Um estudo recente acompanhou 1.266 adultos por quase 35 anos e revelou que o uso de cannabis (recreativo ou contínuo) está associado a uma pior qualidade objetiva do sono — com mais desperkots e sono fragmentado —, contrariando a crença popular de que a substância ajuda a descansar melhor.
Principais pontos do estudo e da pesquisa científica:
• O contraste entre o real e o percebido: Monitoramentos feitos por dispositivos de pulso mostraram que os usuários (tanto de longo prazo quanto recentes) dormiam de forma mais picada, mas eles mesmos não percebiam essa piora, avaliando o próprio sono da mesma forma que os não usuários.
• Impacto na arquitetura do sono: O uso crônico de THC e derivados pode interferir nas fases mais profundas do descanso e reduzir o sono REM, prejudicando a recuperação biológica a longo prazo.
• Casos específicos vs. regra geral: Embora algumas pesquisas indiquem que a cannabis possa beneficiar temporariamente pessoas com quadros severos de dor crônica ou ansiedade (ajudando indiretamente a relaxar), o uso generalizado para insônia não é recomendado por especialistas, pois tende a gerar tolerância, dependência do hábito e piora do ciclo do sono com o passar dos anos.
Você pode conferir mais detalhes sobre a pesquisa original no portal da Escola de Medicina Feinberg da Northwestern University.
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