Artigo, Ricardo Noblat, O Globo - Dilma sangra, Lula se esfacela

ilma sangra, Lula se esfacela
08/02/2016 - 03h00
Ricardo Noblat

Um Lula mais fraco do que está seria melhor ou pior para o futuro do governo Dilma? A resposta mais fácil é que seria pior. Porque dele deriva a força que assegura a respiração artificial do governo.

É por causa dele que os movimentos sociais, embora de má vontade, ainda sustentam Dilma. O PT só não se esfacelou porque sonha com Lula outra vez presidente em 2019. Parece um sonho impossível?

A levar-se em conta pesquisas de opinião, tudo indica que sim. As investigações da Lava-Jato atingiram em cheio a imagem de Lula.

Pesquisa do Instituto Ipsos, divulgada na semana passada, ouviu 1,2 mil pessoas em 72 municípios do país entre os dias 13 e 27 de janeiro. Antes, portanto, da massificação do noticiário sobre o tríplex da família Lula no Guarujá e do sítio em Atibaia.

Para 25% dos entrevistados, o ex-presidente é um político honesto. Em 2005, no auge do escândalo do mensalão, 49% pensavam assim.

Para 68%, Lula não tem mais moral para falar de ética, ante 57% no mensalão. Na avaliação de 67%, ele é tão corrupto quanto os outros políticos. No mensalão, 49% compartilhavam a mesma opinião.

Sobrou para os partidos, PT na cabeça.

Em 2002, ano em que Lula se elegeu presidente da República pela primeira vez, 37% dos entrevistados disseram que não tinham preferência por nenhum partido. Agora, espantosos 82%.

A opção pelo PT caiu de 28% em 2002 para 6% em 2016. Segundo a pesquisa, o partido é apontado por 71% como mais corrupto do que os demais.

Oito em cada dez entrevistados (82%) consideram que o PT não tem mais moral para falar de ética. Em 2005, com o mensalão, eram 68%. Apenas 15% afirmam que o PT ainda é um partido honesto contra 27% em 2005.

Dilma tem procurado manter distância do PT para tentar escapar do seu desgaste. Não o condena, mas também não o defende. Procede assim em relação a Lula também.

Nem por isso a situação de Dilma melhorou: 92% dos entrevistados acreditam que o Brasil está no rumo errado, e 79% avaliam o governo como ruim ou péssimo.

O impeachment de Dilma é defendido por 60%. Nove em cada dez entrevistados não só apoiam a Lava-Jato como dizem que as investigações devem continuar "custe o que custar", apesar dos estragos na economia.

A corrupção desbancou a saúde como o problema que mais aflige os brasileiros. É a primeira vez que isso acontece desde 2002.

Cerca de 92% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “sempre vai existir corrupção no país”. Talvez por isso, 46% imaginam que a Lava-Jato terminará em “pizza”, contra 31% que discordam, e 23% que não responderam à pergunta.

Lula e Dilma estão impedidos de circular livremente pelo país. Só comparecem a solenidades fechadas. Mesmo assim, em sessão do Congresso, Dilma acabou vaiada.

Um panelaço nas maiores cidades do país recepcionou seu mais recente pronunciamento na televisão.

Interlocutores de Lula confidenciam que ele pensa que só se recuperará se o governo se recuperar. Não é bem assim.

O destino de Lula depende mais dos resultados das investigações policiais do que da sorte do governo.

Dilma poderá continuar sangrando até o último dia do seu mandato e, no entanto,  as chances de Lula sucedê-la naufragarem antes.

Ninguém melhor do que ele sabe que isso é verdade. Ninguém melhor do que ele sabe o que fez. Daí o seu silêncio e desespero.

O certo e o errado, por Fernando Henrique Cardoso

O castelo de areia das grandezas do lulopetismo está desabando ao sopro da crise econômica e da Lava-Jato, como tantas vezes escrevi. Em meio ao desmoronamento, o lulopetismo procura embaçar a vista de quem assiste à sua queda dizendo que tudo não passa de uma trama “da direita” para desacreditá-lo por ser “de esquerda”.

Para desmontar a farsa, vale a pena ler a entrevista dada às páginas amarelas da “Veja”, na semana passada, por José de Sousa Martins, importante sociólogo e insuspeito de ser “de direita”. Martins diz que, no caso do PT, a dicotomia direita/esquerda provém da metamorfose do pensamento católico, que separa os bons dos maus, os fiéis dos que não creem. Há na matriz do petismo um reducionismo que transforma os adversários em inimigos e tem dificuldade de lidar com nuances de opinião. É a essa matriz que o lulopetismo busca retornar, agora como farsa.

Sobre a “esquerda” e a “direita” no Brasil, há anos eu repito a frase que ouvi do historiador Sergio Buarque de Holanda quando examinava uma tese de livre-docência sobre a política brasileira no Império. No trabalho, o autor confrontava o pensamento liberal, conservador e progressista. Sergio, referindo-se a um personagem simbólico de nossos conservadores naquele período, perguntou com certa ironia ao candidato: “você acredita que Bernardo Pereira de Vasconcelos lia Edmund Burke (um clássico do conservadorismo inglês, que via com maus olhos a Revolução Francesa)”? “Não”, respondeu o próprio Sergio, ele não era um verdadeiro conservador, não defendia ideias; ele era apenas um “atrasado”. Boa parte dos atuais lulopetistas tampouco é de esquerda, defende ou crê apenas em noções atrasadas.

Mas a disputa política não é uma batalha para ver quem são os mais bem informados. Ela sempre envolve percepções. Assim, o chavão dos “pobres versus ricos”, por mais que seja tosco, pode funcionar. Do mesmo modo pode aliciar muita gente o embuste de que a Lava-Jato seja uma manobra para perseguir os deserdados da fortuna em favor dos poderosos, como se os poderosos nos últimos 13 anos não tenham sido eles, em ligação corrupta com parte da elite econômica e política.

Por isso, cabe aos políticos de oposição, na luta ideológica, continuar a desmantelar as fortalezas do atraso. Além de desmontar o argumento da “armação jurídica”, é preciso reduzir ao ridículo a ladainha de que a crise atual decorre de fatores externos: vejam só, dizem eles, estávamos certos, foram as ondas externas (não mais marolas, mas tsunamis) que nos afetaram. Tão certos pensam que estavam que, ao derrubar o ministro Levy, renasceu a esperança do “mais do mesmo”, ou seja, mais crédito e mais consumo (por quem já está endividado e muitas vezes com menos renda e não raro sem emprego).

O que está claro para quem tem alguma noção das coisas e da História pode ser turvo para o cidadão comum. Por isso a repetição petista de uma argumentação descabelada pode parecer inútil, mas não é; é uma tentativa de preservar a imagem de que só o PT defende os pobres e só ele se opõe ao capitalismo desumano. Convém persistir em mostrar que o que foi feito na política econômica petista não foi obra do inevitável, mas produto de erros crassos.

Erros que não remetem à divisão esquerda/direita, mas se explicam pelo atraso na compreensão da política econômica e pelo interesse em manter o poder e os bolsos dos partidos e de alguns de seus dirigentes recheados com dinheiro alheio, dinheiro do povo. Que medida no presente pode ser mais “de esquerda”, mais progressista, do que recuperar o emprego e o poder de compra da maioria da população? E como fazer isso sem debelar a inflação? E como debelar a inflação sem ajuste fiscal? E como garantir o emprego futuro sem reconquistar a confiança do setor privado, já que o Estado sem os capitais privados não pode assegurar a retomada do investimento?

Qual a alternativa “de esquerda” a essas medidas? O novo “pacote de crédito público”, versão envergonhada da política que pedalou a ilusão da prosperidade em 2013 e 2014 rumo à reeleição, e que resultou em mais dívida para as famílias e mais desarranjo das finanças públicas, esta preocupação “de direita”, que obceca os “neoliberais”?

Houve quem escrevesse, e o fez em inglês, que às vezes há uma confusão no senso comum entre os conceitos políticos de esquerda e direita (right) e as noções corriqueiras de certo (right) e errado. As políticas de crescimento econômico do lulopetismo não foram “de esquerda”, mas certamente foram erradas.

É importante repisar isso para mostrar que as políticas de distribuição de renda precisam ser sustentáveis para produzir resultados duradouros. Muito do que foi conquistado desde o Plano Real está hoje ameaçado. Para amenizar o drama da terrível crise atual, é preciso manter a rede de proteção social que foi tecida em meu governo e reforçada no governo Lula. Mas é urgente corrigir os desatinos fiscais do lulopetismo, desaparelhar o Estado, reconquistar a confiança da sociedade e retomar a agenda de reformas que o lulopetismo abandonou em favor de anabolizantes pró-crescimento que produziram medonhos efeitos colaterais para o país. Só assim será possível retomar a trajetória que corresponde às aspirações da Constituição de 1988, contra a qual o PT votou, por julgá-la conservadora: um Brasil democrático, não apenas mais desenvolvido, mas so


Há forças capazes de corrigir os desatinos cometidos. Para isso, é preciso que lideranças não comprometidas com o lulopetismo, apoiadas pelos grupos sociais que nunca se deixaram ou não se deixam mais seduzir pelo seu falso encanto, assumam a sua responsabilidade histórica, dentro da Constituição, para fazer o certo em benefício do povo e do país.

Horários dos shopping cernters de Porto Alegre no feriadão

HORÁRIOS DOS SHOPPINGS NO FERIADÃO

• BARRASHOPPINGSUL:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h30min às 23h
Restaurantes gourmet: das 12h à meia-noite

Domingo:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 21h
Restaurantes gourmet: das 11h30min às 23h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h30min às 23h
Restaurantes gourmet: das 12h à meia-noite

Terça-feira:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 21h
Restaurantes gourmet: conforme a programação do lojista

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h30min às 23h
Restaurantes gourmet: das 12h à meia-noite

• BOULEVARD ASSIS BRASIL:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Domingo:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 13h às 19h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 13h às 19h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 13h às 19h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

• BOURBON SHOPPING ASSIS BRASIL:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Domingo:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: das 10 às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

• BOURBON SHOPPING COUNTRY:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 23h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

Domingo:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 23h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

Segunda-feira:
Lojas e Quiosques: das 10 às 22h
Praça de Alimentação: das 10h às 23h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 10h às 22h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 23h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

• BOURBON SHOPPING IPIRANGA:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 23h

Domingo:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: das 10 às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 23h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 23h

• BOURBON SHOPPING WALLIG:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia noite

Domingo:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 10h às 22h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h
Restaurantes: das 11h30min às 16h e das 19h à meia-noite

• DC SHOPPPING:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 21h
Praça de alimentação: das 10h às 21h30min
Restaurantes: 10h às 21h30min

Domingo:
Fechado

Segunda-feira:
Fechado

Terça-feira:
Fechado

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: 10h às 21h
Praça de alimentação: 10h às 21h30min
Restaurantes: 10h às 21h30min

• LINDOIA SHOPPING:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Domingo:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 11h às 22h
Praça de alimentação e farmácia: das 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 11h às 22h
Praça de alimentação e farmácia: das 11h às 22h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 11h às 22h
Praça de alimentação e farmácia: das 11h às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

• MOINHOS SHOPPING:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h30min

Domingo:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

• PASEO ZONA SUL:
Sábado:
Lojas e quiosques: 10h às 22h
Praça de alimentação: 10h às 22h

Domingo:
Lojas e quiosques: abertura opcional do meio-dia até às 20h
Praça de alimentação: meio-dia até às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional do meio-dia até às 20h
Praça de alimentação: meio-dia até às 22h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional do meio-dia até às 20h
Praça de alimentação: meio-dia até às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: 10h às 22h
Praça de alimentação: 10h às 22h

• PRAIA DE BELAS SHOPPING:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Domingo:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 12h às 22h
Praça de alimentação: das 12h às 22h

• RUA DA PRAIA SHOPPING:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 9h às 21h
Praça de alimentação: das 11h às 21h

Domingo:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 12h às 18h
Praça de alimentação: das 11h às 21h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: 9h às 21h
Praça de alimentação: das 11h às 21h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 12h às 18h
Praça de Alimentação: das 11h às 21h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 9h às 21h
Praça de alimentação: das 11h às 21h

• SHOPPING IGUATEMI:
Sábado
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Domingo
Lojas e quiosques: das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h30min às 22h

Segunda-feira
Lojas e quiosques: das 10h às 22h
Praça de alimentação: das 10h às 22h

Terça-feira
Lojas e quiosques: abertura opcional, das 14h às 20h
Praça de alimentação: das 11h30min às 22h

Quarta-feira
Lojas e quiosques: das 12h às 22h
Praça de alimentação: das 12h às 22h

• SHOPPING JOÃO PESSOA:
Sábado:
Lojas e quiosques: das 9h às 21h
Praça de alimentação: das 10h às 21h

Domingo:
Lojas e quiosques: abertura opcional do meio-dia às 18h
Praça de alimentação: do meio-dia às 22h

Segunda-feira:
Lojas e quiosques: das 9h às 21h
Praça de alimentação: das 10h às 21h

Terça-feira:
Lojas e quiosques: abertura opcional do meio-dia às 18h
Praça de alimentação: do meio-dia às 22h

Quarta-feira:
Lojas e quiosques: das 9h às 21h
Praça de alimentação: das 10h às 21h

• SHOPPING TOTAL:
Sábado:
Lojas e Quiosques: 10h às 22h
Praça de Alimentação: 11h às 22h
Restaurantes: 11h às 22h

Domingo:
Lojas e Quiosques: 14h às 20h
Praça de Alimentação: 11h às 22h
Restaurantes: 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e Quiosques: 10h às 22h
Praça de Alimentação: 11h às 22h
Restaurantes: 11h às 22h

Terça-feira:
Lojas e Quiosques: abertura opcional das 14h às 20h
Praça de Alimentação: 11h às 22h
Restaurante: 11h às 22h

Quarta-feira:
Lojas e Quiosques: 10h às 22h
Praça de Alimentação: 11h às 22h
Restaurantes: 11h às 22h

• PORTO ALEGRE CENTERLAR:
Sábado:
Lojas e Quiosques: Das 10h às 22h
Praça de Alimentação: Das 10h às 22h

Domingo:
Lojas e Quiosques: Das 14h às 20h
Praça de Alimentação: Das 11h às 22h

Segunda-feira:
Lojas e Quiosques: Das 10 às 22h
Praça de Alimentação: Das 10h às 22h

Terça-feira:
Lojas e Quiosques: Abertura opcional, das 14h às 20h
Praça de Alimentação: Das 11h às 21h

Quarta-feira:
Lojas e Quiosques: Das 10h às 22h
Praça de Alimentação: Das 10h às 22h

Artigo, Darcísio Perondi - Impopularidade e Imposto-zumbi

       A presidente Dilma Rousseff, é campeã de impopularidade desde que o Brasil passou a adotar pesquisas de opinião pública. Ela começou 2016 sob o signo dos factoides, com encenações escoradas nos áulicos palacianos do marketing e da propaganda enganosa.
       Assombrada pelo fantasma do impeachment e acossada pela crise econômico-financeira que legou a si mesma, Dilma esconde momentaneamente sua congênita arrogância e autossuficiênciapara entrar no modo humildade,  no intuito de compartilhar com a sociedade e com o poder legislativo o ônus  do fracasso por ela mesma confeccionado, a responsabilidade pela lambança que o seu governo produziu, desorganizando as contas públicas, violentando a lei de responsabilidade fiscal com as criminosas "pedaladas", envenenando o ambiente de negócios mediante o intervencionismo retrógrado e promovendo uma farra do crédito público a serviço da sua reeleição e do projeto petista de perpetuação no poder.
       O Palácio do Planalto está fazendo de tudo para aliciar oParlamento, os partidos políticos, sobretudo o meu PMDB, para nos tornar cúmplices de sua nova investida contra o bolso do contribuinte, sob a forma da CPMF, um autêntico imposto-zumbi, que emerge da penumbra tributária para sangrar uma economia já combalida.
       Em paralelo à crise econômica, com seu cortejo macabro de milhões de desempregados em plena recessão - a maior que o Brasil enfrenta desde a grande depressão dos anos 30 do século passado, Dilmasofre o inevitável impacto da execração pública e das complicações penais que, pouco a pouco, fecham o cerco em torno do seu criador, do seu mentor, o ex-presidente Lula.
       É nessas precárias e frágeis condições que o governo e o PT se debatem no pântano que eles mesmos criaram para capturar o Parlamento no seu abraço de afogado. Isso, ameses de uma eleição municipal, um pleito que, tradicionalmente, prepara o cenário para as eleições gerais, dois anos depois.
       Ora, se não pela natural indignação que todos esses fiascos, todas essas delinquências suscitam, ou deveriam suscitar entre as pessoas de bem, o espírito de sobrevivência eleitoral aconselha o conjunto da classe política a tomar distância desse governo tóxico e a repudiar suas manobras de aliciamento.
       A experiência histórica do presidencialismo de coalizão, do presidencialismo à brasileira, ensina que a governabilidade de qualquer gestão se apoia em três pilares, que são: a prosperidade econômica, o bom relacionamento do executivo com o legislativo ea honorabilidade pessoal do chefe de estado.Hoje, todos os principais analistas políticos concordam que Dilma equilibra-se, precariamente, apenas no terceiro desses pilares.
       E aquela mesma experiência também revela que, em tais situações críticas, basta surgir um mínimo deslize, por exemplo, um mero "Fiat Elba", para pôr abaixo toda a estrutura governamental, levando de arrasto todo o esquema de sustentação do oficialismo.
       Os parlamentares de todas as legendas estão retomando o trabalho legislativo trazendo bem vívidas na memória os depoimentos colhidos nas conversas com eleitores e aliados de base. Conversas marcadas pelo desalento com a recessão e o desemprego e, obviamente, também pela perplexa indignação advinda das tenebrosas transações que a Operação Lava-jato e outras investigações paralelas não param de trazer à tona.
       O impeachment, acredito eu, transitará rapidamente do plano das possibilidades para o das probabilidades. Base jurídica objetiva para isso não falta, como demonstra o bem fundamentado pedido de impeachment dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, que desnuda para quem tenha olhos para ver e honestidade para entender os delitos contra a Lei de Responsabilidade Fiscal cometidos pelo governo Dilma.
       As condições subjetivas da indignação popular e do inevitável reflexo das mesmas na representação parlamentar não tardarão a se consolidar. Afinal, como pontifica um insuspeito aliado e conselheiro do governo, o professor e ex-ministro Delfim Netto, o presidencialismo, para funcionar, pressupõeum presidente atuando na plenitude da sua capacidade.
       Na prática, em razão dos erros e das omissões de Dilma Rousseff, a Presidência da República já se encontra vaga há bastante tempo.

DarcísioPerondi é deputado federal pelo PMDB do RS


Nota da Farsul contra tributação das exportações

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) vem por meio desta nota repudiar, de forma veemente, qualquer tentativa de tributar as exportações brasileiras sejam elas oriundas da agropecuária ou não. A equipe econômica não desmente que está trabalhando com esta possibilidade com o intuito de aumentar a receita previdenciária.
Em primeiro lugar, entendemos que a Previdência é um dos sistemas mais importantes para a garantia de estabilidade social e um dos pilares das políticas de bem-estar e merece, portanto, políticas mais sérias com vistas ao seu equilíbrio, o que somente será possível através de uma reforma que reequilibre as relações entre deveres e benefícios previdenciários e ponha o orçamento em linha com questões demográficas e da dinâmica da sociedade do Século XXI. Taxar exportações não resolve o problema central e ainda o agrava no médio prazo.
Em segundo lugar, taxar exportações é uma medida contrária a corrente de comércio e torna os produtos brasileiros – que já pagam impostos no custo de produção e dispõe de más condições logísticas – ainda menos competitivos no mercado global, sobretudo no mercado de commodities cujos preços são internacionais. O Brasil já é um dos países mais fechados do mundo e tem uma baixíssima relação entre as trocas com o resto do mundo e seu PIB, sendo que a teoria econômica mostra que quanto maior essa relação, maior o crescimento econômico deste país. Essa medida, portanto, vai contra à teoria econômica, à corrente de comércio e ao desenvolvimento econômico do Brasil.
Em terceiro lugar a pauta de discussões da Organização Mundial do Comércio (OMC) é dominada por demandas contrárias a adoção de subsídios às exportações por parte dos países desenvolvidos tendo o Brasil, inclusive, aberto – e vencido - um painel contra tais subsídios. O mundo discute, portanto, os limites dos subsídios às exportações, enquanto no Brasil quer se criar um imposto sobre estas, o que demonstra, por fim, uma completa dissintonia entre as discussões e as práticas globais com as ações do Governo.
Em quarto lugar, caso a teoria econômica não seja por si só esclarecedora, temos a recente experiência da Argentina que, se utilizando deste mesmo expediente, ainda que para fins diferentes, causou um grande retrocesso especialmente no Agronegócio argentino – justamente em um ciclo de expansão das commodities – mas também na economia daquele país como um todo. O rescaldo dessas medidas - que o novo governo se apressou em desconstruir já no primeiro dia de mandato - foi que a mundialmente famosa carne argentina fora exportada um ano antes da implementação das medidas 156% a mais em volume do que no ano passado, saindo da condição de grande exportador mundial para o grupo “outros exportadores” nas estatísticas oficiais. O não menos valorizado trigo argentino entrou em declínio após essas medidas que culminaram, no ano passado, com a menor área plantada desse cereal em 110 anos. A soja, principal produto de exportação, sofreu uma perda de liquidez de tal ordem que atualmente a Argentina tem o maior estoque mundial de soja, superando, inclusive, os estoques do maior produtor (Estados Unidos) e do maior consumidor (China) somados.
Por estas e por tantas outras razões que indicam o retrocesso que esta medida traria não apenas ao Agronegócio, mas a economia brasileira como um todo, é que repudiamos esta medida independentemente dos fins para os quais ela se destine.

Gedeão Silveira Pereira

Vice-Presidente da Farsul no Exercício da Presidência

Líderes de Bancada e de Partido na Assembléia do RS

As bancadas mais importantes da Assembléia do RS (mais de três deputados) já definiram ou estão por definir a qualquer momento seus líderes.

O editor pesquisou bancada por bancada e pode apresentar a nova conformação de cada uma:

Líderes de Bancada
PTB - Aloísio Clasmann
PSDB - Jorge Pozzobom (indefinido)
PMDB - Gabriel Souza
PP - Frederico Antunes
PSB - Elton Webber
PDT - Eduardo Loureiro
PT - Fernando Mainardi


Líderes de Partido
PTB - Luís Lara
PSDB - Zilá Breitenbach (indefinido)
PMDB - Alexandre Postal (líder do governo)
PP - Sérgio Turra
PDT - Ênio Bacci
PT - Miriam Marroni
PSB - Liziane Bayer

Os demais Partidos:
PC do B
Líder de bancada: Manuela D’Ávila
Líder de partido: Juliano Roso
PRB
Líder de bancada e de partido: Sergio Peres
PSOL
Líder de bancada e de partido: Pedro Ruas
PSD
Líder de bancada e de partido: Mario Jardel
PPS
Líder de bancada e de partido: Any Ortiz
PR
Líder de bancada e de partido: Missionário Volnei
PPL
Líder de bancada e de partido: Bombeiro Bianchini
PV

Líder de bancada e de partido: João Reinelli

Senado aprova marco legal da primeira infância no Brasil, projeto de Osmar Terra

Os senadores aprovaram hoje (4/2) por unanimidade, o PLC 14, que cria o marco legal da primeira infância no Brasil. O texto, vindo da Câmara, é de autoria do deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Primeira Infância e irá para a sanção da presidente Dilma Roussef.
      Esta foi a primeira pauta na volta dos trabalhos do Senado, em 2016.
      Pelo texto aprovado, o homem ganha o direito de não comparecer ao serviço, sem perdas no salário, para acompanhar a esposa ou companheira gestante nas consultas de pré-natal e pediátricas. Serão concedidos até dois dias para acompanhar consultas médicas durante a gravidez e um dia por ano para acompanhar filho de até seis anos ao médico.
           A proposta determina um conjunto de ações para o início da vida, de zero a seis anos de idade, entre elas ampliar a qualidade do atendimento, inclusive, com a criação de novas funções públicas que cuidem do início da vida, de modo a valorizar o papel da mãe e do pai junto à criança, assim como criar espaços públicos para garantir que as crianças tenham locais adequados para se desenvolver.
          Além disso, o projeto prevê a criação de um sistema de avaliação do desenvolvimento da criança, para verificar se o modelo de cuidado está adequado ou precisa ser alterado.
       O projeto de lei estabelece princípios e diretrizes para a formulação e implementação de políticas públicas para a Primeira Infância em atenção à especificidade e à relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento e formação humana, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
      Osmar Terra avalia:
       - Estudos demostram que o período de zero a 3 anos é o mais importante para o desenvolvimento do cérebro. Com os estímulos de pais e professores, é nessa fase que se constroem as fundações que mais tarde darão sustentação a características como a desenvoltura na linguagem e o raciocínio lógico, a base de um capital humano sólido. O Brasil é pioneiro na América Latina em ter regras legais para amparar, proteger e estimular as crianças pequenas, comprometendo famílias, governos e a sociedade.
     Entre os avanços da lei está a ampliação da licença-paternidade por até 15 dias, além dos cinco previstos na Constituição:
      - O benefício se dará nos mesmos moldes da concessão à licença-maternidade de 180 dias- explica o parlamentar- . Ou seja, dependerá a adesão da empresa.
     O Marco Legal também e trata dos recursos humanos, espaços públicos e da necessidade das crianças, em gestação e nascidas, terem o amparo de políticas públicas especialmente dirigidas a elas.Terra prossegue:
      -  Qual o objetivo de uma lei focalizada nos primeiros anos se já temos o Estatuto da Criança e do Adolescente ( ECA)? Quando o ECA foi criado, não havia a soma de evidências científicas que mostraram a importância dos primeiros anos de vida, etapa em que os alicerces de todas as funções, competências, habilidades e as diversas formas de inteligência se organizam no cérebro de forma permanente.
     A ciência mostrou que o processo é cronometrado pela genética, e também fortemente influenciado pelo ambiente e a qualidade dos cuidados que a criança recebe:
      - É um processo extraordinário, que nunca se repetirá na vida. O apego a outro ser humano, afeto e empatia são construídos nos primeiros 18 meses.
          A criança maltratada ou negligenciada, terá enorme dificuldade de estabelecer relações afetivas estáveis durante a vida e será presa mais fácil de vários transtornos físicos e mentais.
         James Heckman, prêmio Nobel de Economia, calcula que para cada dólar investido na Primeira Infância, serão economizados, em média, US$ 12, nos primeiros 20 anos de vida. Basicamente em educação, saúde, serviços sociais e sistemas prisionais:

          - Quando discutimos políticas públicas para essa etapa da vida, não se trata de um gasto a mais, mas o maior e melhor investimento que a sociedade pode fazer para melhorar nosso mundo para as novas gerações – conclui Osmar Terra .