Operadoras perdem 1,7 milhões de clientes gaúchos na telefonia móvel em 2015

As operadoras de telefonia móvel perderam mais de 1,78 milhões de clientes no Rio Grande do Sul em 2015.

A operadora que mais perdeu cliente foi a Claro, com 610 mil e a que menos perdeu foi a Oi, com 356 mil.

O Rio Grande do Sul fechou o ano com 14,7 milhões de clientes.

Artigo, Ives Gandra Martins - Sinistro currículo

Quando elaborei meu parecer sobre a improbidade administrativa no governo Dilma, em 26 de janeiro, entendi haver fundamentos para o impeachment por culpa grave. A lei dos crimes contra a responsabilidade administrativa admite a culpa como crime (omissão), assim como há decisões do STJ (Superior Tribunal de Justiça) nessa linha.

Concluí o documento, todavia, dizendo que o julgamento na Câmara e no Senado, se aberto o processo, seria exclusivamente político.

(...)

Não cuidarei, neste artigo, dos argumentos jurídicos –violação ao artigo 3º, inciso 3, da Lei do Impeachment (nº 1.079/50) e ao artigo 11 da lei dos crimes contra a probidade da administração (nº 8.429/92)– nem das "pedaladas" violentadoras da Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, culpa nas primeiras e dolo na segunda. Servem apenas para embasar o julgamento político.

Para este artigo é de se lembrar que a presidente foi alertada por técnicos do Tesouro Nacional de que as "pedaladas" maculariam o diploma legislativo, podendo tirar do Brasil o grau de investimento das agências de "rating", o que, efetivamente, aconteceu. Outros elementos econômicos e políticos foram, também, deletérios e corrosivos.

O governo congelou preços, prejudicando a Petrobras e as produtoras de energia elétrica e etanol, o que terminou por gerar, em 2015, inflação reprimida pela técnica de controle de preços, que desde o Código de Hamurabi, há 3.800 anos, não é bem sucedida. Diocleciano, em 301, no Império Romano, e os planos Cruzado, Bresser e Primavera também fracassaram nisso.

A presidente mentiu, quando da campanha, ao afirmar que as finanças públicas estavam bem, em momento em que já se encontravam corroídas por péssima administração e por empréstimos ilegais junto a bancos oficiais.

O governo gerou uma inflação de dois dígitos. Viu o país rebaixado de grau de investimento para grau especulativo, perdendo os investimentos dos fundos de pensão dos países desenvolvidos. Fez o PIB recuar em 3%, com perspectivas de recuos ainda maiores neste ano.

Cortou o Fies, deixando uma legião de alunos universitários sem financiamento. Elevou os juros para 14,25% (taxa Selic), com o que passou, o governo, a pagar em torno de R$ 500 bilhões por ano para rolar a dívida. Nem por isto segurou a brutal desvalorização do real.

O governo perdeu o diálogo com o Congresso, com empresários, com estudantes e com o povo. Foi desventrada, no seio dele, a maior rede de corrupção de nossa história.

São esses os fatos que serão analisados pelo Congresso, para saber se um governo com tal sinistro currículo pode continuar a dirigir o Brasil por mais três anos.


O Congresso, como caixa de ressonância dos 140 milhões de eleitores brasileiros, deverá decidir, sem desconhecer os fundamentos jurídicos, mas exclusivamente pelo prisma político, se a presidente Dilma poderá continuar a conduzir o governo com a pior performance econômica entre os países americanos, excetuando-se a Venezuela, deste desastrado aprendiz de ditador que é Nicolás Maduro.

Luis Claudio e lobista se contradizem

Letícia Casado, Murillo Camarotto e André Guilherme Vieira – Valor Econômico

Os depoimentos prestados por Luís Cláudio Lula da Silva e pelo lobista Mauro Marcondes sobre os contratos de consultoria firmados entre os dois apresentam uma série de contradições. Documentos da Operação Zelotes obtidos pelo Valor revelam diferenças tanto em relação ao objeto dos contratos quanto à forma pela qual eles começaram a fazer negócios.

Também chama a atenção a baixa qualidade de um dos trabalhos prestados pelo filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Datado de dezembro de 2014 e orçado em R$ 600 mil, o relatório “Análise do esporte como fator de motivação e integração nas empresas” apresenta erros básicos de português, como na repetição, em 25 páginas seguidas, da grafia da palavra “fases” com a letra “z”: “fazes”.

A Marcondes & Mautoni, consultoria especializada em “diplomacia corporativa”, realizou nove pagamentos à LFT Marketing Esportivo, empresa de Luís Cláudio Lula da Silva. Entre junho de 2014 e março de 2015, o filho do ex-presidente recebeu pouco mais de R$ 2,55 milhões. No depoimento à Polícia Federal, ele mencionou quatro contratos que, segundo atestam os documentos apreendidos na investigação, somam R$ 2,4 milhões.

Quando foi preso, em 26 de outubro de 2015, Mauro Marcondes disse à PF que conhece Luís Cláudio e que contratou a LFT para um projeto de construção de um centro de exposições no interior de São Paulo. Marcondes disse que não poderia dar mais detalhes, já que o projeto estava “em andamento”.

No dia 4 de novembro, Luís Cláudio disse à PF que prestou consultoria a quatro projetos: a análise dos resultados das marcas na Copa do Mundo de 2014; o esporte dentro das empresas; o uso das arenas para exposição de marcas; e análise de risco de investimento para patrocínio dos Jogos Olímpicos de 2016. Luís Cláudio afirmou que não se lembrava dos valores dos contratos.

As minutas desses contratos diferem de todas as outras apreendidas pela Zelotes e juntadas ao inquérito policial. O contrato de maior valor – R$ 1 milhão – tinha como objeto “elaboração de análise de marketing esportivo para a indústria automobilística nacional visando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”. A data do documento é de 2 de junho, dez dias antes de a Copa do Mundo começar.

O contrato foi assinado naquele mesmo dia, mas com outro objeto: “Análise de estudo de mercado para a indústria automobilística nacional visando as Olimpíadas de 2016, indicando os meios mais eficientes de veiculação e o material a ser divulgado”. O pagamento seria feito em julho de 2014, mas acabou dividido em duas parcelas, uma em junho e outra em agosto.

Em 20 de julho, a Marcondes & Mautoni preparou minutas de contratos de serviços para a LFT. Em um deles, o objeto do contrato era “elaboração de análise de marketing esportivo como fator de motivação e integração nas empresas, com exposição de casos e oportunidades”, no valor de R$ 600 mil. O contrato foi assinado em 20 de outubro e o material deveria ser entregue até 15 de dezembro de 2014.

Nele se discorre sobre a organização de um torneio esportivo. Na primeira fase, por exemplo, informa que “o líder deve ser proativo, comunicativo e ter maturidade”; na quarta, diz que “a empresa deve parabenizar o time vencedor”.

Procurado, o advogado Cristiano Zanin, que representa Luís Cláudio, sustenta que não há contradições nos depoimentos de seu cliente e que a avaliação sobre a qualidade do trabalho da LFT “cabe apenas e exclusivamente ao contratante”.

Zanin negou que, em seu depoimento, o filho do ex-presidente Lula teria se esquecido dos valores dos contratos. De acordo com o advogado, Luís Cláudio reconheceu que os contratos foram firmados exatamente na forma dos instrumentos assinados pelas partes que estão anexados ao inquérito policial.

Outros dois contratos foram negociados entre a LFT e a Marcondes & Mautoni, mas não chegaram a ser assinados. Somados aos quatro citados por Luís Cláudio no depoimento, os valores chegam a R$ 3,6 milhões. Segundo Marcondes, o modo adotado para se estabelecer o valor dos contratos “foi a consulta a algumas empresas, e os valores apresentados nas consultas correspondiam”. Cinco minutas foram preparadas em 20 de julho de 2014.

Em relatório sobre a análise dos trabalhos apresentados pela LFT, a PF anotou que o material foi montado com base em artigos disponíveis na internet “visando camuflar sua identidade”. As artes gráficas e as fotografias também foram copiadas, segundo a PF. “Verifica-se que há fortes indícios de que tais relatórios tenham sido produzidos meramente com o propósito de justificar vultosas movimentações financeiras entre as empresas investigadas”, diz o relatório.

Luís Cláudio disse à PF que conheceu Marcondes no primeiro semestre de 2014, quando procurava patrocínios para o campeonato de futebol americano organizado por sua empresa. Já Marcondes alega que a contratação da LFT foi feita especialmente para dar subsídio ao projeto da construção do centro de exposições e que conheceu Luís Cláudio “através de membros que fazem parte deste projeto”. Ele disse ter sido apresentado ao filho de Lula por um jornalista, do qual diz recordar apenas o primeiro nome: Alberto.

Os investigadores apuram se os pagamentos à LFT estão relacionados a um suposto esquema de compra de medidas provisórias em benefício do setor automobilístico. O material da investigação também traz documentos em que Marcondes defende o interesse de grupos suecos, entre os quais a fabricante de caças Saab, que no ano passado assinou um contrato com a Aeronáutica. Procurado, o advogado de Marcondes, Roberto Podval, afirmou que quando o empresário for interrogado “dará todas as explicações”.

Artigo, Milton Pires - O regime petista e o carnaval dos microcéfalos

Em 27 de janeiro de 2013, duzentas e quarenta e duas pessoas morreram num incêndio dentro de uma boate na cidade de Santa Maria, aqui no Rio Grande do Sul. Escrevi, na época, um artigo chamado “Santa Maria e a Guerra do Vietnam” onde responsabilizei diretamente o Poder Público pela morte das pessoas, dei “nome aos bois” e alertei para chegada dos médicos cubanos ao Brasil.
Trabalhando como funcionário (médico intensivista) de um hospital controlado pelo PC do B, paguei meu preço nas “avaliações funcionais” e nas “queixas de funcionários e colegas” contra mim. Em 2014 fui acusado de um crime que não cometi – agredir uma médica dentro do Hospital – e perdi meu emprego. Até hoje não consegui, mesmo tendo feito concurso público, voltar ao trabalho e meu nome, como o nome de todos aqueles que desafiam a esquerda brasileira, foi para o lixo naquilo que eles fazem de melhor: assassinar a reputação de quem se "atreve a fazer oposição."
Passados três anos, o Brasil inteiro vive o terror da epidemia do Zika Virus: o “vírus da microencefalia”, como ele se tornou conhecido no pais da rubéola, da toxoplasmose do citomegalovírus, do herpes, do alcoolismo e das viciadas em crack que vagam nas ruas de São Paulo, foi descoberto em 1947 em Uganda. Afirmo ser minha convicção que ele só chegou ao Brasil em virtude da mais completa irresponsabilidade, da corrupção e do descontrole de um governo criminoso que não controla fronteiras nem entrada de imigrantes africanos (inclusive em navios com mosquitos) no país.
O transmissor deste vírus – o mosquito Aedes Aegypit – é, como eu escrevi outro dia, uma espécie de “fusca dos mosquitos”- transporta um infinidade de vírus a “baixo custo” para si mesmo. Há quase trinta anos (isto mesmo: trinta anos) o Governo Brasileiro vem tentando exterminar o inseto. Recentemente, em função da epidemia de dengue, as ações foram intensificadas mas, ao invés de produzirem o resultado final esperado (a extinção do mosquito) foram eficientes no sentido de torná-lo mais resistente – fenômeno comum quando se combate seres vivos a longo prazo sem conseguir matá-los. Agora, o Poder Público que não controla bandidos que entram dentro de UPAS (unidades de pronto atendimento) e moscas varejeiras dentro de UTI's (unidades de terapia intensiva) quer “controlar um vírus” !!!
Politicamente, a organização criminosa que atende pelo nome de “Partido dos Trabalhadores” precisa urgentemente da aprovação da nova CPMF para encher os cofres do país que ela mesma destruiu. A imprensa vem “colaborando muito” e mostra cenas de terror dentro de UPAS e dos hospitais falidos que os verdadeiros médicos brasileiros -  não sindicalistas e não petistas - já reconhecem e denunciam desde a implantação do SUS.

Dos médicos cubanos, ninguém fala mais – nenhuma palavra sequer do Ministério da Saúde e do Regime Petista propondo alguma ação específica por parte destes que foram trazidos ao Brasil a peso de ouro para encher os cofres de Fidel Castro. O máximo que se escutou até agora veio de um ministro ligado ao PMDB que “ganhou o Ministério da Saúde” como pagamento para evitar o impeachment de Dilma. Ele disse que “torcia para que mulheres tivessem contato com o vírus antes de engravidar”, declaração que não merece comentário mas que surpreende porque vem de alguém com nível cognitivo que parece estar mais próximo do PT do que do PMDB.
Recentemente, a Dra. Margaret Chan, Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde (a mesma instituição que já recomendou que as pessoas comam insetos e apoiou o Programa Mais Médicos no Brasil) declarou que a epidemia de Zika Virus é uma emergência mundial em termos de saúde pública. Imagino a festa por parte dos petistas do Ministério da Saúde que querem a aprovação da CPMF e da militância feminista aborteira: nada poderia ser mais conveniente mesmo reconhecendo que se trata, definitivamente, de uma situação gravíssima e que milhões de bebês vão nascer com cérebros menores a partir da infecção das mães nas doze primeiras semanas de gestação. Um vírus que pode trazer ao mesmo tempo mais impostos e a liberação total do aborto no Brasil é uma "benção" (na visão de um militante petista)
A única coisa que o Ministério da Saúde e o Regime Petista não dizem (e isso posso citar sem receio de destruir a carreira ou perder o emprego que a esquerda já me tirou) é qual o valor em dinheiro colocado pela PETROBRAS (que já fez isso em anos anteriores) no Carnaval do Rio de Janeiro – festa nacional caracterizada por uma promiscuidade sexual reconhecida em todo planeta e pelo número enorme de brasileiras que engravidam nesse período do ano.

Porto Alegre, 2 de fevereiro de 2016.

Bradesco e Santander encolhem carteiras e esperam calotes maiores

SÃO PAULO - Bradesco e Santander sinalizaram, com os resultados do quarto trimestre, o quão mais difícil será 2016, com calotes em trajetória ascendente e crédito crescendo muito pouco, podendo, inclusive, retrair-se. Essa já foi a tônica do final do ano passado que prevaleceu até mesmo no período mais aquecido para a economia brasileira, contendo a expansão dos lucros e também da rentabilidade das instituições financeiras.
Parte das metas traçadas pelos bancos não foram alcançadas em 2015, o que, na visão do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, configurou-se em um dos períodos mais complexos e desafiadores da história política e econômica brasileira. Como resultado, o banco, que divulgou nesta semana seus números de 2015, traçou métricas mais conservadoras para 2016. Já o espanhol Santander renovou alguns de seus antigos desejos, sobretudo o de ser mais rentável, aproximando-se de players privados e acalmando as críticas do mercado.
O Bradesco anunciou lucro líquido contábil de R$ 4,353 bilhões no quarto trimestre de 2015, alta de 9% em um ano. Em todo o exercício, o resultado cresceu quase 14%. Um dia antes, o Santander reportou lucro líquido gerencial, que não exclui o ágio da compra do Real, de R$ 1,607 bilhão no quarto trimestre, cifra 5,65% maior ante igual período de 2014. No ano passado todo, o ganho avançou 13,2% ante 2014.
"Foi necessário esforço redobrado para responder de forma eficiente e rápida às transformações da economia em 2015. Foi um período atípico. Focamos na prudência com o objetivo de proteger os fundamentos da organização e ainda uma dosagem extra de agressividade para procurar maiores eficiências em custo", avaliou Trabuco, em conversa com jornalistas.
Do lado dos calotes, porém, o quarto trimestre foi acompanhado de uma aceleração nos atrasos acima do que o Bradesco esperava. A inadimplência, considerando atrasos acima de 90 dias, subiu 0,3 ponto porcentual. Ao final de 2015 quando, segundo Trabuco, a economia brasileira atingiu seu ponto crítico. Apesar do aumento, o Bradesco espera que os calotes desacelerem, mas sigam em alta em todo o ano de 2016, podendo estabilizar-se somente no começo do próximo exercício, a depender da melhora da economia.
O Santander conseguiu segurar a inadimplência acima de 90 dias, mas, como consequência, sofreu uma deterioração maior do indicador de curto prazo, que avançou 0,7 p.p., para 5,0%. Sérgio Rial, presidente do banco, explicou que o aumento ocorreu por conta de um ou dois casos corporativos já regularizados, mas admitiu que daqui para frente será mais difícil segurar os calotes. "O quadro para 2016, após 20 meses de recessão, é que o espaço (para conter a inadimplência) se torna mais difícil. Não é improvável que o sistema como um todo apresente inadimplência mais alta", avaliou o executivo, que falou à imprensa pela primeira vez desde que assumiu o comando do terceiro maior banco privado do País.
Com a deterioração na qualidade dos ativos, as provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, foram reforçadas. O Santander aproveitou créditos tributários não ativados para aumentar seu colchão, enquanto o Bradesco seguiu elevando suas reservas a dois dígitos. Embora defendam patamar adequado de provisionamento, ainda que pesem reflexos da Lava Jato e da desaceleração no País, ambos veem as PDDs crescendo em 2016. Bradesco, inclusive, criou um guidance para esta linha, que deve ficar, segundo o banco, no centro do intervalo de R$ 16,5 bilhões e R$ 18,5 bilhões.
Diante do maior risco e do baixo apetite de indivíduos e empresas a tomarem novos créditos, os empréstimos devem crescer abaixo de 2015, que já teve a menor taxa de expansão em quase uma década, conforme o Banco Central. No quarto trimestre, tanto Bradesco quanto Santander viram suas carteiras encolher. Para 2016, o Bradesco projeta expansão de 1% a 5%. O Santander não divulga projeções, mas, segundo Rial, vai ser difícil superar a inflação até mesmo para os bancos públicos, que podem ser usados novamente pelo governo para aquecer a economia.

Pesa, de acordo com Trabuco, a desaceleração econômica, que "esfriou" a demanda por crédito. O menor apetite de indivíduos e empresas não é bom sinal, mas é um alento, na opinião do executivo. Indica, segundo ele, que os tomadores estão agindo com responsabilidade diante de um cenário indefinido. Se novos créditos não são concedidos, os antigos estão cada vez mais sendo renegociados. O movimento, de acordo com os bancos, é natural em meio à subida dos calotes.

Artigo, Marcelo Aiquel - O bolo de fel

     Todos os que são adversários da ideologia comunista sabem bem o que esta “doença” ensina.
      Um dos maiores pregadores do comunismo em todo o mundo foi Vladimir Illitch Lenin. Influenciado pelas teorias criadas por Karl Marx e Friederich Engels (os “pais” do marxismo), o revolucionário soviético Lenin – também conhecido como Lenine –é autor de frases como:

“Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo. As crianças devem ser ensinadas a odiar seus pais se eles não são comunistas.”

“Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz.”

      Com estes sutis exemplos, podemos avaliar como pensam seus seguidores. E o que são capazes de fazer.
      Não é difícil reconhecer e identificar as pessoas que admiram e compartilham destes ideais. Se bem que, entre tantos, conhecemos várias figurinhas carimbadas que se dizem favoráveis às ideias do russo, mas, ao contrário dele, adoram os prazeres do capitalismo.
      Aqueles que vivem como velhos burgueses, mas não abrem mão de uma cínica demagogia para defender esta fracassada ideologia, e foram definidos de maneira soberba por Roberto Campos: (”...são filhos de Marx, frutos de uma relação adúltera com a Coca-Cola...”)
      Sim, porque o Marxismo é frontalmente contra qualquer tipo de capitalismo. A não ser em benefício dos seus líderes, que jamais abrem mão do que chamamos de “bem bom” que o dinheiro pode comprar.
      Aí se enquadra, inclusive, a propriedade privada (dos líderes, por óbvio), tão condenada pela ideologia comunista. A respeito disso, encontramos vários destes “falsos” comunistas no nosso meio político. São os hipócritas que tem um discurso sempre pronto na ponta da língua (discurso de ódio e de preconceitos de classes), mas que não o fazem valer para suas vidas. Ou seja, é a famosa “turma dosMateus”: primeiro os meus!
      Não é por acaso que está sendo exatamente pelo prazer de desfrutar o capitalismo na propriedade privada que o “São” Lula (o sujeito mais honesto do planeta) foi apanhado em contradição. E não adianta contratar advogados para alegar o contrário, pois, contra fatos falecem até os melhores argumentos.
      O grande “problema” destes comunistas se situa exatamente nas suas origens. Geralmente com um histórico familiar de pobreza, ao alcançarem o poder fazem como aquele urso que encontra um pote de mel: logo se lambuza todo.
      Aliás, sobre isto há o ensinamento milenar que diz:

      “Queres conhecer o verdadeiro caráter de um homem? Dê a ele o poder!”

      Ninguém escapa. Até porque a soberba embriaga. Especialmente àquelas pessoas que já tem uma queda pela pinga...
      E é a soberba que denuncia os excessos.
      A falta de respeito advém, principalmente, do sentimento de poder, da impunidade, da sensação de que se está acima do bem e do mal.
      Que só tende a aumentar quando uma claque (interesseira, normalmente) ensandecida passa a endeusar estes líderes, concedendo-lhes sempre a absolvição de qualquer acusação. Afinal, o líder é (ou deveria ser) a pessoa mais correta de todos.
      Que julgamento mais equivocado!
      Mas, é assim mesmo que funciona. O “baba ovo” sempre acha que seu herói (ou heroína – no caso do Brasil de hoje) está acima de qualquer suspeita. Mesmo quando o óbvio surge diante dos seus narizes. A “culpa” sempre é dos outros...
      E os surrados discursos de auto endeusamento?
      Bom, estes vem diretamente das lições de Lenin: “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”
      Simples assim.
      Junte a esta receita uma boa dose de louvação pela (parcial, e muitas vezes comprada) imprensa; uns vários (iludidos ou cegos) baba ovos; e muitos (sempre interessados, mesmo indiretamente) defensores.
      Está feito o bolo.
      Será um BOLO DE FEL, mas um bolo.
      Coma quem gostar. Não é o meu caso!


      Marcelo Aiquel - advogado

Mary Zaidan: Marisa Letícia, a fábula

Publicado no Globo

Protagonista de absurdos ─ dos canteiros em formato de estrela que mandou plantar nos jardins do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto à requisição e obtenção de cidadania italiana para ela e a prole no segundo ano do primeiro mandato presidencial de seu marido ─, Marisa Letícia Lula da Silva volta à cena. E em grande estilo. Seria dela a opção de compra do tríplex frente ao mar no Guarujá, alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo e da Lava Jato. O mesmo imóvel que já foi, era e nunca foi de Lula.

Idealizado pela Bancoop, cooperativa criada em 1996 pelos petistas ilustres Ricardo Berzoini, hoje ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, condenado a 15 anos e quatro meses pelo juiz Sérgio Moro, o tríplex apareceu na declaração do candidato Lula, em 2006, com um valor irrisório de R$ 47,6 mil. Referia-se a uma parcela do financiamento do Edifício Solaris, então na planta, em que outros petistas, incluindo Vaccari, tinham comprado apartamentos.

Até aí, o anormal era apenas o fato de a Bancoop lançar um empreendimento de alto luxo depois de já ter dado cano na praça, usurpando a poupança e os sonhos de mais de três mil cooperados. Algo que Lula, como sempre, alegará que não sabia.

A estapafúrdia história do tríplex não para aí.

Em 2010, a assessoria de Lula garantiu que o apartamento pertencia ao ex. Quatro anos depois, o Globo publicou reportagem sobre o Solaris apontando que o prédio tinha sido concluído enquanto os mutuários da Bancoop continuavam a chupar dedos. E que a unidade de Lula e sua mulher tinha recebido tratamento de alto luxo da OAS, empreiteira que assumiu o empreendimento: elevador interno, substituição de pisos e da piscina. Tudo supervisionado e aprovado por Marisa Letícia.

De repente, com as investigações esquentando, o frente ao mar do casal (ou de Lula, conforme declaração anterior) virou um negócio exclusivo de Marisa Letícia. Do qual, no papel de The good wife, ela desistiu.

Sabe-se hoje que as idas da ex-primeira-dama ao Solaris causavam frisson. Flores eram colocadas nas áreas comuns, todos ficavam sabendo quando ela chegava. Sabe-se ainda que o presidente da OAS, Leo Pinheiro, condenado pela Lava Jato a 15 anos de reclusão, esteve lá com ela em pelo menos uma das visitas.

E aqui vale a questão: o que faria o dono de uma das maiores empreiteiras do país acompanhar Marisa Letícia na vistoria de uma simples reforma de um apartamento se o imóvel não fosse do ex-primeiro-casal?

Mas há muitas outras perguntas sem respostas. Em um artigo didático, o jornalista Josias de Souza mostra a ausência absoluta de nexo nas explicações de Lula. Argumentos que não explicam, confundem.

Confundir. Talvez seja essa a ideia ou a única saída imaginada por Lula.

Sem conseguir dizer quanto pagou além dos R$ 47,6 mil declarados em 2006 ou apresentar recibos da desistência, com data e valores de reembolso exigidos, tudo que o Instituto Lula fala beira papo para engambelar otário. Nem mesmo a cota nominal para demonstrar que a opção de compra do apartamento foi mesmo de Marisa veio a público. São documentos simples, claros, objetivos. Mostrá-los livraria o Instituto Lula e o próprio ex de torturar os fatos.

Sem isso, resta a Lula, ao PT e aos militantes mais aguerridos atribuir tudo à perseguição histórica ao ex. Tudo – tríplex reformado pela OAS, sítio recauchutado pela Odebrecht, filho que recebe R$ 2,5 milhões por consultoria via Google, os “não sabia” do Mensalão, do escândalo da Petrobras e tantos outros – não passa de uma conspiração para “derreter Lula” e “destruir o PT”, como clama o presidente da sigla, Rui Falcão, no Facebook.


O conto do tríplex ainda vai longe. Mas de cara já se sabe: tem orelha de lobo, focinho de lobo, boca e dentes de lobo. Ninguém vai acreditar que é a vovozinha