pib

 

PIB (+1,4% em 2027): Economia pode crescer 30% abaixo do ritmo por até 10 trimestres

"A Selic está em 13,75%, o mercado espera 13,25% no fim do ano e 12% em 2027, e com a inflação esperada perto de 4,5% isso ainda significa juros reais de cerca de 9% hoje e acima de 7% no ano que vem", André Matos, CEO da MA7 Capital.

       “A alta de 0,3% do IBC-Br em agosto, acima do esperado, é um respiro pontual que não anula a perda de dinamismo da economia: o trimestre móvel ainda recua 0,6%, e o avanço do mês veio concentrado na indústria, enquanto serviços praticamente andaram de lado e a agropecuária caiu 1,8%. A atividade entrou numa fase de acomodação previsível, resultado do impacto acumulado do aperto monetário e do esgotamento dos impulsos fiscais que sustentam artificialmente o nível de consumo. A trajetória pode fazer com que a economia chegue a 2027 sem tração para reacelerar consumo e investimento, mesmo com Selic mais baixa. O comprometimento de renda e o endividamento das famílias limitam o consumo, e o repasse dos cortes de juros ao crédito final das empresas é lento e defasado; além disso, o prêmio de risco fiscal mantém os juros reais longos pressionados, fazendo com que grandes projetos sigam travados. Historicamente, esse efeito pode perdurar por 3 a 5 trimestres de crescimento abaixo do potencial (1,5% a 2,0%). É um ciclo de pouso suave, ainda sem indicar recessão, dado que o mercado de trabalho formal segue funcionando como colchão. A desinflação permite ao Banco Central dar sequência ao alívio da Selic, embora existam outros fatores a considerar: inflação de serviços resiliente, câmbio volátil e expectativas desancoradas pedem cautela. Por fim, a oferta de crédito e a taxa de juros ao tomador final não dependem apenas da queda dos juros nominais. Spreads elevados e maior exigência de garantias devem manter o crédito caro por tempo suficiente para prolongar o ambiente de contenção sobre a atividade real”, Cassio Viana de Jesus, CIO da Pilar Capital.

       “O maior risco para 2027 é a economia voltar a crescer sem recuperar sua capacidade de investir. O IBC-Br subiu 0,3% em agosto, mas caiu 0,6% no trimestre móvel, enquanto os investimentos produtivos já haviam recuado 1,4% no primeiro trimestre, na comparação anual. Nesse cenário, estimo de 3 a 5 trimestres de crescimento abaixo do potencial, uma desaceleração mais longa e gradual do que a provocada pela pandemia. Mesmo com cortes da Selic, o crédito continuará seletivo, porque juros menores não recuperam imediatamente a confiança empresarial. A inflação mais baixa ajuda, mas não garante uma flexibilização acelerada. Para o venture capital, esse ambiente reforça a importância de startups capazes de elevar produtividade, reduzir custos e crescer sem depender exclusivamente de uma expansão forte do consumo”, Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest.

       “A economia pode chegar a 2027 com juros menores, mas sem uma recuperação proporcional do consumo. O IBC-Br avançou 0,3% em agosto, porém acumulou queda de 0,6% no trimestre móvel, mostrando que a demanda continua irregular. Estimo que esse cenário possa manter o crescimento abaixo do potencial por três a quatro trimestres, especialmente nas atividades dependentes de financiamento. Diferentemente da paralisação de 2020, seria uma recuperação lenta, condicionada à renda e à capacidade de pagamento. Mesmo com Selic de 12% e inflação de 4,3% em 2027, o juro real ficaria próximo de 7,4%, antes dos custos adicionais cobrados pelos bancos. Isso significa que a inflação mais baixa poderá permitir cortes graduais, mas o crédito ainda poderá permanecer caro o suficiente para adiar compras de imóveis e novos investimentos”, Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco.

       “O IBC-Br revela uma economia que consegue crescer em determinados meses, mas ainda não sustenta esse avanço. A alta de 0,3% em agosto não compensou a retração de 0,6% no trimestre móvel, enquanto a projeção de PIB de 1,4% para 2027 aponta para uma recuperação limitada. Se esse ritmo persistir, estimo entre 3 e 5 trimestres de expansão abaixo do potencial, em uma desaceleração mais gradual do que as grandes crises anteriores. O principal obstáculo é que a redução da Selic demora a chegar ao crédito das empresas, cujas taxas também incorporam risco, garantias e custos operacionais. A inflação menor favorece o ciclo de cortes, mas não elimina essas despesas. Por isso, a retomada dependerá tanto dos juros quanto da eficiência no financiamento do capital de giro e na circulação de recursos entre empresas, clientes e fornecedores”, Leticia Moschioni, Sócia da Finscale.

       “A alta de 0,3% do IBC-Br em agosto veio acima do esperado, mas não muda o quadro. No trimestre encerrado em agosto, a atividade caiu 0,6%, e em 12 meses o crescimento está em apenas 1,6%. Ou seja, a economia está perdendo força, e não se recuperando. Na minha avaliação, o Brasil cresce sem pressionar a inflação a algo próximo de 2% ao ano. Pelas projeções do próprio mercado no Focus, o PIB deve crescer 1,85% em 2026 e 1,4% em 2027, e só volta a 2% em 2029. Se esse ritmo se confirmar, ficaremos entre 8 e 10 trimestres crescendo abaixo do nosso potencial. Não é uma recessão como a de 2015 e 2016, quando o PIB caiu mais de 3% ao ano, mas é uma desaceleração longa, que vai cansando o consumo e adiando investimentos. Os juros vão cair, mas devagar. A Selic está em 13,75%, o mercado espera 13,25% no fim do ano e 12% em 2027, e com a inflação esperada perto de 4,5% isso ainda significa juros reais de cerca de 9% hoje e acima de 7% no ano que vem. É um custo alto demais para quem precisa de crédito para comprar ou investir. O alívio da inflação abre espaço para cortes, mas o Banco Central ainda vê riscos acima do normal e o cenário fiscal continua incerto. Por isso, não espero uma aceleração forte do ciclo, e o crédito caro deve continuar segurando a atividade até boa parte de 2027”, André Matos, CEO da MA7 Capital.

       “A recuperação da economia brasileira em 2027 dependerá também do comportamento dos juros americanos e do dólar. O IBC-Br cresceu 0,3% em agosto, mas recuou 0,6% no trimestre móvel, indicando que a atividade ainda não ganhou tração. Com o PIB projetado em apenas 1,4% para 2027, estimo de dois a quatro trimestres de crescimento abaixo do potencial, em uma desaceleração gradual, diferente de uma recessão provocada por choque abrupto. Embora a atividade mais fraca favoreça a queda da inflação, juros elevados nos Estados Unidos e pressões cambiais podem limitar a velocidade dos cortes da Selic. Mesmo que a taxa brasileira recue para 12% em 2027, o juro real projetado continuará próximo de 7,4%. Portanto, o crédito poderá permanecer restritivo, e a recuperação dos investimentos dependerá também de maior estabilidade no cenário internacional”, Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset.


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jornalismo

 

Muita gente ficou escandalizada com os jornalistas pendurados no WhatsApp do Vorcaro. “Não esqueça de mim”, dizia o executivo da Globo, que vendia notícia e, quando oportuno, cobrava ainda caro mais para não publicá-la. “Deixa comigo!”; “Vou alterar”; “Vamos suprimir esta frase”, dizia a CEO do Metrópoles, ensinando que o jornalismo deve ser favorável ou desfavorável dependendo das circunstâncias e, principalmente, dos interesses envolvidos.

Mas não é apenas a imprensa tradicional que está cheia de oportunidades para quem está do lado certo dos interesses políticos. Jornalistas, blogueiros, influencers e sites desavergonhadamente a favor de corruptos também promovem suas feiras-livres de opiniões.

Na imprensa na época de Balzac, podia-se comprar a glória, vender as convicções e negociar a reputação alheia. Nada parece ter mudado.

Porque nesse mercado de palavras, até a honestidade pode se tornar um ativo comercial. E, se pagar bem, o jornalista pode até dizer alguma verdade.

Diesel

 • Variação: Alta de 2,3% em relação à semana anterior.

• Patamar: Trata-se do maior valor médio registrado para o combustível desde o final de maio de 2026.

• Outros combustíveis no mesmo período:

• Diesel comum: Média de R$ 6,65 por litro.

• Gasolina: Média de R$ 6,54 por litro.

• Etanol: Média de R$ 4,08 por litro.

• Causas: O aumento é impulsionado pela valorização das cotações do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas (como conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia), além da maior demanda sazonal devido ao início do plantio de grãos no campo. Subsequentemente, em semanas seguintes de setembro de 2026, as médias nacionais chegaram a alcançar patamares ainda maiores, entre R$ 7,33 e R$ 7,36 por litro

O subsídio atual ao óleo diesel (no valor de R$ 2,12 por litro) está em vigor desde 15 de setembro de 2026 (resultando da soma de R$ 1,12 e R$ 1,00 por litro via medidas provisórias e portarias do Ministério da Fazenda), sendo prorrogado por portarias mensais — com a vigência atual garantida até o final de outubro de 2026, embora o programa-base de subvenção ao diesel tenha sido iniciado em março/maio de 2026 devido às crises internacionais do petróleo. [1, 2, 3, 4, 5]
Detalhes do subsídio:
  • Desde quando existe: O modelo atual de subvenção ao diesel começou em 30 de maio de 2026 (pela MP nº 1,363/2026, com R$ 1,12/L), tendo sido ajustado e elevado para R$ 2,12 por litro em 15 de setembro de 2026 (com a Portaria MF nº 2.813/2026). [1, 2]
  • Qual o valor: R$ 2,12 por litro (pago a produtores e importadores cadastrados na ANP para conter o preço final nas bombas). [1, 2, 3]
  • Até quando vai: Prorrogado recentemente por mais 30 dias, com validade prevista até o final de outubro de 2026, podendo ser revisado ou estendido pela equipe econômica conforme a oscilação do petróleo no mercado internacional. [1, 2, 3]

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O governo federal brasileiro concede uma subvenção econômica de R$ 2,12 por litro para produtores e importadores de óleo diesel, com um reforço adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel importado (elevando o benefício a R$ 3,52 por litro para esse grupo).


Como o impacto funciona na prática


• Natureza do subsídio: O valor não é um desconto direto aplicado na bomba para o motorista, mas sim um repasse financeiro pago pela União (via ANP) às refinarias e importadoras.

• Contrapartida: As empresas recebem o auxílio e devem abater o valor do preço de venda, contendo os reflexos dos choques do petróleo internacional (impulsionados por conflitos no Oriente Médio).

• Objetivo: O mecanismo serve para manter o preço do diesel estável e evitar saltos abruptos nos custos de frete e transporte rodoviário.

• Custo fiscal: O pacote de reforço mais recente prevê um aporte bilionário (parte de um crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões aberto pelo Ministério de Minas e Energia) para sustentar essas medidas de alívio temporário

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O óleo diesel representa, em média, 35% do custo operacional total das empresas de transporte rodoviário de cargas no Brasil, constituindo a maior fatia isolada nas despesas do setor, segundo dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). [1]
Principais pontos sobre a importância do diesel:
  • Peso no custo do frete: Dependendo da distância percorrida e do tipo de operação, o diesel pode responder por 25% a 40% do valor do frete. [1, 2]
  • Domínio do modal: O setor rodoviário é responsável por cerca de 81,1% do consumo total de óleo diesel no país, sendo o combustível essencial para caminhões e ônibus. [1, 2]
  • Impacto na inflação: Como o Brasil depende majoritariamente do transporte rodoviário para escoar mercadorias e alimentos, variações no preço do diesel afetam diretamente os custos logísticos e pressionam a inflação geral (IPCA). [1, 2]
  • Margens apertadas: Juntamente com a mão de obra, o diesel é o principal componente de custo que dita a viabilidade financeira das transportadoras, exigindo forte controle de eficiência de frota diante de margens de lucro reduzidas. [1]
Se você precisar de mais detalhes, posso informar:
  • Como as variações no preço do diesel impactam o preço final dos produtos
  • Alternativas que o setor vem testando para reduzir o consumo de diesel
  • Valor Econômico
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    14 de abr. de 2025 — “O diesel, junto com a mão de obra, é um dos dois maiores custos da atividade de transporte. Qualquer aumento tem impacto, especia...
  • aglogisticaolimpia.com.br
    Óleo diesel: sua importância no transporte rodoviário
    15 de ago. de 2022 — O impacto do consumo de óleo diesel no transporte rodoviário. O transporte rodoviário é o setor que mais utiliza óleo diesel fóssi...
  • www.portalviu.com.br
    Diesel: por que o preço do combustível afeta toda a economia
    14 de out. de 2026 — Por que acompanhar o mercado do diesel? O diesel ocupa uma posição importante na economia porque conecta diferentes etapas da prod...