Saiba tudo sobre o hotel do Grêmio


Com a disposição de olhar o presente, com os olhos voltados para o futuro, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense se une a Melnick Even, construtora líder em alto padrão no estado, para lançar projeto inovador no mercado hoteleiro e de licenciamento de marca desportiva no País. Nesta quinta-feira, as duas instituições chancelam a construção do primeiro hotel temático no Brasil de clubes de futebol, o Hotel Moinhos 1903. O empreendimento, cuja localização irá homenagear uma área que simboliza o início da história gremista, o bairro Moinhos de Vento, estará situado na Rua Doutor Timóteo, 577. No local será erguida uma torre abrangendo 10 pavimentos com 144 unidades de 19 a 39 m².
A Melnick Even terá como foco a construção e a comercialização do hotel que será vendido para investidores, através de partes ideais que podem ser de 12,5% ou 25% de cada unidade hoteleira.
O Grêmio licenciará sua marca, utilizará o hotel nas suas concentrações e apoiará as ações de divulgação do empreendimento.
O início da obra está previsto para o primeiro trimestre de 2020 e inauguração do empreendimento, em de 2022.

Conforme explica o executivo de marketing, Beto Carvalho, o projeto tem múltiplas funções para o Clube e sua torcida: “O objetivo é proporcionar aos torcedores uma oportunidade única em experimentar espaços diferenciados e inteiramente alusivos ao universo Tricolor, conceder à delegação gremista um hotel oficial para concentração em Porto Alegre, além de viabilizar o ingresso de recursos provenientes do licenciamento da marca”.

Para o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, mais do que aproximar a torcida dodia a dia da preparação dos atletas para os jogos em casa, a iniciativa tem um componente financeiro importante por estar alinhada à política de sustentabilidade econômica firmada no Clube: “A parceria entre o Grêmio e a construtora Melnick Even é exemplo da prática financeira que defendemos como essencial ao Grêmio quando a pauta é priorizar a criação de novos negócios e fonte de recursos que possam ser direcionados a áreas vitais ao Clube, como o futebol, o primeiro a se beneficiar com isto”, destaca ele

As funcionalidades previstas para o hotel temático gremista não ficarão restritas às necessidades da delegação. O Moinhos 1903 irá contar também com importantes atrações tanto para hóspedes, quanto para o aproveitamento institucional, como memorial com coleção de camisas do Tricolor e taças das principais conquistas, loja temática Grêmio Mania e um pub bar exclusivo para acompanhamento dos jogos com mando de campo fora da Capital.

Segundo Leandro Melnick, CEO da Melnick Even “Estamos muito orgulhosos com esta parceria com o Grêmio, inédita no país que vai trazer resultados muito positivos para este empreendimento. O futebol é uma fortaleza do nosso estado. Percebemos mais uma oportunidade de criar algo novo para o RS, combatendo essa crise que se alonga por muito tempo. O Grêmio ganha uma casa, retorna as suas origens no bairro Moinhos de Vento e aumenta sua proximidade com a torcida”.
O Hotel Moinhos 1903 é uma parceria da Melnick Even com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, vinculado ao grupo Radisson Hotel Group, proprietário da marca RadissonRed. A gestão do mesmo será realizada pela Atlântica Hotels, que é a maior administradora hoteleira multimarcas da América do Sul. Suas unidades serão vendidas para investidores autônomos, obedecendo as normas editadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A comercialização terá a venda de unidades inteiras ou em partes ideais a partir de 12,5% de unidade autônoma, podendo até oito diferentes investidores adquirirem em conjunto uma suíte.
Além da rentabilidade obtida no hotel os investidores poderão utilizar até 28 diárias por ano no Hotel, com desconto de até 80%, conforme disponibilidade. Além disso, poderão participar do programa “Atlantica Club” que oferece descontos e benefícios de até 40% no valor das diárias em qualquer um dos mais de 130 hotéis da rede pelo Brasil, em 43 cidades, com aproximadamente 15 mil quartos.

SOBRE O RADISSON HOTEL GROUP
O Radisson Hotel Group tem mais de 75 anos de experiência em hospitalidade. É um dos maiores grupos de hotéis do mundo, com sete marcas distintas de hotéis. São mais de 224.000 quartos em mais de 1.400 hotéis ao redor do mundo.

SOBRE O ATLANTICA HOTELS
 Fundada em 1998, a AtlanticaHotels, sediada em São Paulo, é a maior administradora hoteleira multimarcas da América do Sul. A companhia detém alianças exclusivas com as maiores redes hoteleiras do mundo Atualmente empresa representa 20 marcas de hotéis, reunindo mais de 22,5 mil apartamentos em mais de 130 hotéis espalhados pelo País, cujos ativos imobiliários sob gestão ultrapassam R$ 6 bilhões.

Novo Centro de Fertilidade, Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre


O sonho de formar uma família, associado ao momento e às condições de cada casal, vem aumentando expressivamente a prática de reprodução assistida. Em 2018, foram realizados mais de 43 mil ciclos, significando um crescimento de 18,7% em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o Rio Grande do Sul é o quarto estado no país, totalizando 2.888 procedimentos. No caso de embriões congelados, sobe para o terceiro lugar, somando 7 mil – o que representa 8% do total nacional.

A alternativa tem despertado o interesse especialmente de quem está decidindo ter filhos mais tarde. A procura também cresceu entre casais homoafetivos, que já constituem 10% do público geral. Além disso, jovens com câncer recorrem ao tratamento para possibilitar a reprodução. Ao tomar a decisão de procurar esse serviço especializado, o que não faltam inseguranças e dilemas.

Com objetivo de esclarecer dúvidas, o Hospital Moinhos de Vento realizará uma palestra com bate-papo na próxima terça-feira (19). Um dos maiores especialistas no assunto do país estará presente: o médico Edson Borges Júnior. Ele é diretor científico do Fertility Medical Group, de São Paulo, e presidiu a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida. Edson será o palestrante do Grand Round que terá como tema “Fértil para sempre? Os desafios da reprodução assistida nos dias atuais”. Aberto ao público, o evento é gratuito.

Novo Centro de Fertilidade

A programação também marca a inauguração do Centro de Fertilidade do Hospital Moinhos de Vento e o lançamento do Serviço de Fertilidade e Reprodução Assistida. Com 270 metros quadrados, o espaço terá três consultórios, salas de exames de imagem, de cirurgia, dois boxes independentes de recuperação e três laboratórios – de reprodução assistida, de processamento de sêmen e de criopreservação. O investimento no espaço, que totaliza 230 metros quadrados, foi de R$ 5 milhões.

O Centro é coordenado pelos ginecologistas Eduardo Pandolfi Passos e Isabel Cristina Amaral de Almeida. Os médicos destacam dois grandes diferenciais que serão oferecidos: segurança da guarda do material e atendimento integrado aos outros serviços do Hospital Moinhos de Vento.

“Estamos vivendo um período interessante, no qual as doenças crônicas são controladas e nos levam a questionamentos posteriores ao tratamento. É o caso do câncer. Com o novo Centro de Fertilidade, a preservação de gametas passa a fazer parte do protocolo assistencial no tratamento dessas doenças, numa instituição que tem caráter perene como o Moinhos de Vento”, explica Passos.

A possibilidade de integração com o Centro de Oncologia proporcionará mais conforto e rapidez. De acordo com Isabel, o Centro de Fertilidade atenderá pacientes oncológicos em idade reprodutiva no prazo de até 48 horas a partir do diagnóstico. “Todo o serviço contará com acompanhamento psicológico e atendimento durante todo o processo, desde a tomada da decisão até a concretização desse desejo”, explica.

O espaço será apresentado à imprensa e convidados às 9 horas de terça-feira. Ao meio-dia, acontecerá o Grand Round com o especialista Edson Borges. Às 19 horas, será a vez de os médicos e parceiros conhecerem o local.


O quê: Grand Round – Fértil para sempre? Os desafios da reprodução assistida nos dias atuais
Quando: Terça-feira, 19 de novembro, das 12h15 às 13h15
Onde: Anfiteatro Schwester Hilda Sturm (Rua Ramiro Barcelos, 910 – Bloco C. Porto Alegre, RS)
Informações e inscrições:
https://fertilparasempreosde.eventize.com.br/index.php?pagina=1

TRF4 anula sentença em processo da Operação Fidúcia

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) anulou ontem (13/11), por unanimidade, sentença da 13ª Vara Federal de Curitiba que condenou sete réus na Operação Fidúcia, deflagrada em março de 2015, que apurou desvio de dinheiro público por meio de OSCIPS (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público) no Paraná.
Os réus apelaram ao tribunal e o relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, entendeu que além de ter havido interceptação telefônica sem autorização judicial, em algumas conversas gravadas legalmente “não se tem a certeza necessária acerca da credibilidade do material colhido”. 
“Havendo dúvida quanto à integridade da prova e a possibilidade de manipulação dos dados obtidos - dúvida esta corroborada pelo fato da magistrada ter determinado a abertura de inquérito policial para esclarecer tal possibilidade -, o melhor caminho a ser trilhado, a fim de evitar futuras nulidades, é a realização de perícia judicial no material colhido, ou esclarecimento técnico específico, bem como enfrentamento da matéria por ocasião de futura sentença”, concluiu Gebran.
O desembargador federal Leandro Paulsen, revisor do processo, reforçou sua decisão observando que a juíza federal Gabriela Hardt, responsável pela sentença, teria se apropriado dos fundamentos constantes nas alegações finais do Ministério Público Federal (MPF) como se fossem seus, o que também seria causa de anulação da sentença.
“Como se pode constatar da leitura da sentença, quando da análise da autoria referente à apelante Keli, por exemplo, de fato a sentença apropriou-se ipsis litteris dos fundamentos constantes nas alegações finais do MPF, sem fazer qualquer referência de que os estava adotando como razões de decidir, trazendo como se fossem seus os argumentos, o que não se pode admitir”, afirmou o desembargador. 
São réus nesse processo Rita Maria Schimidt, Cláudia Aparecida Gali, Paulo Cesar Martins, Clarice Lourenço Theriba, Keli Cristina de Souza Gali Guimarães, Inês Aparecida Machado, Samir Fouani e Giovani Maffini.
Dessa forma, a sentença fica anulada e os autos voltam para a 13ª Vara Federal de Curitiba para realização de perícia e esclarecimento técnico

Propostas


AS PROPOSTAS DA REFORMA ESTRUTURAL DO ESTADO

O conjunto de propostas pode ser dividido em três grupos:

Contenção do crescimento das despesas de pessoal, com alterações que se relacionam transversalmente com as categorias como um todo, além de uma reforma nos Estatutos do Magistério e da Brigada Militar, categorias que concentram a maior parte dos servidores
Reforma do sistema previdenciário estadual, adequando as regras recém aprovadas pelo Congresso
Modernização da legislação de recursos humanos, visando maior eficiência na gestão.
Para encaminhar as mudanças à Assembleia, o governo do Estado dividiu a Reforma Estrutural em oito peças legislativas:

– Uma proposta de emenda constitucional (PEC)

– Um projeto de lei (PL)

– Seis projetos de lei complementares (PLCs).

OS PRINCIPAIS PONTOS DE CADA PROPOSTA:

1 – PEC QUE ATUALIZA REGRAS PREVIDENCIÁRIAS E ALTERA CARREIRAS DOS SERVIDORES

A proposta inclui dispositivos que podem ser divididos em três campos:

- Previdência: promove a adequação às novas normas aprovadas na reforma da Previdência nacional (EC 103/2019). Com isso, as idades mínimas de aposentadoria dos servidores estaduais passam a ser de 62 anos às mulheres e de 65 anos aos homens, obedecendo a exceções que se enquadram nas regras transitórias ou que sejam contempladas com critérios diferenciados (como militares e professores).

- Contenção de gastos com pessoal: propõe a atualização do escopo legal para reduzir o crescimento vegetativo sobre os gastos com o funcionalismo. Para isso, extingue os avanços temporais, os adicionais e as gratificações por tempo de serviço, assim como as promoções automáticas e a incorporação das funções para a aposentadoria, mantendo inalterado o direito adquirido sobre valores incorporados ao pagamento dos servidores.

- Benefícios para quem ganha menos:  a proposta atualiza questões ligadas aos menores salários do funcionalismo. Assim, propõe restringir o abono família a servidores que recebem até R$ 3 mil, ampliando o benefício de R$ 44,41 por filho (ou R$ 133,23, quando dependente inválido ou especial) para R$ 120 por filho (ou R$ 195, no caso de dependentes especiais). Para quem recebe acima de R$ 3 mil, fica aplicado um desconto de 13,5%. A proposta também busca introduzir à Constituição Estadual algumas situações já consolidadas pela jurisprudência, como o pagamento de insalubridade para o Corpo de Bombeiros e o adicional noturno aos soldados da Brigada Militar, ambas as situações já contempladas com o pagamento do Risco de Vida, que é em valor mais significativo. O texto ainda busca um novo tratamento à licença para mandato classista, situações em que o Estado assegurará o pagamento da remuneração do cargo (sem gratificações relacionadas e/ou função de confiança).

2 – PLC ESTATUTO DOS CIVIS

O projeto introduz mudanças e novas regras específicas no Estatuto dos servidores civis, entre as quais estão as seguintes:

- Férias em três períodos: permitirá que o servidor possa dividir suas férias em até três períodos (hoje são permitidos dois períodos) e sem a exigência de período mínimo (hoje é de dez dias).

- Teletrabalho: passa a permitir a modalidade que, além de contribuir com o bem-estar do servidor, também gera economia aos cofres públicos (redução de custos com infraestrutura), desde que asseguradas metas de produtividade.

- Vale-refeição: a proposta isenta os servidores do desconto de 6% para o benefício daqueles que têm remuneração de até R$ 2.250.

- Horas extras (banco de horas): permitirá ao servidor optar por receber o valor proporcional da hora extra ou compensar por dias de folga, conforme regulamentação que será editada.

- Perícia médica: desburocratiza os processos nesta área; por exemplo, dispensa a gestante de se submeter à inspeção médica para entrar em licença.

- Gratificação de permanência: propõe reduzir para 10% sobre o vencimento básico as atuais gratificações pagas como forma de incentivo a servidores aptos a se aposentar para que permaneçam na ativa.

- Incorporação da Função Gratificada: extingue a possibilidade de nova incorporação das Funções de Confiança, sem atingir as incorporações já existentes.

- Remuneração de Servidor Preso: não terá mais direito a salário no período em que estiver detido.

- Licença aposentadoria: modifica a norma constitucional que hoje dispõe que o servidor, após 30 dias do pedido de aposentadoria, entra automaticamente em licença, para que a lei regulamente a matéria sem haver a licença automática.

3 – PLC ESTATUTO DOS MILITARES

Parte das mudanças propostas aos servidores civis, como as no desconto do vale-refeição, a possibilidade de divisão das férias em três períodos, a concessão do Abono Família para os menores salários e as novas regras para o trabalho extraordinário, também se aplica aos militares. Seguindo a diretriz aplicada às demais categorias, impede-se a nova incorporação de Funções de Confiança, mantidos os valores já incorporados.

Alterações específicas à Brigada Militar incluem subsídio aos militares, com a correspondente extinção do Abono de Incentivo à Permanência no Serviço Ativo (Aipsa) e estabelecimento do Abono Permanência. A proposta também prevê que o tempo mínimo de serviço suba para 35 anos de serviço, dos quais 30, no mínimo, sejam de efetiva atividade policial.

4 – PL ESTATUTO DO MAGISTÉRIO

Assim como outras carreiras do serviço público, a renumeração do professor será na modalidade de subsídio, que será fixado para a carga de 20 horas e 40 horas semanais. No caso de regimes menores, o subsídio será calculado de maneira proporcional (valor da hora). Com isso, o Estado buscará atender à Lei do Piso do Magistério, o que permitirá maior previsibilidade e segurança jurídica.

A reforma cria condições para uma política de incentivos à qualificação dos professores ao agrupar em cinco níveis de progressão. A alteração propõe novo modelo de estrutura de níveis de habilitação, conforme o nível de formação dos professores (nível médio, licenciatura curta, graduação, especialização, mestrado e doutorado). Embora resulte em uma mudança profunda no conceito remuneratório da categoria, não haverá perdas. Houve a precaução de se formular regras de transição para as gratificações extintas, com a criação de uma parcela autônoma em valor equivalente à diferença entre o subsídio e o salário que o professor efetivamente recebe atualmente.

Também propõe-se a revogação de todos os dispositivos que tratam de novas vantagens temporais.

5 – PLC PREVIDÊNCIA DOS CIVIS

Ao adequar as normas previdenciárias estaduais às federais, uma das principais alterações propostas diz respeito à adoção de alíquotas progressivas para regimes deficitários de acordo com o valor da Base de Contribuição. Facultou também, para inativos e pensionistas, alíquota de contribuição nos proventos acima de um salário mínimo enquanto perdurar o déficit atuarial. A proposta do RS prevê alíquotas dos atuais 14% até 18%, conforme o valor dos salários, para ativos, inativos e pensionistas.

Propõe alterações, ainda, em idades mínimas para aposentadorias (62 anos, se mulher, e 65 anos, se homem), tempo de serviço, tempo de contribuição, regras para cálculos e reajuste de benefícios de aposentadoria e pensão por morte, regras de acumulação de pensões. Estão contempladas regras de transição e garantiu-se a observância do direito adquirido.

6 – PLC PREVIDÊNCIA DOS MILITARES

O projeto altera disposições da Lei Complementar N° 10.990, de 18 de agosto de 1997, a respeito da transferência para a reserva remunerada do servidor militar que tenha preenchido os requisitos legais de tempo de contribuição. Em relação à transferência “ex-officio” (obrigatória) para a reserva, ela ocorrerá quando atingir 67 anos ou quando atingir 40 anos de serviço, para oficiais, e 63 anos, para praças.

Além disso, é previsto o pagamento de abono de incentivo à permanência no serviço, no valor equivalente a 30% da remuneração do posto ou graduação, para o militar estadual da carreira de nível médio que já tenha cumprido as exigências para a inatividade voluntária e que opte por continuar na atividade, desde que seja conveniente para o serviço público militar.

7 – PLC POLÍCIA CIVIL E SUSEPE

A proposta se alinha com a EC 103, de 2019, alterando as idades mínimas e de tempo de contribuição para os servidores públicos civis estaduais. Adiciona ainda as demais regras de aposentadoria especial.

O projeto trata das regras de aposentadoria no tocante à integralidade e à paridade dos policiais civis e dos agentes penitenciários que ingressaram no serviço público antes de 2015.

De acordo com a Lei Complementar Nº 51, de 1985, o policial civil que tiver ingressado na carreira ou em quaisquer das carreiras das polícias militares, dos corpos de bombeiros militares, de agente penitenciário ou socioeducativo poderá se aposentar ao atingir a idade mínima de 55 anos, para ambos os sexos.

Os servidores poderão se aposentar aos 52 anos (mulher) e aos 53 anos (homem), desde que cumprido o período adicional de contribuição correspondente ao tempo que faltaria para atingir o tempo de contribuição previsto na Lei Complementar Nº 51, de 1985.

8 – PLC INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS (IGP)

Estabelecer modalidade de pagamento por subsídio, alinhando sistemática com as demais áreas da Segurança Pública. O projeto define que a remuneração mensal dos servidores do Instituto-Geral de Perícias passa a ser na forma de subsídio, fixado em parcela única, nos termos dos § 4º do art. 39 da Constituição Federal.

Aos servidores que tiverem decréscimo remuneratório em decorrência da aplicação da modalidade de pagamento por subsídio é assegurada a percepção de parcela autônoma de irredutibilidade.

Artigo, Astor Wartchow, especial para este blog - Bonde do destino


- O autor é advogado no RS.

                Prevendo os reflexos colaterais e temerários da decisão do Supremo Tribunal Federal (que garantiu as solturas prisionais atuais e futuras), o presidente Toffoli enviou proposta ao Congresso Nacional sugerindo a interrupção da prescrição enquanto tramitarem os respectivos recursos.
                Ainda que solução intermediária e razoável, não impedirá, entretanto, que o condenado requerente fique livre da prisão anos e anos, face o volume de criativos recursos que se sucederão e a histórica morosidade do judiciário.
                Legislar sobre prescrição parece ser a única solução imediata para minorar os efeitos negativos. Isto porque a presunção de inocência é cláusula pétrea da Constituição Federal, só modificável (de modo restritivo) via nova constituinte. Ou seja, atualmente a cláusula se sobrepõe a qualquer proposta de emenda constitucional modificativa (PEC).
                Há um outro e anterior complicador. Se mais de cento e cinquenta parlamentares têm "judicialmente o rabo preso", e que somados ao conjunto dos partidos e parlamentares simpáticos aos políticos e empresários presos (por motivos óbvios), como alcançar 3/5 dos votos em dois turnos no Senado e na Câmara dos Deputados?
                Ademais, se ocorrer a aprovação de uma PEC que permita a prisão após decisão em segunda instância (minorando a cláusula de presunção de inocência), e recorrida a questão ao STF atual (!), este afirmaria sua inconstitucionalidade, com certeza. Com base na imutabilidade da cláusula pétrea via emenda parlamentar. Ou seja, a PEC, se nascer, nasce morta!
                Assim sendo, cabe refletir sobre uma questão inadiável. Esta cláusula (uma garantia individual) se sobrepõe a qualquer lei modificativa que pretenda a supremacia dos direitos coletivos e do interesse social?
                Na defesa do interesse social (prisão de criminosos, por exemplo), cabe recordar que na fase preliminar e investigativa os processos judiciais correm em favor da sociedade, com base no conceito de “in dubio pro societate”.
                Contrariamente, na fase de julgamento e sentença, mantidas as dúvidas de autoria e responsabilidade, a decisão corre em favor do acusado. “In dubio pro reo”, se diz!
                Mas, se após duas condenações (!), em primeira e segunda instâncias, e sem registros de cerceamento de defesa, caberia ainda decisão em favor do réu?
                Acredito que não. A partir deste momento, creio que a decisão deveria voltar a ser em favor da sociedade e na garantia da credibilidade e segurança do sistema judicial.
                Detalhe. Sem deixar de reconhecer o previsto direito individual aos recursos especial e extraordinário, e mantida a hipótese de presunção de inocência, o já sentenciado poderia recorrer às demais instâncias superiores. Porém, aguardaria o resultado dos seus recursos preso!
                Face seu histórico de intensa e prolongada dedicação partidária e discutível formação acadêmica, o ingresso e atuação de Toffoli no STF sempre estiveram sob críticas.   Agora, teve a oportunidade de “ficar maior” do que quando entrara. Entretanto, com seu voto de minerva “ficou menor”. Perdeu o bonde do destino!

Artigo. J.J. Camargo,Zero Hora - O sonho fraudado


Quando se faz o inventário dos 100 anos da Revolução Russa, que incendiou o coração da juventude no mundo inteiro porque se baseava no poder retomado pelo povo que desbancara a aristocracia czarista, egoísta e alienada, percebe-se que as nações que provaram da poção milagrosa se dividem, muitas décadas depois, em os decepcionados, os arrependidos e os fanáticos.
Atualmente, a presença de um militante dessa causa perdida em países mais desenvolvidos é vista com a curiosidade com que se inspeciona uma peça que resistiu ao incêndio do museu. Nos países pobres, onde eles ainda desfilam com uma empáfia difícil de explicar, está a maioria dos sobreviventes desta autoflagelação, e ali se encontram os deprimidos em tratamento, e os incuráveis, ou seja, os fanáticos que envelheceram acreditando e, agora, não têm mais tempo, nem ânimo, para assumir que deu tudo errado.
E como deu! A análise comparativa dos países capitalistas com os que mergulharam na utopia por convicção (poucos) ou foram coagidos (maioria) é constrangedora, pelo menos para os que preservam intacta a capacidade de pensar por conta própria.
Convivi com logo depois que o muro ruiu, e soube, por alemães ocidentais, do esforço de reintegração das duas metades, irmãs na genética e na cor dos olhos, mas completamente diferentes na iniciativa e na paixão pelo trabalho. Logo depois da fusão, o chefe de cirurgia torácica do meu amigo de longa data, recebeu três jovens cirurgiões de Leipzig, e se confessou surpreso quando eles, imediatamente, iniciaram um movimento de reivindicação por melhores condições de trabalho, incluindo bônus por insalubridade, e aumento do valor das horas extras porque, com o sucesso do programa de transplantes naquela instituição, as operações no período da noite, sem tempo previsto para terminar, se tornaram rotina.
O regime de trabalho competitivo, que recolocou a Alemanha entre as nações mais ricas do mundo, apenas 40 anos depois de ter sido completamente destroçada, não combinava em nada com quem se habituara com a previsível acomodação que rege a vida dos que são igualmente remunerados, trabalhando ou protestando.
Quando a mãe Rússia assumiu a inviabilidade do modelo que fracassara depois de ter sacrificado milhões de vítimas inconformadas com a perda da liberdade, a máscara caiu e as chagas ficaram expostas.
O fim começou quando Miklós Németh, primeiro-ministro húngaro à época, foi à Moscou, para rogar a Gorbachev uma ajuda econômica, para restaurar a cerca elétrica que separava a Hungria da Áustria, e que, desmoronando, se transformara numa porta aberta para o ocidente e a liberdade, mas o pedido resultou em negativa sumária. Diante da resposta explícita de que, sem petróleonão tinha como continuar bancando as aparências, todas as barreiras experimentaram o efeito dominó, que levou Cuba de roldão.
Difícil é aturar que certos jovens, aparentemente poupados de descerebração, continuem defendendo uma ideologia sempre imposta com violência, e que fracassou sistematicamente em um século de tentativas.
A queda do Muro de Berlim, um dos acontecimentos mais emblemáticos do século 20, completa 30 anos neste 9 de novembro e, passado este tempo, com cada nação tentando, do seu jeito, se reerguer das ruínas do socialismo utópico, ainda se percebe a flagrante diferença de desenvolvimento que encabula os países do Leste Europeu.
Tudo bem, vamos deixar de fora as ditaduras, que, tolhendo o princípio básico da liberdade, não permitem comparações, até porque quem não entende esta diferença nada mais entenderá.
Feita esta ressalva, respeitar a decepção recatada dos velhos socialistas, que gastaram os anos dourados da juventude perseguindo um modelo ficcional de convivência, é uma questão de generosidade.
Difícil é aturar que certos jovens, aparentemente poupados de descerebração, continuem defendendo uma ideologia sempre imposta com violência, e que fracassou sistematicamente em um século de tentativas, e sigam venezuelando por aí, com ares de originalidade. Se houvesse interesse numa conclamação à racionalidade, a primeira pergunta seria esta: por que será que ninguém jamais arriscou a vida, tentando pular o muro para o lado de lá?

Artigo, Fábio Jacques, especial para este blog - Seremos múltiplos?


Se ninguém sabe explicar como é, me dou o direito de especular a respeito. Gosto de contestar o Princípio da Autoridade e pensar por mim mesmo.
O que é a vida? O que é o espírito? O espírito tem vida própria? Qual a interdependência do corpo com a mente? Será o cérebro um grande computador operado por alguma entidade espiritual?
Ninguém tem respostas definitivas para estas questões, e, portanto, qualquer elucubração sobre o tema permanece válida.
Eu tenho minhas próprias ideias a respeito, e desde já alerto que pouco estudei sobre psicologia e nada sobre psiquiatria. Minha ignorância é praticamente absoluta.
Desconheço a originalidade destas ideias porque nunca pesquisei a respeito, mas me parecem plausíveis e podem explicar muitas coisas até hoje, para mim, obscuras. Se alguém conhecer algum autor que tenha discorrido sobre o tema, por favor me indique.
Vamos lá.
O cérebro humano nada mais é que um processador altamente sofisticado com velocidade de processamento quase infinita e memória capaz de armazenar “zilhões” de informações. Para que funcione, o organismo tem que estar vivo e contar com “alguém” que o comande. A interdependência entre a máquina cérebro e o agente operador é total.
Agora a ideia, talvez um tanto quanto maluca: não há apenas um operador para cada cérebro e sim vários. Não falo de TDI, mas de entidades autônomas. Todos somos habitados por várias entidades. Na verdade, somos múltiplos.
Estes operadores disputam entre si a predominância pelo posto de controlador das ações o que leva a algumas situações peculiares:
Se um destes personagens for muito dominante, os demais não conseguem se manifestar. A pessoa habitada por esta entidade muito forte, sempre apresenta grande poder de decisão, não demonstra ter muita consciência porque nenhuma outra entidade consegue contrapô-la, não tem muitas dúvidas sobre o que faz ou decide fazer. Para ela não existem portas fechadas.
Quando duas ou mais entidades são igualmente dominantes, a pessoa se torna indecisa. Passa noites discutindo consigo mesma, condenando-se por atitudes tomadas e procurando se convencer de que agiu corretamente. Os conflitos de consciência se devem aos embates entre as entidades dominantes que ficam tentando desestabilizar umas às outras para tomar o controle das operações. – Eu não devia ter feito ou dito aquilo. – Agora está feito. – Mas não deveria ter feito. – Mas não dá mais para voltar atrás. – Mas devia ter pensado melhor. E assim por diante.
Quando duas ou mais forem extremamente dominantes, pode-se, eventualmente, observar a passagem do controle de uma para outra manifestando-se nos conflitos conhecidos como múltiplas personalidades. Ora a pessoa age de determinada maneira, ora age de forma completamente diferente. Melanie Goodwin é um exemplo de convivência com múltiplas entidades completamente diferentes entre si, com experiências próprias e até mesmo com idades diferentes.
Há inúmeros casos nos quais algum trauma transforma completamente a pessoa, mudando seu modo de agir ou revelando características completamente desconhecidas.
Derek Amato bateu com a cabeça no fundo de uma piscina e se tornou um grande pianista. Jason Padgett sofreu um golpe na cabeça em um assalto e se transformou em um gênio matemático que visualiza equações matemáticas e fractais em tudo o que olha. Ele tem uma habilidade única de desenhar à mão figuras fractais sofisticadíssimas.
Algumas pessoas simplesmente sofrem um “estalo” e passam a agir de forma diferente e a manifestar características até então desconhecidas.
Algumas vezes, frente a uma situação inusitada, a pessoa pode sofrer um bloqueio ficando como que paralisada em função da disputa entre duas entidades que pensam de forma completamente diferente sobre o tema em questão e que, não chegando a um acordo, paralisam as ações da pessoa.
Eventualmente alguma entidade externa pode passar a fazer parte da coletividade interior assumindo momentaneamente ou até permanentemente o controle das ações. São os casos de incorporações ou de possessões. Dependendo das características da nova entidade dominante, a pessoa pode passar a agir maligna ou benignamente. Às vezes é necessário praticar o ritual do exorcismo para expulsar a entidade estranha. “Como é teu nome, perguntou Jesus, e ele respondeu, meu nome é Legião, porque somos muitos”. Vade retro.
Quando nenhuma das entidades originais é predominante, a pessoa demonstra características de falta de vontade própria. O dominante é fraco, mas os demais são mais fracos ainda.
Em algumas situações é possível perceber a atuação das diferentes entidades. Uma pessoa presa em um elevador pode passar a discutir consigo mesma. Uma entidade diz que a pessoa tem que sair imediatamente do ambiente fechado enquanto outra lembra que ninguém fica eternamente preso em um elevador e que logo alguém o livrará desta situação. Pode até se ouvir uma dizendo: calma, fica frio, logo se resolverá este problema, ao mesmo tempo que outra fica insistindo que o problema é insolúvel e catastrófico.
Quando dramas de consciência assolam a pessoa, se a entidade que se achar com mais razão disser à outra para se calar, o problema se atenua e pode até ser resolvido. Dizer: agora está feito e não adianta querer voltar atrás, portanto, cale-se, pode acabar com a insônia e devolver à pessoa um sono reparador. Popularmente se diria que é ligar o “foda-se”.
Até mesmo os tratados de autoajuda parecem ser tentativas de consolidar a dominância de uma determinada entidade. Convença-se de que você pode, você é forte, você consegue alcançar tudo o que quiser. Você é o cara. Não se deixe levar por “aqueles” que tentam jogá-lo para baixo.
Tudo isto pode ser uma perfeita bobagem fruto apenas de uma mente imaginativa e ignorante, mas se olharmos sem paixão e com a liberdade de quem ousa contestar a autoridade sobre o assunto, pode até fazer algum sentido. E até mesmo apresentar uma explicação mais simples e razoável para inúmeros fenômenos muito discutidos e nunca solucionados.
E, finalmente, resta a pergunta: quem somos nós?
Somos a manifestação de alguma ou de várias destas entidades que são as operadoras do hardware que é o nosso cérebro e que, na sua essência, formam o conjunto daquilo que conhecemos como nós, seres humanos inteligentes, dotados de características peculiares e de vontade própria.
O autor é diretor da FJacques - Gestão através de Ideias Atratoras e autor do livro “Quando a empresa se torna Azul – O poder das grandes Ideias”.
http://www.fjacques.com.br -  mailto:fabio@fjacques.com.br
Whatsapp: 9725 6254


De: Fabio Jacques <fabiofjacques@gmail.com>
Enviada em: terça-feira, 12 de novembro de 2019 12:06
Para: POLIBIO BRAGA <polibioadolfobraga@gmail.com>
Assunto: Seremos múltiplos?

Olá Políbio, bom dia.
Em anexo um texto elucubrativo sobre um tema completamente diferente daqueles sobre os quais tenho escrito.
Estou entrando em uma seara que não é minha especialidade, sobre a qual tenho compilado ideias talvez até próprias, e que para mim fazem sentido. Posso estar dizendo uma grande bobagem ou até pode ser que não esteja dizendo nada de novo.
Gostaria que lesses e, se achares razoável, publique-a.
Deixo ao teu critério, uma vez que deves ter mais conhecimento sobre o tema do que eu.
Abraços.