Na volta de Lula, crise de corrupção no INSS vai ganhar força. Lupi poderá cair na semana que vem.

O governo promete devolver o dinheiro roubado pelos sindicatos, mas já tem gente, como a deputada Fernanda Melchionna, que quer que o valor saia dos cofres públicos, ou seja, tungadl dos contribuintes
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De volta ao Brasil depois da apática e tumultuada visita ao velório do Papa Francisco, Lula agrirá a semana sob os efeitos da pavorosa crise aberta com mais corrupção no seu governo, no caso os R$ 6,3 bilhões tungados de aposentados e pensionistas do INSS.

Entidades, sobretudo de sindicatos, um dos quais tendo um irmão de Lula, Frei Chico, como diretor, conseguiram descontar mensalidades sem autorização dos aposentados e pensionistas, tudo com aval do INSS, órgão sob gestão do ministério da Previdência, do ministro Carlos Lupi, chefão eterno do PDT. 

O presidente do INSS foi demitido com desonra, mas o ministro também precisa cair.

Desde o início da manhã da quarta-feira (23/4), quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) colocaram na rua a Operação Sem Desconto, o governo tenta evitar que os desdobramentos da investigação resultem em mais uma crise política, que parece inevitável.

Folha, Estadão e Globo pedem a cabeça de Carlos Lupi

 O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi alertado ainda em 2023 sobre irregularidades envolvendo descontos em benefícios de aposentados e pensionistas, mas teria demorado a agir. A informação foi revelada neste domingo por reportagens de O Globo e da Folha de S.Paulo, com base em atas de reuniões do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).

O site Brasil1247, que é alinhado com o PT, resume o noticiário deste domingo, conforme texto a seguir.

Segundo a Folha, uma ata de julho de 2023 registra que o então presidente do conselho, representante da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), relatou denúncias sobre a cobrança de mensalidades associativas sem autorização dos beneficiários. Na ocasião, Carlos Lupi estava presente na reunião. Conforme o jornal, o assunto voltou a ser discutido em agosto, quando integrantes do CNPS reforçaram a gravidade do problema.

O jornal O Globo destaca que, apesar das discussões nas reuniões do CNPS, o Ministério da Previdência Social demorou meses para adotar medidas práticas para combater os descontos não autorizados, que eram aplicados principalmente por associações e sindicatos. Essas entidades obtinham repasses diretamente da folha de pagamento de aposentadorias e pensões, sem o consentimento formal dos segurados.De acordo com os documentos citados pelas reportagens, apenas em dezembro de 2023 o ministério anunciou a criação de uma plataforma para o controle eletrônico dos descontos, medida que passou a exigir a autorização expressa dos aposentados. Antes disso, embora ciente das denúncias, a gestão de Lupi optou por reuniões com representantes das entidades envolvidas, buscando, segundo O Globo, resolver a situação sem adotar medidas mais enérgicas de imediato.

As investigações da Operação sem Desconto, conduzidas pela Polícia Federal, apuram se houve facilitação de irregularidades por parte de autoridades públicas. A demora nas providências aumenta a pressão sobre Lupi, que agora se torna um dos alvos centrais da apuração.

Em nota enviada aos veículos de imprensa, o Ministério da Previdência declarou que “atua na defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas” e que “adotou todas as medidas necessárias para proteger os beneficiários assim que as irregularidades foram confirmadas”.

O caso coloca Carlos Lupi em uma situação delicada dentro do governo Lula, num momento em que o Planalto busca reforçar o discurso de combate a irregularidades e proteção dos direitos sociais.


Ex-juíza Denise Frossard diz que intimação a Bolsonaro foi uma selvageria
Denise Frossard atuou como advogada, de 1977 a 1984, e como juíza de direito do Estado do Rio de Janeiro, de 1984 a 1998. Notabilizou-se nacionalmente por condenar catorze contraventores e membros do crime organizado em 1993. Ela também foi deputada federal.

Na postagem que publica neste domingo no seu Instagram, a ex-juiza critica duramente a intimação feita ao ex-presidente Bolsonaro no seu leito de UTI.

Uma selvageria.

Denise Frossrd lembra que mandou intimar o bicheiro Castor de Andrade, mas impediu que o oficial de justiça fosse ao hospital onde ele se encontrava.

CLIQUE AQUI para examinar o Instagram da ex-juiza e também a postagem sobre o assunto.

O novo mercado da miséria: como a pobreza brasileira virou ativo financeiro

O escândalo do INSS é mais do que uma fraude. É a ponta visível de uma 

transformação silenciosa e brutal: a conversão da pobreza brasileira em 

ativo financeiro.

 Os aposentados que tiveram descontos ilegais em seus benefícios não 

foram apenas vítimas de corrupção administrativa. Foram convertidos, 

sem escolha, em instrumentos de crédito, precatórios, papéis de mercado. 

Cada desconto, cada valor indevido, hoje representa oportunidade de 

lucro para bancos, financeiras e fundos de investimento. A miséria virou 

ativo. E o sofrimento, lastro para operações financeiras futuras.

 Essa dinâmica expõe o verdadeiro desenho do sistema. Não se trata 

apenas de falhas de gestão ou episódios isolados de corrupção. Trata-se 

de uma arquitetura pensada para capturar as rendas mínimas, prolongar 

a dependência e empacotar a pobreza como um produto negociável. A 

engrenagem gira silenciosa: o mesmo governo que promete proteger 

os vulneráveis pavimenta o terreno para que bancos e fundos explorem 

cada centavo que deveria garantir a sobrevivência dos mais necessitados.

 Em paralelo, o avanço do consignado privado — autorizado a alcançar 

beneficiários do BPC e do Bolsa Família — amplia ainda mais o campo de caça. 

Agora, não é só o idoso que virou ativo bancário. É também o trabalhador informal,  

o assistido social, o desempregado estrutural. A dívida virou política pública.

 Mas, a máquina estatal opera em outro compasso. Em um único dia, o 

Brasil gasta R$ 3 bilhões em juros da dívida pública. Em uma semana, 

seria possível ressarcir integralmente todos os aposentados lesados no 

escândalo do INSS. Isto se o sistema estivesse realmente preocupado em 

corrigir as distorções que ele mesmo alimenta.

 Mas não é esse o objetivo. A prioridade é manter a engrenagem 

funcionando: transformar pobreza em renda financeira, dependência em 

produto bancário, vulnerabilidade em ativo de mercado.

 Não estamos assistindo a um processo de privatização clássico, no 

qual empresas estatais são vendidas ao setor privado. O que ocorre 

é mais insidioso: a privatização da própria sobrevivência do pobre, 

sem desestatizar formalmente nada. O Estado continua hipertrofiado, 

arrecadando, regulando, repassando — mas sua função real é garantir que 

a pobreza, em vez de ser superada, seja reciclada indefinidamente como 

motor de acumulação financeira.

 A engrenagem não para nos idosos.

 Enquanto os mais velhos são empurrados para o crédito fácil e a 

servidão financeira, os jovens brasileiros são lançados em cassinos 

digitais travestidos de apostas esportivas. As bets vendem a ilusão de 

enriquecimento rápido, mas cultivam um ciclo de dívida, desespero e 

dependência emocional que complementa perfeitamente o projeto: o 

endividamento desde a juventude.

 Assim se fecha o círculo: o idoso hipotecado em dívidas, o jovem preso 

em apostas, e o sistema financeiro rentabilizando cada elo dessa corrente.

 No Brasil de hoje, a única coisa realmente pública é o sofrimento. O lucro? 

Este já tem dono

Foi de apenas 0,8% o crescimento das vendas do setor industrial gaúcho no acumulado de 12 meses

 O setor industrial gaúcho registrou, em fevereiro, crescimento de 0,8% nas vendas acumuladas dos últimos 12 meses, na comparação com o mesmo período anterior. Apesar da retração no volume financeiro das comercializações em relação a janeiro, o segmento movimentou R$ 40,1 bilhões no segundo mês de 2025. No recorte trimestral, a indústria também apresentou desempenho positivo, com alta de 4,3% nas vendas frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Já na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve queda de 17% – resultado influenciado, em parte, pela base de comparação elevada do período de forte recuperação pós-enchente.

O texto é do jornalista Rodrigo Azevedo e edição da jornalista Camila Carneglutti, da secreretaria da Fazenda.

Leia tudo.

Os dados constam no mais recente boletim setorial da Secretaria da Fazenda, publicado mensalmente na revista RS360. O levantamento é elaborado pela Receita Estadual com base nos documentos fiscais emitidos por empresas em transações com mercadorias tributadas pelo Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Entre os destaques da indústria está o setor de biodiesel, que registrou aumento de 27,3% nas vendas dos últimos 12 meses, com R$ 894 milhões em comercializações somente em fevereiro. Nos quatro trimestres analisados, o segmento apresentou crescimento contínuo, com elevação superior a 30% nas vendas nos três últimos períodos. O bom desempenho tem se refletido em investimentos na capacidade produtiva, com a taxa de investimento do setor dobrando em relação a março de 2024. Nos últimos 12 meses, foram aplicados R$ 109 milhões em máquinas e equipamentos.

O setor de eletroeletrônicos também teve papel relevante no desempenho da indústria. Impulsionado por incentivos estaduais e federais voltados à reconstrução do Estado, o segmento acumulou R$ 14,6 bilhões em vendas nos últimos 12 meses, um avanço de 12,3% em relação ao mesmo período anterior. Destaque para desempenho no mercado interno – em novembro de 2024, as vendas dentro do Rio Grande do Sul somaram R$ 383 milhões, valor 25% superior à média dos últimos 12 meses.

Outro destaque é o setor de veículos, que apresentou crescimento de 7,7% nas vendas acumuladas em 12 meses, totalizando R$ 35,3 bilhões no período. O aquecimento do mercado interno foi um dos principais fatores para o resultado, com alta de 24% nas vendas destinadas ao Rio Grande do Sul. As comercializações para outros estados também avançaram, com crescimento de 4% no período analisado.

Fernando Silveira de Oliveira - Inelegibilidade Reflexa: suplente também está sujeito à regra

O autor é advogado sócio do Jobim Advogados Associados, consultor de empresas, pós-graduado em Direito Administrativo e Gestão Pública pela Fundação do Ministério Público – RS e vereador reeleito de Santiago – RS.

Recentemente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou um entendimento importante: a inelegibilidade reflexa por parentesco consanguíneo se aplica também ao suplente que esteja no exercício do cargo. A decisão, tomada ao julgar o caso de um vereador suplente, filho do prefeito reeleito de Porto Alegre, reforça os limites constitucionais à perpetuação familiar no poder público, mesmo quando o cargo é ocupado de forma temporária.

O artigo 14, §7º, da Constituição Federal estabelece que parentes de até segundo grau do chefe do Executivo, prefeito, governador ou presidente, são inelegíveis na mesma circunscrição, salvo se já exercerem mandato eletivo como titulares. O exercício da suplência, ainda que legítimo, não afasta essa vedação.

Ao aplicar essa regra ao caso concreto, o TSE não apenas confirma a constitucionalidade da restrição, mas também fecha brechas para tentativas de burlar a norma por meio de substituições temporárias. A decisão reafirma o princípio da isonomia entre candidatos e fortalece a transparência do processo eleitoral.

Mais do que impedir uma candidatura específica, o julgamento envia uma mensagem institucional clara: o exercício interino de um cargo não equivale a titularidade para fins de afastamento da inelegibilidade reflexa. A Justiça Eleitoral cumpre, assim, seu papel de zelar pela integridade e equilíbrio da democracia brasileira.

(*) Fernando Silveira de Oliveira, advogado sócio do Jobim Advogados Associados, consultor de empresas, pós-graduado em Direito Administrativo e Gestão Pública pela Fundação do Ministério Público – RS e vereador reeleito de Santiago – RS.

13o para aposentados e pensionistas gaúchos somará R$ 5,8 bi

  A antecipação, pelo Governo Federal, do 13º salário dos aposentados e pensionistas beneficiará 2,4 milhões de gaúchos. Eles terão um aporte extra de recursos em seu orçamento, disponibilizados em duas parcelas, nas folhas referentes a abril (no período entre 24 de abril a 8 de maio) e maio ( entre 26 de maio e 06 de junho). 

A soma das duas parcelas injetarána economia do Rio Grande do Sul algo como R$ 5,8 bilhões.

Para o presidente da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul – FCCS-RS, Vitor Augusto Koch, esse recurso extraordinário disponibilizado aos aposentados e pensionistas do INSS representa uma boa oportunidade dos lojistas ampliarem suas vendas em maio e junho. O dirigente lembra que boa parte do 13º salário, algo em torno de 40%, é utilizado para o consumo de itens e o restante utilizado para quitar dívidas e resgatar crédito, o que também é uma medida salutar para o comércio.

 – Manter a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, o que já ocorre desde a pandemia, em 2020, foi uma medida assertiva do Governo Federal. Esse reforço no orçamento possibilita aos beneficiários terem mais dinheiro para comprar e pagar dívidas antigas. Isso gera maior comercialização de artigos como vestuário, calçados e acessórios, especialmente pela proximidade do inverno e amplia a capacidade de fazer compras a prazo daqueles que recuperam seu crédito – avalia Vitor Augusto Koch.

 O presidente da FCCS-RS destaca ainda, que os lojistas mantenham sua tradicional qualidade no atendimento para suprir as demandas de um público que está disposto a comprar e é extremamente exigente nesse momento. Atenção, cordialidade, preços diferenciados e condições facilitadas de pagamento são algumas dicas de Vitor Augusto Koch para despertar o interesse e fidelizar esses clientes.

 Os aposentados devem planejar a melhor estratégia para utilizarem os recursos oriundos da antecipação do 13º salário, seja renegociando dívidas ou efetuando novas compras. A principal delas é observar sua capacidade de pagamento mensal, para não criar débitos que não podem ser quitados futuramente. E, lembrar que com esta antecipação, o pagamento no final do ano não será efetuado.