Artigo, especial, Marcus Vinicius Gravina - Como chegar à presidência sem esforço

O autor é advogado no RS

OAB-RS 4.949


O vice-presidente Geraldo Alckimin profetizou que o Lula voltaria ao "local do crime" que lhe valeram condenações em três instâncias judiciais.


Foi libertado, sem absolvição, por uma firula jurídica favorecendo a ala do crime, com total desprezo à sociedade brasileira.


O Foro de Curitiba foi declarado incompetente, tardiamente, pelo STF, como se isto fosse mais grave do que os crimes cometidos em corrupções continuadas, provadas nas instâncias colegiadas judiciais, que se aprofundaram nos exames das provas incriminatorias e daí à cadeia.


Pois, o vice Alckimin acertou. Ele voltou com a proteção de alguns ministros do STF, em formação de consórcio.


Cada um passou a atuar  em seus territórios, mas de mãos dadas, protegendo-se mutuamente.


Na via administrativa, bem mais ampla, não faltou espaço para agir sem escrúpulos.


Assaltaram o INSS. E, do outro lado da Praça dos Três Poderes, aconteceram negociações do Banco Master, em roda de whisky  e charutos raros. A imprensa chegou até divulgar a contratação de escritório de advocacia por 129 milhões de reais de honorários de ministro da Suprema Corte.


Nestas todas, o vice Alckimin engoliu suas denúncias de palanque eleitoral e tomou carona na nau pirata do Lula com as suas mãos no timão da embarcação do PT, não para aprendizagem da corrupção instalada no país, mas para chegar mais rápido à presidência da República. 


Foi como ele está   conhecendo a trajetória da volta ao local do  crime e se aproximando do consórcio dos amigos do Lula no STF. 


Não é este o foco deste artigo. Ele visa os aspectos políticos de governança.


 Vários fatores poderão afastar o presidente Lula do posto, se for reeleito.  A idade avançada e seus hábitos   comprometedores da saúde. Isso se a Primeira Dama não resolver ficar mais tempo em Paris. Dinheiro não  faltará para uma vida de luxo.


Pois é aí que entrará em cena o astucioso vice Alckimin.  Será apoiado pelos gabinetes da Faria Lima e terá   trunfos para negociar uma fórmula vantajosa para afastar o Lula da presidência. Sim, a presidência da República será negociada. Os apaniguados do PT não seriam esquecidos pelo  Alckimin, seriam parte da negociação. 


O Lula receberia um salvo conduto. Uma espécie de anistia prévia, aos seus crimes administrativos e penais.


Muitos fatos estão para serem investigados. O caso do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel é  apenas um deles.


 Mas o mais sensível ao acordo é o da denúncia do filho, Lulinha no roubo dos aposentados do INSS. 


A nova composição do Congresso Nacional e mais a participação dos partidos do Centrão, que não perde oportunidade diante de vantagens, carregarão nas costas o vice-presidente Geraldo Alckimin na subida da rampa do Planalto. 


Caxias, 19.10.2026

Nenhum comentário:

Postar um comentário