Artigo, deputado Giovani Cherini

 Como deputado federal defensor da LIBERDADE, é meu dever e responsabilidade levar à Câmara Federal a minha posição contrária ao PL 2630/20, conhecido como o PL da CENSURA, travestido como PL das Fake News.

Este projeto, criado pelo deputado comunista Orlando Silva (PCdoB), tem gerado grande preocupação em diversos setores da sociedade, inclusive em empresas como a Google e o Facebook, o qual têm solicitado debate e o adiamento da votação de urgência.

O PL da CENSURA precisa ser mais discutido, uma vez que está em tramitação há três anos na Câmara e até agora não passou por nenhuma comissão de mérito, dando superpoderes ao seu relator informal.

Ademais, quase metade da Casa que está atuando hoje, não estava na legislatura passada e nunca discutiu o tema. Caso tivéssemos começado a Comissão Especial no início da legislatura, já teríamos 3 meses de debate e conclusões sobre o tema.

- Porque eles NÃO QUEREM ABRIR ESSE DEBATE?

Este projeto é preocupante, pois há o risco de se terceirizar o poder de polícia para as plataformas. Isso vai levar a uma censura prévia e a um risco de vigilantismo digital. Além disso, há uma preocupação com a criação de um Ministério da Verdade e Protocolos, que poderá gerar ainda mais CENSURAS e ser manobrado sobre interesses específicos.

Afinal, esse "Ministério" poderá dizer que a defesa de um impeachment legal é um atentado à democracia, resultando em sanções punitivas a livre manifestação, garantida pela nossa Constituição.
Outro ponto que nos preocupa é a mudança no Código Penal, sem que haja um debate adequado sobre os riscos. Transformar a derrubada de conteúdo e perfis na internet em sanção penal é algo INACEITÁVEL. Como vice-líder do Partido da LIBERDADE não posso permitir que isso ocorra.
Por isso, pergunto para todos brasileiros:
Não faz sentido debater mais esse assunto para evitar que a pena se torne um instrumento de CENSURA?
Por fim, como representante da LIBERDADE eu defendo que tenhamos mais tempo para discuti-lo de forma adequada.
Precisamos garantir a liberdade de expressão e o direito à informação, sem que isso gere mais controle sobre o discurso ou prejudique a nossa liberdade.
Esse projeto de lei das Fake News fere as garantias constitucionais, pois a Constituição Federal já prevê leis que garantem a autonomia de ação, mesmo que seja nas redes sociais.
RESSALTO, se alguém publicar uma Fake News contra outra pessoa, poderá responder por crimes como difamação e calúnia, previstos nos artigos 138 e 139 do Código Penal
Brasileiro.

Saiba como votou cada deputado do seu Estado no caso da urgência para a Lei da Censura

  Como este blog informou ontem a noite, por 238  votos contra 192, a Câmara dos Deputados aprovou regime de urgência para votar o PL da Censura, numa manobra regimental comandada pelo presidente Arthur Lira, que alia boa parte do Centrão ao governo lulopetista e as bancadas esquerdolpatas da Rede, PCdoB, PT, Psol e PDT.

No link a seguir, você poderá examinar como votou seu deputado, Estado por Estado.

No caso do RS, votaram unidos PT, Psol, Rede e PCdoB, portanto toda a esquerda que elegeu deputados. O PDT registrou um voto a favor da Lei da Censura (Afonso Mota, ex-diretor da RBS, afiliada da Globo) e outro contra (Pompeo de Matos, advogado de corte trabalhista histórico). Todos os demais deputados votaram contra a urgência, com pequenas defecções, como a do deputado Márcio Biolchi, MDB, que tem acompanhado o lulopetismo em quase todas as votações na Câmara.

O leitor deve prestar atenção aos Republicanos, porque a bancada votou quase toda unida a favor da urgência, portanto da Lei da censura. Os gaúchos, como Tenente-Coronel Zucco, Carlos Gomes e Franciane Bayer, votaram contra. Dos 35 que votaram, quase todos eleitos nas costas de Bolosonaro, 30 votaram com a esquerda. 

CLIQUE AQUI para examinar toda a lista de votação.

Veja como votaram os deputados na urgência (dados da Câmara):

Avante

André Janones (MG) Sim

Bruno Farias (MG) Sim

Delegada Ione (MG) Não

Greyce Elias (MG) Não

Pastor Sargento Isidório (BA) Sim

Waldemar Oliveira (PE) Sim



Cidadania

Alex Manente (SP) Não

Amom Mandel (AM) Não

Any Ortiz (RS) Não


MDB

Acácio Favacho (AP) Sim

Alceu Moreira (RS) Não

Augusto Pupio (AP) Sim

Carlos Chiodini (SC) Não

Célio Silveira (GO) Não

Cobalchini (SC) Sim

Delegado Palumbo (SP) Não

Dra. Alessandra Haber (PA) Sim

Duda Ramos (RR) Sim

Elcione Barbalho (PA) Sim

Emanuel Pinheiro Neto (MT) Sim

Eunício Oliveira (CE) Sim

Fábio Teruel (SP) Não

Gutemberg Reis (RJ) Sim

Henderson Pinto (PA) Sim

Isnaldo Bulhões Jr. (AL) Sim

Iza Arruda (PE) Sim

José Priante (PA) Sim

Juarez Costa (MT) Sim

Keniston Braga (PA) Sim

Lucio Mosquini (RO) Não

Márcio Biolchi (RS) Sim

Marussa Boldrin (GO) Sim

Olival Marques (PA) Não

Osmar Terra (RS) Não

Otoni de Paula (RJ) Não

Pezenti (SC) Não

Rafael Brito (AL) Sim

Rafael Prudente (DF) Sim

Renilce Nicodemos (PA) Sim

Roseana Sarney (MA) Sim

Sergio Souza (PR) Não

Thiago Flores (RO) Não


Novo

Adriana Ventura (SP) Não

Gilson Marques (SC) Não

Marcel van Hattem (RS) Não



Patriota

Dr. Frederico (MG) Não

Fred Costa (MG) Sim

Pedro Aihara (MG) Não


PCdoB

Alice Portugal (BA) Sim

Daniel Almeida (BA) Sim

Jandira Feghali (RJ) Sim

Márcio Jerry (MA) Sim

Orlando Silva (SP) Sim

Renildo Calheiros (PE) Sim


PDT

Afonso Motta (RS) Sim

André Figueiredo (CE) Sim

Dorinaldo Malafaia (AP) Sim

Eduardo Bismarck (CE) Sim

Félix Mendonça Júnior (BA) Sim

Idilvan Alencar (CE) Sim

Josenildo (AP) Sim

Léo Prates (BA) Sim

Leônidas Cristino (CE) Sim

Márcio Honaiser (MA) Sim

Mário Heringer (MG) Sim

Mauro Benevides Filho (CE) Sim

Pompeo de Mattos (RS) Não

Professora Goreth (AP) Sim


PL

Abilio Brunini (MT) Não

Adilson Barroso (SP) Não

Alberto Fraga (DF) Não

Altineu Côrtes (RJ) Não

Amália Barros (MT) Não

André Fernandes (CE) Não

André Ferreira (PE) Não

Antonio Carlos Rodrigues (SP) Não

Bia Kicis (DF) Não

Bibo Nunes (RS) Não

Cabo Gilberto Silva (PB) Não

Capitão Alberto Neto (AM) Não

Capitão Augusto (SP) Não

Carla Zambelli (SP) Não

Carlos Jordy (RJ) Não

Caroline de Toni (SC) Não

Chris Tonietto (RJ) Não

Coronel Chrisóstomo (RO) Não

Coronel Fernanda (MT) Não

Coronel Meira (PE) Não

Daniel Agrobom (GO) Não

Daniel Freitas (SC) Não

Delegado Caveira (PA) Não

Delegado Éder Mauro (PA) Não

Delegado Paulo Bilynskyj (SP) Não

Delegado Ramagem (RJ) Não

Detinha (MA) Não

Dr. Jaziel (CE) Não

Eduardo Bolsonaro (SP) Não

Eli Borges (TO) Não

Emidinho Madeira (MG) Não

Eros Biondini (MG) Não

Fernando Rodolfo (PE) Não

Filipe Barros (PR) Não

Filipe Martins (TO) Não

General Girão (RN) Não

General Pazuello (RJ) Não

Giacobo (PR) Não

Gilvan da Federal (ES) Não

Giovani Cherini (RS) Não

Gustavo Gayer (GO) Não

Icaro de Valmir (SE) Sim

Jefferson Campos (SP) Não

Joaquim Passarinho (PA) Não

Jorge Goetten (SC) Não

José Medeiros (MT) Não

Josimar Maranhãozinho (MA) Não

Julia Zanatta (SC) Não

Junio Amaral (MG) Não

Junior Lourenço (MA) Sim

Lincoln Portela (MG) Não

Luciano Vieira (RJ) Sim

Luiz Carlos Motta (SP) Não

Luiz Lima (RJ) Não

Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP) Não

Magda Mofatto (GO) Não

Marcelo Álvaro Antônio (MG) Não

Marcelo Moraes (RS) Não

Marcio Alvino (SP) Não

Marcos Pollon (MS) Não

Mario Frias (SP) Não

Mauricio do Vôlei (MG) Não

Miguel Lombardi (SP) Não

Nikolas Ferreira (MG) Não

Pastor Gil (MA) Não

Paulo Freire Costa (SP) Não

Pr. Marco Feliciano (SP) Não

Professor Alcides (GO) Não

Ricardo Salles (SP) Não

Roberta Roma (BA) Não

Roberto Monteiro (RJ) Não

Robinson Faria (RN) Sim

Rodolfo Nogueira (MS) Não

Rosana Valle (SP) Não

Rosângela Reis (MG) Não

Samuel Viana (MG) Sim

Sanderson (RS) Não

Sargento Gonçalves (RN) Não

Silvia Cristina (RO) Não

Silvia Waiãpi (AP) Não

Soraya Santos (RJ) Não

Tiririca (SP) Não

Yury do Paredão (CE) Sim

Zé Trovão (SC) Não

Zé Vitor (MG) Não


Podemos

Bruno Ganem (SP) Não

Deltan Dallagnol (PR) Não

Dr. Victor Linhalis (ES) Não

Gilson Daniel (ES) Não

Igor Timo (MG) Não

Mauricio Marcon (RS) Não

Nely Aquino (MG) Não

Renata Abreu (SP) Não

Rodrigo Gambale (SP) Não

Sargento Portugal (RJ) Sim


PP

Adriano do Baldy (GO) Sim

Afonso Hamm (RS) Não

Aguinaldo Ribeiro (PB) Sim

AJ Albuquerque (CE) Sim

Amanda Gentil (MA) Sim

Ana Paula Leão (MG) Não

André Fufuca (MA) Sim

Arthur Lira (AL) Art. 17

Bebeto (RJ) Sim

Clarissa Tércio (PE) Não

Claudio Cajado (BA) Sim

Coronel Telhada (SP) Não

Covatti Filho (RS) Não

Da Vitoria (ES) Não

Delegado da Cunha (SP) Não

Delegado Fabio Costa (AL) Não

Dilceu Sperafico (PR) Não

Dimas Fabiano (MG) Não

Dr. Luiz Ovando (MS) Não

Eduardo da Fonte (PE) Não

Evair Vieira de Melo (ES) Não

Fausto Pinato (SP) Sim

Gerlen Diniz (AC) Não

José Nelto (GO) Sim

Julio Arcoverde (PI) Sim

Lázaro Botelho (TO) Sim

Luiz Antônio Corrêa (RJ) Sim

Lula da Fonte (PE) Não

Marco Brasil (PR) Não

Mário Negromonte Jr. (BA) Sim

Marx Beltrão (AL) Não

Neto Carletto (BA) Sim

Pedro Lupion (PR) Não

Pedro Westphalen (RS) Não

Pinheirinho (MG) Não

Socorro Neri (AC) Sim

Thiago de Joaldo (SE) Sim

Tião Medeiros (PR) Não

Vicentinho Júnior (TO) Sim


PSB

Bandeira de Mello (RJ) Sim

Duarte (MA) Sim

Eriberto Medeiros (PE) Sim

Felipe Carreras (PE) Sim

Gervásio Maia (PB) Sim

Guilherme Uchoa (PE) Sim

Heitor Schuch (RS) Sim

Jonas Donizette (SP) Sim

Lídice da Mata (BA) Sim

Lucas Ramos (PE) Sim

Luciano Ducci (PR) Sim

Paulo Foletto (ES) Sim

Pedro Campos (PE) Sim

Tabata Amaral (SP) Sim


PSC

Glaustin da Fokus (GO) Não

Romero Rodrigues (PB) Sim

Ruy Carneiro (PB) Não


PSD

Antonio Brito (BA) Sim

Castro Neto (PI) Sim

Charles Fernandes (BA) Sim

Daniel Soranz (RJ) Sim

Delegada Katarina (SE) Sim

Diego Andrade (MG) Não

Diego Coronel (BA) Sim

Fabio Reis (SE) Não

Ismael (SC) Não

Ismael Alexandrino (GO) Não

Josivaldo JP (MA) Não

Júnior Ferrari (PA) Sim

Laura Carneiro (RJ) Sim

Luciano Azevedo (RS) Não

Luiz Fernando Faria (MG) Sim

Luiz Gastão (CE) Sim

Marco Bertaiolli (SP) Sim

Marcos Aurélio Sampaio (PI) Sim

Misael Varella (MG) Sim

Otto Alencar Filho (BA) Sim

Paulo Litro (PR) Não

Pedro Paulo (RJ) Sim

Raimundo Santos (PA) Não

Reinhold Stephanes (PR) Não

Ricardo Guidi (SC) Não

Ricardo Silva (SP) Não

Rodrigo Estacho (PR) Não

Sargento Fahur (PR) Não

Sidney Leite (AM) Sim

Stefano Aguiar (MG) Não

Zé Haroldo Cathedral (RR) Não


PSDB

Adolfo Viana (BA) Sim

Aécio Neves (MG) Sim

Beto Richa (PR) Sim

Carlos Sampaio (SP) Não

Dagoberto Nogueira (MS) Sim

Daniel Trzeciak (RS) Não

Geovania de Sá (SC) Não

Geraldo Resende (MS) Sim

Lêda Borges (GO) Sim

Lucas Redecker (RS) Não

Paulo Abi-Ackel (MG) Sim


PSOL

Célia Xakriabá (MG) Sim

Chico Alencar (RJ) Sim

Erika Hilton (SP) Sim

Fernanda Melchionna (RS) Sim

Glauber Braga (RJ) Sim

Guilherme Boulos (SP) Sim

Ivan Valente (SP) Sim

Pastor Henrique Vieira (RJ) Sim

Professora Luciene Cavalcante (SP) Sim

Sâmia Bomfim (SP) Sim

Tarcísio Motta (RJ) Sim


PT

Airton Faleiro (PA) Sim

Alencar Santana (SP) Sim

Alexandre Lindenmeyer (RS) Sim

Alfredinho (SP) Sim

Ana Paula Lima (SC) Sim

Ana Pimentel (MG) Sim

Arlindo Chinaglia (SP) Sim

Benedita da Silva (RJ) Sim

Bohn Gass (RS) Sim

Camila Jara (MS) Sim

Carlos Veras (PE) Sim

Carlos Zarattini (SP) Sim

Carol Dartora (PR) Sim

Dandara (MG) Sim

Delegada Adriana Accorsi (GO) Sim

Denise Pessôa (RS) Sim

Dilvanda Faro (PA) Sim

Dimas Gadelha (RJ) Sim

Dr. Francisco (PI) Sim

Erika Kokay (DF) Sim

Fernando Mineiro (RN) Sim

Flávio Nogueira (PI) Sim

Florentino Neto (PI) Sim

Gleisi Hoffmann (PR) Sim

Helder Salomão (ES) Sim

Ivoneide Caetano (BA) Sim

Jack Rocha (ES) Sim

Jilmar Tatto (SP) Sim

João Daniel (SE) Sim

Jorge Solla (BA) Sim

José Airton Félix Cirilo (CE) Sim

José Guimarães (CE) Sim

Joseildo Ramos (BA) Sim

Josias Gomes (BA) Sim

Kiko Celeguim (SP) Sim

Leonardo Monteiro (MG) Sim

Lindbergh Farias (RJ) Sim

Luiz Couto (PB) Sim

Luizianne Lins (CE) Sim

Marcon (RS) Sim

Maria do Rosário (RS) Sim

Merlong Solano (PI) Sim

Miguel Ângelo (MG) Sim

Natália Bonavides (RN) Sim

Nilto Tatto (SP) Sim

Odair Cunha (MG) Sim

Padre João (MG) Sim

Patrus Ananias (MG) Sim

Paulão (AL) Sim

Paulo Guedes (MG) Sim

Pedro Uczai (SC) Sim

Reginaldo Lopes (MG) Sim

Reginete Bispo (RS) Sim

Reimont (RJ) Sim

Rogério Correia (MG) Sim

Rubens Otoni (GO) Sim

Rubens Pereira Júnior (MA) Sim

Rui Falcão (SP) Sim

Tadeu Veneri (PR) Sim

Valmir Assunção (BA) Sim

Vander Loubet (MS) Sim

Vicentinho (SP) Sim

Welter (PR) Sim

Zé Neto (BA) Sim


PV

Aliel Machado (PR) Sim

Bacelar (BA) Sim

Jadyel Alencar (PI) Sim

Luciano Amaral (AL) Sim

Prof. Reginaldo Veras (DF) Sim


Rede

Túlio Gadêlha (PE) Sim


Republicanos

Adail Filho (AM) Sim

Albuquerque (RR) Sim

Alex Santana (BA) Não

Alexandre Guimarães (TO) Sim

Aluisio Mendes (MA) Sim

Amaro Neto (ES) Sim

Antônia Lúcia (AC) Sim

Antonio Andrade (TO) Sim

Augusto Coutinho (PE) Sim

Carlos Gomes (RS) Não

Celso Russomanno (SP) Sim

Cleber Verde (MA) Sim

Defensor Stélio Dener (RR) Sim

Diego Garcia (PR) Não

Franciane Bayer (RS) Não

Fred Linhares (DF) Sim

Gabriel Mota (RR) Sim

Gilberto Abramo (MG) Sim

Gilvan Maximo (DF) Sim

Gustinho Ribeiro (SE) Sim

Hugo Motta (PB) Sim

Jorge Braz (RJ) Sim

Julio Cesar Ribeiro (DF) Sim

Lafayette de Andrada (MG) Sim

Luis Carlos Gomes (RJ) Sim

Marcelo Crivella (RJ) Não

Marcos Pereira (SP) Sim

Maria Rosas (SP) Sim

Messias Donato (ES) Não

Murilo Galdino (PB) Sim

Roberto Duarte (AC) Não

Rogéria Santos (BA) Sim

Silas Câmara (AM) Sim

Silvio Costa Filho (PE) Sim

Tenente Coronel Zucco (RS) Não

Wilson Santiago (PB) Sim


Sem partido

Marcelo Lima (SP) Sim


Solidariede

Aureo Ribeiro (RJ) Não

Maria Arraes (PE) Sim

Max Lemos (RJ) Sim

Weliton Prado (MG) Não

Zé Silva (MG) Não


União

Alexandre Leite (SP) Não

Alfredo Gaspar (AL) Não

Arthur Oliveira Maia (BA) Sim

Benes Leocádio (RN) Não

Chiquinho Brazão (RJ) Sim

Coronel Assis (MT) Não

Coronel Ulysses (AC) Não

Cristiane Lopes (RO) Não

Danilo Forte (CE) Sim

Dayany do Capitão (CE) Não

Delegado Marcelo Freitas (MG) Não

Delegado Matheus Laiola (PR) Não

Dr Benjamim (MA) Sim

Dr. Fernando Máximo (RO) Não

Dr. Zacharias Calil (GO) Não

Eduardo Velloso (AC) Não

Elmar Nascimento (BA) Sim

Fabio Schiochet (SC) Não

Fausto Santos Jr. (AM) Sim

Felipe Francischini (PR) Não

Fernanda Pessoa (CE) Sim

Fernando Coelho Filho (PE) Sim

Geraldo Mendes (PR) Sim

José Rocha (BA) Sim

Juninho do Pneu (RJ) Não

Kim Kataguiri (SP) Não

Lebrão (RO) Sim

Leur Lomanto Júnior (BA) Não

Luciano Bivar (PE) Sim

Marangoni (SP) Sim

Maurício Carvalho (RO) Não

Mendonça Filho (PE) Não

Moses Rodrigues (CE) Sim

Nicoletti (RR) Não

Padovani (PR) Não

Pastor Diniz (RR) Não

Paulinho Freire (RN) Não

Paulo Azi (BA) Não

Pedro Lucas Fernandes (MA) Sim

Rafael Simoes (MG) Não

Ricardo Abrão (RJ) Sim

Rodrigo de Castro (MG) Sim

Rodrigo Valadares (SE) Não

Rosângela Moro (SP) Não

Saullo Vianna (AM) Sim

Silvye Alves (GO) Não

Yandra Moura (SE) Sim

Santander abre inscrições para Santander Coders, que concede 50 mil bolsas de estudo em programação

Os 300 bolsistas com melhor desempenho no processo seletivo receberão uma bolsa para formação completa em uma das 4 linguagens escolhidas no momento da inscrição

O Santander Universidades abriu as inscrições para a 4ª edição do Santander Coders, que vai conceder 50 mil bolsas de introdução a tecnologias e linguagens de programação de Back-End, Front-End, Data Science e Engenheiro de Dados. Os cursos serão ministrados em parceria com a escola Ada Tech, especializada no ensino de programação e tecnologia. As 300 pessoas com melhor desempenho no processo seletivo receberão uma bolsa completa para os cursos de formação em uma das quatro linguagens de programação, que será escolhida pelos próprios participantes.  As Inscrições se encerram em 01 de maio e devem ser feitas através da plataforma Bolsas Santander https://app.becas-santander.com/pt-BR/program/bolsas-santander-tecnologia-santander-coders-2023?utm_source=Web&utm_medium=Referral&utm_campaign=coders_NDP 

Os contemplados receberão um e-mail da plataforma Bolsas Santander para aceitarem a bolsa e, posteriormente, o contato via e-mail da Ada Tech com o acesso ao curso online que será composto por uma trilha assíncrona (cujas aulas devem ser assistidas dentro de um período pré-determinado), seguida de um teste de lógica, dinâmicas em grupo e o Coding Tank - um reforço sobre lógica de programação.

Os 300 alunos com melhor performance serão contemplados com a formação síncrona em Back-end, Front-end, Data Science ou Engenharia de Dados. Para este grupo,  os cursos serão aplicadis de forma online dentro da plataforma Ada, que apresenta uma visão detalhada de performance em competências técnicas e comportamentais para cada aluno, fazendo uma avaliação de cada participante ao longo dos módulos de conteúdo e acompanhando os índices de qualidade em cada etapa. “Essa parceria com a Ada nos possibilita acompanhar o desenvolvimento dos alunos, além de oferecer a melhor infraestrutura para que os participantes possam absorver ao máximo o conteúdo dos cursos escolhidos”, explica Nicolás Vergara, superintendente executivo do Santander Universidades.                                                                                                                           

As formações síncronas acontecerão de forma remota e ao vivo com professores da Ada. A escola apresenta uma visão detalhada de performance em competências técnicas e comportamentais para cada aluno ao longo dos módulos de conteúdo. “O Santander Coders é uma oportunidade tanto de iniciação quanto de se atualizar nos principais fundamentos para um mercado que cresce e demanda uma alta quantidade de profissionais capacitados. Estima-se que atualmente tenhamos apenas 1 profissional de T.I. formado para cada 3 novas vagas demandadas pelo mercado. O Santander quer ajudar na formação destes profissionais, com os conteúdos mais requisitados pelas empresas.”, finaliza Nicolás.

A iniciativa é destinada para pessoas maiores de 18 anos, com interesse na área de tecnologia ou que estejam em transição de carreira, não é necessário estar vinculado a uma universidade.

Santander e seu apoio a Educação Superior

O Santander Universidades já impactou a vida de mais de 800 mil estudantes, profissionais e empreendedores por meio de programas gratuitos, muitos deles realizados em parcerias com as 1.200 universidades de 22 países que estão presentes. Ao longo de 26 anos de atuação, este sólido compromisso com a educação superior destinou mais de € 2 bilhões a iniciativas acadêmicas, que viabilizaram a oferta de mais de 800 mil bolsas de estudo. A cada ano, o Santander Universidades investe R$ 40 milhões em educação e, apenas em 2022 foram entregues mais de 100 mil bolsas. Em 2023, o objetivo é entregar 120 mil oportunidades de capacitação e qualificação profissional. essa atuação levou o Santander a ser reconhecido como a empresa que mais investe em educação no mundo, de acordo com o Informe Varkey / UNESCO / Fortune 500 de 2018.

Sobre a Ada 

Ada, formações em tecnologia com as maiores empresas do Brasil. A edtech possui metodologia única com jornada síncrona e assíncrona, totalmente aderente às demandas do mercado de trabalho. Foco em empregabilidade sem custos algum para o aluno. Ela já formou mais de 7 mil alunos e fomenta uma comunidade, Let's Code, com cursos assíncronos gratuitos que preparam futuros programadores para as melhores oportunidades de mercado.


Agência Pública faz intriga ao atacar o ex-chefe da Abin de Bolsonaro, o deputado Alexandre Ramagem. Leia tudo.

Ricardo Kotscho, jornalista de corte ideológico lulopetista e que serviu ao governo Lula, é um dos membros do Conselho da Agência Pública, o que diz tudo.

O editor acaba de receber por e-mail a reportagem a seguir, intitulada " Abin de Ramagem gastou R$31 milhões com ferramentas de vigilância secretas e sem licitação", da auto-intitulada Agência Pública (CLIQUE AQUI para saber tudo sobre a agência). 

A agência informa que seu serviço é de investigação jornalística.

O Ramagem de que fala o título é o delegado federal Alexandre Ramagem, chefe de Abin no governo Bolsonaro e um dos membros garantidos da oposição para a CPMI do 8 de Janeiro. Em abril de 2019, o STF proibiu a nomeação de Ramagem para o comando da PF e Bolsonaro aceitou a ilegalidade, naquilo que é apoado como o pecado original do qual derivaram os avanços da Corte sobre prerrogativas do Executivo. Ele se elgeu deputado fededral pelo Rio, com 59 mil votos.

CLIQUE AQUI para ler o inteiro teor do material, mas faça isto com espírito crítico.

Abin de Ramagem gastou R$31 milhões com ferramentas de vigilância secretas e sem licitação

Registrado como “Estrangeiro Sigiloso", maior contrato permitiria vigilância sobre alvos não investigados pela Justiça

 

Por Caio de Freitas Paes, da Agência Pública

 

Desde o início do governo Bolsonaro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) adquiriu, sem licitação e por supostos motivos de segurança nacional, uma série de aparatos e programas de espionagem sem informações disponíveis ao público, seja da capacidade das ferramentas ou mesmo das empresas que as fornecem. O fato se destaca porque durante o governo anterior, de Michel Temer (MDB), a agência também fez compras nesses moldes, mas não ocultou informações sobre as companhias contratadas -- como na aquisição do First Mile, programa da israelense Cognyte capaz de monitorar, ilegalmente, a localização em tempo real de até 10 mil alvos por ano a partir de dados transferidos do celular para torres de telecomunicações instaladas em diferentes regiões, conforme revelou o jornal O Globo. 

 

A Agência Pública apurou que, além do First Mile, existem outros programas com potencial de espionagem ilegal. É o que indica um levantamento interno obtido pela reportagem. Entre dezembro de 2019 e outubro de 2021, o então diretor-geral da Abin e hoje deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) gastou, sem licitação, pelo menos R$ 31 milhões em ferramentas espiãs sem nenhuma informação pública. Somada a outros três contratos firmados com empresas divulgadas pela agência, a cifra torna o ex-delegado da Polícia Federal (PF) -- e homem de confiança do clã Bolsonaro -- o diretor-geral da Abin que mais gastou com tecnologias de espionagem nos últimos cinco anos.


Para se ter ideia, a cada R$ 10 gastos sem licitação pela Abin na gestão Ramagem, praticamente R$ 9 foram para empresas secretas, genericamente definidas pela agência como “Estrangeiro Sigiloso”. 

 

 



Sob Ramagem, Abin gastou R$ 31 milhões com ferramentas de vigilância secretas e sem licitação. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

 

O maior entre os 11 contratos secretos firmados na gestão Ramagem custou R$ 8,4 milhões, um negócio realizado com uma empresa chamada Digital Clues. A compra foi fechada cerca de três meses após uma viagem de agentes da Abin aos Emirados Árabes Unidos, ainda em 2021. Um dos membros da comitiva foi, inclusive, promovido ao segundo posto mais elevado na hierarquia da agência um mês após ter fechado o negócio.

 

Dias depois da assinatura do contrato, a Digital Clues foi comprada por uma das maiores companhias de inteligência no mundo, a israelense Cellebrite, suspeita de colaborar com ditaduras na África e na América Central, além de supostamente ter invadido celulares a serviço do FBI. O grupo entrou no mercado brasileiro em 2019 graças ao interventor militar no Rio de Janeiro, o então general da ativa do Exército Walter Braga Netto, segundo o Diário Oficial da União (DOU).

 

A passagem do contrato da Digital Clues para os novos donos também consta no DOU, por meio da assinatura de um termo aditivo ao negócio milionário. Conforme apurado pela Pública, a Abin adquiriu pelo menos dois softwares por meio desse contrato.

Um dos programas permite “a exploração de conexões ocultas de amigos e pessoas relacionadas aos suspeitos” -- ou seja, a vigilância ilegal de pessoas não necessariamente investigadas pela Justiça. Já o outro software é vendido como “a ferramenta mais abrangente para dar início a uma investigação que não tem suspeitos ou alvos”.

 

À Pública, a Abin disse que “dispensas de licitação sigilosas são a exceção, e não a regra” e que a prática se justifica “por riscos à segurança de operações de Inteligência e de outras atividades sigilosas, por exemplo, associadas a temas como terrorismo, extremismo violento, criminalidade organizada e espionagem”.

 

“A publicidade dos fornecedores do serviço de Inteligência brasileiro gera vulnerabilidades que podem resultar na adoção de táticas de espionagem e sabotagem por atores adversos; exposição de capacidades operacionais da ABIN; inserção de backdoors em softwares adquiridos ou alterações que prejudiquem funcionalidade do equipamento; quebra de segurança de transmissão de informações sigilosas; interceptação de comunicações e vazamento”, afirmou a agência por meio de sua assessoria.

 

A reportagem procurou também o ex-diretor-geral Alexandre Ramagem, mas não houve retorno até a publicação. 

 

Possível falha de segurança ronda o caso

 

Segundo apurado pela Pública, os programas adquiridos pela Abin da Digital Clues teriam ao menos uma brecha que permite a vigilância ilegal: a exploração do protocolo SS7, criado para facilitar a conexão de redes móveis por operadoras de telefonia no mundo todo.

 

Através desse protocolo, ferramentas espiãs podem interceptar a íntegra de mensagens de texto e chamadas de qualquer usuário, pois manipulam informações da localização dos dispositivos monitorados. Mas a prática depende de autorização judicial, o que pode não ter ocorrido no uso dos softwares comprados pelo governo Bolsonaro.

 

Conforme o Código de Processo Penal, o “acesso ao conteúdo da comunicação de qualquer natureza” por meio de programas de espionagem “dependerá de autorização judicial”. Sem isso, a vigilância sobre qualquer indivíduo se torna ilegal no Brasil.

 

 



Contrato com a Digital Clues foi o maior firmado na gestão Ramagem, com um custo de R$ 8,4 milhões; os programas adquiridos permitem a vigilância ilegal. Foto: reprodução.

 

Vale lembrar que foi por meio de falhas no mesmo protocolo que o hacker Walter Delgatti Neto invadiu os celulares do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e hoje senador Sergio Moro (Podemos-PR) e de membros da Lava Jato no Paraná, reunindo dados que, depois, deram origem ao escândalo da Vaza Jato.

 

À Pública, a Abin informou a existência de uma apuração “em andamento” quanto ao material adquirido da Digital Clues, mas “os atos referentes ao contrato indicado, bem como as informações sobre a ferramenta em si, suas funcionalidades, sua utilização e os atos/processos decorrentes” possuem “caráter restrito”.

 

A reportagem procurou a representante oficial do grupo Cellebrite, atual dono das tecnologias desenvolvidas pela Digital Clues, no Brasil, para obter mais detalhes dos softwares em questão. Mas a representante do grupo israelense informou não comercializar nem conhecer tais ferramentas adquiridas pela Abin de Ramagem. 

 

Agente virou número dois da Abin após a assinatura do contrato

 

O contrato milionário da Abin com a Digital Clues tem origem em uma ida de servidores da agência aos Emirados Árabes em 2021, por conta de uma das maiores feiras do setor de inteligência no mundo. O grupo era composto por quatro oficiais de inteligência, um agente administrativo e dois policiais federais cedidos à agência. Entre eles estava o então secretário de Planejamento e Gestão da Abin Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho, gestor do orçamento e das contratações da agência no dia a dia.

 

 



Equipe da Digital Clues antes de sua aquisição pelo grupo Cellebrite, envolvido em supostas vigilâncias ilegais ao redor do mundo. Foto: reprodução.

 

Delegado da PF tal como Alexandre Ramagem, Gomes Coelho está diretamente ligado à primeira compra secreta da Abin no período. Ao custo de cerca de R$ 1,5 milhão, o negócio veio à tona em dezembro de 2020, após ser publicado no DOU sem mais detalhes, dado o sigilo imposto pela agência.

 

Um mês após ter fechado negócio com a Digital Clues, Gomes Coelho foi promovido a diretor-adjunto da Abin -- número dois na hierarquia da agência --, ocupando a vaga por quase seis meses. Logo depois de sua saída do cargo, ele foi nomeado “Oficial de Ligação da Polícia Federal” no Colégio Interamericano de Defesa em Washington, Estados Unidos.

 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Gomes Coelho teria sido levado para a Abin por escolha de Ramagem, após ter sido assessor especial da Secretaria de Governo no início da gestão Bolsonaro. Antes, o policial atuou na Secretaria de Operações Integradas (Seopi) no governo Temer -- a mesma pasta ligada à produção de dossiês contra professores e policiais antifascistas, como revelado pelo jornalista Rubens Valente no portal UOL -- e como segurança do então candidato presidencial Jair Bolsonaro, em 2018.

 

“Todo mundo deixa um rastro”

 

Fundada na Suíça por Yossi Ofek, um desenvolvedor israelense especialista em segurança digital e técnicas de espionagem, a Digital Clues teria expertise na extração e obtenção de dados na internet aberta, além de fóruns e sites hospedados na deep e na dark web -- onde diversas atividades criminais correm soltas.

 

 



Yossi Carmil (à esq) fundador da Digital Clues e Yossi Ofek (à dir) fundador da Digital Clues. Foto: reprodução.

 

Em junho de 2021, a empresa vendia seus programas de espionagem em uma das maiores feiras do setor no mundo, então realizada em Dubai -- evento ocorrido na mesma época em que a comitiva da Abin visitava a cidade. O slogan da Digital Clues, que convidava visitantes nas redes sociais para conhecerem seu trabalho, era chamativo: “todo mundo deixa um rastro”.

 

Meses após a feira em Dubai, a Abin teria adquirido a licença de uso de pelo menos dois programas da Digital Clues. Um deles, chamado ProFiler, permite “a exploração de conexões ocultas de amigos e pessoas relacionadas aos suspeitos” monitorados. Em outros termos, o programa possibilita a vigilância de indivíduos que não são necessariamente investigados pela Justiça.

 

Ainda segundo a companhia, a ferramenta permite o monitoramento “sobre múltiplos suspeitos, simultaneamente, utilizando fragmentos de informações como nomes, números de telefone, emails, identificadores sociais, localizações e fotos”. Quando sob monitoramento constante, dados como esses são a base da chamada “inteligência de fontes abertas”.

 

O outro programa contratado seria o ProFound, definido pela Digital Clues como “a ferramenta mais abrangente para dar início a uma investigação que não tem suspeitos ou alvos”. Segundo a companhia, o ProFound faz análises “georreferenciadas”, “de sentimento” e “de influenciadores”, sendo “capaz de coletar grandes quantidades de dados de um amplo número de fontes em curto período”.

 

A Pública consultou especialistas no tema, para avaliarem possíveis riscos e vulnerabilidades dos programas adquiridos pela Abin a partir das informações disponíveis sobre eles na internet. Tanto para o cofundador do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (Ip . Rec) André Ramiro quanto para o diretor da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa Rafael Zanatta, o ProFiler é o que mais inspira preocupações. 

 

Para Ramiro, a descrição do programa sugere que ele tenha “acesso a dados protegidos por recursos de segurança, o que poderia talvez envolver alguma espécie de uso de código malicioso”. Também pesquisador visitante do Humboldt Institute for Internet and Society, ele pondera que é necessário ter acesso a todas as informações do programa para confirmar esse risco.

 

Zanatta segue na mesma linha, especialmente pela citação, por parte da empresa estrangeira, das fontes que alimentam o ProFiler -- o que incluiria informações de “out-of-the-box sources”, “fontes fora do comum” em tradução livre do inglês, algo inusitado no âmbito de companhias que trabalham no setor. Para o diretor da Data Privacy, “é fundamental” detalhar quais fontes de dados seriam essas, para avaliar a legalidade do serviço. 

 

A espionagem de Bolsonaro na mira da política

 

O caso Digital Clues é mais um na lista de compras mal explicadas da Abin nos últimos meses. Em fevereiro, além da revelação do jornal O Globo sobre o First Mile, sob investigação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do Ministério Público Federal em Minas Gerais e também da PF, veio à tona outro programa invasivo denunciado pelo site The Intercept Brasil. Segundo a reportagem, a ferramenta, chamada Augury, teria capacidade de acesso a “sites visitados, padrão de navegação e até mesmo a informações de e-mails enviados e recebidos de uma pessoa -- ou de um grupo” sob vigilância da Abin.

 

A onda de denúncias contra a agência já entrou na mira da política. O tema surgiu no discurso de posse do atual presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal, Renan Calheiros (MDB-AL), também vice-presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso.

 

O senador defendeu a necessidade de “desvincular, definitivamente, as atividades modernas de inteligência dos arbítrios da ditadura militar” no país. “A atividade [de inteligência] no Brasil é de semiclandestinidade, quase secreta, na acepção de inexistência, o que as torna vulneráveis -- haja vista as últimas denúncias”, disse Calheiros em seu discurso.

 

Até o fechamento desta reportagem, porém, a CCAI -- responsável por fiscalizar a Abin e outros órgãos de inteligência no país -- não havia sido oficialmente instaurada no Congresso.

 

À Pública, outro dos membros já definidos para a comissão, o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), disse que o plano da CCAI é “fazer um acompanhamento dos gastos [da Abin] junto ao Tribunal de Contas [da União, TCU], e a partir daí entender o que de fato eram esses programas, e até onde isso tem legalidade”. “São sistemas que temos de avaliar, e temos de criar as condições para que se evite qualquer mau uso”, afirma o membro da comissão.

 

Enquanto a CCAI não age, já foi protocolado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado um requerimento de informação sobre as ferramentas espiãs da Abin. O pedido do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), versa sobre o uso indiscriminado da ferramenta First Mile.

 

Mas a oposição ao governo Lula (PT) também se move para aproveitar a crise em torno da Abin. Presidente da CCAI na época de montagem dos acampamentos golpistas e na invasão aos Três Poderes, o senador Esperidião Amin (PP-SC) entrou com um pedido na CRE no Senado para a “avaliação da política brasileira de inteligência” em 2023.

 

O período no foco de Amin compreende, afinal, os dias anteriores à tentativa de golpe no 8 de janeiro, sobre os quais a oposição levanta suspeitas sobre o trabalho dos órgãos de inteligência no governo Lula, incluindo a Abin e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).


Governo gaúcho admite queda brutal na arrecadação

 Somente hoje, 20 dias depois da publicação exclusiva por parte deste blog, o governo estadual informou que o desempenho da arrecadação de impostos estaduais no Rio Grande do Sul fechou o primeiro trimestre de 2023 com variação negativa real frente ao mesmo período do ano anterior. A queda foi ocasionada pela variação negativa do ICMS, principal tributo estadual, impactado pela redução das alíquotas.

Ao todo, somando as receitas do ICMS, IPVA e ITCD, foram R$ 11,39 bilhões arrecadados entre janeiro e março, valor 14% (R$ 1,85 bilhão) inferior ao registrado no ano passado, em números atualizados pelo IPCA. 

O ICMS) totalizou R$ 9,83 bilhões arrecadados, o que representa uma queda real de 17,6% frente ao primeiro trimestre de 2022, em números corrigidos pela inflação. O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) somou R$ 1,28 bilhão arrecadado em 2023, o que significa um aumento real de 17,8% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. A arrecadação do Imposto sobre Transmissão "Causa Mortis" e Doação de Quaisquer Bens e Direitos (ITCD) totalizou R$ 282,69 milhões no primeiro trimestre, um crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2022, em números atualizados pelo IPCA.