Eu confesso para vocês que não gostei da origem, de que Estado é, de onde nasceu, vive e trabalha o primeiro nome anunciado pelo novo governador do Rio Grande do Sul para seu secretariado.
Trata-se de Roni Miranda Vieira, secretário da Educação do Paraná, do governador Ratinho Júnior, do PSD, Partido de Gilberto Kassab, o mesmo do governador Eduardo Leite. Vieira diz-se independente,mas não é por isto que não gostei.
O fato é que os gaúchos já estão cansados de ver seus governadores escolherem pessoas de fora do Estado para governar os assuntos públicos do RS.
Não estou falando de pessoas que migraram para o Estado, que vieram para cá viver, constituir família, trabalhar, porque do total dos 11,5 milhões de habitantes, 437 mil, ou seja, quase meio milhão, são brasileiros que optaram pelo RS.
Estou me referindo a governantes que governadores vão buscar fora do Estado.
O novo governador, Luciano Zucco, diz que vai reduzir de 27 para 15 o número de secretários e espero que enxugue mesmo esta máquina, montada desta forma porque Eduardo Leite tinha e tem pretensão de ser presidente da República.
Ora, o governador Eduardo Leite foi buscar fora do Estado pelo menos seis governantes de primeiro escalão, começando pela presidência do Banrisul, que entregou para o carioca Claudio Coutinho, que não durou ali porque não entendia nada do nosso Estado.
Os outros de primeiríssimo escalão são a importante secetária da Fazenda, Priscila Santana, outra carioca. Depois seguem a goiana Raquel teixeira, Educação, além desgtes outros nomes:
- Secretaria do Planejamento: Leanny Lemos e Danielle Calazans, ambas de Brasília
- Secretaria de Parceriass: Pedro Capelluti,
- Secretaria da Segurança: Sandro Cron, Ceará
Auxiliares de primeiro escalão com formação técnica são bem vindos para secretarias de conteúdo de conteúdo amplamente técnico, embora o ideal seja que tenham também larga experiência na administração pública e conhecimento político consistente.
O Rio Grande do Sul dispõe de quadros técnicos e políticos de grande valor reconhecido e não é preciso buscar gente de fora que nem sabe onde é que fica a Rua da Praia, não viveram, não estudaram e não conhecem a realidade enfrentada dia a dia pelos gaúchos.
A conversa de que o salário é baixo não passa de conversa fiada, porque escolhas de parlamentares ou de servidores abonados, não precisam conviver com o dinheiro pago pelo Tesouro do RS, mas das suasf ontes. Além disto, o governo possui conselhos bem remunmerados onde é possível melhorar os salários.
Por fim, quero citar especialmente o caso da Secretaria da Fazenda. Eu fui Secretário da Fazenda em Porto Alegre e num moment6o de grave crise financeira, substituindo no cargo a atual rpsidente do Brics, Dilma Roussef. Na minha opinião, o único gaúcho com formação técnica superior, experiência comprovada dentro e fora do governo, político experiente com inserção inernacional e nacional, é o ex-scretário da Fazenda do governo Yeda Crusius, Aod Cunha. Um governo que começa devendo R$ 140 bilhões para a União, como é o caso do RS, e que precisa sair desta economia que cresce como o rabo de cavalo e perseguir prosperidade, não pode abrir mão de alguém com este perfil.
Gaúchos para governador os gaúchos, governador Zucco, e é isto que querem os gaúchos que o elegeram, como eu.