Artigo - Petismo, anti-petismo e pacificação


No Brasil em que eu vivo com os olhos bem abertos, o antipetismo acabou se tornando a maior força política, suplantando o petismo. Não houvesse um petismo a suscitar antagonismo, não surgiria a reação contrária.
 Desde que foi criado, o petismo se dedica à criação de antagonismos, fornecendo instrumentos institucionais, organização, recursos humanos e financeiros para o lado que ocupa nos conflitos que cria e estimula. Enorme esforço tem sido despendido pelo PT para que os brasileiros sejam identificados e antagonizados pela cor da pele, pela etnia, pela cultura, pela região do país, pelo tal de gênero, pela faixa etária, pelo extrato de renda, pela relação de autoridade (pais/filhos, professor/aluno, policial/cidadão, criminoso/vítima), pela posição política e ideológica, e por tudo mais que a inventividade possa suscitar. Assim é o petismo.
Mas não é daí que vem o antagonismo. Ele surge do empenho em transformar essas realidades em conflitos nos quais a parte supostamente protegida pelo petismo é ensinada a ver a outra como inimiga. E o que é pior: sendo a ela imputadas as intenções mais vis. É o que acontece quando repetido incessantemente, por exemplo, que o PT é malvisto pela classe média porque esta não quer pobre viajando em avião ou comendo filé mignon. Ou quando se diz que o brasileiro é racista, machista e homofóbico. Ou quando se pretende, em sala de aula, contra a vigorosa reação nacional, confundir a sexualidade das crianças com ideologia de gênero como “conteúdo transversal”, vale dizer, em todas as disciplinas... Ou quando se insulta a direita liberal e/ou conservadora chamando-a de fascista. Ou quando se tenta impedir a projeção de um filme do Olavo ou uma palestra de Yoani Sanchez. Ou quando se afirma que o pobre é pobre porque o rico é rico. Ou quando, aos olhos e ouvidos da população indignada com a roubalheira promovida no país, é dito que os condenados são heróis do povo brasileiro, ou que o preso é um santo julgado por magistrados patifes. Não se diz essas coisas para um povo que foi roubado nas proporções em que os brasileiros foram! Mas o petismo diz.
Tenta-se hoje, por todos os meios, impingir à opinião pública a ideia de que liberais e conservadores “odeiam” todos aqueles cujas posições são fomentadas pelo discurso petista. No entanto, essa é mais uma vilania! A exasperação tem como causa o petismo dizendo o que diz e fazendo o que faz. É o petismo que suscita rejeição; não é o pobre, nem o negro, nem o índio, nem o homossexual, nem o esquerdista, nem sei lá mais quem.
A impressionante renovação promovida pelos eleitores em sete de outubro nada teve a ver com qualquer “efeito manada”. Bem ao contrário, significou a tomada de decisão, livre e soberana, de uma sociedade cuja opinião vinha sendo desprezada por supostos tutores confortvelmente acomodados nos espaços de poder institucional, nos grandes meios de comunicação e no ambiente cultural. A necessária pacificação nacional será difícil, porque todos sabem como se conduz o petismo quando na oposição.

Comunicação de Bolsonaro usa tática militar de ponta, diz especialista


Os recursos escassos, a estética do material de divulgação e as constantes contradições de Jair Bolsonaro (PSL) e seus aliados podem levar à impressão de que a estratégia de comunicação do candidato é amadora.

Contudo, segundo o antropólogo Piero Leirner, professor da Universidade Federal de São Carlos que estuda instituições militares há quase 30 anos, a comunicação de Bolsonaro tem se valido de métodos e procedimentos bastante avançados de estratégias militares, manejados de maneira “ muito inteligente, precisa, pensada”.

“Não se trata exatamente de uma campanha de propaganda; é muito mais uma estratégia de criptografia e controle de categorias, através de um conjunto de informações dissonantes”, explica Leirner.

“É parte do que tem sido chamado de ‘guerra híbrida’: um conjunto de ataques informacionais que usa instrumentos não convencionais, como as redes sociais, para fabricar operações psicológicas com grande poder ofensivo, capazes de ‘dobrar a partir de baixo’ a assimetria existente em relação ao poder constituído”.

Nesse novo paradigma político descrito por Leirner, gestado em guerras “assimétricas” como a do Vietnã —nas quais os poderes e táticas militares são muito discrepantes entre os adversários— e colocado em prática nas “primaveras” do Oriente Médio, as redes sociais têm papel central, pois “descentralizam e multiplicam as bombas semióticas”.

A cúpula bolsonarista conta com a participação de diversos membros das Forças Armadas, que tiveram contato com essas doutrinas. Reportagem da Folha mostrou que Bolsonaro é o candidato preferido da maioria dos 17 generais de quatro estrelas da corporação --o topo da hierarquia. Uma dos protagonistas do grupo de Bolsonaro é o general quatro estrelas da reserva Augusto Heleno, que chegou a ser cotado como seu vice.

Há diversos recursos de “guerra híbrida” identificáveis na campanha bolsonarista com a participação de seus eleitores: a disseminação de “fake news” e as contradições (chamadas por Bolsonaro de “caneladas”) entre as figuras de proa da campanha são alguns deles.

As divergências entre o presidenciável e o vice, general Hamilton Mourão (PRTB), sobre o 13º salário, e também entre ele e o economista Paulo Guedes sobre a criação de imposto aos moldes da CPMF, são ilustrativas desse vaivém que, ao fim, gera dividendos políticos para Bolsonaro.

“Esses movimentos criam um ambiente de dissonância cognitiva: as pessoas, as instituições e a imprensa ficam completamente desnorteados. Mas, no fim das contas, Bolsonaro reaparece como elemento de restauração da ordem, com discurso que apela a valores universais e etéreos: força, religião, família, hierarquia”, analisa Leirner.

Nesse ambiente de dissonância, a troca de informações passa a ser filtrada pelo critério da confiança. As pessoas confiam naqueles que elas conhecem. Nesse universo, então, as pessoas funcionam como “estações de repetição”: fazem circular as informações em diversas redes de pessoas conhecidas, liberando, assim, o próprio Bolsonaro de produzir conteúdo.

“Ele aparece só no momento seguinte, transportando seu carisma diretamente para as pessoas que realizaram o trabalho de repetição. As pessoas ficam com uma sensação de empoderamento, quebra-se a hierarquia. O resultado é a construção da ideia de um candidato humilde, que enfrenta os poderosos, que é ‘antissistema’”, diz o antropólogo.

Esses poderosos contra os quais se voltam Bolsonaro e seus seguidores são justamente os agentes que tradicionalmente transmitem as informações de maneira vertical, como políticos, imprensa, instituições, que são lançados ao descrédito.

Concorrentes como o tucano Geraldo Alckmin e o petista Fernando Haddad, então, sofrem para atingir o eleitorado com ferramentas clássicas de propaganda. Torna-se difícil estabelecer um laço com os eleitores, especialmente com aqueles que já participam da rede bolsonarista.

“O trabalho dos marqueteiros dos outros partidos ficou a anos luz de distância. A tática de Alckmin foi um incrível laboratório: quanto mais atacou, mas aumentou a resistência de Bolsonaro. E isso com ele lá no hospital.  Os ataques ao Bolsonaro foram então encarados como ataques a essas ‘estações de repetição’, e sua mobilidade tornou eles inócuos”, afirma Leirner.

Se está claro que essas “fake news” geram desinformação e desorientação, o antropólogo acredita que ainda não se sabe exatamente o que se pode fazer para combatê-las. Nestas eleições, o Tribunal Superior Eleitoral tem sido pressionado para tomar alguma providência em relação a elas, mas tem tido dificuldades em fornecer respostas.

“Se uma fake news é punida, outras são geradas e estações novas entram na artilharia. No fim o que vai se fazer? Punir todas as redes? Prender milhões de pessoas? O que a gente vai ver é se as instituições vão continuar assistindo sua própria implosão.”

Para Leirner, por fim, a proliferação de notícias falsas colabora para o deslocamento de poder dentro de instituições centrais à democracia, como a Justiça e as Forças Armadas.

“Hoje vemos  setores do Estado, especialmente do judiciário, entrando em modo invasivo, cada um se autorizando a tentar estabelecer uma espécie de hegemonia própria”, diz.

Para ele, a especificidade da instituição militar, aquela que tem um poder que no limite só ela mesmo controla, deveria motivar reflexões sobre o perigo de misturá-la à política.

“O que me pergunto é se o pessoal da ativa está preparado para perceber que um pedaço desse ‘caos’ está saindo de uma força política que se juntou com alguns dos seus ex-quadros (...) A instituição militar diz: ‘obedecemos a Constituição e nos autocontemos’. Invadir esse poder com a ‘política’ não é boa ideia”, diz Leirner, concluindo com reflexão sobre a conjuntura.

“Parece-me que estamos vivendo um Estado bipolar: resta saber como, depois da fase eufórica, vamos encarar a fase maníaco-depressiva”.

Denis Rosenfield explica por que votará em Jair Bolsonaro


 “A sociedade brasileira decidiu dizer não. Não a ser governada por PT, Lula e assemelhados. O antipetismo é uma resposta aos desmandos do partido. Não a ser governada da prisão, num modelo oriundo do PCC. Não à corrupção. Não a uma classe política que buscou seus próprios privilégios em lugar de trabalhar para o bem comum. Não à criminalidade e à insegurança que tomaram conta das cidades e do campo. Não aos tucanos que se resignaram ao muro e a um ‘diálogo’ com os petistas, cessando de ser uma alternativa eleitoral.

O voto pró-Bolsonaro encontra forte enraizamento na sociedade brasileira. Ele encarnou o não em suas distintas significações, vindo a representar um forte anseio social pela mudança. A esta altura, querer desconstruir a sua imagem é um empreendimento hercúleo, pois significaria poder oferecer uma alternativa palatável ao ‘não’, algo que os petistas não podem apresentar, precisamente por serem o símbolo daquilo que não é querido nem almejado pelos cidadãos.”

Artigo, Marcelo Aiquel - A estratégia do PT


                   É muito óbvia a única e desesperada estratégia do PT neste segundo turno das eleições: permitir que a fraude aconteça sem maiores dúvidas.
                   Assim como fizeram com a Dilma em 2014, querem novamente galgar a chave do cofre para completar o “assalto ao dinheiro público” iniciado quando chegaram ao poder (e não “tomar o poder” como deseja agora o inescrupuloso José Dirceu).
                   Com o apoio da grande mídia, e a participação sempre efetiva dos parceiros Ibope e Datafolha para criarem pesquisas que passam longe da realidade, o PT paga para inflar enganosamente os percentuais do candidato Haddad, a fim de dar-lhe índices muito maiores do que tem, com o fito de favorecer a fraude nas “confiáveis” urnas eletrônicas.
                   O problema reside no altíssimo nível de apoio popular (votos) do seu concorrente. Como “meter a mão” em tamanha diferença?
                   O PT gastou uma parte significativa do dinheiro que “roubou” dos brasileiros para fazer vingar esta estratégia. Mudou o discurso e até sua cor para conseguir eleger outro poste.
                   Conseguirá? Eu creio que não, porque o antipetismo é maior do que uma repulsa ao Bolsonaro. Como o movimento #ELENÃO, aliás, estrelado por artistas dependentes dos incentivos da Lei Rouanet, além de alguns “defenestrados” no primeiro turno, estes, sedentos por um cargo. Afinal, vale tudo para não perder a “boquinha”.

Artigo, Denis Rosenfield, Estadão - O potencial das novas gerações


Há uma crescente demanda por pessoas mais adaptáveis, mais produtivas, mais inovadoras

Recente estudo do Banco Mundial mostrou que o Brasil ainda desenvolve muito pouco o seu capital humano. Entre 157 países, o Brasil obteve a 81.ª posição no Índice de Capital Humano (ICH), que avalia a expectativa de desenvolvimento das capacidades e habilidades de uma pessoa entre seu nascimento até a idade de 18 anos. Numa escala de 0 a 1, o Brasil obteve a nota 0,56, o que lhe conferiu uma posição acima da média latino-americana, mas abaixo da nota obtida por países com o mesmo patamar de renda. No mundo, Cingapura alcançou a melhor pontuação (0,88). Na América Latina, Chile teve o melhor índice (0,67, 45.ª posição).

O objetivo do estudo do Banco Mundial é recordar a importância do capital humano como fator essencial para o crescimento sustentável e a redução da pobreza. E se os investimentos em educação, saúde e habilidades sempre foram importantes para o desenvolvimento de um país, eles são ainda mais necessários na medida em que o mundo do trabalho sofre grandes mudanças. Há uma crescente demanda por pessoas mais adaptáveis, mais produtivas, mais inovadoras. Daí, portanto, a necessidade de investir na formação das novas gerações, para que desenvolvam suas habilidades, sua saúde, seu conhecimento e sua resiliência - o seu capital humano.
O Brasil apresentou bons índices de sobrevivência infantil. De cada 100 crianças, 99 chegam aos cinco anos de idade. No entanto, 6% das crianças brasileiras ainda são raquíticas, o que acarreta riscos de graves limitações cognitivas e físicas. Em relação à sobrevivência adulta - quantas pessoas que chegaram aos 15 anos completarão 60 anos -, o índice brasileiro foi de 86,1%.

O estudo apresentou também um descompasso na educação oferecida no País. Em média, dos 4 anos até os 18 anos, as crianças e adolescentes ficam 11,7 anos na escola, o que em si não é um número ruim. No entanto, o que as crianças e adolescentes aprenderam no período equivale apenas a 7,6 anos de ensino. Os anos de estudo não equivalem aos anos de aprendizado.
Assegurar que o tempo gasto na escola se traduza em aprendizado de qualidade é precisamente um dos objetivos do Banco Mundial com o ICH, que faz parte do The Human Capital Project (Projeto de Capital Humano). Outra meta é assegurar que cada vez mais crianças cheguem à idade escolar plenamente aptas a aprender. Esses dois pilares são essenciais para que as pessoas cheguem à idade adulta saudáveis, qualificadas e produtivas. No momento, o Banco Mundial desenvolve um trabalho com cerca de 30 países.

O Banco Mundial tem recordado a importância dos governos no desenvolvimento do capital humano. Em regra, o Estado é o principal fornecedor de saúde e educação para a população. É, portanto, quem pode assegurar um padrão mínimo de qualidade e o acesso equitativo às oportunidades de estudo e formação. “A maioria dos governos compromete parcela significativa de seus orçamentos para educação e saúde, mas os serviços públicos são muitas vezes de baixa qualidade para produzir capital humano. Às vezes, esses serviços falham no atendimento dos pobres. Às vezes, eles falham com todos - e os ricos simplesmente saem do sistema público”, afirma o Banco Mundial.
No mundo, o horizonte dos jovens tem melhorado. Em 1980, nos países de baixa renda, apenas 5 em cada 10 crianças em idade escolar primária estavam matriculadas na escola. Em 2015, esse número aumentou para oito. Em 1980, apenas 84% das crianças chegavam a completar cinco anos. Em 2018, o porcentual foi para 94%. Em 1980, nos países em desenvolvimento, a expectativa de vida média era de 52 anos. Em 2018, a expectativa de vida é de 65 anos.

Como se vê, houve significativa melhora, embora também sejam evidentes os grandes desafios a serem enfrentados. “Apesar do progresso substancial, lacunas significativas em investimentos de capital humano estão deixando o mundo mal preparado para o que está por vir”, afirma o Banco Mundial. O Brasil precisa reagir.

Mensagens de um atentado


Mensagens de um atentado
A intolerância por trás da mente doentia do homem que ouvia a voz de Deus, “comunicava-se” com Lula e, por muito pouco, não mudou o rumo da história
Por Thiago Bronzatto access_time 12 out 2018, 07h00 more_horiz


No dia 1º de setembro, o garçom Adélio Bispo de Oliveira abriu sua página no Facebook e enviou a seguinte mensagem a Jair Bolsonaro: “Espero que esta sua valentia realmente exista no dia em que você me vê (sic)”. Num português claudicante, Bolsonaro é chamado de “marionete do capitalismo” e de “bonequinha de Washington”. Por fim, o garçom faz uma ameaça: “Vc merece tomar um tia (tiro) nesta cabeça de b… q vc tem”. Cinco dias depois dessa mensagem, Oliveira provou que não estava blefando. Ele foi ao encontro do candidato em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, e tentou matá-lo com uma facada no abdômen. Preso, disse que praticara o crime em razão de suas divergências ideológicas e religiosas com o candidato do PSL — sobretudo por causa do discurso “racista e antissemita” do deputado.

Cinco meses antes de atacar Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira também enviou mensagens ao ex-presidente Lula. Em uma delas, manifestou seu apoio à candidatura do petista. “Se estão tentando barra (sic) sua candidatura, claro que é pq sabem dos riscos de se perder o poder em uma disputa democrática”, escreveu. O texto foi postado na página do Facebook chamada Lula Oficial. O título da mensagem era: “Adelio Bispo de Oliveira para Lula Presidente 2018”. Em seu comentário, o garçom fez um apelo ao ex-presidente: “O mundo comunista e até parte do mundo capitalista te agradeceria se vc escrevesse sua biografia e colocasse claramente os elos de ligações entre seus inimigos e a maldita maçonaria (sic)”. E alertou o petista para tomar cuidado com uma conspiração: “E verá que não são meramente homens que se declaram (…) seus inimigos, mas um sistema nazista secreto que existe no Brasil já a (sic) muito tempo”. Ao final, desejou sorte ao ex-presidente.

 ÓDIO –  Dias antes do atentado, Oliveira escreveu uma mensagem a Bolsonaro, dizendo que ele merecia um tiro na cabeça. A conta não era do candidato
ÓDIO –  Dias antes do atentado, Oliveira escreveu uma mensagem a Bolsonaro, dizendo que ele merecia um tiro na cabeça. A conta não era do candidato (Mauro Pimentel/AFP)

O garçom também enviou três mensagens à presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann. Numa delas, de março deste ano, deu palpites sobre a escolha do candidato petista a presidente: “Caso Lula não venha realmente concorrer, espero vê (sic) vc na disputa, segunda alternativa o Mercante (refere-se a Aloizio Mercadante)”. E “alertou” para o fato de que, assim que as candidaturas fossem anunciadas, haveria uma caçada aos candidatos ordenada pelo juiz Sergio Moro e por “toda a maçonaria”. Oliveira ainda se opôs à possibilidade de uma aliança do PT com o candidato Ciro Gomes, do PDT, hipótese discutida na pré-campanha. Disse que Jaques Wagner estava “equivocado” quando pedia que o PT cedesse, pois, no seu raciocínio, o partido cedeu ao chegar ao poder “e deu no que deu”.

A aparente proximidade com o PT, a ameaça encaminhada a Bolsonaro e o apoio a Lula, que na época do crime ainda era o candidato oficial do PT à Presidência da República, poderiam sugerir uma relação de causa e consequência quando se busca compreender a motivação do atentado. Em vez disso, as mensagens são apenas o retrato doloroso de uma mente perturbada, pois elas nem sequer chegaram aos pretensos destinatários. Durante as investigações, a Polícia Federal quebrou o sigilo telemático do garçom e encontrou suas mensagens endereçadas a Bolsonaro e a Lula. Só que os perfis com os quais Oliveira se comunicava — “Jair Messias Bolsonaro” e “Lula Oficial” — são falsos e, portanto, não pertencem a nenhum dos dois.


 ALERTA – O criminoso escreveu mensagens de apoio à candidatura do ex-presidente, advertindo para uma “conspiração”. A conta não era de Lula
ALERTA – O criminoso escreveu mensagens de apoio à candidatura do ex-presidente, advertindo para uma “conspiração”. A conta não era de Lula (Mauro Pimentel/AFP)

A polícia concluiu que Oliveira tentou matar Jair Bolsonaro sem a ajuda de outras pessoas. VEJA teve acesso à íntegra do inquérito que investigou a tentativa de assassinato. São 567 páginas de depoimentos, laudos e informações que reconstituem os passos de Oliveira desde o momento em que ele teria tomado a decisão de tirar a vida do candidato do PSL até o instante em que o atacou.

O crime começou a se materializar com uma coincidência. Oliveira estava em Juiz de Fora à procura de emprego quando soube pelos jornais que o deputado faria campanha na cidade. Segundo ele, já havia algum tempo que “vozes” o instruíam sobre o que precisava ser feito. Era a oportunidade perfeita para atender às instruções que ouvia mentalmente. Dois dias antes da visita, o garçom começou a fotografar e filmar lugares por onde provavelmente o presidenciável passaria. Os policiais encontraram em seu celular imagens da Câmara Municipal, da praça central e de um hotel, roteiros previstos na agenda de Bolsonaro. Para cometer o crime, ele escolheu uma faca de cerca de 30 centímetros de um jogo de duas peças que comprara em Florianópolis, Santa Catarina. Sua intenção inicial, como escreveu na mensagem, era matar o candidato com um tiro na cabeça. Chegou até a treinar os disparos, mas, como não havia tempo nem tinha dinheiro para comprar um revólver, optou por uma solução mais simples.

 DELÍRIO – O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, é apontado por Oliveira como membro de um “grupo da maçonaria” por trás de uma conspiração
DELÍRIO – O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, é apontado por Oliveira como membro de um “grupo da maçonaria” por trás de uma conspiração (Fabio Motta/Estadão Conteúdo)

Com tudo esquematizado em sua mente, Oliveira partiu para a execução do plano às 10h08 de 6 de setembro. Naquele momento, deixou a pensão onde estava hospedado, foi até uma lan house no centro da cidade e acessou sua conta no Facebook. Vinte minutos depois, deixou a loja e rumou para o lugar onde Bolsonaro começaria a cumprir sua agenda na cidade. Passava do meio-dia quando Oliveira chegou a um shopping, a 100 metros do hotel onde o candidato do PSL almoçava com empresários locais. O garçom gravou vídeos do hall de entrada, da reunião dos apoiadores do candidato e exibiu até o jornal que, mais tarde, usou para esconder a arma do crime. Para não chamar atenção, ele se juntou a um grupo de manifestantes que protestava em frente ao hotel. Às 15h12, menos de vinte minutos antes do crime, gravou as últimas imagens, que mostram o instante em que tentava se aproximar do presidenciável — Bolsonaro, nesse momento, já estava nos ombros dos apoiadores. O vídeo tem apenas cinco segundos.

A partir daí, para reconstituir o atentado, a Polícia Federal analisou mais de 150 horas de imagens feitas por manifestantes ou gravadas por dezoito câmeras de segurança instaladas em dez pontos do trajeto feito por Bolsonaro no centro de Juiz de Fora. Minutos antes do ataque, o candidato do PSL chegou à Praça Halfeld, acenou para os militantes e se dirigiu à escadaria da Câmara Municipal. A manifestação seguiu adiante, com o candidato sendo carregado pelos militantes. A cada passo, Adélio tentava se aproximar mais de seu alvo, buscando a melhor oportunidade para atacá-lo, já com o jornal numa das mãos escondendo a faca. Para forçar a aproximação, dizia que queria tirar uma foto de Bolsonaro e até gritava frases de apoio ao presidenciável — protegido por um cordão de quase vinte seguranças. Após várias tentativas, Oliveira conseguiu furar o cerco e atingir Bolsonaro com a faca.

 PALPITES – A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann: estratégia e sugestão de nomes para compor a chapa petista que disputaria as eleições
PALPITES – A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann: estratégia e sugestão de nomes para compor a chapa petista que disputaria as eleições (Renato S.Cerqueira/)

Crimes assim naturalmente alimentam teorias de conspiração. Mas afinal por que Oliveira quis matar Bolsonaro? As explicações foram apresentadas em três depoimentos prestados por ele à Polícia Federal. No último deles, gravado em vídeo onze dias depois do crime, Adélio reafirma que praticou o atentado por motivos ideológicos e religiosos e também “respondendo às ameaças que ele (Bolsonaro) tem feito, pelas ideologias que ele acredita, por ameaças de morte a pessoas” (veja o quadro abaixo). A Polícia Federal concluiu a primeira parte da investigação, conduzida pelo delegado Rodrigo Morais Fernandes, e constatou que no dia do ataque Oliveira agiu por conta própria. Acusado de cometer crime contra a segurança nacional, ele poderá ser condenado a até dez anos de prisão. Por precaução, um segundo inquérito foi instaurado, para apurar se houve alguma conspiração, se outras pessoas participaram do atentado ou o influenciaram, incluindo suspeitas sobre o envolvimento de uma organização criminosa. Preocupada com o acirramento da disputa no segundo turno das eleições, a PF também reforçou a segurança dos candidatos, que agora contarão com uma escolta de 35 agentes, e intensificou a vigilância sobre as redes sociais.

 VIOLÊNCIA – A faca, de 30 centímetros, que Oliveira usou para ferir Bolsonaro: a ideia inicial era disparar um tiro
VIOLÊNCIA – A faca, de 30 centímetros, que Oliveira usou para ferir Bolsonaro: a ideia inicial era disparar um tiro (//Divulgação)

Em Sergipe e São Paulo, duas pessoas foram intimadas a prestar esclarecimentos sobre mensagens postadas nas redes sociais que incitavam atos de violência contra os candidatos e eleitores de Haddad e Bolsonaro. Num dos casos, uma garota sugeriu num vídeo um novo atentado contra Bolsonaro antes do segundo turno. No Paraná, um homem gravou uma imagem do momento em que estava na urna pressionando o número de Bolsonaro com a ponta de uma arma. A filmagem se tornou um viral. Os policiais passaram a apurar a identidade do eleitor que violou o próprio voto. Usando técnicas modernas de reconhecimento facial, descobriram o transgressor: era um marceneiro do Paraná, que virou alvo de mandado de busca e apreensão. A arma era de brinquedo, mas o fanfarrão passou pelo constrangimento de ter sua casa invadida pelos federais. Casos como esses estão sendo monitorados pela área de inteligência da PF.

O atentado contra Bolsonaro foi a mais violenta e dramática demonstração de intolerância ocorrida na eleição presidencial. Mas, infelizmente, não foi a única. Nos últimos dias, foram registrados vários casos de violência política. E o mais sério de todos ocorreu em Salvador, onde o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Moa do Katendê, de 63 anos, foi assassinado com doze facadas nas costas na segunda-feira 8, em uma discussão de bar. O agressor, Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, confessou o crime e disse que matou por motivação política. Testemunhas relataram que ele se identificou como eleitor de Jair Bolsonaro. Depois da discussão, Santana deixou o bar, foi para sua casa, onde pegou uma faca. Voltou para o local e desferiu os golpes contra a vítima, que morreu ali mesmo. Santana foi preso.

 INTOLERÂNCIA – Em Porto Alegre, uma mulher foi marcada com a suástica a canivete. Na Bahia, Romualdo da Costa foi morto a facadas
INTOLERÂNCIA – Em Porto Alegre, uma mulher foi marcada com a suástica a canivete. Na Bahia, Romualdo da Costa foi morto a facadas (//Divulgação)

No Recife, uma jornalista foi atacada e ameaçada de estupro ao sair de um local de votação no dia da eleição. Dois agressores se aproximaram e afirmaram que ela era “riquinha” e “de esquerda” e utilizaram um canivete para feri-la no braço e no queixo. Um deles, segundo relatos, vestia a camiseta do candidato Bolsonaro. Em Porto Alegre, outro caso repulsivo: uma garota de 19 anos procurou uma delegacia e denunciou ter sido agredida por três homens. Segundo ela contou à polícia, o motivo da agressão foi o fato de estar usando uma mochila com o adesivo #Elenão, símbolo do movimento contra Bolsonaro. A vítima disse ter recebido um soco e, na sequência, os agressores usaram um canivete para tatuar a suástica nazista em seu corpo. A polícia ainda investiga a versão da mulher e trabalha com a hipótese de um ataque homofóbico.

“Deus me ordenou”
VEJA teve acesso ao depoimento em vídeo prestado por Adélio Bispo de Oliveira à Polícia Federal. A seguir, as explicações que deu para ter perpetrado o atentado contra Bolsonaro.

 VOZES – O mapa do inquérito: a rota de Oliveira até o local do crime
VOZES – O mapa do inquérito: a rota de Oliveira até o local do crime (Google Maps/.)

MOTIVO DO ATENTADO
“Por divergências ideológicas e respondendo às ameaças que ele tem feito, pelas ideologias que ele acredita, por ameaças de morte… contra pessoas que têm ideologias diferentes das dele. Dos muitos discursos. Discursos racistas, quando fala de negros, quando fala de quilombolas. Tem muita coisa. Tem discursos antissemitas. A gente já ouviu o discurso dele. Discursos contra o povo árabe, basicamente como se todos fossem terroristas, como se o Brasil não pudesse ter relacionamento com o povo árabe, enquanto temos um árabe governando o país, um libanês (refere-se a Michel Temer).”

O PLANEJAMENTO
“A responsabilidade é inteiramente minha, de mais ninguém. (…) Me veio à cabeça. Quando vi nos jornais que ele estaria (em Juiz de Fora). Dois, três dias antes, eu acho. Nem acreditei. Já estava em cima. Resolvi jogar na loteria, digamos assim. Talvez eu conseguisse, talvez eu não conseguisse (atacar Bolsonaro).”

EM NOME DA RELIGIÃO
“Essa é a segunda razão pela qual eu fiz. Esse bom Deus, esse meu Deus que me ordenou a fazer. O Bolsonaro… Ele é um impostor. É meio cristão, mas não é cristão… Está tentando puxar o público evangélico, recrutar os evangélicos para ser o presidente da República, mas ele é um impostor infiltrado pela maçonaria no meio protestante. Ele não tem nada… Basta fazer uma pergunta para ele em relação à Bíblia.”

A ARMA DO CRIME
“Parte de um jogo que comprei, para uso doméstico. Tentei levá-la comigo (refere-se à faca), escondida no corpo, escondida na roupa. Tava enrolada num papel de jornal.”

NA HORA H
“Um pouco antes, sim (refere-se ao fato de ter ouvido vozes), mas teve um momento que eu quase desisti porque achei que seria impossível a aproximação. Era impossível se aproximar. Quase desisti.”

Colaboraram Laryssa Borges e Hugo Marques

Artigo, José Maurício de Barcellos - Lições do primeiro turno


- O autor é advogado.

Eram exatamente 17h00min horas do último domingo 07 de outubro, quando em uma tela de televisão de um restaurante de estrada, onde parei para almoçar ao retornar para o Rio de Janeiro, surgiu um casal de famosos apresentadores da “Rede Goebells”, entrando triunfalmente em um luxuoso palco para dar início ao circo que armaram para transmitir os resultados da tal pesquisa de “Boca de Urna”.
Reparei de plano, o semblante daqueles desprezíveis serviçais de um dos mais nocivos Conglomerados da Comunicação do País. Estampavam um sorriso sarcástico e afrontoso como que quisessem dizer: já sabemos – e já sabiam mesmo – do resultado da eleição para Presidente da República e daqui a algumas horas o Brasil constatará a força do nosso poder descomunal de influir e influenciar a opinião pública ao sabor de nossos inconfessáveis e espúrios interesses. Pensei comigo mesmo. Certamente que esta horda de sanguessugas da Nação Verde e Amarela conseguiu mais uma vez.
Não deu outra coisa. Os patifes da comunicação profissional, ajudados por seus “cativos penas de aluguel” e pelos famosos canastrões da telinha, haviam feito jus às suas descomunais remunerações pagas com o que os Barões da Comunicação arrancam dos cofres públicos e, depois de quase seis meses trabalhando para destruir a imagem do único candidato à Presidência da República que temem e odeiam, atingiram seu objetivo, qual seja: investindo e promovendo vários comparsas do “Ogro Encarcerado” das formas mais vis e execráveis possíveis, haviam logrado com isso contribuir decisivamente para que fosse alcançado um segundo turno destas eleições presidenciais que, a rigor, já estava há muito sepultado pela legítima expressão da maioria da vontade popular.
Desta maneira ganharam folego para tentar colocar no Planalto um patife que, tal como faria seu mentor preso em Curitiba, não vai retirar as mãos sujas de seus “donos” dos cofres oficiais.
Quem quer que acesse a Rede Mundial de Computadores bem sabe o tanto que gritaram nas ruas e nas avenidas pelo Brasil a fora e o quanto sacudiram as cidades, as praças e os aeroportos, todos os cidadãos do bem assim como os honrados homens de família e os patriotas, externando toda sua repugnância contra a esquerda ladra e delinquente. O que mais poderiam fazer e o que mais queriam os poderosos que o povo fizesse para que ficasse evidente que esta Nação rejeita a corja petista e a “peste vermelha” que dizimou o sentimento de amor a Pátria de gerações inteiras?
A imprensa profissional e toda a grande mídia riem e escarnecem de nós, os bobocas e insignificantes que nenhum poder têm contra o poderio deles. Passam por cima de qualquer coisa, torcem e distorcem, manipulam e escondem tudo quanto possa atrapalhar seus perversos planos de dominação e vão continuar fazendo o diabo para não ceder um milímetro de suas odiosas posições.
E se o caro leitor pensa que depois de tudo quanto fizeram para contornar o legítimo anseio e a última esperança de nossa gente para destruir a esquerda socialista ou comunista no Brasil, aqueles patifes vão ceder estão terrivelmente enganados. Percebam como são sórdidos.
No dia seguinte, os principais jornalões do País deixaram transparecer em primeira página aquilo que um ninho de esquerdopatas de rapinas de um matutino de São Paulo disseminou insidiosamente em seu “site” principal, no sentido de que todos nós poderíamos dormir tranquilos quanto à vitória final do candidato líder na pesquisa, pois “Nunca antes houve no Brasil “uma virada” de Segundo Turno”. Ah sorrateiros traidores da Pátria de uma figa! Além de estarem preparando o golpe certeiro contra os patriotas, ainda querem total liberdade para agir na sombra, sem que se ofereça um combate à altura. Pois que esperem sentados. Não caiam nessa cantilena. Isto é “papo de inimigo”.
E a farsa continua. Ainda nesta quarta feira que passou a grande mídia publicou o resultado das pesquisas para o 2º turno, que compraram do “Datalula”. Visando espalhar que o “ladrãozinho de Ogro” ainda tem chance de ser Presidente da República dizem os jornalões que Bolsonaro tem 58% de intenções de voto e o petista 42%. Comparem. No território livre da Rede Mundial de Computadores, uma pesquisa impossível de ser manipulada – postada em https://desafiodaverdade.com/ – diz que Bolsonaro tem 84% e Haddad 16%. Certamente que diante do resultado final aparecerão os calhordas da telinha alegando que “ocorreu um movimento brusco dos eleitores”, para justificar seu erro. Velhacos, sem verniz!
Nas redes sociais só se fala de fraude nas urnas no primeiro tuno destas eleições. Tem vídeo de todo lado filmado por gente simples do povo impugnando milhares de urnas pelo Brasil inteiro, registrando tudo e chamando a polícia. A gritaria diz respeito sempre às fraudes contra o candidato líder nas pesquisas, nunca contra o bandido do PT, comparsa de Lula e alvo da Lava Jato. Alou Ministério Público! Quero saber se tudo restará apurado ou, tal como na eleição de Dilma, empurrado para debaixo do tapete?
Para se tentar impedir qualquer exame mais acurado acerca da pública e notória fraude nas urnas eletrônicas surgiu do nada uma Missão da OEA – Organização dos Estados Americanos (conhecido reduto de comunistas) – para observar o pleito eleitoral deste ano. A tal missão já se apressou a dizer pressurosamente que tudo que se vê nas Redes Sociais quanto aos incidentes fraudulentos em favor do PT são meras visagens ou falsas postagens. Aquela vigarice está sendo liderada pela chefe da tal missão, a “cucaracha” Laura Chinchilla da Costa Rica, a mesma que aprece nas Redes abraçada com os assassinos Castro, Chaves e Maduro e com o larápio petista. Nem seria preciso dizer mais nada, mas lembrem-se da “jogada armada” pelos petralhas com um “orgãozinho” da ONU objetivando tentar livrar o larápio petista do xilindró.
Atenção! Como dizem os jovens: “não vamos dar mole”. Na cabine de votação, caso o prezado Leitor tecle o número 1 e apareça o 13 ou tecle o 17 e não apareça Bolsonaro ou, ainda, na hipótese de ver sua votação se encerrar antes do voto para Presidente e do “gravando” final, consintam uma sugestão: a) não deixe a cabine de forma alguma; b) dali mesmo peça o registro no boletim de urna; c) caso alguém negue o registro permaneça na cabine e peça que se chame a Polícia Militar ou a Federal; d) solicite a alguém na fila de votação que filme tudo revelando o local, a zona e a seção; e) encaminhe o vídeo e tudo o mais para: contato@psl.org.br ou para imprensa@psl.org.br e finalmente enfatizo, “não saia da cabine”.
Vamos entupir no segundo turno as urnas de votos contra o bandido do PT e de tal forma que se ousarem fraudar ou por mais que roubem na apuração não conseguiram seu intento. Contudo, se der zebra, se os facínoras de Lula ganharem, aí iremos para as ruas e os tiraremos do poder com o desforço pessoal que a Constituição nos garante. Aqui as Forças Armadas estarão ao lado do povo. Tenho certeza.
O Brasil amanheceu triste e perplexo com o resultado das urnas. Nem de longe era o que se esperava ou o que o Mundo esperava desta eleição para presidente da república, bem definida por duas partes que se apresentaram: de um lado os verdes e amarelos, lutando pela Pátria, pela família, pela fé cristã e contra aqueles que promoveram o maior saque dos cofres públicos da história da humanidade; de ouro os vermelhos, bandidos e traidores da Pátria. É isto que aconteceu e se antes, no primeiro turno, alguém ainda poderia se justificar por conta de uma opção pelos “Amoedos” da vida, quem não votar no único candidato que jamais foi acusado de corrupto ou de aliado das quadrilhas de Sarney a Temer é vilão de sua Pátria, é conivente, por omissão, com os ladrões e ponto final. Façam como quiser, procedam como bem entenderem, mas desta pecha nunca mais se livrarão e estamos conversados.
Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. Email: bppconsultores@uol.com.br.