O crescimento do PL contrasta com a perda de espaço de partidos tradicionais do chamado Centrão. O União Brasil caiu de 52 para 46 deputados, enquanto PSD e PP passaram, respectivamente, de 48 para 43 e de 46 para 41. O PSDB registrou a maior perda proporcional entre as principais siglas, reduzindo sua bancada de 18 para 11 parlamentares. Na outra ponta, o PT avançou de 64 para 70 deputados, e o Novo dobrou sua representação, de cinco para dez cadeiras.
Com 121 deputados federais e 28 senadores, o PL terá a maior bancada do Congresso Nacional desde a promulgação da Constituição de 1988. A nova composição também reduz de 21 para 20 o número de partidos com representação na Câmara, após o Cidadania não conseguir eleger nenhum deputado.
Veja como ficará a Câmara:
- PL:
121 — atualmente 98 (+23)
- PT:
70 — atualmente 64 (+6)
- União
Brasil: 46 — atualmente 52 (-6)
- PSD:
43 — atualmente 48 (-5)
- Republicanos:
41 — atualmente 42 (-1)
- PP:
41 — atualmente 46 (-5)
- MDB:
36 — atualmente 38 (-2)
- Podemos:
27 — atualmente 27 (0)
- PSB:
15 — atualmente 17 (-2)
- PSOL:
14 — atualmente 13 (+1)
- PCdoB:
11 — atualmente 11 (0)
- PSDB:
11 — atualmente 18 (-7)
- Novo:
10 — atualmente 5 (+5)
- PV:
7 — atualmente 6 (+1)
- PDT:
6 — atualmente 10 (-4)
- Avante:
5 — atualmente 5 (0)
- PRD:
5 — atualmente 3 (+2)
- Solidariedade:
2 — atualmente 4 (-2)
- Rede:
1 — atualmente 3 (-2)
- Missão:
1 — atualmente 1 (0)
A nova fotografia da Câmara mostra, portanto, uma direita liderada pelo PL com mais força numérica, enquanto partidos tradicionais do centro e da centro-direita perdem cadeiras.
O tamanho das bancadas será decisivo para a escolha da Presidência da Câmara e para a capacidade do próximo governo de construir maioria para aprovar suas principais propostas.

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