PF abre operação sobre Fundo Postalis

Os Fundos de Pensão das estatais federais, como BB, CEF, Correios e Petrobrás, estavam sob controle do PT desde o governo FHC. O PT deitou e rolou em todos eles.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira operação para esclarecer suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do Postalis (Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos), fundo de pensão dos funcionários dos Correios.
Segundo a Polícia Federal, a má gestão dos recursos e os desvios investigados, gerou déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões. A pedido do MPF, a PF investiga agora as repercussões criminais da atuação desse grupo de pessoas no desvio de recursos do Fundo.

As ações da Operação Pausare acontecem em regime de esforço concentrado pelas próximas 48h em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. No total, 62 equipes policiais cumprirão aproximadamente 100 mandados judiciais de busca e apreensão.

Alvo de denúncias
Não é a primeira vez que a Polícia Federal deflagra operação para investigar fraudes e má gestão no Postalis. Em dezembro de 2015, a PF deflagrou a Operação Positus. A operação apurou desvios de até R$ 180 milhões.

Em setembro de 2016, a PF deflagrou a Operação Greenfield para investigar irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, entre eles, o Postalis.


Em outubro do ano passado, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) decretou intervenção no Postalis pelo prazo de 180 dias.

TCU convoca Arno a Mantega

Os petistas Mantega e Arno. Arno Augustin é gaúcho, vive e trabalha em Porto Alegre.

O jornal O Estado de S. Paulo de hoje revela que o Tribunal de Contas da União (TCU) convocou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin, a darem explicações por terem concedido garantias da União a empréstimos a Estados que já apresentavam "evidente deterioração de sua capacidade de pagamento".

A área técnica da corte de contas apontou os dois como responsáveis pela prática adotada entre 2011 e 2014, que elevou o endividamento de governos estaduais já em péssimas condições financeiras e resultou no calote dado pelo Estado do Rio de Janeiro, um dos maiores beneficiados pela política de garantias facilitadas. Só em 2012, o Rio recebeu R$ 8,4 bilhões em garantias para empréstimos na Caixa, Banco do Brasil e organismos multilaterais, segundo a auditoria conduzida pelo TCU. A nota do Estado nessa época era "C", a penúltima na tabela de classificação de risco e que indica baixa capacidade de pagamento e elevado risco de inadimplência.

O calote se concretizou a partir de 2016, o que obrigou a União a honrar as dívidas no lugar do governo estadual. 

Vendas do setor de máquinas tiveram queda de 2,9% no ano passado

         Os fabricantes de bens de capital mecânicos do País fecharam 2017 com uma receita líquida total de R$ 67,1 bilhões, num decréscimo de -2,9% na comparação com 2016. Apesar disso, houve redução gradativa das taxas de queda nas vendas em função do crescimento das exportações que voltaram a níveis mensais registrados em 2011 e 2012.
          O balanço foi divulgado hoje (31) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) durante coletiva de imprensa em São Paulo, transmitida online para as regionais da entidade.
          Em dezembro último, as vendas atingiram R$ 5,4 bilhões, num crescimento de 0,9% na comparação com novembro, também em função do aumento das exportações que tiveram expansão de 16,3% na mesma base de comparação.
           Segundo a ABIMAQ, a receita de dezembro, ligeiramente abaixo da observada no mesmo mês de 2016 (-0,6%) ainda é 45% inferior ao resultado médio de igual mês no período pré-crise.
          Este resultado acumulado corresponde a cinco anos consecutivos de queda nos níveis de investimento no país, só interrompida no segundo semestre de 2017, em que o setor registrou pequeno crescimento de 0,5% em relação a igual período de 2016.
            A entidade projeta que o crescimento observado no final de 2017 deverá continuar ao longo deste ano.




Artigo, Flávio Tavares, Zero Hora - A deformação

Título original; "A deformação"
O caso do apartamento triplex, que levou à condenação unânime do ex-presidente Lula da Silva pelo TRF-4, é só uma das tantas facetas ocultas do horror que a Lava-Jato desvendou


O crime nunca mostra a própria trama. Esconde as mãos que assaltam ou alega que não tem mãos e segue assaltando. Só os perversos ou pervertidos não se ocultam, pois são psicopatas sedentos de sangue e notoriedade. Fora disto, o ato de ocultar mostra a sofisticação e refinamento do crime.

O caso do apartamento triplex, que levou à condenação unânime do ex-presidente Lula da Silva pelo TRF-4, é só uma das tantas facetas ocultas do horror que a Lava-Jato desvendou. Comparado aos bilhões roubados à Petrobras pelo trio PT-PMDB-PP, o triplex é só um "agrado" (como diz o povo) que a OAS fez ao chefe-maior do conluio de empresas e políticos.

Comparado aos bilhões roubados à Petrobras pelo trio PT-PMDB-PP, o triplex é só um "agrado" (como diz o povo) que a OAS fez ao chefe-maior do conluio de empresas e políticos.
Mas, como ressaltou o desembargador Gebran Neto, relator do processo, ali a simulação está à mostra e revela a trama e seu engendro. Se fosse ato lícito, por que ocultar o proprietário ou rasurar recibos?

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O triplex foi, assim, o cerne visível do crime oculto que transformou em covil perverso a empresa que era orgulho nacional.

Tornou-se fundamental por isto, não pelos cifrões em jogo. Pode-se pensar que a tonitruante corrupção na Petrobras tenha se alastrado sem o conhecimento e aprovação (ou incentivo) do então presidente da República? E dos chefetes do PT, PMDB e PP, beneficiários maiores da corrupção?

O ex-presidente é réu em outros seis processos e indiciado em dois mais, todos ínfimos se comparados à imensidão de absurdos que a lei não configura como crime. Por que a Odebrecht pagava (diretamente ou não) 200 mil dólares por cada palestra de Lula no exterior?

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O Tribunal Regional Federal manteve a condenação de Lula por um crime concreto de corrupção. Não julgou o futuro candidato à eleição presidencial, ao contrário do que o PT berra. A candidatura presidencial não é esconderijo de delinquentes, sejam eles quem forem, nem "um jeitinho" para aparentar inocência.

Transformar o condenado em vítima é um acinte a tudo aquilo que (com independência) a Polícia Federal, procuradores e juízes realizaram nos últimos anos, ao punir grandes ladrões que o poder econômico ou político acobertavam até bem pouco.

Crime maior, ainda, é passar aos militantes dos partidos a falsidade de que a Justiça "persegue" certos políticos por serem "líderes populares" ou pregar a desobediência à Justiça, como fez Lula agora. E é triste que ninguém no PT, PMDB, PP, PSDB e outros partidos reprove seus líderes corruptos!


Por que esse incestuoso amor à tragédia maior que deforma a vida partidária no Brasil?

Artigo, Astor Wartchow - Pagadores e gastadores

      Pagadores e gastadores
      Astor Wartchow
      Advogado 
      A obesidade do estado brasileiro é evidenciada pela quantidade de órgãos, empresas estatais e funcionários públicos. Mantidos e garantidos por uma imensa arrecadação e concentração tributária e aparelhamento burocrático. Concomitantemente, o povo cada vez tem menos dinheiro no bolso. Não é a toa que o agravamento de diferenças sociais e injustiças se sucedem e aumentam.  
      As autoridades falam em importantes reformas. Algumas urgentes, sem dúvida. Mas, entre tais, as reformas tributária e fiscal são sempre adiadas. Ou seja, tão cedo não diminuirá o enorme e concentrado poder da União, um monumento ao desprezo dos ideais republicanos.  
      Aliás, é lastimável a romaria de governadores e prefeitos para Brasília, onde trocam abraços, fotos e “tapinhas” nas costas com as autoridades governamentais e burocráticas. Mendigam migalhas. E legitimam o sistema.
      Então, quisera que empresários e suas federações se dedicassem a divulgação e organização de uma resistência cívica e popular. Afinal, sob pena de prisão, são obrigados a recolher vários tributos sobre mercadorias que ainda não venderam. Ou que venderam a prazo. Ou, então, sobre vendas que nunca serão pagas devido à inadimplência popular.
      E se sabe que sobra pouco dinheiro para pagar seus fornecedores e funcionários. E ainda garantir sua margem de lucro para uso pessoal e investimento na empresa. Ou seja, motivos não lhes faltam para reagir.
      Mas, infelizmente e ao contrário, pedem linhas de créditos públicos e prorrogação de prazos de recolhimento de tributos. Subterfúgios que não resolvem nossas contradições fiscais e tributárias.
      Entre os cidadãos, poucos sabem quanto estão pagando de tributos. Por exemplo, nas despesas gerais da família quanto pagam de PIS, COFINS, IPI, CSLL, IRPJ, INSS e PIS-PASEP, recolhidos ao Governo Federal? E quanto de ICMS, destinado ao Estado e Municípios. Ou de ISSQN e IPTU, que pertence ao Município? Quem sabe o que significam essas siglas todas (existem mais de 100 impostos, taxas e contribuições!) e para onde vai o dinheiro?
      Quando a maioria das pessoas compreender o significado de cada tributo e o destino do dinheiro arrecadado, e souber analisar o comportamento dúbio e omisso dos governantes e dos parlamentares, talvez a mudança possa começar e o nosso povo enriquecer.

      Não à toa há tantos vale-disso e daquilo. Uma forma barata de comprar a simpatia, o silêncio e a consciência dos pobres, as maiores vítimas da concentração tributária e estatizante.  

Artigo, Tito Guarniere - Cegueira geral

O PT, Lula e seus simpatizantes continuam fazendo apostas temerárias, de confronto e radicalização. Lembra muito o partido nos seus tempos heroicos de oposição, vertical, duro, intransigente. A postura original já denotava soberba: só o PT e os seus impolutos filiados e militantes tinham a cara limpa para apresentar tal compromisso com práticas virtuosas na vida pública, tal lisura de propósitos, a flor no lodo da política brasileira.

Como sabemos agora, isso valeu somente enquanto o partido era de oposição. No poder, mancomunou-se com as oligarquias mais atrasadas, afundou-se em lambanças como nunca antes neste país, e hoje, em desespero, tenta demonstrar que no seu âmago ainda existe alguma lucidez e coerência. Foi-se o tempo em que era estilingue. Agora, é vidraça onde todos atiram pedra.

Autocrítica, nas esquerdas, sempre foi um mea culpa de dissidentes arrependidos, jamais dos comissários dirigentes, das cúpulas partidárias. E no PT, apesar de todas as sombras que o envolvem, das dúvidas sobre o seu futuro, das inquietações que agitam o partido, no mar de lama onde chafurdam, não cogitam de renovar o programa, de reinventar suas práticas de ação e atuação, ou de fazer um balanço honesto de sua experiência histórica, até aqui.

Assim, o partido salta de um equívoco a outro, sem tempo de refletir e tomar novo fôlego. Vejam o julgamento de Lula no TRF4. Os petistas apostaram todas as fichas na tática de artilharia pesada contra a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal, acusando-os de “conspiração”, destinada a afastar Lula da sucessão presidencial. A cada pesquisa que confirmava a maioria das intenções de voto para Lula, aumentava o tom e a intensidade dos ataques, das proclamações injuriosas contra aquelas instituições, e contra alguns dos seus membros mais destacados.

O PT, os seus “movimentos sociais”, têm uma fé cega no poder das mobilizações de massa, para fazer valer sua “vontade política”, sua visão de conjuntura e de mundo (embora quando as ruas são tomadas pelos adversários, na paranoia comum do lulopetismo, se trata de uma manipulação das massas pelas “elites”).

Na cegueira geral, não percebem que, nas suas manifestações manjadas, feitas pelos mesmos e indefectíveis atores, do PT, da CUT, do MST e quejandos, eles falam apenas entre si e para si, sem ganhar um só adepto, sem colher com uma única e só assinatura de fora das suas hostes para as suas demandas.

E dessa forma, atacando sempre, em ofensiva permanente e exaltada, acreditando na magia das passeatas e manifestações, no poder do berro, e às vezes de pneus queimados nas vias públicas, imaginavam que iriam inibir os juízes do TRF4. Deu-se o previsível: além das razões que já detinham aquelas autoridades, e para ficar patente e claro que não estavam intimidados, confirmaram a condenação de Lula e aumentaram a pena. Não estavam dispostos a permitir que prosperasse a jurisprudência de que a Justiça e a Lei devam se subordinar ao alarido, às pesquisas de intenção de voto, ao clamor das ruas.



mailto:titoguarniere@terra.com.br


Artigo, Marcelo Aiquel - Tudo em causa própria

Artigo, Marcelo Aiquel - Tudo em causa própria

         Diante das últimas manifestações públicas, ousarei supor que a quase totalidade dos políticos e pessoas detentoras de cargos relevantes no cenário nacional está agindo em causa própria, para “salvar seu rabo”.
         Não vejo – na grande maioria dos furibundos com a “perseguição injusta” ao ser mais honesto do planeta, aquele que, inclusive, teve a coragem e a petulância de se comparar a JESUS CRISTO – qualquer viés ideológico, pois, a audácia dos seus virulentos discursos desaparece por completo longe do palanque, sem a proteção dos seguranças contratados.
         Foi assim que assistimos o “valentão” Lindbergh Farias piar fino ao ser confrontado num voo comercial, apenas UM DIA após ter gritado pedindo a desobediência civil do povo brasileiro, e que a mídia dissimulada, a mesma que já está dando notícias com nítida vergonha das mentiras que conta, divulgou iludindo aos fanáticos ou interesseiros.
         Como ele, eu poderia citar a “narizinho”, e tantos outros que, em muito breve – sem mais a guarida de uma absurda imunidade parlamentar – terão dias negros em algum presídio brasileiro. Isto se não – “numa demonstração explícita de coragem” – fugirem para o exterior sob a ridícula fantasia de perseguidos políticos.
         Ah, e o ministro Gilmar Mendes! Depois de haver envergonhado a história jurídica da Suprema Corte, manchando os ensinamentos de verdadeiros mestres que por lá passaram, perdeu a risadinha irônica que mostrou recentemente em Portugal, e foi obrigado a “engolir” as verdades que os passageiros de um voo comercial lhe atiraram. Não – sem antes – de forma covarde, ter tentado amedrontar seus detratores com o autoritarismo de chamar a Polícia Federal. De nada adiantou...
          Deste modo, salta aos olhos a sem vergonhice e o interesse exclusivamente pessoal das virulentas insurgências, pois, cada um quer salvar a sua pele e, de quebra, posar de rebelde junto aos fanáticos capachos que os aplaudem.
         Só que esta rebeldia não passa de um grande teatro, onde os “artistas” representam um papel que somente existe por causa dos rabos presos e receio de um futuro negro.

         Não fosse um resquício de decência, e já seríamos uma filial do país do Maduro.