Artigo, Facundo Cerúleo, exclusivo - É melhor falar na vitória

Quem não sabe por que ganha nem por que perde é candidato a ter surpresas desagradáveis, isto é, a não ter as conquistas pretendidas. Convém que isto se diga agora, quando gremistas estão num surto de otimismo depois de cinco vitórias consecutivas. Não quero estragar a festa de ninguém. Sejam felizes! Mas mantenham os pés no chão.

Será que alguém ignora que várias partidas só foram vencidas graças à genialidade de Suárez? E será razoável imaginar que ele sempre vai conseguir resolver os problemas da equipe?

É assustador ver que basta uma vitória para que os vexames de uma equipe mal treinada sejam esquecidos 

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Artigo, J.R. Guzzo, Gazeta do Povo - Antissemitismo disfarçado

O mundo está vivendo a pior onda de antissemitismo desde a perseguição aos judeus na Alemanha de Hitler. Desta vez, vem disfarçado de apoio à “causa palestina”. Mentira: é antissemitismo puro. Esse surto de ódio vem sendo armado desde que as pessoas começaram a descobrir que podiam se comportar como nazistas sem correr risco. Ao contrário: o preconceito racial foi se tornando a atitude politicamente mais correta. 


Estrelas de David são pintadas em residências e imóveis de cidadãos de origem israelita


O sujeito podia ser antissemita dizendo que era “antissionista”, ou anti-Israel, ou anti-imperialismo – e a favor da “libertação da Palestina”, do Terceiro Mundo e do “campo progressista”. Depois do último ataque terrorista contra Israel, no qual 1,4 mil civis foram mortos, bebês assassinados e mulheres estupradas, o racismo antijudeu deu o seu maior salto desde o Holocausto. Israel reagiu, exercendo o seu direito à autodefesa. Imediatamente deixou de ser vítima e passou a ser acusado de agressor.


Israel está combatendo um grupo terrorista, o Hamas, que cometeu os crimes em massa do começo de outubro e prega o genocídio do povo israelense – diz que os judeus devem ser jogados coletivamente no mar e que o seu Estado tem de ser “extinto”. Por ter reagido à agressão com bombardeios e a invasão de Gaza, vem sendo denunciado por “genocídio”, por “crimes contra a humanidade”, por manter uma “prisão a céu aberto”, por massacrar civis e daí para baixo. 


Não se diz, nunca, que não haveria nenhum palestino morto se os terroristas não tivessem feito a chacina que fizeram contra Israel. Exige-se um “cessar-fogo” por parte de quem foi agredido – algo como exigir dos Estados Unidos um cessar-fogo em resposta ao ataque do Japão contra Pearl Harbour. Cobram “proporcionalidade”, quando o direito internacional determina que só pode ser considerada desproporcional a reação que ultrapassa os limites do seu objetivo estratégico. O objetivo de Israel é destruir o Hamas, para não ser destruído por ele – e é isso o que está fazendo.


Foi a oportunidade para se abrir a comporta do antissemitismo. Junto com as condenações a Israel, as cobranças de “paz” e os apelos humanitários, vieram as manifestações explícitas de ódio aos judeus. Gritos e cartazes de passeatas não ficam só no “antissionismo” – exigem que o mundo “se livre dos judeus”. Estrelas de David são pintadas em residências e imóveis de cidadãos de origem israelita. Atacam-se sinagogas. Passageiros de um voo internacional vindo de Israel sofrem tentativas de ataque. O que isso tem a ver com a “defesa do território palestino”? É racismo, de novo, e em escala mundial – agora com a máscara de uma “causa justa”.

Preços dos imóveis de Porto Alegre

 Os preços dos aluguéis de imóveis em Porto Alegre tiveram alta de 0,63% em outubro ante setembro, atingindo a média de R$ 31,52 por metro quadrado, segundo dados do Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb, divulgado esta manhã. É o maior valor da série histórica do indicador, iniciada em maio de 2019.

No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 14,28%.

O crescimento dos preços está espalhado por todas as regiões de Porto Alegre. Dos 42 bairros analisados, 38 tiveram valorização nos últimos 12 meses, o equivalente a 90% das regiões da cidade. No período, o Partenon registrou a maior valorização, com 51,7% de aumento no preço do metro quadrado. O bairro da região Leste é seguido por Jardim Botânico (51,1%), Petrópolis (38,7%), Cidade Baixa (38,7%) e Auxiliadora (37,8%). 

Estes são os 10 bairros mais caros de Porto Alegre:

1 Três Figueiras - R$ 58,9 2 (por metro quadrado)

2 Praia das Belas - R$ 45,5 

3 Mont’ Serrat - R$ 44,7 

4 Petrópolis - R$ 44,0 5

5 Jardim Botânico - R$ 43,5 

6 Moinhos de Vento - R$ 43,2 

7 Auxiliadora - R$ 43,1 

8 Boa Vista - R$ 40,6 

9 Chácara das Pedras - R$ 40,2 

10. Cidade Baixa - R$ 39,7 

Comissão aprova prioridade para alimentos in natura ou minimamente processados nas refeições de hospitais

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece prioridade de uso de alimentos in natura ou minimamente processados nos hospitais públicos ou privados, para as refeições oferecidas aos pacientes.

 

Segundo a proposta, regulamento disporá sobre a definição e a classificação de alimentos in natura ou minimamente processados para o cumprimento da norma. 

 

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Osmar Terra (MDB-RS), ao Projeto de Lei 2850/19, do deputado Felipe Carreras (PSB-PE). O projeto original torna obrigatório o uso exclusivo de alimentos in natura e minimamente processados em hospitais. O relator ajustou o texto para que esse uso seja preferencial:

 

  - Parece-nos interessante que se determine em lei que hospitais ofereçam prioritária e preferencialmente alimentos in natura ou minimamente processados, sabidamente com maior valor nutritivo -, afirmou Osmar Terra. 

 

Guia Alimentar Brasileiro

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, alimentos in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas (como folhas, legumes, verduras e frutas) ou animais (como ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza.

 

Já o minimamente processados, conforme a mesma publicação, são aqueles alimentos que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas. São exemplos: grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, e cortes de carne resfriados ou congelados.

 

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadani

 


Governadores do Sul e do Sudeste querem redução da dívida

 Os governadores Eduardo Leite (ao lado de Haddad, na foto),Tarcísio de Freiras (SP), Jorginho Mello (SC), Cláudio Castro (RJ), Carlos Massa Ratinho Junior (PR), e o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões estiveram com o ministro da Economia para pedir renegociação das suas dívidas com a União. Os Estados integram o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).

Eles querem alteração nos indexadores da dívida dos Estados com a União. No modelo atual, os pagamentos, no final do RRF, irão passar de 10% da receita corrente líquida das unidades federativas, caso do Rio Grande do Sul. 

Hoje, os Estados pagam encargos iguais a Selic que se dividem em juros de 4% anuais que são pagos dentro das prestações e o restante vai para o saldo devedor dos contratos por meio do Coeficiente de Atualização Monetária (CAM).

Com isso, as dívidas sobem muito rápido. No caso do Rio Grande do Sul, com um estoque de R$ 90 bilhões, já se calcula uma alta de mais R$ 10 bilhões no montante da dívida, por conta dessa regra envolvendo a indexação com IPCA atrelado à Selic.

ISSQN para construção civil

 Já está na Câmara de Porto Alegre o Projeto de Lei Complementar que ajusta o cálculo do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para a construção civil e para os serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou pedágio dos usuários.

É uma adequação à legislação federal e à jurisprudência mais recente. Isto significa que a base de cálculo do ISSQN para estes serviços não permitirá mais deduções presumidas, e autorizará somente a dedução dos materiais produzidos pelo prestador do serviço fora do local da obra e comercializados com a incidência do ICMS.

O projeto também busca reduzir a alíquota do ISSQN de 4% para 2,5% até 31 de dezembro de 2038, como forma de não majorar a carga tributária da construção civil pela revogação da modalidade de receita presumida como preço do serviço.

Para os serviços de exploração de rodovia, a proposta visa harmonizar a legislação municipal com a Lei Complementar nº 116/2003, que rege o ISSQN, removendo redução na base de cálculo existente no município, que está em desacordo com a norma federal.

Dica do editor - No RS, mortalidade por doenças crônicas é 42% maior na população masculina

 Neste Novembro Azul, mês em alusão à saúde do homem, chama a atenção os altos índices de mortalidade masculina por doenças crônicas não transmissíveis. Segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade prematura – entre 30 e 69 anos – de homens no Rio Grande do Sul por agravos não transmissíveis (diabetes mellitus, neoplasias, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas) é 42% maior do que a da população feminina.

A seguir, mais informes na reporragem do jornalista José Luís Zasso, da secretaria gaúcha da Saúde;

 Em 2022, a taxa estimada foi de 362,7 para cada 100 mil habitantes no Estado, sendo de 427,8 para homens e de 300,5 para mulheres. Entre as macrorregiões de Saúde do Estado, a Sul apresenta as maiores taxas de mortalidade, tanto na população masculina (542,6 por 100 mil) quanto na feminina (392 por 100 mil). A maior diferença entre homens e mulheres é percebida na macrorregião dos Vales, onde a taxa de mortalidade dos homens é 54% maior – sendo 457,9 por 100 mil entre os homens e 296,8 por 100 mil entre as mulheres. 

No Brasil, dados levantados até setembro de 2023 sobre a Atenção Primária demonstram que somente 33% dos atendimentos realizados são para homens. No Rio Grande do Sul, o número é de 35%. “A população masculina busca menos os serviços de saúde, o que impacta os dados”, explica a especialista em saúde da Política Estadual de Saúde do Homem da SES, Talita Donatti.