TCU vai checar resultado de 4.161 urnas no primeiro turno das eleições

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai conferir a integridades dos boletins impressos emitidos por uma amostra de 4.161 urnas após a votação, em 2 de outubro, anunciou o órgão.


O boletim de urna funciona como uma espécie de extrato com todos os votos que foram digitados no equipamento. Ao final da votação, ele é impresso pela Justiça Eleitoral e disponibilizado para conferência por partidos, candidatos e eleitores.


Por meio do boletim de urna, é possível saber quantos votos recebeu cada candidato, partido ou coligação por meio de cada equipamento, que emite cinco vias do documento, cada uma com o QR Code que identifica a urna e confere a autenticidade dos dados.  


Dessa maneira, ao somar os números impressos em cada boletim de cada urna, chegaria-se ao mesmo resultado da totalização oficial feita por meio eletrônico pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Diferentes instituições, como por exemplo as Forças Armadas, estão interessadas em fazer essa verificação em uma amostra das cerca de 500 mil urnas utilizadas nas Eleições 2022

Covid-19 amplia risco de trombose?

Dois anos e meio após o início da pandemia de Covid-19no mundo, as sequelas ainda são investigadas. A trombose é uma delas. O coordenador da Cirurgia Vascular do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Sharbel Mahfuz Boustany, reconhece que os pacientes com Covid realmente apresentam um risco elevado para a doença. Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) confirmam essa análise. Um levantamento realizado pela entidade demonstrou que 39% dos 470 médicos angiologistas e cirurgiões vasculares entrevistados tiveram ao menos um paciente com trombose venosa ou embolia que havia testado positivo para o novo coronavírus.

Mas o que é a trombose?

De acordo com o especialista, a trombose é a formação de um coágulo dentro de um vaso sanguíneo, que obstrui ou dificulta a circulação neste vaso. Fique atento, pois o assunto é sério. A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH) estima que cerca de 200 mil habitantes são atingidos por trombose anualmente. Para lembrar a gravidade, foi instituído, em 2012, o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, em 16 de setembro.

Quais são os sintomas?

Segundo o Dr. Sharbel Mahfuz Boustany, os sintomas variam de acordo com o vaso sanguíneo atingido. “Os locais mais acometidos costumam ser as veias das pernas. Nessa região, chamamos de trombose venosa profunda e os principais sintomas são edema, dor, vermelhidão e sensação de peso na perna”, observa. “Em algumas situações, esses trombos formados nas veias das pernas podem se soltar e migrar para os pulmões, obstruindo a circulação pulmonar. Esse quadro clínico é chamado de embolia pulmonar e é a mais temida das complicações. Causa falta de ar, queda da pressão, podendo levar a uma parada cardíaca e à morte subsequente”, adverte o médico.

O que pode desencadear a trombose?

Existem situações que aumentam o risco de trombose. O coordenador da Cirurgia Vascular lembra que algumas delas são o tabagismo, câncer, infecções, cirurgias, uso de hormônios, gestação, pacientes acamados e doenças genéticas do sangue, que predispõem à trombose (trombofilias). 

Qual especialista procurar?

Caso sinta algum desconforto, procure imediatamente atendimento médico, na Emergência. Posteriormente, dependendo do caso, você será encaminhado a outro especialista. “Se a trombose acometer uma artéria cerebral, causando um AVC, o encaminhamento será ao Neurologista. Se prejudicar as artérias coronárias, podendo causar infarto agudo do miocárdio, o profissional em questão é o Cardiologista. No caso de ocorrer um entupimento de artérias ou veias dos braços e das pernas, o Cirurgião Vascular deve ser consultado. Nas situações em que há trombofilia associada, o hematologista deverá fazer uma avaliação, independente do local atingido”, recomenda.

“No caso da trombose venosa profunda, que costuma ser a mais comum, o tratamento é feito com anticoagulantes para evitar que ela aumente ou migre para o pulmão. Em casos específicos, pode-se usar medicações potentes liberadas dentro das veias através de cateteres que dissolvem os coágulos de forma muito rápida”, ressalta Dr. Sharbel Mahfuz Boustany.

Quais são as principais sequelas?

As sequelas da trombose venosa profunda são o inchaço crônico da perna, dores, varizes e, em alguns casos avançados, feridas nas pernas (úlceras varicosas). Em geral, são de difícil resolução. Os tratamentos costumam ser paliativos e consistem em uso de meias elásticas e cirurgias para tratamento das varizes e das úlceras varicosas.

Portanto, fique atento. Sempre que observar algum sintoma, busque atendimento médico. O Hospital Moinhos de Vento tem especialistas habilitados para recomendar o tratamento mais adequado. Mais informações pelo telefone (51) 3314-3300 ou (51) 3314-3434 para agendamento de consultas e exames.


Fonte: Dr. Sharbel Mahfuz Boustany (CRM 22840), coordenador da Cirurgia Vascular do Hospital Moinhos de Vento.



 

Saiba como a Jovem Pan aderiu ao bolsonarismo

 O jornal Folha de S. Paulo de hoje publica longa reportagem para explicar por que razão e como aconteceu a mudança de inflexão editorial da Jovem Pan, que aderiu ao bolsonarismo, mantendo alto grau de profissionalismo e fazendo contraponto à mídia tradicional amestrada que combate selvagemente o governo, no caso jornais como Zero Hora, Estadão e a própria Folha.

Leia tudo:

O ano de 2014 marca o começo da mudança na rádio paulistana. Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, assumiu o comando do grupo no lugar do pai, e a empresa estreou o Pingos nos Is.


O programa era apresentado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Folha. O sucesso veio rapidamente, e, em outubro de 2014, a audiência chegou a 87 mil ouvintes por minuto na Grande SP, levando o programa ao topo. O ponto de inflexão no rádio, plataforma-mãe do grupo, foi em 2015, quando passou a galgar postos na pesquisa de audiência do segmento, feita pela Kantar Ibope.


Reinaldo deixou a bancada em 2017, após a Procuradora-Geral da República divulgar conversas dele com Andrea Neves, irmã do então senador Aécio Neves (PSDB). Antes de sua saída, a emissora já havia pulado do terceiro para o primeiro lugar no setor de notícias em São Paulo, posição que mantém até hoje.


Às 18h, horário nobre do rádio, na faixa ocupada pelo Pingos nos Is, a Jovem Pan ultrapassa os 100 mil ouvintes por minuto, 40% a mais do que a segunda colocada, a CBN, do Grupo Globo. São 2,8 milhões de pessoas na capital paulista por mês, também segundo a Kantar Ibope. 

Saiba o que há de errado com as pesquisas eleitorais

 

Cientista político Paulo Moura defende CPI sobre Pesquisas Eleitorais. Veja o vídeo.

 

Artigo, Guilherme Baumhardt, Correio do Povo - Que vergonha

 Entre tantas frases ditas por Roberto Campos (e outras tantas atribuídas a ele), tenho especial predileção por uma delas: “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar: bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês. São os filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola”.


Na semana que passou, uma cantoria (chata) de alguns artistas (?) nacionais foi parar nas redes. Um videoclipe digno de propaganda soviética mostra músicos e cantores falando sobre o Brasil Maravilha, um país que só é possível com a volta do ex-condenado ao poder. Se você não se cuidar corre o risco de soltar uma lágrima. É tocante. É emocionante. E pasmem, leitores: eles resgatam, inclusive, a bandeira e as cores brasileiras, associando-as a quem sempre adorou o vermelho, a foice e o martelo. Sim, uma eleição é capaz de produzir milagres.


Voltando à frase de Roberto Campos. Fidel Castro morreu, os cachês hoje não são mais acertados em dólar (graças ao Plano Real) e, apesar da narrativa de que o atual presidente é um genocida, fascista, ortopedista, dentista, taxista e taxidermista, a liberdade vigora no país – ao menos no que diz respeito ao poder executivo. Sobre o STF, não podemos dizer o mesmo. Ou seja, décadas depois da maravilhosa frase de Roberto Campos, o nosso pessoal continua com sua libidinosa relação com o refrigerante que é ícone do capitalismo.


Em 2018, diante da iminente eleição de Jair Bolsonaro, muitos foram até o guarda-roupas e tiraram de lá o velho fantasma empoeirado da ditadura. Para essa turma, com a eleição de JB voltaríamos aos tempos de AI-5, da censura, da supressão das liberdades individuais, das liberdades artísticas. O tempo mostrou que não passava de groselha, coisa de quem usou substâncias ou talvez viva em uma realidade paralela.


O que assistimos, de fato, foi ao desespero do establishment. Bancos que gozavam do oligopólio perceberam que os dias de moleza estavam próximos do fim. Micro e pequenos empresários, que precisavam do carimbo e da bênção do Estado (no seu sentido mais amplo), agora podem tocar suas vidas, gerar emprego e renda sem a necessidade do amém do governante de plantão. E os artistas?


Bem, essa turma viu secar uma teta. Uma gorda teta. Acredite se quiser, no Brasil, o dinheiro do pagador de impostos (que poderia ser utilizado para obras de infraestrutura ou investimentos em segurança, por exemplo) foi canalizado para bancar espetáculo internacional com ingresso custando o equivalente a um salário-mínimo. Inauguramos a era do “empreendedorismo de risco zero”. Se lotar, ótimo. Se não lotar, as contas (total ou parcialmente) estão pagas. Aliás, meu reconhecimento às empresas (produtoras de eventos) que não faziam uso da lei de incentivo para este fim.


Sobre liberdades. Não se tem notícia de um show daquele cantor Sandy Jr. (ou é uma dupla?) que tenha sido vetado por Bolsonaro. Não se sabe de alguma letra ou música de Chitãozinho e Xororó que tenha sido alvo de censura. Gilberto Gil segue sendo o esquerdista/petista que sempre foi. Não foi preso, não precisou ir para o exílio e nem teve jipe do Exército batendo na sua porta. Caetano Veloso fala abertamente que votará em Ciro Gomes, nossa eterna fonte de humanismo, ponderação, racionalidade e razoabilidade.


Se não assistimos a uma truculência bolsonarista contra as liberdades, o que vimos foi a Suprema Corte do país impor aos cidadãos (alguns, inclusive, protegidos pela imunidade parlamentar) a maior mordaça já vista. E, quanto a isso, o grosso da nossa classe artística, sempre tão estimada, valorosa e corajosa, não deu um pio sequer. Pior, querem que você acredite que a solução dos nossos problemas é colocar de volta no Palácio do Planalto o sujeito que quebrou o país, junto do seu poste, Dilma Rousseff.


Para entender a cantoria (ou choro) dos artistas nacionais vermelhos, além de Roberto Campos, é prudente relembrar também a frase vinda a público no escândalo Watergate, nos Estados Unidos: “Follow the Money”. Ou, em bom português, siga o dinheiro.


O engajamento político de artistas recomenda cautela. Como hoje resolvi citar frases, lembro de Millôr Fernandes, falando sobre Chico Buarque (outro vermelho): “Eu desconfio de todo idealista que lucra com o seu ideal”. Vale para Chico Buarque. E vale para todos aqueles que receberam gordas indenizações do pagador de impostos brasileiro, por terem participado da luta armada. Como dizia Millôr: “Não era ideologia, era investimento”.


Se aqueles que gravaram o clipe enaltecendo o ex-condenado querem nele votar, são livres para isso (mais uma prova de que não há ditadura bolsonarista vigente no Brasil). Só não me chamem de burro ou otário. De gente assim eu prefiro manter distância. De gente como Millôr e Roberto Campos eu sinto saudade.

STF revoga decisão para manter decreto que reduziu IPI

 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou hoje (16) sua própria liminar que suspendeu a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). 


Na decisão, Moraes entendeu que o novo decreto editado pelo Ministério da Economia após a decisão garantiu a redução do IPI para todo o país e preservou a tributação dos produtos da Zona Franca de Manaus. Dessa forma, segundo o ministro, a liminar perdeu a urgência. 


No dia 24 de agosto, o novo decreto do Executivo restaurou as alíquotas do imposto sobre 109 produtos fabricados em Manaus. 


Desde o início do ano, o governo tem desonerado o IPI em todo o país como medida de estímulo à economia. Em fevereiro, o corte tinha sido de 25%, mas foi ampliado para 35% em maio. Essa ampliação criou atritos entre o governo e os empresários da Zona Franca de Manaus. 


Em nota, o Ministério da Economia declarou que a decisão permite conciliar a reindustrialização do país e a proteção da Zona Franca de Manaus.