Dica do editor - Saiba como é o programa de R$ 150 milhões para ampliar o HPS de Porto Alegre

O projeto de R$ 150 milhões é a maior expansão da história do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, voltado para a construção de um novo prédio de oito andares e a duplicação da capacidade de atendimento de urgência e trauma na Capital. O coordenador de captação de recursos para este projeto de ampliação, o advogado Paulo Guimarães, nomeado pelo prefeito Melo, disse ao editor que já foram garantidos R$ 50 milhões, com ênfase para emendas parlamentares (leia nota, abaixo). 

Principais detalhes do projeto:

• Novo Prédio: Construção de uma torre de 8 andares em um terreno de 11 mil metros quadrados localizado na Rua José Bonifácio (em frente ao Parque da Redenção), adquirido pela Prefeitura.

• Mais Leitos: Adição de cerca de 110 novos leitos, elevando a capacidade total de internação do hospital de 95 para aproximadamente 205 leitos.

• Infraestrutura: O novo complexo incluirá um centro cirúrgico, áreas modernas de diagnóstico por imagem e setores especializados (como atendimento a queimados e UTI adulto).

• Financiamento: O custo total é estimado em R$ 150 milhões, com recursos buscados por meio de emendas parlamentares (vereadores, deputados e senadores), doações da sociedade civil, aportes dos governos estadual e federal e financiamentos internacionais (como o BID).

Artigo, especial, Carlos Eduardo Bellini Borenstein - Região Sul: o maior reduto bolsonarista do país

Cientista Político
carloseduardo@arkoadvice.com.br

O senador Flávio Bolsonaro (PL) estará em Porto Alegre (RS) na próxima quarta-feira (14). Ele participará de uma reunião-almoço com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), e realizará um ato político no Largo Glênio Peres.

A presença dos governadores eleitos do Rio Grande do Sul (RS), Luciano Zucco (PL); e do Paraná (PR), Sergio Moro; além do governador reeleito de Santa Catarina (SC), Jorginho Mello, mostra forte engajamento deles nas últimas duas semanas no segundo turno em favor de Flávio. 

No RS, além de Zucco e demais lideranças da direita, Flávio recebeu, na semana passada, o apoio de líderes do MDB gaúcho; do diretório do PSDB; e também da bancada do PSD na Assembleia Legislativa. Os movimentos do MDB, PSDB e PSD indicam o possível ingresso dessas legendas na base de Luciano Zucco, solidificando uma aliança da centro-direita com o bolsonarismo.

Embora as eleições para governador dos três estados do Sul tenham se encerrado no primeiro turno, Flávio terá uma forte mobilização na região, e tende a conquistar uma expressiva vitória sobre Lula no segundo turno. 

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve uma contundente vitória na região Sul, conquistando 60,08% dos votos válidos. O Sul foi a região que Flávio teve a maior votação percentual do país. O candidato do PL venceu nos três estados da região: RS (55,64%); SC (66,65%); e PR (59,91%). Ou seja, se a eleição presidencial dependesse apenas do eleitorado sulista, Flávio estaria eleito em primeiro turno.

Além disso, o PL conquistou os três estados da região: Zucco (RS); Jorginho (SC); e Moro (PR). Nas capitais do Sul, Flávio superou Lula em Curitiba (57,50% a 30,37%) e Florianópolis (48,63% a 40,83%). Em Porto Alegre, Lula ficou na frente de Flávio (48,57% a 41,86%). No entanto, como os candidatos de direita contabilizaram 51,04% dos votos válidos em Porto Alegre, e o prefeito Sebastião Melo (MDB) terá um forte engajamento na campanha no segundo turno, a expectativa é que Flávio vença Lula também na capital gaúcha. 

O bolsonarismo conquistou ainda as seis vagas em disputa no Sul para o Senado:  RS (Sanderson – PL e Marcel Van Hattem – Novo); PR (Filipe Barros – PL e Deltan Dallagnol – Novo); e SC (Caroline de Toni – PL e Carlos Bolsonaro – PL). Dos seis senadores eleitos, quatro são do PL e dois do Novo.

Esses números evidenciam o desgaste do PT junto ao eleitorado do Sul. Não por acaso, Flávio teve uma expressiva votação no primeiro turno e o bolsonarismo conquistou todos os governos estaduais e as cadeiras em disputa ao Senado na região. No segundo turno, Flávio deve obter uma contundente vitória na região, conquistando entre 65% a 70% dos votos válidos.


Artigo – A máfia da toga

Por Gastão Ponsi, advogado - Site Espaço Vital 

A toga transformou-se no manto mais lucrativo do mercado corporativo brasileiro. Desde muito antes de a então corregedora do CNJ, Eliana Calmon, ter cunhado a expressão "bandidos de toga", a corrupção já grassava.

Não se sabe se a bandidagem ingressou no Judiciário, ou se integrantes viraram bandidos. O fato é que a Justiça está infestada. 

Por baixo do veludo, o Judiciário opera um balcão de negócios perfeitamente calibrado: do juiz da comarca ao ministro da corte, a tabela aceita de tudo. 

De caixa de uísque e viagem de jatinho a cotas de imóveis e repasses milionários de "consultoria" no escritório  da esposa ministro; de pagamento pelo “Master” a escritório de filhos de ministros...

Não há dinheiro que chegue pra essa gente. 

O ecossistema é autossuficiente. 

O advogado vende o acesso, o promotor finge que não vê, e o magistrado entrega o acórdão encomendado sob o verniz da "livre convicção". 

Chega a ser plausível imaginar, em meio a essa feira livre, o réu acusado de um desses crimes que assolam o país olhar nos olhos de quem preside a audiência e chamá-lo sem pudor de "colega"... Não por ser membro do Poder, mas por evidente afinidade profissional na gatunagem. 

Enquanto isso, o verdadeiro escárnio permanece na blindagem legal do processo. Criou-se a aberração de exigir que a polícia peça licença ao tribunal para investigar o próprio juiz suspeito. 

Descobriu o crime? 

Pare tudo, entregue as provas aos colegas do investigado e reze para que não decretem o sigilo das investigações, ou a anulação de todo o expediente por "usurpação de competência". 

Mesmo que o CNJ e o STF tenham finalmente sepultado a aposentadoria compulsória - para passar a prever a perda do cargo - a estrutura corporativa continua firme. 

Sem que a autoridade policial tenha plena autonomia para investigar do topo à base sem pedir bênção a magistrados, o combate à corrupção na toga continuará sendo uma exceção negociada, e não a regra.

Terça de campanha: Flávio visita o pai e Lula anuncia medidas para MEIs

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, retoma nesta terça-feira (13) as visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O encontro ocorre após o fim da suspensão de 90 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A restrição foi imposta em 13 de julho, após a publicação, nas redes sociais, de uma carta escrita por Jair Bolsonaro, em desacordo com uma medida cautelar que o proibia de utilizar a internet por meio de terceiros. A sanção terminou no domingo (11), permitindo a retomada dos encontros, conforme as condições judiciais vigentes. 

À tarde, Flávio segue para São Paulo, onde tem reunião com representantes do MDB às 15h. Às 17h, participa do Grande Encontro do Associativismo, no Clube Monte Líbano, ao lado de lideranças políticas e empresariais. 

Entre os nomes previstos estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o presidente da Faesp, Tirso Meirelles. O senador encerra a programação às 21h, com entrevista ao vivo ao Anima Podcast, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro. 

Já Lula (PT) tem compromisso às 10h, no Palácio do Planalto, onde assina um pacote de medidas voltado aos microempreendedores individuais (MEIs). Entre as propostas em discussão está a ampliação do limite anual de faturamento da categoria, atualmente em R$ 81 mil, para R$ 140 mil. 

A agenda coloca em destaque dois temas distintos neste dia: enquanto Flávio concentra seus compromissos na articulação política e no diálogo com representantes empresariais, Lula apresenta iniciativas direcionadas aos pequenos negócios. Os detalhes e os efeitos das medidas para os MEIs dependem do conteúdo oficial anunciado pelo governo.

Flávio Bolsonaro percorre três cidades gaúchas em agenda nesta quarta-feira

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) estará no Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (14 de outubro), com compromissos em Porto Alegre, Alvorada e Canoas. A agenda sofreu alterações em relação à programação inicial e prevê visitas a comunidades, contato com moradores e comerciantes e uma mobilização popular na Capital. 

Flávio estará acompanhado do governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), além de lideranças políticas como o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), o governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o governador eleito do Paraná, Sérgio Moro. A passagem pela região do Dique, no bairro Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, está entre os compromissos previstos, em uma área que enfrenta desafios relacionados às enchentes. 

Segundo Zucco, a visita será uma oportunidade para Flávio conhecer de perto os problemas enfrentados pelos gaúchos e ouvir as demandas da população. A programação também prevê caminhadas em Alvorada e uma mobilização no Centro Histórico de Porto Alegre. Os locais exatos de algumas atividades e o trajeto final ainda dependem de confirmação. 

Confira a programação completa 

QUARTA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO 

12h — PORTO ALEGRE | Bairro Sarandi

  • Local: campo próximo à Vila Brasília, na região do Dique.
  • Atividade: visita à comunidade e pronunciamento à imprensa.

13h30 — ALVORADA | Centro

  • Atividade: caminhada com comerciantes e moradores.
  • Ponto de partida: a confirmar.

15h — CANOAS

  • Local: a confirmar.
  • Atividade: compromisso com programação a ser detalhada.

17h — PORTO ALEGRE | Centro Histórico

  • Atividade: mobilização popular.
  • Trajeto: a confirmar.

19h — EMBARQUE

  • Encerramento da agenda de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Sul.

Natal Luz de Gramado terá investimento de R$ 41 milhões e mais de 400 atrações

Gramado se prepara para a 41ª edição do Natal Luz, uma das principais atrações turísticas do calendário brasileiro. Com investimento de R$ 41 milhões, o evento terá 88 dias de programação e mais de 400 atrações artísticas e culturais. A expectativa é receber 2,8 milhões de visitantes, movimentando hotéis, restaurantes, comércio e serviços da região. 

A decoração contará com cerca de 4 milhões de pontos de LED e mais de 1,3 mil elementos decorativos espalhados pela cidade. Entre as atrações gratuitas estão O Despertar das Luzes, diariamente às 20h, em frente ao Palácio dos Festivais, a Parada de Natal, às sextas-feiras, sábados e domingos, além das atividades na Rua Coberta e na Vila de Natal, na Praça das Etnias. 

Entre os espetáculos tradicionais, o Grande Desfile de Natal terá mais de 400 personagens, 11 carros alegóricos e novas cenas, no Expogramado. 

O Nativitaten também ganhará mudanças de palco e recursos tecnológicos. A programação inclui ainda duas novidades pagas: O Brilho do Natal e Natal Luz in Concert, com a Orquestra Sinfônica de Gramado. 

Datas e programação 

  • Período: 22 de outubro de 2026 a 17 de janeiro de 2027.
  • Duração: 88 dias de programação.
  • Investimento: R$ 41 milhões.
  • Público esperado: 2,8 milhões de visitantes.
  • O Despertar das Luzes: diariamente, às 20h, em frente ao Palácio dos Festivais.
  • Parada de Natal: sextas-feiras, sábados e domingos.
  • Grande Desfile de Natal: Expogramado, com mais de 400 personagens e 11 carros alegóricos.
  • Nativitaten: Serra Park, com música, iluminação e efeitos especiais.
  • Outras atrações: Rua Coberta, Vila de Natal, O Brilho do Natal e Natal Luz in Concert.

- Os horários específicos, os dias de apresentação dos espetáculos pagos e a disponibilidade de ingressos devem ser confirmados nos canais oficiais do evento. 

Saiba mais em https://www.natalluzdegramado.com.br/

Artigo, especial, Adão Paiani - Ana Elisa e a banalidade do mal: quando a tolerância vira cumplicidade.

- Adão Paiani é advogado em Brasília perante os tribunais superiores.

A banalidade do mal, conceito desenvolvido por Hannah Arendt em Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal, ajuda a compreender como o intolerável pode ser normalizado quando a ideologia substitui o julgamento crítico. É essa reflexão que o caso da deputada federal eleita Ana Elisa, do PT de Minas Gerais, impõe ao Brasil. Em publicações nas redes sociais, Ana Elisa expressou hostilidade contra pessoas brancas, manifestou posições sobre o aborto e dirigiu declarações agressivas aos cristãos evangélicos. São palavras pelas quais a própria parlamentar deve responder. A responsabilidade é de quem escreve e publica. Ponto. A juventude não é salvo-conduto. Ter 15, 17 ou 21 anos não apaga palavras nem elimina responsabilidades. Tampouco a condição de mulher, a identidade racial ou qualquer outra característica pessoal ou coletiva pode funcionar como imunidade contra a crítica. Uma retratação não encerra o debate. Quem pretende representar centenas de milhares de brasileiros precisa responder pelas ideias que expressa. O mais grave, porém, é a complacência diante dessas manifestações. Ela não se limita à esquerda, cujos setores frequentemente condenam nos adversários aquilo que relativizam nos próprios militantes. Há também pessoas da direita e até católicos que procuram justificar a conduta da deputada alegando que ela é jovem, foi ideologizada ou sofreu uma espécie de lavagem cerebral. É o falso humanismo: invocar a piedade para dispensar alguém da responsabilidade por seus atos. Compreender a influência do ambiente sobre uma pessoa não significa absolvê-la. É possível repudiar as ameaças contra Ana Elisa, cuja autoria e circunstâncias precisam ser apuradas, e, ao mesmo tempo, criticar com firmeza suas declarações. Uma coisa não elimina a outra. É nesse mecanismo de normalização e complacência que a reflexão de Hannah Arendt ganha relevância. O perigo está em abandonar o julgamento moral quando ele contraria nossas preferências políticas. Não é necessário equiparar situações históricas distintas para reconhecer que nenhuma convicção ideológica deveria nos impedir de distinguir o aceitável do intolerável. Ana Elisa se declara católica, mas manifesta posições frontalmente contrárias ao ensinamento da Igreja, como no tema do aborto. Essa contradição interpela também a Igreja Católica brasileira. Cabe questionar a responsabilidade pastoral de setores do episcopado e de correntes progressistas que, sob influência da Teologia da Libertação, aproximaram a atuação religiosa da militância ideológica e relativizaram aspectos fundamentais da doutrina. Quando a identidade católica convive sem aparente conflito com posições que contradizem os ensinamentos da Igreja, é legítimo perguntar que formação de consciência está sendo oferecida aos fiéis. Há ainda uma consequência política incontornável. A esquerda, que historicamente mobilizou trabalhadores em torno de salários, emprego, moradia e combate às desigualdades, vê parcelas de sua militância substituírem essas preocupações pela guerra das identidades, pela patrulha ideológica e pela cultura woke. Essa matriz é destrutiva: fragmenta a sociedade, alimenta antagonismos e transforma diferenças em trincheiras políticas. Não é progresso, mas desagregação social. Ao abrir espaço para esse radicalismo e relativizar condutas intolerantes, a esquerda se afasta de problemas concretos e de parte daqueles que historicamente dizia representar. O resultado eleitoral de 2026 deve ser examinado à luz dessa desconexão, entre outros fatores. O risco de suicídio político surge quando um projeto passa a confundir a radicalização de sua militância com os anseios da sociedade. Ana Elisa recebeu 524.219 votos. Mais de meio milhão de eleitores lhe conferiram um mandato, dando expressiva dimensão política à sua candidatura. Sua votação não permite afirmar que cada eleitor endosse cada uma de suas declarações, mas torna impossível tratar o episódio como irrelevante ou isolado. É justamente a projeção alcançada por uma candidata associada a esse discurso que deveria provocar reflexão. Não se trata de censura, mas de responsabilidade. Nenhuma ideologia tem o monopólio da virtude. Nenhuma causa concede licença para a intolerância. E ninguém deve ser absolvido apenas por pertencer ao campo político, religioso ou ideológico com o qual simpatizamos. A banalidade do mal também se alimenta de quem, em nome de uma suposta tolerância, se recusa a condenar o intolerável. Quando a ideologia silencia a consciência, e o humanismo, por ser falso, deixa de ser virtude e se transforma em cumplicidade.