Grêmio e a burrice consensual, por Facundo Cerúleo

Por um instante, pensei que estava alucinando. E eu nem fumo! É que um rapaz da Guaíba, que não sei quem é - eu nunca reconheço as vozes, talvez porque todos tenham o mesmo padrão mental -, falou uma coisa inacreditável! Disse ele que Portaluppi é um técnico que "tira leite de pedras". O que é que esse moço já viu de futebol?

Já na Gaúcha era a ciranda da louvação. Se Cuiabano entrou e deu conta do recado, "oh, mérito do técnico que o descobriu!". Os garotos entraram no segundo tempo e ganharam a partida com o Flamengo depois de o Invicto haver escalado mal o time: "Mérito dele!". É coisa que nunca se viu!

Toda essa viralatice foi pronunciada depois do Grêmio ter vencido de modo vergonhoso o América MG: levou três gols do lanterna! E se pôde fazer os quatro da vitória foi por ter um Luis Suárez, que, com entrega e excelência, achou soluções comandando o ataque de uma equipe muito mal treinada. Além disso, os moços da imprensa já não lembravam que, antes, o Grêmio havia conseguido um único ponto em 12 disputados, jogando pessimamente, com erros grosseiros do seu técnico.

Aí veio a vitória contra o Coritiba. Pronto! Viva o Invicto! Parece que os neurônios dos moços - vá saber por que - não retêm memória por mais de 24 horas. Isso explica também por que eles só conseguem descrever a realidade, sem nenhuma abstração. Eles juntam duas coisas: uma é que o Grêmio veio da segundona e o esperado era fazer uma campanha apenas de manutenção na atual temporada. A outra é que ele sempre esteve na parte de cima da tabela e até voltou ao G4. Incapazes de analisar, falam com simpatia e dizem que o trabalho do técnico é maravilhoso.

Não conheço o currículo dos rapazes. Pela "baixa densidade" cognitiva, suponho que tenham feito jornalismo nalguma faculdade de Porto Alegre em que os alunos são amestrados para não terem pensamento abstrato. É a cara da imprensa em geral. Não só esportiva.

Há muitas questões que os iluminados não fazem nas entrevistas com o técnico e com a direção do Grêmio. Dou só alguns exemplos.

- Por que o Grêmio tem tantas lesões musculares? Duvido que haja outro clube que tenha o mesmo problema.

- O técnico tem noção de que Suárez é o melhor jogador em atividade no Brasil? E, em caso afirmativo, o que fez para tirar o máximo proveito da presença desse extraordinário profissional?

- Por que o técnico não aproveita as partidas com menor nível de tensão para lançar garotos da base? Que conversa mole é esta de "estou lapidando o garoto"?

O problema é um pseudoconsenso que se forma quando esses deformadores de opinião fazem a cabeça de uma parcela dos "consumidores", quer dizer, da torcida, induzindo a direção do clube (que tem medo de perder apoio popular) a tomar decisões irracionais, como, por exemplo, manter um técnico aquém das reais pretensões do Grêmio, que é disputar título.

Fato é que a responsabilidade maior é da direção, que contrata e demite: é ela que escolhe, que administra finanças e avalia resultados. Se, nesse caso, for séria (não tenho ideia conclusiva sobre Alberto Guerra) fará esta pergunta: o técnico consegue fazer que o grupo produza o máximo do seu potencial? Não deveria estar disputando o título?


Jairo Jorge consegue recursos federais para a saúde de Canoas

 Já na próxima semana, Ministério da Saúde fará complemento de R$ 1,2 milhão mensal no Teto MAC, valor repassado para custear ações e serviços de média e alta complexidade


Em nova visita à capital federal, nesta sexta-feira (3), o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, garantiu, junto ao Ministério da Saúde (MS), o complemento de R$ 1,2 milhão mensal dos valores do Teto MAC, a partir de outubro. Uma portaria oficializando o aumento será publicada no início da próxima semana. O teto representa a verba repassada pelo Governo Federal para custear ações e serviços de saúde na média e alta complexidade nos estados e municípios.  


O anúncio foi realizado após reunião do prefeito com o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa. A revisão desse teto vinha sendo reivindicada pelo prefeito ao MS desde maio. A produção dos hospitais nesta área representa cerca de R$ 9 milhões, enquanto o valor que Canoas recebia do Teto MAC era de R$ 7,6 milhões. Os recursos que irão ajudar a reduzir esse déficit deverão ser liberados já no início da próxima semana.


“Esta é a quinta vez que venho a Brasília buscando recursos para a nossa saúde e fico muito feliz em saber que o Governo Federal atendeu o nosso pedido. É uma grande vitória para a saúde de Canoas. Essa ampliação dos valores do Teto Mac permitirá que os nossos hospitais, especialmente o Hospital Universitário, possam respirar. A verba também nos ajudará a recuperar os R$ 20 milhões que perdemos, desde julho de 2022, em decorrência do programa Assistir”, destacou Jairo. 


A secretária adjunta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ana Macedo, também esteve no Ministério da Saúde, onde se reuniu com a diretora do Programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Flávia Teixeira. O encontro tratou das habilitações de serviços. O objetivo é reorganizar as atuais pactuações para que se possa disponibilizar novos serviços e substituir outros.


Produtores de leite denunciam dumping argentino e uruguaio. E querem subsídio.

Os produtores de leite brasileiros pediram ao governo federal que investigue a prática de dumping (comercialização de produtos a preços abaixo do custo de produção). A Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS) encabeçou o pedido.

De janeiro a setembro, o Brasil importou o equivalente a 652,02 milhões de dólares em lácteos (leite, creme de leite e laticínios, exceto manteiga ou queijo).

Os produtores brasileiros têm clamado por subsídios à produção.

O governo da Argentina subsidiou seus produtores que produzem até 1,5 mil litros/dia durante quatro meses com R$ 0,40 por litro. Depois, houve prorrogação do subsídio de R$ 0,27 por litro por mais dois meses. O produtor de até 1,5 mil litros por dia recebeu do governo da Argentina, em seis meses, R$ 90 mil. 

ashback pode elevar preços da cesta na reforma tributária, diz Abras

 A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) é favorável à reforma tributária e concorda com o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM), mas ressalta que é preciso ter cuidado com a aplicação do instrumento de cashback - mecanismo que restitui ao consumidor parte do dinheiro gasto - na cesta básica.  


Entre os pontos da proposta de reforma tributária, o presidente da Abras, João Galassi, destacou a criação de duas cestas básicas, uma isenta e outra com alíquota de 60% de desconto mais o cashback.


Galassi disse que, para a Abras, a cesta básica isenta é infinitamente mais eficiente como distribuição de renda do que o cashback. Apesar disso, a entidade não se opõe que a cesta estendida seja acrescida desse benefício.


“O cashback não é o melhor instrumento da política social. A desoneração total da cesta básica seria muito mais benéfica para a população de baixa renda. O instrumento não atenderá uma parte da população vulnerável, onerando o grupo com mais tributos, por meio dos produtos que eventualmente tenham aumento de preços por aumento da carga tributária, como alguns tipos como carne e hortifruti”, disse hoje (1º), em entrevista coletiva virtual.


“No entanto, visto que o Congresso resolveu seguir com a criação deste instrumento, após a redução de 60% da cesta estendida, é importante garantir que a devolução dos tributos aconteça para o consumo de alimentos e não nos opomos à forma como foi apresentada”, completou.


O presidente da Abras disse que, em outros estudos, a associação não questionou o cashback porque estava focada em apresentar o impacto da carga tributária. Mas agora que foi feito um relatório, a entidade apoia, defende e acredita que existem instrumentos que, durante o debate das leis complementares, poderão aferir uma redução ou carga neutra na cesta básica nacional isenta.


Aumento da carga tributária

O dirigente alertou que poderá ocorrer aumento da carga tributária, dependendo da alíquota do imposto sobre o valor agregado (IVA), que poderá variar de 25% a 30% e da composição dos itens que estão em cada uma das cestas.


“Aqui temos a garantia do relator Eduardo Braga, que também luta por uma trava nessa reforma dos tributos que se referem ao IVA, o qual apoiamos claramente. Por exemplo, se a carne bovina estiver na cesta isenta, beneficiaremos os consumidores com uma redução de impostos. No entanto, se estiver na cesta ampliada aumentaremos em 30% o valor pago atualmente”, afirmou.


Setor supermercadista

De acordo o vice-presidente de Ativos Setoriais da Abras, Rodrigo Segurado, a reforma tributária é o modelo de financiamento do Estado e o país tem um grande desafio social a ser desenvolvido para o trabalhador do Brasil, que é a fome. “Temos cálculos que apontam que, para combater a fome no Brasil, precisamos de R$ 13 bilhões para distribuir 2,6 milhões de alimentos. Esse é o impacto social que estamos preocupados em combater também”.


Segundo o vice-presidente, a cesta básica isenta, incluída no texto aprovado na Câmara, está validada pelo Senado, que criou o cashback na cesta básica estendida com redução de 60% de tributos.


“Tem uma cesta básica isenta, mas uma cesta básica estendida com redução de 60%, com cashback; hortifruti, frutas e ovos com 100% de isenção; alimentos para consumo humano com 60% de desconto na alíquota padrão; higiene com 60% de desconto da alíquota padrão; saúde menstrual podendo chegar a 100% de isenção e limpeza com desconto de 60% da alíquota padrão. Esse é, em resumo, o que o Senado Federal apresenta como texto da reforma tributária a partir do que recebeu da Câmara dos Deputados.”

 Eu tenho falado tanto e de modo tão continuado sobre política aqui nestes comentários, que muitos de vocês devem estar imaginando que só faço jornalismo político.

Não é assim.

Comecei o jornalismo, aqui no RS, fazendo jornalismo econômico. No decorrer dos anos, fiz várias coberturas internacionais em eventos do FMI, Washington, em missões governamentais e empresariais enviadas para a China, Japão, Tailândia, Taiwan, Estados Unidos, Cuba, Chile .... e muitas e muitas vezes para a Alemanha, na Feira Industrial de Hannover. Passei por editorias de economia como as das revistas Veja e Exame, jornais Correio do Povo e Zero Hora .... mas não só.

E tive experiências práticas, como Secretário da Fazenda e da Indústria e Comércio, Porto Alegre .... mas não só.

Estou fazendo esta conversa toda, porque quero falar um pouco, apropriadamente neste Dia de Finados, a respeito dos maus augúrios projetados para o desempenho da economia brasileira, com ênfase para o dramático caso da indústria, que deveria ser o carro-chefe da economia - seu elemento mais modernizador.

Esta semana, registrei no meu blog polibiobraga.com.br, as denúncias e os desabafos do CEO, o Presidente Executivo do Grupo Gerdau, o mais poderoso grupo industrial do meu Estado, o RS, e um dos mais importantes do Brasil.

 Na sexta-feira passada, mais de 100 empresários, congressistas e membros dos governos federal e estadual se reuniram em São Paulo para um evento do Movimento Brasil Competitivo. Em pauta, as oportunidades e os desafios para o Brasil destravar suas vantagens quando o assunto é energia limpa e meio ambiente. Num painel com executivos e executivas de empresas como Cosan, Natura e Tigre o tema era a neoindustrialização verde. 

Mas um desabafo de Gustavo Werneck, CEO da Gerdau, que compunha a bancada, roubou a cena (ele citou a palavra "dramático" por 5 vezes:

- A coisa mais importante para descarbonizar o setor industrial é ter indústria. Se não tem indústria, não precisa descarbonizar nada. Eu sinceramente estou num momento em que acredito que estamos indo pelo caminho mais fácil que é não ter indústria no Brasil.

O caso não é só da Gerdau.

Estudo que acaba de ser divulgado pelo IEDI, mostra que o Brasil ocupa a 68ª posição no ranking de crescimento da produção industrial de transformação no primeiro semestre. 

O levantamento foi feito pela IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) utilizou os dados mais recentes da Unido/ONU (United Nations Industrial Development Organization). Foram analisados a variação da produção no setor em 112 países no primeiro semestre de 2023 comparado com o mesmo período do ano anterior. 

CLIQUE AQUI para examinar a íntegra do documento


As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos (bens de capital) em setembro, somaram R$ 25,08 bilhões, uma queda de 16,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

Em comparação a agosto, a diminuição foi de 10,8%. 

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as vendas totalizaram R$ 219,5 bilhões, 9,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2022. 

Os dados, divulgados nesta terça-feira (31), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

......

A indústria brasileira apresentou um crescimento de 0,1% de agosto para setembro de 2023 na comparação com ajuste sazonal, conforme a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada esta manhã.

O índice é menor do que os 0,4% registrados em agosto, mas supera o recuo de 0,3% de julho. 

A variação para os últimos 12 meses é de 0%, indicando tendência de estagnação do setor.

Os sinais de estagnação da indústria são indicadores a respeito da estagnação dos demais setores da economia, o que remete à constatação de próxima recessão.

A recessão vai a cavalo, com a consequente destruição de empresas, de empregos e de salários,tal como aconteceu no final do governo Dilma Roussef e que a destruiu.

.....

Esta tragédia anunciada foi cantada em prosa e verso desde que o STF libertou Lula da Silva para colocá-lo na presidência da República.

O sistema conseguiu, mas ao repetir a experiencia maldita dos 13 anos dos governos lulopetistas, faz isto como farsa e como tragédia.

....

Hoje, no jornal Valor, o jornalista William Waack constata que Lula da Silva perdeu o eixo - está fora da casinha.

E que não vai durar.

-- 

Deus ouça William Waack e que não dê vida longa a este governo maldito.


Indústria

 Eu tenho falado tanto e de modo tão continuado sobre política aqui nestes comentários, que muitos de vocês devem estar imaginando que só faço jornalismo político.

Não é assim.

Comecei o jornalismo, aqui no RS, fazendo jornalismo econômico. No decorrer dos anos, fiz várias coberturas internacionais em eventos do FMI, Washington, em missões governamentais e empresariais enviadas para a China, Japão, Tailândia, Taiwan, Estados Unidos, Cuba, Chile .... e muitas e muitas vezes para a Alemanha, na Feira Industrial de Hannover. Passei por editorias de economia como as das revistas Veja e Exame, jornais Correio do Povo e Zero Hora .... mas não só.

E tive experiências práticas, como Secretário da Fazenda e da Indústria e Comércio, Porto Alegre .... mas não só.

Estou fazendo esta conversa toda, porque quero falar um pouco, apropriadamente neste Dia de Finados, a respeito dos maus augúrios projetados para o desempenho da economia brasileira, com ênfase para o dramático caso da indústria, que deveria ser o carro-chefe da economia - seu elemento mais modernizador.

Esta semana, registrei no meu blog polibiobraga.com.br, as denúncias e os desabafos do CEO, o Presidente Executivo do Grupo Gerdau, o mais poderoso grupo industrial do meu Estado, o RS, e um dos mais importantes do Brasil.

 Na sexta-feira passada, mais de 100 empresários, congressistas e membros dos governos federal e estadual se reuniram em São Paulo para um evento do Movimento Brasil Competitivo. Em pauta, as oportunidades e os desafios para o Brasil destravar suas vantagens quando o assunto é energia limpa e meio ambiente. Num painel com executivos e executivas de empresas como Cosan, Natura e Tigre o tema era a neoindustrialização verde. 

Mas um desabafo de Gustavo Werneck, CEO da Gerdau, que compunha a bancada, roubou a cena (ele citou a palavra "dramático" por 5 vezes:

- A coisa mais importante para descarbonizar o setor industrial é ter indústria. Se não tem indústria, não precisa descarbonizar nada. Eu sinceramente estou num momento em que acredito que estamos indo pelo caminho mais fácil que é não ter indústria no Brasil.

O caso não é só da Gerdau.

Estudo que acaba de ser divulgado pelo IEDI, mostra que o Brasil ocupa a 68ª posição no ranking de crescimento da produção industrial de transformação no primeiro semestre. 

O levantamento foi feito pela IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) utilizou os dados mais recentes da Unido/ONU (United Nations Industrial Development Organization). Foram analisados a variação da produção no setor em 112 países no primeiro semestre de 2023 comparado com o mesmo período do ano anterior. 


 

As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos (bens de capital) em setembro, somaram R$ 25,08 bilhões, uma queda de 16,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

Em comparação a agosto, a diminuição foi de 10,8%. 

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as vendas totalizaram R$ 219,5 bilhões, 9,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2022. 

Os dados, divulgados nesta terça-feira (31), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

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A indústria brasileira apresentou um crescimento de 0,1% de agosto para setembro de 2023 na comparação com ajuste sazonal, conforme a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada esta manhã.

O índice é menor do que os 0,4% registrados em agosto, mas supera o recuo de 0,3% de julho. 

A variação para os últimos 12 meses é de 0%, indicando tendência de estagnação do setor.

Os sinais de estagnação da indústria são indicadores a respeito da estagnação dos demais setores da economia, o que remete à constatação de próxima recessão.

A recessão vai a cavalo, com a consequente destruição de empresas, de empregos e de salários,tal como aconteceu no final do governo Dilma Roussef e que a destruiu.

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Esta tragédia anunciada foi cantada em prosa e verso desde que o STF libertou Lula da Silva para colocá-lo na presidência da República.

O sistema conseguiu, mas ao repetir a experiencia maldita dos 13 anos dos governos lulopetistas, faz isto como farsa e como tragédia.

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Hoje, no jornal Valor, o jornalista William Waack constata que Lula da Silva perdeu o eixo - está fora da casinha.

E que não vai durar.

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Deus ouça William Waack e que não dê vida longa a este governo maldito.

 


Artigo, Marcus Vinicius Gravina - STF – Ativismo ou Intervencionismo judicial?

O autor é advogado, RS.

Caso eu me deixe levar pela discussão acadêmica sobre o “ativismo, intervencionismo ou judicialização” no STF, não conseguirei ter um papo reto com o leitor deste comentário. 

Há quem entenda não ser verdade que o STF ou seus ministros  agem de forma ativista. E, que ele, ao contrário, fortalece a atuação do Legislativo, obrigando-o a legislar sobre matérias das quais se omite ou demora cumprir com seu dever constitucional. 

Tem algum nexo. No entanto, não o absolve dos abusos cometidos por alguns de seus ministros que insistem em abrir processo por inquérito de sua iniciativa  -  sem intervenção do MP - e puro interesse pessoal no julgamento. 

Foi o caso do inquérito das Fake News ou Inquérito do Fim do Mundo, como foi batizado pelo ex-ministro Marco Aurélio. Começou mal, por invocar o Regimento Interno do STF que não é lei, erga omnes. Tem força de lei internamente às funções da Suprema Corte.  Não passa de uma DISPOSIÇÃO AUTONÔMICA.  Segundo lição do jurista gaúcho Ruy Cirne Lima, Disposições Autonômicas são “aquelas elaboradas pelos próprios destinatários para regular o funcionamento do respectivo Órgão”, restritas, pois,  ao espaço que ocupa o STF ou seja,  para os fatos acontecido em seu interior. Não alcança quem está fora dele - (Princípios do Direito Administrativo Brasileiro, p.43, 3ª. Ed. 1954, Sulina – para os estudiosos)

O que dizer quando os ministros vão ao Congresso, falar com deputados e senadores em seus gabinetes, para convencê-los a não aceitarem urnas eletrônicas com comprovante do voto.  E, depois desfilam de peito estufado pelos corredores da Câmara e do Senado rodeados de jornalistas a quem declaram, com prepotência: “eleição não se ganha, se toma”  Isso, após o mesmo ministro Barroso de ter dito a um cidadão brasileiro no exterior, que questionou o resultado das urnas: “perdeu mané, não amola”.  

O que em muitos casos vêm ocorrendo não é, simplesmente, ativismo e sim intervencionismo judicial e político.  Caso típico está no se adonar de ação judicial, que a lei diz pertencer à iniciativa do Ministério Público, dando as costas ao Devido Processo Legal. 

Isso não é tudo. Mais aberrante é a ingerência política e econômica na competência de outros Poderes da República: violação do Princípio da Separação dos Poderes.  

Ninguém ignora o agigantamento do Judiciário frente ao Legislativo, que custou a dar sinais de alguma reação.

O STF vem julgando por posições em assuntos políticos e administrativos esquecendo-se dos princípios norteadores da Constituição, o que evidencia mais do que um grau de ativismo, mas o seu flagrante intervencionismo em seara alheia. 

Não se diga mais, que está acontecendo Ativismo, porque se trata de Intervencionismo Judicial. 

É um problema de comportamento, quando os ministros substituem os juízos políticos e morais de uma sociedade pelos seus, a partir da subjetividade. 

Justificam os abusos de suas decisões ao declararem em frequentes palestras internacionais e em entrevistas estelares locais, que foi assim que salvaram a democracia brasileira da ditadura, na última eleição presidencial. Enquanto isto, pilhas de processos em seus gabinetes estão povoadas de ácaros, aguardando julgamento, ou quiçá, prescrições amigas. 

O ministro Gilmar Mendes em um - Fórum Esfera Internacional em Paris, 15 de outubro - declarou: “se hoje temos a eleição do presidente Lula isto se deve a uma decisão do STF”. “Muitas das personagens que hoje estão aqui, inclusive o presidente da República é porque o Supremo enfrentou a Lava Jato”. 

É verdade. O que o STF ou alguns de seus ministros fizeram foi anular os processos da Lava Jato, com decisões condenatórias em três instância judiciais, para tornar o Lula elegível. Isto é o que se pode chamar de intervenção judicial Política.

Num país em que o povo não fosse uma massa amorfa, medrosa ou covarde seria motivo para impeachment. A lava Jato apurou crimes, propinas grandiosas  e mediante provas e confissões recuperou somas maiores que o orçamento de alguns Estados, em dinheiro vivo e público desviados. 

Hoje ficamos sabendo, por um ministro do Supremo, de além-mar, como gosta de passear, que a mais Alta Corte Judicial enfrentou a Lava Lato, para desconstituir toda a sua patriótica depuração de falcatruas que sugaram as finanças dos brasileiros, para liberar quem sequer tem coragem de sair às ruas depois de eleito presidente. 

Por fim, como qualificar uma Corte Suprema que nomeia como assistente de acusação - na fase de inquérito - o próprio ministro do STF que se apresentou com a família como vítima de agressão física e ofensas morais no aeroporto de Roma. Denúncia feita por ele à presidente do STF, prontamente atendida por ela,  que logo determinou medidas drásticas contra a família Mantovani.  

O advogado Sebastião Coelho na tribuna do STF – julgamento de réus do 8 de janeiro, apontou para as duas alas de ministros sentados e disse a eles: “ali estão as pessoas mais odiadas deste País”. 

O Senado que sabatinou os ministros do STF, antes da posse, irão silenciar? Vai desistir da CPI da Toga? 

Caxias do Sul, 25.10.2023