É falso que a campanha política termina hoje. O que termina é a eleição. A política continua amanhã, depois de amanhã e todos os dias, até a próxima eleição e muito além dela.
A eleição é o ritual pelo qual cada cidadão escolhe quem terá o poder de governar sua vida, com maior ou menor grau de coerção. O voto não é um gesto casual, uma preferência esportiva ou uma simpatia passageira. É a expressão política dos valores que cada um cultiva, dos princípios que aceita e da sociedade em que deseja viver.
O voto de hoje estará nas leis de amanhã. E essas leis determinarão o que poderemos fazer com nossas vidas, nosso trabalho, nossa propriedade e nossa liberdade. Cada restrição terá seus autores, seus executores e também aqueles que, pelo voto, lhes entregaram o poder de impô-la.
Não há como tratar essa responsabilidade como se desaparecesse com o encerramento das urnas. A convivência civilizada exige respeito aos direitos individuais, não indiferença diante de quem pretende violá-los. Ninguém deixa de ser responsável pelas ideias que defende simplesmente porque terminou a eleição.
Socialistas não abandonam o socialismo quando acaba a votação. Recolhem suas bandeiras, reorganizam suas forças, ocupam escolas, universidades, redações e instituições, preparando a próxima ofensiva contra a liberdade e a propriedade alheias. Querem conquistar amanhã o poder que não conseguiram conquistar hoje. E, quando conseguem, procuram transformá-lo em leis que nos obrigam a viver segundo suas convicções.
Eu não quero viver sob a tutela de ninguém. Não quero depender da autorização de políticos, burocratas ou maiorias ocasionais para trabalhar, produzir, empreender, trocar valores e buscar minha felicidade. Quero ser livre, sobretudo entre uma eleição e outra.
Amanhã o sol nascerá novamente. As urnas estarão fechadas, mas as ideias que ameaçam nossa liberdade continuarão circulando. Seus defensores estarão de volta, tentando convencer uma nova geração de que a vida de uns deve servir aos propósitos de outros.
O sol nascerá para todos. Mas os socialistas continuar
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