiranos em todos os continentes.  

Um pai com filhos na Universidade sabe o significado de Teto de Gasto. Se não praticá-lo ficará endividado, bloqueado pelo SPC e com sua saúde abalada por tamanha depressão.  Com o gasto público nada acontece e é justificado pelo questionado Tribunal de – bedeis - de Contas da União, aprovado e transferido seus encargos para as próximas gerações de contribuintes.  Nem poderíamos esperar coisa diferente.  Veja-se, o absurdo que está nos acontecendo. Um ex-presidente condenado em três instâncias judiciais é retirado da cadeia para ser candidato a presidente da República e,  é para quem entregaremos a chave do cofre.

Não pára aí a nossa preocupação. Estão somatizando um “Estado de Emergência” para assaltar, novamente, nossas poupanças bancárias e outros bens. Reservas acumuladas com sacrifícios por idosos para enfrentamento da velhice e pagar as faculdades dos filhos estão sob ameaça de um Estado de Emergência, leia-se de meliantes.  O direito de propriedade já foi atingindo por decisão monocrática recente do ministro do STF, Luis Roberto Barroso.  

Padoxalmente, está para acontecer agora, quando a nossa economia, neste momento, está em alta e com baixa da inflação. Mais, o emprego voltou a crescer - depois da epidemia - e a arrecadação do Tesouro, também. Recorde de exportações. Qual estado de emergência querem criar?  Só se for Estado de Compensação da Abstinência à Fraude e ao Roubo, que deve ter sido angustiante à esquerda durante o governo Bolsonaro. Querem recuperar o butim que tiveram que devolver, nos primeiros dias da nova administração, é isso?

Acabei de escrever às 16h30min deste 13 de novembro, este artigo de olho  em mensagens recebidas por whattsapp, dando conta do número espantosos divulgado de mortos que votaram no presidente, descondenado. Suponho  que teriam sido as vítimas de um genocida denunciado por ele, agora ressuscitados para votar nesta eleição. 

Acreditem, apatifaram a política brasileira!

Caxias do Sul, 13.11.2022

   


Tecnologia permite ao investidor a compra de imóveis no exterior

Plataformas tecnológicas possibilitam aos investidores diversificar carteira e aumentar rentabilidade;Brasileiros compraram US$ 1,6 bilhão em imóveis nos Estados Unidos, entre abril e março de 2022  

 

São Paulo, novembro de 2022 - Quem quer se sentir seguro recorre à compra de imóveis. Essa é uma máxima tradicional do mercado. O negócio oferece tranquilidade aos investidores, principalmente em tempos de incertezas – realidade que afeta o mundo todo, até mesmo em países com economia forte. Dentre alguns motivos estão os juros altos, o aperto monetário e a guerra na Ucrânia.

O investidor que adquire um apartamento, uma casa ou um terreno, por exemplo, sabe que o patrimônio está garantido. Se é assim, imagine se esse bem estiver fora do seu país. Num mundo cada vez mais globalizado, investir no exterior representa abrir horizontes e também aumentar a rentabilidade.

Historicamente, o mercado imobiliário tem se mostrado uma das opções mais confiáveis na hora de uma pessoa investir suas reservas. Isso porque acompanha e até supera as taxas inflacionárias, mas também em razão da confiabilidade no “investimento físico”, ou seja, no tijolo.

As plataformas tecnológicas, que foram surgindo no mercado recentemente, abriram as possibilidades para os investidores diversificarem a carteira. Eles contam com informações seguras e facilidade de acesso à oferta de imóveis em todo o mundo – o que assegura bons resultados. Os retornos vêm do arrendamento do imóvel e também da valorização do bem.

A Bricksave, proptech global sediada em Londres e com mais de seis anos de experiência, é uma das principais plataformas do mercado, já que garante a praticidade e a segurança necessárias para a aquisição de imóveis em cidades como Filadélfia, Chicago ou Detroit, por exemplo. “Nossa busca por imóveis é sofisticada e abrange diversos mercados. Por meio de um algoritmo que analisa três mil dados, são identificados imóveis em 100 cidades diferentes. E, em 14 mil resultados, selecionamos apenas 170”, afirma Sofía Gancedo, cofundadora e COO da Bricksave.

A Bricksave possui atualmente US$ 25 milhões investidos, 189 imóveis financiados e mais de US$ 4 milhões entregues a investidores como retorno.

Brasileiros movimentam compra de imóveis no exterior

Ao contrário do que muitos podem pensar, a diversificação de investimento com a aquisição de imóveis no exterior pode ser bastante acessível.  Os números mostram que os brasileiros já estão de olho nas possibilidades externas. Eles compraram US$ 1,6 bilhão em imóveis nos Estados Unidos, um dos principais mercados, entre abril de 2021 e março de 2022. As informações estão no relatório anual de investimentos estrangeiros da National American Realtor (NAR).

 

Conforme aponta o estudo, o país é o quinto maior emissor de clientes internacionais no mercado imobiliário norte-americano - aproximadamente 3% dos US$ 59 bilhões em propriedades vendidas, atrás de China, Canadá, Índia e México. O tíquete médio gasto pelos brasileiros foi de US$ 491 mil, abaixo dos US$ 598 mil na comparação com todas as nacionalidades.

O serviço que a Bricksave oferece é 100% automatizado e oferece retornos líquidos anuais entre 7% e 9%, em dólares. Em apenas sete cliques é possível investir no mundo com segurança e facilidade. “Todo o processo de investimento é pensado para que uma pessoa sem experiência anterior possa realizá-lo. Cuidamos da compra da casa, disponibilizando-a para que os investidores possa financiar, gerar vínculo com os inquilinos e, aproximadamente, após cinco anos, vender o imóvel”, completa Sofía Gancedo. 

 

 



Cresce o número de endividados (79,3% dos lares estão no vermelho!)

"Independentemente de uma pessoa ganhar R$ 100 ou R$ 100 mil, se ela não souber administrar o pouco, também não saberá lidar com o muito", explica a consultora da Zetra, Andreza Stanoski Rocha

Se até nos Estados Unidos, a maior potência econômica do mundo, o total de dívidas de famílias cresceu em US$ 1,02 trilhão em 2021, segundo o Federal Reserve, não é espanto algum que no Brasil as pessoas também não têm a menor condições de fazer pé de meia. Pelo contrário: cada vez mais, elas estão gastando tudo que ganham e ainda precisam de bem mais para sobreviver. Prova disso é a nova Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a qual apontou que o total de famílias endividadas atingiu recorde em setembro, 79,3% dos lares com as contas no vermelho. 

Da primeira para a décima economia do mundo, a pergunta que não quer calar é: por que os indivíduos estão se endividando tanto? 

“Fato é que, independentemente de a pessoa ganhar R$ 100 ou R$ 100 mil, se ela não souber administrar o pouco, fatalmente ela também não saberá lidar com o muito”. A afirmação é da educadora financeira Andreza Stanoski Rocha, consultora e palestrante da Zetra, fintech brasileira que tem um sistema inovador capaz de promover o bem-estar financeiro e de empoderar as pessoas através de seus salários.

 

Andreza Stanoski Rocha, consultora e palestrante da Zetra

Segundo ela, a chave para fechar de vez a porta das dívidas está na educação financeira. Pessoas “alfabetizadas economicamente” têm compreensão dos conceitos básicos financeiros e, assim, aplicarão esses conhecimentos em sua própria vida, servindo de exemplo para familiares. “Com esse tipo de instrução, é possível aprender a importância de pagar as contas em dia, de criar um orçamento familiar, do real funcionamento do crédito, sobre como economizar dinheiro para o futuro, comparar produtos financeiros, como os investimentos e os cartões de créditos, por exemplo, e principalmente a utilizar a dívida de forma responsável”, explica Andreza.

Em sua visão, nunca é tarde para começar a se organizar financeiramente. Ter controle do dinheiro e uma quantia guardada para realizar sonhos ou lidar com imprevistos são as vantagens de fazer esse tipo de planejamento, que consiste em aprender a organizar melhor o dinheiro, conhecendo ganhos e gastos.

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o conceito de educação financeira é o processo que permite melhorar a compreensão em relação aos produtos e serviços financeiros, dando a capacidade de se fazer escolhas de forma mais consciente. Nesse sentido, Andreza defende que, como não existe fórmula mágica para adquirir educação financeira, o ideal é que quanto antes entender esse conceito, melhor.

O ideal, segundo ela, é que isso seja ensinado às crianças, especialmente se estas têm em suas famílias exemplos de inadimplência e gastos excessivos. E, para quem não dá a mínima para o assunto, a consultora é enfática: “Com o passar do tempo, o analfabetismo financeiro pode levar a problemas sérios, como dívidas incontroláveis, consumismo e mau hábito de gastos. E como é mais difícil desaprender do que aprender, principalmente no que tange a costumes negativos, o ideal é pensar na saúde do bolso da mesma forma que se cuida da saúde física”, finaliza.

Veja algumas dicas para acertar na alfabetização financeira dos pequenos:

1- Seja o exemplo para seu filho na administração do seu dinheiro;

2- Mesada serve para incentivar o trabalho extra e não para recompensar as obrigações da criança;

3- Ensine seu filho a disciplina de guardar 50% do que ganha para realização dos sonhos;

4- Para cada sonho um prazo diferente: curto, médio e longo prazo (dependendo da idade, atente-se em explicar quando será o dia que vai realizar o sonho);

5- Cuidado com o que você fala e com as frases negativas do tipo: “dinheiro é sujo”, “fulano é podre de rico”, “nunca tenho dinheiro”, “isso não vai dar certo”; pensar é uma coisa, falar é outra.

Saiba mais

Andreza Stanoski é pós-graduada em Educação Financeira com Neurociência, e cursou Fundamentos em Trading na Academy of Financial Trading, e Consultoria em Orçamento Familiar na FGV. É membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN) e autora do livro Trabalhadores não precisam ser pobres.

Outras informações sobre a Zetra no link: https://www.zetra.com.br/conheca-a-zetra/

 


Marcus Gravina - Anistia às avessas

É falso fazer crer ao mundo, que o segundo turno da eleição deu anistia aos maiores criminosos condenados do nosso país. Isto é,  que a Lava-Jato, que juntou as provas dos crimes  não existiu, não tendo acontecido o festival de propinas e de desvios de dinheiro público. O povo, no entanto, não esqueceu os nomes dos agentes públicos que se locupletaram. Fixaram-se na figura do ex-presidente para, alto e bom som, gritar: “Lula ladrão o teu lugar é na prisão”.  

A voz do povo, que é a voz de Deus, foi desligada por um Ministro do STF e substituída por outra divindade criada pelo socialismo mundial, cumprida pelo seu ardente devoto, com cursilho no MST,  que descondenou o Lula.  Deu-se o início da mais retumbante desordem nacional do judiciário.  Alguns de seus colegas ministros já haviam contribuído para isto ao agirem, prepotentemente, de ofício, dispensando e mandando o Ministério Público ficar em casa. 

Tem explicação o motivo do povo que, massivamente, voltou às ruas e foi  hoje para a frente dos quartéis.  Primeiramente, porque se deu conta de que desfilar na Av. Copacabana  estava se vulgarizando diante de algo muito sério e se continuaria chorando na tumba errada, neste Dia de Finados.  A outra, por ser a última esperança de despertar a quem parecia estar no camarote do sambódromo assistindo indiferente blocos com bandeiras passarem.  

Foi por isto que uma parcela de milhões de eleitores, que se sentiram  enganados, por um processo eleitoral viciado - trancado na garganta - que resistiu à contagem pública ou presencial dos votos. Sendo que de outra parte, tomou conhecimento do Mensalão e do Petrolão, e vieram  gritar aos ouvidos moucos,  basta,  chega de nos tratarem como idiotas.  

Está tudo pronto para a partir de janeiro os institutos do Indulto e da concessão da Graça - que significam a extinção das punibilidades - darão aos ex-presidiários a liberdade  e o direito de pleitearem a devolução do dinheiro arrecadado no processo da Lava-Jato ao Tesouro Nacional, com atualização monetária, mais outros tipos indenizações, e acreditem, até a de danos morais. 

Pelo instituto da Graça e do Indulto a ser assinado pelo Lula, estaríamos proclamando aos seres do universo, que ainda não conhecemos, que venham para cá.  No Brasil o crime compensa. E, que poderão andar pelo nosso mundo em lua de mel, para estreitar relações internacionais, com o dinheiro do BNDES, com todas as despesas de viagens pagas pelos 33 milhões de famintos, que não comem nem as sobras dos banquetes do Palácio, do Itamaraty ou do requintado restaurante do STF regado a vinhos premiados e selecionados por sommelier, possivelmente concursado. O que não se exige para ser ministro.

Os eleitores que foram aos quarteis e os que não puderam ir, não querem mais pagar as contas de outros países comunistas caloteiros, de quem fomos avalistas/fiadores ou do dinheiro vivo que entregamos ao ditador Hugo Chaves, para construção de portos, metro, casas populares e até para comprar armas, que algum dia poderão se voltar contra nós.  

Lembro-me, de um fato acontecido no governo Lula. Ele foi com um dos diretores da Odebrecht a Venezuela para o ato da entrega de 4 (quatro) mil casas populares construídas com dinheiro do BNDES. Na mesma semana a imprensa divulgou que o Governo venezuelano  havia modernizado a suas forças armadas, com armamento adquirido da Rússia.  Nosso dinheiro foi aplicado na construção do metro e em casas populares.  O deles, em quantidade e modernidade de armas, que prontamente poderão chegar às mãos da esquerda extremada brasileira ou do “exército do MTS”, que tanto se jacta o Lula de comandar através do seu lugar tenente Joao P. Stédile.  As  sobras irão aos morros, onde se encontram aquarteladas e intocáveis por ordem do Min. Fachin,  as falanges do crime organizado, que passarão a formar a guarda pessoal do provável novo presidente, com mais os que se encontram em presídios e segundo o Lula, serão soltos por ele. É provável que aquela turba não concorde em usar uniformes do modelo da guarda do Papa. Estão acostumados a agir mais à vontade.

Debaixo de um falatório diversionista e ofensivo, que os bugios resolvem um jogando bosta na cara do outro, o fato que refuta qualquer outra narrativa de inconstitucionalidade ou não, de antidemocrático ou não, é que os cidadãos foram envolvidos por mentiras desagregadoras da nossa convivência social, o que interessa, somente a uma das partes. 

Estamos cansados disto e das falcatruas cometidas e fomos declarar  a todos os brasileiros, que chegou a hora de pedirmos às Forças Armadas para exercerem a mediação destas intrigas ou da pacificação na forma do art.142 da CF, já que não lhes compete devolver à prisão quem foi julgado por mais de 20 (vinte) juízes e solto por um ministro do STF, nomeado pelo PT, partido do descondenado, sem se dar por impedido, transformando-se no “pomo de discórdia” nacional. Estopim de uma guerra civil que ninguém quer, desde que não toquem em nossas liberdades individuais, constitucionais e não mexam com o direito à propriedade, que foi, recentemente, mitigado por decisão do ministro Barroso  da mesma Corte Judicial. Motivo de preocupação.

 A indecorosa mídia, de escribas mercenários, de empresas interessadas em anistias fiscais ou prorrogação de seus contratos de concessão sem ter de pagá-las, assinalo do pronunciamento do presidente Bolsonaro.  Foi de dois minutos transformado, maldosamente, em discurso de mais de uma hora, com o que ele não disse e foi distorcido intencionalmente, por algumas emissoras de rádio e TV,  tomando partido do outro candidato, o que uma empresa concessionária de difusão de serviço público tem de respeitar – ou seja, a imparcialidade e promover o exercício da igualdade de oportunidades. Também, desta forma houve violação da concessão das que estão dentro do prazo da concessão e uma delas que o contrato já se extinguiu por decurso de prazo. Alguém pode responder se contrato extinto ou de prazo vencido, pode ser prorrogado ou renovado (além do tempo para o preparo da nova licitação)? Não seria o caso de nova licitação? 

Pensem nisto.


PROFESSORES LIVRES PELO BRASIL

MANIFESTAÇÃO DE REPÚDIO À “NOTA DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO RS EM DEFESA DA DEMOCRACIA”


O Movimento Nacional Professores Livres pelo Brasil (PROLIVRES) vem a público manifestar seu repúdio à recente nota emitida pelos dirigentes de universidades e institutos federais do Rio Grande do Sul.

Considerando que é subscrita por reitores e reitoras, a nota é desairosa por prestar vassalagem a instâncias de poder que perderam a legitimidade democrática e a candidatos sufragados num pleito eleitoral suspeito e, cada vez mais, questionável pelas pessoas trabalhadoras e honestas do país.

Ao aplaudirem as ilegalidades e a falta de transparência por trás do processo eleitoral, os reitores e as reitoras violam a dignidade do cargo que ocupam e incorrem em quebra de decoro, por opinarem sobre a honorabilidade e o desempenho funcional de outra autoridade pública federal, conforme vedado pelo inciso I do Art. 12 do Código de Conduta da Alta Administração Federal. De modo vergonhoso, os reitores e as reitoras prestam elogio público à corte judiciária que maculou o processo eleitoral e que tem colocado em risco a democracia brasileira.

Os dirigentes signatários da nota se posicionam do lado errado da História e optam por se perfilarem ao lado de autoridades públicas tirânicas que maliciosamente atuaram em favor da eleição de um candidato notoriamente corrupto, sem credenciais morais, simpático a ditaduras e amigo narco-ditadores. Ao fazê-lo, tais signatários se convertem em agentes públicos promotores de desordem institucional e de tensionamentos sociais inadmissíveis, haja vista estarem usando o nome das universidades e dos institutos federais para finalidades políticas contrárias ao interesse público e à verdadeira defesa do Estado Democrático de Direito.

É digna de repúdio a contrariedade dos dirigentes aos movimentos populares de resistência civil que ocorrem em todo o país e no Rio Grande do Sul. Ao se posicionarem contra as pessoas do povo e ao censurarem a sua pauta legítima, os reitores e as reitoras, do alto de sua arrogância, interditam o diálogo com a sociedade gaúcha sobre os problemas havidos no pleito eleitoral e, assim, colocam as universidades e os institutos federais na contramão de qualquer processo civilizacional pautado pela defesa das instituições e das liberdades fundamentais.

Também merece repúdio o tom ameaçador que os dirigentes adotam ao quererem imputar a prática de crimes às pessoas do povo que têm exercido legitimamente sua resistência civil e democrática ante o pleito eleitoral. Contra essa insinuação persecutória e descabida, deve-se registrar que os verdadeiros autores de crimes contra o Estado Democrático de Direito não são as pessoas trabalhadoras e honestas do povo, mas as autoridades públicas que negaram segurança e transparência ao processo eleitoral brasileiro e que reabilitaram para ser candidato um criminoso que já havia sido condenado em três instâncias judiciais.

Por fim, vale registrar que a posição dos dirigentes das universidades e institutos federais não representa a visão da totalidade das pessoas que compõem as comunidades acadêmicas (docentes, técnicos-administrativos, estudantes e funcionários terceirizados). Muitas das pessoas dessas comunidades acadêmicas, como nós, professores do PROLIVRES, estão lutando e continuarão lutando nas ruas por um processo eleitoral limpo e sem fraudes, pois essa é a real defesa da democracia